Because I Love You 2 .
11 A mais nova Branca de Neve.
Notas iniciais
Thalia tinha acabado de sair da escola. Neste exato momento caminhava pelas calçadas de NY. Vocês devem está pensando: Por que caminhava se ela tem uma moto? Bem, simplesmente porque aquele maldito vestido longo não permitia que subisse nela. Para falar a verdade, Thalia mal conseguia andar com aquilo. E sempre que passava por alguma criança, ela pedia para tirar uma foto com a “princesa”. Thalia já devia ter tirado umas doze fotos, e nem estava na metade do caminho ainda.
Segurava a barra do vestido puxando-o para cima, tentando assim facilitar ao menos um pouco seus passos, que se tornavam debilitados presos entre o tecido. Thalia tentava andar o mais rápido que conseguia, mas não estava alcançando bons resultados. Lá encima, no céu, as nuvens começavam a ficar escuras e por meio de trovões avisavam que uma tempestade estava próxima. Por mais que gostasse da chuva, não queria nem um pouco ficar em meio a uma com um vestido daqueles.
— Oh, princesa. — Escutou uma voz na pista ao lado dela. Thalia virou-se com um sorriso de lado pensando que era mais uma criança. Mas se surpreendeu. — Não, espera... Julieta certo?
— Ethan?
— Em carne, osso, e um pouco de músculos também. —Sorriu de lado, com o braço apoiado a janela do carro.
— Sério isso?
— Ah sim... Não muitos mas te-...
— Não estou falando disso. — Thalia o cortou. — O que está fazendo aqui?
— Antes que pense que estou te perseguindo ou algo assim. Eu moro aqui okay. Mas necessariamente ali. — Apontou pelo retrovisor do carro em direção á uma casa bem no fim da rua.
Ela era muito bonita, de um tom tão forte de branco que quase chegava a ser florescente, alguns detalhes em pedras amareladas, janelas longas e amplas assim como as que Thalia tinha em seu apartamento.
— Hm. Muito interessante. — Sentiu a primeira gota de chuva pingar em seu nariz. — Agora Tchau. — Virou-se e voltou a caminhar.
— Como sempre muito educada certo? — Ethan deu partida no carro, seguindo-a vagarosamente.
— Agora você realmente está me perseguindo ou algo assim. — Repetiu o que ele acabara de dizer. — Devo chamar a policia?
Ethan deu um pequeno sorriso.
— Isso é sério?
— Não pareceu? — Thalia olhou em sua direção com uma das sobrancelhas arqueadas. Ethan não respondeu nada, só ficou a encarando por um curto período de tempo. — O que foi?
— Você não é nem um pouco ameaçadora dessa forma. Sabe, vestido fofo... Fica até parecendo delicada.
Thalia sorriu como se aquela fosse à piada mais engraçada do século. — Não se deixe enganar. — Virou o rosto para frente novamente e seguiu andando.
— Princesa! — Uma menina afirmou entre pulos. — Mamãe! Mamãe! A branca de Neve! — Ela puxava o vestido da mãe apontando freneticamente para Thalia.
A mulher encarou Thalia com um olhar que dizia nitidamente: “desculpa”. Thalia negou e sorriu de lado.
— Não tem problema. — Agachou-se perto da menininha, cujo os olhos castanhos chegavam a brilhar. — Você gosta de princesas? — A menininha assentiu diversas vezes encarando Thalia. — Qual seu nome?
— Megan. — A mãe dela respondeu pela criança que parecia encantada de mais para falar.
— Hm... Megan? — Thalia revezou o olhar entre as duas. — Que nome lindo. — A menininha sorriu escondendo-se entre as pernas da mãe. — Quantos anos você tem Megan? — Ela lhe estendeu cinco dedinhos. Thalia sorriu. — Hm... Já é bem grandinha! Você quer uma foto com a Branca de Neve?
Os olhos dela novamente brilharam e Megan assentiu diversas vezes, Thalia novamente sorriu, pegando-a nos braços levantando-a na altura de seu rosto. A mãe rapidamente tirou o celular da bolsa. Mas Megan não parava de encarar Thalia com os olhinhos brilhando.
— Vamos lá princesa. — Thalia a balançou nos braços virando-a para câmera. — Sorria.
Megan deu o sorriso mais fofo do mundo, suas bochechas ficaram rosadas e os olhinhos fechados enquanto encarava a câmera. Thalia sorriu também mantendo seus rostos próximos. A mulher finalmente tirou a foto, e agradeceu a Thalia.
— Muito obrigada. E desculpa por isso...
— Sem problemas. — Thalia colocou Megan no chão. — Eu e que agradeço por conhecer a princesinha aqui. — Passou a mão pelos cabelos louros dela. Megan sorriu e voltou a puxar o vestido da mãe.
— Me deixa vê! — Pedia eufórica. — Me deixa vê!
A mãe sorriu pegando-a no colo e mostrando a foto que tirara no celular, Megan encarou com os olhinhos arregalados. Thalia novamente sorriu, despediu-se das duas e voltou a andar.
— “Não se deixe enganar.” — Ethan imitou sua voz.
Thalia revirou os olhos. — Ainda está aqui?
— Como poderia deixar de ver essa cena adorável?
— Não sou tão malvada a ponto de maltratar crianças.
— Mas maltrata as pessoas que se importam com você.
Thalia parou de andar e Ethan parou o carro também. Ela o encarou, abriu a boca para falar, mas foi interrompida por um trovão.
— Ihh parece que vai chover. — Ele analisou o céu. — E algumas princesas não são aprova d’agua. — A encarou novamente. — Mas o carro de certos meninos gatos sim.
Thalia deu um sorrisinho seco olhando o chão e voltando os olhos a ele novamente.
— Você é insuportável sabia?
— É... Eu escuto isso com muita frequência. — Ele destravou as portas do carro. — Agora entra ai vai.
— Hm... Deixe-me ver. Devo aceitar uma carona de um garoto estranho, que só falei uma vez na minha vida? — Colocou a mão no queixo pensativa. — E que vem me perseguindo, e que é de uma escola rival a minha... — Outra gota caiu no rosto dela e Thalia sorriu. — Eu adoraria.
Ethan pareceu surpreso. — Não esperava por essa...
— Vai me deixar entrar ou não?
— Por favor. — Abriu a porta e apontou para dentro. — Fique a vontade.
Thalia sorriu entrando no carro e sentando-se no banco do carona. No mesmo momento trovões estrondaram lá encima e a chuva finalmente começou a cair. Molhando o capô do carro, escorrendo pelo para-brisa e janelas. Quando foi se dar conta já tinha se perdido em pensamentos enquanto observava as gotas pingarem. Adorava a chuva, o cheirinho de terra molhada que subia pelo ar, o barulho das gotas contra o carro... Tudo aquilo lhe acalmava. Quase permitindo que esquecesse o que acontecera poucos minutos atrás. Quase.
“Eu senti seu coração batendo ao mesmo ritmo do meu” O que Nico dissera ainda lhe deixava desconfortável. Seu estomago parecia queimar... Provavelmente de raiva. Aquele menino tinha o dom de lhe irritar. Nem precisava se esforçar. Somente com aquelas poucas palavras, já fora o suficiente para desconcentra-la.
— Algum problema?
A voz de Ethan lhe tirou de seus pensamentos.
— Há... Não, só me distrai um pouco.
— Gosta da chuva? — Sorriu de lado apoiando-se ao volante.
Thalia assentiu. — Sim.
— Só sim?
— O que esperava? Um discurso ou uma reflexão profunda do assunto?
Ethan sorriu. — Como sempre as resposta na ponta da língua né?
— Um dos meus dons. — Thalia piscou colocando o cinto de segurança. — Mas e você?
— Se gosto da chuva? — Ela assentiu. — Não muito. — Ethan deu partida no carro. — Poucos anos atrás sofri um acidente e agora tenho um olho de vidro.
Thalia pareceu assustada.
— Deuses! Sério?
— Muito sério. Toda noite eu sinto a dor do meu olho fantasma! — A encarou com um olhar insano. Como aqueles contadores de historia de terror.
— Você está brincando comigo não é? — Thalia suspirou.
— Não acredito que você acreditou. Sério que acha que tenho um olho de vidro? Meu rosto é perfeito okay, sem nem uma deformação.
— É. Não considero uma aparência ruim deformação.
Ethan a encarou incrédulo. — Touché.
Thalia sorriu ajeitando-se no banco e dando play no som. Uma musica lenta começou a tocar. Ela fingiu repulsa, mudando de estação no mesmo momento. Deixando em uma que tocava Green Day, mas não muito alto, para que ainda conseguisse ouvir a chuva.
— Então... Onde a Julieta mora? — Ethan a encarou por um segundo voltando os olhos a pista novamente.
— Como sabe que sou a Julieta?
— E não é?
— Sim, mas... Dezenas de pessoas me pararam pensando que era a Branca de Neve.
Ethan sorriu no volante como se imaginasse a cena. — Ela combinaria mais com você.
— Combinar comigo? — Thalia franziu a testa. — Está querendo dizer que uma garota que morre, ressuscita com um beijo “de amor verdadeiro”, e se casa com um homem que conheceu no mesmo dia e que ainda por cima beijou seu corpo morto minutos atrás... Parece comigo?
Ethan pareceu assustado, ficou em silêncio tentando entender tudo o que ela acabara de dizer. Mas por fim sorriu, aquele sorrisinho fofo que quase fechava completamente seus olhos.
— Não... Estava pensando mais que sua pele pálida como neve e seus lábios vermelhos como sangue, são tão lindos quanto os dela. E qualquer homem que a visse se apaixonaria perdidamente por você, e pediria a todos os deuses para ganhar ao menos um beijo, e ter a honra de ser seu amor verdadeiro.
Foi a vez dela ficar perplexa, parada, atônita de mais para fazer ou falar qualquer coisa.
— Touché.
Ethan sorriu virando os olhos para a estrada mais uma vez. — Mas e ae? Não vai falar onde mora? Sabe que estamos andando em círculos não é?
— Ainda não me respondeu, como soube que sou a Julieta? Sabe se tenho assim tantas coisas em comum com a branca de neve. Como soube?
— Bem... Digamos assim que depois que me despedi aquele dia fiquei um pouco interessado em você. Reyna me falou que você era irmã de Jason e me contou algumas coisas, soube pouco tempo depois que faria uma peça... “Romeu e Julieta” Foi o que acabou de fazer certo? Isso explica o vestido.
Thalia não respondeu sua pergunta, ela só arqueou as sobrancelhas. — Oh. Quer dizer que estou no carro de um perseguidor?
— Mais o menos isso. — Ethan sorriu parando novamente o carro. — Mas diga-me Julieta, onde moras meu amor? — Falou fazendo drama.
Thalia contraiu os lábios reprimindo o sorriso. — Isso foi péssimo.
— Tenho muitas virtudes, atuar não está entre elas.
— Percebi...
— Como você é mal. — Ele fez uma careta, ressentido.
— Moro a uns poucos quarteirões daqui, é bem perto até... Só siga essa rua até o fim, o grande prédio espelhado.
Assentiu virando-se para frente encarando a estrada novamente, o sinal tornou-se verde e ele voltou a andar. Ethan estava com os olhos semicerrados tentando olhar além das ruas, o que se tornava difícil com toda aquela neblina densa. — Aquilo estava parecendo até Silent Hill. Mas ele ficava muito fofo daquela forma, com um biquinho e todo concentrado.
— Então... — Começou a falar. — Se a peça foi na escola. Por que está usando um vestido de época no meio da rua? Não que eu esteja reclamando. — Avisou antes que recebesse outra resposta. — Só curiosidade mesmo.
Thalia encostou a cabeça na janela e seu olhar ficou distante. No mesmo minuto arrependeu-se de colocar Green Day para tocar... Lembrou-se da noite do baile quando Nico cantara para ela.
— Problemas. — Falou com seu olhar ainda sem destino. — Problemas pessoais.
— Uhh... — Ethan novamente repetiu aquela careta. — Que “pessoais” Seco esse, vou até correr na chuva para me reidratar depois dessa.
Thalia sorriu desligando o som do carro.
— Você tem senso de humor, gosto disso.
— Então meu dia já valeu. — Sorriu de lado, um sorriso torto e cheio de charme enquanto estacionava o carro enfrente ao prédio. — Está entregue.
— Obrigada. — Thalia ia se levantar para sair, mas Ethan a segurou pela mão antes que fizesse. Thalia olhou em sua direção com uma interrogação estampada na cara. — O que foi?
— Espera... — Soltou a mão dela e começou a vasculhar ó porta luvas. — Hoje vai ter uma festa lá na minha casa.
— Festa?
— É meu aniversario. — Ele sorriu e pela primeira vez Thalia pode vê se rosto corar. — Musica ao vivo, bebida, dança...
— Isso é um convite?
— Depende. Se fosse... Você aceitaria?
Era praticamente a ultima semana de aula, tinha tirado azul em todas as provas, a próxima semana seria uma excursão para o antigo acampamento onde aconteceram muitas coisas em seu passado. Tinha acabado de passar por alguns “problemas pessoais” com Nico. É. Uma festa parecia uma ótima ideia.
— Eu adoraria. — Sorriu de lado pegando o pequeno pedaço de papel das mãos dele. — Posso chamar umas amigas?
— Claro! — Ethan tinha um sorriso largo no rosto. — Sem problemas!
Thalia devolveu o sorriso e finalmente saiu do carro, correu um pouquinho na chuva até chegar à recepção, quase tomou uma queda (Mas isso não vem ao caso). Sorriu falsamente para algumas das pessoas que passava por ali e a encaravam como se ela fosse aquela menina do filme “encantada” ou no mínimo uma louca.
Por fim subiu as escadas e entrou finalmente em seu apartamento. Assim que chegou lá a primeira coisa que fez foi pegar seu telefone e mandar uma chamada de vídeo para suas amigas. Pois é. A Vingança é deliciosa.
( . . . )
Nico chegou em casa completamente molhado. E mais uma vez não pode deixar de sentir saudade do seu carro. Até tentou vim de skate para casa, mas caíra umas duas vezes no caminho e achou melhor desistir. E por outro lado até que era bom, toda aquela água lhe ajudou a esfriar a cabeça. Ainda não conseguia acreditar que beijara Thalia, e mais importante ainda: que ela havia correspondido ao beijo.
O calor dos lábios dela ainda queimava contra o seu. Quase como se Nico ainda pudesse senti-la. Ele devia esta sorrindo feito um bobo parado na porta completamente encharcado. — O que deveria ser no mínimo estranho.
— Nico finalmente chegou! — A voz de Rachel lhe acordou de seu transe.
— Oh Bom dia ferrugem! — Foi até ela lhe dando um beijo estalado na bochecha. — O dia está lindo não?
Rachel franziu a testa encarando o lado de fora da casa. O céu completamente cinza tomado por nuvens, relampeando vez ou outra. Podia estar de todos os jeitos... Menos lindo.
— Sabe são 19:45. Não é considerado mais dia. E está caindo o mundo lá fora, não está nada bonito.
Ele sorriu. — É Você tem razão...
— E você não tinha uma festa para tocar hoje?
Os olhos de Nico se arregalaram. — Deuses é mesmo! — Correu subindo a escadas rapidamente. — Obrigada ruiva, eu te amo sério! — Gritou já do segundo andar.
Rachel sorriu revirando os olhos.
— Ai ai...
( . . . )
— Thalia você está louca? Uma festa assim de repente? — Annabeth estava horrível do outro lado da tela. Olheiras sobre os olhos e toda descabelada.
— Não, não estou louca. E o que aconteceu com você em? Foi atropelada por um ônibus?
Piper sorriu. — Ela está com a consciência pesada por cabular.
— Não... Isso é sério? — Thalia reprimiu um sorriso, descrente.
Annabeth revirou os olhos. — Olha eu já fiz coisas de mais por hoje, não estou com cabeça para festa.
— E você Pipes? — Thalia fez biquinho e Piper quase cedera.
— Não posso... — Murmurou com cara de tedio. — Queria me aproximar mais de Jason então disse que ajudaria com a papelada da excursão. Só não sabia que teria de fazer tudo só.
— Há vocês são duas traíras! — Thalia resmungou deixando o celular sobre a cômoda enquanto trocava de roupas. — Ainda ousam dizer que me amam...
— Senti a indireta! — Annabeth gritou, mas por um tempo não teve resposta.
— Ah vamos comigo vai! — Thalia pegou o celular novamente em mãos. Ela já estava completamente arrumada, cabelo, roupas, maquiagem...
— Uou que gata em. — Piper assoviou. — Os boys magias que se preparem. — Thalia piscou para amiga em resposta, Piper sorriu continuando: — Eu queria muito ir Lia. Mas não vai dar mesmo... Tenho que ajudar o Jason.
— Eu entendo seu lado, só não entendo o da loira traíra .
— Loira traíra ? Ui essa doeu. — Annabeth fez uma careta.
— Isso mesmo, não acredito que vai me deixar ir a uma festa sozinha. Você sabe as coisas terríveis que posso fazer lá? A culpa vai ser toda sua!
— Não adianta Thalia, você não vai me convencer.
Thalia fez um bico emburrada. — Isso terá volta! Talvez não hoje, nem amanhã. Mas um dia...
Annabeth não pareceu levar fé na ameaça e Piper somente sorria, até que sua campainha tocou.
— Piper a porta! — Sua mãe cantarolou do banheiro.
— Já ouvi, manda algum empregado abrir estou ocupada!
— Não vou mandar ninguém vai logo!
— Mas mãe...
— O Josef está ocupado agora! — Ela gritou e Piper entendera no mesmo minuto, revirou os olhos.
— Pevertida! — Gritou enquanto descia as escadas. Não teve resposta alguma, mas achou melhor assim. — Já volto aqui gente. — Piper saiu da chamada e desceu as escadas de sua casa, caminhando até a porta grande e branca de entrada. Abrindo-a rapidamente e deixando seu olhar descer pelo homem que estava ali parado.
— Uau... Quer dizer... Oi. — Tentou sorrir o mais amigável possível e parar de seca-lo.
— Ah oi... Eu, eu sou Apolo. — Ele estendeu a mão a Piper que a apertou, parecia nervoso. — Artêmis está?
( . . . )
— Nico você está completamente atrasado! — Rachel gritou do andar de baixo.
— Eu sei já estou indo! — Avisou enquanto amarrava o cadarço de seu coturno. Assim que acabou pegou sua guitarra (Que comprara com seu próprio salario, não tem muito tempo) e desceu. — E ae? Como estou? — Deu uma voltinha.
Nico usava uma camisa regata preta com uma jaqueta de couro da mesma cor por cima, calça jeans surrara, mas que só lhe deixava mais bonito, dando-lhe um ar desleixado; coturnos pretos assim como a jaqueta. Seus cabelos estavam bagunçados jogados para o lado.
Rachel fez um sinal de positivo com o dedo. — Se melhorar estraga.
Ele sorriu. — Valeu. — Beijo-a na bochecha e caminhou até a porta.
— Que horas você volta?
— É só uma festa de aniversario. Não acho que vá demorar muito...
— Hm okay. Bom show. — Sorriu acenando.
Nico assentiu devolvendo o sorriso. — Valeu ferrugem. — Saiu antes que ela o atacasse.
Por sorte a chuva já tinha passado, o céu estava completamente limpo como se á tempos atrás não tivesse um temporal lá fora. Nico foi a pé mesmo até a casa onde cantaria essa noite, era bem perto de onde estava. Chegou lá em poucos minutos.
Assim que se aproximou da casa podia ouvir o barulho ensurdecedor da musica altíssima que tocava lá dentro. Também pode ver as diversas luzes coloridas que piscavam pelas grandes janelas. Nico respirou fundo antes de abrir a porta e entrar. Mas Assim que entrou sentiu seu folego fugir, logo de cara se deu com ela... Que caminhava ali entre tantas pessoas, as luzes piscando a seu redor, mas Thalia não parecia se importar, ela olhou em sua direção... Mas não demostrava nem uma emoção.

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