Because I Love You 2 .

27 Elem sofrem, porque querem.


Notas iniciais
Bom gente, olha eu aqui. Eu virei a noite para escrever, tipo... Literalmente, agora são 06:05 da manhã e acabei de acabar o capitulo. Antes que briguem comigo, gostaria de justificar o porque de não ter postado semana passada. Bom meus amores, acontece que eu ando doente. Tipo, eu fico tonta do nada, as vezes fico palida, meu coração acelerra. Como minha familia tem historico de doença cardiaca, pode ser... Essa semana inteira eu estive em hospitais, ou passando mal. Então não tive como postar ou ao menos responde-los. Gostaria de me desculpar, de verdade. Até porque devia ter postar o triplo mais rapido. Já que recebemos 3 lindas e maravilhosas recomendações. Eu não sei nem o que dizer, poxa, fiquei tão feliz quando li. Tantas opiniões positivas sobre a minha historia me deixaram realmente muito feliz. Então, considerem essa virada de noite para vocês, certo? Muito obrigada Cheeky, meu xuxu. The Lightning Queen Eu simplesmente amei, nossa... Serio eu cheguei a me emocionar, muito obrigada, linda. E por ultimo mas não menos importante Lariiana! meu amore é claro que eu sei quem é, só você me chama daquela forma heuhe. Bom a todos vocês meus leitores lindos, muito obrigada. E por favor me desculpem, espero que entedam. Agora sobre o capitulo, tera umas partes em inglês, que serão a letra de uma musica.. Eu recomendo vocês a ouvirem e pesquisar a tradução. Porque ela tem importancia no capitulo certo? certo! nos vemos lá embaixo então!

— Estou aproveitando a chance de ouro.”

Foi tudo tão rápido. Em um segundo estavam conversando e no próximo Apolo a beijava.

Afrodite tentava fugir, tentava empurra-lo para longe, mas em vão. Ele era mais forte. Apolo á segurou na cintura e jogou-a contra a parede, prensando seus corpos enquanto continuava a espremer seus lábios contra os dela.

Àquilo era tentação de mais. Embora soubesse que não era certo o que estava prestes a fazer, não podia resistir por muito mais tempo. Não importa o tempo que passasse ou o que dissesse, não conseguia desisti dele, ainda era perdidamente apaixonada, mas tentara o fazer por sua irmã, embora seu coração implorasse o oposto — manteria distancia, deixaria os dois serem felizes.

Agora aquilo? Aquilo era sacanagem.

Era um teste, um provável teste negro do destino, um teste ao qual, sem duvida, falharia. Não seria possível resistir aquele contato todo, Apolo estava sendo cruel. Aquela mão forte em sua cintura e os lábios quentes dele contra os seus, os corpos próximos, próximos de mais. Seu coração implorava para acabar com aquela tortura e agarra-lo de uma vez e Afrodite finalmente resolveu escuta-lo. Rendendo-se.

Sua mão que estava livre subiu, agarrando os cabelos dele com força, puxando os fios entre seus dedos enquanto finalmente correspondia ao beijo. Sua boca se abriu ao mesmo tempo em que à de Apolo e suas línguas se tocaram, esfregaram-se uma a outra com vontade.

Afrodite gemeu vergonhosamente enquanto seus olhos rodavam nas orbitas e aquele intenso calor só aumentava, subindo por seu corpo, lhe causando calafrios. A reação de Apolo não foi muito diferente da sua, pôde sentir um suspiro lindo fugir dos lábios dele e ser lançado contra os seus, a mão que pendia a dela no ar finalmente soltou-a e desceu à sua cintura também, acompanhando a outra. Apertando; subindo e descendo, acariciando suas curvas.

Tudo o que podia sentir era Apolo. De todos os lados, para todos os lados. Seu olfato, tato, audição, paladar — só estavam direcionados a ele: Sentia seu cheiro maravilhoso pelo ar; o calor que emanava de seu corpo; o gosto de seus lábios e o sonoro som que eles faziam quando se separavam brevemente em busca de ar. Assim como antigamente, seu cérebro se desligou, não conseguiria mais se controlar, não importa o quão errado aquilo fosse.

( . . . )

Depois de algum tempo chorando, Thalia simplesmente apagou.

Annabeth ficou desesperada, sentiu todo o peso do corpo de Thalia cair sobre o seu, mas conseguiu segura-la. Deitou-a na cama com a cabeça sobre seu colo e a encarou. Assim que a viu ressonar, se acalmou. Thalia estava dormindo.

Apenas dormindo...

Annabeth suspirou aliviada, observou o rosto sereno dela, Thalia parecia melhor agora. Calma, como se não tivesse desabando há minutos atrás. O contorno de seus olhos estava meio avermelhado e seu rosto um pouco inchado, as bochechas húmidas e o nariz vermelhinho, mas parecia melhor.

— O que aconteceu, em... cara de pinheiro? — Murmurou enquanto alisava o cabelo dela novamente.

O que será que tinha ocorrido assim de tão horrível para Thalia ficar naquele estado? Só esperava que ela melhorasse, ou sei lá, ao menos lhe falasse o que estava acontecendo. Odiava quando ela guardava tudo para si, e acredite, Thalia fazia isso com muita frequência.

( . . . )

— Você é um babaca. — Afrodite murmurou ofegante, com seu lábio inferior entre os dentes dele. — Logo agora que desisti...

— Uhum. — Concordou Apolo da mesma forma, dando-lhe uma mordidinha. — Um babaca. — Infiltrou suas mãos nos cabelos negros dela, trazendo-a para perto novamente. Afrodite agarrou a nuca dele com força fazendo o mesmo, seus lábios se chocaram mais uma vez, espremendo-se, separando-se vez ou outra, dando espaço para suas línguas se esfregarem deliciosamente em busca de mais espaço.

Não dava para comparar, com toda a certeza Afrodite era a pessoa que beijava melhor em todo o mundo. Apolo suspirou. Tinha esquecido de como aquela mulher era perfeita até mesmo nisso. Selvagem e ao mesmo tempo delicada.

O oxigênio já se fazia necessário há muito tempo, seus pulmões já doíam, mas não queria se separar dela. Prensou-a contra á parede novamente — já que em meio ao beijo saíram andando por toda a varanda. — E continuou a beija-la, da forma mais possessiva que conseguia, aproveitando cada segundo. Suas mãos passeavam por todo o maravilhoso corpo de Afrodite. Queria senti-la, precisava senti-la, era uma necessidade assombrosa. E temia, que assim que se separassem à realidade ou sua consciência agisse impedindo-o do feito.

— Apolo, eu... preciso... — A voz dela saiu espremida em meio ao beijo. Sua voz: linda e doca, que fez o corpo dele arrepiar-se por completo. — Eu preciso respirar... — Pediu.

Apolo assentiu afastando-se. Primeiro com as mãos, que soltaram o corpo dela; depois afastou-se dando um passo para trás, para só então, finalmente separar seus lábios. Eles descolaram lentamente fazendo um barulhinho que só o fez querer beija-la novamente.

Assim que estava a uma distancia segura, respirou fundo, sentindo a dor em seus pulmões cessar. Respirava pesadamente enquanto abria aos olhos e assim que a viu, foi como se todo o oxigênio arrecadado fugisse novamente.

Afrodite estava simplesmente perfeita com aquele batom vermelho manchado sobre seus lábios carnudos; a respiração parecia tão ruim quanto à dele e seu rostinho estava corado. Ela estava com as costas apoiadas à parede, enquanto parecia saborear o oxigênio, se deliciando com cada expiração. Apolo não pôde deixar de notar o quão linda ela era, tá, já tinha dito isso inúmeras vezes, mas deuses! Ela era linda de mais.

— Me descul-pe... — Falou assim que saiu de seus pensamentos, sua voz meio cortada.

Afrodite olhou em sua direção finalmente, os olhos azuis faiscando. Ela parecia brava.

— Você... Acabou de me agarrar á força.

Apolo engoliu em seco.

— É, eu... eu sei.

— Acabou de me jogar contra essa parede e... me beijar até cada fibra de meu corpo clamar por oxigênio.

Apolo encolheu os ombros.

— Eu, me descul-...

— E eu adorei. — Ela sorriu, puxando-o pela gola da camisa. Apolo tombou para frente e apoiou-se com as mãos na parede por reflexo, enquanto seus lábios iam de encontro aos dela novamente.

Mais uma vez aquele gosto, mais uma vez aquele calor. Suspirou enquanto fechava os olhos e correspondia. As mãos dela subiram da gola de sua camisa ao seu rosto onde acariciou cuidadosamente as bochechas com seus polegares, os lábios acompanhavam o ritmo: calmo e lento.

Aquilo era tão perfeito, poderia ficar daquela forma eternamente, mas aos poucos o ritmo ia aumentando. A movimentação dos lábios ficando mais intensa, seus dentes começaram a arranha-lo nos lábios e as mãos agora estavam entrando pela gola de sua camisa. Arranhando-o no pescoço, seus dedinhos escorregando pelas costas, descendo e subindo novamente.

Apolo quebrou ao beijo e aproximou o rosto da orelha dela, sussurrando:

— Vamos a outro lugar... — Sorriu assim que viu a pele do pescoço dela se arrepiando, desceu beijinhos pela área e novamente voltou a encara-la.

Os olhos de Afrodite se abriram e ela assentiu, segurando sua mão. Caminharam pouca coisa até estarem nos fundos da casa. Ela entrou em uma das portas e continuou a puxa-lo, Apolo realmente estava completamente perdido até que reconheceu a grande escada no centro. Subiram os degraus e chegaram à um longo corredor, Apolo sentiu certa nostalgia assim que encarou uma das portas, aquele devia ser o quarto de Ártemis.

— Shii... — Afrodite parou de andar e olhou para trás, pousando o dedo indicador sobre os lábios pedindo por silêncio.

Apolo deu um sorrisinho.

Ela era tão bonitinha.

Inclinou-se para frente e lhe deu um selinho, Afrodite arregalou os olhos e corou violentamente, voltando a olhar para frente no mesmo momento tornando a andar. Apolo novamente sorriu, olhou para a porta de Ártemis e para sua mão ligada a de Afrodite, sabia que devia se sentir mal, mas não sentia. Aquilo parecia o certo a ser feito, podia mentir o quanto fosse, mas sentia-se absurdamente atraído por ela, aquilo não ia mudar, a não ser que ficassem juntos novamente, então, sua curiosidade passaria e poderia seguir com Ártemis como tanto desejou em anos.

Aqueles pensamentos eram meio cafajestes, Apolo sabia disso, mas a carne é fraca. Não dava para resistir a ela. Saiu de seus pensamentos assim que encontravam-se de frente a outra porta, a do fim do corredor. Afrodite estava com os olhos fixos na madeira branca como se pensasse em mudar de ideia.

Ah, Não. Agora não.

Aproximou-se dela, colocando uma mão em suas costas e a outra em suas pernas, fazendo força para cima, levantando-a. Pegou-a em seus braços como uma princesa, virando-se de costas e abrindo a porta com elas, fechando-a da mesma forma.

Apolo gastou um minuto simplesmente observando aquele quarto. Era maravilhoso. Suas paredes eram completamente brancas, tão brancas que quase chegavam a brilhar; janelas amplas tomavam toda a parede a direita, mas estavam cobertas por longas cortina também brancas. A cama de casal se encontrava exatamente no centro do lugar, coberta com um lençol de ceda vermelho sangue, a cor exata do batom dela.

Mordeu os lábios só em cogitar as coisas que poderiam fazer ali.

— E-eu... — A voz de Afrodite lhe despertou. Virou seu rosto para encarar o dela. Como a segurava em seu colo, seus rostos estavam bem próximos. O olhar dela vacilou. — Acho, que não devemos fazer is-... — Não deixou que ela terminasse de falar. Seus lábios manchados de batom estavam convidativos de mais e aquela distancia parecia impossível resistir.

Apolo a beijou, caminhando com ela pelo quarto, colocando-a cuidadosamente sentada sobre a cama enquanto segurava seu rosto dando continuidade ao beijo. Assim que seus lábios se separaram as testas se encontraram, apoiando-se uma a outra. A respiração húmida dela batia contra seu rosto e os olhos estavam cinza, quase como um céu pouco antes de a tempestade acontecer.

Afrodite negou com a cabeça e suspirou fitando os olhos dele.

— Eu não posso, não é? — Aquela parecia uma pergunta retorica. — Não posso resistir. Então vamos aproveitar. — Afastou-se um pouco dele, ficando de joelhos na cama, tirando sua blusa rapidamente, jogando-a no chão.

Apolo encarou com a maior cada de idiota do século. O corpo dela... O corpo dela estava ainda mais perfeito que antigamente — Se aquilo era possível — Sua pele pálida em contraste com o sutiã, agora vermelho, seus seios fartos apertados por aquele tecido era lindo de mais. Agora conseguia vê perfeitamente sua tatuagem:

Era uma vez...

Uma garota que desconhecia o amor,

Até um idiota lhe partir o coração.

— Gostei da tatoo... — Foi um pouco irônico, se bem que... aquela caligrafia negra estampada em sua pele pálida, tão, tão macia não deixava de ser atraente.

Afrodite sorriu negando com a cabeça e aproximou-se novamente. Sentando-se em seu colo, com uma perna a cada lado de seu quadril, envolvendo ambos os braços em seu pescoço. Apolo engasgou-se com a própria saliva, seu coração acelerou assustadoramente no peito assim que ela lhe deu um misero beijinho no pescoço.

— Gostou é? — Sussurrou subindo e descendo os lábios por sua pele. — Eu fiz em homenagem á um idiota. — Deu uma mordidinha.

Apolo fechou os olhos suspirando, sua mão contornou a cintura dela e os dedos formigaram, a pele estava quente. Subiu com calma pela área, até toca-la nas costelas, alisando sua tatuagem. O corpo de Afrodite se arrepiou inteiro.

— Essa tatuagem, ela... seria para mi-...

— Não seja convencido. — Sussurrou novamente, deuses! A voz dela era tão linda. — Você não foi o único homem na minha vida, longe disso... — Sorriu.

Apolo sentiu-se estranho. Ela não precisava ficar esfregando aquelas coisas em sua cara e nem falar daquela forma, não que se importasse...

Tirou rapidamente a mão de sua tatuagem, descendo a cintura mais uma vez. Entrelaçando seus dedos, mantendo-os ali.

— Certo. — Deu de ombros o que fez Afrodite desencostar de seu pescoço e encara-lo, divertida. — Mas onde estávamos mesmo?

O sorriso dela só aumentou.

— Não sei não... acho que pode ter sido aqui. — Afrodite lhe deu um rápido e precário selinho. — Ou aqui... — Mordeu seu lábio inferior e o puxou entre os dentes, Apolo suspirou. — Ah não, espera... Estávamos aqui... — Finalmente o beijou, juntando seus lábios com calma, paciência. As mãos pousadas no rosto dele.

Afrodite começou a remexer seus quadris lentamente, esfregando-se nele. Apolo a apertou com mais força na cintura gemendo contra seus lábios, enquanto as línguas continuavam a se tocarem, com delicadeza e calma. Mas a calma, logo se foi. Era torturador de mais aquele atrito todo. Conforme ela se mexia seus seios seminus apertavam contra o peito dele, não dava para controlar mais.

Apolo a apertou com força, segurando, ajudando-a a movimentar-se aprofundando o contato enquanto aprofundava ao beijo. Em certo momento Afrodite se afastou, seus lábios se separaram dos dele e manteram-se abertos enquanto um gemidinho fugia.

Aquilo era tão atraente.

— Esp-espera ai. — Falou ela ofegante.

Ah, ela não daria pra trás agora, né?

— O que foi?

Ela fez um sinal com a mão pedindo para que esperasse e levantou-se de seu colo. Caminhando um pouco sobre o quarto, Apolo a observou caminhar.

Seu rebolado era tão bonitinho...

Afrodite parou de frente a uma estante, ela encaixou seu celular sobre algum aparelho e uma música começou a tocar de repente. Apolo sorriu enquanto ela virava, voltando a andar em sua direção, os lábios entre os dentes.

— Não queremos chamar atenção... Certo? — Ela sorriu, o sorriso mais safado desse mundo.

Apolo assentiu suspirando, esticou os braços, chamando-a. Afrodite novamente foi para a cama, ajoelhando-se ali, entre os braços dele, tornando a subir em seu colo. Tornando a beija-lo, mas por somente um breve momento, então, quando o vocalista começou a cantar na musica, ela se afastou sussurrando próximo a seu ouvido:

—Baby, I’m preying on you tonight…— Sua língua se projetou para frente e com calma, contornando á orelha dele. — Hunt you down, eat you alive...

Apolo sentiu seu corpo inteiro arrepiar, de cima abaixo, dos pés a cabeça. Pegou-a na cintura e jogou-a contra a cama, passando seu corpo sobre o dela enquanto a beijava fervorosamente. Um pequeno sorriso se formou na boca de Afrodite durante o beijo, suas mãozinhas escorregaram, alisando-o no abdômen até alcançar a barra de sua camisa. Ela segurou ali e puxou para cima, Apolo se apoiou no colchão e a ajudou a tirar a peça, jogando-a no chão em seguida, voltando a beija-la.

Suas peles se tocaram e novamente se arrepiou por completo, não entedia o que estava acontecendo ali, parecia até um virgem. Balançou a cabeça tentando espantar aqueles pensamentos. Afastou sua boca da dela e passou á morde-la no pescoço, enquanto suas mãos acariciavam-na na cintura, apertando a carne com força. Afrodite ofegava baixinho enquanto alisava sua barriga. As mãozinhas dela eram tão quentes, tão pequenininhas e macias.

Assim que as mãos de Apolo chegaram aos quadris dela, nem hesitou, segurou o cos do short que Afrodite usava e puxou para baixo, escorregando por suas pernas, tirando-o e jogando no chão.

Observou mais uma vez o corpo dela agora quase totalmente desnudo. Teve de suspirar novamente, Afrodite sorriu como se aquilo a divertisse. Apolo estava cansado de ser o único atingido daquela forma. Levantou seu corpo do dela e ficou ajoelhado na cama, Afrodite o encarou com um olhar interrogativo apoiando-se nos cotovelos para observa-lo.

Queria provoca-la um pouco, faze-la pedir ou descer do salto. Mas encara-la com aquela lingerie vermelha, ofegando, apoiada nos cotovelos só o esperando, era tentação de mais. E aquela musica... Bem, aquela musica não ajudava. Até parecia que ela escolheu propositalmente para atingi-lo. Assim como grande parte das coisas que ela fazia, sempre para tentar atingi-lo.

So what you trying to do to me?
It's like we can't stop, we're enemies
But we get along when I'm inside you
You're like a drug that's killing me
I cut you out entirely

But I get so high when I'm inside you

E mais uma vez conseguiu.

— Você é uma maldita manipuladora, sabia? — Murmurou desgostoso, subindo sobre ela novamente, apoiando-se nos braços olhando-a de cima. Os lindos cabelos negros espalhados pelo travesseiro, o sorriso malicioso que já tomava sua boca. — Uma maldita e linda — Acrescentou. — manipuladora.

Avançou nos lábios dela, lhe dando um beijo avassalador. Suas unhas curtas agora arranhavam delicadamente as novas partes expostas do corpo de Afrodite. As coxas dela arrepiavam-se e remexiam-se por conta de uma corrente elétrica que dominava a área durante o feito.

O beijo não durou muito, Apolo o quebrou mordendo-a no lábio inferior, puxando-o ligeiramente entre seus dentes e rosnando ao aprovar a visão que aquilo lhe proporcionava. Soltou o lábio de Afrodite e lhe deu um breve selinho afastando-se novamente. Descendo uma trilha de beijos por seu pescoço, os olhos da mulher se fecharam e suspirou aprovando, as mãos afundaram-se nos cabelos de Apolo empurrando-o para mais perto de seu corpo.

Os beijos dele foram descendo. Os lábios arrastando-se pela pele pálida, um leve rastro de saliva formava-se conforme contornava sua clavícula, a língua se expos esfregando-se pela área de seus seios que permanecia exposta pelo sutiã. Afrodite se arrepiou, seu corpo deu um leve saltinho na cama enquanto as mãos puxavam com mais força o cabelo dele. Apolo sorriu satisfeito, sentiu o coração dela acelerar quando escorregou as mãos por suas costas, abrindo o feixe do sutiã.

Só não achou aquilo tão engraçado porque também sentia o seu coração dançando no peito, segurou a respiração e escorregou a peça pelos braços dela.

Soltou todo o oxigênio contido em seus pulmões lentamente assim que os viu. Os seios dela eram lindos: fartos, branquinhos e arrebitados. Maiores e mais bonitos do que se lembrava. Engoliu em seco e nem hesitou em toca-los. Subiu ambas as mãos rodeando-os com elas, apertando-os brevemente. Afrodite gemeu, baixinho, mas Apolo pôde escutar. Repetiu o movimento, apertando aquela carne macia, sentindo-a sobre seus dedos. O corpo dela deu um saltinho e sua pele se arrepiou inteira.

Apolo mordeu o lábio antes de aproximar sua boca deles. Fechou seus olhos e respirou fundo, aspirando ao aroma maravilhoso que estava impregnado a pele de Afrodite. Suas mãos continuavam no mesmo lugar, envoltas nos seios dela, apertando-os gentilmente vez ou outra. Assim que abriu os olhos novamente, direcionou seu olhar ao rosto dela. Seus olhos se encontraram aos de Afrodite e sentiu seu corpo inteiro arrepiar no mesmo momento, seus cabelos da nuca se eriçaram.

Dessa vez ela não sorria. Sua boca estava entreaberta liberando ofegadas por conta de uma respiração acelerada. As bochechas estavam vermelhinhas e seus olhos... seus olhos estavam a coisa mais maravilhosa do mundo. Simplesmente indescritíveis. De um azul tão intenso e misterioso, mas também tão claro quanto o céu. Apolo poderia ficar o dia inteiro somente os olhando.

Mas não tinha o dia inteiro.

Seu tempo com ela era somente aquele e estava correndo tão rapidamente e inevitavelmente quanto á água de um rio que seguia destino á uma cachoeira. Não dava para evitar, não dava para mudar seu curso, tinha de aproveitar o máximo possível.

Cortou contato visual. Descendo sua boca ao busto de Afrodite, lhe dando um pequeno beijinho no pescoço, enquanto as mãos apertavam seus seios. Afrodite gemeu manhosa jogando a cabeça para trás. Apolo abaixou seus lábios novamente, soltando um dos seios dela e imediatamente o tomando com a boca. Rodeando-o e lambendo-o gentilmente, lentamente, com calma e paciência enquanto sua mão permanecia acariciando ao outo.

A respiração de Afrodite acelerou ainda mais. As mãos novamente afundaram-se nos cabelos de Apolo enquanto os gemidos deixavam de ser tão discretos.

Caralho... — Apolo sorriu, tinha esquecido de como ela xingava, e tinha esquecido do quanto aquilo o agradava.

Sua boca trabalhou mais habilmente, sugando a área, revezando com a língua; a mão direita apertou o seio dela com mais força enquanto a que estava livre descia por sua barriga, infiltrando-se na calcinha vermelha de rendinhas. Apolo rosnou revirando os olhos, ela estava tão excitada, pôde sentir seus dedos húmidos assim que a tocou.

As mãos de Afrodite deixaram seus cabelos e foram aos ombros, suas unhas longas cravaram-se ali enquanto ela mordia fortemente o lábio inferior e seus quadris se remexiam, rebolando contra os dedos dele.

Apolo parou assim que o corpo de Afrodite tremeu e seus dedos foram apertados pelo interior dela. As costas de Afrodite arquearam-se na cama e as unhas rasgaram-no completamente nas costas enquanto gemia longa e preguiçosamente. Apolo se afastou, levantou seu corpo e a encarou de cima. Aquela cena era tão linda. Mas ignorou aquilo. Desceu sua atenção as pernas dela novamente, tirando sua calcinha e jogando-a longe posicionando-se com o rosto estre as pernas dela.

Afrodite ainda ofegava, com certa dificuldade abriu seus olhos e o encarou, novamente aquele ar de duvida no olhar. Apolo sorriu segurando-a nas coxas, aproximou sua boca e sem aviso prévio sua língua esfregou-se a intimidade dela.

Afrodite gemeu surpresa, suas costas saltaram na cama enquanto apertava aos lençóis com força. Sua boca se abriu embora nem um som tenha saído por seus lábios entreabertos.

Apolo a segurou com mais força nas coxas para que toda a movimentação não o atrapalhasse. Serpenteou sua língua por toda a área, chupando-a e lhe dando breves beijinhos vez ou outra. Só parou quando sentiu o prazer de Afrodite escorrendo por sua língua, novamente o corpo dela tremeu, palavrões escoaram pelo quarto fazendo a nuca dele se arrepiar. Permaneceu ali alguns minutos deixando-a completamente limpa, para só então levantar-se para encara-la.

A respiração permanecia ofegante, mas ainda assim ela se levantou. Seu corpo estava tremulo, portanto ela veio engatinhando até Apolo.

Não que estivesse reclamando.

Rosnou em encarar aquilo. Afrodite sorriu de lado e subiu em seu colo, as mãos ágeis abriram ao sinto que usava e o tiraram com facilidade seguindo ao zíper que teria o mesmo destino, ela nem precisava olhar, seus olhos estavam fixos nos de Apolo durante todo o processo.

A essa altura a musica já tinha acabado, mas Afrodite sussurrava algumas partes com os lábios perigosamente próximos dos dele:

Yeah, you can start over, You can run free… — Abriu seu zipper. — You can find other fish in the sea, You can pretend it’s meant to be, but… — Afrodite deu um pequeno sorrisinho enquanto o abraçava nos ombros, ajoelhou-se ficando com a intimidade bem acima do membro dele. — But You can’t stay away from me… — Sussurrou beijando-o, enquanto descia lentamente, afundando-o em seu interior.

Apolo apertou os olhos enquanto a segurava na cintura. Assim que estava completamente dentro, Afrodite separou seus lábios dos dele para gemer. Os quadris dela começaram uma movimentação lenta, torturadora.

— I can still hear-… you making that sound… — Sua voz agora em meio a gemidos, saía cortada. Afrodite inclinou seu corpo para frente mordendo-o no pescoço. — Taking me down-... rolling on teh ground… — Ela sussurou, Apolo sentiu seu corpo formigar o oxigênio parecia fugir. — You can pretend that it was me, but no...

À apertou na cintura e atacou os lábios dela, não queria escutar mais nada, não precisava. Seu coração estava completamente acelerado no peito. Jogou-a contra a cama e passou eu corpo sobre o dela, ditando os movimentos, acabando com aquela lerdeza torturadora. Suas estocadas eram rápidas, fortes. As unhas de Afrodite rasgavam suas costas enquanto as pernas estavam laçadas na cintura dele.

Baby, I’m preying on you tonight
Hunt you down, eat you alive
Just like animals, animals, like animals-mals

( . . . )

Depois de algumas horas Thalia finalmente acordou.

Ao contrario do que Annabeth esperava, ela não parecia triste, mal, magoada. Bem pelo contrario ela parecia normal. Thalia levantou como se nada tivesse acontecido e foi tomar um banho; saiu de lá poucos minutos depois com um largo sorriso no rosto, pegou sua mochila e seguiu até o ônibus.

Annabeth ainda se encontrava parada, na cama, confusa de mais para fazer qualquer coisa. Será que tinha sonhado com tudo aquilo? Ou sei lá, a bebida da noite passada fez com que ela alucinasse?

Não conseguia entender como a Thalia a ponto de desabar era agora a Thalia sorridente e feliz que acordava animada com viagens de ônibus. Não era ela quem odiava pegar transporte?

Annabeth balançou a cabeça. Negava-se a aceitar aquilo, era impossível alguém melhorar assim do nada, ainda mais naquele estado que Thalia estava.

“ele se foi” lembrou-se do que ela disse “eu pedi para ele ir”.

Queria entender o que aquilo significava. Por um segundo desejou ser mesmo filha da deusa da sabedoria e entender aquelas malditas palavras. Quem era “ele”? Luke? Não... Se bem que Thalia estava cheia de papos para o lado dele durante o acampamento.

— Argh! — Annabeth grunhiu levantando-se da cama. Odiava não poder fazer nada, odiava se sentir daquela forma. Tão... Inútil. — Thalia, espera! — Gritou e em poucos segundo um par de olhos azuis apareceram na porta.

— Pós, não?

Annabeth pensou em perguntar, tentar entender algo do que aconteceu horas atrás. “Você não quer falar?” Mas se Thalia não quis falar antes, por que falaria agora? Talvez tocar no assunto só piorasse, não adiantava de nada aborta-la desta forma. Sempre foi assim, com o modo de defesa ou sem. Só conseguia alcança-la quando a própria vinha pedir sua ajuda.

— Espere por mim, eu...— Achou que o melhor seria deixar quieto, ela parecia bem e não queria vê sua amiga chorando novamente, se Thalia precisasse com certeza pediria por sua ajuda. — Vou pegar minhas coisas no chalé.

— Okay. — Thalia sorriu. — Estarei lá no ônibus. — E sumiu pela porta.

Annabeth suspirou, se tivesse algum problema Thalia falaria com ela, certo?

Esperava que sim.

. . .

Poucos minutos depois já estava no ônibus. O primeiro que viu foi Percy, ele estava com os olhos inchados e uma carinha adorável de sono. Como acordou atrasado, nem dera tempo de se arrumar. Seus cabelos estavam desgrenhados e as roupas amaçadas no corpo. Um biquinho nos lábios e as mãos nos bolsos.

Annabeth procurou por Thalia, mas não a encontrou. Um arrependimento sombrio de não ter perguntado o que estava acontecendo tomou seu coração. E se Thalia fizesse alguma coisa estupida?

Não Annabeth. Acalme-se, isso é só coisa da sua cabeça.

— Você poderia ter me acordado. — Percy a tirou de seus pensamentos.

Annabeth olhou para o lado e não pôde deixar de sorrir, ele estava muito engraçadinho.

— Mas você estava tão bonitinho dormindo...

— Eu sou bonitinho o tempo todo, mas não sou poupado das coisas da vida por isso.

Novamente sorriu.

— Convencido de mais...

— São somente verdades.

Negou com a cabeça aproximando-se dele.

— Seu cabelo está bagunçado, sabia?

— Aé? — Percy passou as mãos pela cabeça. — Aonde?

— Nele todo.

Ele semicerrou os olhos colocando as mãos na cintura.

— Sabe se alguém tivesse me acordado...

Annabeth gargalhou, somente Percy para fazê-la rir em um momento como esse. O menino sorriu também, ficaram se encarando até a crise de risos passar.

— Que bom que te fiz sorrir... — A observou atentamente antes de continuar. — Você parecia mal.

Annabeth suspirou fitando o chão por alguns segundos.

— Não gosto que fique mal, gosto do seu sorriso, então sorria, certo? Sabidinha.

Como não sorrir? Era inevitável. Aproximou-se dele e o abraçou, as mãos de Percy contornaram sua cintura com calma e seu queixo apoiou-se no topo da cabeça dela.

— Sei que está assim por causa da Thalia, e acredite, estou passando o mesmo com o Nico, mas não devemos nos envolver a este ponto. Eles se machucam o tempo todo sem motivo algum, é idiota sabe? Está na cara que se gostam, mas não ficam juntos de uma vez.

Annabeth se surpreendeu com as palavras de Percy, levantou sua cabeça e encarou-o nos olho.

— Você não pode interferir... — Continuou ele. — Não pode fazer a dor de Thalia passar. Eles escolhem a dor porque querem. Sofrem, porque querem.

“Eles escolhem a dor porque querem” Aquelas palavras ficaram impregnadas em sua cabeça.

( . . . )

— Olá. — A voz de Ethan espalhou-se pelo lugar, Thalia olhou em volta com o maior desinteresse da vida. Mas não o encontrou, então suspirou olhando para cima. Ethan estava deitado no galho bem acima de sua cabeça. — Quer dizer que fuma agora?

— Oh, por favor, não conte aos meus pais!

— Sua ironia continua intacta, não é?

Thalia ignorou sua pergunta, assoprando a fumaça para cima, bem proximo ao rosto dele.

Ethan fez uma careta.

— Tá, mas ignorando o fato de ter mais fumaça desta vez. Não acha nostálgico? Quer dizer, já é a segunda vez que nos encontramos assim-...

— Não. — Ela fechou os olhos tragando novamente, encostando a cabeça na árvore. — Cai fora.

— Sempre acida...

— Sempre.

— Qual é Thalia. — Pode sentir o ar mover-se ao seu lado, provavelmente Ethan pulara da árvore. — Continua agindo assim mesmo depois daquele beijo?

Thalia deu uma risadinha abrindo aos olhos novamente. O rosto de Ethan estava bem de frente ao seu.

— Não considere tanto aquilo, eu só te usei.

Os olhos dele se arregalaram.

— O quê?

— Pois é... Como um fantoche. — Thalia gesticulou com as mãos dando mais uma tragada. — Para meus próprios interesses.

A testa de Ethan se franziu, ele afastou-se um pouco.

— Como assim? Pare-...

— Acontece que você estava lá quando eu precisava. — Thalia se levantou batendo nas roupas para que a terra saísse. Jogou o cigarro no chão e pisou encima dele. — Sabia o que sentia por mim e me aproveitei. — Continuou, entediada. — Então, não se iluda com um beijo. — Colocou suas mãos nos bolsos da jaqueta e começou a andar, passando reto sem nem olhar na direção do menino.

— Está tentando me afastar... — Previu ele, incrédulo. — Esta tentando, não é? — Thalia o ignorou. — Você não se importa com isso? Das pessoas entrarem em sua vida e você simplesmente as expulsar?

Ela parou de andar e olhou para trás com um sorriso torto no rosto.

— O que queria que eu fizesse? Um livro de recordação para cada idiota que conheço?

Ethan a encarava incrédulo.

— Assim vai acabar completamente sozinha.

— Talvez eu goste de ser sozinha. — Arrumou a mochila nas costas antes de se virar novamente e sumir entre as árvores.

( . . . )

Notas finais
Bom gente, é isso! Tentei escrever bastante para compensar o tempo que fiquei sem postar, mas grande parte do capitulo foi dedicado a Apolo e Afrodite então... Ficou meio sem explicações ainda. Mas calma o proximo já ocorrera mais coisas, certo? Eu não sei o que escrever aqui porque estou morrendo de sono, beijos no core, mais uma vez obrigada pelas recomendações meus lindos! Relevem se tiver muitos erros e que estou quase um zumbi aqu. NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR E ATÉ O PROXIMO.