Because I Love You 2 .

26 Aproveitando a chance de ouro!


Notas iniciais
Oi, você vem sempre aqui? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Gente, gente, para. PARA TUDO!... Nossa como isso foi ultra gay, mas é serio PARA TUDO!! RECEBEMOS UMA RECOMENDAÇÃO GLORIOSA!!! Pera, tô emocionada ;-; MUITO OBRIGADA Myana! muito obrigada mesmo! Eu simplesmente adorei! Nossa, foi muito perfeita, serio, obrigada. Você fez essa pessoa aqui muito feliz ;-; TE AMO, ME BEJA!! Ta, comporte-se mulher.... Voltando. Eu não vou mais enrrolar, mais uma vez obrigada pela recomendação e nos vemos lá embaixo!

— Annabeth, ainda está ai? — Percy perguntou, quebrando o silêncio constrangedor que se formara.

— Sim, eu... — Os olhos dela não paravam de piscar, a testa se franzia e desfranzia enquanto os lábios mexiam-se vez ou outra. Percy sorriu, abraçando-a na cintura e aconchegando seu rosto no peito dela, fechando os olhos, apreciando seu cheiro por toda a parte.

— Te assustei, né? Você não precisa dizer nada... Fui longe de mais, desculpe. — Respirou fundo inalando seu cheiro.

Annabeth engoliu em seco, não queria que ele estivesse com o rosto ali, seu coração estava tão acelerado que provavelmente Percy estava o escutando perfeitamente. Sentia-se envergonhada.

— Não... — Apertou o ombro dele com força, não queria que Percy entendesse errado.

— Não?

— Não, quer dizer... Sim. — Annabeth novamente ficou sem resposta, embora quisesse responder algo, seu cérebro não parecia funcionar. Odiava quando aquilo acontecia, simplesmente: não sabia o que dizer. — Eu, eu não sei...

Ele sorriu ainda mais, fechando os olhos novamente.

— Não precisa ficar assim, sei que não podemos nos casar. É cedo de mais, somos jovens de mais, e blá,blá,blá. Só que não importa se tenho dezesseis ou trinta e seis, não importa quanto tempo passe, meus sentimentos não vão mudar. Eles sempre serão os mesmos, sempre amarei você.

Annabeth agradeceu por Percy estar de olhos fechados, não queria, que de forma alguma, ele visse o quão grande era o sorriso que tomava sua boca naquele momento. Abraçou-o também, acariciando seu cabelo com calma.

— Eu também sempre amarei você. — Assegurou, finalmente conseguindo falar algo.

Percy afastou o rosto de seu corpo e a encarou um sorriso malicioso.

— Sempre me amará, é? — O rosto da menina corou, mas ignorou aquela vergonha e assentiu. O sorriso de Percy tornou-se, se possível, ainda mais malicioso. Ele segurou-a na cintura e levantou-a com cuidado, deitando-a na cama novamente, passando seu corpo sobre o dela, entrelaçando seus dedos. — Então quer dizer, que mais tarde, no futuro, aceitaria se casar comigo?

— Mas é claro que sim. — Até mesmo ela se surpreendeu pela forma que aquelas palavras saíram sem permissão e tão convictas, de sua boca. O rosto corou instantaneamente e seu coração sapateou no peito.

Percy novamente sorriu, o sorriso mais lindo de todo o mundo. Abaixou sua cabeça e encostou a testa a dela, fechando seus olhos. Annabeth fez o mesmo, fechando-os também. Por um segundo ficaram assim, em total silêncio, somente sentindo um ao outro. As respirações e os batimentos sincronizados, até que ele finalmente foi quebrado:

— Eu amo você, senhora Jackson... — Percy sussurrou enquanto a beijava. Annabeth não pôde deixar de sorrir. Retribuiu ao beijo passando suas mãos pela nuca dele, agarrando seus cabelos.

Senhora Jackson, gostei do jeito que soou.

( . . . )

Apolo sentia-se mal, sua consciência parecia pesar uma tonelada, devia desculpas à Afrodite, mesmo que não gostasse nem um pouco disso.

Hoje sua rotina não seria diferente das outras vezes, nesse momento se encontrava no jardim, caminhando até a grande estrutura que era a mansão. Os seguranças já não se incomodavam com sua presença. Na verdade, fora tantas vezes ali que ficara amigo de todos; sua passagem era livre. Muitos torciam para ele e Artêmis ficarem juntos, já outros apostavam todas as suas fixas que ele terminaria tudo aquilo com Afrodite. Não, você não leu errado, isso mesmo, com Afrodite, da pra acreditar?

Apolo subiu os dois pequenos degraus da varanda sorrindo, anteriormente sorriu disso por horas consecutivas até cansar, e então agora estava rindo novamente só em lembrar. Qual é? Aquilo era ridículo só de imaginar. Afrodite é linda, okay. Mas não é o tipo de mulher com quem se tem um relacionamento serio.

— Tá, eu sei que fui um idiota... — Assumiu, ainda em meio a risos. — Me desculp-... — Parou de sorrir e falar assim que encarou a varanda vazia. Franziu a testa. — Afrodite? — Olhou em volta só para garantir, mas realmente, ela não estava ali.

Claro, ela tinha sua vida, seus planos e responsabilidades, não ficaria para sempre sentada na varanda. Mas... Algo parecia errado, acostumava-se tanto com a presença dela que parecia estranho não vê-la em seu balanço, sempre com uma piadinha ou o inconfundível sorriso malicioso. Fora assim por semanas seguidas, sempre da mesma forma.

Será que ela está tão brava assim?

Apolo bufou, desgostoso. Parece que teria de se rebaixar ainda mais. Caminhou contragosto até a porta e tocou a campainha, mas quem atendeu, definitivamente não era a pessoa que ele esperava. Ártemis estava ofegante, como se corresse até ali. Ela falou, mas algo privou Apolo de lhe dar atenção: Pela brecha da porta que estava entreaberta pôde ver de relance, Afrodite. Ela sorriu e sussurrou um: “Boa sorte”, seguido de uma piscadela; virou as costas como de costume, sumindo, entrando em uma das portas.

Apolo ficaria encarando aquele pedaço de madeira por tempo indeterminado, procurando entender o que aquilo significava, mas fora tirado de seus pensamentos por uma das mãos de Ártemis, que passava a frente de seus olhos.

— Hello, está ai?

Apolo piscou, saindo de seu transe.

— Ah! Sim, estou... — Finalmente parou de olhar para a sala e direcionou seus olhos a ela, o coração sapateou dentro de seu peito, causando-o arrepios.

— Vou escutar o que tem a dizer. — Ártemis repetiu com um doce sorriso de lado.

Apolo arregalou os olhos, seu peito doeu de tão depressa que o coração batera, abriu a boca, surpreso. Mas nada saiu dela, encarou o doce sorriso que Artêmis tinha no rosto e não pôde deixar de sorrir também.

Não pode ser, será que entendi direito?

( . . . )

Annabeth acordou com o som de seu celular, que vibrava sobre a estante que tinha no chalé. Abriu os olhos preguiçosamente e tateou a peça que ficava ao lado da cama. Pegou o aparelho e o desligou, colocando-o no lugar em seguida. Virou-se novamente e encarou o outro lado da cama, onde Percy dormia serenamente, seus lábios estavam entreabertos e os cabelos bagunçados, caindo pelo rosto. A loira sorriu, deu-lhe um selinho e levantou-se, desvinculando-se dos braços dele. Percy murmurou algumas coisas desconexas e se mexeu, mudando de posição e voltando a dormir.

Annabeth voltou sua atenção ao chão do lugar, caminhando por ele, recolhendo suas roupas que voaram por ai na noite passada. Guardando-as em sua mochila e pegando uma muda de roupas na mesma, seguindo para o banheiro, tomando um banho rápido. Assim que acabou vestiu-se pegou seu celular na estante e saiu do chalé.

Pensou em acordar Percy, mas ele estava tão bonitinho dormindo, e de todas as formas, ainda eram seis horas da manhã e o ônibus só sairia ao meio dia, ele tinha tempo para descansar, não precisava acordar tão cedo.

Mas com Annabeth a historia era diferente, quase não dormira, passaram-se horas até pegar no sono e quando finalmente o fez, seu celular a acordou. Não conseguia dormir, sua cabeça não a deixava dormir, seus pensamentos e memorias da noite passada lhe tiravam o sono. O sorriso estampado em sua boca devia ser o maior de toda á historia, precisava compartilhar aquilo com alguém ou sentia que ia — literalmente, morrer de felicidade.

Por sorte conhecia a pessoa perfeita para tal coisa, duvidava muito que Thalia estivesse acordada, mas se ela estivesse dormindo ao menos poderia gravar o: “Como acordar Thalia Grace episodio 15!”

Sorriu de seus pensamentos. Já fazia um tempo que não faziam isso, tudo bem que em todas às vezes Piper estava presente, mas ela desaparecera toda essa semana deixando somente uma mensagem dizendo: “estou bem, não se preocupe, Jason está comigo”. Claro que ela estava bem, podia imaginar o que os dois estavam fazendo essa semana inteira sozinhos...

Bom Annabeth não teria um câmera hoje, mas daria seu jeito. Assim que chegou ao chalé um já pegou seu celular em mãos. Empurrou a porta com calma, e para sua sorte, a mesma estava aberta. Annabeth entrou no local em passos lentos, discretos. O mais sorrateiramente que conseguia, para que Thalia não acordasse. Mas se surpreendeu, na verdade se assustou assim que viu: Thalia estava acordada.

Sim, acordada! Thalia Grace estava acordada às seis horas da manhã! Aquele só podia ser um obvio sinal de que o fim estava próximo, o mundo realmente estava acabando. Ela estava sentada na cama, suas costas coladas à parede e os braços envoltos dos joelhos, abraçando-os, encarava fixamente um ponto vazio do chalé.

Annabeth não conseguia vê perfeitamente, já que Thalia estava em um ponto, na verdade, o único ponto em que o sol não alcançava. Somente aquela área estava escura, parecia até mesmo cena de um filme de terror. A loira guardou seu celular no bolso novamente e aproximou-se mais um pouco, para só então falar algo:

— Thalia? — Chamou o mais baixo que conseguiu, ela estava tão concentrada que talvez se assustasse com o tom de voz alto. Mas na verdade nada aconteceu. Thalia continuou imóvel, Annabeth não tinha certeza nem se ela respirava. — Thalia? — Tornou a chamar, desta vez com o tom de voz mais elevado. Thalia ouviu.

Seus olhos piscaram algumas vezes como se acordasse de um sonho ou algo assim. Ela olhou para a porta, seu olhar continuava desfocado, os olhos vidrados, o azul brilhava na escuridão, mas parecia tão... triste, tão sem vida.

Annabeth sentiu um nó forma-se em sua garganta, a felicidade que sentia minutos atrás fora embora junto com seu sorriso, trazendo no lugar feições de terror, preocupação. A vontade de falar com ela sobre Percy já não existia mais. Lembrou-se imediatamente de quando a mãe de Thalia morreu, lembrou-se também de quando Luke partira seu coração. Os olhos dela ficaram exatamente daquela forma todas essas vezes.

— Sim? — A voz de Thalia saiu baixa, espalhando-se no eco do chalé praticamente vazio, tão baixa quanto um sussurro.

Annabeth não sabia o que tinha acontecido, mas não precisava ouvir mais nada. Simplesmente correu pelo quarto o mais rápido que pôde, pulando na cama, envolvendo-a em seus braços, abraçando-a com toda sua força.

Thalia não se desvinculou, não se afastou ou lutou contra, bem pelo contrario, ela retribuiu. Suas mãos subiram tremulas as costas de Annabeth e ela a trouxe para ainda mais perto, apertando com força a camisa da amiga enquanto apoiava o rosto em seu ombro. Annabeth surpreendeu-se assim que sentiu seu ombro molhado e o corpo de Thalia deu um pequeno saltinho, informando que ela soluçava.

— O que... — Engoliu em seco enquanto passava as mãos pelos cabelos dela, tentando conforta-la. — O que aconteceu, Lia? — Thalia balançou a cabeça negativamente, sua boca não falou nem uma única palavra; o único ruído que saía por ela era devido a seus soluços e fungadas. — Não quer falar? — Dessa vez ela assentiu. — Okay, você não precisa falar, não precisa falar nada se não quiser. Só quero que saiba que estou aqui. Estou aqui, certo? — Thalia novamente assentiu em concordância, as mãos apertaram a camisa dela com mais força e seu rosto afundou-se ainda mais no ombro de Annabeth enquanto chorava.

Annabeth estava assustada. Só a viu daquela forma duas vezes, aquele era seu ponto critico. Uma linha tênue separava Thalia de sua pior forma, ela estava a ponto de desabar. Aquilo a deixava profundamente assustada, Thalia só ficava daquele jeito quando entraria em modo de defesa, mas não fazia sentido nem um ela chorar agora que ele já estava “ativado”.

— Ele se foi... — Thalia sussurrou, sua voz afundada em tristeza. — Eu o mandei ir... Sei que preciso ser forte, mas não consigo. Eu não consigo porque, deuses, isso dói tanto.

Annabeth não fazia ideia do que ela estava falando, mas a voz de Thalia saia tão carregada de dor que doía somente de ouvir. Sua garganta parecia tampada por algo, nunca vira Thalia naquele estado, não sabia o que fazer.

— Sei que não devia me importar, droga! Não devia me importar, Annie. Mas isso dói tanto, é como se meu coração estivesse tão inchado que não consigo respirar. Faça parar...

Annabeth queria poder, queria poder fazer aquilo passar. Era tão triste, chegava a ser agonizante, mas infelizmente não podia fazer nada, não sabia ao menos o que estava acontecendo para deixa-la daquela forma. Não sabia o que falar, não sabia o que fazer. Thalia sempre fora a mais forte do grupo e vê-la naquele estado era de assustar qualquer um. Fez a única coisa que estava ha seu alcance, abraçou-a com ainda mais força tornando a alisar seus cabelos.

— V-vai ficar tudo bem. — Sua voz saiu mais falha do que gostaria. — Vai ficar tudo bem... — Repetiu, tentando parecer mais convincente desta vez. — Eu estou aqui, vai ficar tudo bem...

( . . . )

— Então... Será que podemos ir para um lugar mais reservado? — Ártemis novamente tomou o controle da situação, já que Apolo estava estático de mais para falar qualquer coisa.

— Sim, claro, claro! — Era impossível conter a felicidade que sentia. — Eu, quando estava vindo, eu, vi um parque aqui perto. Pode, sei lá, pode ser?

Artêmis deu uma risadinha de sua confusão e assentiu.

— Claro, só deixe-me pegar a bolsa. — Ela virou e correu subindo rapidamente as escadas da casa.

Apolo encarou-a durante todo o percurso, sua boca já doía de tanto sorrir. Não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Foi então que uma sombra negra pairou sobre sua cabeça, aquilo não fazia sentido nem um, por que Artêmis ia querer conversar de repente? No dia anterior ela não quis nem olhar em sua cara e agora iria com ele ao parque?

— Voltei, vamos? — Novamente a voz dela lhe tirou de seus pensamentos, Apolo assentiu ainda meio confuso.

— Sim, claro...

. . .

O caminho seguiu em total silêncio até chegarem ao parque. Apolo lhe comprou um sorvete e Artêmis de repente parecia à pessoa mais feliz do mundo, aquilo fez com que ele desse um pequeno sorriso também, embora aqueles pensamentos ainda o incomodassem. Pagou ao sorvete e seguiram juntos, caminhando pelo caminho de pedras que tinha por entre a grama.

Enquanto ela parecia se deliciar com a casquinha, Apolo aproveitava para observa-la um pouco. Diferente de Afrodite, muitas coisas mudaram na fisionomia dela. Seus cabelos estavam mais curtos e com pequenos cachos nas pontas, somente — diferente do passado que eram completamente cacheados. — Os olhos verdes pareciam mais claros e as sardas estavam ainda em maior quantidade, espalhadas por seu rostinho delicado. Mas ela sorria com bem menos frequência que no passado — E que Afrodite.

Droga, Por que estou pensando em Afrodite?

— Ela me contou... — Ártemis finalmente falou algo, tirando-o de seus pensamentos.

Apolo colocou as mãos nos bolsos da calça e franziu o cenho.

Ela?

— Minha irmã. — Ártemis permanecia com o olhar fixo nas pedrinhas do caminho, seu olhar parecia meio triste, os cabelos mexiam-se conforme o vento batia.

Apolo engoliu em seco, um arrepio frio subiu por sua nuca.

— Com-contou? — Sua boca estava seca. — Contou o quê?

— Sobre aquela noite.

Droga, ela tinha que ser tão breve? Era agora que enfartaria, como assim Afrodite contou algo sobre aquela noite? Contou o que?

Apressou seus passos e parou na frente dela, segurando-a nos ombros o que finalmente fez seus olhos se encontrarem.

— Seja lá o que ela disse, é mentira. — Garantiu. Ártemis suspirou e seu olhar fixou-se em seu sorvete.

— Ela assumiu tudo. — Rodou a casquinha em suas mãos enquanto falava. — Disse que foi ela quem te agarrou, disse que você não teve culpa de nada e que foi somente um beijo. — Conforme ela falava as mãos de Apolo iam perdendo a força, soltando seus ombros. A testa se franzia e os olhos brilhavam curiosos, mostrando a duvida que tinha. Ártemis novamente olhou em sua direção, um sorrisinho brincando no canto de sua boca. — E ela disse que nunca mais iria acontecer, me pediu desculpas.

Apolo por um segundo parou, era para sentir-se aliviado mas... Por que não se sentia? Não conseguia parar de pensar no quanto aquilo era errado, por que ela assumira toda a culpa se no dia anterior jogara em sua cara que a culpa era toda dele? Não fazia sentido...

Nunca mais iria acontecer...

De repente essa ultima parte roubou seus pensamentos. Por algum motivo sentia-se desconfortável. O coração parecia fora dos trilhos.

— Apolo? — Apolo a encarou saindo de seu conflito interno. — Me desculpa por não acreditar em você todo esse tempo.

Seu mundo parecia dar voltas assim como sua cabeça, lá estavam ás palavras que tanto esperara, lá estava sua deixa. Devia respondê-la, falar algo, dizer-lhe que não tinha problema que ela estava 100% perdoada, mas por algum motivo sua cabeça estava em Afrodite, no quanto ela estava agindo estranho. Por que ela assumiria tudo assim de repente?

Boa sorte...

Lembrou-se de hoje mais cedo, então foi isso que ela quis dizer com aquilo... Arregalou os olhos encarando Ártemis a sua frente. Afrodite estava lhe dando uma chance, uma chance de começar do zero, sem nem um erro ou peso do passado. Ela novamente estava o ajudando.

Apolo abriu a boca para finalmente falar algo, mas fora impedido por uma chuva repentina, as gotas caíram inacreditavelmente rápido e em menos de segundos já estava encharcado. Como em um reflexo, tirou a jaqueta de couro que usava e colocou sobre a cabeça de Ártemis, cobrindo-lhe os cabelos. A ruiva sorriu divertida enquanto seu sorvete virava suco na casquinha.

— Vamos sair daqui. — Apolo falou um pouco mais alto que o barulho do vento, a ruiva não pareceu entender o que ele disse, mas ainda assim assentiu.

Seguiram em passos rápidos, as mãozinhas de Ártemis tocaram as dele quando também segurou a jaqueta, um choque correu por seu corpo de cima abaixo, mas resolveu ignorar. Logo a mansão fez-se vista, no horizonte. Apressaram ainda mais os passos e dispararam pelo jardim, correndo e escondendo-se, abrigados sobre o teto da varanda.

Pararam lá ofegantes, Ártemis não parava de sorrir um segundo se quer, o que o fez lembrar-se do passado. Ela era exatamente assim, sempre sorrindo, sempre feliz. Permaneceu em silêncio simplesmente a observando.

— Então... — Ela falou, sua voz ofegante pela corrida. — Você ainda não disse se me perdoava.

Apolo encarou aquele sorrisinho torto por um pouco mais de tempo, as bochechas dela estavam um pouco coradas também.

— Não sei não, fora uma grande mancada... Sabe, de anos. — Ressaltou bem a palavra, brincalhão.

Ártemis deu uma risadinha fitando o chão por um segundo, logo voltando a ele em seguida.

— Certo, então parece que teremos de sair mais um pouco até me perdoar.

Apolo devolveu o sorriso.

— Parece que sim.

O silêncio novamente dominou, ficaram somente se encarando, até que os olhos de Ártemis desceram ao chão novamente, e ela viu a jaqueta.

— Há... — Levantou-a entregando a ele. — Muito obrigada pela jaqueta.

— Não foi nada. — A pegou, mas Ártemis ainda segurava na outra extremidade, seus dedos tão próximos que ele sentia o calor que emanava da pele dela.

— E muito obrigada também por hoje... — Continuou. Sua voz mais seria agora, o sorriso não se fazia presente. — Foi divertido, me senti uma adolescente novamente.

Apolo sentiu sua boca ficar seca, assentiu com a cabeça.

— Eu também. — Concordou.

Novamente o sorriso tornou a ela, seus olhos fixaram-se nos olhos de Apolo, depois na boca, então nos olhos novamente.

— Então... Até amanhã. — Sussurrou, sua mão puxou um pouco da jaqueta fazendo Apolo inclinasse para baixo, os rostos absurdamente próximos.

Apolo sentiu tudo parar, via o rosto lindo de Ártemis se aproximando, seus olhinhos fechados e os lábios ligeiramente abertos, as bochechas rosadas e a respiração pouco acelerada. Esperou tanto por aquilo, mas por algum motivo travou, quando ela se aproximou mais, tudo o que pôde fazer foi lhe dar um beijinho na bochecha.

Ártemis soltou a jaqueta quase de imediato, afastando-se dele. Seu rosto mais vermelho agora, ela parecia envergonhada e desapontada, despediu-se novamente e entrou na casa.

Apolo praguejou em todas as línguas possíveis passando as mãos pelos cabelos enquanto batia o pé contra o chão.

— Argh! Mas que droga! O que diabos aconteceu comigo?

— A emoção foi tamanha que não conseguiu beija-la? — Uma voz forçadamente apaixonada escoou pelo lugar. Apolo olhou para o lado quase imediatamente, e ela estava lá, como de costume, sentada em seu balanço. — Que lindo, esse amor de conto de fadas! — Afrodite deu um sorrisinho torto.

Assim que a viu, por mais que não gostasse de admitir, sentiu-se feliz. Um sorriso tomou seu rosto embora devesse está frustrado. Mas o mesmo desapareceu assim que lembrou-se.

— Por que fez isso?

— Isso? — Afrodite semicerrou os olhos.

— Por que mentiu? Por que assumiu toda a culpa?

Os olhos da mulher fitaram o chão e um sorriso nada animado apareceu em seu rosto.

— Porque eu desisti. — Falou.

Apolo sentiu uma sensação estranha, como se seu estomago estivesse queimando.

— Desistiu?

— Desisti, não serei mais uma empata na vida de vocês. Vocês realmente se gostam e se a historia tem de ter um vilão para ficarem juntos, tudo bem. Serei esse vilão.

A boca dele abriu-se, queria falar algo, mas não sabia o que falar. Sentia-se angustiado, seu coração parecia apertado e aquele calor no estomago só aumentava.

Afrodite levantou-se do balanço e suspirou, caminhando até ele. Parando absurdamente próximo, pousando as mãos na cintura enquanto o encarava olhando para cima, já que era um pouco mais baixa.

— Agora e você em? Seu pateta, por que não a beijou?

Apolo ignorou sua pergunta. O hálito dela era tão gostoso, refrescante. Seu perfume à mesma coisa parecia até entorpecente. Ficou encarando-a, observando cada traço do rosto que estava tão próximo do seu. Seus olhos azuis contornados por lápis e rímel, sua boca que estava em um bico carrancudo, aquela boca linda contornada por seu clássico batom vermelho sangue. Sua cintura ligeiramente empinada para trás e as mãos pousadas ali, enquanto os cabelos longos e negros caiam em um só lado do ombro, ela parecia tão convidativa. Tudo em Afrodite parecia convidativo de mais.

— Você desperdiçou a chance de ouro. — Ela tornou a falar, suspirando novamente. Assim que fez menção de mover-se e ir pra longe Apolo sentiu seu mundo parar mais uma vez.

Não queria que ela saísse, por algum motivo gostava de tê-la ali, perto. Talvez por sua fragrância maravilhosa, talvez porque queria ficar mais um tempo olhando-a nos olhos. Não sabia explicar, sem permissão alguma seu corpo se moveu, segurando-a na cintura com uma mão enquanto a outra puxava-a pelo braço.

Os olhos de Afrodite se arregalaram e seu rosto ficou absurdamente vermelho no mesmo momento.

— O-o que diabos está fazendo? — Sua voz saiu tremula, tão frágil pobrezinha.

Aproveitando a chance de ouro. — Respondeu em um sussurro, sem nem ao menos pensar, seu corpo moveu-se sozinho puxando o braço dela ainda mais enquanto a apertava na cintura. Aproximou seu rosto do dela e encostou seus lábios, beijando-a, impedindo-a de dizer qualquer outra palavra.

Notas finais
EMMA SUA GOXTOSA ME BEJA! cof cof cof, tá desculpa. BOM, primeiramente, eu não tenho nada a comentar sobre a vida. Somente sobre a Thalia, muito me cobraram, muitos queriam saber como ela estava, muitos quase cortaram minha cabeça, mas está ai! Tan tan tan.. Pois é, você que achou que a Thalia estava numa boa, bem... estava enganado. AH MAS POR QUE A PARTE DELA FOI TÃO PEQUENA? POR QUE ACABOU O CAPITULO LOGO AI? POR QUE? POR QUE? POR QUEE?!! Calma meus lindos ( ͡° ͜ʖ ͡°) Eu ia escrever mais, só que estou usando o not da minha mãe e ela quer, então... Terei de parar ai. Sobre não ter postado essa semana passada me desculpem, e que eu sai, ai choveu, ai eu fiquei doente (já estou bem não precisam entrar em depressão). Bem, só que eu fiquei muito mal a semana toda e só pude escrever agora mesmo. MAIS UMA VEZ OBRIGADA PELA RECOMENDAÇAO MYANA! Não esqueçam de comentar meus lindos e até o proximo o/