Because I Love You .
44 Eu prometo. . .
Notas iniciais
“— Oi, então. . .Será que o convite ainda tá de pé?”
Thalia ficou encarando o menino por alguns segundos, ainda perplexa.
— Quem é Thalia? — A voz de Annabeth trouxe a menina de volta a realidade.
Ela olhou para traz e depois voltou os olhos a Nico. — Claro que esta de pé. Entre. — Falou ignorando a pergunta da loira, ainda estava um pouco confusa. Deu espaço para que Nico passasse.
Nico assim fez, entrando no cômodo, Thalia fechou a porta atrás dele.
— Oh, Nico! — A loira sorriu. — Eu até poderia ir ai te cumprimentar, mas aqui está tão quentinho. . .
O menino sorriu também.
— Hey cara. — Percy acenou para ele, com um sorriso de lado.
Nico fez um sinal com a cabeça respondendo ao comprimento do Jackson. E passou os olhos pelo lugar. A casa de Thalia era realmente muito bonita. Quer dizer, ele pensou que já que a menina morava sozinha, e era uma adolescente. . .O lugar seria uma total bagunça, mas estava profundamente enganado.
Não pode ver muita coisa, porque as luzes estavam apagadas. E ele só podia ver até onde a luz da lua que passava pela janela iluminava. Mas ficou encantado com o pouco que via. As paredes da casa eram todas brancas, o que dava um ótimo contraste com seu piso que era de um preto brilhante. Por um segundo Nico teve a impressão de estar olhando para o próprio céu, em uma noite carregada de estrelas. Ele seguiu seus olhos até a estante que havia ali, era de uma cor tabaco, bem escura. Nela estava a tv, umas caixas de som bem grandes, e estava recheada de porta retratos. Mas Nico não conseguia ver as fotos de onde estava. Seguiu descendo seus olhos ao tapete onde Annabeth e Percy estavam sentados. Era branco e felpudo. Parecia ser realmente muito gostoso sentar ali. Seus olhos continuaram até o sofá, que era de couro preto.
E foi quando finalmente percebeu a presença de duas pessoas ali. O menino se sentiu meio desconfortável ao notar o jeito que Jason o encarava, seu olhar dizia “O Que você esta fazendo aqui ?”
— Oi Jason.
O loiro continuou com o mesmo olhar de indiferença. — Oi.
— Oi Nico! — Piper deu um largo sorriso.
— Oi Pips.
Por mas que não quisesse admitir, Nico sentia muita falta de seus amigos. E se sentiu profundamente bem em estar com eles todos novamente. Ali todos reunidos, mais uma vez. . . O menino deixou um pequeno sorriso de lado escapar.
— E então Nico. O que veio fazer aqui? — Jason perguntou tirando o menino de seus pensamentos.
E no mesmo momento seu sorriso desaparecera, ele não queria falar sobre seus problemas. Mas sabia que devia explicações para Jason, já ia abrir a boca para responder mais Thalia o interrompeu.
— Eu o chamei aqui. — Thalia disse somente, então segurou a mão de Nico o puxando da sala. — Ah, e podem começar o filme sem mim.
Os olhos de todos se encontraram assim que Thalia entrou na cozinha e sumiu de suas vistas.
— Ela. . .Deixou ele pisar no tapete? — Annabeth perguntou completamente aterrorizada.
Percy engoliu o seco. — De sapatos. . . — Completou o menino igualmente assustado.
( . . . )
Thalia sentia seu estomago se revirar de tanto nervoso, quando finalmente sumiu da vista dos outros soltou a mão de Nico imediatamente. Ela agradeceu pela casa esta toda escura, e o menino não poder notar seu rosto corado.
— Não precisa falar para ninguém o que aconteceu. . .eu sei que não quer falar sobre isso.
Nico não podia ver o rosto dela perfeitamente, mas ainda assim sorriu. Queria poder agarra-la naquele exato momento por ser tão perfeita.
— Pare de ficar me encarando calado idiota! — Ela socou seu braço, — Fale alguma coisa!
Nico sorriu. —Não sei o que falar. . .
Os dois ficaram em silencio mais uma vez. Nico não parava de encara-la, mesmo estando escuro ainda assim era embaraçoso. E eles estavam bem próximos por conta de estarem em um dos corredores da casa. Thalia podia sentir a respiração dele contra seu rosto.
— Então. . . — Ela tratou de quebrar aquele maldito silencio. — Você ainda não tomou um banho não é? Vejo que ainda esta sabe. . .sem camisa. — Então desviou o olhar. E Nico não pode conter um sorriso.
— Não. . .
— Ótimo! — Thalia se afastou dele ligando a luz. — Ali tem um banheiro. — A menina apontou para uma das portas que havia no corredor. — Vou te pegar uma toalha. E como Jason passou algumas noites aqui depois que sai do coma, deve ter alguma roupa no quarto de hospedes. Eu não uso esse banheiro, então você ira estreá-lo espero que aproveite. — Ela virou para andar.
— Ei. — Nico segurou sua mão.
Thalia engoliu o seco, e sentiu seu corpo se arrepiar.
— Obrigado, de verdade Thalia. Por tudo. — Ele falou.
Thalia se recusava a olhara para traz. Já que agora que as luzes estavam acessas Nico veria seu rosto completamente vermelho.
— Tudo bem, não foi nada. — Então continuou andando.
~ Ele namora Thalia. . .Ele namora. . .lembre-se disso. . . — Pensou por fim entrando no quarto de hospedes.
( . . . )
Nico observou a menina Até ela sumi de sua vista, então voltou seu olhar até a porta onde Thalia dissera ser o banheiro. Caminhou até lá e á abriu, entrando no lugar. Assim que entrou a primeira coisa que fez foi caminhar até a pia. Tratou de ligar a torneira e joga agua fria contra seu rosto e sua nuca. Nico tinha que manter o controle. Não podia ficar assim tão pasmo perto dela, ou Thalia acabaria notando algo, ou ainda pior, acabaria se lembrando de algo.
Ele caminhou até o Box do banheiro e acabou de tirar suas roupas. Desfez o curativo que tinha no braço e jogou no lixinho que havia ali no chão. Observou seu machucado, que parecia bem melhor agora. E ligou o chuveiro aproximando o braço da água com certo receio.
Assim que á água tocou sua ferida começou a queimar. Nico apertou os olhos, e continuo mantendo o braço ali. A água caia com traços de sangue seco no chão, mas logo se tornou completamente limpa, o braço do menino já não ardia tanto. Essa foi sua deixa para entrar por completo debaixo do chuveiro.
A água estava quentinha, e desceu por seus ombros e costas, relaxando todos os seus músculos. O menino suspirou e fechou os olhos. Tentou digerir tudo o que acontecera em sua vida em um misero dia. Primeiro passou pelo choque por sua irmã esta no hospital, logo em seguida descobrira que na verdade não era Bianca quem estava no hospital, mas ainda sim era sua irmã. Uma irmã que ele não soube a existência por 16 anos e descobrira agora por acidente. Descobrira também que seu pai traia sua mãe durante praticamente a vida inteira, e tinha uma segunda família durante todo esse tempo. Depois discutira com seu pai, e jurou não voltar, mas a aquela casa. Estava com somente o dinheiro que tinha na carteira e as roupas do corpo, o que não era grande coisa. Devia ter o quanto ali? Uns 120 dólares? Não sobreviveria sozinho com somente aquele dinheiro. E suas roupas então? Uma camiseta rasgada e suja de sangue, e uma calça também aos farrapos. E o pior de tudo! Agora estava tomando banho na casa, da pessoa que ele deveria manter total distancia.
Nico suspirou cansado, sua vida era realmente uma grande confusão. Não saberia o que fazer assim que saísse do banho. Não sabia com que cara encarar Jason, e nem como resistiria toda essa noite sem agarrar Thalia.
— Toc, toc. — A menina falou do lado de fora.
Nico desligou o chuveiro e caminhou até a porta, abrindo só uma brechinha, e colocando a cabeça por ali.
Thalia estava com o rosto virado para ó lado, suas bochechas estavam um pouco vermelhas. Ela tinha os braços esticados em sua direção. Em suas mãos estava á tolha e algumas roupas. Uma calça jeans escura, uma camiseta xadrez preta e verde, e havia até mesmo uma cueca.
Nico não estava muito confortável em usar a cueca de outro cara. Mas ainda assim aceitou, agradecendo a menina mais uma vez. Pegou as roupas de suas mãos e fechou a porta novamente. Trocou-se em poucos minutos, e saiu de lá passando a toalha pelos cabelos para seca-los.
Assim que saiu do banheiro olhou pelos corredores, mas Thalia não estava, mas por ali. Ele seguiu caminhando até a cozinha, e de lá observou a sala. Todos estavam completamente concentrados no filme. As meninas suspiravam a cada cena romântica. Menos Thalia que fazia um sinal de repulsa a cada uma delas.
Nico tentou controlar o sorriso, mas não conseguiu. E foi então que Thalia finalmente notara sua presença. Ela o chamou com a mão.
O menino fez que não com a cabeça.
Thalia fez uma careta. Então sussurrou um “por quê?”.
— Por que não tem lugar ai pra min. — Sussurrou de volta.
Thalia passou os olhos pela sala e viu que o que o menino falara era verdade. Então se encolheu sobre a poltrona, e bateu ao lado dela no acento. O convidando.
Nico fez que não. — Esta tudo bem. — Sussurrou.
Thalia revirou os olhos. E se levantou caminhando até o menino. O puxou pelo braço e o jogou na poltrona, sentando-se a seu lado.
Todos lançaram olhares a eles. Principalmente Jason. Que por sinal parecia estar com muita raiva.
— O que foi? Vejam o filme casais apaixonados. Já que foram vocês quem escolheram essa droga, estou morrendo de tedio.
Nico sorriu. E todos voltaram seus olhares á tela.
Depois de algum tempo “vendo” o filme, mentira. Nico mal olhava para tela. Não conseguia se concentrar quando estava assim tão próximo de Thalia. Aquele cheirinho de morangos que só ela tem o tirava do serio, e toda vez que a menina se mexia, sua camiseta regata ficava torta sobre o corpo, e aquilo fazia seus peitos quase saltarem da blusa.
Nico suspirou tentando concentrasse no filme pela decima segunda vez. Mas seus olhos começaram a pesar, aquela droga de filme nunca acabava? O cansaço tomava conta de seu corpo aos poucos, e seus olhos se tornavam cada vez mais difíceis de manter abertos.
Ele assistiu, mas alguns minutos do “filme”, então seus olhos se fecharam de uma vez.
( . . . )
Nico acordou por conta de um barulho vindo da cozinha. A primeira coisa que fez foi olhar para seu lado, mas Thalia não estava mais sentada ali. Ele suspirou então levou as mãos até os bolsos procurando por seu celular, mas o mesmo estava na sua outra calça. Ele revirou os olhos e olhou para um relógio eletrônico que havia ali ele marcava 3:45 AM. Nico passou os olhos pelo resto da sala e a Tv se encontrava desligada agora. O Pessoal todo estava dormindo, Piper estava com o rosto no peito de Jason e ele a abraçava, Percy e Annabeth a mesma coisa. Todos roncavam na sala.
Ele ouviu novamente o barulho vindo da cozinha. Então coçou os olhos e se levantou, caminhando para lá enquanto se espreguiçava. Nico sentia-se um pouco melhor depois desse cochilo, se sentia renovado.
A casa estava toda escura, com exceção das partes onde a lua iluminava que eram muitas, o apartamento de Thalia tinha longas janelas por todas as partes, Graças a elas Nico não se bateu em nada até chegar á cozinha. Quando chegou lá. Thalia estava completamente iluminada pela luz da geladeira, ela vasculhava lá dentro.
Nico ficou parado lá, simplesmente olhando enquanto tinha suas costas encostadas na parede.
Thalia finalmente achou o que procurava o que parecia ser uma garrafa de refrigerante. Ela saiu com a garrafa em um dos braços, então caminhou até o balcão da cozinha, pegando mais uma porção de coisas. Ela voltou ate a geladeira e fechou a mesma empurrando-a com o quadril, por suas mãos estarem ocupadas.
E foi quando finamente notara algo parado a porta. Ela arregalou os olhos, e abriu a geladeira mais uma vez, o que iluminou parte da cozinha.
— Pelos Deuses Nico! Que susto!
O menino sorriu.
— Não sorria idiota, agora venha me ajude aqui. — Ela balançou os braços mostrando o quanto estavam cheios.
Nico caminhou até esta em sua frente então pegou algumas das coisas das mãos dela, deixando somente o refrigerante lá.
— Vai comer tudo isso Grace? Que fome em. . .
Thalia revirou os olhos. — Não vou comer tudo de uma vez, e coisa pra noite toda.
— Noite toda?
Thalia caminhou até a pia pegando dois copos. — Sim, e cale-se só me siga. — Então ela se virou subindo a escada rotatória que dava nos corredores da casa. Thalia seguiu até o fim dó corredor até parar em uma porta a esquerda.
Nico há encarou um pouco repreensivo, seu lado pervertido estava apitando. As palavras que Thalia dissera. “E coisa pra noite toda” e depois o levou até uma porta misteriosa que poderia muito bem ser seu quarto. Ele pensou em correr, mas seu lado safado e curioso não permitiu.
Thalia finalmente conseguiu abrir a porta. Então a empurrou adentrando o lugar, ela fez um sinal para que Nico a seguisse.
E suas suspeitas estavam corretas, ele realmente estava em um quarto, um quarto maravilhoso por sinal. Como todo o resto da casa, estava com as luzes apagadas, mas ele podia ver grande parte por conta das janelas enormes que Thalia tinha ali. Janelas grandes e que lhe davam uma visão privilegiada de um céu divino de NY. As cortinas de seda vermelha de deveriam fecha-las, só ocultava pouca parte delas. Portanto o quarto estava iluminado até mais o menos a metade. Nico pode ver uma cama grande e maravilhosa, com muitas almofadas encima, e um lençol de seda preto. Ela parecia muito confortável e muito convidativa também. E olha só! Tinha um espelho no teto do quarto, sim um espelho! Bem acima da cama. Pensamentos sujos cortaram a cabeça do menino, pensamentos muito sujos, envolvendo Thalia ele e muitos gemidos e palavrões.
— Nico. — Ela já o chamara pela quarta vez.
— Ahn? Ah! Sim? — Ele encarou Thalia que sorria de lado.
— Você tá bem?
— Sim sim. . .estou. — Ele forçou um sorriso, não estava nada bem. Quanto mais olhava para Thalia mais tinha vontade de agarra-la e joga-la naquela cama, e realizar todas as suas fantasias.
— Hm. . .Okay então. Vamos.
— Va-vamos? — O coração de Nico se atrapalhou nas batidas.
— Sim vamos, venha logo. — Ela caminhou até um canto do quarto, parando enfrente a uma das cortinas.
— Espera. . .você quer que eu. — O menino pigarreou sem jeito. — Que eu. . .
— Quero que me siga idiota. — Ela revirou os olhos. Então fechou a blusa de frio que usava. Nico se sentiu melhor, e um pouco menos tentado agora, sem ver os seios dela quase para fora. Thalia se virou para a cortina e puxando a mesma para o lado. Revelando uma pequena janela.
Diferente das outras essa era realmente pequena. Quer dizer pequena em comparação as outras da casa. Mas era do tamanho de uma janela normal de casas normais, o que não era o caso de Thalia.
— Quer que eu te siga pra onde?
Thalia revirou os olhos novamente, então colocou a garrafa no chão, segurando a janela, e fazendo certa força para cima. A janela abriu com um ranger agudo. Thalia subiu nela, virando o corpo e pegando a garrafa mais uma vez. Então pulou. Sim! Pulou! Nico sentiu um choque correr sua espinha, então se aproximou rapidamente da janela.
Suspirou aliviado a notar que aquela janela dava na escada de incêndio do prédio.
— Você e louca? — Perguntou quase sem forças, seu coração estava a mil pelo susto.
Thalia sorriu. — Venha logo medroso.
— Que eu saiba quem tem medo de altura aqui e a senhorita.
Thalia revirou os olhos. — Olhe para baixo, consegue ver a altura?
Nico olhou para a escada. E seu chão estava completamente forrado com algo preto, não dava para ver nada lá embaixo.
— Sabe Nico a cabeça humana e engraçada. Se eu não puder ver. Não sinto medo. . .estranho não? — Ela se virou e continuou a subir a escada.
Nico suspirou. Aquela garota era louca, completamente louca. . .mas pelo menos aquele susto sérvio para afastar aqueles pensamentos da cabeça do menino. Ele subiu na janela pulando na escada de incêndio. E quando ia seguir Thalia, ela surgiu do Além.
— Feixe as cortinas e só um pouco da janela. — Pediu.
Nico assim fez, fechou a cortina escondendo novamente á janela, e fechou somente um pouco dela, deixando um espaço para poder abrir de fora e não ficarem presos ali.
— Aonde isso vai da? — Ele gritou Thalia já estava bem lá encima.
— Só cale-se e me siga!
Ele revirou os olhos, mas atendeu ao pedido da menina. Seguiu calado subindo mais uns dois lances daquela pequena escada. Quando chegou lá encima, sua boca se abriu em um perfeito “O” .
Eles estavam encima do prédio, era realmente grande ali. Mas tudo estava muito bem enfeitado, Havia duas barras de ferro, e alguns cabos ligavam elas, sobre esses cabos haviam pequenas luzinhas, que iluminavam completamente o lugar. No chão bem abaixo das luzes, havia uma espécie de pano vermelho, e sobre ele algumas almofadas.
— Seja bem vindo a meu lugar secreto. — Thalia sorriu para ele, então caminhou até o pano que havia no chão, se ajoelhou sobre ele colocando a garrafa e os copos lá, levantou-se novamente e caminhou até um telescópio que havia um pouco antes da beirada do lugar.
Nico no inicio ficou impressionado, nunca havia visto um telescópio na vida. Mas logo se sentiu desconfortável ao ver Thalia na beirada daquilo, mesmo havendo uma parede de proteção ali, muito alta até. Mas depois do susto que tomara á poucos minutos atrás, temia que Thalia fosse pular dali de repente.
— Pare de me olhar com essa cara, e coloque essas coisas ali. — Ela apontou para o pano no chão.
Nico assentiu então caminhou até lá colocando as coisas sobre ele. E foi quando finalmente notou que havia um violão ali. Um violão preto ainda por cima, o menino se perguntou como não havia notado ele antes?
— Você toca? — Perguntou olhando para Thalia.
A menina estava regulando telescópio. — Sim.
— Hm. . .
Eles ficaram em silencio alguns segundos. — Você falou “lugar secreto” mas qualquer um pode vim aqui não?
Thalia desviou a atenção do telescópio e olhou para Nico. — Na verdade não. Eu meio que desmontei a escada que ligava os outros andares ao meu.
Nico franziu a testa. — Por quê?
Thalia olhou pelo telescópio mais uma vez, então sorriu e caminhou até o menino. Sentando a seu lado.
— Sabe quando você mora sozinha quando tem 14 anos. Tem que tomar suas precações.
O menino assentiu. Havia se esquecido de que Thalia morava sozinha deis de muito nova.
— E foi assim que descobri esse lugar. Numa noite como essa para falar a verdade neste exato dia.
O menino a olhou assustado e Thalia sorriu.
— Bom tinha um motivo para alguém com medo de altura se arriscar subindo até aqui.
— E qual foi?
— Isso. — Thalia falou como se fosse obvio. — essa vista isso tudo. — Ela deitou-se sobre o pano encarando o céu. — Veja só, as estrelas são tão lindas. . .e quase não posso vê-las por causa destas malditas luzes da cidade.
Nico deitou a seu lado. — Então vem aqui todas as noites?
— Na verdade não. . . Faz um tempo que não vinha aqui.
— E porque veio hoje? — Ele virou o rosto encarando Thalia. Mas a menina continuava com olhar fixo no céu.
— Soube que teria uma chuva de meteoros.
— Deuses! Vamos morrer?
Thalia gargalhou. — Não seu idiota, elas passam anos luz longe da terra. . .mas podemos velas sabe, e é divino.
— Você já as viu?
Thalia virou o rosto encarando o menino, e mais uma vez ficaram a um dedo de distancia.
— Eu consumava vê-las com meu pai.
Nico se arrependeu de comentar sobre aquilo.
— Lamento. . .
— Não lamente. — Ela sorriu. — Se não confiasse em você não te traria aqui. — sussurrou. — Sinto que posso falar tudo para você, sobre qualquer assunto. . .e estranho, sinto que temos uma ligação. E como se já o conhecesse a...muito. muito tempo.
Nico sentiu seu coração apertar. Queria desistir de seu plano e falar toda a verdade para Thalia naquele exato momento. Mas seus pensamentos foram interrompidos por um clarão cortando o céu.
Thalia se levantou em um pulo, então correu até o telescópio mais uma vez. — Começou! — Ela anunciou sorrindo.
Nico não pode deixar de sorrir também. Ela parecia tão feliz, quanto uma criancinha no play land.
Ele se levantou e caminhou até esta do lado da menina. Apoiou os cotovelos no muro de proteção. E observou Thalia. Ela tirou os olhos do telescópio, e se aproximou de Nico com certo receio. Então Nico notara que ela temia se aproximar tanto assim dali. Ele esticou sua mão para ela, e Thalia a segurou, Nico a puchou colocando-a ao seu lado.
— E só não olhar para baixo. — Ele murmurou. Mas os olhos de Thalia já iam fazer o contrario e olhar.
Nico tampou os olhos dela com uma das mãos. E a outra a puxou pelo braço colocando a menina a sua frente, ele subiu o rosto dela direcionando novamente ao céu. Então destampou eles novamente, Thalia sorriu encantada. O espetáculo acabara de começar.
Os meteoros passavam como flashes coloridos pelo céu. Thalia sorriu seus olhos brilhavam. Nico a encarou, os cabelos da menina mexiam-se ao ritmo da brisa, o rosto dela estava tão lindo iluminado à luz da lua, aquilo só deixava seu sorriso ainda mais encantador.
Naquele momento ele viu, que não poderia contar para ela a verdade. Não poderia quebrar o coração de Thalia mais uma vez. Ele queria poder vê-la assim para sempre, sorrindo encantada com coisas tão simples como essa. — O menino voltou os olhos ao céu, e também sorriu ao ver. Era realmente muito bonito. — Ele queria poder voltar no tempo e corrigir tudo, queria ter passado mais momentos assim com Thalia, queria poder beija-la agora apreciando este espetáculo natural. Mas perdeu o direito de fazer tudo isso quando foi um idiota.
Talvez Nico devesse permitir, devesse deixa Leo ficar com ela. Quem sabe o Valdez não a fizesse feliz?
Nico sentiu as mãos da menina apertarem sua camiseta, mas os olhos de Thalia ainda estavam no céu, seu sorriso ainda maior.
— E. . .tão lindo. —A menina murmurou.
—Sim. — Concordou, — Muito lindo. . .
Nico sentia seu coração pesado e sentia seus olhos arderem. Tudo era tão difícil, não queria abrir mão de Thalia. Não queria abrir mão de seu sorriso, não queria abrir mão de ser a causa dele. — Suas mãos apertaram o murro com força. E seus olhos deixaram uma lagrima escapar. Essa que pingou na mão de Thalia, que também estava apoiada ali.
A menina analisou o céu, mas não havia nem uma novem no mesmo, aquilo não poderia ser chuva. Foi então que escutou um soluço. Virou-se olhando para traz, e viu o rosto de Nico abaixado e seus olhos apertados, o menino já chorava a ponto de soluçar.
— Ei o que houve? — Thalia se virou tocando seu rosto.
Nico sentiu-se ainda pior. Ouvir Thalia e chegar assim perto dela só tornava tudo pior.
—Nico? Ei. — Ela passou os braços ao redor do pescoço do menino se esticando e lhe dando um abraço. — O que foi? — Perguntou, sentia seu coração pesado em ver o menino daquela forma.
Nico tentou se controlar, mas não conseguiu. Desceu as mãos até a cintura dela, então a abraçou com toda sua força. Aproximou seu rosto dos cabelos dela, afundando ele ali enquanto se dava ao luxo de chorar.
— Eu não quero. . . — Murmurou.
— Não quer?
— Não quero abrir mão de você novamente. . .
— O que?
— Por favor, prometa pra min, que nunca, não importa a situação, de que não vai me deixar, por que. . . Acho que não suportaria sem você.
Thalia subiu as mãos até os cabelos do menino.
— Esta tudo bem, estou aqui. . .estou aqui para você. . .
O menino continuou a chorar, Thalia se afastou de Nico e lhe esticou o dedo mindinho.
— O que e isso? — Ele perguntou fungando.
— E uma promessa. — Ela pegou sua mão e fez o mesmo com o dedo dele. Entrelaçando-os.

— Viu? agora é uma promessa. — Thalia sorriu fraco, seus olhos também ardiam.
Nico sentiu-se completamente seguro, aproximou-se da menina a abraçando mais uma vez.
Ela retribuiu. — Não vou te deixar, sempre que precisar estarei aqui. Eu prometo. . .
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