Because I Love You 2 .

38 Os segredos descobertos.


Notas iniciais
YEYYY Olha eu aqui, sei que demorei, eu sei, eu sei, meus amores. Mas cá estou eu o/ Bom, antes de qualquer coisa eu vim falar que pretendia escrever muito maior! Só que para isso acontecer, levaria mais tempo e não queria demorar mais uma longa semana sem postar, prometo que o proximo capitulo será mais bem distribuido e não tão focado em só uma parte da historia! Ainda assim espero que gostem do pouco que esse traz, sei que não é o suficiente, mas foi o que consegui fazer em meu curto espaço de tempo livre! Até domingo o proximo estara ai, certo? AHH, Eu coloquei uma musica no capitulo e eu gostaria muito que vocês escutassem ela enquanto leem, porque eu escrevi ouvindo ela e acho que vai dar todo um clima e tal :v Bem, é só clicarem no link e escutar, se não quiserem também não precisa... sem pressão A tia aqui não vai obrigar ninguém a nada. NOS VEMOS LÁ EMBAIXO o/

— Segunda rodada? — Thalia perguntou.

Nico fechou os olhos enquanto apreciava o contato dos lábios quentes e macios dela pressionados contra a pele de seu pescoço, depositando ternos beijos sobre a área.

— Você é mesmo ninfomaníaca... — A segurou na cintura, ainda de olhos fechados.

Thalia sorriu. O ar quente escapando pela boca dela e chocando-se contra a pele sensível de seu pescoço, lhe causando arrepios.

— É que senti falta, senti falta de tudo isso... — Sua voz nunca mais alta que um sussurro, o timbre perfeito, um pouco mais rouco que o natural devido aos acontecimentos anteriores.

— Do quê?

Nico estava simplesmente entregue aquele momento. O contato suave de ambas as peles febris, as respirações sincronizadas assim como seus corações, o tom de voz sempre baixo. Respirou fundo e sentiu-se inebriado pelo cheiro maravilhoso que emanava do corpo acima do seu. O nariz de Thalia rosou contra seu pescoço e um beijinho foi depositado em seu ponto de pulso antes de ela falar:

— Saudades disso tudo. De nossos corpos próximos assim, da paz que me trás sentir seu coração batendo junto ao meu, acelerado, aos tropeços.

Nico abriu os olhos no mesmo momento. Se seu coração estava acelerado antes, agora poderia ser facilmente comparado a precursão de uma escola de samba. Tentou a todo custo olha-la, porém Thalia não permitiu, escondendo ainda mais o rosto na curva de seu pescoço.

— Não me olhe agora... — Pediu, sua voz estava falha e as bochechas quentes, provavelmente coradas. — Será que podemos só... esquecer o que eu disse? Por favor, vamos só continuar como estávamos, sem falar, certo?

Não, claro que não estava certo. Queria saber o que ela tinha a dizer, queria escutar mais, porém não estava em posição de discordar.

— Certo. — Respondeu somente.

Com as mãos a apertou mais fortemente na cintura e Thalia finalmente afastou o rosto de seu ombro, tentou olha-la, mas ela não permitiu já lhe roubando um beijo. Nico suspirou. Como de costume — sempre que seus lábios se tocavam — sentia o coração dando a clássica enlouquecida dentro do peito. Ainda não estava acostumado com aquilo, o fato de beijá-la ser tão simples como querer, depois de tudo o que passou, ainda parecia surreal de mais.

O beijo foi intensificando aos poucos, suas respirações já ficando mais aceleradas. Nico a mordeu no lábio inferior e as costas de Thalia se inclinaram, os quadris passaram a movimentar-se lentamente sobre seu membro que já implorava por liberdade. Espalmou ambas as mãos na bunda dela e ás apertou ali, sentindo a carne quente e macia sobre seus dedos. Thalia gemeu deliciosamente em resposta afundando as unhas em seus ombros.

Seu corpo já estava insuportavelmente quente.

Mordeu-a no lábio inferior mais uma vez, mantendo ele preso entre seus dentes enquanto dava uma pausa ao beijo. Escorregou a palma das mãos, descendo da bunda as coxas dela, apertando-as com força e assistindo de camarote o perfeito momento em que Thalia fechou aos olhos para apreciar. Soltou o lábio dela e a levantou, jogando-a contra a cama, cobrindo-a com seu corpo e voltando a beijá-la enquanto posicionava-se entre suas pernas, rapidamente Thalia o laceou nos quadris, queria o máximo de contato possível.

Por longos minutos as coisas seguiram desta maneira, nem uma palavra era dita, o único ruído que escoava pelo cômodo era o de seus lábios se tocando, suspiros, gemidos abafados e grunhidos de satisfação. Mas todo aquele silêncio não era incomodo, bem pelo contrario, aquela era a forma mais sincera de conversarem. Seus corpos a todo o momento confessando, revelando o quanto cada um reagia ao mínimo beijo, ao mínimo toque, no fim das contas àquela era a forma em que se entendiam.

Separou seus lábios dos dela e direcionou a atenção ao pescoço, mordendo a pele alva, recebendo um suspiro em aprovação. Desceu suas mãos pelo corpo despido de Thalia, contornando com cuidado, cada curva, cada detalhe, apreciando a macieis contra suas mãos assim que chegou aos seios novamente. Eles estavam rígidos, durinhos, à pele arrepiada sobre seus dedos. Apertou-os com força sem em momento algum sessar os movimentos que fazia com seus quadris, pressionando-se contra ela. Thalia simplesmente gemia imersa em prazer, suas unhas cravadas nos ombros pálidos e os olhos fechados com força aproveitando melhor as inúmeras sensações que os toques de Nico lhe proporcionava.

Nico afastou a boca do pescoço dela, olhando-a de cima, seus lábios pairando próximos de mais um do outro. Observou cada detalhe daquele lindo rosto, desde as bochechas coradas ao olhar faminto; no topo de sua testa — pouco antes de a raiz do cabelo — a pele estava um pouco mais elevada, marcada em um tom mais claro ainda de branco. A cicatriz do acidente.

Foi impossível não voltar no passado, sua mente o transportando ao dia em que a vira entrar no hospital, desacordada sobre a maca e coberta de sangue. Ás vezes aquelas lembranças ainda o atormentava em seus piores pesadelos, a ideia de perdê-la fazia seu coração comprimir dentro do peito.

Respirou fundo e passou o dedo polegar por cima da pequena protuberância, descendo as caricias pela bochecha e nariz em seguida, por fim parando sobre os lábios, encarando-a sem sequer piscar. Queria ver e memorizar todos os traços dela, todas as mudanças e reações. Sem magoas, sem dor. Apoiou-se com o braço esquerdo no colchão e escorregou a mão direita pela barriga chapada dela, trilhando um caminho lento e torturador até a intimidade.

O corpo de Thalia tremeu em resposta, quando fora dominado por um espasmo. Nico suspirou e aproximou-se um pouco para poder sussurrar:

— Você já está tão molhada pra mim de novo, Grace. — Conseguia ouvir e sentir as lufadas quentes de ar escapando pela boca entreaberta dela e chocando-se ao seu pescoço.

Moveu os dedos lentamente, em cursos giratórios e Thalia gemeu afundando a cabeça no travesseiro.

Isso... Geme pra mim. — Pediu enquanto aumentava os movimentos, fechando os olhos para apreciar o som mais agradável do mundo. — Geme, minha morena, mostra o quanto gosta disso.

E Thalia atendeu ao seu pedido, os quadris passaram a se mover contra os dedos de Nico e as mãos apertavam com força o lençol da cama enquanto mais e mais gemidos eram libertos de seus lábios.

Nico respirou pesado enquanto sentia seu corpo arrepiar. Os gemidos dela eram alucinantes, tão viciantes quanto heroína, a voz ficava em um tom agudo, fofo, quase infantil. O quão contraditório era acha-la fofa naquele momento?

— Di Ângelo... — Mordeu o lábio inferior e seus olhos rodaram nas orbitas ao ouvi-la chamar daquela forma, tão arrastada e linda... Seu sobrenome parecia mil vezes mais atraente naquele tom.

Certo, certo... — Sabia o que ela queria.

Retirou seus dedos dando um fim ás caricias lá embaixo, os levando a boca em seguida, provando aquele delicioso sabor novamente. Ouviu Thalia gemer sôfrega abaixo de si e abriu aos olhos mais uma vez, notando que ela o encarava mordendo o lábio inferior.

— Você é deliciosa, já falei isso? — Thalia assentiu lentamente com a cabeça, os olhos grudados na boca de Nico. — Quer provar?

Não esperou por uma resposta, simplesmente a beijou, esfregando seus lábios contra os dela lentamente, saboreando o momento, suas línguas se provando sem censura alguma. A verdade era que Nico queria prolongar o máximo possível aquele beijo. Sentia-se terrivelmente nervoso, como se estivesse revivendo a primeira vez dela, temia machuca-la, temia não ir bem, temia que Thalia não gostasse e a noite não valesse a pena. Sentia-se como uma criança prestes a dar o primeiro beijo, cheio de inseguranças.

Aquilo era ridículo? Sim, totalmente, mas não conseguia evitar.

Já fazia um tempo que estavam se beijando quando sentiu as mãos de Thalia escorregarem por suas costas, lentamente ela contornou seu corpo até parar sobre a barriga, segurando o cós da calça jeans, os dedinhos ousados abriram com rapidez o botão e desceram ao zíper da mesma maneira. Nico respirou fundo, preparando-se mentalmente para o que estava por vim, tinha de pensar positivo, tudo daria certo.

Como sentia falta de sua-alto confiança...

Assim que o zíper estava devidamente aberto, tratou ele mesmo de tirar a calça, escorregando-a para baixo junto a sua cueca boxer. Suspirou aliviado quando finalmente livrou-se daquele aperto incomodo. Quebrou ao beijo com alguns selinhos e por fim encostou sua testa a de Thalia, ficou a observando atentamente, aguardando até o momento em que os olhos azuis se abrissem. E quando aconteceu... Todas as suas inseguranças desapareceram no mesmo momento.

Foi como se os olhos dela se transformassem em um buraco negro e o transportasse através do tempo.

Estavam em sua primeira vez novamente.

A mesma troca de olhares.

O mesmo sorriso.

Os sentimentos e confiança postos sobre ele era quase palpável.

Era como se estivesse olhando para a Thalia que nunca o odiara.

Ela deixava transparecer tudo de mais puro que Nico já tivera o prazer de experimentar ao seu lado.

O sorriso saiu sem nem pedir permissão, estampando sua boca de uma forma que tinha certeza ser completamente otária. Mas não se importava, sempre fora otário por Thalia e sempre seria. Ela o ganhava tão fácil, com um misero sorriso ou olhar, já o tinha na palma de suas mãos.

Ficaram encarando-se por um tempo até que Thalia também sorriu: uma gargalhada gostosa que fez o coração de Nico se aquecer. Os olhinhos azuis apertadinhos nas laterais, ás covinhas no canto de seus lábios, o nariz franzido... Como sentia falta daquele sorriso. Ela entrelaçou ambas as mãos em sua nuca e fez uma pequena pressão puxando-o um pouco para baixo, seus lábios se tocaram e o sorriso ainda estava presente durante todo o beijo.

Nico se remexeu, apoiando-se em seus braços enquanto ganhava espaço estre ás pernas dela, Thalia as entrelaçou em seu quadril no mesmo momento, como se pedisse para que continuasse o que estava fazendo. Ambos os corpos — agora completamente despidos de qualquer peça de roupa — colados. O suor, o calor, a excitação transparecia nitidamente entre eles.

Nico moveu seus quadris e foi entrando aos poucos, as unhas de Thalia desceram por suas costas enquanto liberava um longo gemido contra seus lábios. Assim que ficou completamente dentro, quebrou ao contato de suas bocas ofegando, apertou o lençol entre seus dedos com força e olhou para ela.

— Estou lhe machucando? — Perguntou entre ofegadas.

Thalia negou repetidas vezes com a cabeça, os olhos quase totalmente fechados enquanto a testa estava franzida e a boca aberta. Um arrepiou subiu pela espinha de Nico. Que expressão deliciosa, é essa? Mordeu o lábio inferior e moveu-se lentamente, retirando-se um pouco e tornando a entrar. Thalia gemeu, suas mãos o apertaram com força nos ombros, dessa vez Nico teve de acompanha-la, aquele calor e pressão toda envolta dele estava o enlouquecendo.

— Você é tão apertada, minha morena... — Suspirou afundando o rosto no pescoço dela, chupando a pele alva entre os dentes, deixando uma marca avermelhada. — Eu fui o único, não fui?

Thalia simplesmente ofegou, Nico sentiu o coração dela mais acelerado contra seu peito. Levantou o rosto novamente e sorriu ao ver o rosto completamente corado abaixo de si.

— Não precisa se envergonhar, depois que lhe conheci... Também não fiquei com mais ninguém. — Confidenciou enquanto lhe roubava um beijo.

Não queria prolongar aquele assunto, não era hora para isso...

Como tinha um tempo que Thalia não fazia aquilo, Nico esperou até que ela se acostumasse, deixando-a a vontade, não queria pressiona-la ou coisa do tipo. Estava sentindo-se um cavalheiro com seus pensamentos politicamente corretos, mas não deu nem dois segundos e ela já estava remexerem-se abaixo de si, jogando os quadris contra os seus.

Claro, afinal, é da Thalia que estamos falando...

Sorriu de seus pensamentos e agora que já havia recebera o sinal verde necessário para prosseguir, deu inicio aos movimentos, inclinando seu corpo sobre o dela enquanto o rosto estava oculto na curva de seu pescoço. Seus movimentos eram lentos, porém certeiros, queria apreciar o momento ao máximo, cada deliciosa sensação que tomava seu corpo, cada reação aos toques dela.

Nico grunhiu quando as unhas longas da menina desceram por suas costas, cravadas a pele, arrastando-se, deixando longos vergões vermelhos. Aproveitou que o rosto estava alojado contra o pescoço dela para distribuir beijos pela área, mordendo em seguida, lambendo, chupando a pele soada, queria marca-la como sua.

Sem ao menos notar, os movimentos tornaram-se mais rápidos. Os corações batendo em desordem, porém sincronizados, assim como as respirações. Nico desceu sua mão pelo corpo dela até alcançar seu clitóris, acariciando-o lentamente, o corpo de Thalia saltou sobre a cama.

— Oh, Nico... Eu... — Gemeu coisas desconexas enquanto apertava com força o desenho esculpido sobre a madeira da cabeceira da cama. — E-eu, eu vou...

Seu corpo sacolejava por conta das investidas de Nico, os olhos fechados e o lábio entre os dentes. Nico conseguia ver o topo da testa dela brilhando, refletindo a luz da lua pelas gotas de suor, alguns fios de cabelo grudados por ali. Linda.

Shh... — Abaixou o corpo e a calou com um beijo, tocando-a nas mãos, tirando-as da cabeceira e segurando-as contra o colchão, entrelaçando seus dedos. — Ainda não, aguenta mais... Um pouco mais, vem aqui.

Segurou a cintura de Thalia e a girou, deitando-se na cama e deixando-a por cima. Ela gemeu longamente, as mãos espalmadas contra seu tórax enquanto movia freneticamente os quadris. Os olhos sempre fechados, mas os lábios agora entreabertos enquanto a cabeça pendia para frente, os cabelos tampando seu rosto.

Oh, deus...

Nico sentia seu corpo arrepiar a cada palavra que saía esganiçada por aqueles lábios maravilhosos. Como Thalia conseguia ser tão sexy?

— Não sei se é correto ficar chamando o nome dele nesse momento... — Brincou.

Ela ignorou seu comentário e continuou o que fazia; as mãos espalmadas agora sobre sua barriga, onde as unhas longas fecharam-se em torno da pele, marcando-a facilmente. Nico grunhiu segurando-a na cintura com força, ajudando com os movimentos, intensificando-os. Desta vez a cabeça de Thalia tombou para trás — Teria de se lembrar de agradecer pelo espelho no teto na próxima oração – Conseguia ver perfeitamente o rosto dela estampado no espelho, as veias saltavam sobre o pescoço a cada gemido mais rouco, o suor escorria de sua nuca e testa, enquanto os cabelos caiam como cascatas pelas costas. Maravilhosa, tão perfeita que chegava a parecer surreal.

Não conseguia mais ficar só olhando. Sentou-se na cama e apertou-a na cintura, grudando seus corpos. Os seios dela espremendo-se contra seu tórax, os braços o rodearam no pescoço onde as unhas fincaram-se na carne, sem dó nem piedade. Não que estivesse reclamando, adoraria todas aquelas marcas, amava quando ela fazia aquilo.

— Eu esperei tanto por isso... — Sussurrou, a mão infiltrando-se pelos cabelos de Thalia, até a nuca, agarrando os fios úmidos de suor, puxando ali, fazendo-a tombar a cabeça para trás com um gemido rouco. — Esperei tanto para poder lhe tocar novamente, sentir seu calor, seu cheiro, seu gosto... — Serpenteou sua língua por toda a área, subindo desde a clavícula ao ponto de pulso ressaltado no pescoço alvo — agora marcado por alguns roxos — recolhendo cada gota de suor.

Thalia ronronou, aquele foi o estopim, Nico a agarrou com força na cintura e jogou-a contra o colchão mais uma vez, passando seu corpo sobre o dela sem cessar os movimentos, espalmou ambas as mãos e entrelaçou seus dedos.

— Nunca pensei que pudesse ficar mais perfeita, mas vejo que estava redondamente enganado. Fica mil vezes mais gostosa assim, tão entregue a mim, tão submissa. — Ressaltou bem a ultima parte enquanto a mordia no queixo.

Humh... — Thalia não conseguia falar, embora aquilo estivesse causado um rasgo enorme em seu ego, não poderia negar o fato de que estava adorando cada segundo.

Já podia sentir seu ventre se contraindo, suas paredes internas fechando-se com força contra ele. Afundou as mãos nos cabelos de Nico e o puxou para perto, tentou beija-lo, mas ele desviou. Thalia grunhiu frustrada e Nico sorriu satisfeito.

— Posso confessar uma coisa? — O cinismo em sua voz era transparente, ele não queria uma resposta. — Eu sempre quis fazer isso, sabia? Desde a primeira vez que me trouxe nesse quarto. — Abaixou seu corpo e aproximou o rosto do dela o suficiente para sussurrar ao pé de seu ouvido: — A única coisa que conseguia pensar era em te jogar nessa cama e fazê-la minha, ver seu corpinho tremer e os olhos revirarem enquanto adora meu nome com essa boca deliciosa, gemendo, chamando por mim, sendo a própria testemunha, assistindo a sua total cara de satisfação nesse espelho, enquanto te faço gozar tão forte que suas pernas ainda estarão bambas amanhã á noite.

O que era aquilo?!

— O-oh meu...

Ele veio, e veio forte, fazendo-a perder a fala e tremer, Thalia tremeu por inteira, seu corpo convulsionando abaixo do dele, as costas arqueando-se na cama enquanto a boca abria-se, mas não liberava nem um som, o gemido pareceu ficar entalado na garganta. Sentia seu corpo inteiro entrar em extasse, a deliciosa sensação de plenitude dominando cada átomo dele. Abriu aos olhos ainda buscando pelo oxigênio que havia abandonado seus pulmões, e teve certeza de que não via só estrelas por ali, mas o sistema solar inteiro.

Os movimentos de Nico pararam gradativamente enquanto grunhia e apertava ao lençol da cama, seu corpo estava arrepiado dos pés á cabeça durante o clímax. Nunca, nunca, NUNCA, N-U-N-C-A em toda sua vida, esqueceria o que tinha acabado de ver. Nem em mil anos.

Por pouco seu corpo não desabou, apoiou-se nos braços e aspirou profundamente tentando normalizar a respiração que estava terrivelmente descompensada. Podia sentir o suor inundando seu couro cabeludo e uma gota solitária escorrendo pelo nariz, fazendo a pele pinicar até chegar á ponta dele e pingar sobre os seios de Thalia. Sua visão estava meio embasada, a cabeça em branco, fitava ao borrão que o rosto dela se tornara enquanto tentava recuperar o foco.

Aos poucos fora distinguindo o azul intenso, o nariz arrebitado e a boca inconfundível, vermelha e inchada. O embasado saiu dando espaço a pequenos pontinhos pretos, conforme a respiração normalizava. Os olhos de Thalia estavam apertadinhos, quase fechados, sorriu com aquilo, já sabia o que estava por vim.

— Tudo bem, durma, minha morena... Eu estarei aqui com você quando acordar.

Thalia não tinha forças para responder então simplesmente assentiu. O corpo estava tão mole e tudo parecia tão desconexo que era como se tivesse tomado um porre. As pálpebras pesavam terrivelmente, fechou aos olhos sem nem hesitar e logo sentiu a cama mexer-se e um calor rodear seu corpo, apoiou o rosto contra a superfície quente e macia, sentindo um delicioso cheiro de shampoo dominar suas narinas.

Não faria mal dormir, certo? Só um pouquinho, afinal, ele disse que estaria ali.

Aconchegou-se melhor e sentiu algo contra seus cabelos, iniciando uma caricia lenta, embargando-a ainda mais. Sorriu por algum motivo desconhecido e antes de apagar por completo um ultimo pensamento cruzou sua cabeça:

Também amo você...

( . . . )

Já fazia um bom tempo desde que Apolo subira ao segundo andar em busca de Afrodite e até agora nada. Atena não podia simplesmente esperar por eles, Poseidon estava impaciente e insistiu em começar sem os dois, afirmava que não fazia sentido algum atrasar uma tradição de família por conta de duas pessoas, se eles quisessem participar, sabiam aonde ir.

Não tirava a razão dele, Poseidon devia estar ansioso para contar tudo de uma vez, também estava, mas ainda assim por muitas vezes considerou a hipótese de subir lá e chama-los pessoalmente, queria que sua amiga estivesse presente quando contasse a todos a novidade, entretanto, algo a privava de fazê-lo, algo em seu intimo lhe avisava que não seria uma boa ideia subir e resolveu escutar aquele aviso.

Neste momento estava sentada a mesa com os demais convidados, já haviam feito a oração de natal, portanto saboreava silenciosamente a comida sobre seu prato e vez ou outra bebericava um pouco de vinho posto a taça. Estava nervosa, mas não deixaria transparecer. Já Poseidon era seu total oposto. Ele parecia uma pilha de nervos, sentado a seu lado, apertava aos talheres com força e já devia estar na quarta taça de vinho, a cena seria engraçada se não fosse trágica.

— Mãe... — A voz de Annabeth surgiu baixa em meio ao som baixo de talheres tocando a porcelana.

Athena parou de encarar o homem ao seu lado e direcionou o olhar a filha, que estava sentada a sua frente.

— Hm? — Annabeth respirou fundo e inclinou as costas, ajeitando-se sobre a cadeira, o desconforto não passou despercebido pela mais velha. — O que foi? Algum problema?

Antes de responder, os olhos cinza procuraram os verdes de Percy, que assentiu lhe apoiando. Annabeth voltou a encarar sua mãe.

— Isso depende de você...

Foi à vez do desconforto atingi-la, Athena largou os talheres sobre a mesa, agora mais preocupada.

— Falando assim me deixa nervosa.

Novamente o olhar dela pareceu perdido. Da mãe a mesa, da mesa ao chão, do chão a Percy, que ao notar o desespero da namorada interveio, tomando o controle da situação:

— Eu e Annabeth temos algo a dizer. — Todas ás cabeças viraram-se em sua direção, e o som de talheres contra pratos sessou, o olhar curioso dos convidados pairando, revezando sobre eles.

Athena franziu a testa em confusão, tentou ligar o nome de Percy ao da sua filha, mas não encontrou nada que parecesse importante.

— Mas que coincidência! — Poseidon levantou-se de vez arrastando a cadeira e apoiando as mãos pesadas sobre a mesa, fazendo algumas taças tremerem e o liquido roxo avermelhado dentro delas transbordar, molhando a toalha branca. — Eu e Athena também temos uma.

A mulher arregalou os olhos, espantada. Era visível que ele estava alterado, a voz embargada e o rosto vermelho o entregavam.

Vocês têm? — Percy e Annabeth perguntaram ao mesmo tempo.

— Sim! — Confirmou o homem com um largo sorriso enquanto erguia a taça para o alto, fazendo respingar algumas gotas de bebida na parede.

— Mas podemos esperar um pouco mais... — Athena segurou a mão dele e o puxou, forçando-o a sentar novamente o encarando de forma repreendedora. — Se vocês têm algo a dizer, podemos esperar.

O olhar dos convidados vagava entre as duas duplas como se observassem a uma partida de tênis. Todos em silencio total.

— Bem, eu... Eu acho que...

— Digamos que exista um gráfico... — Percy cortou a namorada ao notar que ela não conseguiria falar. — Se fosse para classificar o que têm a dizer em um grau de importância nesse gráfico, de um a dez, qual seria?

Athena observou o homem ao seu lado esperando pela resposta dele, que não tardou a vir. Poseidon sorriu e levantou a taça mais uma vez:

— Onze, com certeza!

O olhar dos mais novos novamente se encontrou e um arrepio correu pela espinha de Percy enquanto engolia em seco. O que diabos seus pais tinham a dizer que seria tão sério assim?

— E o de vocês? — Athena perguntou, seu olhar parecia tão preocupado quanto o deles, será que ela desconfiava de algo? Bem, não duvidava afinal era a mãe de Annabeth.

— Um onze? — Contaram incertos.

O silêncio prevaleceu por longos minutos, apenas os olhares e respirações eram escutadas, deixando tudo mais tenso.

— Então diremos ao mesmo tempo! — Poseidon sugeriu levantando de sua cadeira, que caiu para trás.

Athena colocou a mão sobre o peito assustada, mas antes mesmo que pudesse protestar o homem começou a contagem.

— 1,2...

Annabeth e Percy se encararam desesperados, em suas cabeças a interrogação constante “falar ou não falar”? Aquela era a única chance que tinham, vai lá saber o que seus pais diriam?

— 3 e...

Eu e Annabeth estamos namorando!

Eu e Athena vamos nos casar!

Quatro olhares ligados como se alguém houvesse colado suas cabeças naquela posição. Quatro distintas expressões, porém todas de surpresas. Os outros três que ainda estavam sentados, levantaram-se ao mesmo tempo e todas as cadeiras foram ao chão, ás mãos espalmadas sobre a mesa e os olhos arregalados assim como Poseidon:

— Vocês o que?!

Athena estava tão envolvida naquilo que deixou um pequeno detalhe escapar por seus olhos atentos, ou melhor, um detalhe não, uma pessoa. Certa ruiva assim que notou a ausência de seu acompanhante no jantar, levantou-se discretamente e subiu aos degraus a sua procura.

( . . . )

(escutem a musica)

Ártemis levou um tempo até finalmente perceber a ausência de seu namorado sobre a mesa durante a ceia. Namorado, seria certo chama-lo assim? Quer dizer, eles com certeza tinham algo, mas ainda não haviam oficializado nada... Tudo aconteceu tão rápido que a mulher ainda se encontrava perdida.

Somente mais uma noite qualquer, ao menos era isso o que Ártemis pensava até o baixo som de algo chocando-se contra sua janela a despertar de um sono leve. Primeiramente pensou não ser nada de mais, provavelmente um galho seco das muitas árvores que havia ao redor da casa — já que moravam em meio a um imenso jardim — recostando-se ao vidro por conta do vento forte de inverno lá fora, portanto, resolveu ignorar. Remexeu-se em sua cama e fechou aos olhos novamente tentando tornar a dormir, foi só tempo de aconchegar as mãos abaixo do travesseiro que o som se repetiu, desta vez mais alto, como se algo maior atingisse ao vidro, e novamente, e mais uma vez, era quase como se uma chuva de granizo estivesse caindo e atingindo a casa pelo lado de fora.

Ártemis abriu aos olhos novamente e bufou frustrada ao notar que o som não sessaria, levantou-se da cama em um salto e calçou suas pantufas fofinhas, que estava postas estrategicamente ao lado dela. Caminhou em passos lentos e preguiçosos até estar de frente à janela, bem a tempo de vê-la ser atingida por um material pequeno, rápido de mais para que distinguisse o que era. Segurou com ambas as mãos na extremidade inferior da janela e a puxou para cima com força, conseguindo assim, com dificuldades, abri-la em meio a um alto ranger. Colocou a cabeça para fora da janela e fora atingida na testa pelo mesmo material que acertara ao vidro anteriormente, grunhiu e cobriu o lugar com a mão direita enquanto encarava um Apolo com feições culpadas lá embaixo.

— Foi mal... — Ele sussurrou, porém alto o suficiente para que escutasse.

Ártemis sorriu ainda sem acreditar no que via. Reclinou-se sobre a janela para observa-lo melhor, já não importando-se mais com a testa machucada.

— O que está fazendo aqui?

Aproveitou que todos os convidados estavam distraídos lá embaixo e deu uma escapadinha da mesa sem ser notada. Subiu as escadas rapidamente e assim que chegou ao segundo andar, um desconforto horrível a atingiu, algo como um mau pressentimento ao notar que sua irmã também não estava presente na festa há um bom tempo.

Tentou ignorar aqueles pensamentos.

Não devia passar de uma coincidência.

E andou a passos lentos pelo extenso corredor, ouvindo a madeira ranger sobre seus pés em certos momentos. O corredor estava vazio e escuro, já que todas as luzes do segundo andar da casa encontravam-se apagadas; uma musica clássica tocava baixinha vinda do andar de baixo, a melodia era calma e lenta, composta somente por piano e violino. Ártemis costumava gostara desse tipo de musica, grande parte do tempo era agradável de se escutar, mas que agora, só estava á deixando mais aterrorizada.

— Apolo? — Chamou assim que chegou em frente a uma das muitas portas que havia pelo longo corredor. Não obteve resposta alguma, então segurou a maçaneta e a abriu, revelando um quarto vazio.

Suspirou fechando-a novamente, tornado a andar. Por algum motivo estava terrivelmente tensa, seu estomago inquieto enquanto as mãos soavam. Isso tudo, esse clima, essa situação, fazia com que lembrasse um momento passado.

— Apolo? — Mais uma porta aberta e mais um quarto vazio.

Fechou-a e seguiu pelo corredor, só restavam mais duas a conferir, foi quando ouviu uma voz.

Uma voz.

Uma voz, e fora o suficiente para que o gosto amargo tomasse sua boca como se tivesse acabado de lamber um pedaço de ferro enferrujado.

A voz dela.

Engoliu em seco e apressou aos passos enquanto abria a porta da direita. Sua respiração pesada e o coração acelerado ao encontrar somente o banheiro vazio. Ártemis engoliu em seco sentindo a garganta fechar, a musica clássica soava em seus ouvidos agora mais alta, sua cabeça parecia pesar o dobro quando encarou a última porta que faltava.

A voz dela.

A voz dele.

Murmúrios.

Sussurros.

Suspiros.

Apertou a maçaneta gelada entre seus dedos enquanto a respiração saia de forma acelerada por sua boca, a mão tremia enquanto girava-a lentamente.

— Eu vim para que tivéssemos nosso segundo encontro. — Ele respondeu em meio a um sorriso.

Ártemis negou com a cabeça ainda descrente daquela resposta, porém feliz com ela.

— São três horas da manhã...

— E dai? Não conseguia parar de pensar em você... Senti sua falta.

Embora seu coração tenha saltado ao escutar aquilo, a voz dele pareceu vacilar, algo em suas feições o entregava. Apolo não estava sendo sincero.

A maçaneta girou.

A porta se abriu.

Dois olhares se encontraram e foi como se o chão sumisse abaixo de seus pés.

Aquilo não podia estar acontecendo novamente.

Notas finais
THALIA DORMINDO! SAUDADES RESUME. Bem gente, é isso. Os erros eu vejo depois e espero que não tenham se confundido ali na parte do Apolo e Ártemis, é que eu acho estranho ficar colocando "Flashback on, of" Espero que tenham entendido ainda assim. No proximo capitulo irei aprofundar mais nisso e explicar, certo? Sei que é pouco, sei que vão querer me matar por enrolar e parar bem ai, mas prometo que no proximo as coisas teram sua devida atenção! Muito obrigada por todos os comentarios que recebi anteriormente, vocês são lindos *3* E a gente se vê até domingo, certo? BEIJOS NO CORE E ATÉ MAIS!