Because I Love You 2 .
12 Feliz aniversario.
Notas iniciais
“Mas assim que entrou sentiu seu folego fugir, logo de cara se deu com ela... Que caminhava ali entre tantas pessoas. As luzes piscando a seu redor, mas Thalia não parecia se importar, ela olhou em sua direção... Mas não demostrava nem uma emoção.”
Seu olhar era sério, vazio. Como se simplesmente não o visse ali, como se Nico fosse transparente e seu olhar passasse através dele. Thalia continuou a caminhar passando bem a sua frente, ignorando-o por completo.
— Ei. — Nico segurou-a pelo braço.
— Quem é? — Ela estreitou os olhos como se tentasse enxergar melhor. — Ah... Você. Não tinha te visto ai acredita? — Sorriu. Nico não ficou nem um pouco convencido daquilo.
— Será que podemos conversar? — Gritou mais alto que a musica para que Thalia lhe escutasse.
— Eu não tenho nada para falar com você. — Respondeu da mesma forma. Puxando o braço e soltando-se dele.
— Mas eu tenho.
Thalia suspirou tentando andar, mas Nico colocou o corpo em frente ao dela, bloqueando sua passagem.
— Será que pode sair da minha frente, por favor? Tenho que beber até não me responsabilizar mais por meus atos — Sorriu novamente.
— Não... Não antes de me escutar.
Thalia revirou os olhos.
— Você parece aquelas ex-namoradas chatas, sabia? Que ficam perseguindo o Ex no shopping, escolas, festas... Não. Espera. — Thalia o encarou, pensativa. — É exatamente isso que você é. Uma ex-namorada chata.
— Por que tem essa mania de inverter os sexos em? — Nico se aproximou perigosamente dela. — Fez o mesmo na nossa primeira vez. Lembra? — Sussurrou.
Thalia sorriu encarando o chão, voltando os olhos a ele em seguida.
— Claro que me lembro. Sabe o que mais me lembro? Do dia seguinte aquele, quando encontrei você na cama com minha amiga.
Nico se arrependeu de ter dito aquilo, as palavras de Thalia foram como um tapa em sua cara. Ele abriu e fechou a boca varias vezes, mas não sabia o que falar. Thalia novamente sorriu.
— Então... — Ela gesticulou com as mãos apontando para trás dele. — Fui. — Novamente caminhou, e novamente Nico segurou-a pelo braço impedindo que continuasse. — Sério? — O encarou incrédula.
— Não antes de me escutar. — Repetiu.
Thalia bufou cruzando os braços.
— Okay, vamos lá... Diga-me o que tem a dizer.
— Bom em primeiro lugar. Não estou te seguindo nem nada do tipo, vim aqui a trabalho. — Thalia revirou os olhos abanando a mão para que ele continuasse. — E em segundo lugar... Eu confesso que fiquei feliz em te ver aqui.
Nico esperou alguma mudança em Thalia. Esperou que seu olhar vacilasse ou que seu rosto corasse. Mas... Nada aconteceu.
— E?...
— E. Você não vai me dizer o mesmo?
Thalia reprimiu um sorriso.
— Você ta brincando né? Isso não pode ser sério.
Aquele foi o segundo tapa.
Nico pigarreou sem jeito.
— E sobre Calypso... — continuou, e lá estava a mudança que ele esperava! O olhar de Thalia mudou, seus olhos adquiriram um brilho de curiosidade. — Foi só... Um beijo. Só isso. Foi um momento de fraqueza.
Thalia bufou, parecia decepcionada, como se esperasse uma resposta diferente.
— Está querendo me dizer que... Um beijo não é nada de mais?
— Ué foi praticamente isso o que você disse mais cedo.
— Aquele beijo foi só por causa da peça. E ainda assim... Eu não namorava ninguém.
— E dai? De qualquer forma, se aquilo não significou nada para você. Calypso também pode não ter significado nada para mim.
Thalia ó encarou incrédula e só agora Nico notou como suas palavras soaram contraditórias. Queria voltar atrás, mas Thalia foi mais rápida.
— Está querendo me dizer que... Uma traição não é nada?
— Não! Eu não estou querendo dizer isso! Eu errei Lia, sei que errei. Quebrei minha promessa, magoei você... Sei de tudo isso. — Nico fez uma pausa para respirar. — Mas foi um deslize, um maldito deslize! Eu me arrependo pelo que fiz todo santo dia Thalia. Agi por impulso... Me deixei levar. Me desculpe. — A voz de Nico falhou. — De verdade Thalia, me desculpe.
Thalia o encarou por alguns segundos sem dizer nada. Aquele mesmo sorriso cético no rosto. Nico sentia-se novamente em um tribunal, como se estivesse sendo julgado a todo o momento. Sentia-se nervoso, e aquelas luzes coloridas piscando de todos os lados não ajudavam em nada.
( . . . )
Apolo ficou um bom tempo parado a porta, com Piper o encarando fixamente.
— E... — Apolo franziu a testa. — Está tudo bem?
— Ah sim! — Despertou de seus devaneios. — Sim, está. Só um segundo. — Virou-se para andar, mas novamente voltou á porta. — Já ia me esquecendo, entre por favor. — Apontou para a casa. Apolo agradeceu fazendo o que ela pediu. — Senta ai. — Piper apontou para o sofá. — Vou chama-la. — E sumiu subindo as escadas.
Apolo sentia-se nervoso. Suas mãos soavam e seu coração não sossegava no peito. Sentou-se no sofá e começou a fitar o chão enquanto enroscava seus dedos uns aos outros, numa tentativa de se acalmar. Seus pés batiam impacientes contra o chão.
— Oh, Apolo. — Seu nome foi chamado no topo da escada. Subiu seus olhos até lá com um sorriso, mas quem estava ali não era a pessoa que esperava. Seu sorriso desapareceu no mesmo minuto. — Que surpresa agradável.
— Afrodite...
— Não parece muito animado em me ver.
— E não estou. — Levantou-se do sofá.
— Não vai embora por minha causa vai? — Afrodite fez um biquinho enquanto descia os degraus da escada. — Assim me mágoa.
— Não vim ver você.
— Devia ter pensando nisso antes de vim a minha casa. — Ela sorriu, Já estava em frente a ele.
Apolo respirou fundo tentando controlar-se, Thalia não tinha lhe contado esse pequeno detalhe. Se bem que ela nem sabia da historia...
— Não sabia que aqui era sua casa, só vim porque soube que Artêmis estava aqui.
Afrodite sorriu divertida enquanto subia seus dedos pelo peito dele, como se fosse um bonequinho caminhando.
— Oh... Artêmis. Artêmis, Artêmis, Artêmis. Sempre Artêmis... Minha irmãzinha tem muita sorte. — Ela sorriu empurrando-o novamente no sofá.
Apolo caiu sentado. Por um segundo pensou que seria atacado, mas ela simplesmente sentou-se ao seu lado, apoiando a cabeça no braço que estava encostado no estofado.
— E então... — Lhe lançou mais um daqueles sorrisos divertidos. — Faz muito tempo deis de aquele dia. Os anos fizeram bem pra você em? Está mais gostoso... — O encarou de cima a baixo sussurrando a ultima parte com um sorriso malicioso no rosto.
Apolo ficou encarando-a por um tempo. Nunca soube diferenciar quando ela falava serio ou estava somente brincando. Então decidiu apenas entrar no jogo.
— Sério? Obrigado. Não posso dizer o mesmo de você. — Sorriu.
Ele pensou que Afrodite ficaria enfurecida, mas... Ela era segura de mais para isso. Simplesmente sorriu inclinando o rosto sobre a mão. Por mais que não gostasse de assumir, Afrodite era linda... E o tempo só a deixara melhor. Seu sorriso era simplesmente perfeito. Os lábios carnudos contornados por um batom com um tom forte de vermelho, e seus dentes perfeitamente brancos. Algumas mechas de seus cabelos negros caíram á testa.
— Como sempre um péssimo mentiroso. — Afrodite o encarou.
Seus olhos estavam contornados por lápis escuro, deixando-os mais profundos. De repente eles passaram de um azul claro para um intenso verde. Apolo nunca entendeu aquilo, os olhos dela simplesmente mudavam... Nunca soube dizer qual a cor exata deles.
— Eu posso ver. — Ela sussurrou entre dentes aproximando-se dele.
Deuses, como ela fica sexy assim...
— Posso ver em seus olhos que é mentira. — Sussurrou. Seus lábios absurdamente próximos aos dele. Apolo se viu no passado mais uma vez, queria reagir... Mas novamente não o fez.
Afrodite abriu a boca e fechou os dentes de vez, mordendo o ar bem em frente aos lábios dele. Apolo sentiu seu corpo arrepiar.
— Boa conversa. — Ela sussurrou com um sorriso charmoso de lado. Piscando em seguida, levantando-se do sofá e saindo dali em passos lentos.
Apolo encarou o topo da escada e seu coração quase parou. Artêmis o encarou fixamente, seus olhos verdes brilhando... Ele só esperava que fosse de felicidade.
( . . . )
Piper queria muito saber o que o cara bonitão queria com sua tia. Mas logo lembrou-se da chamada em espera no Skype.
— Voltei. — Falou assim que chegou a seu quarto novamente jogando-se a cama e encarando o celular, mas só Annabeth aparecia na tela. — Ué. Onde...
— Festa. — Respondeu como se previsse sua pergunta.
— Hm... Você acha que... Sabe: Thalia em uma festa... Sozinha.
— Com certeza algo vai dar errado. — Annabeth suspirou. — Thalia simplesmente tem imã para problemas.
Piper abriu a boca para falar, mas seu celular tocando a impediu.
— Só um segundo. — Novamente saiu da chamada de vídeo, observando o identificar de chamadas “Jason”. — Alô.
— Oi, Pipes? Espera... Esse é seu celular, é claro que é você. Que pergunta mais idiota Jason...
Piper o escutou resmungar e não pode deixar de sorrir.
— Sim, sou eu...
— Hm okay... — Ele parecia nervoso.
— Algum problema?
— Bem... Lembra-se que marquei de ir ai ajuda-la com a papelada?
— Sim...? — Piper estava com um mau pressentimento.
— Então... Como se sentiria assim. Se “hipoteticamente”. Eu não pudesse ir?
Seu pressentimento acertara em cheio.
— Eu... — Pensou em dizer a verdade: Eu ficaria enfurecida e magoada! — Tudo bem... Eu posso fazer sozinha.
Ouviu um suspiro de alivio do outro lado da linha.
— Oh! Graças aos Deuses! Você é a melhor Pipes! E que surgiu uma reunião de ultima hora entre o conselho e tenho que ir.
Piper deu um sorriso fraco. Não, ela não era a melhor... Novamente o conselho, o que queria dizer: novamente Reyna... Ela não era a melhor. Sentia-se mal, queria que Jason a colocasse em primeiro lugar, era egoísta... Simplesmente fingia que não.
— Piper ainda está ai?...
Uma vontade repentina de chorar surgiu, por que diabos sempre sentia vontade de chorar?
— Sim, sim estou. — Falou em um fim de voz. Tentando controlar aquele aperto em sua garganta.
— Tem certe-...
— Escuta Jason eu vou desligar okay? Estava numa chamada com a Annie e as meninas.
— Ta, ta tudo be-...
— Tchau. — E desligou, jogando o celular sobre a cama e caindo deitada em seguida.
Encarou o teto do quarto dando um longo suspiro.
— Sabe... Eu ouvi tudo. — A voz de Annabeth lhe tirou de seus pensamentos. Piper direcionou os olhos ao celular e viu a loira com um sorriso amigável no rosto. — Quer conversar sobre isso?
Piper negou com a cabeça. Seus lábios estavam contraídos e seus olhos marejados. Se começasse a falar de Jason, com certeza choraria.
— Mas e Thalia? — Perguntou depois de respirar fundo, subindo o celular a altura de seu rosto novamente. — Se sabia disso. Por que não foi com ela?
Annabeth ficou um tempo em silêncio.
— Sempre que tento ajuda-la, Thalia me afasta. Vou esperar que ela peça. — Annabeth parecia seria. — E não está muito longe disso acontecer...
( . . . )
Thalia tentava pensar. Mas aquelas luzes piscando e aquela musica alta fazia sua cabeça girar. Nico a encarava fixamente, como se esperasse sua reação. E ele não parecia muito paciente.
— Okay. — Finalmente chegara a uma conclusão. — Quer saber... — Virou as costas para Nico e começou a caminhar.
Ele não pareceu muito satisfeito. Gritou assim que Thalia se distanciou:
— Onde está indo? — Gritou bem atrás dela, mas Thalia resolveu simplesmente ignorar — Vai fugir? Como sempre faz?
Tá. Ele tocou bem na ferida.
Thalia parou de andar olhando em sua direção novamente. Nico parecia surpreso como se pensasse: “Oh, deu certo”. Thalia deu um pequeno sorriso e fez um sinal com a mão, para que ele esperasse. Voltando a caminhar em seguida.
Ela não sabia bem o que ia fazer, sentia seu estomago queimando pelo nervoso. Mas já havia decidido. De acordo com ele um beijo não era nada certo?
— Ethan. — Tomou o ombro dele fazendo que olhasse em sua direção. Assim que a viu Ethan abriu um largo sorriso.
— Você veio mesmo!
— É... Sim. — Thalia olhou para Nico, que parecia ter uma interrogação estampada na testa. — Você gosta de mim? — Voltou a encarar Ethan. Que adquiriu um tom tão forte de vermelho, que por um segundo Thalia pensou que ele explodiria.
— O-o quê?
Thalia revirou os olhos, não tinha tempo para isso.
— Você gosta de mim não é?
Ethan ficou com a cara mais idiota de todos os tempos.
— Desculpe. O quê?
Thalia bufou inclinando-se sobre ele.
— Você quer me beijar? — Sussurrou com seus lábios próximos. Ethan não parecia acreditar no que ouvia, estava pronto para falar e Thalia já esperava outro: “Que?”. — Só me responda. Sim. Ou. Não? — Murmurou com os olhos fixos nos do menino, enquanto seu braços enrolavam-se no pescoço dele. Ethan engoliu o seco. Por fim assentindo. Thalia emburrou a cara. — Responda direito.
— S-sim... — Gaguejou. — Eu quero te beijar, eu quero muito, muito te beijar.
— Então hoje é o seu dia de sorte. — Thalia sorriu satisfeita. — Considere esse o meu presente. Feliz aniversario. — Sussurrou por fim, juntando seus lábios aos dele.

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