Because I Love You 2 .

36 Tentações de natal.


Notas iniciais
OLHA EUUUUUUUUU GENTE Gente GENTE Voltei! Agora vou postar e correr para respondê-los, desculpa mas só tive tempo agora! E olha que faltei uns dois dias de aula só para escrever pra vocês! Os capitulos estão demorando mais a ficarem prontos, porque eu demoro mais tempo os escrevendo. Estamos na reta final, nem um fio pode ficar solto, por isso meus amores, paciência com a tia, ta? Eu juro que faço o que posso! O capitulo está bem destribuido, mas acho que vai deixar um gosto de quero mais em todas as partes... bem, eu não sei, só acho mesmo. ME DIGAM VOCÊS! Nos vemos la embaixo, tá?

Aquela voz...

A voz que nem em mil anos seria capaz de esquecer.

Eu aceito.

Eu te amo!

Desde que seja com você, vai ser inesquecível.

Você prometeu...

Eu te odeio!

Quero que vá embora.

Todas essas, da mais doce a mais acida, do tom mais meigo ao mais alterado e triste. Palavra por palavra circulava em sua cabeça como em uma montanha russa, com seus altos e baixos.

Ainda que soubesse quem era a dona daquela voz, não conseguiu mover-se. Seria sua mente lhe pregando peças? Seu corpo simplesmente não respondia. No peito, onde o coração devia estar abrigado parecia haver no lugar um enorme buraco, que crescia expandindo-se toda vez que o mesmo pulsava, batendo forte a ponto de parecer loucura. Pela veia em seu pescoço conseguia sentir o sangue correr, desenfreado, circulando rapidamente e um frio tremendo subia por toda sua barriga.

Quantas palavras ela disse? Uma. Uma misera palavra vinda de Thalia conseguia lhe atingir daquela forma.

— Essa, sabe... — Suspirou e uma risadinha fugiu em meio ao ato. — Essa foi a primeira vez que usei o elevador.

Tão linda. Sua voz, seu comentário. O coração de Nico derreteu somente com aquela frase. A voz dela estava embalada, um misto de emoções que não conseguiu desvendar.

Apenas mais uma das coisas a qual não desvendaria em Thalia.

O olhar desceu ao chão e engoliu recolhendo toda a saliva que ocupava sua boca. Fitou aos pés intensamente como se mandasse uma ordem direta ao cérebro. Mexa-se. Seu corpo estava inteiro retesado, respirou fundo e cerrou aos punhos girando em seus calcanhares e parando. Agora frente a frente com ela. Olhou diretamente para a garota, antes no alto do prédio: Inalcançável, inabalável, implacável. Mas, que agora, estava aqui, a poucos centímetros de distância.

O ar ao seu redor pareceu mil vezes mais quente.

Prendeu a respiração e encarou aqueles olhos. Aqueles lindos e intensos olhos... Azuis e intimidadores. Olhar diretamente para eles era quase como encarar o mais profundo oceano de cima. Lhe fazia temer, temer pela ausência de oxigênio que esmagaria seus pulmões ou pela morte certa que lhe aguardava no desconhecidos das profundezas; mas, que ao mesmo tempo, lhe dava uma insana vontade de atirar-se contra as águas sem ao menos deixa-lo lembrar do oxigênio citado acima, simplesmente por ser ofuscado com a fascinação por tanta beleza.

O tempo correu.

Nem um dos dois disse nada.

Não era necessário...

Nico deu um passo á frente e Thalia fez o mesmo do outro lado. Os olhos ainda fixos um no outro. Então, mais um passo e o ato se repetiu até que tornaram-se saltos, á distancia entre eles diminuindo rapidamente até não restar mais nada. Nico abriu seus braços em um pedido silencioso que Thalia obviamente entendera, saltando e jogando-se contra ele.

O impacto fez com que cambaleasse dois passos para trás, mas não se importou. A apertou com força, rodeando a cintura de Thalia com seus braços, mantendo-a suspensa do chão enquanto ela fazia o mesmo em seu pescoço. Afundou o rosto contra o corpo dela e fechou aos olhos, finalmente soltando o oxigênio que até agora segurava, mas somente, para inspirar o mais profundo que conseguia sentindo o cheiro dela invadir suas narinas. Sentiu cada poro de seu corpo arrepiar, o cheiro dela lhe inebriando, o doce e inesquecível cheiro de morangos.

Seu coração estava acelerado e aquele buraco que parecia existir minutos atrás agora estava tampado em seu peito. Os braços de Thalia afrouxaram sobre seu pescoço e aquela foi à deixa para Nico abrir aos olhos novamente. Assim que o fez, deparou-se com o rosto de Thalia a centímetros do seu. Parou e respirou fundo enquanto a olhava. Tinha tanto para falar, tanto que ela precisava ouvir, mas não sabia por onde começar.

— Eu...

— Shh... — Thalia sorriu, suas bochechas estavam úmidas e coradas.

Os braços dela se apoiaram nos ombros de Nico e suas mãos tocaram-no sobre as bochechas. Suas mãos eram tão pequeninas, tão macias e quentinhas, independente do frio que fazia ali. Com cuidado, Thalia trouxe o rosto dele de encontro ao seu e, lentamente, os polegares alisaram-no sobre as bochechas. Acariciando. Escorregou pela pele até chegar aos lábios onde correu os polegares lentamente, puxando o inferior para baixo, fazendo a boca de Nico se entreabrir. Ela engoliu em seco e umedeceu seus lábios com á ponta da língua, encarando-o completamente vidrada.

— Não fala nada não... — Sussurrou, sua voz rouca e baixa. — Eu tenho muito que fazer isso.

Antes que pudesse se que pensar em uma resposta, Thalia foi mais rápida inclinando seu rosto ligeiramente para frente e tocando sutilmente seus lábios contra os dele. Nico ficou estático nos primeiros segundos, ainda não acreditando no que acontecia. Seus olhos arregalados.

Era um contato sutil, somente os lábios se tocando. A boca de Thalia abriu-se e fechou-se envolta de seu lábio inferior, ela o chupou lentamente arranhando com seus dentes em seguida. A fixa finalmente caiu, Nico suspirou fechando aos olhos. Thalia seguiu com calma e extrema paciência, como se quisesse aproveitar o momento ao máximo. Nico sentia seu corpo quente, um conforto embalava seu coração. Antes de a cabeça ficar completamente em branco, pediu em pensamentos, implorou a todos os deuses:

Se isso for um sonho, por favor, deixe-me sonhar um pouco mais.

( . . . )

— Você o quê? — Luke perguntou com o tom de voz confuso.

Sua expressão era de espanto total, a boca aberta e os olhos arregalados. Na lateral da bochecha um vermelho intenso marcava nitidamente os cinco dedos de Calypso. A menina respirou fundo cortando contato visual e passou a mão por seu rosto, tentando manter os pensamentos em ordem.

Não acredito que disse isso! Martirizava-se; mas agora é tarde de mais para voltar atrás.

— Isso mesmo que escutou — Tentou manter sua voz firme, embora estivesse completamente frágil por dentro. Só queria correr dali e se trancar em seu quarto até esse maldito dia acabar. — Eu-... Eu gosto de você.

A expressão dele relaxou um pouco, mas ainda mantinha-se estático no exato lugar. Os olhos confusos e a boca mexendo-se como se tentasse encontrar alguma palavra para dizer. Porém, Calypso não queria escutar nada vindo dele, tratou logo de continuar:

— Mas não gosto de gostar... — Suspirou e travou a mandíbula, fitando o rosto confuso do menino por um tempo. — Não gosto de sentir o que sinto, isso acaba comigo porque eu me apaixonei por você. Me apaixonei de verdade, entende? E a pessoa de quem eu gosto só quer me usar. Não posso continuar com isso, Luke, não posso e não vou. Você não tem ideia do quanto machuca saber que só vem aqui para transar e depois ir embora.

Calypso abraçou seu próprio corpo e caminhou até a porta novamente, segurando a maçaneta e tornando a abri-la.

— Então, por favor, vá. Mas desta vez, não volte.

O rosto de Luke finalmente mostrou outra emoção que não fosse á confusão: ele sorriu. Um sorriso que era diferente de todos os outros que Calypso já tinha visto. Não havia malicia, não havia ironia, não havia nada além de um lindo e sincero sorriso perfeitamente branco.

— Eu não vou a lugar algum.

— Claro que vai! Achei que tivesse entendido...

— Shhh... Não acha que já falou o bastante? Agora é a minha vez de falar. — Posicionou-se de frente a ela, tirando a mão de Calypso da maçaneta da porta. — Eu não vou a lugar nem um. Acha mesmo que pode falar tudo isso, tornando-me o vilão da história e simplesmente me expulsar depois?

Qual era a daquele sorriso? Calypso tentou puxar sua mão que estava entre a dele, tentou repetidas vezes se soltar, se afastar, não queria aquela proximidade toda. Mas não conseguiu, Luke era mais forte ou tornava-se fraca de mais quando estavam assim tão próximos.

Droga. Não queria correr o risco de fraquejar.

— Você não pode simplesmente jogar a bomba no meu colo e esperar que eu exploda sozinho, Calypso. — Com a mão livre Luke empurrou a porta fechando-a novamente, a loira engoliu em seco, apreensiva. — Você nunca me falou nada, nunca deu se quer um sinal de que não queria também. Achei que gostasse da nossa relação como ela estava.

— Ah, claro. Quem não gosta de ser usada? — Foi bastante irônica enquanto tentava novamente se soltar dele.

Luke sorriu. Agora sim um de seus clássicos sorrisos: recheado de malicia.

— Serio? Não era isso que seu corpo me dizia.

Calypso travou a mandíbula e lhe lançou um olhar fulminante. Sua mão livre subiu rapidamente tentando acerta-lo com outro tapa, mas desta vez, Luke a impediu segurando-a ha poucos centímetros de seu rosto.

— Ah, não. Dessa vez não. — Agarrou em ambos os pulsos dela e empurrou-a para trás mantendo-os pressionados contra a parede, acima de sua cabeça. — Chega de me bater, chega de me xingar...

Conseguia ouvir os dentes da menina rangendo dentro da boca, os olhos faiscavam. Ela estava brava, muito brava.

— O que vai fazer? Me estuprar?

Luke sorriu negando com a cabeça.

— Não preciso disso, você sempre se entrega de boa vontade.

Calypso puxou seus pulsos para frente, tentando inutilmente soltar-se. Aquele garoto era tão... Argh! Tão ridículo. Aquela segurança, aquele sorriso convencido e aquelas malditas palavras. O odiava completamente e odiava ainda mais o fato dele estar certo.

— Você é um babaca... — Murmurou entre dentes encarando-o diretamente nos olhos — Eu te odeio.

Luke parou um segundo para observa-la: Os cabelos lisos e loiros estavam completamente bagunçados; sua franja sempre impecável, agora caia em desordem sobre a testa; O rosto estava vermelho e a mandíbula travada com os lábios contraídos deixando transparecer toda a raiva que sentia.

Seria errado acha-la linda daquela forma?

A respiração pesada fazia seu peito subir e descer rapidamente, a barriga lisa exposta pela ausência da blusa acompanhando o movimento agitado.

Umedeceu seus lábios e a encarou diretamente nos olhos, mantendo as mãos firmes sobre os pulsos dela enquanto aproximava ambos os rostos.

— Eu também gosto de você. — Sussurrou.

Calypso parou de se debater no mesmo momento, Luke sorriu e não deixou que ela falasse nada, selou seus lábios de imediato, beijando-a como desejou fazer assim que a viu abrir a porta.

Não sabia dizer ao certo quando começou, mas depois da noite no chalé pensava nela com mais e mais frequência a cada dia até não suportar e ter de procura-la novamente. Sabia que seria melhor ter dito desde o começo, mas provoca-la até deixa-la naquele estado de nervos, era bem mais divertido.

( . . . )

Assim que desceram do quarto, Annabeth e Percy seguiram por caminhos opostos pela casa. Estavam em um campo minado e não queriam chamar atenção antes da hora.

Annabeth cumprimentou todos os convidados e praguejou ao notar que Thalia realmente havia lhe dado o bolo.

Ela prometeu.

Saiu da sala que estava uma completa barulheira e seguiu rumo á cozinha: silenciosa e apetitosa, onde a farta ceia já estava posta sobre a mesa. Tudo estava muito bonito e completamente impecável. De frutas ao peru, todos os pratos pareciam absurdamente saborosos, mas só em lembrar o que teria de fazer na hora do jantar, perdia completamente o apetite.

Preciso de uma bebida...

Foi até a mesa e pegou uma das garrafas de champanhe. Havia tantas ali, não sentiriam falta de uma, certo?

— Nervosa? — Assustou-se e por pouco não deixo a garrafa cair no chão. Olhou para trás e repreendeu Piper com o olhar.

— Será que dá para ser menos sutil? — Abusou de sua ironia. — E não, não estou nervosa. O que lhe faz pensar isso?

— Sei lá, talvez a garrafa de bebida na sua mão — Apontou em direção ao champanhe.

Annabeth sorriu nasalmente e colocou a garrafa de volta sobre a mesa, exatamente onde estava anteriormente.

— Estou uma pilha. — assumiu suspirando, puxou uma das cadeiras da mesa e sentou-se nela. — Não aguento mais essa pressão. Acredita que a minha mãe entrou no quarto bem quando Percy e eu estávamos...

— Ai meu deus! — Piper se aproximou e fez o mesmo com a cadeira, sentando-se de frente para ela. — Vocês estavam trepa-

— Não! — Mesmo com a base era visível o rosto corado de Annabeth. — E deuses! Estamos na véspera de natal, será que ao menos hoje poderia não falar essa palavra?

Piper deu de ombros e pegou uma das uvas sobre a mesa, levando-a a boca em seguida.

— Só queria saber se tinha rolado sexo natalino...

Annabeth negou com a cabeça, completamente incrédula.

— Você é suja...

A morena gargalhou o que levou Annabeth a sorrir também.

— Eu não sou suja, não tem nada de errado em sexo natalino.

— Não tem nada de errado para alguém que transa em uma barraca.

Os olhos de Piper semicerraram.

Ouch! Chão é cama na hora que o amor chama, tá?

Annabeth negou com a cabeça e sorriu, pegando uma uva também. Ficaram ali por algum tempo, conversando. Sentia-se menos nervosa agora com Piper ao seu lado, mas ainda gostaria que Thalia estivesse ali. Eram um trio, não uma dupla.

— Annabeth, será que podemos conversar? — A cabeça de Percy surgiu por entre a porta.

A loira deu um breve olhar para a amiga a sua frente, que assentiu permitindo que ela fosse. Levantou-se da cadeira e caminhou até onde ele estava parado, Percy parecia inquieto.

— Qual o problema?

— Aqui não... — Sussurrou e apontou em direção ao corredor começando a andar.

Annabeth assentiu, mas antes de segui-lo teve o cuidado de olhar para trás certificando-se de que não havia mais ninguém por perto.

— Percy, o que foi? Está me assustando... — Sussurrou de volta assim que estavam de frente a porta dos fundos.

Ele abriu e seguiu por ali sem respondê-la, e assim que Annabeth fez o mesmo, seu corpo foi subitamente puxado para frente.

— Estou morrendo de saudade... — Percy murmurou com um adorável biquinho nos lábios enquanto as mãos pousavam na cintura dela.

Annabeth sorriu e negou com a cabeça.

— Era só isso? Deuses, você me assustou.

— Não faça pouco caso dos meus sentimentos. Você não tem coração?

Segurou o rosto dele por entre suas mãos e aproximou-se, lhe dando um terno beijo.

— Tenho, e ele só pulsa por você... — Respondeu, seus lábios ainda colados.

Percy fechou aos olhos e assentiu com a cabeça.

— Ótima resposta. — Suas mãos apertaram a cintura dela com um pouco mais de força e Annabeth suspirou. — Realmente uma ótima resposta...

A empurrou sutilmente para trás, colando-a na parede enquanto a beijava de forma mais intensa. Seus lábios se espremendo deliciosamente contra os dela. Annabeth já sentia seu corpo começando a responder aquilo tudo, então tratou de quebrar ao beijo.

— O que foi? — Percy perguntou, ofegante. Os lábios deliciosamente convidativos, manchados por seu batom.

— Aqui não. — Tentou soar séria, porém saiu mais como um lamento. — Não é lugar, nem hora pra isso.

O biquinho voltou aos lábios do menino.

— Mas eu quero você... — Sussurrou, as mãos apertando com posse a cintura dela, o rosto inclinando-se para frente até os lábios alcançarem seu pescoço que estava exposto por conta do rabo de cavalo. — E quero agora... — A ponta dos dentes de Percy escorregou por sua pele até fechar-se envolta da área, mordendo-a, para depois correr a língua por cima, amenizando a fina dor que sentira no local.

Annabeth prendeu a respiração e fechou aos olhos com força. Deuses. Seu corpo já estava quente, as pernas bambas. Depois daquela noite no chalé, esse clima aplicava-se a eles sempre. Percy parecia bem mais sedutor do que antes e era praticamente impossível ficarem no mesmo espaço, sozinhos, sem que acabassem na cama no fim da noite.

Não que estivesse reclamando...

Respirou fundo e reuniu todas as suas forças para manter-se sã. Segurou os ombros dele e o afastou novamente, evitando olhar nos lindos olhos verdes.

Mas era tão difícil...

Queria dar um chute na bunda da Annabeth politicamente correta e deixar a Annabeth sem escrúpulos assumir, gostava de quando ela tomava posse, as coisas ficavam bem mais divertidas...

Mordeu o lábio inferior e balançou a cabeça espantando aquele insano pensamento.

Não era uma boa hora. Estavam num jantar em família, essa que nem fazia ideia do relacionamento dos dois, imagina se fossem pegos? Só ia tornar tudo mais difícil.

— Mais tarde... — Sussurrou, depois de aproximar-se do ouvido dele, ficando na ponta dos pés. — Quando acabarmos tudo isso, eu sou toda sua...

Então afastou-se, fugindo dos braços do menino com o ultimo pingo de sanidade que lhe restava. Adentrou a casa mais uma vez e passou a ponta dos dedos pela lateral de seus lábios, limpando o resquício de batom que se espalhara por ali na hora do intenso beijo. Voltou à movimentada sala de estar, onde sua mãe sorriu ao vê-la.

— Estava lhe procurando! — A mulher aproximou-se e seu sorriso sumiu, dando espaço a um rosto preocupado. — você está bem?

Annabeth assentiu, abanando seu rosto com a mão.

— Uhum, por quê?

— Está vermelha. Algo aconteceu?

Mordeu o lábio inferior e negou com a cabeça.

— Calor... Só um pouco de calor.

( . . . )

Quando Piper sugeriu que viessem à festa na casa de Atena, Afrodite nem considerou a hipótese de recusar. Fazia um tempo que não conversava com sua melhor amiga de longa data, o trabalho de ambas era sempre muito corrido e suas agendas nunca lhes davam uma brecha. Então, pensou que seria ótimo vê-la novamente, ainda mais por ser uma data como natal, que era feita especialmente para passarmos com nossos familiares e amigos.

Mas não quando certos familiares e amigos ficavam se engolindo em um canto.

Já devia estar na sua quinta taça de vinho, os olhos fixos em Apolo e Ártemis que pareciam mais felizes do que nunca. Era como olhar em um portal que a levasse de volta ao passado, exatamente como da outra vez: Eles fodiam até altas horas da noite e Apolo fingia que nada tinha acontecido, corria para os braços de Ártemis e lhe declarava o mais puro e eterno amor.

Revirou aos olhos e deu um longo gole na bebida, sentindo o gosto doce e levemente acido. Já sabia que isso ia acontecer, mas ainda assim era uma situação estupidamente dolorida. Eles tinham mesmo de fazer aquilo ali?

— Está deixando transparecer...

Afrodite parou de encarar o casal Disney e olhou para sua amiga que tinha um sorriso piedoso nos lábios.

— Não me dê esse sorriso, marca suas rugas, idosa. — Zombou e deu mais um gole voltando a olhar para frente.

Atena revirou aos olhos e puxou a taça das mãos dela.

— Pare de agir desta forma, se ficar olhando mais para os dois é capaz de a cabeça de um deles explodir.

Afrodite bufou e tentou pegar sua bebida de volta, mas Atena a deixou encima de uma das bancadas.

Estava longe de mais e ficou com preguiça de ir até lá.

— Não tem como não olhar. Gente, é véspera de natal e estamos no meio de uma dúzia de famílias, será que alguém poderia, por favor, jogar um balde d’água gelada e separar os dois?

Atena sorriu e negou com a cabeça.

— Não exagere, têm no máximo umas... oito famílias.

Foi à vez de a morena sorrir. Ela descruzou aos braços e relaxou um pouco sua postura, voltando a olhar para a amiga de adolescência.

— Fiquei feliz que veio. — Atena admitiu com um caloroso sorriso. — Só convidei Ártemis porque soube que vocês estavam bem, mas não fazia ideia de que ela traria Apolo-...

Afrodite levantou a mão em sinal de descaso, antes que Atena divagasse mais.

— Está tudo bem, eu entendo, não precisa explicar nada. — Deu de ombros e suspirou. — Já imaginava que ela o traria, só preciso de um tempo para me acostumar novamente.

A loira assentiu e deu um longo suspiro, o silêncio se instalou por um segundo.

— Ele é um idiota. — Sussurrou para que só sua amiga ouvisse. — Não te merece.

Sabia que por mais que Afrodite se fizesse de forte, estava destruída por dentro. Sempre foi assim, acompanhara tudo do começo e era apta o suficiente no assunto para afirmar isso: Afrodite sempre fora apaixonada por Apolo. Porém, ele era o único cara a qual ela nem ousava chegar perto. Os anos foram correndo e os sentimentos dela mantinham-se “ocultos”, sim, desta forma, entre aspas porque só não via quem era cego ou quem não queria mesmo ver. Estava mais do que na cara o quão ela era apaixonada pelo bad-boy, por isso, quando Ártemis começou a namorar o rapaz, Atena não pôde deixar de pensar que havia uma pitada de maldade naquilo.

Lembrou-se do quão devastada Afrodite ficou ao receber a noticia; a forma que os olhos perdiam o brilho sempre que via os dois juntos pelos cantos da escola; as noites que lhe ligava de madrugada chorando ao telefone, uma em especial não conseguia esquecer: à noite em que ela disse que os dois haviam ficado. Atena não pôde conter a felicidade, achou que o sofrimento de sua amiga finalmente estava fadado ao fim, mas então... Nada mudou.

Obrigada. — O sussurro de Afrodite lhe tirou de seus pensamentos, olhou para o lado onde a morena sorria. — Se você fosse um cara já teria lhe levado para a cama há tempos, manda o Poseidon ficar de olho. — Ela deu uma discreta piscadela enquanto caminhava em direção a sua taça de vinho, pegando-a novamente e sumindo pelo corredor.

Atena negou com a cabeça e foi impossível não sorrir.

— Posso saber o motivo da risada? — Poseidon perguntou após rodear a cintura dela com os braços, lhe dando um beijo estalado na bochecha.

— Ah... Se você soubesse acho que não ia gostar.

As sobrancelhas do homem se arquearam.

— Como assim?

— Deixa pra lá. — Ela sorriu e virou em seus calcanhares ficando de frente para ele, abraçando seu pescoço. — E então, faltam quantas horas para “o momento”?

O biquinho saiu dos lábios de Poseidon e um sorriso estampou sua boca, ele soltou a cintura de Atena com uma das mãos e conferiu seu relógio de pulso.

— Pouco mais de alguns minutos, na verdade é daqui a pouco, acho melhor já até ir organizando o pessoal na mesa.

Atena assentiu e Poseidon lhe deu um beijo na ponta do nariz.

— Acha que eles vão ficar surpresos? — Perguntou.

— Completamente.

. . .

— Ué... — Atena olhou por toda a longa mesa onde os convidados já estavam sentados conversando animadamente.

— O que foi? — Poseidon perguntou ao seu lado.

— Não vejo Afrodite, na verdade, não a vejo desde mais cedo. Acho que vou procura-la.

— O quê? Não pode ir, é a anfitriã, e sem falar que esse é o momento que aguardamos a noite inteira. — O homem a lembrou enquanto pegava as taças em mãos.

Ela suspirou cansada e mais uma vez correu os olhos pelo local. Estava um pouco preocupada, não dava pra negar.

— Pode deixar que eu vou, — uma voz grave anunciou um pouco atrás. — Posso imaginar onde ela está.

Atena conhecia aquela voz, mas olhou só para confirmar. Apolo. Ele deixou alguns dos pratos que anteriormente carregava sobre a mesa e passou rapidamente pela abertura da porta subindo aos degraus da escada, sumindo ao ganhar o segundo andar.

Atena olhou para Poseidon e depois para a mesa onde Ártemis já estava sentada e sorria conversando com Piper.

Isso não vai acabar bem...

Era só o que conseguia pensar.

( . . . )

Afrodite estava parada, escorada na mureta de uma das varandas de um dos quartos da casa, realmente não fazia ideia de qual quarto era, mas pela cama de solteiro deduziu ser o de hospedes. Suspirou pela decima vez e girou o restante do liquido em sua taça, balançando-a brevemente, para só então levar a boca, saboreando o delicioso sabor da uva misturada ao álcool.

Com certeza não existia bebida melhor no mundo, que vinho.

Suspirou e colocou a taça — agora vazia sobre a mureta voltando a fitar intensamente o céu. Não sabia ao certo o que estava fazendo ali, porque não estava fazendo nada ao certo. Simplesmente não aguentava mais ficar lá embaixo.

Precisava de um tempo para pensar, para digerir, para aceitar e não deixar-se abalar pelo casal Disney mais uma vez. Mas era difícil uma vez que seu coração e corpo clamavam pelo maldito rapaz loiro.

Já faz tanto tempo, quando você vai superar?

Perguntou a si mesma enquanto dava-se ao luxo de suspirar novamente.

— Superar o quê? — Uma voz grave cortou o silêncio do quarto, acompanhada do baixo ranger da porta.

Afrodite respirou fundo praguejando pro aquilo não ter ficado só em pensamentos. Tentou relaxar seus ombros e não deixar transparecer o quão retesado seu corpo ficou ao ouvir aquela voz. Arrepiado de cima abaixo.

— Nada, só pensando alto. — sua voz saiu firme deixando-a orgulhosa.

Não queria se mostrar abalada para ele.

— Hm... — ouviu os passos escoando pelo quarto, revelando que Apolo se aproximava. Prendeu a respiração e fixou o olhar no céu assim que sentiu uma presença bem ao seu lado. — Muito interessante...

Soltou o oxigênio de seus pulmões lentamente para que ele não notasse. Sentia certa nostalgia com aquilo.

— O que faz aqui? Está perdido?

— Um pouco.

A voz de Apolo não saiu mais alta que um sussurro, Afrodite pensou ter capitado algo a mais ali, mas achou melhor ignorar, provavelmente era a bebida fazendo sua cabeça.

— Somos dois então. — Deu um sorriso sem humor.

— Será que pode olhar para mim enquanto conversamos?

Crispou aos lábios e negou com a cabeça.

— Não estamos conversando.

— Deixe-me ao menos explicar-

Afrodite respirou fundo e apertou aos olhos tentando manter a calma. Não queria falar sobre aquilo, não tinha o que falar. Não era como se Apolo lhe devesse satisfação alguma, conhecia muito bem as regras do jogo, era uma veterana.

— Você não tem o que explicar. — Tornou a abrir seus olhos e finalmente o encarou, seu corpo respondendo imediatamente ao ato: arrepiando-se por um breve momento fazendo-a cortar logo o contato visual. — Não tem...

Enfatizou bem a palavra enquanto martirizava-se internamente por ser tão fraca.

Apolo engoliu em seco e assentiu, desistindo, ao menos por hora. O silêncio dominou, por longos e longos minutos e parecia mais cortante que cacos de vidro. Uma tensão pairava sobre o ar deixando um clima estranhamente desconfortável, era como se ambos os lados quisesse muito falar, mas não tivesse o que dizer ou tivesse coisas de mais.

— Afrodite, eu-

— A lua é muito bonita, não é mesmo? — Falou assim que Apolo ia começar algo.

Ouviu um pequeno risinho da parte dele, mas não ousou olhar para conferir.

— Sim. — Concordou.

— Eu costumava dizer que ela era mais, demorei um pouco, mas finalmente entendi que não, realmente é só isso... — Poderia ser a bebida falando mais alto, não sabia se ele entenderia, mas diria ainda assim. — Ela só é bonita, isso é tudo. Tudo o que o ser humano sempre enxergará e valorizará, sua beleza.

— Ela não é só bonita... — A voz dele saiu baixinha, porém com uma carga de certeza que por um segundo quase a convencera, mas ainda assim Afrodite manteve-se firme, nem se quer olhou em sua direção. — O ser humano que foi idiota de mais em demorar tanto para notar...

Um fraco sorriso surgiu nos lábios da morena e pelo canto do olho ela o observou.

Era tudo o que precisava ouvir.

Respirou fundo e torceu mentalmente para não ter capitado errado. Tentou controlar as batidas de seu coração que descarrilharam por um breve segundo e estabilizar suas emoções. Não queria deixar nada transparecer.

— Eu queria um cigarro agora. — Admitiu quebrando o contato visual que mantiveram por um tempo, girou em seus calcanhares e sentou-se na mureta.

Apolo tateou sua jaqueta de couro, abaixando todos os zíperes até finalmente encontrar a caixinha. Tirou-a de lá e abriu, estendendo a morena que rapidamente pegou, colocando um entre os dentes.

— Acende?

Ele engoliu em seco e umedeceu seus lábios enquanto aproximava-se um pouco da mulher, apontando o isqueiro na direção dela e Afrodite inclinou ligeiramente a cabeça para frente, em sua direção. Não pôde deixar de encarar os lábios dela, o cigarro preso entre os dentes brancos, era tão sexy.

— Achei que tinha parado... — Ela sussurrou.

Apolo puxou o dedão para baixo repetidas vezes, fazendo faíscas voarem pelo ar e logo as chamas acenderem na ponta do isqueiro, esquentando o papel. Afrodite o observava a todo o momento, os olhos azuis brilhando de forma provocante, a espessa sobrancelha direita arqueada e os lábios entreabertos pintados de vermelho sangue que pendiam o cigarro entre os dentes. Tão convidativo.

— E parei. Mas gosto de tê-lo no bolso, um costume antigo.

— Não se sente tentado? — Aquela voz, aquele tom: grave e rouco. O corpo de Apolo arrepiou.

— Não mais...

Ela assentiu e pendeu levemente a cabeça para trás assim que o cigarro acendeu, apertando-o entre seus dedos, dando uma longa tragada. Apolo aproveitou aquele momento para olha-la, nunca cansaria de admirar o quão linda Afrodite era, a luz da lua então, fantástica. A cabeça da mulher tornou a frente e os cabelos negros caíram sobre os olhos que lentamente abriram-se mais uma vez. Apolo engoliu a saliva que acumulou-se em sua boca e o corpo arrepiou mais uma vez enquanto observava a fumaça escapar pelas laterais da boca vermelha dela quando um sorriso malicioso se formou.

Afrodite o chamou com o dedo indicador enquanto abria lentamente suas pernas arrumando-se sobre a mureta, Apolo nem hesitou em aproximar-se mais, posicionando-se entre elas. A mulher lentamente tirou o cigarro dos lábios e levou sua mão até o rosto dele, tocando-o abaixo do queixo e pressionando suas bochechas com um pouco de força usando a ponta dos dedos, fazendo com que entreabrisse a boca.

— Então trarei suas tentações de volta... — Sussurrou de uma maneira terrivelmente sexy, assoprando a fumaça lentamente contra a boca de Apolo, que fechou aos olhos no mesmo momento, respirando fundo, tragando para dentro de seus pulmões. O corpo relaxando em contato com a nicotina. — Todas elas. — Completou a mulher enquanto puxava com força seu rosto para frente.

Os lábios se chocaram, a fumaça escapando pelas brechas formadas por ambas as bocas conforme o beijo se intensificava. Afrodite atirou o cigarro dentro da taça vazia e levou suas mãos a nuca de Apolo, afundando-as em seus cabelos, puxando entre os dedos e arrancando um grave gemido de satisfação enquanto as pernas o rodeavam no quadril.

Apolo espalmou ambas as mãos nas coxas da mulher, fazendo um pequeno estalo escoar pela varanda, apertando-as com certa força em seguida. Afrodite gemeu em aprovação, os quadris remexendo-se, jogando-se contra ele em busca de mais contanto enquanto o mordia com força no lábio inferior, puxando a cabeça levemente para trás, trazendo-o consigo.

Ambos abriram os olhos ao mesmo tempo, encarando-se por poucos segundos, azul e azul. Desejo e desejo. Aquela maldita atração fora do comum que nutriam um pelo outro transparecendo. Apolo rosnou e subiu suas mãos pela pele macia das coxas da mulher, infiltrando-as por dentro do vestido enquanto as de Afrodite subiam por suas costas. As unhas longas arranhando levemente a área, os olhos ainda ligados sem nem ao menos piscar.

— Você é a minha ruina... — Apolo admitiu apertando as coxas dela com mais força, os polegares tocando a parte interna bem próxima á sua intimidade. Já conseguia sentir a umidade.

Afrodite mordeu aos lábios e ofegou dando um sorriso terrivelmente malicioso.

— Você é a minha há muito tempo.

Os lábios se aproximaram novamente dando inicio a um beijo mais faminto que o anterior. Afrodite retirou suas mãos de dentro da camisa de Apolo e as levou aos ombros dele, forçando a jaqueta de couro para trás. Apolo afastou-se um pouco e retirou as mãos do corpo dela, que por um segundo, sentiu-se terrivelmente solitária sem o contato. Ele puxou a peça de seu corpo e jogou-a longe, fazendo o mesmo com a camisa branca que usava por baixo, lhe dando o mesmo destino: O chão.

Afrodite respirou fundo e agradeceu ao deus olimpiano Dionísio. Se estava fazendo essa loucura novamente, era com certeza graças a todo o vinho que bebera mais cedo.

No momento, não conseguia pensava nos contras.

E daí, que ele era namorado de sua irmã?

E daí, se ela estava lá embaixo com sua filha nesse exato momento?

E daí, se só seria usada novamente?

Dane-se que se sentiria um lixo depois.

Seu corpo estava quente, fervendo e no momento sua mente só lhe mostrava os prós.

Chamou Apolo com o indicador e ele aproximou-se mais uma vez, posicionando-se entre suas pernas. Antes de deixa-lo fazer qualquer coisa, Afrodite simplesmente o admirou por um longo segundo. Espalmando suas mãos contra o peitoral — agora exposto do rapaz, descendo as longas unhas pela área, riscando tudo, gominho por gominho daquele maravilhoso abdome.

Sorriu e mordeu o lábio inferior ao notar que ele se arrepiou com o contato, o olhou por baixo de seus cílios só para se deparar com aquela expressão maravilhosa: Os cabelos loiros bagunçados e aquela barba pra fazer; os lábios entreabertos liberando pequenas lufadas de ar pela respiração acelerada; Apolo era o dono da expressão excitado mais linda do mundo.

Inclinou-se para cima um pouco, levantando as costas até conseguir, com a mão, alcançar a nuca dele, puxou ali com força e tomou aqueles deliciosos lábios em mais um beijo.

O rapaz pareceu despertar, arrastou suas mãos pelas coxas da mulher novamente, desta vez já não tinha tanta paciência. Foi até a barra do vestido preto, colado que Afrodite usava e o puxou para cima, deixando exposta a calcinha da mesma cor que se destacava entre a pele pálida.

Quebrou ao beijo somente para contemplar aquela deliciosa visão que era Afrodite sentada na mureta, seminua, banhada pela luz da lua.

Como aquela mulher conseguia ser tão perfeita?

— Você é tão gostosa... — Rosnou apertando as coxas dela com possessividade. Afrodite mordeu o lábio inferior para conter um gemido. — E está tão molhada, deuses...

Apolo abaixou-se, ficando de joelhos entre as suas pernas, ali, bem a sua frente. Teve de contar até cem para não desfalecer naquele exato momento sem ao menos ter sido devidamente tocada. Ele segurou nas laterais de sua calcinha, Afrodite conseguia sentir a respiração quente e alterada contra sua intimidade que clamava por atenção.

— Tira de uma vez! — Pediu impaciente.

E quando ele finalmente ia tirá-la, fora interrompido pelo ranger da porta. Afrodite já estava pronta para mandar ao raio que o parta quem quer que fosse ali, poderia ser até mesmo o próprio papa, nem ele seria poupado!

Mas assim que olhou para a porta, seu corpo gelou. Todo o calor que sentia até segundos atrás foi pelos ares e engoliu em seco.

Seria melhor que fosse o papa...

Notas finais
( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°)( ͡° ͜ʖ ͡°) EU, DEFINITIVAMENTE, AMO, A, AFRODITE! CA-RA-LHO! EU AMO ESSA MULHER, GENTE, EU ADORO ESCREVER OS CAPITULOS DELA. Sei la, acho que porque gosto da discordia HEUHEEE. Ela é um dos meus personagens preferidos da fic (SE NÃO FOR O) BEEEEM, Então vamos as perguntenhas! Quem vocês acham que é na porta? ( ͡° ͜ʖ ͡°) HEUHE, eu tenho lá minhas duvidas, talvez o bom noel, ne? dando uma bronca já que nossos queridinhos estão bem ousados nesse capitulo. Todos os casais com exceção de Thalico. Sim, você não leu errado. Pela primeira vez, Percabeth esta saliente e Thalico fofo! É meu povo, eu mereço até o perdão de vocês depois desse fato historico. ne? BEEEM, NÃO VOU MAIS FALAR PORQUE JÁ FALEI DE MAIS. NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR O QUE ACHARAM, CERTO? NOS VEMOS NO PROXIMO MORES E VOU LÁ RESPONDE-LOS. PARTIU!