Beauty - No Limite Da Loucura
25 Beauty 25- Second Act - Garotas Bonitas Andam Perdidas
Notas iniciais

Fiquei um tempo encarando a tela, imóvel, não tinha coragem de puxar o dedo para cima e ler o que estava escrito em baixo. Eu suava frio e suspirava. Diante dos meus olhos estava a resposta que poderia mudar a minha vida:
–Preciso falar com Asuma!
–Excuse me, sir, but we'll take it now. (Desculpe-me, senhor, mas vamos levá-la agora.).
–Oh yeah, I was just leaving, thank you. (Ah, sim, eu estava saindo, obrigado.).
Sai do quarto fechando a porta, Asuma estava na sala de espera e me viu chegar:
–E aí?Como ela está. –Disse se levantando.
–Bem, eles agora estão levando-a para tirar o álcool do sangue. –Olhei para os lados e não vi Kurenai. –Onde está Kurenai?
–Ela foi até a lanchonete do hospital comer alguma coisa, estava com fome.
–Que bom que ela não está aqui, por que eu preciso falar com você. –Falei num tom sério e Asuma se surpreendeu.
–O que foi?
–O detetive me mandou o e-mail do dossiê da Emi, está aqui no meu celular. –Asuma arregalou os olhos.
–E aí? O que diz?
–Eu não sei, não tive coragem de abrir, precisava falar com você antes.
–Certo, então vamos descobrir agora!
Nos sentamos no sofá e eu peguei meu celular, desbloqueando e abrindo o e-mail logo em seguida. Ficamos um tempo olhando para a primeira página:
–Anda, Sasuke, vai para a próxima. –Fiquei com o dedo pronto para apertar a tela.
–Aaaaaaah, eu não agüento, -Reclamei. –Asuma, leia você! –Entreguei o celular para Asuma.
–Covarde! -Asuma pegou o celular da minha mão impacientemente e leu.
Asuma ficou segurando o celular nas mãos, ele também estava nervoso. E eu sou o covarde, né?
–E então? –Perguntei impaciente também.
–Sasuke, tem certeza que quer saber o que está escrito? –Asuma sentou-se de lado no sofá, me encarando. Eu engoli a seco.
–Tenho! –Disse decidido e confiante, virando para seu lado.
–Certo, Sasuke... –Ele estava pronto para mudar de página.
–A Emi... –Asuma começou a falar.
–E então Sasuke, como a Emi está?
Eu e Asuma olhamos para frente e vimos Kurenai em pé, nos encarando.
–AAAAAAAAAAAH!!! –Demos um pulo de susto.
–Nossa, virei assombração? –Ela disse com um sorriso gentil.
–NÃO SAÍA POR AI ASSUSTANDO OS OUTROS! –Gritei irritado.
–Shhhhh. –Disse um dos enfermeiros perto. Me desculpei.
–Você nos assustou, Kurenai! –Disse Asuma.
–Eu não resisti, vocês estavam aí conversando baixinho como se estivessem compartilhando um segredo, nem perceberam quando eu cheguei. Mas mudando de assunto, como Emi está?
–Eles a levaram para tira o álcool do sangue, mas ela está bem! –Kurenai sentou-se aliviada.
–Que bom, estava tão preocupara. –Olhei para Kurenai, ela tinha uma expressão de angustia nos olhos.
–Ei, Kurenai! –Chamei e ela voltou-se para mim. –Ela já tentou fazer isso outras vezes?
–Fazer o que?
–Você sabe, se suicidar! –Emi estreitou o cenho.
–Não... –Kurenai tinha um olhar vazio. -Ela sempre foi do jeito que você conhece, arrogante, egocêntrica, prepotente. Na verdade, aquela foi a primeira vez que eu a vi chorar, eu nunca a vi demonstrar nenhum sentimento positivo. Ela não me falou o motivo de estar daquele jeito, não conseguiu, mas te digo uma coisa, ela está sofrendo muito, nunca a vi tão desestabilizada e frágil, ela sempre foi tão forte, nada a abalava, me pergunto o que aconteceu para fazer a defesa e orgulho dela desaparecem. Algo realmente de muito ruim está acontecendo com a Emi, e eu tenho medo do que ela possa fazer com si mesma.
Sim, Kurenai tinha razão, ela estava muito estranha, com o olhar distante, sempre cansado e vazio, é como se a sua alma tivesse saído e só sobrace o corpo.
Eu ainda me lembro quando ela chorou no carro, parecia uma criancinha chorando, eu estava tão desesperado com aquilo, ela de repente estava chorando, eu não sabia o que fazer para fazê-la parar, por que aquilo estava doendo em mim. Eu apenas a abracei, a abracei com todas as minhas forças, se eu não podia fazê-la parar, então pelo menos queria que ela ficasse melhor. Ela dormiu no calor dos meus braços, com os olhos inchados e o rosto corado. Quando eu vi aquilo senti vontade de ficar lá eternamente, abraçando-a.
Mas agora estou confuso com uma coisa, será que estou sentindo isso por Emi por que acho que ela é a Sakura ou eu realmente estou começando a gostar dela? Bom, é hoje que eu vou descobrir!
...
Acordei e já eram quatro da manhã, eu acabei cochilando no sofá. Olhei para os lados, ainda sonolento e vi que Kurenai dormia no ombro de Asuma, e Asuma repousava sua cabeça na cabeça de Kurenai, que cena linda. Peguei meu celular para tirar uma foto, mas fui surpreendido quando vi que o e-mail ainda estava aberto. Engoli a seco e comecei a ler.
...
Já eram seis da manhã e Kurenai e Asuma acordaram, tomamos um café e decidimos visitar Emi, chegando perto do leito de Emi o médico veio em nossa direção:
–Por favor, um de cada vez, ela está acordada, mas ainda está fraca, então peço que falem baixo. –Ele pediu.
–Certo, quem vai primeiro? –Perguntou Kurenai.
–Deixe o Sasuke ir, ele ainda não teve a chance de falar com ela. –Explicou Asuma.
–Ok. –Disse Kurenai voltando para a sala de espera junto com Asuma.
Vi que tinha uma janela perto da porta que dava para ver o quarto por dentro, não dava para ver muita coisa por que tinha uma cortina de persiana, mas eu conseguia ver Emi, ela não notou que eu estava ali. Seu rosto tinha uma expressão morta e seus olhos estavam vazios, ela encarava as mãos. Fiquei assustado, nunca a vi daquele jeito tão... Sem vida.
Parei de observá-la e adentrei a porta, ela deu um sobressalto e me encarou, quando me viu deu um largo sorriso. O que é isso de repente? Que mudança é essa?
–Oi, Sasuke! –Disse radiante.
Me dirigi até a cadeira ao lado, e ela apenas me seguia com os olhos e com um sorriso estranho, meio forçado. Sentei-me e comecei a encará-la.
–Estou bem melhor agora, desculpe ter preocupado vocês, parece que bebi além da conta. –Ela riu sem graça.
Agora sim ela está muito estranho, ela está pedindo desculpas? O que há de errado com ela? Ela não tem idéia da gravidade do que ela fez?
–Por que fez aquilo? –Falei sério.
–Eu estava feliz, então decidi beber para festejar. –Disse despreocupada.
–E também decidiu implementar com antidepressivos e calmante em dose cavalar? –Falei de maneira um pouco mais ácida, ela diminuiu o sorriso.
–O que é isso, Sasuke? Por que está falando desse jeito? –Ela tentava manter o sorriso.
–Você sabe que você poderia ter morrido? Isso passou pela sua cabeça alguma vez? –Disse nervoso.
–Eu não ia morrer, eu sei me cuidar. –Seu tom despreocupado era o pior de tudo, ela falava como se ela não tivesse feito nada de errado, como se fosse totalmente normal.
Me irritei e levantei-me, agarrando-a pelos ombros:
–Você tem idéia de como eu fiquei desesperado, você tem idéia do estado em que eu fiquei quando você estava morrendo nos meus braços? –Seu sorriso foi morrendo e ela agora me olhava pasma. –Não, você não tem idéia. Você não ta nem ai de deixar todos loucos, não é? Você é uma egoísta que só se importa com si mesma, o resto que se dane. –Suspirei pesadamente. –Você é uma ridícula, Emi! –Ela estreitou o cenho, irritada.
–Cala a boca! –Disse me empurrando, me encarando de forma mortal. –Você não sabe de nada.
–Então me conta! –Falei num tom alto e a abracei fortemente. –Eu sei que você está sofrendo e eu não agüento te ver desse jeito, ver você se matando cada vez mais. Eu quero te ajudar, por favor, Emi, deixe-me te ajudar. Eu não posso deixar você fazer isso com sigo mesma!
Abracei Emi fortemente, e ela aos poucos foi me envolvendo em seus braços, retribuindo o abraço. Ela deitou a cabeça no meu ombro e permaneceu.
–Por favor, eu te imploro, não faça mais isso...
Saito ficou ali com a cabeça deitada no ombro de Sasuke, apenas aproveitando aquela sensação de conforto. Até que as palavras de Sasori vieram a sua mente.
“Ele está jogando com você, está te manipulando!”
“E ele está mentindo de novo!”
“Emi, ele está fazendo isso com você, para de ser bobinha. Vejo que você não mudou em nada daquela garota sonsa do passado.”
Emi de repente se afastou de mim e me empurrou, fiquei sem entender, por que essa reação?
–Estou cansada, por favor, saia!
–Emi, nós ainda não terminamos...
–Sasuke, por favor! –Ela virou o rosto para o lado, evitando-me.
Olhei-a alguns segundos, mas fiz o que ela pediu, me levantei e sai. Quando fechei a porta o medico estava passando acompanhado de uma enfermeira:
–É, com licença. –Chamei e ele virou-se. –Eu queria saber quando Emi vai receber alta.
–Bom, ela ficara mais essa noite sobre observação, mas amanhã de manhã você já pode vir buscá-la.
–Obrigado doutor, obrigado por tudo.
–Esse é apenas o meu trabalho. –Ele deu um passo à frente, mas voltou. –Sugiro que volte para casa e descanse. –Depois de dizer isso ele continuou seu caminho.
Caminhei até a sala de espera onde estavam Kurenai e Asuma. Asuma quando me viu logo veio em minha direção:
–Sasuke, acho que já está na hora de voltarmos para o hotel.
–Eu não vou voltar, vou ficar aqui. –Disse decidido.
–Você não pretende ficar até de manhã, pretende? –Ele parecia não acreditar.
–Sim!
–Oe, criança, pense um pouco, você só dormiu duas horas, precisa descansar e tomar um banho urgentemente, você cheira a vômito e álcool. –Ele balançou a mão como se estivesse espantando o mau cheiro.
–Eu não posso deixar ela sozinha... –Asuma me cortou.
–Eu vou ficar! Você e Kurenai vão voltar e descansar um pouco.
–E enquanto a você? –Perguntei preocupado.
–Garoto, algumas horas sem dormir não irão me afetar, agora volte para o hotel e descanse.
Ele parecia cheio de energia, mas eu sabia que no fundo ele estava exausto, assim como todos nós. Não tivemos tempo de dormir, viajamos a noite inteira –ou dia inteira- e ainda aconteceu tudo isso, estávamos simplesmente mortos, na verdade nem eu sabia como estava agüentando em pé, minha vontade era desabar naquele chão frio e infectado, e dormir ali mesmo, mas eu não podia fazer isso, havia uma pessoa naquele lugar que estava precisando de mim, e eu não podia fechar os olhos para ela.
Eu e Kurenai nos dirigimos até a entrada do hospital, mas quando íamos sair decidimos voltar assim que vimos um aglomerado de repórteres na porta, eles tiravam fotos e se espreitavam entre eles.
–Não acredito, como eles souberam? –Kurenai estava atônica.
–Acho que foi por causa das minhas atitudes discretas de levar Emi ao hospital. –Eu olhava a tudo aquilo boquiaberto.
–Você deveria ter pensado nas conseqüências. –Ela rosnou.
–Como eu poderia pensar em algo assim quando minha esposa estava morrendo nos meus braços? –Falei irritado.
–Ok, ok, vamos discutir isso depois, agora temos que achar um jeito de sair daqui. Onde está seu carro?
–Estacionado do outro lado da rua.
–Ok, vamos lá! –Ela estofou o peito e saiu andando firmemente, mas eu a parei.
–Espera ai, nós vamos enfrentar essa multidão de repórteres?
–Claro que sim. –Ela disse com um sorriso gentil.
Kurenai saiu andando e eu fui atrás, quando abrimos a porta eles vieram como urubus em cima da carniça, enfiavam quase o microfone em nossos rostos e faziam perguntas:
–“O que aconteceu com Saito Emi?”, “Qual é o estado de saúde dela?”, “Quanto tempo ela ficara internada?”, “Qual é a gravidade do caso?”, “Isso ocorreu por causa do casamento?”. –Eram algumas das perguntas.
De algum jeito conseguimos chegar até o carro, saímos de lá o mais rápido possível, Kurenai estava bem mal humorada:
–Isso vai repercutir pelo mundo, vai ser um escândalo, precisamos esconder o motivo de Emi ter ido para o hospital, se souberem que Emi ingeriu álcool com remédios isso vai ser uma baixa muito grande e também irá manchar a imagem dela, e claro, a sua também.
–Você acredita que um dos repórteres perguntou se a causa dela ter ido parar no hospital foi minha? O que é isso? Nós viramos Ike e Tina Turner? –Kurenai deixou escapar uma risada abafada.
–Acostume-se, por que eles ganham por cada mentira que eles contam, Emi já sofreu muito com eles, e principalmente com uma repórter em especial.
–Quem?
–Digamos que é a arqui inimiga da Emi, ela é uma repórter que trabalha para aquela grande revista de celebridades, a revista People. Todas as reportagens ruins sobre a Emi são de autoria dela!
–Wow, quem é essa? –Emi com arqui inimiga? Isso eu queria saber.
–Uzumaki Karin!
–KARIN? A PRIMA DO NARUTO? –Disse totalmente perplexo.
–Eu também fiquei surpresa em saber que um dos seus amigos é primo dela, eu não disse nada no casamento por que pensei que não fosse importante, mas agora tenho medo desse acontecimento chegar até ela.
–Como esse mundo é pequeno. Nunca poderia imaginar que a prima do Naruto era a inimiga da Emi! –Estava totalmente desnorteado.
–O engraçado é que antes do filme Emi nunca teve uma reportagem negativa, depois do filme ela começou a ser perseguida por essa jornalista, essa Karin é obcecada por ela.
–Acho que eu meio que entendo o motivo. –Disse rindo sem graça.
–Então explique-me.
–Ela não é obcecada pela Emi, ela é obcecada por mim!
–Como assim?
–Eu e ela estudávamos na mesma classe no fundamental, mesmo quando o ano passava ela dava um jeito de ficar na minha classe, aposto que os pais dela pagavam por isso. Nas férias de verão do nosso primeiro ano do ensino médio os pais dela mandaram ela para um internato na Suíça, ela foi pro Instituto Le Rosey
–Ah, sei! Aquele que é a escola mais cara do mundo?
–Esse mesmo! Depois ela se formou em jornalismo na Harvard. Eu sempre a vejo lá no Japão, ela está morando com Naruto, nós antigamente éramos colegas de quarto, agora ela está ocupando o meu quarto. Resumindo, ela é apaixonada por mim desde o fundamental.
–Meu deus essa mulher é uma louca, melhor eu tomar alguns cuidados. –Ela se manteve em silêncio, mas logo depois se virou para mim, sorridente. -E você Sasuke?
–Eu o que? –Dei-lhe uma olhada rápida.
–Onde se formou?
–Na Juilliard, me formei em artes cênicas!
–Juilliard? Aquela famosíssima faculdade de música e artes cênicas? Espere aí... –Ela ficou mega impressionada, mas depois cerrou o cenho. –Você não disse que nunca tinha saído do Japão?
–Eu exagerei um pouco, mas só ir para os E.U.A fazer faculdade não é bem uma viajem. O único país eu tinha viajado foi para a América, eu não aproveitei nada, ficava sempre na minha republica ou na facul, não saia para conhecer a cidade, só ficava estudando. Então quando eu aceitei acompanhar Emi nessa turnê vi a oportunidade de conhecer um pouco do mundo.
–Harvard, Juilliard... Vocês ricos são realmente abençoados pelos deuses! Enquanto nós pobre temos de ficar aqui, nos matando de estudar vocês apenas escolhem e pronto. –Cerrei o cenho.
–Se você pensa que tudo na minha vida foi fácil está muito enganada, não sou nenhum filhinho de papai, tudo que eu consegui nessa vida não teve um dedo do meu pai, eu consegui pelo meu próprio mérito. Eu consegui uma bolsa de estudos na Juilliard!
–Oh, perdão, Sasuke, não queria que se senti-se ofendido, foi só um comentário aleatório. –Ela disse se redimindo.
–Tudo bem, Kurenai, não me ofendi. –Disse gentil.
Estacionei o carro na entrada do hotel, tinham repórteres na porta também, mas os seguranças do hotel logo deram um jeito de nós passarmos. Subi direto para a minha suíte e me joguei na cama, totalmente exausto. Não demorou que adormece-se.
Saito POVs:
Aquela incompetente daquela enfermeira não sabia espetar uma agulha direito, além de errar a veia ainda me furou umas cinco vezes, vadia cega, ela ainda me paga, vou dar um jeito dela ser demitida.
Estava no meu quarto de hospital vendo televisão, estava na MTV e passava o Top 10 das músicas mais bombadas da Billboard, agora iriam iniciar quem estava em primeiro lugar.
–“E em primeiríssimo lugar, ela, a queridinha da America e do mundo, com 180 milhões de discos vendidos só no ano passado, Saito Emi, com seu novo hit, fiquem agora com o clip de Poisonous Love!” –Sorri com o resultado, mas não me surpreendeu nenhum pouco.
A porta se abriu, era Asuma, ele tinha um sorriso no rosto, um sorriso fraco mais ainda assim feliz. Ele caminhou e se sentou na cadeira que tinha do lado da minha cama:
–Como está se sentindo, criança?
–Já disse para não me chamar de criança. –Disse zombando-o e ele riu com o nariz. –Estou me sentindo bem, até de mais. –Ele me observou.
–Não vou te fazer perguntas por que sei que Sasuke já deve ter te enchido disso, então vim aqui para te dar algo. –Me ajeitei melhor na cama.
–O que?
Ele tira de dentro da bolsa uma necessaire que eu conhecia muito bem, sorri ao constatar o que era:
–Uma rainha deve sempre andar linda, e não com cara de doente. –Peguei-a e abri-a, aquela era minha necessaire de emergência, era a necessaire de maquiagem que eu levava na minha bolsa.
–Obrigado, Asuma. –Ele me embalou em seus braços e me abraçou.
–Minha pequena criança perdida em um mundo feio! –Sussurrou.
Sasuke POVs:
–Ei, Sasuke! –Ouvi uma voz feminina me chamar e me empurrar delicadamente. –Anda Sasuke, acorde, precisamos ir buscar a Emi, ela vai receber alta hoje! –Abri os olhos e era Kurenai.
Me levantei logo em seguida me espreguiçando e bocejando, encarei Kurenai que me olhava:
–Onde está Asuma?
–Ele está no quarto descansando, ele ficou muitas horas acordado. Ande logo e se vista, Emi está esperando.
–Ok, ok. –Disse entediado.
Fui até o banheiro e fiz minha higiene matinal e depois tomei banho, sai do banho e peguei uma roupa na mala para depois sair do quarto. Kurenai estava no hall me esperando, fomos juntos até o hospital.
Chegando lá os repórteres ainda estavam de plantão, dessa vez os seguranças do hospital nos ajudaram a passar. Chegamos até o quarto de Emi e ela estava milagrosamente vestida com uma roupa mais casual, ela estava linda como sempre. Emi estava arrumando sua bolsa e nem percebeu que estávamos ali.
–Emi? –Kurenai chamou.
Emi se virou e deu um pequeno sorriso, Kurenai logo correu para abraçá-la:
–Sua idiota, não faça mais isso.–Disse Kurenai apertando mais fortemente.
–Desculpa...–Emi abaixou os olhos e se acomodou mais no abraço de Kurenai.
Kurenai se separou de Emi e a encarou:
–Ouve um contratempo, precisamos voltar para o Japão imediatamente! –Disse Kurenai.
–O que ouve? –Kurenai abaixou a cabeça como quem não queria falar. –Fala!
–O single que iria ser lançado no próximo mês vazou.
–O que? –Emi pareceu não acreditar.
–Isso mesmo que você ouviu!
–EU NÃO ACREDITO, COMO ISSO ACONTECEU? –Emi estava totalmente alterada.
–Eu não sei, é por isso que precisamos voltar para o Japão.
–Certo, já marcou o vôo?
–Sim, vamos embarcar daqui a duas horas num vôo de emergência, consegui um jatinho.
–Muito bem, as férias acabaram! Kurenai, quero tudo preparado até o nosso embarque, sem erros! –Kurenai apenas confirmou com a cabeça.
–É nessas horas que a Shizune faz falta, deveria ter levado ela para a lua de mel também e não ter mandado ela para o Japão. –Kurenai comentou para si mesma.
Emi pegou o celular e começou a gritar com a gravadora, e Kurenai ligou para os advogados. Olhei aquela agitação toda com tédio, sai do quarto e me sentei na sala de espera, estava com medo de ficar no mesmo ambiente que aquelas duas.
–Sasuke? –Ouvi uma voz familiar, olhei para o lado e vi quem era.
–Itachi? O que faz aqui? –Perguntei observando-o se sentar ao meu lado.
–Fiquei esperando você ontem, mas depois vi na internet o que aconteceu, então decidi vir aqui para saber como está a sua esposa.
–Bem até de mais. –Apontei com a cabeça para o quarto e Itachi ouviu os berros de Emi lá de dentro, logo depois ele riu.
–É, ela realmente melhorou. Mas o que aconteceu? –Olhei-o com relutância, não queria falar o que aconteceu, não mesmo.
–Parece que ela comeu alguma coisa estragada e passou mal.
–Ou ela pode estar grávida! –Ele falou animado e eu cerrei os olhos.
–Não, Itachi, ela não está grávida! –Falei pacientemente.
–Ah, que pena! –Ele realmente parecia estar decepcionado.
–Quer tanto um sobrinho assim? –Sorri gentilmente.
–Claro que quero, ia ser muito show, imagina! –Sua animação voltou.
–É, seria, mas guarde a sua animação, por que eu e Emi não pretendemos ter filhos tão cedo, talvez daqui uns cinco ou dez anos.
–Por que tanto tempo? Façam agora! –Qual é a dessa obsessão por querer que eu tenha um filho?
–Itachi... –Falei tentando manter a paciência que ainda me restava. –Vamos discutir isso depois, to indo embora.
–O que? Embora? Como assim embora?
–Aconteceu um desastre na gravadora da Emi e nós precisamos voltar para ela poder resolver. –Itachi me olhou com um olhar tristonho.
–Eu queria que você ficasse mais. –Sorri.
–Não sabia que meu nii-san era tão sentimental. –Ele fez uma cara rabugenta, apertei sua bochecha e ele deu um tapa na minha mão.
–Pare de graça Sasuke, eu estou falando sério! –Apenas ri.
–Eu sei, eu sei! –Parei de rir. –Não se preocupe, eu vou dar um jeito de nós nos encontramos com mais freqüência, okey?
–Promete? –Sorri.
–Prometo! –Itachi colocou o braço em volta do meu pescoço e me puxou mais pra perto.
–Que linda cena! –Eu e Itachi olhamos para trás e vimos Emi escorada na porta do quarto.
–Ah, Emi, que bom que chegou, quero te apresentar meu irmão. –Disse me levantando e Itachi levantou logo em seguida, Emi caminhou até nós e deu a volta no sofá da sala de espera.
–Prazer, sou sua cunhada! –Emi deu a mão para Itachi.
–Prazer, cunhada,–Itachi pegou a mão de Emi rapidamente e a apertou, animado. — e por favor me dê muitos sobrinhos! –Emi ficou vermelha da cabeça aos pés, boquiaberta.
–Ei, Itachi! –Chamei irritado.
–Nossa, você realmente tem seios lindos, que sorte dos meus sobrinhos, eles serão muito bem alimentados... –Dei um forte cascudo na cabeça de Itachi.
–Pare com isso, seu pervertido! –Falei irritado, e Itachi choramingou passando a mão na cabeça.
–Sasuke é tão mal! Eu só estava feliz de ver a sua esposa.
–Não fale coisas estranhas para a minha mulher, seu tarado!
–Eu não sou tarado! –Itachi se levantou irritado. Emi nos observava com cara de vento.
...
–Seu irmão é estranho! –Disse Emi.
Estávamos no hotel, terminando de fazer nossas malas:
–Ele não é estranho, é só um pouco diferente.
–Não, ele é estranho! –Cerrei o cenho, irritado.
–Ok, Sra. Dopada, pense o que quiser.
–Me chamou do que? –Ela se virou com uma expressão demoníaca.
–Nada, nada, nada... –Falei com medo. –Mas mudando de assunto, como você vai resolver esse negócio do seu single?
–Não sei, tenho que falar com meus advogados, com a gravadora, com meus patrocinadores, com todos.
–E se não tiver jeito? –Ela parou de arrumar as coisas.
–Se não tiver jeito, então eu perderei muito dinheiro, vai ser um desfalque gigante, posso sair muito prejudicada. –Ela deu meia volta e foi em direção a porta.
–Onde vai? –Ela me olhou pro cima do ombro.
–Vou falar com a Kurenai, já volto! –Dito isso ela saio.
...
Estava terminando de arrumar minha mala quando ouvi alguém bater na porta:
–Entre! –Disse virado de costas para a porta.
Logo depois veio o som da maçaneta girando e o ranger da porta, olhei para trás e era Asuma, vindo em minha direção fumando seu cigarro.
–Já falei para não fumar essa porcaria perto de mim! –Disse irritado.
Ele logo depois jogou o cigarro pela sacada e se sentou na cama, me encarando:
–O que foi?
–Essa crise com a Emi pode te afetar, você sabe, né? Suas imagens estão ligadas, se um cai o outro também cai! –Ele disse olhando para o oceano através da sacada. –Você já está bastante famoso, não precisa mais da Emi, então não vai sair perdendo.
–Por que está dizendo isso?
–Por que a menos que você tenha reais motivos para continuar ao lado dela, eu diria para você abandonar o barco antes dela afundar!
–Que coisa cruel, Asuma! –Disse indignado.
–Não é crueldade, Sasuke, é realidade! Tudo isso, todo esse casamento, é apenas uma farsa! Isso não é um casamento, é uma aliança, então não leve tão a sério. Vocês se aliaram para alcançar seus objetivos, ela já alcançou o dela, e você já está alcançando o seu, não há mais motivos para vocês ficarem juntos.
Comprimi meus lábios e cerrei os punhos, Asuma percebeu e fechou a cara:
–Ou será que há? Você leu o dossiê? –Ele disse sério.
–Lí!
–Como eu disse, a menos que você tenha motivos para continuar ao lado dela então você não precisa fazer isso. Mas eu estou tentando ver uma saída para vocês dois, estou tentando achar um jeito de vocês saírem disso tudo intactos.
–Não, você está achando uma forma de eu sair intacto! Você não entende, Asuma, não tem mais volta, nós já estamos envolvidos nessa merda toda até o pescoço, não há como sair intacto, ou vai sair quase destruído ou totalmente!
–Eu só não quero que você saia disso tudo machucado, por que é exatamente isso que vai acontecer se você continuar se afeiçoando a ela, você vai se agarrar ao passado e quando ela não corresponder aos seus desejos, você vai se machucar! Ela sendo ou não a Sakura, ela vai te ferir! Se ela for a Sakura você vai sofrer pelo o que ela se tornou, e se ela não for você vai ter tido esperanças à toa.
–Pensei que você gostasse da Emi!
–E eu gosto, eu adoro a Emi! Mesmo ela sendo do jeito que é. Mas se os dois estivessem se afogando e eu só pudesse salvar um, você já sabe quem eu salvaria. Então diga-me, qual é o resultado do dossiê?
–Se eu te falar você vai me encher mais ainda o saco. –Ignorei-o
–Fala logo! –Ele disse irritado.
–...
–Sasuke!
–Não...
–Por que não? –Ele levantou irritado.
–...ela não é a Sakura!
Continua...
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