Because I Love You 2 .
17 Nico?
Notas iniciais
Thalia ficaria por décadas com a cabeça para fora da janela enquanto tentava encontrar algum sentido no que acabara de ver. A escola ia ficando cada vez mais distante, mas a duvida ainda permanecia em sua cabeça.
— Thalia, o que foi? — Piper Tornou a perguntar tirando-a de seu transe.
— Eu. Eu acho que vi alguém... — Suas palavras saiam de forma lenta, o que mostrava o tamanho de sua confusão. — Mas não é possível que seja ele...
Não fazia sentido algum. Nico estava no hospital certo? Tinha de estar! Seus ferimentos eram muito graves para “não ser nada de mais”, com todo aquele sangue era impossível que não fosse algo grave.
— Quem você viu? — Piper parecia preocupada, Thalia finalmente voltou os olhos a amiga. Sentando-se no banco novamente.
— Não... Não foi ninguém Pipes, acho que me confundi.
Mas parecia tão real.
— Têm certeza? Você está pálida.
— Eu sou pálida.
— É. Não deixa de ser verdade...
Thalia sorriu.
— E passo mal em ônibus lembra?
— Oh! é mesmo. — Piper assentiu. — E em carros, vans, combes-...
— Exatamente. — A cortou. — Pensei ter visto alguém, mas devia ser só minha tontura natural.
— Entendo...
— Agora se não se importa, eu vou dormir um pouco okay?
Piper assentiu e Thalia novamente virou-se no banco. Ficando de costas para Piper com sua cabeça encostada a janela. Na verdade não estava com nem um pingo de sono. Seus olhos continuaram fixos na estrada. As luzes dos postes passavam como flashes pela janela, tão rápido quanto seus pensamentos que martelavam em sua cabeça. Seu coração permanecia acelerado no peito. — Por que diabos permanecia acelerado no peito?! — O ônibus estava em tamanho silêncio que era possível ouvir o motor trabalhando e até mesmo o barulho dos pneus contra a estrada. Thalia temeu que Piper escutasse o barulho de seu coração de tão auto que batia.
Não!
Repreendeu-se em pensamentos dando um pulo no banco. Piper fez o mesmo, mas por conta do susto.
— O que foi? O que foi? — Perguntava olhando para direita e esquerda freneticamente, um fio de baba escorria por seus lábios.
Thalia não conseguiu segurar o sorriso. Começou a gargalhar e Piper lhe lançou uma careta.
— Qual. Seu. Problema? — A cada palavra era um tapa que Thalia recebia.
— Calma, calma. Ai! — Afastou-se. — Eu em...
— Não me acorde assim!
— Não foi minha intenção! — Ficaram serias por uns minutos, mas logo Thalia começou a sorrir novamente.
— O que foi em?
— Tem um pouquinho de baba... — Apontou para ela. — Bem ai.
Piper corou passando a mão pelo rosto. Thalia novamente sorriu e dessa vez levou-a junto.
— Idiota.
— Você é muito assustada, credo.
Piper lhe mostrou a língua e virou-se no banco novamente, voltando a fechar os olhos.
Thalia suspirou encarando a tela de seu celular, por um segundo viu-se na festa novamente. Sentiu o desespero correr por seu corpo. A idéia de Nico estar bem veio a sua cabeça e por um segundo quis parar aquele ônibus e vê-lo imediatamente. Mas logo fora atingida pela sanidade novamente. O que faria se ele estivesse mesmo ali? Como devia reagir?...
Balançou a cabeça espantando aqueles pensamentos. Estava indo para um acampamento, tinha coisas mais importantes em mente ou mais problemas em mente. Virou o rosto observando o banco onde Luke estava. Como não dividia os assentos com nem uma dupla, Luke dormia deitado em ambos os bancos. As costas encostadas à janela e os braços cruzados assim como as pernas; Seus cabelos loiros não estavam com seu costumeiro e impecável topete e sim caindo sobre a testa. O que novamente fez Thalia lembrar do passado. Aquele Luke que sempre a fazia sorrir, seus olhos azuis e compreensíveis, que sempre a entedia e ajudava.
Suspirou batendo a testa contra a janela.
Não dava para ficar pior.
( . . . )
Nico estava parado no estacionamento ainda encarando o vazio. Seu único pensamento era “Não da pra ficar pior”.
Qual é. Arquitetou todo um plano e o pós em pratica para isso? Para não chegar a tempo de falar com ela?
Inacreditável, meu azar supera os limites.
— Nico? — Chamaram-no um pouco atrás. Nico virou-se e Jason estava ali segurando uma prancheta em mãos.
— Jason... Você não devia estar em um daqueles ônibus também?
— Realmente... Mas é que ainda tenho alguns assuntos para tratar com Reyna então, vou em um dos próximos.
Nico assentiu.
— Entendo...
— Mas é você? Soube que estava no hospital.
— Ah estava...
— Já recebeu alta?
— Não exatamente...
— Hum... Bom, então já vou indo. Os ônibus já vão sair... Foi bom falar com você Nico. Bom saber que está bem. — Sorriu virando-se.
Assim que o amigo deu as costas uma idéia passou pela cabeça de Nico. Parecia um pouco impossível, mas ainda assim... Era menos impossível que todas as outras partes de seu plano.
— Ah Jason?! — Chamou, e o menino olhou em sua direção.
— Sim?
— Você é o líder do conselho estudantil certo?
O loiro assentiu.
— Aham. Por quê?
Foi impossível conter o sorriso.
— Será que pode me fazer um favor?
( . . . )
Thalia acordou com alguém cutucando sua bochecha. Abriu os olhos vagarosamente, o ônibus estava parado e já era dia lá fora. Estavam em uma espécie de campo. Amplo e repleto de flores.
— Levanta. — Piper falou enquanto levantava-se.
— Hã? — Thalia ainda estava meio grogue. Desencostou a cabeça do vidro e encarou a amiga.
— Já chegamos. — Piper sorriu ao encará-la. A parte do rosto que á poucos segundos Thalia encostava á janela, estava toda marcada por um vermelho intenso. Talvez pela mal circulação do sangue.
— Há... — Thalia assentiu passando a mão pelos olhos. Só para deitar-se no banco novamente.
Piper revirou os olhos.
— Vamos logo, ainda temos de subir a colina.
— Não... — Choramingou. — Exercícios pela manhã não...
Novamente a menina revirou os olhos.
— Okay, faça o que quiser. Mas eu já vou indo okay? Quero muito aproveitar a natureza!
— Yup! — Thalia levantou os braços. — Mosquitos por todos os lados, há algo mais legal?
Piper lhe mostrou a língua, pegando sua mochila e colocando-a nas costas. Conferiu seu celular mais uma vez.
— Jason ainda não chegou?
Negou com a cabeça.
— Ele me mandou uma mensagem algumas horas atrás falando que chegariam aqui meio dia.
— E que horas são?
— Nove.
— O quê?! — Thalia á encarou incrédula. — E por que diabos me acordou tão cedo?!
— Porque muitas pessoas saem do ônibus quando chegam ao local. — Lhe deu um tapa na testa.
— Au... — Thalia pós as mãos sobre a área ferida. — Okay, okay. Você venceu..
Piper sorriu vitoriosa.
— Lhe espero lá fora! — Falou animada saltitando pelo corredor.
Thalia bufou encostando-se ao banco novamente. Mas assim que uma figura sentou-se ao seu lado a idéia de sair com Piper parecia à melhor.
— Ah não...
Luke sorriu passando o braço pelo banco, cruzando as pernas e piscando.
— Bom dia.
— Só se for pra você...
— Realmente pra mim está maravilhoso. — Falou mexendo as sobrancelhas de forma sugestiva. Thalia revirou os olhos. — Cruzes, que nervoso logo pela manhã, Grace.
— Eu chamo de ódio matinal. Mas hoje, no caso... Que tal: “Luke pela manhã”? Acho que é uma ótima explicação para meu ódio.
Ele não pareceu ofendido. Sorriu fitando seu rosto por um bom tempo.
— O que foi idiota? Pare de me encarar.
— Desculpe, e que está tão fofa vermelhinha...
Thalia arregalou os olhos, encarando o vidro. Não estava corada, mas sim com o lado esquerdo do rosto completamente marcado.
— Isso é...
— Não precisa me explicar o que é. Acredite, eu coraria se sentasse ao meu lado. — Sorriu convencido.
Thalia revirou os olhos levantando-se do banco, mas Luke tampou sua passagem com as pernas.
— Sai...
— Palavra mágica?
— Vou contar até três. — Thalia sorriu de maneira falsa. — Então descobriremos se você pode ir ao banheiro sem certos instrumentos.
Luke fez um bico e semicerrou os olhos enquanto tentava entender o que ela acabara de falar. Thalia bufou revirando os olhos.
— Vou cortar o seu-...
O louro abaixou as pernas no mesmo momento. Thalia sorriu caminhando pelo corredor, pegando sua mochila no bagageiro e voltando o olhar a ele em seguida.
— Obrigada por cooperar.
Luke sorriu um pouco assustado.
— Por nada...
Thalia deu as costas e seguiu pelo corredor, descendo as escadas.
— Finalmente! O que estava fazendo lá. Tricotando? — Piper parecia impaciente. — Agora o aluno que ia nos guiar até lá já foi. Teremos de esperar. — Cruzou os braços com uma careta no rosto.
— Não precisa. — Thalia encarou a colina com nostalgia, sentiu um frio em sua barriga. — Sei como chegar até lá.
— Mas é claro que sabe. — Sussurram ao pé de seu ouvido, mas ela não permitiu-se arrepiar.
— Pare de se aproximar assim das pessoas, é irritante...
— Luke. — Piper o encarou, sua testa franzida.
— Olá. — Ele sorriu e sua cicatriz apertou-se ao lado do olho, aquilo era tão... Adorável.
Não, não era.
— Okay, Pipes. — Thalia parou de encará-lo fixamente. — Vamos subir por aqui, eu conheço um atalho.
— Que por acaso foi eu quem mostrou. — Luke levantou a mão. Convencido.
Thalia revirou os olhos.
— Então vamos pelo outro caminho.
— Que eu ficaria muito feliz em seguir.
— Ta. Isso já está começando a ficar chato.
— Não sei do que está falando, eu só não lembro o caminho horas. Posso me perder, seria terrível se algo assim acontecesse.
— Ora seu... Você sabe muito bem o caminho! — Thalia ó encarava brava. Por ela ser mais baixa, tinha de olhar para cima. Luke por sua vez apenas sorria, divertido.
— Faz muiito tempo que não venho aqui. Esqueci de tudo acredita?
— Não.
— Pós devia.
Piper encarava os dois meio perdida. Não era para Thalia odiá-lo ou algo assim? Annabeth lhe contou a historia dos dois. Fora pouco antes de Piper conhecê-las. Eles eram ótimos amigos, Thalia se apaixonou por ele, teve seu coração partido e fim da historia. Mas olhando os dois conversando assim, pareciam ótimos amigos ainda.
— Argh! Como você me irrita! — Thalia fez sinais com as mãos, como se esganasse algo. — Quer seguir. Ótimo. Siga! — Bufou dando as costas, e saiu andando em passos pesados, puxou Piper e a arrastou pelo caminho.
Luke sorriu seguindo-as.
— Que bom que entendeu.
. . .
Assim que chegaram à metade da colina, Piper sentia seus pulmões sendo esmagados.
— Espera ai... Eu preciso, preciso descansar um pouco. — Falou jogando-se no chão. Seu peito subia e descia rapidamente com sua respiração ofegante.
Thalia parou colocando as mãos sobre a cintura enquanto observava o lugar. O sorriso voltou ao seu rosto. Tudo ali era tão nostálgico. Podia ver o pinheiro no topo da colina.
— Ele ainda está ali. — Luke falou ao seu lado. Mas não tinha aquele olhar malicioso nem nada, seu sorriso era meigo enquanto encarava a árvore. — Lembra de quanto plantamos ele? — Olhou na direção dela.
Thalia assentiu sorrindo de lado, seus olhos voltaram ao pinheiro em seguida.
— Sim...
— Acha que nossos nomes ainda estão gravados lá?
— Não sei...
O clima por um segundo pareceu leve. Como se tivesse seus doze anos novamente. Como se Luke ainda fosse seu melhor amigo.
— Ah eu vou morrer! — Piper resmungava ainda jogada no chão. — Diga a minha mãe que a amo! E a Jason que ele é um babaca!
Thalia e Luke sorriram encarando a figura atirada na terra.
— Vamos Pipes, falta só mais um pouco. Não era você quem queria aproveitar a natureza?
— E estou aproveitando. Daqui a pouco farei parte do solo. Só vou esperar a luz me chamar.
Thalia revirou os olhos encarando Luke.
— Será que pode carregar ela?
O menino assentiu.
— Sem problemas. — Caminhou até onde a morena estava estirada, agachando-se a sua frente. — Sobe ai. — Apontou para as próprias costas.
Piper olhou um pouco receosa, mas por fim aceitou. Luke segurou suas pernas e deu impulso para cima. Logo tornaram a subir a colina.
— Sabe o que me lembrei agora? — Thalia sorriu encarando o pinheiro cada vez mais próximo.
— O quê?
— Quando trouxemos a Annie aqui. Ela também não aguentou subir.
— Claro... — Luke fez um sinal com as mãos á frente dos peitos como se mostrasse o quão grande eram. Thalia gargalhou assentindo.
Piper estava quase dormindo nas costas dele, devia estar realmente exausta.
— Thalia sobre aquela noi-...
— Não. — Cortou-o fitando o topo da colina que já estava próximo. — Não me lembre, não estrague esse momento, okay?
Luke assentiu tristemente, seguiram o resto do caminho em total silencio. Assim que chegaram ao topo Piper acordou e magicamente era a pessoa com mais energia do mundo. Saiu saltitando até Percabeth, depois correu para o lado dos chalés, então voltou com uma porção de colares de conta nos braços. Ela parecia até uma criança.
— Annabeth cuide dela, vou dormir um pouco! — Thalia gritou e Annabeth olhou em sua direção com um sorriso, que logo sumiu ao ver Luke. Seu olhar mudou para um interrogativo.
Thalia fez sinal de descaso e Annabeth foi impedida de interrogá-la, pois Piper estava sendo perseguida por uma senhora que dizia algo como “você tem que pagar por isso”
Thalia sorriu voltando os olhos a Luke.
— Muito obrigada por carregá-la.
— Sem problemas. — Sorriu de lado.
Ficaram se encarando por um bom tempo em total silêncio.
— Bom então... — Thalia apontou em direção ao chalé um. — Já vou indo.
Ela sempre ficava naquele chalé. Antigamente não costumava ter nem um colega de quarto, pois todos alegavam que era muito frio lá. Mas nunca achou. Virou-se, mas antes que pudesse seguir por aquele caminho tão conhecido, Luke a chamou:
— Thalia!
Não queria olhar para trás, por algum motivo temia encará-lo. Mas ainda assim olhara.
— Sim?
— Pegue. — Luke lhe estendeu um dos colares do acampamento. Mas Thalia reconhecia todos os desenhos que estavam gravados em cada conta.
— Meu colar! — Foi inevitável não sorrir, cada conta daquela era um ano de memória, ela tinha perdido ele em seu ultimo dia de acampamento.
— Eu peguei na noite da gincana...
— Você o quê? Eu achei que tinha perdido!
Ele sorriu coçando a nuca.
— Me desculpe e que aquele era nosso ultimo ano aqui e eu, bem... Usava ele para me lembrar de você. — Colocou-o sobre as mãos dela. — Mas não preciso mais me lembrar. Porque você está aqui agora. — Fechou as mãos dela ao redor do colar.
Thalia sentiu seu coração acelerar, puxou suas mãos soltando-se dele.
— Obrigada. — Agradeceu voltando a caminhar.
Sentia aquele calor em seu estomago. Suas mãos tremiam segurando a bijuteria. Como odiava aquilo!
Chegou ao chalé e empurrou a porta com toda sua força. Fechando-a em seguida. Tentou respirar direito. Suas bochechas queimavam, aquelas memórias estavam sufocando-a. Caminhou até uma das camas do chalé. Parecia engraçado dizer aquilo depois de tantos anos, mas continuava exatamente igual. Parece que as pessoas continuavam mesmo evitando o chalé um. Pois estava exatamente do jeito que deixara.
As foto penduradas na parede: Ela e alguns campistas, ela e Annabeth. E até mesmo aquela que tinha em casa: Luke Annabeth e ela depois da grande gincana. A placa de “melhor trabalho em equipe” nas mãos de Annabeth.
Suspirou jogando-se na cama, afundando o rosto no travesseiro. Sentia saudade daquele tempo, muita, muita saudade. Tudo parecia tão... Fácil.
Mas será que não era?
Muitos diziam que Thalia tinha o dom de dificultar tudo.
Logo seus olhos começaram a pesar, seus pensamentos foram ficando confusos e cairá no sono.
( . . .)
— Um favor? — Jason franziu a testa.
— Sim. E que cheguei atrasado e bem... Perdi o ônibus.
— Você tem a autorização?
Nico assentiu pegando o pequeno papel em seu bolso.
Claro que pensara naquilo.
Dissera a Bianca que eram papeis do hospital, como ela já era maior de idade... Contava.
As pessoas deviam ler antes de assinar.
— Hum... Okay. Vamos fazer o seguinte. Você vem comigo no próximo ônibus certo?
Nico assentiu com um sorriso maior do que gostaria.
— Certo.
. . .
Assim que chegou teve de subir uma espécie de “colina”.
Alta de mais pro meu gosto.
Mas valeu a pena assim que chegou lá encima. A vista era simplesmente maravilhosa. Nico sentiu seu fôlego fugir e finalmente entendera aquela expressão: “E de tirar o fôlego” Cada árvore, flor, grama, folhas, moitas... Tudo parecia posto propositalmente para dar aquela linda combinação.
— Ei, Nico. — Jason o chamou.
— Hum?
— Todos estão no pavilhão almoçando, não quer ir?
— Ah... Claro. — Sorriu.
— Ta, e o que está esperando? é pra la. — Apontou.
— E que eu achei que você iria me levar e...
— Ah, ainda não posso. — Levantou a prancheta. — Vou fazer a contagem dos alunos.
— Okay... — Seguiu pela direção que Jason apontara.
Estava procurando por Thalia e era quase certeza: Onde tinha comida, Thalia estava. Lembrou-se de seu primeiro encontro com ela, quantos hambúrgueres Thalia comeu? Mais de cinco na certa.
— Nico! — Gritaram em uníssono.
Olhou naquela direção e viu todos seus amigos sentados a mesa: Percy, Annabeth, Piper todos menos... Thalia.
— Ei. — Sorriu meio desanimado. Será que ela não veio? Mas a viu no ônibus.
— Soube que estava no hospital. — Piper parecia confusa.
— É estava. — Percy falou meio bravo. — O que está fazendo aqui?
— Se eu disser que recebi alta você acredita? — Sentou-se a mesa.
— Não. Até porque estava lá e não te deram alta.
— Pois é. Foi uma melhora repentina.
— Você fugiu não foi?
— Alta, fugir... Tudo da no mesmo.
Nico deu de ombros inclinando-se até o prato com batata frita de Annabeth, assim que se aproximou á loira sussurrou próximo á seu ouvido: “Thalia está no chalé um”
Primeiramente não entendera, mas logo a ficha caiu. Durante á viajem Jason falou algo sobre todos dormirem em chalés por ali. Sorriu e não disse nada para Annabeth, mas só aquele sorriso mostrava o quão grato estava.
— Pra onde está indo? — Percy parecia confuso.
— Deixa pra lá Percy. — Annabeth pegou uma batata colocando entre seus dentes e aproximando-se dele. — Quer batata? — A voz da loira sairá abafada, mas não deixava de ser atraente.
Percy sorriu feito um idiota assentindo. Ela devolveu o sorriso juntando seus lábios aos dele.
Batata frita e Annabeth. Existe distração melhor?
. . .
Nico demorou um pouco até achar o chalé um. Na verdade demorar pouco é modestia, ele demorou de mais. Mas finalmente encontrou. Havia um raiozinho de madeira pendurado a porta.
Mas assim que chegou ficou parado a porta, não sabia o que fazer... Pensou em bater, mas parece que Thalia estava dormindo... Pensou em espera-la do lado de fora. Mas precisava vê-la o mais rápido possível... Por fim decidiu que o melhor seria entrar assim mesmo. Empurrou a porta vagarosamente para não fazer barulho. Mas ainda assim não adiantou. A porta rangeu como em um filme de terror, o barulho escoou por todo o cômodo.
Praguejou silenciosamente entrando no lugar. Mas para sua surpresa ninguém acordara. Na verdade... Só uma cama do chalé estava ocupada. Um pouco ao lado da janela, Thalia ressonava contra os travesseiros.
Nico sentiu seu coração derreter, mas derreter mesmo! Daquela forma que você só sente quando olha um filhotinho de cachorro. Sorriu feito um idiota aproximando-se um pouco da cama. Observando-a mais de perto.
Fazia tanto tempo que não a via dormindo. Seus cabelos negros bagunçados sobre o travesseiro, seus olhinhos fechados e aqueles lábios rosados entreabertos. Thalia ressonava lentamente, seu peito subia e descia da mesma maneira, em um ritmo maneirado. Como estava calor ali, Thalia não se cobria. Ela abraçava o lençol com suas pernas. A blusa estava amarrotada e levantada até parte de seu busto o que deixava Toda sua barriga a mostra.
Nico suspirou. Por incrível que pareça nem um pensamento pervertido passou pro sua cabeça. Só conseguia pensar em como Thalia ela linda. Tão, tão linda... Tudo nela era perfeito, deis de as sardas em seu rosto de porcelana a seus olhos azuis intimidadores.
Já tinha perdido a conta do tempo que a observava, poderiam ser horas ou até mesmo segundos. Thalia remexeu-se na cama e seus cabelos lisos cobriram-na no rosto. Ela fez uma careta, mas não os tirou dali.
Nico sorriu aproximando-se tocando aquele cabelo macio, tirando da frente de seus olhos. O rosto de Thalia estava corado pelo calor. Nico sentiu seu coração derreter novamente.
Tão adorável!
Fora tirado de seus pensamentos por algo puxando seu pulso com força. Ficou completamente perdido e confuso. Sua visão rodou e de Thalia fora para o teto do chalé. Engoliu o seco. Thalia estava sentada sobre sua barriga, com as mãos ela segurava os pulsos dele contra a cama, privando-o de qualquer momento. Mas mesmo que pudesse se mexer não conseguiria, os olhos azuis dela o encarava tão fixamente que era como se tivesse a habilidade de paralisá-lo.
O rosto parecia confuso, seus olhinhos passaram por todo o lugar até finalmente olhar para ele novamente.

Thalia franziu a testa.
— Nico?
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