Because I Love You 2 .

32 Sentimentos não se explicam.


Notas iniciais
Olha quem postou na hoora!!! Uhum Oh Yeah! EU MESMA! Mas nem vou enrrolar aqui amores que tenho que sair e.e To indo pra uma festa por isso adiantei o capitulo, Eu pretendia fazê-lo mais longo, mas infelizmente não tenho mais tempo! espero que gostem e nos vemos lá embaixo!

O up maromba!

Hazel ajoelhou-se no banco e aproximou-se mais da janela, ficou parada encarando-o pelo vidro, Frank seguiu caminhando pela calçada, as mãos nos bolsos da calça e os olhos semicerrados olhando em volta como se procurasse algo.

— Então...era ele.

— Você já o tinha visto?

Hazel engoliu em seco antes de responder.

— Sim, hoje cedo ele veio falar comigo, mas nem desconfiava... Ele está muito diferente.

— Essa também foi minha reação. — Percy comentou. — Não parece nem um pouco com o Frank que eu me lembrava.

— Serio que vocês realmente não o reconheceram? — Reyna estava surpresa. — Não vejo assim nada tão diferente, talvez só o corpo, mas ele continua sendo o mesmo de sempre.

Ela estava certa, os olhos, a boca, o rosto. Por isso eram tão familiares. Hazel devia ter escutado seus extintos, sabia que o conhecia de algum lugar.

— Não acredito nisso... mas ele também, quer dizer ele também não me reconheceu. Frank não disse nada, não deu nem uma pista de que éramos amigos, foi só um dialogo de estranhos.

— Talvez ele estivesse lhe testando, vendo se você o reconheceria ou lembraria de algo. — Sugeriu Reyna.

Hazel o perdeu de vista assim que ele se aproximou da porta da sorveteria pelo lado de fora, endireitou-se no banco estofado e virou-se bruscamente, encarando a porta fixamente. O sininho tocou assim que ela se abriu. O coração de Hazel acelerou, suas mãos começaram a ficar úmidas e frias. Então viu um All-star preto passando por ela. Primeiro o pé esquerdo e depois o direito, para finalmente ele entrar por inteiro. O Jeans escuro e um suéter listrado, Frank estava ali, a somente alguns passos de distancia. Depois de tanto tempo, parecia tão... Fictício. Surreal.

Ficou o encarando por tempo desconhecido, nem viu quando Percy acenou e o chamou para a mesa. Frank se aproximou aos pouco, ele tinha um sorriso tímido no canto da boca, parecia envergonhado, suas mãos permaneciam nos bolsos da calça durante todo o percurso.

Assim que estava bastante próximo os cumprimentou.

— Oi. — Ele continuava tão tímido quando Hazel se lembrava, aquilo não combinava com sua nova aparência.

— Eae, cara! — Percy se levantou e eles fizeram um toque ensaiado, batendo as mãos umas nas outras diversas vezes para no fim se abraçarem. — Que saudade! Tá bonitão em. — Falou assim que se separaram, desferindo dois tapinhas no ombro dele. — Nem reconheci.

Frank sorriu.

— É, deu para perceber. Achei que fosse me socar aquela noite no acampamento.

— Nossa, é mesmo... Foi mal eu achei que fosse... Bem — Escondeu sua boca com uma das mãos e sussurrou: — uma águia rondando.

Frank gargalhou assentindo.

— Sem problemas, eu entendo. Vocês namoram, né? Olha eu garanto que aquela noite minhas intenções eram das melhores, ela não parecia muito bem.

— Annabeth é muito fraca para bebida então ela estava mesmo péssima.

— Ei, não falem de mim como se eu não estivesse aqui. — Interveio a loira. — E não vai me apresentar o amigo, Percy?

— Você não lembra de mim?

— Eu devia?

— Ela não se lembra de nada daquela noite. — Percy contou.

— Uau, então deve ser mesmo muito fraca pra bebida. — Frank sorriu. — Certo, sem problemas. Eu sou Frank, amigo de infância do Percy. Que alias, tem olhos incríveis. Pode me chamar de borrão se quiser, muito prazer.

Annabeth franziu a testa desconfiada, por fim estendeu a mão e apertou a do menino.

— Certo, borrão. Eu sou Annabeth, namorada do Percy. E ele tem mesmo olhos incríveis. — Concordou.

Ambos sorriram e soltaram às mãos, Frank olhou para a outra extremidade da mesa onde Reyna e Hazel se encontravam.

— Oi. — Ele falou, aquele mesmo sorrisinho envergonhado, Hazel prendeu a respiração por um segundo.

— Oi... — Respondeu. Reyna apenas acenou com a cabeça e fixou o olhar no cardápio, eles se viam todos os dias na escola então não era nada de mais.

Frank sentou-se também, ao lado de Percy, ele pegou um dos cardápios e seu rosto ficou oculto por um tempo, mas isso não fez Hazel parar de encara-lo. Sentia-se uma perseguidora, mas não dava para evitar. Como pôde esquecer Frank?!

— E então, decidiram? — A garota que anteriormente os guiaram até a mesa estava agora com um bloquinho de notas e caneta em mãos.

— Ah sim... — Frank sorriu abaixando o cardápio e encarando o crachá dela. — Hayley? — Ela assentiu. — Certo, Hayley. Eu gostaria do especial da casa, por favor.

— O que tem no especial da casa? — Percy o encarou com os olhos semicerrados.

— Sei lá, mas é especial. Deve ser algo muito bom.

Hayley sorriu ao seu lado e Frank a acompanhou. Hazel começou a não gostar muito dela...

— É, realmente é um dos mais pedidos aqui. — Disse ela.

— Certo, então eu vou querer um também. — Percy abaixou o cardápio.

— O mesmo pra mim. — Annabeth decidiu.

— É, pode ser... — Reyna concordou.

— E você, Hazel? — Percy a tirou de seus pensamentos, fazendo-a parar de encarar a garçonete em busca de algum defeito.

— Ah, eu só vou querer uma água mesmo. Por favor.

— Certo. — Ela sorriu e anotou no bloquinho. — Logo trago aqui. —Virou-se e saiu.

— Então Frank, o que ficou fazendo esse tempo todo? — Percy perguntou curioso.

— Na verdade nada de mais, só fui embora da escola porque meu pai encheu o saco. Sabe, eu morava com minha avó numa boa, mas de repente ele quis a minha guarda e ambos começaram a brigar na justiça. No fim, ele desistiria de tudo e eu poderia ficar com ela se me tornasse “o homem da casa” por isso me colocou em uma escola militar. Acho que ele pensou que eu desistiria, mas bem, não desisti.

— Uau. Que pesado. — Annabeth murmurou.

Frank sorriu.

— Que nada, foi moleza... Mas e vocês?

— Bem, depois que eu saí de Roma mudei de escola, não teve briga na justiça ou escola militar, mas ao menos conheci e me apaixonei por Annabeth. — Ele sorriu e o rosto da loira corou absurdamente ao seu lado.

— Não fale isso tão naturalmente... — Pediu batendo seu ombro contra o dele. Percy sorriu.

— Ela é tímida, mas garanto que é algo reciproco.

Frank assentiu rindo.

— E você, Hazel? — Falou olhando em sua direção. — O que fez por esse tempo?

Hazel que até agora o encarava finalmente parou, era tão estranho vê-lo pronunciar seu nome. A voz estava mais grave. Não sabia como agir, com ela era diferente, estivera com Frank por aproximadamente um ano e não notara, será que ele estava bravo?

— Bom... Eu permaneci em Roma e... — Não parecia certo falar de Ethan, não queria falar de Ethan. — E conheci um irmão.

Frank arregalou os olhos.

— Uau! Isso é bem mais pesado que a escola militar, como assim conheceu um irmão?

— Bem, parece que meu pai teve um caso com a mãe dele ou algo assim. Alias, ele estuda na sua escola, Percy.

— Estuda? Me diz o nome, talvez eu conheça.

— Nicolas.

Percy se engasgou com a própria saliva.

— Nicolas? Nicolas de que?

Nicolas Di Ângelo.

Annabeth e Percy encararam-na completamente surpresos.

— Como assim Nicolas Di Ângelo?! — Perguntaram em uníssono. — Você é irmã do Nico? Você... é filha de Hades?

— É... — Hazel estava um pouco assustada.

— Aqui está. — Hayley voltara com os pedidos. Ela os colocou de frente ao respectivo dono. — Algo mais?

— Não, obrigado Hayley. — Frank agradeceu com um sorriso a garota o devolveu e novamente saiu.

— Meus Deuses, mas que coisa mais esquisita! — Percy falou.

— Com certeza. — Annabeth parecia espantada. — Nunca imaginaria algo assim... outra irmã.

— Ah, nunca que eu aguento comer tudo isso! — Reyna murmurou ao lado deles quebrando completamente o clima de tensão, Hazel olhou e só agora notara o tamanho do “especial da casa”.

Frank gargalhou.

— Uau! — Ele girou a grande taça de vidro sobre a mesa observando.

Era gigantesco, devia ter umas dez bolas de sorvete ali, tudo envolto de calda de chocolate e algumas outras coberturas, com uma cerejinha no topo.

— Qual é o problema? — Percy perguntou dando uma colherada.

— O problema? Bem o problema é que eu pretendo sair daqui andando e conseguir passar pela porta, Percy. — Reyna estava incrédula.

O menino gargalhou.

— Tudo bem, eu como se sobrar.

— Eu também não aguento tudo isso... — Annabeth olhou horrorizada.

— Vocês são fracas... A Thalia comeria isso tudo e ainda toparia outro.

— Thalia? — Hazel teve de intervir. — Vocês a conhecem?

— Ah... Sim, Thalia é minha melhor amiga. — Annabeth respondeu tentando decidir onde colocar a colher, temia uma avalanche de sorvete caso falhasse. — E realmente ela adora sorvete.

— Não acredito.

— Ela gosta bastante...

— Não isso, eu... não acredito que conhecem ela.

— Qual o problema? — Annabeth largou a colher ao notar o tom de voz de Hazel.

— É por causa dessa garota que o Nico vai embora.

— Hã?

— Thalia... Thalia Grace, certo? Ela e Nico namoravam, não é?

— Sim, mas... Como assim vai embora por causa dela?

— A nossa outra irmã, Bianca, ela ganhou uma bolsa em uma faculdade fora de Ny e chamou Nico para ir também, ele até ficaria, mas a Thalia o mandou ir.

— Eu já sabia. — Percy falou e Annabeth o encarou incrédula.

— Como assim já sabia?!

— Ele me falou quando estávamos voltando da excursão.

— E porque não me disse nada? Agora tudo faz sentido!

— Tudo o que?

Annabeth colocou as mãos sobre a cabeça e fitou a madeira da mesa intensamente, as coisas se encaixando em sua mente, agora tão claro e transparente quanto a água mais cristalina.

“Ele se foi... Eu o mandei ir” Aquela noite, Thalia estava daquela forma por isso. “Sei que preciso ser forte, mas não consigo, deuses isso dói tanto”. Lembrava-se perfeitamente das palavras dela, seu coração pesava só em recordar.

— Hazel, você sabe quando o Nico vai embora?

— Sim, parece que vai ser no ano novo...

— Oh, merda. Percy eu preciso ir! — Annabeth se levantou de vez da mesa, pegando sua bolsa sobre o acento. — Preciso ir, agora.

— O que? Agora? Mas... por que? O que foi?

Ela ignorou e espremeu-se para passar por Percy, saindo dali.

— Foi um prazer conhecer vocês, desculpa estar saindo assim. — Falou e deu as costas, seguindo pelo corredor e saindo pela porta.

— Mas o que diabos... — Percy estava espantado.

— Uau, acho que ela estava com pressa... — Frank murmurou.

( . . . )

Calypso acordou com o barulho da porta batendo.

Abriu aos olhos e os coçou com uma das mãos, apoiando-se nos cotovelos e olhando em volta. Seu olhar foi ao chão e logo reconheceu seu azulejo branco repleto das roupas que usava anteriormente, o que a fez franzi a testa e encarar seu corpo somente para ter certeza de que estava completamente despida.

Bufou revirando os olhos e jogando-se contra o sofá mais uma vez ao lembrar o que havia acontecido.

Não acredito que fiz isso novamente!

Pegou uma das almofadas do sofá e tampou seu rosto com ela, gritando:

— Arrh! Burra! Burra! Burra!

Uma brisa fria entrou pela janela aberta, Calypso se recompôs levantando-se do sofá e jogando a almofada sobre ele, caminhando pela sala em seguida, passou em meio a todas as roupas, mas recolheu somente seu casaco, o vestindo e fechando os grandes botões para ocultar completamente seu corpo desnudo.

De lá seguiu até a porta, sua chave estava na fechadura mas a mesma se encontrava aberta, simplesmente girou a maçaneta e a empurrou, colocando sua cabeça para fora em seguida para ter certeza de que o corredor estava vazio.

E estava.

Então seguiu, caminhando na ponta dos pés por ele por conta do chão gelado. Parou somente quando estava de frente a suas frutas, que encontravam-se espalhadas por toda a parte. Abaixou-se e começou a recolhê-las, colocando no saco novamente e assim que terminou, voltou para dentro.

Trancou a porta, girando a chave duas vezes só por precaução.

Vai que Luke resolvia fazer outra visitinha.

Caminhou até a mesa e colocou as compras sobre ela, olhando para trás, sua sala estava um caos com aquelas roupas por toda a parte.

Suspirou e levou as mãos aos cabelos, fazendo um coque de qualquer jeito. Foi até a sala e recolheu todas as roupas, seguindo até o banheiro e jogando-as no cesto. Assim que passou de frente ao espelho foi impossível não olhar para ele. Como seus cabelos estavam presos em um coque, todo o pescoço era visível. Calypso arregalou aos olhos descrente, abriu os primeiros botões do agasalho e abaixou a gola, olhando melhor.

Aquele filha da...

Seu pescoço estava completamente marcado, as manchas roxas e avermelhadas desciam deis dele aos seios. Calypso rangeu os dentes e abriu o resto do casaco, deixando-o cair sobre seus pés. Observou o resto do corpo para se certificar de que nada mais estava marcado, mas para seu desgosto, ainda havia algumas marquinhas menores que as outras em suas coxas.

Respirou fundo tentando se controlar, correu o dedo pelas marcas superficialmente, elas não doíam, mas ainda assim! Quem ele pensa que é para sair marcando os outros?

Caminhou até o box e soltou os cabelos ligando o chuveiro e deixando que a água a molhasse, descendo por todo seu corpo. Fechou os olhos e levantou a cabeça, fazendo as gotas pingarem agora contra seu rosto. As mãos subiram pelo corpo, fazendo uma trilha da barriga aos seios e o pescoço.

Calypso estava se odiando por aquilo, mas conforme estava ali, de olhos fechados e com a mão sobre seu pescoço, tocando a área marcada. Só conseguia pensar em Luke. Só conseguia pensar no que acontecera ha algumas horas, das mãos dele contornando seu corpo e de sua boca a devorando com tamanha vontade, de seus corpos se movendo em perfeita harmonia como se já se conhecessem há anos. Os suspiros, os gemidos, os arranhões e os beijos. Tudo aquilo, não saía de sua cabeça.

Seu corpo inteiro arrepiou.

Calypso arregalou aos olhos e desligou o chuveiro de uma vez, repreendendo-se por tais pensamentos. Saiu do box rapidamente e pegou a toalha, enrolando-a em seu corpo e seguindo para o quarto. Jogou-se em sua cama e escondeu a cabeça com o travesseiro, odiava aqueles pensamentos, odiava aquela sensação. Sabia que não devia mas... Queria tanto que ele voltasse, por que ele foi embora antes mesmo que ela acordasse? Queria beija-lo mais e senti-lo mais.

Que droga!

Conhecia aquele sentimento muito bem, pensou que com Luke seria diferente, sabia que não devia ter se envolvido com ele! Agora não conseguia acreditar.

Estou apaixonada por um babaca!

( . . .)

Percy ainda estava nervoso.

— Acha que aconteceu algo com ela? — Perguntou enquanto olhava pelas longas janelas da sorveteria, como se de repente Annabeth fosse passar por ali.

— Acho que não, ela só deve ter se lembrado de algo... — Reyna murmurou.

— É, deve ser... — Concordou ele, embora sua expressão continuasse a mesma.

— Percy se acalma. — Frank tocou seu ombro. — Não deve ser nada de mais.

— Eu... sim, não deve ser nada de mais.

Reyna somente observava como fizera deis de que chegara, ele parecia tão preocupado, os pés batendo freneticamente contra o chão, os dedos entrelaçados sobre a mesa. Aquilo fazia seu coração doer, Percy gostava mesmo de Annabeth.

— Você devia ir atrás dela. — Falou, Percy olhou em sua direção, os olhos verdes brilhando como quem pedisse “posso?”

Ele só estava esperando alguém sugerir aquilo.

— Vai atrás dela. — Repetiu Reyna.

— Eu... não teria problema? — Perguntou enquanto corria os olhos pela mesa. — Quer dizer... Fui eu quem quis reunir vocês e agora ir embora assim...

— Não tem problema. — Falou Hazel.

— É, cara. Agora vamos nos ver sempre. — Garantiu Frank.

Percy olhou para Reyna.

— Sem problemas. — Ela falou, um sorriso falso de lado. Aquelas palavras pareceram rasgar sua garganta.

Percy levantou-se e tirou de sua carteira algumas notas, colocando-as sobre a mesa para pagar sua parte e a de Annabeth.

— Muito obrigado gente e me desculpem por isso... De verdade. — Despediu-se de Frank com um toque e das meninas com um beijo no rosto, então disparou para fora da sorveteria.

Reyna olhou pela janela, observou todo o percurso até ele sumir na noite escura de NY.

— Eu não estou me sentindo muito bem. — Levantou-se do acento pegando sua bolsa e passando a alça pelo corpo, deixando-a em um dos ombros. — Acho que foi muito sorvete, vou ao banheiro.

— Ah, eu vou com você... — Hazel já ia se levantar também.

— Não precisa. — Garantiu Reyna com mais um falso sorriso, a menina novamente se sentou. — Fique e faça companhia a Frank.

Virou-se e caminhou pelo corredor, passando em meio ás cadeiras e mesas, seguindo até encontrar á plaquinha: “sanitários”. Grudada em uma das paredes, era bem ao lado da porta de saída. Reyna olhou para trás, a mesa onde anteriormente estava. Hazel e Frank se encaram com sorrisos tímidos. Não queria voltar ali, sentia-se deslocada deis de que chegou. Simplesmente deu as costas e saiu pela porta.

O sininho tocou, mas não olhou pra trás conferindo se seus amigos haviam notado. Simplesmente seguiu em frente, descendo as mangas de sua blusa de frio e colocando o gorrinho sobre a cabeça. Cruzando os braços enquanto andava.

Já devia estar tarde, algo em torno das vinte e duas horas, a noite estava parcialmente escura e as ruas bastante silenciosas. Reyna decidiu apressar os passos até o ponto de taxi mais próximo, já que nem um circulava por ali.

Enquanto caminhava, não conseguia filtrar seus pensamentos de forma que em sua cabeça só circulava uma pessoa. Percy.

Não entendia por que ficara tão abalada vendo-o com Annabeth, já tinha visto os dois juntos e nada disso tinha acontecido. Será que tivera falsas esperanças ou somente um grande ataque de nostalgia e saudades de antigamente?

Bom, de todas as formas...

Com certeza confundira tudo.

Logo chegou ao ponto de taxi, mas o mesmo se encontrava deserto, nem aquela placa iluminada estava acesa. Reyna suspirou e sentou-se no banquinho apoiando os braços em seus joelhos e o rosto na palma das mãos. Esperou por longos minutos, observando o vento balançar as folhas das arvores e assoviar correndo pelas ruas. Estava tudo tão vazio que chegava a ser assustador, quase como uma rua naqueles filmes de terror que de repente se tornavam desertas, um prato cheio para o serial-killer.

Reyna não queria ir andando, sabia que não era seguro, mas também não parecia muito seguro ficar sentada em um ponto de taxi apagado na calçada de uma rua deserta.

— Garotas bonitas assim não deviam ficar sozinhas em ruas como esta...

Reyna sentiu seu coração gelar, estava tão distraída que não reparara na bicicleta parada a sua frente. Olhou para a pessoa sobre ela, os pés apoiados no chão para que não desequilibrasse, as mãos no guidão, mas o rosto oculto pelo boné.

— Ah, eu também acho... Por isso liguei para meu namorado vim me pegar, alias, ele já deve estar chegando. — Mentiu. Seu coração acelerado no peito.

O rapaz sobre a bicicleta sorriu segurando a aba do boné e o virando para trás, revelando seu rosto.

— E essa foi uma ótima desculpa. — Ele falou e Reyna quis lhe socar.

— Leo, seu idiota! Deuses, eu pensei que... Deuses!

— Se acalme eu sou inofensivo. — Ele soltou o guidão da bicicleta e colocou as mãos sobre a cintura. — Mas quem diria em, Reyna, com medo, isso não se vê todo o dia.

— Não é medo, eu só estava distraída e... Ah eu sou humana, tá!

Leo gargalhou.

— Certo, certo. Mas por que estava sozinha ai e... distraída?

Reyna relaxou os músculos e tornou a posição inicial: braço sobre o joelho e rosto sobre a mão.

— Acho que meu coração se partiu. — Ela falou, simplesmente. Leo arregalou os olhos.

— Como?

— Não sei como explicar, mas é esse o termo que as pessoas usam, certo?

Ele desceu da bicicleta e abaixou o tripé, sentando-se ao lado de Reyna.

— O que aconteceu? — Perguntou preocupado.

— Eu vi a pessoa que eu gosto, quer dizer eu acho que gosto, com outra garota, e deis de então parece que tem algo entalado em minha garganta, um aperto horrível entre as costelas. — Ela falava aquilo tão naturalmente, como se comentasse sobre desenhos animados. — Isso me faz querer... chorar. Não sei direito, só me faz querer chorar. É como se essa agonia toda chegasse a transbordar e quisesse sair de alguma forma.

Leo a encarou completamente surpreso e em partes encantado.

Como conseguia falar aquilo tão naturalmente?

Engoliu em seco e aproximou-se um pouco mais, ousando colocar seus braços em torno dela. Foi um movimento perigoso, já estava preparado para receber outro tapa, mas preferiu arriscar. Passaram-se um, dois, três... muitos segundos e nada aconteceu. Leo a apertou com mais força e apoiou seu queixou no topo da cabeça dela e sussurrando:

— Está tudo bem, já que é assim, então... Pode chorar.

Reyna não respondeu nada, não moveu um musculo se quer, os braços continuavam parados sobre suas pernas.

— Não precisa pensar tanto, não precisa achar soluções ou explicações logicas. Sentimentos não se explicam, Reyna. Eles somente acontecem, deixe sair, se acha que chorando ira melhorar, bem, então chore... Sem pensar muito no assunto, somente chore. Eu estarei aqui com você completamente calado, juro.

Passaram-se mais alguns segundos até Leo senti-la dar um pulinho, as mãos de Reyna se moveram e rodearam sua cintura, ela apertou com força a camisa de flanela que ele usava e começou a chorar. Seus soluços eram tão baixos e fofos, suas mãozinhas tão pequenas, mas ao mesmo tempo tão fortes.

Ficaram assim por bastante tempo, completamente parados. Mas nunca que Leo reclamaria daquilo, ficaria ali a noite inteira se ela permitisse, completamente calado como prometera.

— Eu acho que estou melhor. — Ela murmurou afastando seu rosto, Leo abaixou a cabeça para encara-la. O contorno dos olhos meio avermelhados assim como a pontinha de seu nariz e as bochechas, seus cílios estavam úmidos e elevados á boca contraída.

Completamente linda.

— Tem certeza?

— Não muita... — Assumiu fungando.

Leo sorriu, Reyna ainda não havia o soltado então não seria ele a fazer.

— Eu estou sentindo que devo fazer outra coisa pra isso passar. — Disse ela depois de um longo momento calada. — Mas é um pouco egoísta.

— Egoísta? O que é?

Reyna elevou mais sua cabeça, ficando com o rosto de frente ao dele, seus narizes rosaram um contra o outro e Leo sentiu seu corpo inteiro travar assim que ela virou o rosto, aproximando ambas as bocas e por fim sussurrou:

Isso...

Seus lábios quentes e macios tocaram os dele, Leo sentiu seu coração acelerar absurdamente no peito.

Ela estava mesmo o beijando?!

Reyna novamente virou a cabeça, aprofundando ao beijo enquanto sua mão direita subia e o segurava na nuca. Ela inclinou seu corpo um pouco para frente fazendo seus lábios se espremerem com mais intensidade antes das línguas se tocarem.

Leo estava tão surpreso que nem dera tempo de corresponder, Reyna se afastou, ofegante. Encarou-o por três segundos e antes que pudesse dizer qualquer coisa novamente o beijou. Desta vez Leo correspondeu, apertou a cintura dela com força e suspirou vergonhosamente alto.

Reyna sorriu, sua mão subiu da nuca dele ao seu cabelo, agarrando e puxando enquanto o beijava da forma mais intensa que já fora beijado.

Notas finais
ÉÉÉÉÉÉÉ BEIJO LEYNA COM DIREITO A GIF PORRA!!! *FOGOS* Ola meus amores! como vão vocês? tudo bem? tão ta bem! O capitulo não ficou muito como eu queria, pretendia colocar o dialogo do Frank com a Hazel e o resto da parte da Annabeth, mas infelizmente tenho que sair e não da mais tempo! Espero que ainda assim tenha dado para curtir, espero continuar postando no prazo como estou agora porque isso é lindo! NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR, BEIJOS NO CORE E FUI!!