Because I Love You 2 .
16 Que os jogo-... A excursão começe!
Notas iniciais
( . . . )
Conforme Thalia se aproximava da mesa onde devia entregar as autorizações, Piper apertava seu braço com ainda mais força, seus olhos estavam fixos em Jason como se implorasse: “Olhe pra cá!”. Thalia suspirou. Jason estava começando a irrita-la profundamente.
— Ei. — Cutucaram-na no ombro, Thalia olhou para trás e Leo estava parado ali. Seus olhos tão fixos na mesa quanto os de Piper, mas direcionados a outra pessoa. — Quem... Quem é aquela?
— Reyna... — Thalia voltou os olhos para frente novamente.
já estava de frente para a mesa, mas nem um dos dois se incomodou em olhar para ela, continuaram a conversar e Jason simplesmente esticou a mão pedindo pela autorização.
Thalia revirou os olhos pegando o papel e batendo com força contra a mão de Jason, que deu um salto para trás, assustado.
— Aqui está nossa autorização. — Forçou um sorriso, segurando o braço de Piper. — Vamos Pipes. — Puxou-a para longe.
Jason ficou encarando Thalia andar e por um segundo seu olhar encontrou-se ao de Piper, ela contraiu os lábios e cortou contato visual assim que aconteceu. Jason ficaria ali o dia inteiro. Encarando o nada fixamente procurando uma resposta, não fazia ideia do que se passava ali. Mas fora tirado de seus pensamentos por Reyna:
— E então? — Ela encarava um aluno que já estava parado ali há uns vinte minutos. — Já entregou a sua?

Leo abriu a boca e a encarou com um olhar meio idiota, ele não dizia absolutamente nada.
— Leo. — Jason o chamou e ele pareceu finalmente acordar, olhando em sua direção. — Pode me entregar. — Esticou a mão.
Leo assentiu depois de piscar algumas vezes.
— Ah... Okay, okay. Aqui, pegue. — Entregou o papel a Jason.
— Tá. Agora você já pode ir. — Jason franziu a testa, apontando para trás.
Leo novamente assentiu.
— Ah, claro! Eu... Já vou. — Apontou para o ônibus. — É... Tchau. — Voltou a encarar Reyna, que acenou com a mão com um sorriso de lado no rosto.
Leo sorriu de volta e virou-se quase tropeçando em um galho de árvore, mas equilibrou-se no ultimo momento, olhou para Reyna novamente que fazia uma careta pela “quase queda dele”.
— Está tudo bem?
— Sim! Não se preocupe. — Sorriu acenando novamente. — Tchau.
Reyna novamente acenou, encarando Jason em seguida. Sua testa franzida o que retratava sua duvida.
— Só ignore... — Jason sorriu.
— Okay... — Voltou a encarar os próximos alunos da fila, tornando a pegar as autorizações.
. . .
— Você está bem? — Thalia perguntou assim que estava há uma distancia segura.
Piper forçou um sorriso.
— Sim.
— Piper...
Seu sorriso sumiu.
— Não...
Thalia suspirou, tristemente.
— Escuta, Jason é um idiota. Eu aposto que ele nem nota o que está fazendo.
— Eu sei... Sei que não é a intenção dele. Mas ainda assim dói.
Thalia sentiu um nó forma-se em sua garganta. Esticou os braços puxando a amiga para perto, envolvendo-a com eles. Abraçando-a com força.
— Olha... Eu posso falar com ele. Ou quem sabe bater. Acho que prefiro bater, mas se quiser a primeira opção também posso fazer...
Piper sorriu retribuindo ao abraço.
— Não precisa fazer nada...
— Sério? — Thalia parecia decepcionada.
— É... Jason me disse que não sente nada por ela, só me resta confiar.
Thalia sentiu um gosto amargo em sua boca. “confiar”. Já confiara muito nas pessoas e sempre se magoou no final.
— Ou... — Afastou-se encarando-a. — Eu posso bater nele. — Sorriu de lado.
Piper sorriu também.
— Você é louca.
— Uma das minhas maiores qualidades. — Thalia piscou.
Piper negou com a cabeça o sorriso ainda presente em seu rosto.
— Ei meninas. — Leo chegou com um sorriso imenso no rosto.
— Hey, Leo... — Thalia franziu a testa. — Que felicidade toda é essa?
— Eu? — Apontou para o próprio peito. — Ah... Nada de mais. — Cruzou os braços com o mesmo sorriso estampado no rosto.
— Não sei não... Isso está muito suspeito. — Thalia o analisou. — Há! — Estalou os dedos. — Fez as passes com Calypso?
O sorriso sumiu do rosto do menino, um olhar confuso o substituiu.
— Na verdade não. — Negou com a cabeça. — Mas... Vocês viram o quão gata é a garota dos Romanos?
Piper que sorria até agora, ficou seria de repente. Leo encarou Thalia que fez um sinal com a mão abaixo do pescoço como se dissesse: “PEN! Assunto proibido”.
— Então... Eu já vou indo. — Piper apontou para o ônibus, virando-se e seguindo até ele.
Thalia suspirou.
— Foi mal... Fiz algo errado? — Leo perguntou coçando a nuca.
— Não... — Thalia voltou a encara-lo. — Meu irmão fez.
( . . . )
A Parte mais complicada de sua fuga, fora descer pelo elevador de serviço. Nico teve de se espremer entre todas aquelas caixas de medicamento, torcia para que nem uma agulha suspeita lhe furasse ou algo assim. E tirando o fato de ter que fazer cosplay de medico também.
Mas o pior já tinha passado, agora só faltava a ultima parte do plano. “Sair pelo saguão sem ser notado por ninguém”. Okay. Considerando tudo o que já passara aquela devia ser á parte mais simples certo? Errado.
Já estava de frente a porta de vidro quando fora reconhecido.
— Desculpa, mas... Eu conheço você?
Nico subiu a mascara cobrindo seu rosto ainda mais. Virando-se e encarando a mulher.
— Ah... Não. Eu acho que não.
Ela continuou a encara-lo.
— Sério que não? Você parece terrivelmente familiar.
— Olha, eu... Estou no meu horário de folga, será que posso ir?
A mulher assentiu envergonhada.
— Ah sim, claro me desculpe...
Nico virou-se. Sentia-se mal, de certa forma fora indelicado com ela. Mas tinha coisas mais importantes para fazer agora. Quando finalmente saiu do hospital a primeira coisa que fez foi respirar fundo. Encheu seus pulmões de ar e soltou-o em seguida, nunca pensou que ficaria tão feliz em sentir cheiro de poluição.
Estava com saudade do transito e de todo aquela barulho exterior da cidade. Ficara pouquíssimos dias no hospital, mas fora o suficiente para sentir saudade do mundo exterior. Foi impossível não pensar em Thalia, ela ficara tanto tempo no hospital... Nico se perguntou se ela sentiu o mesmo assim que saiu, perguntou-se também se a primeira pessoa em quem ela pensara foi ele. Mas era obvio que não... Thalia nem se quer lembrava-se dele na época.
— Bom... — Encarou-se de cima a baixo. — Preciso me livrar disso. — Caminhou até o beco mais próximo.
Seus passos agora ágeis e rápidos como costumavam ser antes da “garrafada”. Sentia-se um pouco melhor, tanto a dor em sua cabeça quanto seu corpo. Parecia tudo melhor... Mais leve e menos dolorido. Talvez porque sua cabeça estivesse tão focada em Thalia que não se preocupava com nem um dos sintomas da pancada.
Nico sorriu tirando o jaleco e a mascara de seu rosto, jogando-os em uma das latas de lixo e seguindo para a calçada novamente, sinalizando para um taxi que passava por ali.
Disse para o motorista seguir até a escola o mais rápido possível, queria ficar o mais longe possível daquele hospital. O homem assim fez, desviando-se do transito e seguindo rapidamente pelo caminho mais calmo da cidade.
Nico pensava em como ele reagiria assim que falasse que não tinha nem um tostão furado no bolso. Mas não podia arriscar que recusasse leva-lo até a escola.
— Vai me pagar com notas de cem como da outra vez?
Primeiramente não entendera o que o homem quis dizer. Mas logo a fixa caiu. Nico sorriu encarando o motorista que o olhava pelo espelho retrovisor.
— Ainda lembra de mim?
— Não é sempre que se atiram na frente do meu taxi.
— Bom, sobre aquilo... Desculpe.
— Tudo bem. — Fez um sinal de descaso com a mão. — Estava indo para o hospital não é? A pessoa a quem foi visitar. Está bem?
Nico encarou a janela. — Sim. Na verdade estou indo vê-la agora mesmo...
— Aposto que é uma garota. — Previu o motorista, voltando a encarar a pista. — Sempre é uma mulher...
Nico sorriu assentindo.
— Pior que sim... — Suspirou. — E eu não tenho dinheiro.
Esperou que o carro parasse de súbito. Mas não aconteceu, o homem sorriu.
— Eu já esperava. Vi você saindo do hospital. Não se preocupe, vou deixa-lo lá de graça. Até porque o que me pagou da outra vez era bem mais o que suficiente.
Nico suspirou aliviado.
— Obrigado.
— Por nada garoto. — Sorriu.
Nico encarou á janela novamente não conseguia parar de pensar em Thalia, em como ela reagiria assim que lhe perguntasse se fora ela quem lhe ajudou naquela noite. Queria tanto que a resposta fosse: Sim... Ai suas duvidas desapareceriam... A resposta sobre a proposta de sua irmã surgiria facilmente.
Seus pensamentos chegaram ao fim assim que o carro parou.
— Só posso ir até aqui. — Avisou o motorista. — O resto do caminho está cheio de ônibus.
Nico assentiu descendo do carro. Agradeceu mais uma vez e o taxi seguiu seu caminho.
Virou-se encarando o estacionamento que estava repleto de alunos e ônibus — devia ter uns 20 espalhados por ali. — Grande parte dos alunos Nico não reconhecia, então deduziu que deviam ser os da outra escola. Mas aquilo estava começando deixa-lo nervoso. Já fazia um tempo que caminhava por ali e não tinha visto ninguém de conhecido.
A movimentação começou a ficar suspeita, todos os alunos abriram caminho e um dos ônibus começou a andar, dando passagem a frota de mais uns dez. Nico os encarou e sentiu seu coração falar ao olhar para uma das janelas.
A qual é... Aquilo não podia ser possível!
( . . . )
Depois de um tempo todas as autorizações já tinham sido recolhidas. Jason e Reyna separaram ambas as escolas e dividiram os alunos entre os 20 ônibus. A essa altura Percy já tinha chegado. Ele estava todo soado e com uma fatia de pão na boca.
Não sou o oraculo, mas algo me diz que ele se atrasou.
Os primeiros dez ônibus foram preenchidos pela The Olimpians. Thalia, Annabeth, Percy, Leo, Piper e os demais alunos subiram e escolheram seus acentos.
Como não tinha nem uma dupla em cabeça, Thalia simplesmente sentou em um banco aleatório (Ao lado da janela claro) Abrindo a mesma, e inclinando o acento, deitando-se ali, colocou seus fones nos ouvidos, fechando os olhos e apreciando a musica e aquela brisa que vinha da janela batendo contra seu rosto.
Como sempre enjoava depois de muitas horas em: carros/ônibus/vans (E tudo o que você puder pensar que tenha quatro rodas) Preferia dormir durante á viajem.
Mas antes que pudesse contar até dez uma pessoa sentou-se ao seu lado. Como aquele era um dos primeiros assentos Thalia estranhou. A tendência era que os alunos tomassem primeiro o “fundão”. Abriu seus olhos e encarou a cara tristonha de Piper.
— Pipes?
— Posso me sentar com você?
Thalia passou os olhos pelo lugar procurando por certa cicatriz no lábio, mas não a encontrou.
— Mas... E Jason?
— Ele não vai conosco. — Respondeu virando-se no banco.
Thalia abriu a boca para falar, mas achou melhor não. Piper estava mal e tinha total noção de que era a pior pessoa no mundo para dar conselhos amorosos. Suspirou assentindo.
— Claro que pode sentar comigo. — Lhe ofereceu um dos fones.
Piper assentiu sorrindo, coloco-o no ouvido e no mesmo momento fez uma careta devolvendo.
— Acho melhor não...
Thalia sorriu pegando-o de volta, colocando em sua orelha e olhando o céu pela janela, lá fora a noite já começara a cair. Eles ficaria a madrugada toda na estrada. Thalia preferia assim, por mais que odiasse viagens dormir no ônibus a noite era uma coisa maravilhosa.
Perdeu-se assistindo as mudanças no céu e só voltou a sí quando o ônibus tremia, seu motor tinha acabado de ser ligado. Thalia observou os bancos antes vazios agora completamente lotados. Sorriu maliciosamente ao encarar o casal 20 (Percabeth) no ultimo banco lá no fundo.
Danados.
Leo roncava encostado a janela que já estava toda babada. — Que nojo. — E pode reconhecer mais uns poucos alunos de vista: Silena, Calypso e Luke... Ele também dormia, mas ao contrario de Leo. Luke era fofo dormindo, seu rosto estava apoiado na janela deixando toda a sua cicatriz a mostra. Thalia sentiu certa nostalgia, ficaria mais um bom tempo o encarando...
Não!
Bateu contra seu rosto sentando-se novamente, encarando Piper que estava tristonha observando o celular. Thalia olhou para a tela por alguns segundos e uma mensagem piscava no whats. “Vou no outro ônibus com Reyna, boa viagem princesa nos vemos lá”. Piper não tinha respondido nada.
— Sabe... Eu ainda posso bater nele.
A morena sorriu guardando o celular na mochila.
— Estou começando a considerar essa ideia.
Thalia sorriu também. O ônibus começou a andar e no mesmo momento seu estômago pareceu dar um mortal, voltou a olhar pela janela no mesmo minuto. O vento vinha agora mais forte contra seu rosto fazendo-a se sentir melhor, lembrando brevemente a sensação de andar em sua moto. Foi inevitável não sorrir. Mas no mesmo momento seu sorriso sumira.
Thalia encarou fixamente a figura que estava parada no estacionamento. Seus olhos negros encarando-a fixamente, as mãos nos bolsos. Nico deu um sorriso torto embora não parecesse feliz, estendeu a mão e acenou para a janela.
Thalia sentiu seu coração acelerar, o ônibus andou mais rápido e perdeu-o de vista. Inclinou-se sentando-se no banco e colocando a cabeça para fora.
— Thalia o que foi? — Piper parecia assustada.
Mas quilo não a fez recuar. Permaneceu ali, com a cabeça para fora da janela. Seus cabelos eram sacudidos pelo vento enquanto a imagem de Nico ia ficando para trás. Aquilo era mesmo real? Era Nico ali? Mas ele parecia bem. Sem sangue, sem dor... Bem.
Thalia sentiu sua boca secar e seu coração acelerar no peito. Nico continuou a encara-la. Azul e preto em perfeita sincronia. Até o ônibus sair da escola e Thalia perde-lo completamente de vista.
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