Because I Love You 2 .
37 Segunda rodada?
Notas iniciais
Se lhe perguntassem, Nico não saberia dizer ao certo quanto tempo fazia desde que seus lábios estavam colados aos de Thalia. Mas pela forma que seu corpo vinha reagindo, poderia chutar que... muito.
Permaneceram daquela mesma maneira: delicada, cuidadosa, somente mantendo ambas as bocas coladas em um longo selinho. Seu coração acalmando-se aos poucos, mandando informações diretas ao cérebro.
Não é um sonho, baixe sua guarda. Pode relaxar.
Repetia diversas vezes em pensamentos, mas ainda assim, não estava totalmente convencido daquilo. Uma parte sua não queria soltá-la, por mais que seus pulmões já doloridos implorassem por oxigênio, um aperto desconfortante voltou ao seu peito trazendo consigo o receio. Temia que assim que se afastasse dela, de seu calor reconfortante, de seus lábios macios... Fosse sugado de volta á dura realidade, acordando ofegante e deprimido ao notar que tudo isso não passava de mais um de seus muitos sonhos.
Sentiu as mãos de Thalia — até agora imóveis, movendo-se sobre seus ombros e foi desperto de seus pensamentos. A palma da mão direita dela espalmou-se em sua nuca, os dedos subiram lentamente pela área, entrando e entrelaçando-se por entre seus cabeços, onde ela puxou com certa força, impulsionando sua cabeça para trás, assim, separando com um estalo ambos os lábios.
Sem ao menos notar, imediatamente resfolegou. Seus pulmões saborearam o oxigênio como se fosse a mais necessária droga, fazendo com que o peito subisse e descesse em uma velocidade exagerada. Nem reparou que estava tão sedento assim. Sua visão estava um pouco embasada, porém logo que recobrou a consciência fitou o rosto de frente ao seu. Somente para perder o folego novamente.
Que olhar era aquele?
Deus. Seu corpo inteiro arrepiou. O olhar de Thalia devia ser o mais lascivo e desejoso da historia, suas pupilas negras estavam absurdamente dilatadas dentre o azul, também absurdamente escuro.
— Eu sei que você deve ter muito a dizer, acredite, eu também tenho. Mas, deuses, tudo o que eu mais quero agora é lhe sentir. — Ela sussurrou, disparando de uma só vez enquanto aqueles olhar lhe acertava em cheio, revezando entre seus lábios e olhos.
Nico esqueceu que o oxigênio era necessário, pela segunda vez. Os lábios ficaram secos e o corpo retesado por inteiro diante de tal confissão. Thalia inclinou sua cabeça para frente e a mão o apertou entre os cabelos com mais força enquanto o ar quente escapava pela boca dela direto a sua orelha em meio ao sussurro:
— Quero lhe sentir de todas as formas possíveis. Seu corpo se encaixando ao meu e o seu calor aumentando conforme isso acontece. Sua boca contra a minha, sua língua, os gemidos, eu quero tudo. E quero agora.
Não era um sonho, deuses, aquilo não era um sonho! Não podia ser. Sua cabeça não era capaz de criar algo tão real, algo tão envolvente, algo tão... Quente.
Antes que pudesse falar qualquer coisa, foram tirados daquela bolha que os cercava pelo barulho ensurdecedor de aplausos escoando dos prédios vizinhos. Nico finalmente tornou a respirar e piscar — seus olhos ardiam e já deviam estar vermelhos pelo tempo sem o fazer. Os braços de Thalia afrouxaram sobre seus ombros e ela piscou diversas vezes seguidas também, olhando em volta. Pelo visto a intromissão repentina surtiu o mesmo efeito sobre ela.
As pernas da menina afrouxaram sobre seu quadril e Nico entendeu aquilo como um silencioso pedido, colocando-a de volta no chão. Respirou fundo e olhou ao redor ainda um pouco lento pelos acontecimentos anteriores.
Assim que viu foi impossível não se espantar.
Todas as janelas, todas as sacadas, todas as brechas ou buracos, sem exceção, estavam repletos de pessoas. Adultos, crianças, homens e mulheres, idosos, jovens, famílias, lhes observavam e aplaudiam com um sorriso emocionado no rosto.
Imediatamente sentiu um calor anormal concentrado em suas bochechas.
O que diabos é isso?
Voltou seu olhar para trás buscando desesperadamente pelo de Thalia e temendo sua reação. Se ele mesmo, que foi quem armou tudo aquilo, estava constrangido. Imagina só ela?
Assim que o azul intenso entrou em seu campo de visão mais uma vez, Nico sentiu seu corpo inteiro arrepiar. Aquele mesmo desejo estava estampado em cada resquício das pupilas dilatadas e negras. Thalia nada disse, apenas aproximou-se em um rápido passo e o puxou pela gola do agasalho, juntando seus lábios em um beijo completamente diferente do anterior. Esse tinha fome, gula, um desejo lascivo transparecendo a cada contato desesperado de seus lábios.
Naquele momento os muitos olhares lhes direcionados, pareceram desaparecer junto com toda a vergonha que sentia, junto com toda a racionalidade que lhe censurava. Agarrou a cintura da menina com posse e retribuiu ao beijo, pedindo passagem com a língua de maneira eufórica e quase caindo para trás quando Thalia cedera. Suas línguas, tão conhecidas, saciando toda a sede, toda a saudade que sentiam uma da outra, enquanto enroscavam-se de maneira apressada e possessiva.
Nico só notou que Thalia o puxava, quando já estavam em frente às grandes portas de vidro da recepção. Ela as abriu empurrando com suas costas e trazendo-o consigo ainda puxando seu agasalho. Cruzaram o lugar sem ao menos abrir aos olhos, seus lábios grudados durante todo o percurso até que ela finalmente parou de andar.
Mas aquilo não o fez parar de beijá-la, pelo contrario, Nico a prensou contra as portas do elevador e aproveitou para intensificar ainda mais o beijo, apertando-a na cintura com vontade. A cada contato mais forte ou cada vez que mordia e chupava seu lábio inferior, Thalia ofegava baixinho, a mão direita afundava-se entre seus cabelos, os bagunçando, puxando entre os dedos, enquanto a esquerda espalmava desesperadamente a parede ao lado em uma busca as segas pelo maldito botão que chamava o elevador.
Não sabia dizer se havia alguém os observando durante tudo aquilo, mas o calor do momento lhe impedia de importar-se, ainda mais por ser véspera de natal, o mais provável era que os moradores estivessem em seus apartamentos naquele momento comemorando com suas famílias. O único que devia estar ali era aquele porteiro tarado e Nico torcia para que ele estivesse vendo e desistisse de uma vez por todas daqueles flertes nada discretos.
Um “click” anunciou que o elevador finalmente se encontrava no andar. Suas portas se abriram de imediato e o corpo de Thalia por pouco não foi ao chão, Nico a segurou firmemente na cintura antes que acontecesse, rodeando-a com um de seus braços enquanto com o outro buscava apoio nas paredes laterais, dando pequenos passos e adentrando a caixa metálica em segurança.
Assim que o fez, prensou-a contra a parede da esquerda com força, tanta força que um baque oco escoou pelo lugar quando as costas dela bateram ali. Thalia gemeu longamente e por um segundo pensou tê-la machucado. Afastou-se dela e procurou por seu rosto sentindo um pouco de remorso. Mas assim que viu as laterais de sua boca — inchada e deliciosamente vermelha — subindo, transformando-se em sorriso absurdamente safado enquanto os olhos azuis faiscavam em aprovação, mudou completamente de ideia.
Rosnou em aprovação e cortou a distância entre os dois novamente, apertando-a na cintura e puxando-a para cima. As costas de Thalia escorregaram sobre a superfície gelada lhe causando calafrios, assim que seus quadris estavam na altura dos de Nico, o laceou com suas pernas. Nico sorriu e a beijo novamente, suas mãos desceram da cintura e foram até as coxas dela, onde apertou possessivamente, pressionando seus corpos.
Thalia fechou aos olhos com força para conter o gemido que ainda assim teimou em escapar. Arqueou suas costas e voltou a tatear a parede lateral, espalmando desesperadamente a mão sobre o painel do elevador, selecionando diversos botões de maneira aleatória. Não se importava nem um pouco com seu paradeiro, só queria sair dali de uma vez, fugir de todos aqueles olhares curiosos. Ficar longe de todos e perto somente de Nico, pois o que queria fazer... Não era sensato de ser feito em público.
Assim que as luzes acenderam ao redor dos botões sobre o painel, não demorou muito para que as portas se fechassem novamente e um tranco anunciasse que o elevador estava subindo.
Finalmente.
Beijou-o da forma mais intensa que conseguia, puxando-o nos cabelos, entrelaçando os fios negros entre os dedos enquanto suas línguas matavam uma saudade que parecia não ter fim. As mãos de Nico afrouxaram um pouco o aperto sobre suas coxas e os lábios diminuíram o ritmo ditando uma nova velocidade, tornando o beijo menos faminto para em seguida finalizá-lo com uma mordida.
As testas ainda coladas.
Ambos os olhos se abriram.
Os dois se encararam.
Tão ofegantes quanto corredores ao fim de uma maratona. As respirações confundindo-se no ar, uma chocando-se a outra, o olhar ligado como se imãs os mante-se daquela forma. Azul e preto mais uma vez. E nada poderia parecer mais certo.
Thalia sorriu e foi acompanhada por Nico. Ambos respiraram fundo ao mesmo tempo, notando que precisariam de muito oxigênio até o fim da noite. Nico virou seu rosto para o lado, aproximando a boca da dela mais uma vez na intenção de dar inicio a outro beijo, os olhos de Thalia se fecharam com antecedência esperando pelo contato, que não aconteceu, pois o elevador tornou a parar.
Ambos abriram aos olhos novamente e conversaram daquela forma, concordando — contragosto — em afastarem-se. Assim que Nico a colocou novamente no chão e deu um passo para trás, as pesadas portas se abriram revelando uma senhora de idade apoiada em sua bengala. Com passos lentos e trêmulos ela adentrou a caixa metálica e seu olhar passou de Thalia a Nico, mostrando um sorriso amigável, que ressaltava as rugas nas bochechas.
Thalia até á acharia fofinha se ela não tivesse interferido algo interessante.
A senhora os cumprimentou com um aceno de cabeça e parou bem no meio dos dois, virando-se de frente ao painel e estranhando ao notar tantos botões selecionados sobre ele.
— Quando chegamos já estava assim... — Mentiu descaradamente.
A senhora olhou para trás com mais um sorriso e assentiu com a cabeça, a mão tremula demorou no mínimo trinta segundos para conseguir apertar o botão de número “10”. Ainda estavam no “3” então demoraria um pouco.
As portas se fecharam e o elevador tornou a subir dando inicio aquela musiquinha insuportável. Thalia batia o pé contra o chão, impaciente, em uma tentativa falha de aliviar a tensão. Seu olhar cruzou com o de Nico pelo espelho lateral e ele mordeu o lábio inferior de maneira lenta. Os braços estavam cruzados e os dedos batucavam contra seus bíceps, enquanto os olhos dono de uma tonalidade absurdamente escura lhe fitavam intensamente deixando transparecer suas intenções nada puras para ela.
Thalia nunca odiou tanto uma senhora em toda sua vida.
Queria chutá-la porta afora e agarra-lo de uma vez. Será que não era visível o quão ela estava atrapalhando?
Seu corpo estava quente e aquele olhar faminto de Nico não estava ajudando em nada.
Os andares foram passando, um a um, ás vezes o elevador parava e abria as portas para o vazio, já que ninguém tinha realmente o requisitado. Thalia martirizava-se por ter apertado tantos botões no painel. Quando o “9” que até agora brilhava em um intenso vermelho sobre a telinha acima da porta, apagou, dando espaço a um “10” florescente. Quase soltou fogos de artificio.
Com mais um tranco o elevador parou e as portas novamente abriram, mas dessa vez pareciam mais vagarosas durante o processo. A senhora apoiou a bengala no chão e caminhou em velocidade lesma visando o corredor. Cada vez que a bengala se chocava contra o chão metálico um barulho alto fazia a cabeça de Thalia latejar e o coração acelerar ainda mais, contando os segundos. A senhora finalmente saiu, acenando para os dois já do lado de fora com o mesmo sorriso acolhedor presente no rosto.
— Feliz Natal. — Ela falou. Sua voz era baixa e cansada, porém sincera.
Thalia devolveu o sorriso da forma mais verdadeira que conseguiu — o que não deve ter soado lá muito bom, era mais provável estar puxado para o lado psicopata.
— Feliz Natal. — Falaram em uníssono.
As portas se fecharam e o coração de Thalia pareceu esmurrar as costelas. Ela virou-se de súbito e saltou sobre Nico — no sentido literal da palavra — Que a segurou por reflexo apertando-a na parte inferior das coxas enquanto deixava seu corpo colidir contra a parede. Thalia passou seus braços ao redor do pescoço dele e sua boca o atacou com fome, dando inicio a um beijo urgente.
Desesperados. Suas línguas esfregavam-se uma a outra com vontade, mandando informações diretas a todos os pontos do corpo de Thalia, que parecia sensível ao mínimo toque, o que de fato não era mentira. Sua pele quente parecia prestes a entrar em combustão e uma área em especial, estava ainda mais esquentada. Thalia permitiu deixar um gemido escapar assim que uma das mãos de Nico entrou sutilmente por baixo de sua blusa, escorregando sobre a barriga que se contraiu com o contato das curtas unhas que arrastaram-se por ela.
Afastaram os lábios quando já não suportavam a ausência de oxigênio. Que coisa mais estupida! Pra que o mundo precisava de oxigênio, mesmo?
— Você está tão quente... — Nico sussurrou enquanto os lábios escorregavam da boca de Thalia a seu queixo, parando na mandíbula onde arrastou os dentes. — Pegando fogo.
O corpo dela arrepiou-se por inteiro e seu coração falhou nas batidas com aquilo. Aquela voz, o quão macio e terno era o contato dos lábios contra sua pele, agora do pescoço. Nico correu a boca entreaberta pela área lentamente, sem nem um resquício de toda aquela pressa anterior, deixou que a língua, ligeiramente exposta, escorregasse até o ponto de pulso e fechou os dentes sobre a pele pálida, mordendo-a. Thalia fechou os olhos fortemente e gemeu enquanto a cabeça tombava para trás.
— Nico...
O mundo girou 360° graus e suas costas chocaram-se contra o material frio da parede, fazendo com que se arrepiasse pela mudança repentina de temperatura. Nico posicionou seu corpo contra o dela, os quadris pressionando-se um contra o outro permitindo sentir o quão excitado ele estava. Thalia mordeu o lábio inferior para que não gemesse uma segunda vez.
— Você me enlouquece... — As mãos de Nico a apertaram com possessividade na cintura, por dentro da blusa. — Sempre soube disso...
Thalia não respondeu, apenas ofegou e fechou os olhos enquanto sentia os dedos gelados em contato com sua pele fervente. Novamente a boca de Nico foi ao seu pescoço onde começou a distribuir beijos nada castos, chupando a pele em seguida, provavelmente deixando marcas.
Se haviam câmeras registrando aquilo? Realmente não dava a mínima.
A essa altura o elevador já devia ter parado em diversos andares, mas não estavam dispostos a se separarem para checar se alguém os havia pego no flagra. Se outra velhinha estivesse esperando para usar, não teve coragem de entrar ali.
Melhor.
Um forte tranco fez com que abrisse seus olhos novamente e visse que os últimos botões acesos no painel eram o de seu andar e o do térreo, onde provavelmente fora requisitado novamente. Com muita força de vontade, recobrou o pouco de sanidade que lhe restava e afastou Nico pelos ombros. Ele retirou o rosto de seu pescoço e a observou com um semblante preocupado, provavelmente pensando que havia mudado de ideia.
Thalia lhe deu um rápido selinho para que relaxasse e com a cabeça apontou para o lado de fora, mostrando que já haviam chegado. Nico entendeu e rapidamente tirou as mãos de dentro de sua blusa, recebendo um gemidinho em protesto. A segurou nas coxas novamente e a desencostou da parede metálica, caminhando com Thalia em seus braços até o lado de fora.
Não foi uma missão muito fácil, por pouco as portas não se fecharam sobre eles, mas é que era difícil manter a concentração quando seus corpos estavam assim tão próximos e quentes. Caminhou cambaleante pelo corredor, chocando-se contra paredes e portas alheias até por fim baterem contra a do apartamento de Thalia, com força, fazendo-a escancarar-se e com um alto estrondo acertar quadros lá dentro, que caíram no chão.
— Uh... — Nico fez uma cara de culpado. — Estava aberta...
— Estava. — Thalia sorriu e voltou a beijá-lo. Seus porta-retratos realmente não importavam agora.
Adentraram o apartamento e com o pé direito Nico fechou a porta novamente, caminhando as segas pela sala, esbarrando em moveis e uma dúzia de coisas até alcançar o sofá. Fez menção de deita-la ali, mas Thalia não o deixou fazer:
— Aqui não, eu quero na cama.
Ignorou o arrepiou que tomou seu corpo e assentiu prontamente, tornando a erguê-la e caminhar cambaleante com ela pelos corredores. Seus olhos estavam fechados e os lábios colados aos dela durante todo o percurso, não queria perder um segundo se quer sem beijar aquela boca maravilhosa. Portanto, esbarravam em muitas coisas pelo caminho.
Chegaram à cozinha e Nico colocou-a sentada sobre o balcão por breves segundos, apenas o suficiente para tirar a larga blusa que Thalia vestia. Assim que o fez, nem importou-se com seu paradeiro, jogou-a para trás de qualquer forma e tornou a pegá-la pela parte inferior das coxas, levantando-a novamente e tornando a caminhar pela casa.
Queria muito senti-la de uma vez, sentir sua pele quente contra a dele. Não sabia se era loucura de sua cabeça, mas o caminho parecia ter o dobro de distancia.
Assim que chegaram as escadas, Nico a colocou no chão para que não corresse risco algum de machuca-la — de forma alguma queria gastar sua ultima noite em NY com Thalia em um hospital. Mas aquilo não os afastou, de forma alguma. Thalia continuou a beija-lo enquanto subia as escadas dando passos para trás, Nico aproveitou que seus corpos estavam a uma distancia considerável e começou a tirar o agasalho, logo recebendo a ajuda de Thalia, jogando-o escada abaixo junto com a camisa que usava também.

Seu abdome estava completamente exposto, mas não sentia frio algum, pelo contrario, seu corpo estava quente e pareceu esquentar ainda mais quando chegou ao fim da escada e o de Thalia colou-se com o seu. As peles coladas arrepiando-se ao mesmo tempo, um murmúrio em aprovação fugindo de ambos os lábios durante mais um beijo.
Cruzaram o corredor daquela forma, rapidamente chegaram á porta do quarto ao qual Thalia não teve o menor cuidado em abrir, dando um belo chute. Cambalearam até a cama onde ela caiu de costas e puxou Nico junto, por reflexo ele apoiou-se nos braços e voltou a beijá-la.
Finalmente estavam naquela cama, já havia perdido as contas de quantos sonhos tivera envolvendo Thalia, aquela imensa cama e o... Espelho, é claro, como esquecer o espelho? Seu corpo arrepiou só em lembrar aquele detalhe.
Somente quando o oxigênio expirou por completo separou seus lábios dos dela e pela primeira vez em meio a toda aquela confusão e pressa... Parou para observá-la. Engoliu em seco enquanto umedecia seus lábios que de repente pareciam como o chão do deserto mais quente.
Desde que a vira chegar ao estacionamento depois de todo aquele tempo fora, Nico notou o quanto o corpo dela havia mudado, mas visto assim... De tão perto, enquanto ela vestia apenas o sutiã preto com pequenos detalhes em vermelho e uma calça jeans justinha, á historia era outra. Nem imaginava que ela estava assim tão diferente.
Como conseguiu ficar ainda mais linda em tão pouco tempo?
Os seios médios e branquinhos, arrebitados e apertados pelo tecido negro do sutiã. Deuses! Era um contraste tão lindo, o preto da peça e o branco de sua pele macia. As sardas ainda estavam ali, todas presentes, salpicadas pelo busto e parte dos ombros.
Eram tão adoráveis. Queria poder beijar cada uma delas e foi exatamente isso o que fez. Abaixou um pouco e começou a distribuir beijinhos delicados sobre a área. Seu coração acelerou e conseguia escutar o de Thalia tão agitado quanto.
Eram tantas pintinhas que perdera a conta de quantos beijos já havia dado ali, só parou quando escutou uma risadinha vinda de Thalia, pensou que tinha feito algo errado, talvez estivesse sendo idiota, quer dizer... Estava na cama com ela e gastava o tempo beijando suas sardas? O quão estupido poderia ser? Fazia tanto tempo que não ficava com uma garota, será que ainda sabia o que devia ser feito? Sentiu-se um pouco inseguro.
Antes mesmo que pudesse se afastar, sentiu as mãos de Thalia em sua nuca, acariciando-os cabelos com calma e o incentivando a continuar. Nico sentiu seu coração aquecer e uma paz sem limites dominar cada fibra de seu corpo. Poderia ficar ali a noite inteira, somente com aqueles ternos toques, porém... Isso foi antes de ouvir um gemido engasgado escapar pelos lábios da menina, assim que a tocou em um lugar bem delicado acidentalmente com seu joelho.
Foi um golpe baixo, sabe? Aquele gemido, bem ao pé do ouvido, rouco, surpreso, sexy. Tinha esquecido o quão sexy a voz de Thalia conseguia ser quando estava excitada. Seu corpo arrepiou por inteiro quando repetiu o movimento e mais um gemido escapou da parte dela. Nico rosnou em aprovação e escorregou a boca por ambos os seios, raspando seus dentes, correndo a língua pela pele febril em seguida. As mãos de Thalia que até agora estavam relaxadas em sua nuca, retesaram e afundaram-se em seus cabelos o empurrando contra ela, quase o sufocando contra seus seios.
Não que estivesse reclamando.
Sentia o cheiro da pele dela por toda parte, não era cheiro de perfume, era seu cheiro natural. Maravilhoso, doce, viciante. Levou suas mãos lentamente até as costas dela e Thalia as arqueou na cama, dando passagem à mão de Nico que logo alcançara e abrira o feixe de seu sutiã.
Respirou fundo e fitou o tecido agora frouxo sobre os seios dela, mordeu o lábio inferior e o manteve entre os dentes enquanto puxava com calma a peça por seus braços, jogando-a no chão sem nem olhar para onde. Assim que a viu completamente exposta, teve de suspirar. Um longo suspiro de satisfação. Abaixou o corpo e aproximou-se dali novamente, dando dois beijinhos na área que antes ficava oculta pelo sutiã, fazendo Thalia se remexer desconfortável.
Antes de começar qualquer coisa, Nico primeiramente subiu os olhos aos de Thalia. Sua intenção era pedir permissão para continuar, mas assim que viu os olhos de dela, azuis, intensos, dilatados de prazer, teve certeza de que poderia. Thalia quase suplicava, era dona de uma expressão tão sofrida que chegava a dar pena.
Voltou à atenção aos seios dela decidido a livra-la daquela agonia, não imaginou que Thalia estaria ansiando aquilo tanto quanto ele. Abriu bem suas mãos e as aproximou dos seios dela, espalmando-as sobre a pele quente, macia, ronronou apreciando. Apertou-a com força e sentiu-a bem entre seus dedos, um sorriso malicioso tomou seu rosto e aproximou a boca dali, passando a língua lentamente, olhando para Thalia, assistindo os olhos dela se fecharem com força e logo abrirem com um tempo mais escuro que anteriormente.
— Pare de me provocar assim... — Pediu ela com a voz abafada.
Nico não conseguia acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo, que estava vendo aquela expressão novamente, que estava escutando aquela voz. Não acreditava que estava com ela mais uma vez. Tudo parecia um sonho maravilhoso.
Abaixou o rosto novamente e engoliu um dos seios com vontade, sugando-o para dentro de sua boca enquanto, com a mão, cuidava do outro. Rodeando a palma por ele, sentindo-o endurecer sobre sua pele. Era incrível, conseguia sentir cada reação que o corpo de Thalia dava quando a tocava, como se ele o avisasse a cada mudança. Apertou a palma envolta da carne fervente e soltou o que estava em sua boca. Thalia ofegou apertando as mãos nos ombros de Nico, empurrando-o de volta.
Não gostou muito de sua atitude, então tratou de pressionar seu joelho contra a intimidade dela novamente, arrancando mais um gemido surpreso enquanto a cabeça de Thalia tombava para trás, de encontro ao colchão.
— Merda...
Nico sorriu aprovando aquela reação, mas logo se concentrou em seu trabalho novamente. Abocanhou ao outro seio agora, usando a saliva espalhada sobre o anterior para acaricia-lo melhor, passado os dedos, rodeando o mamilo com seu polegar.
O corpo de Thalia dava pequenos espasmos, a respiração acelerava e diminuía, sua expressão era deliciosamente atrativa, Nico não conseguia tirar os olhos dela e Thalia fazia o mesmo, encarando-o fixamente.
Como sentia falta daquela troca de olhares.
Mordeu-a levemente sobre o mamilo e a boca de Thalia se abriu, fechando logo em seguida enquanto mordia o lábio inferior. Nico se quer reparou, mas os quadris dela já rebolavam contra seu joelho, esfregando-se lentamente ali, em busca de algum atrito que aliviasse aquela perturbadora pressão em sua intimidade.
Assim que notou afastou-se dela que bufou em resposta. Entendia que Thalia devia estar ansiando por aquilo, também estava. Mas... Fazia tanto tempo que não se tocavam, que não se viam. Nico queria aproveitar, queria aproveitar ao máximo, cada contato, cada reação, cada suspiro, gemido, cara arranhão ou mordida. Suas noites com Thalia sempre eram quentes e intensas, mas desta vez queria algo diferente, uma despedida, queria ir com calma e aproveitar o momento, fazer amor... Ao menos uma vez.
— Pare de me torturar assim... — Aquela voz rouca tirou-o de seus pensamentos. — Você sabe de como eu gosto. Eu não gosto quando é suave de mais, gosto quando tem pegada, quando você faz com força e sem delicadeza.
Seu coração parou por um segundo, tudo pareceu sem som, à única coisa que ouvia era a voz dela. Entrando por seus tímpanos e fazendo o corpo inteiro arrepiar, os pelos da nuca se eriçarem.
— É assim que funcionamos... — Thalia completou, sua voz em um tom tão sedutor e baixo que se fosse uma sereia convenceria e afogaria o mais bravo e sábio marinheiro. — Sempre foi e sempre vai ser.
Parece que o romantismo ficaria para outra hora.
A sereia havia vencido, Nico atirou-se sobre ela, mergulhando no profundo mar que eram seus olhos, e estava disposto á deixar-se afogar desde que eles fossem á última coisa que visse.
Seus lábios tomaram os dela com gana enquanto o joelho se movia propositalmente, fazendo pressão entre suas pernas. Thalia gemeu abafado, as mãos agarraram-no sobre a nuca onde arranhou com as longas unhas até os ombros. Nico sentia os seios rígidos dela contra seu peito, arrepiando-o a cada vez que pressionava ambos os corpos, sentindo aquele calor maravilhoso emanar da pele dela.
— Tira de uma vez... — Thalia murmurou entre o beijo, referindo-se as ultimas peças de roupas que cobria ambos os corpos.
Nico mordeu-a na mandíbula e desceu até o pescoço, chupando a pele entre os lábios, soltando-a em seguida com um estalo baixo. Com certeza ficaria marca, mas Thalia não reclamou, apenas gemeu em aprovação. Afastou-se dela e desceu da cama, descendo desfazendo o cadarço de seu coturno e tirando com delicadeza dos pés dela, em seguida da meia, dando ternos beijinhos sobre o mesmo. O corpo de Thalia deu um espasmo e Nico se espantou ao notar o quão sensível ela era ali.
— Gosta disso?
Thalia mordeu o lábio e assentiu. Ele sorriu e tirou o outro pé do coturno, repetindo o feito e mais um espasmo percorreu o corpo da menina. Sabia muito bem onde aquelas pontadas estavam indo. Raspou os dentes pelos calcanhares dela e Thalia ofegou tombando a cabeça para trás.
— Isso... Isso é bom.
Nico sorriu, satisfeito. Queria divertisse mais ali, porém teria outra chance, agora tinha algo mais importante em mente. Livra-la daquele jeans. Era tão justo que não conseguia acreditar que passaram pelas fartas coxas da menina. Subiu suas mãos ao cós e abriu o botão, descendo o zíper, no caminho seus dedos tocaram a barriga de Thalia e a mesma se contraiu na hora.
Ela está tão sensível.
Como se fosse à primeira vez...
Um choque passou por seu corpo assim que aquele pensamento cruzou sua cabeça. Seria possível? Será que... Durante todo esse tempo Thalia não ficara com mais ninguém também?! Foi inevitável conter o sorriso.
Enfiou seus polegares pelo cós da calça e a pele dela se arrepiou com o contato, Nico estava adorando aquilo, como se fosse seu filme preferido, ás reações do corpo dela eram como as cenas de explosões ou aquela parte perfeita onde os efeitos especiais tiravam o folego. E a melhor parte de tudo: Estava vendo em 3D HD.
Puxou a peça para baixo e por incrível que pareça escorregou facilmente, era um tecido macio e não jeans como pensava.
Bom, melhor pra mim.
Sorriu assim que tirou a peça por completo e a jogou para trás, revelando uma Thalia completamente entregue. Seu olhar era tão submisso que até doía, era como se ela implorasse para ser tocada, a pose de mandona havia desaparecido.
Nico observou mais aquele corpo, sua pele pálida e macia sobre a cama, Thalia estava apoiada nos cotovelos enquanto o fitava com desejo, a respiração acelerada e os cabelos bagunçados. Alias, falando nisso, seus cabelos estavam bem maiores agora, chegavam quase ao umbigo; negros como a noite, a mecha azul quase desaparecendo.
Ela mudou tanto, mudou tanto em tão pouco tempo e lhe doía terrivelmente não ter aproveitado cada mudança de perto.
Desceu os olhos um pouco mais, dos seios a barriga lisa e definida, apreciando cada curva delineada. Até que seu olhar parou sobre o quadril que anteriormente estava oculto pela cintura alta da calça. Nico arregalou os olhos assim que viu a caligrafia preta destacada na pele clarinha, estava bem acima do elástico da lingerie que era quase tão escura quanto as letras.
Aproximou-se novamente e subiu seu corpo sobre o dela descendo o dedo indicador com cuidado, sem fazer força, apenas tocando a ponta dele sobre a pele. Desde o pescoço, aos seios, descendo pelo vale deles e continuando pela barriga, rodeando o umbigo até parar sobre a tatuagem.
Nem preciso falar que o corpo dela estava completamente arrepiado, preciso?
Observou de perto e puxou o elástico da peça de roupa um pouco para baixo, podendo assim, ver melhor. Sabia que se tirasse a peça de uma vez a ultima coisa que faria era ligar para a tatuagem.
“Quod me netrit me destruit”
O que me nutre também me destrói.
Foi inevitável não se sentir abalado com aquilo, voltou seu olhar para cima e os olhos de Thalia ainda lhe fitavam, mas agora menos intensos. Lembrou-se no mesmo momento do porque de estar indo embora, lembrou-se do porque aquela seria a ultima vez. Respirou fundo e tentou conter a vontade de chorar que lhe dominava, dando um sorrido de lado, Thalia retribuiu da mesma maneira, sem muito humor.
Nico engoliu a saliva acumulada em sua boca e tentou concentrar-se no aqui, no agora, esquecer o passado, esquecer as marcas e cicatrizes, se bem que... Thalia deu um jeito de eternizar em sua pele o passado.
Esquece, nem sabe se é sobre vocês...
Tentou se convencer daquilo e ignorar. Voltou a ajoelhasse entre as pernas dela e puxou a ultima peça que cobria à perfeição que era seu corpo. Nico agora a via por completo, completamente sua. Ao menos aquela noite, assim como antigamente. Sua.
Inclinou o corpo e beijou-a nos lábios enquanto alisava a barriga dela com calma e paciência, Thalia já arfava e seu corpo parecia tenso por completo. Nico brincava com seus dedos, indo de um lado para o outro, caminhando pela virilha dela e os quadris da menina remexiam-se impacientes, implorando silenciosamente. Mas não seria tão fácil, queria provoca-la um pouco, era maravilhoso vê-la daquela forma. Sem sua pose de mandona e marrenta.
— Anda log-.... — Sua voz morreu assim que o dedo de Nico roçou contra seu clitóris.
Um contato tão fraco e leve, mas que provocou um espasmo no corpo da menina. Thalia mordeu o lábio e liberou uma lufada de ar apertando-o nos ombros. Infelizmente não conseguiria mais provoca-la, pois aquilo surtiu quase o mesmo efeito sobre ele. Desceu seus dedos um pouco mais e com o polegar pressionou o pequeno ponto fazendo um rouco gemido escoar pelo quarto.
— Você está tão sensível, Grace. — Sua voz saiu em um sussurro contra a orelha da menina. — Sente como reage com um simples toque... — Aumentou um pouco mais a intensidade e o corpo de Thalia se retesou na cama, as mãos apertaram os lençóis. — Isso só com meus dedos, imagina depois...
— Nico...
Aquele gemido arrastado fez seu corpo inteiro estremecer, mordeu o lábio e fechou os olhos sentindo a respiração quente dela contra seu pescoço.
— Hm?
— Pare de, para de, Argh! — Toda vez que ela chegava perto de formular as palavras Nico acelerava os movimentos, fazendo-a perder os sentidos.
— O que? Desculpe, não consigo lhe entender.
— Para de enrolar e me fode de uma vez!
Sorriu surpreso, porém satisfeito, seu coração tão acelerado que parecia loucura. Desde quando Thalia falava aquelas coisas? E desde quando era tão excitante ouvi-las?
— Ainda não... — Sussurrou, tentando parecer completamente serio, mas sua vontade era fazer logo o que ela pedia. — Primeiro eu vou lhe contar, como vai ser nossa noite, certo?
Ela nada respondeu, apenas assentiu e fechou os olhos.
— Primeiro, eu vou lhe tocar bem aqui... Sem presa, sem ansiedade. Lentamente... — Seus dedos continuavam a mover-se e Thalia ronronava mordendo os lábios. — E então, irei aumentar... — Os dedos de Nico aumentaram a frequência, com movimentos circulares sobre o pequeno ponto, as costas dela se arquearem na cama. — E quando você se derramar em meus dedos... — Parou de estimula-la e sem mais espera penetrou-a com o indicador, o corpo de Thalia quase saltou, as unhas fincando-se em suas costas e Nico mordeu o lábio apreciando.
Tão apertada...
Com certeza ela não havia ficado com mais ninguém durante esse tempo. Não conseguia descrever o tamanho da felicidade que tomava seu peito naquele momento, isso fazia dele o único, certo? O único que já havia a tocado daquela forma. Sabia que era um pensamento meio egoísta, mas gostava de seu titulo, Thalia era sua, somente sua.
Aquela poderia ser a ultima noite, mas faria dela a melhor de todas.
— Quando você se derramar em meus dedos, vou fazer o mesmo até que repita isso... — Garantiu, aumentando os movimentos em seu interior enquanto o polegar continuava com as caricias sobre o ponto sensível de seu clitóris. — Só que com minha boca.
O corpo de Thalia tremeu completamente: uma, duas, diversas vezes e a cabeça foi jogada para trás enquanto a boca se abria, mas gemido pareceu ficar preso em sua garganta. Ela havia chegado ao clímax e nem tinha começado a brincadeira. Não conseguia acreditar que Thalia aguentou tão pouco, mas não podia mentir, Nico quase chegou junto a ela só em observar aquela cena. O efeito que Thalia tinha sobre ele era assustador.
Contou até cem e tentou normalizar a respiração, seus dedos ainda sendo pressionados pelo interior dela tornando tudo mais difícil. Retirou-os de lá lentamente e os levou a boca, sentindo o gosto doce por toda sua língua.
— Hm... — Nico fechou os olhos e respirou fundo, Thalia ainda estava ofegante, mas parecia ter recuperado parte dos sentidos. — Seu gosto é maravilhoso, se importa se eu provar um pouco mais?
Thalia não respondeu, apenas ofegou apreciando a maravilhosa cena que era Nico descendo por seu corpo, distribuindo beijos por toda sua barriga enquanto as mãos alisavam-na os quadris. Ele parou sobre sua intimidade e a observou por uns segundos fazendo o rosto dela corar terrivelmente.
— Não acredito que ainda cora quando estou entre suas pernas... — Murmurou zombeteiro, Thalia corou ainda mais. — Entenda uma coisa, Grace. Você é minha. Não há porque ter vergonha, entendeu? Você é minha morena.
Foi impossível não se lembrar do passado, sabia o quanto Thalia gostava de ser chamada daquela forma. O sorriso surgiu em seus lábios e pela primeira vez foi completamente sincero, Nico conseguia ver a sinceridade transbordando do azul intenso dos olhos. O primeiro sorriso sincero que recebera em mais de meses, sabe o quão aquilo lhe fez bem?
Sorriu também e mordeu o lábio inferior enquanto abraçava as coxas dela com seus braços, aproximando o rosto da parte interna que estava completamente molhada por seu prazer. Aproximou a boca dali distribuindo beijinhos e leves mordidas, o corpo de Thalia saltava ás vezes e as mãos apertavam o lençol.
— Olha só como você está completamente molhada... — Subiu a língua pela coxa dela de baixo para cima, enquanto a encarava fixamente. Os olhos de Thalia estavam tão negros que não conseguia se quer ver vestígios do azul. — Você é tão gostosa, minha morena, poderia fiar aqui a noite inteira...
Thalia arfou e umedeceu os lábios com sua língua, Nico sabia que estava sendo um pouco malvado, mas ela estava gostando, seus olhos deixavam transparecer o quanto aquele joguinho a excitava. Mordeu a área novamente e mais uma vez passou a língua, dando um chupão por fim. Logo a pele ficou ligeiramente avermelhada e novamente Thalia não pareceu se importar.
Quando as coxas dela estavam devidamente secas aproximou a boca de sua intimidade, assoprando uma pequena quantia de ar sobre ela e viu o corpo de Thalia retesar, ás mãos afundaram-se nos cabelos de Nico enquanto mordia fortemente o lábio inferior.
— Por que está fazendo isso? — Sua voz, ah! Como sentia saudade daquela voz.
— Isso o que? — Se fez de desentendido.
— Por que está me provocando assim? Sabe que não gosto de jogos, faça de uma vez.
Sorriu maliciosamente e mordeu o lábio inferior.
— O que você quer que eu faça, Grace? Me diga.
Thalia ficou séria, completamente séria, tão seria que Nico ficou com medo. E então aquele sorriso malicioso estampou sua boca, exatamente como na vez do armário do zelador. Aquele sorriso provocante e carregado de segundas, terceiras e quartas intenções. Sua sobrancelha direita se arqueou enquanto mordia o lábio inferior, e naquele momento, Nico notou que esse tempo todo quem estava no controle era ela.
Maldita.
— Me chupa de uma vez, Di Ângelo.
Como negar?
Como negar um pedido desses? Era impossível.
Caíra na dela mais uma vez, como fora estupido em pensar que estava controlando algo?
Sem mais enrolação apertou as coxas de Thalia com força — se a conhecia bem, sabia o quanto iria se mexer. Aproximou a boca de sua intimidade, mas antes de qualquer coisa, simplesmente expos sua língua, rodeando com a pontinha sobre o clitóris tenso. Thalia engoliu em seco e remexeu os quadris em aprovação. Nico tornou o movimento, descendo a língua até a entrada dela e subindo novamente, lambendo-a de baixo para cima. As costas de Thalia se arquearem e ela apertou a cabeça de Nico contra seu corpo.
— Ma-mais...
Ela pediu mais? Lhe daria mais. Aproximou sua boca do ponto mais sensível novamente e o cobriu com ela, sugando com força, um gemido alto escapou pelos lábios da morena, Nico abriu os olhos brevemente e a encarou, notando que ela tampava a boca com sua mão direita, enquanto a esquerda continuava entre seus cabelos o empurrando contra ela.
Intensificou os movimentos sentindo os quadris de Thalia rebolarem contra seu rosto, chupo-a com força, ouvindo gemidos mais altos serem abafados pela mão dela que continuava de frente aos lábios.
— Caralho... — Thalia murmurou, a voz abafada seguida de um suspiro. — Você é bom, merda...
Os quadris moveram-se mais rápido, a respiração acelerou, Nico intensificou os movimentos mais uma vez e sentiu o corpo dela ficando tenso, Thalia estava quase lá, era obvio. Queria poder fotografar aquilo, ou melhor, queria poder filmar. Eternizar a reação dela, a posição: sentada lhe olhando de cima com a melhor expressão de todas. A de satisfação. Mas como não poderia, guardaria tudo em sua memoria.
— Tire sua mão da boca. — Pediu enquanto parava os movimentos por um breve segundo, substituindo a língua por seu dedo.
Thalia ainda estava com a mão esquerda embaralhada entre os seus cabelos, mas agora era dona de uma expressão sombria, obviamente por Nico ter parado o que fazia.
— Vamos Thalia, tire sua mão da boca. — Repetiu. — Quero ouvir você gemer por mim, quero saber o quanto está gostando.
Ela o fez, afastando a mão de seus lábios e logo Nico reparou que os dedos estavam com marcas de mordidas. Ela estava se contendo... Mas não queria que se conte-se, estavam finalmente sozinhos, em um quarto, o lugar apropriado, ou... Normal. Queria escutar cada palavra que saísse daquela linda boca.
Abocanhou a intimidade dela novamente concentrando-se no ponto onde era mais sensível, intensificando os movimentos, queria ouvi-la gritar. Chupou-a com força e o corpo de Thalia tremeu em resposta, Nico continuou o que fazia em seu clitóris e aproximou um dos dedos da entrada da menina, penetrando-a de uma só vez. Foi o suficiente, o corpo dela tremeu completamente, a cabeça tombou para trás enquanto um gemido escoava pelo quarto, as unhas dela fincaram-se em seu couro cabeludo enquanto mais uma vez seu interior o apertava.
Nico engoliu tudo, saboreando cada gota, deixando-a completamente limpa novamente. Retirou seu dedo dela e subiu por seu corpo beijando-a carinhosamente na bochecha enquanto sentava-se ao seu lado, encostado a cabeceira da cama, fechou os olhos por um momento e respirou fundo para se controlar.
Duas vezes, ela já havia tido dois orgasmos em um intervalo de tempo muito curto, devia estar esgotada. Daria um tempo para ela descansar um pouco.
— Espero que ainda esteja disposto. — Aquela voz rouca o fez despertar, Nico abriu os olhos e a observou subir em seu colo, sentando-se sobre seu membro já bem dolorido, mas ainda coberto pelo jeans. — Segunda rodada?
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