Notas iniciais
Hellooo gente! Eu sei que demorei, demorei muito, demorei pra ca-ra-lho! E sei que vocês querem muito ler, devem estar sedentos! por isso nem vou enrrolar aqui, não vou me explicar ou algo assim, vocês já devem estar cansados das minhas desculpas... Bem meus anjos, o capitulo está ai. Tentei escrever o maximo nas horas vagas que tive para tentar ao menos compensar o tempo sem postar. Espero que gostem... Nos vemos lá embaixo!

Afrodite acordou no outro dia sentindo-se revigorada.

Deu um mínimo sorriso e esticou ambos os braços, respirando fundo, espreguiçando-se na cama. Seu sorriso sumiu e a testa se franziu assim que, com a mão, sentiu algo ao seu lado. Levantou-se rapidamente, sentando-se na cama olhando para a lateral do colchão, encarou a figura por alguns segundos e logo o sorriso tornou ao seu rosto novamente.

Apolo estava ali, ressonando baixinho enquanto dormia de bruços. Seus braços estavam abaixo do travesseiro, os cabelos dourados espalhados por ele e seus lindos lábios entreabertos. Estava tão adorável, seu rosto levemente avermelhado.

Droga, ele não conhecia a regra número um do sexo sem compromisso?

Nunca, eu disse “nunca”, dormir na casa da pessoa.

— Seu idiota... — Suspirou deitando-se novamente na cama, agora mais relaxada. Encarou-o, seu rosto sereno enquanto dormia era tão lindo de perto. — Se fizer isso, eu...terei esperanças. — As mãos migraram do colchão aos cabelos dele, tocando-o gentilmente.

O cabelo de Apolo era tão lisinho e estava tão adorável caído sobre sua testa. Afrodite sorriu.

Tão fofo.

Ousou descer seus dedos um pouco mais, alisando agora o rosto dele, com cuidado para que não acordasse. Tocou sua barba rala, aquela barba o deixava tão sexy... Tocou-o nos lábios, escorregando seu polegar por eles e ficou tentada a se aproximar no mesmo segundo.

Não faria mal algum, certo?

Remexeu-se um pouco na cama, aproximando-se mais dele. Tocou o seu rosto com ambas as mãos e fechou aos olhos enquanto sentia a respiração quente fugir pelos lábios entreabertos de Apolo. Com cuidado e paciência desferiu um beijo lento e terno no canto de sua boca, Apolo franziu o nariz e deu um sorrisinho de lado, mas nem um sinal de que tinha acordado foi dado, logo voltou a ressonar novamente.

Completamente adorável.

Afrodite tornou a sorrir, afastou-se dele novamente e voltou a sentar na cama. Virou suas pernas para a lateral, sentindo no mesmo momento um calafrio subir por seu corpo assim que seus pés descalços entraram em um contato direto com o piso gélido do quarto. Mas aquele pequeno incomodo logo cessou, quando seu corpo fora puxado de súbito contra a cama novamente.

Arregalou os olhos um pouco assustada, enquanto sentia mãos escorregarem por seus braços, parando nos pulsos, mantendo-a naquela área. Seu coração acelerado somente aumentou quando reconheceu o par de orbitas azul que lhe encaravam, agora mais próximo do que antes.

— Bom dia. — Apolo sussurrou com um sorriso digno de Oscar, perfeitamente branco, estampado em seu rosto.

— Bo-Bom... — Não conseguiu formular direito as palavras, pequenas coisas como falar eram complicadas quando Apolo está encima de você.

Ele pareceu satisfeito com a resposta, pois seu sorriso somente aumentou. As mãos que antes estavam nos pulsos dela, subiram entrelaçando-se aos seus dedos. Afrodite respirou fundo mantendo seus pulmões cheios de ar, enquanto ansiava o que estava por vim.

Ele se aproximou ainda mais, abaixando seu rosto até estar de frente ao dela, seus lábios se tocaram inicialmente com calma, para só então serem mais pressionados, dando inicio ao beijo.

Afrodite suspirou, suas mãos apertaram as dele e Apolo fez o mesmo. Seus dedos se entrelaçaram ainda mais, enquanto o beijo era encerrado. Os lábios separados lentamente, deixando um gostinho de quero mais.

E realmente queria mais.

Afrodite fez um biquinho pedindo com os olhos, para que ele voltasse.

— Muito mimada. — Apolo sorriu beijando-a novamente, seus lábios quentes tocando aos dela com calma, sua língua a mesma coisa, tudo tão delicado que não parecia que fizeram o que fizeram noite passada...

Ele novamente quebrou ao beijo, desta vez sentando-se na cama, afastando-se um pouco dela. Afrodite permaneceu na mesma posição, deitada, ainda podia sentir o calor das mãos dele contra sua pele.

— O que foi? — A voz de Apolo a arrancou de seus pensamentos.

— Hum?

— Você, fica ai me encarando...

Somente agora notou que o encarava fixamente, seu rosto esquentou por um momento e repreendeu-se por isso. Direcionou seu olhar ao teto no quarto.

— Não foi nada.

Escutou uma risadinha da parte dele e sentiu a cama mexer revelando que Apolo havia se levantado.

— Bom, eu já vou indo. — Sua voz saiu ofuscada pelo barulho de passos dados pelo cômodo em busca de suas roupas.

Afrodite assentiu voltando a olhar para ele.

Mas é claro que vai...

Suspirou enquanto novamente o observava, Apolo também a olhou e por um segundo seus olhos vacilaram. Ele caminhou até a cama mais uma vez, inclinando-se sobre Afrodite, lhe dando mais um beijo. Novamente calmo e lento, sua língua brincou com a dela com paciência e calma, para no fim, afastar-se desferindo uma mordida em seu lábio inferior.

Afrodite ainda permaneceu de olhos fechados, mesmo quando ele se afastou, mas ainda assim conseguia ouvir perfeitamente o barulho de farfalhar de roupas e em seguida um ranger baixinho quando a porta foi aberta.

— Te vejo por ai? — Ele perguntou.

Sua garganta pareceu fechar os olhos começaram a arder terrivelmente, por que tudo isso? Não é como se fosse á primeira vez, aquilo já tinha acontecido antes, então por que ainda se abalava? Será que se deixara mesmo iludir?

— Por ai. — Concordou.

— Certo. — A porta se fechou.

O quarto ficou completamente silencioso por um segundo.

Eu sou uma idiota. — Concluiu enquanto e suspirava.

( . . . )

O dia finalmente amanheceu, Nico acordou com o som de seu celular vibrando contra a mesinha de centro. Levantou-se com cuidado e estranhou ao notar que não estava em seu quarto, coçou seus olhos com as costas das mãos e parou um segundo para observar ao redor. Estava na sala, sentado no sofá, provavelmente cairá no sono durante o filme.

Colocou seus pés nó chão e estranhou ao sentir uma coisa dura, desceu os olhos aquela direção e gargalhou ao notar que acabara de pisar no braço de Rachel. Ela não pareceu se incomodar, já que permaneceu na mesma posição, imóvel, deitada encima do tapete e abraçada a uma almofada, ela roncava absurdamente alto enquanto babava na coitadinha.

Nico levantou-se do sofá ainda sorrindo, desta vez tomou mais cuidado para não pisar em nada... Abaixou-se perante Rachel e a pegou em seus braços, ela novamente não demonstrou nem uma reação. Virou-se com ela em seu colo e caminhou pela casa, subindo as escadas e seguindo pelo corredor, adentrando um dos quartos e depositando-a em sua cama, cobrindo-a com uma das cobertas que havia por ali.

Meio que já estava acostumado com isso, Rachel sempre trabalhava até tarde, portanto sempre chegava esgotada.

Você se espantaria com os lugares estranhos que já a encontrara dormindo.

Mas agora nada o surpreendia. Deu uma ultima olhada nela e saiu do quarto, fechando a porta ao passar por ela. Seguiu pelo corredor em passos lentos e preguiçosos. Novamente desceu aos degraus da escada e somente quando tornara a sala, lembrou-se de seu celular.

Pegou-o sobre a mesinha de centro e sentou-se novamente no sofá enquanto desbloqueava a tela. “Uma chamada perdida de Bianca” Franziu a testa enquanto clicava no contato da irmã, retornando a ligação. Não demorou muito e logo ela atendeu.

— Algo aconteceu?

— Olá para você também, maninho.

Sorriu, endireitando-se no sofá, cobrindo-se com uma coberta que tinha por ali. Estava bastante frio o inverno em NY realmente castigava.

— Olá maninha. — Falou com entusiasmo exagerado. — Algo aconteceu?

Ouviu um suspiro do outro lado.

Onde você estava e porque não me atendeu toda essa semana? Pensei que tinha morrido.

— Mas que drama, eu só fui dar uma volta...

— “Uma volta” você diz. Nico, fugir do hospital e ficar sem dar noticia esse tempo todo, eu não consideraria isso uma volta. Aposto que estava com aquela garota, não é? Thalia.

Foi somente escutar o nome dela que o dia pareceu mil vezes mais frio.

— Algo aconteceu? — Mudou de assunto, foi mais sério desta vez e Bianca pareceu entender.

Então, Nico. Eu gostaria de dizer que não aconteceu nada...mas na verdade aconteceu sim.

Preocupou-se com o tom de voz de sua irmã.

— O que foi?

— Primeiro preciso saber: você irá comigo? Se não, isso não tem importância.

— O que foi, Bianca?

— Você vai?

Nico não entendia muito bem porque estava fugindo da pergunta, ele mesmo já havia decidido ir, então por que esse drama todo agora? Respirou fundo enquanto fechava aos olhos com força. “então vá” Lembrou-se de Thalia, não tinha mais motivos para ficar ali, mas as palavras pareciam entaladas em sua garganta.

— Eu vou.

A chamada ficou silenciosa por um tempo, até escutar um suspiro vindo de Bianca.

— Eu sabia que ia decidir o certo.

“O certo” Por mais que parecesse e até devesse mesmo ser o certo, por que ainda doía tanto?

— O que aconteceu?

— Bem, acontece que a nossa viajem foi adiada, todos os voos para o ano novo foram cancelados. Parece que vai ter umas chuvas de sei lá o que e dificultará a visão, algo assim. Mas a companhia aérea se responsabilizou por isso e depois de pedir milhões de desculpas-...

— Por favor, vá direto ao ponto. — Cortou-a.

— Eles nos encaixaram em um outro voo.

— Certo então, qual é o problema?

— Vamos no natal, Nico. Daqui uma semana.

Arregalou seus olhos.

— Uma semana?

( . . . )

Piper sorriu maliciosamente.

— Certo, Annie...ou melhor: senhora Jackson. — brincou — Quando vão abrir o jogo e contar tudo para seus pais?

Annabeth suspirou, alisando o cabelo da amiga que estava com a cabeça deitada em seu colo. As meninas estavam todas reunidas na casa de Thalia.

Sentia-se melhor assim o lugar já não parecia mais tão solitário.

Elas estavam sentadas na cama, enquanto Thalia estava largada por ela, Seus cabelos agora mais longos estavam espalhados pelo chão, enquanto o resto do corpo permanecia encima da mesma.

— Eu não sei, parece que o relacionamento dos nossos pais está mais firme a cada dia. Estou até com medo de um futuro casamento, não que eu não queira a felicidade da minha mãe. Mas sei lá, isso faria de mim e Percy irmãos.

— Incesto. — Thalia murmurou e recebeu uma almofadada em resposta. — Ai, não me bate.

— Então pare de dizer coisas bobas.

— Impossível. — Thalia estava realmente concentrada em sua cômoda vista de ponta a cabeça. — Ai simplesmente, não seria eu.

— Então será que ao menos pode levantar e dar atenção ao que estou falando?

— Ei, eu posso fazer muitas coisas ao mesmo tempo, tá? E observar minha cômoda enquanto você fala é uma delas. Sou Thalia multiuso. — Annabeth bufou frustrada e Piper gargalhou em seu colo. — E se quer minha opinião sobre isso tudo Joga para o alto. Seja um pouco egoísta e ao menos uma vez na vida pense mais em você que nos outros. — Thalia olhava agora para sua janela, o céu estava nublado lá fora.

— Eu concordo com ela. — Piper falou e Thalia fez um sinal de vitória com os dedos. — Em partes... — Acrescentou e a mão de Thalia abaixou enquanto sua cabeça subia para encara-la com um olhar incrédulo. — Veja bem, não acho que deve jogar tudo para o alto, são dos seus pais que estamos falando, não pode simplesmente ligar o foda-se para essa parte.

— Eu gosto de ligar o Foda-se para essas partes. — Thalia tornou a colocar a cabeça lá embaixo. — Dá certo grande parte do tempo.

— É, Thalia. Mas “grande parte” não é o tempo todo. É a felicidade dos pais deles que está em jogo, eu acho sim que você devia contar, Annie. É o certo a ser feito. Eles têm de saber, assim tornará mais fácil encontrar uma solução. Quatro cabeças pensam mais que uma.

— Não mais que uma egoísta. — Thalia murmurou. — Já foi comprovado, pessoas egoístas são mais felizes.

Piper suspirou ignorando aquilo, Annabeth permaneceu em silêncio enquanto parecia pensar em algo.

— No natal. — Falou ela. — Na ceia, as famílias reunidas... A gente fala.

— Ótima ideia. — Concordou Piper.

— Mas não quero fazer isso sozinha, vocês vão estar lá, não vão? — Fez cara de cachorrinho que caiu na mudança.

— Eu prometi que passaria com minha mãe...

— Não tem problema! Convide-a também.

— Ah, se é assim... É claro que vamos. — Garantiu Piper com um sorriso. — Não é mesmo, Thalia? — Cutucou-a com o pé.

— Uau, família Chase, Grace, Jackson e Mclean reunidas?

— Pois é...

— Sabe, eu estava aqui pensando... — Ficou em silêncio por um tempo, Annabeth ficou tensa. — Minhas mechas estão sumindo...

Piper gargalhou e mais uma vez uma almofada voou em Thalia.

— Ei, será que dá pra parar com a violência? — Levantou-se novamente, sentando-se na cama com a almofada em mãos. — Eu sou da paz. — Jogou-a de volta.

— Pare de brincar, o que estou falando é sério. — Annabeth murmurou chorosa.

— Ai, tá. Okay, okay. Eu vou. — Thalia suspirou passando a mão por seus cabelos, jogando-os para trás. — Mas não vou ficar esperando o papai Noel com ninguém. — Alertou apontando o dedo para ambas.

Piper e Annabeth sorriram enquanto subiam pela cama, pulando encima dela e a abraçando com força.

— Ah não. Demonstração de afeto não...

— Você só se faz de marrenta, não é? — Piper apertou suas bochechas. — No fundo é um amorzinho...

— Uhum. — Concordou Annabeth fazendo voz de criança. — É uma grecinha...

— Uau, essa foi terrível. — Thalia murmurou tentando desvincula-se delas. — E parem de se iludir, todos sabem que o meu coração é feito de pedra...

As meninas se afastaram ainda sorrindo, Thalia foi á ultima a se sentar, passando a mão pelas bochechas.

— Meu coração é de pedra, mas as bochechas não. Mais cuidado, por favor. — Elas continuaram a encarando em silêncio, Thalia franziu a testa. — O que foi?

— Você veste essa mascara tão bem, não é? — Annabeth sussurrou, tão baixo que parecia falar consigo mesma.

— Hã?

Ela suspirou negando com a cabeça.

— Nada... — Bateu palmas sorrindo. — E então, que tal mechas vermelhas agora? Para combinar com o natal!

— Há, eu não levo o natal tão á sério assim, gata.

— Eu, eu, eu. — Piper levantou um dos braços pedindo espaço para falar, Thalia apontou em sua direção permitindo. — Que tal verdes?

— Hum... — Thalia franziu o nariz. — Uma boa, mas não sou muito fã de verde.

— Roxo? Lilás? Ou, ou até mesmo rosa!

Thalia colocou o dedo indicador contra a garganta em sinal de repulsa e todas riram. Annabeth observou-as em silêncio, aquele momento era tão magico. Quem olhasse para Thalia daquela forma: sorrindo, contente, nunca imaginaria ela no estado daquela noite no chalé.

É, você realmente veste bem essa mascara não é? Lia.

( . . . )

Calypso tinha acabado de chegar á pensão.

Cumprimentou alguns de seus conhecidos e seguiu pelo corredor. Como tinha acabado de vim do mercado, sua mão direita estava ocupada com as compras, portanto ela usava a esquerda para tatear os bolsos do agasalho em busca da chave.

Quando finalmente a encontrou, pegou-a em sua mão e voltou a olhar para frente, mas tarde de mais para impedir o choque contra outra pessoa. Não foi um encontrão forte o suficiente para derruba-la, mas suas laranjas saíram rolando pelo chão.

— Ei! Tome mais cuida-... — Suas palavras se perderam no ar assim que olhou para pessoa a sua frente, ele se abaixou pegando uma das frutas e estendendo a ela.

— Tomar cuidado? Que eu saiba foi você quem se esbarrou em mim...

— Lu-luke?

— Tá, não importa o que eu faça essa será sempre a minha recepção, não é? — Suspirou cansado.

Calypso engoliu em seco.

— Não é isso, bem é... Você. — O observou de cima abaixo sem acreditar ainda. — O que você está fazendo aqui?

Depois de um tempo com a mão estendida em sua direção, Luke desistiu. Abaixou-se no chão e pegou o saco, depositando a fruta dentro dele.

— Bem, eu queria te ver...

— Como sabe onde eu moro?

— Não foi difícil de entrar na sala de Quíron e descobrir.

Calypso arregalou os olhos.

— Você o que?

Luke suspirou levantando-se novamente, devolvendo o saco de compras para ela, agora novamente cheio.

— Olha, não interessa como eu fiz, vim aqui por um motivo.

— Os fins não justificam os meios!

— Uau, que filosófico. — Luke sorriu debochado. Seu sorriso era tão bonito, nem parecia um cafajeste... — Você não quer ao menos saber o porquê de eu estar aqui?

Calypso suspirou, abraçando o saco das compras com ambos os braços.

— Tá, vai.

— Tá vai o que?

— Diz logo.

— Antes terá de me perguntar direito... — Luke aproximou-se um pouco pegando as chaves da mão dela. — 204, né? — Perguntou enquanto observava as portas do corredor, parando de frente a do respetivo numero.

— Não. — Mentiu e Luke ainda assim colocou a chave na fechadura, abrindo-a facilmente.

Ele a encarou com um olhar repreendedor.

— Tsc, tsc, tsc... mentir é muito feio, Little Girl.

Calypso revirou os olhos estendendo a mão.

— Me devolva á chave. — Pediu.

Luke balançou-a no dedo indicador.

— Vem pegar.

A loira praguejou silenciosamente enquanto se aproximava, quando estava próxima dele, Luke a surpreendeu, puxando-a com força e prensando-a contra a parede. Novamente suas compras foram para o chão.

Calypso arregalou os olhos sentindo seu corpo arrepiar.

— Agora me pergunte: “O que você veio fazer aqui, Luke?”. — Ele sussurrou, tão atraente e ameaçador.

Sabia que não devia cai no joguinho dele, mas era tudo tão perigoso, tudo tão excitante.

— O que você veio fazer aqui... Luke?

Ele sorriu, não sem antes umedecer os lábios com sua língua, então aproximou-se mais, até seu nariz tocar o dela.

— Isso... — Falou, seus lábios rosaram contra os dela lentamente. Calypso fechou os olhos instantaneamente, os abrindo lentamente assim que a boca dele se afastou só para repetir ao feito. Sua respiração começou a acelerar.

— Você não devia ter vindo aqui. — Sussurrou fitando intensamente os lábios dele e depois os olhos.

— É, mas eu gosto de fazer o que não devo...

— Foi somente aquela vez. — Calypso engoliu em seco, seu corpo inteiro arrepiou enquanto as mãos de Luke subiam por sua cintura. — Eu disse a você.

— Ah, loira. Vai dizer que você não quer? — Suas mãos á apertaram um pouco mais e novamente seus lábios rosaram um contra o outro. Calypso fechou os olhos contra gosto mais uma vez e ofegou. — Se você falar: “Eu não quero, Luke, agora dê o fora daqui” Se fizer isso, eu juro que lhe deixo em paz.

Ah, quem estava querendo enganar?

Queria, queria muito. E aquela coisa de beija ou não beija estava a torturando. Levantou suas mãos até a altura da nuca de Luke e o puxou para perto, juntando seus lábios finalmente.

Luke sorriu. Idiota, ele estava somente esperando, provocando-a, para que ela tomasse a iniciativa e novamente caíra em seu joguinho. Mas no momento isso não importava, desencostou-se da parede e passou seus braços pelo pescoço dele, juntando seus corpos enquanto caminhava em direção á porta do quarto.

Agora entendia porque ele abriu a porta. Esse babaca pensou em tudo!

Saiu de seus pensamentos assim que as mãos de Luke a jogaram para trás. Caiu sobre algo, um sofá talvez? Realmente não ligava. Luke passou seu corpo por cima do dela e voltou a beija-la enquanto suas mãos tratavam de abrir os grandes botões do agasalho que Calypso usava.

Não acreditava que estava fazendo aquilo novamente, mas nem considerava a ideia de parar.

Droga, por que ele tinha que ser um cafajeste tão irresistível?

( . . . )

Reyna estava sentada em sua poltrona, uma xicara de café no suporte ao seu lado e o notebook sobre seu colo, enquanto via e revia a papelada do conselho. Tinha de preencher aquilo tudo, reparar as falhas e erros, para só então entregar ao diretor. E já que o ano letivo tinha praticamente acabado, seu tempo acabou junto dele, estava correndo contra o relógio.

Suspirou encostando a cabeça no estofado assim que preencheu mais uma coluna, estava exausta, não aguentava mais ver números e nomes, ia enlouquecer.

Pegou a xicara de café ao seu lado, segurando-a com ambas as mãos e assoprou a fumaça, lançando o excesso para longe, inalando bem o cheiro do liquido antes de aproxima-lo de sua boca. Foi somente tempo de dar um gole que seu celular vibrou no bolso da calça. Reyna revirou os olhos colocando a xicara no suporte novamente, já prevendo mais problemas pela frente.

Pegou o aparelho em sua mão e surpreendeu-se ao ver quem era.

“E então, capitão. Já passou meu numero para Hazel e Frank? Olha não querendo desrespeita-la, jamais ousaria... Só para saber mesmo.”

Era Percy, Reyna sorriu negando com a cabeça. Só ele mesmo.

“Tudo bem, descansar soldado. Sobre isso, me desculpa, mas me esqueci totalmente, muito trabalho.” Respondeu deixando o notebook de lado. Não demorou muito e a resposta chegou.

“Nunca imaginei tal incompetência da minha líder, me sinto traído.”

Gargalhou lançando a cabeça para trás, esse menino tinha sérios problemas.

“Desculpa decepciona-lo, prometo que não ira se repetir. Para me redimir, que tal eu lhe dar o numero deles?” Enviou e sorriu encarando a tela, fazia tempo que não conversava com alguém assim... só por conversar, geralmente é sempre sobre trabalho.

“Uhh, essa parece uma ótima ideia, sabe o que seria melhor? Nós quatro sairmos. Ás vezes sinto falta de antigamente.”

Reyna arregalou os olhos, não esperava por essa. Tudo bem que não parecia um convite para encontro, mas mesmo assim... “sinto falta de antigamente”. Muitas coisas aconteceram antigamente, não sabia o que pensar.

“Verei se minha agenda está livre.”

Seu coração ficou inquieto enquanto esperava pela resposta, encarou a tela até ela chegar.

“Ótimo! Sabia que ia entender, então nos vemos lá!”

Bloqueou o celular e guardou-o no bolso novamente. “então nos vemos lá” como ele conseguia agir tão naturalmente? Será que só ela estava achando aquilo tão problemático?

Notas finais
Boooom meus amores, senti saudade de vocês! como estão? como está a familia?? Serio fiquei meio depre essas semanas sem falar com vocês, mas não tive tempo para postar então gostaria de me desculpar. Pois é a Ghost aqui também tem vida heuehe (com vida quero dizer escola. bjos) Espero que tenham gostado do capitulo! A votação ainda está rolando então não deixe de dá sua opinião sobre a proxima fic! Beijinhos beijinhos e nos vemos no proximo! NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR!