Because I Love You 2 .

10 Ainda há esperança.


Notas iniciais
OLHA EU AQUI O/// Rapido? Ah vai... Foi rapido sim! me amem. GENTE DO CÉU! Tem como se casar com um capitulo? porque serio. Eu adoraria me casar com esse aqui ! Bom eu particularmente acho que vocês vão gostar... Mas não sei ne u.u vai que. E isso! espero que gostem, e a tia fica por aqui nos vemos la embaixo!

“isso só pode ser brincadeira”


— E então Thalia, não vai se trocar? — Nico perguntou reprimindo um sorriso, não conseguia imaginar Thalia vestida daquela forma. Ela lhe encarou com seu melhor olhar fulminante.


— Não sei do que esta rindo Nico. — Travis comentou. — Já que você também vai ter que se vestir para o papel. — Foi á vez dele arregalar os olhos e a de Thalia reprimir um sorriso.

— Aposto que vai ficar uma gracinha. — Thalia contraia os lábios para conter a risada, assim que a encarou foi impossível não sorrir, Nico gargalhou levando-a junto.



Não sabia ao certo o tempo que ficaram sorrindo, mas pararam assim que Connor murmurou um “Climão”. Thalia ficou seria de repente, virando-se e andando descendo a escadinha do palco e sumindo de vista. Nico perdeu a vontade de sorrir no mesmo momento, encarando Connor em seguida.


— O quê?


Nico revirou os olhos. — Nada. Onde estão minhas roupas?


— Ali. — Apontou para um canto onde tinha uma cortina pendurada.


— Sério?


— Nossa princesa já ficou com o camarim. — Connor deu de ombros.


Nico assentiu. — Então ta... — Caminhou até lá.


A roupa era realmente... Estranha: Uma calça preta apertadinha com um tecido incrivelmente fino; uma camisa de mangas longas branca, que ficava meio solta no corpo, a gola V trançada com um barbante; botas de couro, e um cinto do mesmo material, preso à cintura, pendurada nele a bainha com uma espada de plástico (Parecia bem real); E por fim a mascara, preta com detalhes dourados.
Nico vestiu-se rapidamente saindo de lá com certo receio, sentia-se envergonhado.


— Como estou?


Travis reprimiu um sorriso. — Nada mal.


— Isso não me convenceu...


— Você está ótimo. — Connor fez um sinal de positivo com o dedo polegar.


— Agora me convenceu de mais...


— Então está bom. — Os gêmeos falaram ao mesmo tempo.


— Okay... Onde está Thalia?


— Ainda não se trocou. — Falaram em uníssono novamente.


— Assustador...


— Você já pode ir subindo. — Travis avisou enquanto colocava a câmera digital sobre um tripé, apontando em direção ao palco. Nico assentiu, caminhou até lá, subindo os dois pequenos degraus, parando no centro do palco.


— O que eu faço?


— Sei lá... Umas poses enquanto ela não vem.


— Poses? — Franziu a testa.


— É. Poses heróicas.


Nico ainda achava aquilo estranho, mas por fim resolveu ignorar e fazer o que ele pedia. Ajoelhou-se no chão de madeira, repousando a mão sobre a espada, tirando-a rapidamente da bainha em seguida, apontando-a para o alto, encarando um dos holofotes com o rosto serio.


— O que está fazendo? — Thalia perguntou entre risos.

Nico levantou-se em um pulo, atrapalhando-se com a espada e caindo de bunda no chão. Aquilo só fez com que Thalia sorrisse ainda mais. Ele a observou dos pés a cabeça com a boca aberta.


Se arrependia por pensar que ela ficaria estranha daquela forma... Nunca pensou que ela ficaria tão bonita assim: Suas vestes eram antigas como a peça exigira. Um vestido longo e azul quase lhe dando à impressão de olhar para o próprio céu, as mangas longas cobrindo-a até os pulsos, no busto o tecido ficava mais delicado, com um tom mais claro de azul, um colar sobre o pescoço. E por fim... Á mascara também azul cobria seus olhos, deixando-os ainda mais intensos e profundos. Thalia estava... Encantadora. Sua pele pálida destacava-se contra o azul do tecido, seu rosto quase sem maquiagem assim como na noite do baile. Aquilo a deixava mais delicada, suas bochechas estavam rosadas assim como sua boca, que desenhava o sorriso em seu rosto.


Nico estava hipnotizado, ficou a encarando por um tempo desconhecido, parou somente quando notou que a menina parecia ficar sem jeito.


— O que foi?


— N-Nada... — Falou finalmente levantando-se.


— Está horrível não é? — Thalia se observou dos pés a cabeça. — Eu sei... Não queria colocar.


— Não, de forma alguma. Você... Está linda. — Nico permanecia encarando-a fixamente. Thalia deu um sorriso de lado e Nico o devolveu.


Alguém pigarreou lá embaixo. — Então... Sem querer atrapalhar, mas já atrapalhando. Podemos começar?


Nico observou o gêmeo que comandava a câmera.


— Sim, claro... — Falou meio sem jeito.


— Okay. Essa será a cena do baile. Bem isso vocês já devem ter notado, já que estão com as mascaras e tudo mais.


— Pare de enrolar Travis. — Connor murmurou entediado.


— Bom. Como estava dizendo... Nesta cena você Romeu. — Apontou para Nico. — E você Julieta. — Para Thalia. — Vão dançar juntos na grande festa dos Capuleto.


— Dançarão por apenas alguns minutos. — Acrescentou Connor. — Então correrão até um dos corredores da mansão, fugindo do resto da festa. — Nico sentia-se nervoso, não sabia que começariam logo com a cena do beijo... Mas ainda assim, não tinha o que reclamar. — E então vocês se bei-...


— Será que podemos gravar essa no fim? — Thalia pediu tirando a mascara do rosto. Travis e Connor se encararam.


— Bom... Acho que não tem problema... Mas qual quer gravar agora?


Thalia deu de ombros. — Não sei...


— Que tal continuarem a que faziam na sala? — Connor sugeriu.


— Hm... Por mim tudo bem, e vocês?


Nico encarou Thalia, mas ela mantinha o olhar fixo nos gêmeos.


— Okay. — Concordou.


— Ótimo, então vamos lá.


Thalia assentiu distanciando-se um pouco de Nico, subindo em uma espécie torre de isopor que tinha no canto do palco.


Acho que era para ser a varanda da mansão.


Nico a observou enquanto tirava a mascara do rosto também. Algo em Thalia parecia diferente. Esbanjava delicadeza a cada paço. Apoiou os braços sobre a pequena parede de proteção da varanda, encarando fixamente onde Nico estava. Mas era como se ela não o visse, e sim através dele.


— Conheço o som desta voz! — Anunciou com um sorriso fofo de lado. — Não és tu Romeu? Não és um Montecchio? — Ela sabia perfeitamente onde haviam parado, Nico ficou surpreso.


— Nem um, nem outro. Se os dois lhe desagradam. — Falou depois de algum tempo em silencio, dando um passo a frente, olhando para o topo da “torre”


— És louco! — A voz de Thalia estava carregada de preocupação. — Como chegastes aqui? Corres perigo. Se algum de meus parentes lhe encontrar, será a morte!


— Há mais perigo em teus olhos. — Nico a encarou fixamente. — Do que em vinte espadas.


— Por coisa alguma desejo que te vejam aqui Romeu!


— Basta me olhar com tua doçura. — Nico aproximou-se em mais um passo. — Que estarei protegido de tanto ódio.


— És louco! — Thalia debruçou-se sobre a varanda.


— Prefiro que minha vida seja encurtada por um Capuleto. Que longa longe do teu amor.


— Como chegastes aqui? — Perguntou novamente.

— O amor me guiou. — Nico sorriu de lado, a mão apoiada sobre a espada, seu olhar fixo em Thalia, que pareceu vacilar.


— Tu me amas de verdade?


— Juro pela lua.


— A lua? — Thalia voltou os olhos ao Céu, onde tinha uma grande Lua de isopor pendurada no teto. — A lua muda de fazes todas as semanas. Não jures pela lua. Não jures por nada, só por ti mesmo.


— Então juro por meu coração.


Thalia deu um pequeno sorriso, mas logo o tirou do rosto. — Não jures! Embora... Suas juras me deixem feliz.


— Posso retira-las se assim desejas, só para dizer-te outra vez. — O olhar de Thalia novamente vacilou, ficou fixo no de Nico.


— Julieta! — Uma voz gritou da platéia, era para ser uma voz feminina... Mas era a voz de Connor modificada, uma imitação mesmo péssima... Thalia olhou para trás, como se estivesse assustada.


— Não se vá! — Nico falou um pouco mais alto esticando o braço. — Fique.


— Não posso. — Thalia voltou os olhos a ele.


— Quando posso vê-la novamente?


— Se teu amor for mesmo verdadeiro quanto dizes-...

— Quero casar-se contigo! — Interrompeu-a. Thalia sorriu surpresa.


— Amanhã. — Falou com um sorriso lindo no rosto. — Amanhã lhe mandarei um mensageiro.


— Já é hora de ir para cama Julieta! — Novamente a voz de Connor, Nico se segurou para não sorrir. Se bem que estava realmente gostando daquele momento com Thalia.


— Já vou! — Voltou o olhar para trás mais uma vez, só para voltá-los a Nico novamente. — Se for de tua vontade marcaremos a cerimônia.


— Senhorita! — Connor chamou novamente.


— Estou indo...


— Julieta! — Connor parecia bravo agora.


— Já vou! — Gritou. — Boa noite Romeu. — Despediu-se.


— Boa noite meu amor. — Acenou para ela, Thalia finalmente virou-se caminhando, até sumir de sua vista.


Nico permaneceu parado, encarando a torre agora vazia.


— Ótimo! — A voz de Travis lhe trouxe de volta. — Ficou perfeito! Tem certeza que essa é a primeira peça que fazem?


Thalia desceu da torre e caminhou até Nico, parando a seu lado encarando os gêmeos também.


— Uhum.


— Sim...


— Não parece. — Travis parecia animado enquanto revia as cenas gravadas em sua câmera. — Tudo ficou perfeito. Menos a voz do Connor. — Encarou o irmão. — Sua imitação foi péssima.


Connor o fuzilou com o olhar. — Cale a boca, você não fez nada além de segurar a câmera. Espera... Nem isto fez, já que está no tripé.


— Por acaso esta me chamando de inútil?


— Já que a carapuça serviu.


— Rám! Retire já o que disse!


— Calem a boca. — Thalia gritou e todos obedeceram. — Vamos logo acabar com isso, tenho mais o que fazer.


— Okay.


— Desculpe.


Nico deu um pequeno sorriso, Thalia era mesmo assustadora quando queria.

— Bom. Se gostaram tanto assim da cena. Acho que já serve para um vídeo promocional certo?

— O que? — Os gêmeos falaram em uníssono. — Não! Precisamos ao menos da cena do beijo.

Thalia recuou assustada, Nico não sabia dizer se era pelo fato assustador dos dois irmãos falarem ao mesmo tempo. Ou se... Por algum motivo estremecera por ter de fazer a cena.

Não... Provavelmente a primeira opção.

Os gêmeos pareceram reparar a mudança em seu rosto também.

— Algum problema?

Thalia novamente vacilou.

— Não... Problema nem um. Vamos gravar... A cena, do beijo. — Falou as palavras lentamente, como se tentasse aceitar aquilo.

— Hm... certo. — Os gêmeos sorriram e Connor virou o holofote. — Agora vão para aquele lado. — Apontou para uma parte a direita do palco.

O cenário era completamente diferente ali. Luzes iluminando de todos os lados, cortinas longas e vermelhas... Parecia um daqueles salões de festa de filmes da Disney. Aquela área era bonita e bem feita. Diferente da torre/varanda e da lua mal feita presa ao teto. Eles realmente capricharam na parte do baile.

Thalia suspirou colocando a mascara novamente no rosto, passando por Nico sem ao menos olha-lo, seguiu caminhando até a parte onde Connor apontara. Nico estranhou aquilo, mas fez o mesmo. Colocando a mascara sobre os olhos, e ficando a frente dela.

Embora estivessem ali, frente a frente. Próximos o suficiente para suas respirações se chocarem. Thalia permanecia sem olha-lo nos olhos.

A música começou a tocar. Nico não saberia dizer qual era, já que não a conhecia. Mas era lenta e bonita, podia-se ouvir diversos instrumentos tocando em perfeita sincronia.

Ele estendeu a mão a Thalia que a segurou, relutante. Tocou-a na cintura trazendo seu corpo para mais perto, ela novamente vacilou. Sua respiração tornou-se pesada e suas mãos apertaram-no levemente nos ombros. Nico deu um pequeno sorriso enquanto guiava-a na dança. Seu coração estava acelerado no peito, ainda não podia acreditar. Estava dançando com ela. Finalmente! Como tanto quisera fazer na noite do baile.

Seus passos eram perfeitos, como se tivessem dançado muitas vezes antes. Ele segurou-a pela mão, fazendo-a dar uma volta, trazendo-a para perto novamente. Thalia chocou-se contra seu peito e seus rostos ficaram incrivelmente próximos. Nico levou as mãos seu próprio rosto, tirando a mascara e sorrindo para ela, enquanto continuavam a se encarar. Thalia pareceu surpresa e mesmo com á mascara Nico pode ver que o rosto dela estava vermelho, seus olhos brilhavam em expectativa. Mas de repente Thalia correu, soltando-se dele.

Primeiramente Nico pensou que ela estava fugindo. Mas lembrou-se de que fazia parte da peça. A peça! Já tinha até mesmo esquecido que aquilo tudo era apenas atuação. Caminhou também seguindo-a.

— E... Corta! — Travis falou fazendo Nico para de segui-la. Ele olhou naquela direção e o menino tinha um largo sorriso no rosto. — Isso foi maravilhoso!

— Sim! Perfeito! — Connor concordou. — Agora esperem um pouco, vamos montar a outra parte do cenário.

Nico assentiu com o olhar ainda fixo em Thalia, que insistia com a ideia de não olhar em sua direção. Os olhos dela estavam fixos no chão. Ele suspirou sentando-se na beirada do palco. Não conseguia entende-la. Uma hora sorria e outra hora estava daquela forma. Estranha, e distante.

— Pronto. — Os gêmeos falaram em uníssono novamente. — Está feito.

Nico olhou para trás. Onde antes se encontrava o lindo salão do baile, agora estava um corredor com paredes de blocos brancos e polidos, o grande corredor da mansão Capuleto. Ficou impressionado, os gêmeos tinham mesmo talento para isso. Mesmo que estivesse meio triste pelo clima estranho com Thalia, estava feliz por ao menos poder ajudar a salvar o clube de teatro com aquelas cenas.

Os gêmeos posicionaram-se novamente em seus devidos lugares. — Travis manipulando a câmera e Connor os holofotes.

— Prontos? — Perguntaram.

Nico e Thalia assentiram, caminhando novamente até o centro do palco. A expressão de Thalia mudou imediatamente. Seu rosto antes carrancudo, agora mostrava um sorriso divertido. Nico ficou impressionado, e naquele momento a fixa finalmente caíra. Todas essas falas bonitas, e todas essas cenas fofas... Eram de Romeu e Julieta, e não de Thalia e Nico. Aquilo era somente atuação. Não passava... De uma mera, atuação. Era ainda mais perturbador quando via a habilidade que Thalia tinha para tal coisa, ela conseguia... Fingir perfeitamente bem...

Nico sentiu-se mal no mesmo momento. Não estava mais tão animado com a ideia da peça. Fizera isso só para se aproximar de Thalia, mas ela ainda demostrava odiá-lo. E devia ser realmente horrível fingir daquela forma. Thalia parecia tão feliz nas cenas, mas na verdade era a Julieta falando. A Thalia... A Thalia de verdade, devia estar odiando gravar tais coisas. Devia esta odiando com todas as suas forças ter de se aproximar dele novamente.

“Eu odeio você” O que a menina dissera um mês atrás voltou a sua cabeça. Nico pensou que ela falava da boca para fora, mas agora via que não... Thalia realmente sentia-se indiferente perante a ele. E a forma como Nico insistia devia ser irritante para ela.

Neste pouco tempo de raciocínio, enquanto observava o sorriso animado no rosto de Thalia. Nico havia decidido... Que desistiria. A deixaria seguir em frente devia aceitar que acabou. Thalia não sentia mais nada por ele assim como disse que faria. Ela tinha... O esquecido.

— Aaação! — Traviz anunciou.

Thalia voltou a correr entrando no corredor. Sorrindo enquanto olhava para trás, onde Nico a seguia não tão animado. Não conseguia fingir tão bem quanto ela. A menina finalmente parou e o encarou com aquele mesmo sorriso. Por mais que soubesse que não era real... Nico não conseguia evitar. O sorriso dela era tão lindo, tão contagiante. A forma como seus olhos ficavam apertadinhos e suas bochechas rosadas... Era tão meigo. Não pode controlar e acabou deixando-se levar, sorriu encarando-a também.

Ficaram assim por alguns segundo encarando-se novamente. A música ainda tocava só que agora bem baixinha. Nico aproximou-se ainda mais dela, segurando a mascara de seus rosto tirando-a gentilmente dali.

Era para ele fingir está encantado, sorrir feito um bobo e acha-la linda. Mas ele não precisou fingir. Somente em ver aquele rosto corado e aqueles olhos azuis brilhando com aquele sorriso tímido... Foi o suficiente para fazer Nico ir à lua e voltar, seu sorriso devia ser o mais bobo de todo o mundo pós Thalia sorriu um pouco mais ao vê-lo. Nico desceu os olhos a seus lábios fitando-os intensamente.

— Posso ter a honra? — Perguntou enquanto movia o polegar sobre os lábios dela. — Se profano for tocar este santo relicário... Espero que com meus lábios possa suavizar este rude contato com um terno beijo.

Thalia recuou o rosto sobre as mãos do menino, suas bochechas ficaram mais vermelhas que antes.

— Santas têm mãos que são tocadas por peregrinos. — Respondeu ela.

— Não têm lábios as santas? — Nico aproximou-se novamente.

— Sim. Lábios esses que devem usar na oração.

— Então santa adorada, deixa que os lábios façam o que as mãos fazem. — As mãos de Nico tocaram-na delicadamente na cintura.

— As santas são imóveis... Mesmo quando atendem as orações. — Murmurou em um fio de voz, Nico podia sentir o coração dela acelerando contra seu peito.

— Então não te movas. — Aproximou seu rosto do dela, enquanto apertava-a com mais força na cintura. — Enquanto recolho o fruto de minhas preces... — Sussurrou por fim. Beijando-a finalmente.

As mãos de Thalia apertaram com força seus ombros, e seus olhos fecharam mais fortemente ainda. Seu coração batia tão rápido que sentia a veia em seu pescoço pulsar. Nico afastou-se dela, seus lábios descolando-se lentamente.

— Assim, mediante vossos lábios, ficam os meus livres de pecados.— Nico sorriu. Suas bocas próximas o suficiente para ele senti o calor que vinha da dela.

— É assim... — Thalia murmurou ofegando, seu rosto estava em chamas. — Passaria para os meus o que vossos lábios contrariaram.

Nico sorriu de lado. Aquele sorriso perfeitamente branco e encantador.

— Pecados dos meus lábios? — Perguntou com a sobrancelha arqueada. — Então devolvei-me meus pecados. — Aproximou-se mais uma vez, sua mão subiu a nuca dela trazendo-a para perto.

Seus lábios chocaram-se com força desta vez, com mais intensidade. Mas de inicio Thalia não correspondeu. Permaneceu imóvel e parada. Por mais que o contato com seus lábios aos dela fizesse o coração de Nico quase parar. A ideia de Thalia está odiando fazer aquilo lhe deixava triste. Estava pronto para se afastar. Mas antes que os fizesse sentiu a mão dela correr por seu pescoço, puxando seus cabelos enquanto sua boca abria-se brevemente.

Nico ficou atônito por alguns segundos, não sabia o que fazer. “O que estava acontecendo, Thalia estava correspondendo? O quê? Mas porquê?” Sua cabeça estava a mil, ficou imóvel. Até sentir a língua da menina invadir sua boca.

Aquilo lhe trouxe de volta no mesmo momento. Podia sentir o calor da boca dela, podia sentir o coração dela acelerado contra seu peito, podia sentir sua respiração pesada e aqueles suspiros fofos que vez ou outra ela lançava contra seus lábios. Apertou a cintura dela com mais força enquanto trazia-a seu rosto para ainda mais perto com a outra mão. Seu beijo era compatível, uma sincronia perfeita. Como se tivessem ensaiados milhões de vezes antes de fazê-lo.

Quando a falta de ar tornou-se insuportável afastaram-se brevemente. Muito brevemente mesmo. Em questão de três segundos respiraram enchendo os pulmões de ar novamente, então juntaram mais uma vez seus lábios. As mãos de Thalia arranharam sua nuca enquanto Nico aranhava o lábio inferior dela com seus dentes. A respiração ofegante dos dois misturava-se com o barulho de seus lábios se tocando. O corpo de Nico já fervia.

— Isso foi magnifico! — Os gêmeos gritaram juntos fazendo Thalia e Nico despertarem.

Ela arregalou os olhos colocando a mão sobre o peito de Nico afastando seus lábios com um estalo.

— Como ousaram dizer que não tem química? — Eles pareciam indignados. — Pude sentir daqui! A química de vocês chega a ser espantosa!

Thalia e Nico permaneciam parados, ofegantes, lado a lado. Nico queria descer ali e socar a cara dos gêmeos. Mas uma Thalia correndo lhe tirou daqueles pensamentos. Aquela menina era o quê? O Flash? Em um segundo estava no palco e no próximo estava saindo pela porta.

Nico pulou do palco e correu atrás dela. Os irmãos pareceram confusos, mas estavam animados de mais com as cenas gravadas para se importarem.

— Pensei que não gostasse mais de mim! — Nico gritou assim que chegou ao corredor, no mesmo momento Thalia parou de andar olhando em sua direção.

— E não gosto!

— Então por que me beijou? — Seu coração sapateava no peito. — Por que correspondeu?

Thalia engoliu o seco, sua expressão mostrava o quão confusa estava. Mas logo mudou, ela deu um sorriso torto.

— Está assim por causa de um beijo? Não seja ridículo, fiz por causa da peça.

— Não fui em quem saiu correndo. — Nico falou aproximando-se. Thalia arregalou os olhos surpresa.— E você sabe muito bem que não foi por causa da peça. Aquilo não foi um beijo técnico. Você não é tão boa atriz a ponto de manipular seu coração.

Thalia recuou um passo. — Do que está falando?

— Eu senti. — Nico murmurava ofegante. — Senti seu coração batendo ao mesmo ritmo do meu.

Thalia novamente ficou com aquela expressão de perdida. Seus lábios se contrairam e ela virou-se de súbito.

— Isso não tem nada a ver. E pare de me perseguir. — Voltou a caminhar em passos rápidos e pesados. — Se não vou chamar a policia! — Anunciou por fim sumindo no corredor.

Nico ficou parado, seu peito acelerado e sua respiração ofegante, pós a mão sobre o coração revezando o olhar a porta por onde Thalia acabara de sair. A ideia de desistir dela parecia ridícula agora, não seria capaz de fazê-la. Ainda mais depois disso... Depois desse beijo, Nico só conseguia pensar em uma coisa:

Ainda há esperança.

Notas finais
EEEEEEEEEEEEEEIIIITA GEOVANA! HEUHUHE. PESSOAS QUERENDO MATAR OS GEMEOS EM 3...2...1...! KKK' Gente eu sei que o dialogo não esta exatamente igual a o Classico.. Mas e que fiquei com medo do Nyah tira se ficassem identicos e tal saca? Eae? gostaram?... Eu espero que sim! pos eu gostei muito dele u.u - AH MAS EU QUERIA GIF DO BEIJO! Pode acreditar eu também! e achei um a altura do capitulo, perfeito e intenso! MAS.. Não estava entrando, o que posso fazer? E PARA VAI esse dai ta bem fofinho u.u Bom gente, é só isso mesmo! espero que aprovem e não esqueçam de comentar certo? certo! bye!