Because I Love You 2 .
28 Maior erro ever.
Notas iniciais
— Thalia! Onde você estava? — Annabeth perguntou assim que Thalia entrou em seu campo de visão.
— Eu acabei esquecendo umas coisas no chalé então tive de ir pegar, desculpa, não pensei que demoraria tanto...
Ela não pareceu convencida, mas suspirou aceitando. Seus ombros relaxaram e os braços se descruzaram.
— Poxa, eu fiquei preocupada...
— O que achou que eu faria? — Thalia estreitou os olhos mantendo uma certa distância, temendo que o cheiro do cigarro estivesse ainda impregnado em algum canto de suas roupas ou corpo.
— É só que hoje cedo você-... — Annabeth mordeu sua língua para conter-se, não devia tocar naquele assunto. — Ah, esquece, eu só estava preocupada porque o ônibus está prestes a sair.
Thalia olhou para trás. O ônibus permanecia ainda completamente imóvel e vazio. Sem nem as malas, alunos ou motorista. Não dava nem um indicio se quer, de que estava prestes a dar partida. Voltou seu olhar a Annabeth com os olhos semicerrados.
— Então tá...
— Hello, bitches! — Piper chegou de repente passando seus braços pelo pescoço de Thalia e de Annabeth, aproximando e abraçando a ambas.
Thalia arregalou os olhos tentando se afastas, mas já era tarde, sua testa estava encostada a de Annabeth enquanto o queixo de Piper pairava no topo de suas cabeças. Por um segundo não se preocupou se sentiriam o cheiro da nicotina ou não, parou de resistir, relaxou os braços e sorriu enquanto as meninas também sorriam.
— Hm... Dá para sentir o amor... — Piper murmurou de olhos fechados. — Estão sentindo? — Não recebeu resposta, ela apertou as duas com mais força. — Perguntei se estão sentindo...
Thalia e Annabeth sufocaram dando tapinhas no braço dela.
— Estamos, estamos! — Falaram juntas.
Piper sorriu afrouxando um pouco os braços e as meninas suspirando finalmente podendo respirar.
— Ai, ai... Senti saudades disso. — murmurou animada.
Annabeth olhou paca cima, ás mãos envolta do pescoço lembrando-se do sufoco recém-passado.
— E podemos saber onde você estava? — Perguntou fazendo Piper olhar em sua direção — Que só resolveu dar o ar da graça agora...
— Ah, eu estava...
— Esses chupões no pescoço dela não respondem sua pergunta, Annie? — Thalia sorriu.
Piper as soltou e tocou seu pescoço, o rosto adquirindo um tom avermelhado.
— Está tão obvio assim?
— Completamente... — Cantarolou Thalia.
Annabeth reprimiu um sorriso dando um tapa em seu ombro.
— Para com isso...
— O que? Vai dizer que não está!
A loira assentiu com a cabeça ainda sorrindo e Piper suspirou derrotada.
— Tudo bem...
— Então, quer dizer que Jasiper finalmente... — Começou Annabeth.
— ...mais que finalmente, né? Tá na cara que não foi só uma vez...
— Thalia! — O rosto dela estava completamente corado. — Dá pra parar?
Thalia gargalhou levando-as junto. Por um momento tudo ficou como antigamente, quando eram somente as três e sua maior preocupação era se teriam aulas juntas ou não. Mas isso não durou por muito tempo, de repente Thalia parou de sorrir. Seus olhos se fixaram em uma área especifica e ficaram vidrados naquela direção por um tempo.

até que ela parou e fitou o chão.
Annabeth e Piper viraram seus rostos para trás, olhando naquela direção também. Foi como se o nível de oxigênio abaixasse de repente, prenderam a respiração. Nico estava ali, caminhando entre uma dúzia de alunos. Ele parecia horrível, seus olhos estavam desfocados e os cabelos bagunçados assim como suas roupas, as pessoas esbarravam contra ele, mas aquilo não parecia incomoda-lo, Nico simplesmente instabilizava seu corpo e tornava a andar novamente.
Voltaram-se para Thalia, ela permanecia da mesma forma: Imóvel, fitando o chão, suas mãos apertavam fortemente a alça da mochila.
Será que a pessoa a quem Thalia se referiu era Nico? “eu mandei ele ir” mas não fazia sentido algum, a não ser que parte da historia estivesse oculta.
Droga!
Queria tanto saber o que estava acontecendo, mas só em encarar Thalia agora, fitando o chão daquela forma e lembrar-se dela alguns segundos antes, com aquele sorriso estampado no rosto. Annabeth sabia qual era sua feição preferida.
— Então, Piper! — Falou alto para chamar a atenção dela. — Como foi? — Acenou com a cabeça na direção de Thalia como se falasse “vamos fazer isso”. Piper assentiu entendendo.
— Bem, foi em uma barraca e-...
Thalia sorriu pelo nariz olhando para as duas.
— Numa barraca?
— Sim numa barraca... — Ela fez um bico colocando as mãos na cintura. — Por quê?
— Nada. — Thalia dava umas risadinhas adoráveis vez ou outra. — Só Exótico...
— Falou á garota que transou no armário do zelador.
O sorriso de Thalia sumiu completamente, ela pigarreou e encarou as portas do ônibus que acabavam de abrir para que os alunos entrassem.
— Bom... eu já vou indo, não quero ficar muito na frente dessa vez. — Mentiu caminhando até lá.
Annabeth deu um tapa na testa de Piper.
— Ai... — choramingou colocando as mãos na área ferida. — Por que fez isso?
— Serio que falou logo disso? — Perguntou incrédula. — Dentre tantos assuntos?
— Como eu ia saber que foi com o Nico?
Annabeth suspirou. Ela tinha razão, não tinha como saber, se bem que... À Thalia nunca comentou nada sobre outro garoto, que não fosse o Nico. Será que, não, não pode ser.
— Ele foi o único... — Deixou fugir de sua boca.
— Oi? — Piper franziu a testa.
— O Nico, ele foi o único garoto.
— O único garoto à que, mulher?
— Foi o único garoto com quem a Thalia ficou.
Os olhos de Piper se arregalaram.
— Pera lá...
— Pois é ela só confiou nele e...
— Então ele também foi o garoto da sala de música? — Piper comentou perplexa.
Annabeth a encarou, incrédula.
— Serio que foi nisso que pensou?
— No que mais devia pensar? E ela ainda vem falar que eu sou exótica.
Annabeth sorriu negando com a cabeça. Com toda a certeza suas amigas eram as mais estranhas.
— Certo... vamos entrar então. — Piper chamou enquanto começava a andar.
Annabeth deu uma corridinha acompanhando-a.
— Mas e Jason?
— Ele está desmontando a barraca... — Novamente Annabeth sorriu. — E ainda assim vai no ônibus dos Romanos. Percy?
— Não sei, ele simplesmente saiu, mas disse que voltava antes do ônibus partir.
Piper assentiu voltando seu olhar para frente, onde agora formava-se uma pequena fila de alunos. Parou de andar assim que chegou ao fim da fila.
— Acha que ela está brava? — Sussurrou baixinho.
— Hum? — Annabeth olhou em sua direção.
— Thalia. Acha que ela está brava comigo? — Perguntou agora mais alto.
— O que? Não... Porque acha isso?
— Ah sei lá. Ela está meio distante de mim...
— Você quem desapareceu por uma semana.
Piper deu uma risadinha.
— Estou falando serio... Você sabe-...
— Eu sei. — Annabeth suspirou. — Não se preocupe com isso, ela age assim ás vezes. Mas você se acostuma com o tempo.
— Já são quatro anos... — Murmurou. Annabeth a encarou novamente. — Mas não importa quanto tempo passe, sempre vou me sentir mais distante. Nunca serei tão próxima quanto vocês.
— Do que está falando?
— Sabe, ás vezes eu penso... Se fosse só Annabeth e Thalia, não teria problema. Eu não faria falta-... — Novamente um tapa foi dado em sua testa, Piper fez um bico olhando para o lado, ia falar algo, mas parou, Annabeth estava assustadoramente seria.
— Nunca mais diga isso... — Os olhos cinza dela estavam fixos nos seus, Piper engoliu em seco. — Nunca mais diga isso, entendeu? — Assentiu e novamente olhou para frente, sentindo-se um pouco envergonhada agora, seu rosto esquentou. — Você é tão importante para mim quanto a Thalia e tenho certeza que o mesmo vale para ela.
Assentiu, sentia-se como uma criança que acabara de levar uma bronca, mas de certa forma estava feliz. Era reconfortante escutar isso, fazia com que se sentisse especial. Embora não tivesse total certeza se era á verdade.
Veja bem... Annabeth e Thalia estavam juntas deis de sempre, Piper se sentia meio intrusa na amizade delas, e ás vezes, mesmo sem querer, as próprias a excluíam. Podia não ser intencional, mas era tão triste quando acontecia.
— Piper, vamos subir. — A voz de Annabeth lhe despertou. — E pare de pensar besteiras.
Suspirou assentido. Virou-se e entrou no ônibus, subindo os pequenos degraus e correndo seus olhos pelo lugar. Thalia estava em um dos últimos assentos, lá no fundo. Os fones nos ouvidos e os olhos ligeiramente fechados. Ela sempre passava mal em viagens, portanto, dormia antes da partida e tentava dormir o máximo possível durante o percurso. Mas nem sempre dava certo.
Sorriu sozinha ao lembrar-se da vez em que Thalia vomitou encima de uma garota, aquele dia seria inesquecível.
— Ei Pocahontas, vai ficar ai me encarando ou vem se sentar? — Thalia estava com somente um dos olhos abertos, seus braços cruzados na altura do busto. Ela deu um sorrisinho e tirou suas pernas que estavam sobre o assento ao lado. — Guardei seu lugar.
Tá, aquilo podia ser bobo. Mas a vontade que sentiu de sorrir e abraçar sua amiga até ela ficar sem oxigênio parecia incontrolável. Correu até lá e pulou encima dela, Thalia fez um barulho sôfrego quando foi esmagada.
— Me desculpa... — Piper murmurou com um bico.
— Certo, eu desculpo. Seja lá o que for. Agora pelos deuses, saia de cima de mim e prometa que fara um regime!
( . . . )
Tá, fazia quanto tempo que estava naquele ônibus?
Os minutos pareciam intermináveis. Nico já tinha perdido as contas de quantas musicas ouvira. Ficar naquele lugar estava o deixando louco, não parava de pensar em Thalia, se não saísse logo dali, alguém corria serios riscos de ser sequestrada.
Nico estava triste, triste não, devastado. Seu coração doía, sua cabeça doía, nunca se sentira tão ruim na vida. Aquilo era mil vezes pior do que ficar hospitalizado. Mas ainda assim... Não conseguia tira-la da cabeça.
Aquela felicidade que estava sentindo por lembrar-se somente dos momentos bons com ela estava se extinguindo. Se lembrar de como foram absurdamente felizes em tão pouco tempo só o fazia pensar no que aconteceria á longo prazo.
Por que o mundo tinha que ser tão cruel e tirar de suas mãos a possibilidade de viver para sempre ao lado dela?
— Nico. — Parou de tortura-se em pensamentos assim que chamaram por seu nome. Tirou os fones dos ouvidos e encarou a figura que acabara de sentar a ao seu lado.
— Percy... — Suspirou já se preparando para um discurso.
— O que aconteceu?
— Muitas coisas aconteceram em muitos momentos. Seja mais direto.
— O que aconteceu ontem? Entre você e a Thalia?
Nico sentiu uma pontada em seu peito.
— Por que quer saber?
— Porque você me parece mal e pela cara que a Annie estava hoje cedo a Thalia deve estar pior.
Pior? Não dava para estar pior do que ele estava, sentia-se um lixo. O resto do que fora um dia.
— Nos resolvemos.
— Se resolveram? Então por que você parece mal?
— Porque ela continuou, ela seguiu em frente, okay? E mandou que eu fizesse o mesmo.
Percy ficou calado por um segundo. Nico estava começando a ficar com pena, sempre que vinham falar com ele, os tratava com ignorância.
— Me desculpe, eu só... só... — Suspirou encostando a cabeça no assento.
— Eu entendo, não precisa se desculpar, só queria dizer que isso vai passar. Thalia não foi à primeira garota que te magoo e não será a ultima. Você sempre superou não foi? Todas as outras, você sempre seguiu em frente.
— Eu não amava as outras, Percy. — Embora sua resposta tenha sido essa, não foi de forma ignorante, falou calmamente. — Essa é a diferença.
Percy suspirou.
— Só estava tentando algo novo.
Nico deu um risinho sem humor parando logo em seguida.
— Eu vou embora de NY.
— O quê? — Percy arregalou os olhos arrumando-se no banco para olha-lo de frente.
— Bianca vai embora e me chamou para ir também.
— Mas... você não pode ir, Nico. Não pode deixar tudo para trás.
— Tudo? — Sorriu debochado. — Eu não tenho nada. A garota que eu amo me mandou ir embora, meu pai traía minha mãe por toda à vida, meus amigos viraram as costas para mim na primeira oportunidade que tiveram.
— Nos não fizemos isso...
— Fizeram, Percy. Quando eu mais precisava de apoio, vocês me viraram as costas. A culpa era minha? Sim, mas eu precisava tanto de alguém para me dizer que não. Que não era minha culpa a garota que eu amo estar à beira da morte.
Percy engoliu em seco. Ele estava certo e aquilo pesaria em sua consciência eternamente.
— Sobre seu pai...
— Não quero falar sobre isso, sério, não agora.
Percy assentiu fitando seus dedos que entrelaçavam-se sobre os joelhos.
— Você pretende morar? Sei lá, pra sempre?
— Não sei o tempo que ficarei lá, mas virei visitar vocês se for o caso. Acho que será melhor, ir embora, colocar os pensamentos em ordem...
— Esquecer Thalia Grace.
Novamente Nico sorriu.
— Não acho que seja possível.
— Todos os alunos já estão por ai? — Reyna entrou com uma prancheta nas mãos. — Jackson... não acho que seja deste ônibus.
— Não senhora... — Percy se levantou imediatamente. — Eu já estava de saída, só vim aqui... Porque... — Suspirou derrotado. — Eu realmente não tenho uma desculpa.
Reyna sorriu.
— Não precisa ser tão covarde, Jackson, eu não mordo. A não ser que peça. — essa ultima parte foi sussurrado enquanto passava por ele, Percy sentiu sua nuca arrepiar.
— O que disse?
— Nada. — Reyna sorriu, abaixando-se pegando uma mochila que estava no chão e colocando no bagageiro. — Por favor vá para o seu ônibus.
— Sim, eu... — Percy gesticulou apontando para trás, mas depois voltou novamente. — Reyan eu andei por ai essa semana e não vi Frank ou Hazel, eles mudaram de escola?
— O que? Claro que não. A Hazel está lá fora nesse exato momento, com um garoto. O Frank... O Frank deve estar por aq-... Ah, olha ele ali. — Reyna apontou para um dos assentos.
Percy arregalou os olho assim que viu, era aquele garoto da outra noite. O que estava falando com a Annabeth.
— Ele esta...
— Mais gostoso. — Previu Reyna sorrindo. — Sim, ele entrou no exercito por um tempo.
— Eu não diria gostoso. — Percy fez uma careta. — Talvez mais magro. Eu sou gostoso.
Reyna gargalhou.
— Certo, Jackson. Agora saía, por favor.
— Eu queria muito falar com eles, será que eu... Sei lá, será que eu posso?
— Você está abusando muito da minha boa vontade, olhos verdes. Vá para seu ônibus, eu passo o seu número para os dois.
Percy assentiu derrotado.
— Certo... Então, eu vou indo...
— Tchau.
Virou-se e voltou a andar, seguindo pelo corredor novamente e novamente viu Nico, sentado em seu banco com os fones postos ao ouvido, os olhos fechados e a cabeça pousada no estofado. Não queria que seu amigo fosse embora, mas ele já sofrera tanto, talvez fosse melhor se ficasse longe de Thalia. Quem sabe ele não superaria e assim teria seu amigo de volta?
Suspirou e com aqueles pensamentos saiu do ônibus.
. . .
Nico não estava realmente dormindo, mas não queria mais conversar com Percy. Não queria mais falar com ninguém. Só queria chegar logo em casa, ou melhor, na casa de Rachel.
Nem casa ele tinha...
Preparar suas malas para á viajem e dormir um pouco. Não que estivesse tão perto do dia, mas faltavam apenas algumas semanas, já séria no ano novo e como não tinha nada melhor para fazer, se preparar para á viajem parecia uma boa distração.
— Nicolas! — Sentiu um puxão e seu fone de ouvido foi para o espaço. — Será que dá para prestar atenção quando eu falo com você?
Nico olhou para Hazel com os olhos semicerrados.
— Não.
— Por que está agindo assim?
— Hazel, por favor, só me deixe em paz...
— O que eu fiz?
Nico cerrou os punhos para se conter, não queria ser grosso com ela, mas toda vez que olhava para sua irmã lembrava-se de Ethan. E por tabela lembrava-se do beijo.
— Só me deixe alguns segundo, Okay? Minha cabeça está doendo, deve ser pelos pontos. — Hazel não parecia feliz, mas assentiu distanciando-se.
— Ou vai vê é dor de corno... — Ouviu um murmurar vindo do banco de trás, mas infelizmente conhecia aquela voz, seus dentes rangeram na boca.
— Será que todos aqueles socos não foram o bastante?
A cabeça de Ethan foi posta acima de seu assento, ele sorria.
— Na verdade não, bata aqui. — Virou seu rosto e deu dois tapinhas na bochecha. — Quem sabe eu sinta dor desta vez.
Nico levantou-se rapidamente, virando-se no banco e segurando Ethan pela gola da camisa, puxando para perto, levantando seu punho pronto para um soco. Os alunos levantaram em volta e um falatório começou.
— Calma ai, cara. Estou só brincando. — Os olhos de Ethan refletiam pavor o rosto ficou mais pálido do que de costume.
— Serio? Por que eu não estou. Estava somente esperando um erro seu, um deslize da sua parte para ter um motivo plausível para socar sua cara mais uma vez.
Ethan permanecia imóvel, como de costuma não tentou fugir. Aquele garoto era digno de pena. Um perfeito covarde.
— Nico o que está fazendo?! — Hazel tentou se aproximar, mas o corredor estava repleto de alunos bloqueando sua passagem. — Solte ele!
Nico ignorou completamente sua irmã, continuando:
— Embora você já tenha feito o suficiente para merecer... Agradeça à Thalia por sua cara não ser ainda mais quebrada no dia da festa.
— Então é isso? — Ethan deu um sorrisinho assustado. — Olha cara, se for pela Thalia nem precisa ficar assim. Ela me dispensou. — A mão de Nico afrouxou sobre a gola da camisa dele. Ethan notou. — Olha, se quer um conselho, desista dela. Aquela garota não vale o esfor-...
A mão de Nico moveu-se tão rápido que até mesmo ele se espantou. Seu punho perfeitamente fechado atingiu com uma força absurda o nariz de Ethan, que quase imediatamente começou a sangrar. As garotas gritaram assustadas e Nico jogou Ethan contra o assento novamente.
— Fique longe da minha irmã. — Alertou ele, voltando-se para frente, sentando-se novamente. — Ou o próximo te deixara sem consciência.
( . . . )
Piper desceu do taxi com o maior sorriso do mundo.
Caminhou pelo gramado até avistar a imensa construção branca. Encarou com nostalgia por alguns segundos. Sentiu falta dali. Sentia falta da sua cama, da sua tia e principalmente da sua mãe. Nunca ficara tanto tempo assim longe dela, sempre, deis dê a infância, Afrodite fazia questão de ser a mãe mais presente e amorosa de todas, já que o seu pai desapareceu, e mesmo com tanto trabalho ela conseguia alcançar suas metas perfeitamente bem.
Piper entrou na casa com um sorriso imenso, gritou pelos cômodos em busca do pessoal, mas não encontrou ninguém.
Estranho...
Andou mais um pouco pela casa até que escutou um barulho vindo do andar de cima, algo como um palavrão meio abafado: “car-a-lho”. Uniu ás sobrancelha e subiu as escadas.
— Mãe? Tia Ártemis? — Nem uma resposta, seguiu caminhando um pouco mais, até estar de frente ao quarto de Ártemis, bateu algumas vezes na porta até que finalmente fosse aberta.
— Piper! — Ela sorriu, o sorriso dela era tão contagiante que Piper também teve de sorrir.
— Oi, tia. — A abraçou com força.
— E então como foi o passeio? — Ártemis perguntou assim que se afastaram.
— Foi ótimo... — Piper sorriu lembrando-se das inúmeras coisas “ótimas” que aconteceram naquele acampamento. — Mas estou exausta, queria cumprimentar o pessoal e ir dormir um pouco.
— Ah, eles não estão aqui... — O rosto dela corou ligeiramente. — Afrodite os dispensou por hoje, mesmo eu dizendo que não seria necessário. Ele não quis nem me beijar... — Sussurrou o fim.
Piper sentiu-se desconfortável, como se tivesse escutado coisas de mais.
— Bom... — Pigarreou. — Por acaso sabe onde minha mãe está?
— Há, muito provavelmente em seu quarto, estou escutando uns barulhos, ela deve estar lá. A música acabou de acabar.
Piper assentiu. Dhar, aquilo era meio óbvio. Agradeceu a sua tia e despediu-se dela caminhando até o quarto de sua mãe — era o ultimo no fim do corredor. — Assim que se aproximou Piper novamente escutou uns barulhos, algo que não conseguia distinguir direito.
— Mãe? — Bateu em sua porta, mas assim que o fez a mesma se abriu sozinha. Piper novamente chamou por ela, mas ninguém respondeu. Então resolveu dar uma espiadinha.
Pior ideia ever.
Inclinou o corpo, passando á cabeça pela brecha da porta e se arrependeu no mesmo momento. Nem um filho devia ver seus pais naquele estado... Aquela cena nunca sairia de sua cabeça.
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