Because I Love You .
43 Sera que nunca veremos o filme?!
Notas iniciais
Logo depois de desligar o celular, Nico olhou para direção que Thalia seguira. Mas infelizmente não viu nada alem de plantas e crianças loucas correndo de um lado para o outro. Suspirou sorrindo de canto ao lembrar a carinha dela, como Thalia conseguia ser tão fofa?
Ele se levantou da grama e pegou o skate no chão, deu mais uma olhadinha em seu braço, que estava mesmo feio. Então caminhou até estar na calçada colocando o skate no chão novamente, e seguiu ao mercado mais próximo.
Ele entrou lá com a camiseta coberta de sangue agora amarrada na cintura, portanto ainda estava sem ela. O senhor lhe lançou um olhar de medo, e Nico pode jurar que ele estava prestes a apertar o botãozinho de chamar a policia que tem embaixo do balcão.
– Calma. – Ele levantou os braços, então os esticou lentamente até a estante com refrigerantes. – Eu só quero. . .uma coca. . .nada de mais viu. Não sou um assassino em serie.
O senhor que já tinha os olhos puxados por conta de ser asiático, o encarava com os olhos ainda mais semicerrados.
– Isso foi só uma queda de skate. . . Viu? – Ele mostrou a ferida no braço, então colocou as duas garrafas encima do caixa. – Eu só quero beber um refrigerante numa boa. . . – Colocou o dinheiro sobre o caixa.
O cara ainda o encarava com duvidas. Então levou uma das mãos até o dinheiro, sem tirar a outra do botão. Arrastou o dinheiro até a caixa registradora, e empurrou uma sacolinha para Nico. Tudo isso sem deixar de ó encarar com os olhos semicerrados.
Nico levou as mãos lentamente até a sacola, colocou as duas garrafas nela, e saiu em passos lentos do lugar. Quando finalmente chegou do lado de fora, caiu em uma gargalhada mortal. Mas logo tratou de se controlar. Suspirou aliviado colocando o skate novamente no chão. Não confiava totalmente naquele senhor, então tratou de sair dali o mais rápido possível, ou sentia que seria preso ainda hoje. Subiu no skate e deu impulso saindo do lugar, era meio difícil de se equilibrar nele, por conta no peso nos braços. Mas até que Nico foi bem, só chegou perto de cair umas duas vezes até chegar à escola.
Caminhou pelo estacionamento com o skate em um dos braços e segurou as sacolas com o outro. Quando chegou em frente a escola, as portas estavam escancaradas, e alunos saiam e entravam a todo momento. Ele subiu os poucos degraus que havia em frente a ela, e entrou no lugar.
Nico arregalou os olhos, ali estava realmente uma bagunça. Muitos alunos caminhavam por todos os lados com cartolina e outros papeis em mãos, outros estavam com galões de cola e tinta. O menino quase fora atingido por uma asa de cupido feita de isopor, mas desviou por pouco. Caminhou pelo corredor agora um pouco mais atento. Conforme ele passava algumas meninas paravam o que estavam fazendo e ficavam ó encarando mordendo os lábios e sussurrando coisas.
Nico não entendeu muito bem, então seguiu o olhar delas, e lembrou de que ainda estava sem camisa. Ele sorriu para as meninas e continuou a andar. Quando chegou em uma das partes o corredor estava quase que completamente interditado. Havia uns 15 alunos ao redor pintando uma grande faixa no chão, nela estava escrito “Feliz dia dos...” então havia uma marca de pé onde deveria estar “namorados”.
Nico se esgueirou e passou pelo tumulto. Ele diria que aquilo estava um grande caos. Mas mudou completamente de opinião quando chegou ao ginásio da escola. Grandes fitas de ceda com corações na ponta estavam prendidas ao teto do lugar, no chão havia mais uma dúzia de alunos reunidos ao redor de outra faixa. Nico olhou para cima e viu Calypso, encima de uma escada muito, muito alta. A menina estava pendurando às tais fitas no lugar.
– Hey. – Ele a chamou.
Calypso virou o rosto serio, mas logo sorriu ao ver o menino. Ela desceu da escada em um pulo e caminhou até ele com um sorrisinho de lado.
– E então? Como esta ficando?
– Um grande desastre eu diria. . . – A menina lhe socou o braço. – Ai! Eu diria antes de ver o ginásio. – Explicou. – Mas aqui está realmente lindo.
Ela aumentou ainda mais o sorriso.
– Não esta? Leo e Eu estamos realmente nos esforçando muito. Ele esta fazendo uma estrutura que sirva como palco. – A menina apontou para um canto onde havia um pequeno altar de madeira. – Leo é realmente ótimo com isso.
– Hm. . . – Nico não estava nem um pouco interessado em Leo. – Mas onde coloco isso? – Levantou os braços mostrando ó refrigerante.
– Ali. – Ela apontou para uma mesa improvisada em um dos cantos, encima dela havia alguns pedaços de bolo e alguns salgados.
Nico assentiu e caminhou até lá com a loira logo atrás.
– Pessoal! Vamos dar uma pausa! – Calypso gritou e todos comemoraram se aproximando da mesa.
Ela dividiu as bebidas em copos e foi distribuindo. – Nico a encarou por uns segundos e não pode deixar de sorrir. Ela parecia estar mesmo focada naquele baile. – Quando o tumulto ao redor da mesa cessou Calypso ofereceu um copo a Nico. E pegou um para ela.
– Venha aqui. – Ela ó chamou e começou a andar, indo um pouco longe do resto do pessoal. A menina se sentou no pequeno “altar” de madeira e Nico sentou-se a seu lado.
– Sabe. Eu ia perguntar o porquê dos bandeides, mas antes vou perguntar o que esta me deixando mais curiosa.
Nico a olhou dando um gole na bebida.
– Por que esta sem camisa? Sabe não que eu esteja reclamando. . .mas ainda assim. Por quê?
Nico gargalhou e quase cuspiu o refrigerante na cara da loira.
– Bom e que eu cai de skate. – Ele mostrou o braço.
Os olhos da loira se arregalaram. – Isso... Explica os bandeides, mas ainda assim. . .o que a camisa. .
Nico tirou a camisa da cintura e mostrou a menina.
– Uou. . .entendi.
Ele sorriu novamente dando mais um gole na bebida.
– Ta agora venha. – Calypso se levantou deixando o copo sobre o altar. – Vou te ajudar com o braço. – Então se virou caminhando.
Nico fez o mesmo largando o copo e seguiu a menina. No caminho Calypso cutucou uma das amigas.
– Qualquer coisa eu estou na enfermaria okay?
A menina assentiu e Calypso seguiu saindo novamente do ginásio. Foram se desviando por entre as pessoas até chegar à enfermaria. Nico não pode deixar de lembrar de Thalia novamente. Ele sorriu encarando a porta, então entrou no lugar seguindo a loira.
– Senta ai. – Ela pediu enquanto vasculhava as coisas.
– Esta tudo bem Calypso. . .
Ela o encarou com um olhar fulminante. – Senta.
Nico assentiu sentando-se a maca. – Tudo bem então. . .
Ele ficou a encarando, enquanto a menina vasculhar as coisas. – E então. . .O que vai acontecer lá naquele palco?
Calypso se virou com um pedaço de gaze e outras coisas na mão. – Eu não sei ainda. – Falou colocando as coisas encima da maca. Então aproximou um pedaço de gaze com algum liquido no braço de Nico. O menino apertou os olhos.
– E vai arder um pouco... – Ela falou sorrindo.
O menino assentiu.
– Estou tentando arrumar uma banda, mas todos dizem que esta muito encima da hora e tudo mais, que não tem espaço na agenda para tocar. – Falou agora passando alguma outra coisa no braço de Nico. Ele não sabia muito bem o que era. Só sabia que ardia muito, e estava quase gritando feito uma garotinha.
– Hm. . . – Murmurou tentando conter sua garotinha interior.
– Mas voltou a andar de Skate? O que aconteceu? Você falou que não andaria mais depois que sua mãe morreu.
Nico suspirou olhando para baixo. – Problemas, loira. . .Muitos problemas.
Ela sorriu. – Thalia?
Nico devolveu o sorriso. – Não. . .Desta vez é Hades.
A loira contraiu os lábios, sabia que quando se tratava de Hades era melhor nem comentar nada. – Hm. . .
Nico sorriu novamente. – Não precisa fazer esse Hmm como se não estivesse curiosa.
– O que? Mas não estou. . .
– Sei sei. . .
Calypso abafou um sorriso, então passou a gaze ao redor do braço do menino, fazendo um curativo improvisado. – Prontinho! Novinho em folha! – Afirmou dando um tapinha sobre o mesmo.
Nico apertou os olhos para conter sua garotinha interior mais uma vez.
– E então. – A menina deu impulso sentando-se ao lado dele na maca.
– Então. . . – Ele continuou sorrindo.
– Parece que você não chamou alguém para ir ao baile. – Esse alguém soou tão insinuante.
– Alguém? – Ele imitou a voz da menina.
Calypso sorriu. – A Thalia seu idiota! Porque não a chamou? Agora e tarde de mais. . .
Nico não pretendia convidar Thalia. Ele sabia que seria muito arriscado, então achou melhor nem tentar chamá-la, mas ainda assim o “agora e tarde de mais” lhe chamou a atenção.
– Tarde de mais? – Ele se ajeitou sobre a maca encarando Calypso.
– Sim, você não soube? Ela vai com Leo. . . – A voz da menina ficou um pouco dura nessa parte.
Nico engoliu o seco sentindo-se desconfortável. – Com Leo?
– É. . .Parece que eles ficaram muito próximos nessa ultima sexta. . .
Nico olhou para porta. – Hm. . .
– É. . . – Concordou a menina, e eles ficaram assim por alguns minutos em total silencio encarando a porta.
– Mas e você tem um par? – Ele perguntou ainda encarando a porta.
Calypso lhe encarou com a testa franzida. – Não. . .
Ele sorriu. – Agora tem.
A menina revirou os olhos. – Eu não sou uma jogadora reserva Nico, para jogar quando sua melhor esta machucada.
O menino á encarou com as sobrancelhas arqueadas.
– O que é? Espírito da copa! Esta rolando a copa lá no Brasil.
O menino sorriu. – Desculpa ai. . .Só que achei que gostaria de ir ao baile já que esta arrumando tudo assim, tão entusiasmada.
– Fique você sabendo que eu recebi muitos convites. Não preciso de sua pena. – Ela falou confiante, mas logo sua voz diminuiu quase em um sussurro. – Mas recusei a todos. . .porque estava esperando. . .Uma certa pessoa me chamar.
Nico a encarou novamente. E Calypso corou. – Pare de me olhar assim! Eu aceito okay? Vou com você.
O menino sorriu, e logo a loira sorrira também.
Eles se encararam por uns segundo assim, até os olhos de Calypso se arregalarem.
– Ai meus deuses ! Você! – Ela afirmou e Nico quase deu um salto para traz com o susto.
– Eu?
– Você!
– Eu o que?
– Você vai tocar aqui Nico!
Foi à vez dos olhos do menino se arregalarem.
– O que? Não!
– Sim!
– Não!
– A qual e Nico me ajuda vai. Eu queria colocar algo ao vivo no dia da festa. Mas todas as bandas não podem vim. . .e você me deve uma. – Ela apontou para o braço do menino, e o encarou com um biquinho.
Nico suspirou cansado. – Eu não toco á muito tempo loira.
– Mas eu me lembro que você tocava muito bem.
– Sim tocava você falou certo, esta no passado.
– Mas pode voltar ao presente assim como seu skate.
Nico encarou o chão por alguns segundos.
– Qual é Nico. Você era ó garoto mais talentoso da nossa escola. Se esqueceu de como tocava? E de como as garotas se derretiam por sua voz? Até mesmo eu. . .
Ele sorriu. – Tudo bem loira. . .Mas não te devo mais nada.
Ela assentiu. – Sim! Está tudo pago! – Então o agarrou. – Muito obrigada Nico, te amo serio!
– Sei. Sei. . . – Ele murmurou sorrindo. E retribuindo ao abraço.
– Calypso eu. . . – Alguém acabara de entrar na sala. – A desculpe, eu não queria atrapalhar. . .
– Leo? – Ela deu um salto da maca soltando Nico no mesmo momento. – N-não atrapalhou, nós não estávamos fazendo nada. – Gaguejou. E Nico lhe lançou um olhar interessado.
Leo sorriu. – Sei. Sei. Seu rosto corado me diz o contrario. . .mas tudo bem, só vim aqui para saber se tenho que arrumar a afiação lá do palco. Arrumou alguém para tocar?
A menina assentiu. – Sim, ele vai tocar. – Ela agarrou Nico mais uma vez.
Os olhos de Nico e os de Leo se encontraram pela primeira vez na sala.
– Hm. . . – Murmurou Leo. – Não sabia que tocava.
– E eu achei que você fosse um pouco menos idiota. – Nico murmurou descendo da maca, então olhou para Calypso. – Já vou indo loira. Tenho que praticar. – Ele lhe deu um beijo na bochecha e passou por Leo.
– O que ele quis dizer com idiota? – Leo perguntou assim que Nico saiu da sala.
A menina deu de ombros. – Não sei. . .
– Então o que acha de me ajudar? – Leo sorriu para ela, e seu rosto sujo de graxa ficou ainda mais fofo.
– A não sei não Leo. . .Não sou boa nisso. . .
– A qual é! Eu te ajudo. – Ele segurou sua mão lhe arrastando Dalí.
Nico ficou mais um tempo na escola, a tempo de ver Leo arrastando Calypso pela mão. Aquele idiota, se ao menos olhasse para o rosto dela naquele momento. Entenderia o que Nico queria dizer.
O telefone do menino tocou lhe chamando a atenção.
– Alo? – Ele não reconhecia o número.
– Hey Di Ângelo! – Mas conhecia muito bem a voz. . .
– Thalia? – Ele sorriu.
– Sim, eu mesma em carne osso e muita sensualidade.
Nico sorriu ainda mais. – E então? O que a senhora sensual quer comigo?
– Bem, eu estava andando e só agora caiu a fixa do que você me falou sabe. . .sobre sair de casa.
– Hm . . .
– E eu entendi que se você saiu de casa, não tem onde passar a noite hoje.
O menino sorriu novamente. – Não, Tudo bem eu me viro.
– A qual é. Uma garota esta te chamando para dormir na casa dela, e você vai recusar? – A menina sorriu. – Estou só brincando, mas ainda assim venha serio. Eu tenho um ótimo quarto de hóspede.
Nico sorriu mais uma vez, como ela era fofinha, até mesmo por telefone.
– E se quiser vim agora mesmo, poderia até ver um filme aqui. Está todo mundo reunido. E você esta convidado.
Nico assentiu. – Okay. . .vou pensar. . .
– Vou pensar. – Thalia imitou a voz dele de uma forma meio monga.
Nico sorriu mais uma vez.
– Tudo bem então, qualquer coisa me liga. . .Tchau. – A menina desligou.
Nico queria perguntar como ela conseguiu seu numero, mas agora era muito tarde. Olhou para a porta da escola e pensou por alguns segundos. Será que deveria ir?
(. . .)
Quando Piper finalmente chegou ao apartamento de Thalia, Reyna não estava mais lá. Tudo o que ela via era um Percy roncando no tapete.
– Ei. Jackson. – Ela cutucou seu rosto, mas Percy não mostrou nem uma reação.
Ela encarou Jason, que a encarou de volta dando de ombros. Os dois caminharam até o sofá e sentaram-se nele assistindo Tv.
Algum tempo depois, Annabeth entrou pela porta, arfante.
– Che-Cheguei! – Anunciou tentando recuperar o fôlego.
Piper desviou o olhar da TV por um segundo encarando a amiga. – Ah, oi Annabeth. – Então comeu uma pipoca.
– OI Annabeth? E só isso que tem a dizer? – A loira gritou quase se rastejando de tanto cansaço. – E não coma minha pipoca! – Então puxou o pote das mãos de Piper.
A morena fez um bico.
A loira passou os olhos pela sala. – Ue. . .onde esta Reyna.
Os dois deram de ombros. – Sei lá. . .
– E onde esta Thalia? – Annabeth pergunta com a boca cheia de pipoca.
– Não sei. Ela ainda não veio. E coma um pouco de vagar, por favor.
– Eu preciso repor minhas energias. . . – E foi quando finalmente pareceu notar Percy. – O que aconteceu com ele?
– Não sei, quando chegamos já estava assim.
– E não tentaram ao menos acordar ele? – A loira perguntou incrédula.
– Não. – Responderam em uníssono
Annabeth deu de ombros, e tirou os sapatos sentando-se no tapete ao lado de Percy. Mas e claro que ela se lembrou de tirar os sapatos, ou Thalia arrancaria seu coração sem piedade. Ela puxou o rosto do menino o colocando sobre suas pernas e passou as mãos delicadamente por seu rosto. Dando-lhe um beijo lento e delicado.
– Ooonwt. – Piper e Jason falaram em uníssono mais uma vez.
E Annabeth revirou os olhos ignorando. Ela não poderia sonhar em perder seu peixinho, era tão bom tê-lo em seus braços novamente. – Ei Percy. . – Ela o chamou.
O menino abriu os olhos com um grande bocejo, então sorriu encarando a loira.
– Onde estavam? Fiquei aqui esperando um tempão e acabei caindo no sono. . .
– Depois eu explico. . . E uma longa historia.
Percy sorriu mais uma vez então assentiu saindo do colo da menina, sentando-se a seu lado no tapete.
– E então? Vamos ou não ver os filmes?
Annabeth deu de ombros encostando as costas no sofá e esticando-se sobre aquele tapete fofinho. – Não sei. Estamos esperando a Thalia.
– Hm. . . – Percy assentiu fazendo o mesmo que a loira. Passando o braço ao redor da cintura dela, e lhe dando um beijinho na ponta do nariz.
Annabeth sorriu, e deu um selinho no menino.
– Credo. . . – Thalia anunciou assim que chegou à sala. Fazendo um sinal de repulsa.
Annabeth revirou os olho. – Que bom que voltou Thalia!
– Eu sinto á ironia em suas palavras, mas isso só aumente meu amor por você. – A menina lhe mandou um beijo no ar. E Annabeth revirou os olhos mais uma vez.
– E vocês! – Thalia apontou para Jason e Piper. – se pegando enquanto eu rodava essa maldita cidade! Seus malditos!
Piper levantou os braços em rendição. – Em minha defesa, foi ele quem me beijou...
Jason á encarou incrédulo. – Traidora...
A morena sorriu.
– Espera... – Percy murmurou chamando a atenção de todos. – Jason e Piper se pegaram?! Mas em que momento?!
Todos o encaram incrédulo. – Deuses Percy, como alguém como você pode namorar a Annabeth?
Todos sorriram menos Percy, que emburrou a cara como uma criancinha, e se levantou caminhando até a cozinha.
Annabeth buffou.

– Viu o que fizeram? – Então se levantou indo atrás do menino.
Todos se entreolharam, Com um olhar de culpa. A intenção deles era só fazer uma piada. . .não queriam magoar ninguém.
(. . .)
– Percy. . . – A menina o chamou.
Percy caminhou até a pia encostando-se à mesma.
– Eles estão certos Annabeth. . .
– Estão certos? – Perguntou incrédula.
– Estão certos sobre mim. Sobre nós não temos nada em comum. – O olhar do menino ficou triste. – Então... Porque você esta comigo?
Annabeth o encarou por alguns segundos.
– Viu, nem mesmo você sabe.
Ela Fez que não com a cabeça, seu olhar era incrédulo. – Não acredito que esta dizendo isso. . .
O menino olhou para baixo.
– Você não tem que ligar para o que os outros dizem Percy, eu estou com você. Porque amo você.
Percy subiu seus olhos a loira. E a encarou piscando diversas vezes tentando digerir o que acabara de ouvir.
– Então, como pode dizer que. . .que não temos nada, eu tenho o suficiente. – Ela caminhou até o menino segurando seu rosto. – Eu. Eu tenho você. . .e tenho o meu amor por você. Isso já basta Percy.
Ele olhou para a menina sentindo seu coração derreter, então a puxou pela cintura selando seus lábios ao dela. Annabeth correspondeu, com as mãos ainda no rosto do menino, o trazendo para mais perto. As mãos de Percy passeavam por toda a cintura dela.
Annabeth tinha um sorriso de lado nos lábios. Que logo desapareceu quando a mão de Percy foi um pouco mais ousada, descendo até suas cochas, onde ele apertou. A loira arfou separando-se dele por um segundo.
Percy a encarou engolindo o seco. Ele já ia abrir a boca para se desculpar, mas a loira atacou seus lábios antes disso. Ela sorriu ainda mais durante o beijo, e suas mãos frias se infiltraram na camiseta do menino. Arranhando toda a sua barriga. Percy se arrepiou por inteiro, então levou as mãos até as cochas da menina mais uma vez, lhe dando impulso o suficiente para ela entrelaçar as pernas em sua cintura.
Ele cambaleou com a loira por toda a cozinha, seus lábios ainda grudados, e suas línguas se enroscando. Até se chocar contra um dos balcões. Percy segurou a cintura da menina, colocando-a sobre o balcão e posicionando-se entre as pernas dela. Suas mãos desceram da cintura e escorregaram por suas cochas. A loira reprimiu mais um gemido quando Percy mordeu seu lábio inferior dando uma pausa ao beijo.
Os dois se encararam arfantes, e sorriram de lado. Dessa vez, não estavam corados, nem com um pingo de vergonha. O menino investiu em outro beijo, tocando o rosto da menina delicadamente. Annabeth correspondeu subindo suas mãos aos cabelos do moreno e os bagunçando.
– Então Percy, nos viemos aqui nos descu- descul- . . . A deixa pra lá. – Piper voltou para a sala.
Annabeth e Percy se viraram no mesmo momento. Thalia os encarava com os olhos arregalados.
– Deuses! Não trepem na minha cozinha! – Thalia afirmou. Jason segurou um sorriso, então virou o rosto voltando para a sala também.
O rosto de ambos ficou completamente vermelho. E eles se separam quase que em um pulo.
– É Annie, eu vou ali e. . .ver o filme. – Percy caminhou passando por Thalia. – Licença. . . – Então sentou-se no tapete mais uma vez, seu rosto completamente vermelho.
Thalia olhou para Annabeth que emburrou a cara.
– O que foi?
– Você Thalia!
– Eu o que?
– Tinha que chegar logo agora?
– A você fazem isso depois, sabia que eu tenho quartos lá encima?
– Depois, esse depois nunca vai vim. – Ela caminhou indo até a sala, mas Thalia segurou seu braço antes que ela passasse.
– Espera vocês. . .vocês nunca. . .
– Nós nunca. . .?
– Nunca. . .sabe. . . – Thalia fez um sinal com as mãos. E o rosto de Annabeth corou.
– Thalia!
– O que?
– Pare de fazer essas coisas. . .obscenas.
– Você não respondeu minha pergunta.
– Não, nos nunca. . .
A menina reprimiu um sorriso. – Como assim Annabeth? Mas vocês estão juntos há quatro meses.
– Na verdade vamos completar cinco. . .
– Pior ainda!
– Cale a boca Thalia!
– Espera. O Percy ele. . .sabe não “agüentou a parada” – Thalia fez aspas com os dedos, e reprimiu outro sorriso.
– Não! – Annabeth virou o rosto. – Nós nunca chegamos nem a parte da “parada” – Ela fez aspas também.
Thalia não pode segurar, ela gargalhou. – Gente. Você. . .ainda não pirou?
– Thalia do jeito que você fala parece que eu sou uma ninfomaníaca.
– A Annabeth eu te conheço muito bem, eu sei que você tem essa pose de santinha ai. . .mas na hora H. . . – Thalia fez uma cara maliciosa.
– Cale a boca. – A loira lhe socou o braço.
– Ai!
Annabeth sorriu satisfeita.
– Mas porque não ta rolando? – Thalia perguntou passando a mão sobre o braço. – Você não quer?
– Ah, eu quero, eu quero muito. Mas acho que ele não quer.
– O que? Um menino. . .não quer trepar? Qual a lógica disso?
– Thalia! Não fale trepar. . .e feio.
A menina sorriu. – Okay então, fazer amor.
Annabeth fez cara de nojo. – Não, esse ai e muito broxante.
Thalia gargalhou, e levou a loira junto.
– Pare de ri Grace.
– Desculpa, parei. Parei. . . Agora me conta ai vai, conte para tia Grace. – Thalia caminhou até o balcão sentando-se em um dos bancos que haviam ali, Annabeth a seguiu sentando-se a seu lado.
– Eu não sei Lia...ele simplesmente não tenta sabe. Percy nunca teve aquele ar de malicia, ele sempre e fofo e meigo. . .E nunca havia tentado nada comigo. Até hoje. – Ela encarou Thalia com desgosto.
– Desculpa ai gata, mas eu não fui a única a entrar na cozinha. E ainda assim, cozinha não e lugar para trep. . .
A loira a encarou com um olhar repreendedor.
– Para “namorarar”. – Ela corrigiu. Fazendo aspas com os dedos.
Annabeth assentiu orgulhosa.
– Mas se ele não toma iniciativa. . . Porque você não tenta nada Annie?
– Porque eu não quero ser vadia.
A morena revirou os olhos, suspirando. – Como vocês são difíceis deuses! Tudo bem então. não vou me meter com Percabeth. – A menina se levantou caminhando até o outro lado do balcão. Pegando a bandeja com refrigerante que estava ali há tanto tempo. – Vamos. Pegue á pipoca. Vamos ver ó filme.
A loira suspirou. – Vamos né, Fazer o que. . . – Ela pegou a pipoca caminhando até a sala.
Quando chegaram lá, Jason estava deitado tomando todos os três lugares do sofá agarrado a Piper, ambos embaixo de um lençol.
– Tá. Como eu já vi coisas muito traumáticas hoje, e que corromperam completamente minha inocência. . . Vou fingir que vocês só estão ai abrasadinhos de um jeito fofo, e não esta rolando mãos bobas.
Piper mostrou a língua para menina. Thalia sorriu lhe entregando um dos copos.
Annabeth sentou-se no tapete ao lado de Percy, colocando o pote de pipoca em seu colo, e se encobriu com o lençol.
– Thalia você e a única alone. Vá coloca o filme. – Ela exigiu.
Thalia a encarou incrédula. – Suas palavras, elas machucam sabe. . .
Annabeth revirou os olhos. – Vá logo! Já esta á noite, e nem começamos a droga do filme ainda.
A morena levantou os braços em rendição, então caminhou até o aparelho de DVD, dando play no filme. Ela finalmente caminhou até sua pequena poltrona e sentou-se se enrolando no lençol e pegando um balde de pipoca. E no mesmo momento a campainha tocou lá fora.
Thalia revirou os olhos nervosa. — Deuses! Sera que nunca veremos o filme?! — Deu pause no filme. Caminhando até a porta, abrindo-a em seguida. arregalou os olhos e secou o menino dos pés a cabeça, seu coração deu sua clássica enlouquecida no peito.
– Nico?
Ele sorriu encarando a menina. – Oi, então. . .será que o convite ainda ta de pé?
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