Beauty - No Limite Da Loucura
26 Beauty 26- Second Act - Garotos Bonitos Enchergam
Notas iniciais

Asuma ficou me encarando, procurando algum sinal de mentira:
–Sasuke, fale logo a verdade!
–Eu estou falando! –Disse irritado. Peguei meu celular e estendi a tela para ele. –Olhe por si mesmo.
Asuma leu as linhas e quando viu a constatação seu corpo pendeu um pouco:
–Wow! –Ele deu um suspiro. –É verdade, aqui está registrado o nome dos pais dela, as escolas onde ela estudou, os lugares onde trabalhou, está à vida inteira dela aqui desde o dia em que nasceu. É impossível um simples pseudônimo ter tudo isso! — depois olhou para mim. –E agora?
–E agora nada, as coisas vão ser do jeito que sempre foram.
–Mas... –Ele abaixou os olhos buscando as palavras. –Como fica você?
Olhei para Asuma e sorri. Ele estava preocupado comigo, desde o começo disso ele sempre teve medo que eu me decepcionasse, a culpa é minha, eu quis abrir uma ferida já cicatrizada. Decepção não é bem o que estou sentindo, mas não nego que estava esperançoso, tudo indicava que ela era Sakura, e eu queria com todas as minhas forças que ela fosse, mas, ao mesmo tempo, temia mais que tudo.
Mesmo Emi estando mais receptiva esses dias isso não muda o jeito como ela me olha. Mesmo que tenhamos melhorado com o tempo eu ainda consigo ver nitidamente ódio e rancor no olhar dela, e no fundo eu não queria que ela fosse Sakura, eu não conseguiria agüentar vê-la me olhar daquela forma, iria doer... E muito.
–Eu estou bem, é sério, eu já esperava por isso! –Sorri.
–Sasuke! –Olhei-o. –Quero que me prometa uma coisa.
–Pode dizer.
–Quero que prometa que não vai cavar essa história!
Aquilo me surpreendeu, acho que dentro de mim eu queria continuar acreditando, mas Asuma tem razão, se eu continuar só irei me martirizar.
–Prometo! –Prometi sinceramente.
–Não quero te ver daquele jeito novamente. –Ele fala com um olhar triste
Asuma refere-se a época em que eu descobri que Sakura estava morta. Eu conheço Asuma a muito tempo, ele é amigo do meu pai na época em que ele se dedicava a ser diretor de cinema, já faz uns dez anos que ele se aposentou e decidiu seguir os negócios da família. Asuma é um amigo bem próximo da minha família, ele é como um irmão mais novo do meu pai.
–Isso não vai acontecer, não tem como ela morrer duas vezes! –Disse frio e rispidamente, Asuma me olhou surpreso. –Desculpe, não estou bem humorado hoje.
–Percebi!
–Mas me fale sobre o que está acontecendo com a Emi.
–Pelo que tudo indica foi um hacker.
–Esses hackers de hoje em dia, não se pode ter sossego nenhum.
–Vamos parar de conversa fiada e vamos para o aeroporto!
–Certo.
...
Chegamos ao aeroporto uma hora depois. Emi estava insuportavelmente irritante, ela não parava de gritar com a gravadora pelo telefone, me deu vontade de enfiar o seu celular goela a baixo, mas me contive.
–Emi, poderia fazer mais silencio, por favor? –Disse calmamente. Ela me olhou e fez uma careta azeda e continuou a gritar.
É, parece que as coisas voltaram ao normal, melhor dizendo, Emi voltou ao normal.
–OOOOOOOE!!! –Ouvi o grito de alguém que eu conhecia bem, olhei para trás e lá estava ele correndo em nossa direção sinalizando com os braços.
–O que faz aqui? –Perguntei com ele logo perto.
–Oras, vim me despedir, né? –Ele da um sorriso, eu sorri em retribuição.
–Quanto sentimentalismo, estou estranhando. –Zombei.
–Olha quem fala, até ontem você que era o bebe chorão. –Fiz uma cara azeda.
–Bebe chorão... –Emi falou com tom de zombaria. –Até imagino. -Cerrei os olhos.
–Ok, Ok, Srtª. Mix!
–Mix? –Ela perguntou sem entender a piada.
–Não é você que gosta de fazer um mix nos seus drink’s? –Falei com puro sarcasmo e maldade, ela cerrou os olhos.
–Vai ficar lembrando disso para sempre ou precisa de uma ajudinha para esquecer? –Ela começou a caminhar até mim com o punho levantado e cerrado em um soco.
–Oe, oe, Emi! Controle-se, estamos em publico! –Disse Asuma segurando-a.
Mostrei meu melhor sorriso de superioridade e Emi ficou ainda mais puta. Mesmo nosso relacionamento tendo melhorado, irritá-la era um dos meus maiores prazeres.
–Vamos embora! Não agüento mais essa maresia. –Ela falou dando as costas e indo para o portão de embarque. Asuma e Kurenai foram logo atrás.
–Vocês tem uma relação de morde e assopra, né? –Itachi ria da situação.
–Tipo isso! –Concordei.
–Mas, convenhamos, eu não me importaria nenhum pouco de levar uns socos dela, -Itachi olhava para Emi de forma maliciosa- claro, se isso fosse seguido de uma reconciliação bem quente. –Ele lambeu os lábios no final.
–Ei, estamos falando da minha mulher, lembra? –Adverti irritado e ele riu.
–Desculpa, cara, sua mulher é muito gostosa, não da para resistir ao comentário.
–Espero não te pegar na cama com ela quando eu voltar para casa. Lembra-se das minhas ex-namoradas? Você seduzia todas, mesmo eu tendo apenas quatorze anos!
–Eu não curtia aquelas pirralhas que você chamava de namoradas, meu negócio era e ainda é algo mais maduro. Mas não posso fazer nada se elas morriam de amores por mim quando me viam. –Ele sorriu presunçoso.
–Você é um filho da puta mesmo! –Ri e ele me acompanhou. –É por isso que nenhuma mulher te quer de verdade, você chega a ser mais canalha que eu!
–Não quero me ligar a ninguém, cara, quero só aproveitar a minha vida torrando meu dinheiro com festas e mulheres.
–Eu te invejo, por que agora estou acorrentado a ela. –Ri da minha constatação.
–Se eu tivesse uma mulher dessa eu virava casto! Você come muito bem em casa, não precisa sair para comer fora. –Soltei uma risada ao ouvir isso.
–Quem me dera... –Ele me encarou.
–Como assim? –Dei um sobressalto ao ouvir o que havia deixado escapar.
–To brincando! Você tem razão, essa mulher me deixa sempre cheio e satisfeito, é desnecessário comer fora! –Ele deu um meio sorriso.
–“Ultima chamada para o vôo 492, rumo a Tóquio, Japão!” –Olhei para os auto-falantes e virei para Itachi novamente.
–Essa é a minha deixa, onii-san!
–Quando voltaremos a nos ver novamente?
–Quando você decidir me visitar! –Digo seco e ele ri.
–Vou para Nova York depois de amanhã, é melhor você estar lá!
–Certo, vou estar lá! –Sorrio.
Nos olhamos e caminhamos para nos abraçar, um abraço forte e demorado. Eu não sei por que, mas quando abracei Itachi tive um pressentimento ruim. Como se fosse um alerta que algo de ruim iria acontecer. Quando terminamos de nos abraçar Itachi me olhou interrogativo:
–Hey, que cara é essa? Você está prestes a chorar? –Só então percebi que meus olhos marejavam e eu estava corado.
–Nii-san...
–Sim, otouto-chan?
–Cumpra a sua promessa! –Disse receoso.
Itachi arregalou os olhos e me olhou surpreso, mas logo depois colocou a mão na minha cabeça e desarrumou meu cabelo.
–Eu cumprirei!
...
Finalmente havíamos chegado ao aeroporto de Tóquio. Saímos do aeroporto cheios de mala, Emi tinha comprado pilhas e pilhas de roupas na viagem, alem de souvenirs. Respirei fundo o ar de Tóquio:
–Nossa, que saudades, como é bom voltar para casa! –Disse animado.
Emi passou por mim mal humorada e fomos para um carro que parecia uma van luxuosa, estava parada na porta do aeroporto, o rosto e nome de Emi estavam estampados na lataria e em baixo estava escrito Party Hot, aquilo era uma Krystal 33 LS . Emi normalmente andava de moto, estranhei ela ter comprado uma van.
Todos nós entramos e era Shizune quem dirigia. Shizune era a faz tudo, era chofer, secretária, empregada, enfermeira e principalmente saco de pancada da Emi, sinto pena da coitada, mas ela é esforçada.
–E aí? Como foi a lua de mel? –Shizune perguntou animada e virando-se para nós do banco do motorista.
–Vá para a gravadora! –Disse Emi ríspida.
Emi apertou o botão que fechava a janelinha entre o motorista e nós.
O interior dessa van era incrível. Tratei de pegar uma bebida no mini bar e beber.
–Nossa, esse carro é foda!Nunca te vi com ele. –Disse para Emi.
–É por que eu comprei ontem! –Ela disse enquanto ligava o som de ultima geração e as luzes pirotécnicas.
–O que? Ontem? Quanto custou?
–Foi barato! –Ela disse pegando uma taça de champanhe. Fiz um bico com sua resposta, estava realmente curioso.
–Quanto?
–Isso é tão importante para você? –Ela falou sarcástica e aquilo me irritou.
–Sim, fala logo!
–3 milhões de dólares. –Ela falou normalmente.
–E isso é barato? –Disse engasgando com a bebida.
–Para mim é uma mixaria!
–Alias, você não me deu presente de Natal, poderia me dar uma van dessas, né? –Não sei nem por que perguntei, sabia que ela iria recusar mesmo.
–Como não? Uma noite em uma cabana com Saito Emi não é um presente incrível? –Ela está se gabando? Ela quase morreu, outra vez...
–Não! –Disse curto e grosso.
–Você sabe quantas milhões de pessoas querem ter a oportunidade de só respirar o mesmo ar que o meu? –Ela levantou o nariz fino. –Você deveria agradecer de ser meu marido, existem muitos homens por aí melhores que você que dariam a vida para ser meu marido, ou até mesmo escravos!
A encarei com cara de vento enquanto via seu ego subir nas alturas. Meu Deus, seu nível de nascisismo, egocentricidade e arrogância é infinito.
–Interessante, mas eu prefiro essa Krystal 33 LS. –Disse com os olhos brilhantes olhando para o interior.
–Está falando que um maldito carro de 3 milhões de dólares é mais valioso do que SAITO EMI? –Acho que feri seu ego.
–Não, claro que não é melhor que você, -Ela sorriu vitoriosa, e eu abri um sorriso maldoso. –mas ainda assim eu te troco por ele.
Vi pelo menos umas três veias saltarem da sua testa. Ai, ai, como eu amo irritar essa mulher.
...
–Isso aconteceu de madrugada pelo o que tudo indica, em menos de algumas horas o novo hit já havia sido baixado milhões e milhões de vezes, ele agora se proliferou pela internet. Já avisamos a policia, e ela está fazendo uma forte investigação.
–O que eu quero... –Emi se controlava, ela estava possessa. – É saber como a PORRA da minha música acabou vazando? Eu contratei vocês para que, seu bando de inúteis!
–Calma, Emi! –Kurenai tenta apaziguar a situação, mas na minha humilde opinião era impossível.
–Perdão, parece que o sistema estava fraco e o hacker conseguiu entrar... –Emi bateu a mão na mesa de vidro com força.
–Vocês sabem quanto dinheiro eu investi? O quanto de milhões estão sendo jogados no ralo? Não, vocês não sabem por que são a MERDA DE UM BANDO DE INCOPETENTES! –Emi se levantou e começou a aumentar o tom de voz.
–Nós estamos dando o nosso melhor para... –O estagiário estava quase chorando.
–Não quero saber de mais nada! Vão a administração e peguem suas contas, vocês está demitidos. –Emi pegou sua bolsa de cima da mesa e deu as cotas para ir embora.
–Ei, Emi, onde você vai? –Perguntou Kurenai calmamente se levantando para ir atrás dela.
–Você sabe muito bem onde eu estou indo!
No instante em que Emi terminou a frase o rosto de Kurenai se tornou pálido como a neve, ela de imediato se levantou pegou Emi pelo braço e a arrastou:
–Ei, me solta! Tá me machucando. –Contrariou Emi.
–Precisamos ter uma conversinha! –Disse Kurenai seca fechando a porta com força.
Todos na sala ficaram sem reação, Kurenai dando uma lição em Emi? Ah, isso eu não poderia perder, abri a porta e fui correndo no encalço delas.
...
Kurenai pegou Emi e a jogou contra parede, fazendo dar um pequeno grito de dor:
–O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO SUA LOUCA? –Gritou Emi.
Kurenai levou Emi para o banheiro feminino, e eu claro, estava escondido atrás de uma parede lá dentro.
–Cala a boca que agora eu vou falar! –Kurenai disse com uma perigosa acidez que até fez Emi engolir a seco.
–V-Você não pode falar assim comigo, você não tem nada a ver com os meus assuntos, se isso não diz respeito ao trabalho então não se meta, se intrometa na sua vida! –Emi cerrou os olhos.
–Você me prometeu que nunca mais iria se encontrar com aquele bandido do Sasori! –Agora eu cheguei mais perto para ouvir.
–Não fale dele assim... –Emi interrompeu.
–Hacker, traficante, envolvido com a máfia, assassino... É esse o homem que você diz ser o amor da sua vida?
Arregalei os olhos. Oh my god, então era por isso que Hinata tinha tanto medo de falar sobre ele, o cara é um bandidão! Coloquei a mão na boca abismado.
–Você não sabe de nada!
–Eu pedi uma investigação separada da investigação da policia, e adivinha? O IP do computador que vazou a música está no nome do seu namoradinho! –Emi arregalou os olhos.
–Você está mentindo! –Disse Emi sem acreditar.
–Que bonito, o homem que você diz amar é o que homem te sabotou, agora eu me pergunto, por que ele fez isso? O que você fez para irritá-lo?
“Me prometa que irá acreditar só em mim, prometa que tudo que eu disser você irá usar como verdade. Acredite só em mim, por que eu sou o único que você tem, e você é a única que eu tenho”
–Eu não acredito em você, só vou acreditar se eu ouvir da boca dele. –Emi se afastou de Kurenai e caminhou em direção a porta.
Me levantei e abri a porta correndo para me esconder, me escondi atrás de uma planta e Emi virou o outro corredor. Depois que ela desapareceu eu me sentei no chão e encarei a parede.
–Quem é você, Saito Emi? –Suspirei.
Já ia me levantando para ir embora quando recebo o telefonema de Hinata. Atendo:
–Hina?
–Oi, Sasuke, você poderia vir aqui em casa?
Saito POVs:
Estava a 120 km/h, a milhão. Precisava chegar a Down City o mais rápido possível.
“Que bonito, o homem que você diz amar é o que homem te sabotou”
Não pode ser, isso não é verdade. Por que Sasori faria isso? Ok, ele costuma me dar algumas lições quando eu não estou fazendo as coisas direito, mas eu estou fazendo tudo certo, não é? Continuo na vingança, então por que ele iria ficar irritado?
...
Alguns minutos depois e eu já estava estacionando na frente do galpão da gangue, lá com certeza estava Sasori e o resto do grupo. Arrastei a grande porta de metal pesado e encontrei todos reunidos em um jogo de pôquer, com várias prostitutas em volta. Havia uma sentada no colo de Sasori.
–Oe, olha quem está aqui, nossa Sacy-chan. –Disse Deidara animado. –Já faz um bom tempo que não nos vemos.
–Cinco anos eu acho. –Diz Hidan enquanto beija outra garota.
–Oi minna! –Aceno para todos. –Sasori, preciso falar com você!
Sasori se vira finalmente para mim e me olha de cima, com um olhar frio e uma afeição amarga. O que eu fiz?
Ele joga a garota para o lado e caminha até uma das extremidades do galpão e segue por uma porta, vou atrás dele e quando passo por Nagato ele fala comigo:
–É melhor você tomar cuidado com o que diz “menininha rebelde”, Sasori não está de bom humor e é por sua causa. – Diz Nagato com um tom provocativo.
–Preste mais atenção no seu jogo Nagato, você vai perder por um royal flush. –Ele me olha desconfiado.
Dou as costas para os rapazes e sigo em direção da onde Sasori foi, logo ao fundo ouço Deidara gritar:
–Royal Flush!!! –Ele bate as cartas na mesa e comemora.
–Você está roubando, Deidara! –Diz Kakuzu. Todos ficam irritados e Deidara pega todas as fichas de aposta da mesa.
–Vocês é que não sabem perder!
Fecho a porta do galpão e vou para os fundos do terreno, Sasori está fumando um cigarro encostado no parapeito de madeira enquanto observa a vista da floresta logo atrás. Me aproximo e fico ao seu lado observando-a.
–Nós costumávamos muito ir a essa floresta enterrar corpos. –Dou um sorriso.
–Sabe que eu não gostava que se envolve-se, mas vamos dizer que você tem um lado sádico insano, era impossível te impedir de ir conosco. –Ele se vira para mim e sorri.
–Aprendi com você. –Digo docemente.
Me aproximo e ponho a mão em seu ombro, Sasori me puxa pra perto e põe a mão na minha nuca, aproximando o rosto de mim, quando eu pensei que ele iria me beijar, Sasori puxa meu cabelo fortemente.
–A-Ai, Sasori!
–Estou irritado! –Ele puxa mais.
–P-Pare, Sasori, você está me machucando! –Tento empurrá-lo, mas ele puxa ainda mais forte. –Aaaah, pare, Sasori! –Ele me encara por alguns segundos e depois me joga violentamente contra o parapeito, por sorte eu consegui me apoiar. –Você ficou maluco? Eu poderia ter caído, esse penhasco tem 172 metros de altura!
–Melhor cair do que me apunhalar pelas costas! –Ele diz possesso.
–Do que está falando? Você que me apunhalou fodendo com o meu novo álbum. –Disse irritada. –Sabe quanto dinheiro eu perdi?
–Eu fiz isso como castigo pelo seu mau comportamento.
–Mau comportamento? O que você é? Algum tipo de adestrador? –Ele serra os olho, e nesse momento eu me arrependo de ter dito isso. Ele caminha até mim a passos firmes e levanta a mão, eu fecho os olhos pensando que ele iria me bater, mas não, ele segura minha bochecha e a levanta na direção dele.
–Você é minha! Entendeu? Grave isso bem na sua memória e morra sabendo que você é minha e de mais ninguém, não tente me trair e nem mesmo fugir de mim, por que se for preciso eu te caço até no inferno e te arrasto pelos cabelos para perto novamente.
–Que horror, Sasori! –Digo abismada.
–Nem mesmo cogite na sua mente sentir algo por aquele bosta, por que você sabe qual será o fim dele não é mesmo? E você também sabe qual será o seu se você se apaixonar por ele. -Ele solta minha bochecha e da um trago em seu cigarro novamente.
Não sinto medo de Sasori, as vezes ele fica violento comigo, sei que ele apenas não consegue controlar sua raiva, ele é muito explosivo, mas eu sei muito bem como amansar ele.
–Sasuke irá para Nova York daqui a dois dias visitar o irmão dele, já estou começando os preparativos, quando ele chegar em Nova York, CABUM! E tchau tchau Uchiha. –Ele da um sorriso que me deixou com medo, parecia a própria face do demônio.
–Bom, eu também queria conversar sobre isso, eu estava pensando, bem... Acho mais divertido torturar ele do que matar ele logo de cara, nós poderíamos, sei lá, cancelar... –Mal terminei a frase e Sasori me da um soco no rosto, caio no chão sentindo o gosto metálico do sangue.
–O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE? – Nunca o vi tão irritado em toda minha vida, ele se aproximou de mim com os punhos cerrados e eu senti naquele exato momento que ele iria me bater.
Sasuke POVs:
–Desculpe te pedir para me ajudar a desempacotar essas caixas, sei que você está cansado por casa da viajem e eu ainda te faço se esforçar mais. –Diz Hinata sem graça
–Que nada, eu ainda estou cheio de energia, e será um prazer te ajudar na sua mudança. –Abro as caixas e começo a tirar as coisas para fora.
–Ainda bem que eu tenho você, não tem mais ninguém com quem eu pudesse contar.
–Sorte sua que eu voltei hoje. –Nós dois rimos.
Algo me chama atenção, uma caixa com o nome recordações:
–O que é isso Hinata? –Aponto para a caixa.
–Ah, isso são todos os meus álbum de fotos.
–Posso ver? –Digo curioso.
–Claro. –Ela sorri gentilmente. –Os da esquerda são fotos antigas e os da direta são fotos mais recentes.
Pego o álbum de fotos antigas e dou de cara com uma foto de Hinata e Sakura juntas, Hinata está sorridente e Sakura está cobrindo o rosto, da para ver claramente o seu rubor.
–Quantos anos vocês tinham? –Hinata chega mais perto.
–Sete! –Ela sorri de forma nostálgica. –É a única foto que tenho da Sakura, ela odiava tirar fotos, sempre dizia que não ficava bonita.
–É, me lembro quando fui na casa dela fazer o trabalho da Segunda Guerra Mundial, no álbum de família ela só apareceu umas três vezes eu acho. –Fechei o álbum antes que começasse a chorar.
Peguei o álbum do lado direito e vejo várias fotos de Hinata desfilando, demos várias risadas dos modelitos dela, até que uma foto dela com Emi me chamou atenção.
–Essa é a Emi? –Perguntei.
Ela estava irreconhecível, com roupas bem descoladas e com um estilo rebelde, parecia uma adolescente revoltada.
–Aham, isso foi bem no começo da carreira dela, tipo, bem no começo mesmo. –Ela riu. –Parece que todos nós temos um passado negro.
–Com certeza.
Observei mais a foto, Emi estava linda como sempre, mesmo estando diferente da mulher sexy e irresistível que ela se tornou, esse jeito mais marrentinha e rebelde não lhe cai nada mal. Continuei olhando para foto até que algo me chamou atenção, o colar que Emi estava usando, eu reconhecia esse colar. Olhei mais de perto, até que me lembrei da onde conhecia ele, e como eu poderia me esquecer? Junto com a ficha o meu mundo também caiu.
Flash Back On:
–É verdade, eu te amo. –Sussurro em seu ouvido. Ela evita me olhar nos olhos, até que eu levanto seu queixo com o polegar e selo em seus lábios todos os meus sentimentos. Nossos lábios se tocam devagar, Sakura hesita um pouco, mas puxo sua cintura para mais perto, até minha língua pedir passagem, e com isso nossas línguas começam a dançar e se entrelaçar, em um show de sensações. Mas paramos para pegarmos um pouco de ar, ambos estamos ofegantes e ruborizados.
–E-Eu quero você Sakura! –Ela se assusta e arregala os olhos. -Sei que o que aquele homem fez com você te assustou, mas eu te amo Sakura, e quero dar o máximo do meu amor para você, eu não quero mais ficar longe de você, eu percebi isso hoje, então, por favor... Me aceite. –Nenhuma das minhas palavras foi mentira, eu finalmente percebi o que estava querendo negar e ignorar a algum tempo, que estava perdidamente e desesperadamente apaixonado por ela.
–Eu te aceito, Sasuke Uchiha! –Isso me impressiona.
Eu já estava planejando tirar sua virgindade hoje, mas tudo mudou, eu não queria fazer sexo com ela, pela primeira vez na minha vida eu queria fazer amor com alguém. Nos deitamos no chão onde havia um futon que eu havia preparado para nós, entre beijos e caricias nós nos amamos, naquele clima de por do sol, diante da cidade, ninguém sabia que estávamos lá e fazendo aquilo, pois era especial, algo apenas de nós dois. Mesmo o corpo de Sakura não tendo nenhum atrativo em especial eu o amei, eu não me importava se ela fosse gostosa, eu a amava do jeito que ela era, pois aquela era a minha Sakura. Ela tremia de dor e soltava algumas lágrimas, mas eu a reconfortei e a fiz se sentir melhor. Eu não queria parar, eu queria experimentar mais daquele sentimento, fazer sexo com alguém que se ama é tão diferente, eu que já dormi com tantas mulheres nunca senti isso, apenas com Sakura. Eu cheguei ao êxtase e já estávamos exaustos, os lençóis brancos um pouco sujos de sangue, mas o importante é que estávamos juntos.
–Me prometa, prometa que não vai embora, você é a única pessoa que eu tenho. –Eu a abraçava fortemente, não queria que ela escapasse.
–Eu prometo!
–Espere, isso ainda não é o suficiente! –Me levantei rapidamente e peguei o embrulho que tinha no bolso da minha calça. Respirei fundo e comecei a falar apesar do meu nervosismo. –Eu preparei isso para nós dois. –Abri a caixinha e deixei aberta entre nós dois.
–Uma chave? –Ela perguntou sem entender.
–Sei que pode parecer meio ridículo, mas estou entregando... –Coloquei a mão para esconder o rosto por tamanha vergonha que estava sentindo. –A chave do meu coração a você. –Os olhos de Sakura brilharam.
Peguei o colar e coloquei em volta do pescoço de Sakura.
–E-Enquanto você tiver essa chave, saiba... –Engoli a seco. –Que meu coração será sempre seu. Essa chave simboliza não só o nosso amor, mas as nossas almas conectadas, mesmo que você vá para longe, enquanto eu tiver essa chave, eu estarei bem, por que eu saberei que seu coração é meu e o meu é seu. Essa chave é única, não existe outra no mundo, por que fui eu que a desenhei e eu que a mandei fazer. E agora, é a sua vez, faça seus votos.
Sakura pegou a chave e colocou no meu pescoço.
–Hmmm... Sasuke Uchiha, agora eu lhe entrego a chave do meu coração, e mesmo que seja apenas uma chave de ferro...
–De ouro! –Interrompi e ela ficou impressionada.
–De ouro, mesmo que seja apenas algo material, isso é a única coisa que eu terei de você quando não estiver do meu lado, eu poderei dormir a noite tranqüilamente e abrir meus olhos para um novo dia feliz, por que eu terei você comigo, a chave do seu coração perto do meu, e isso é a coisa mais preciosa do mundo para mim, eu protegerei ela e nunca a tirarei de perto de mim, ela estará aqui comigo e o nosso amor será eterno. –Ela sorri docemente para mim.
Flash Back Off:
A última vez que a vi sorrir...
Cai no chão com as mãos na cabeça, totalmente perdido e meus olhos lacrimejavam, minha respiração estava acelerada e eu me sentia fraco:
–Sasuke, o que foi? –Hinata veio imediatamente ao meu socorro.
–Não pode ser, não pode ser, não pode ser, não pode ser...
–O que foi Sasuke, me diga? –Segurei os braços de Hinata fortemente e a encarei. –Ai, Sasuke!
–Aquele colar, o colar que Emi está no pescoço, a quanto tempo ela tem ele? –Disse quase desesperado e Hinata olha para a foto.
–Bom, ela deve ter ele...-Ela pensa.- A pelo menos uns dez anos, por que?
Minhas mãos que antes seguravam os braços de Hinata agora pendem no chão, e eu sinto uma lágrima descer pelo meu rosto.
–E-E-Em...
–O que?
–E-Emi... A Emi... –Não consigo terminar a frase. Coloco minha cabeça entre meus joelhos e aperto minha cabeça com meus braços. –A EMI É A SAKURA!
Continua...
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