Beauty - No Limite Da Loucura

24 Beauty 24- Second Act - Garotas Bonitas Definham Gradualmente


Notas iniciais
Pretendia postar semana passada, mas como vocês devem ter percebido o Enem estava chegando e claro, eu tive de estudar, então não tive tempo, mas agora postarei mais rápido. Para ser mais rápido postarei capítulos menores, no máximo 4000 caracteres, mínimo 3000, claro que alguns vão ser maiores, mas esse vai ser meu padrão. ATENÇÃO: Só para avisar, já estamos chegando na reta final do Second Act, o que significa é que a partir do Thirt Act tudo será revelado, esperem calmamente :3. Mas fiquei muito decepcionada no capítulo 23, só tive dois comentários, para quem é escritor sabe o quanto é importante os comentários, eles são o combustível que nos alimenta, e só ter recebido dois comentários, me deixou deprimida u.u .

–I-I-Itachi? –Ele se virou para mim e deu um pulo.

–Sasuke?

–Você não estava em um mosteiro budista, em busca da sua espiritualidade? –Acho que o nome do mosteiro era Mosteiro Taktsang.

–Bem, vamos dizer que eles pediram para que me retira-se por que eu era bom de mais para aquele lugar. –Mentiroso!

–Por que foi expulso? –Olhei com cara de merda para Itachi e falei sem mais delongas.

–Bom, vamos dizer que eles dizem que eu incentivei o vício ao jogo, mas isso é uma completa mentira, eu apenas tinha um baralho escondido, eles tinham grana e eu precisava de dinheiro, então por que não unir o útil ao agradável?

–Não estou acreditando, você desvirtuou monges? –Perguntei incrédulo. -E por que você precisaria de dinheiro em um lugar daquele?

–Todo mundo precisa de grana, até mesmo monges.

Fiquei boquiaberto com Itachi, ele não tinha mudado mesmo. Vamos dizer que meu irmão é um tremendo de um picareta, ele no passado sempre foi um bom filho e responsável, mas por trás de tudo isso gastava dinheiro com mulheres e jogos de azar. Depois falou para o meu pai que iria para um mosteiro budista encontrar o verdadeiro significado da vida, mas isso era só desculpa para deixar aquela bosta de empresa para mim e farrear pelo mundo.

–Não é só isso, eles acharam cigarros e uma revista playboy nas minhas coisas, depois de três dias que entrei no mosteiro eles me enxotaram falando que eu não tinha conseguido me desligar da minha vida mundana e que não estava preparado para ser monge, falaram de uma maneira um pouco mais agressiva, não sabia que monges poderiam falar aquele tipo de palavras. –Ele parecia estar avaliando em sua mente.

–E por que não voltou para casa? –Falei irritado.

–Você sabe que eu não poderia, papai me deserdou. –Ele falou tristonho.

–Se você voltasse ele te perdoaria rapidinho. –Disse seco.

–Não é tão simples assim, Sasuke, você sabe como ele é.

–Sei... –Falei entediado.

–Aliás, agora eu pergunto, o que você está fazendo aqui? –Ele parecia curioso.

–Lua de mel!

–Não, não acredito, -Disse desacreditado. –você finalmente deixou de ser canalha e se casou? –Agora sua expressão mudou, ele estava era me zoando. Itachi veio para cima de mim e enlaçou seu braço no meu pescoço me dando um crock na cabeça.

–Sai, Itachi! –O empurrei. –Você e essa mania estúpida de ficar zoando com a minha cara! –Disse irritado e ele apenas riu.

–E onde está à azarada? –Ele olhou para os lados procurando.

–Acabamos de chegar, ela está descansando no hotel.

–Hmmm, e a noite vai rolar... –Ele fez uma expressão pervertida e meu apenas dei um beliscão em seu braço. –Sasuke é tão malvado! –Ele dizia com o tom de voz choroso e elevado.

–Vou parar de perder meu tempo com você e vou voltar para a minha esposa. -Disse já dando meia volta.

–Ei, não esqueceu de nada não? –Virei de costas e o encarei, ele apenas estendeu os braços para mim.

–O que foi?

–Abraço de irmão, por que afinal já faz onze anos.

Eu sorri e me aproximei para abraçá-lo:

–Você sabe que apesar na nossa família desestruturada e desajustada nos ainda temos um vinculo, você sempre será meu amado irmãozinho. –Ele falou com uma voz terna.

–Eu sei, e você sempre será meu nii-san.

A única pessoa que esteve do meu lado, mesmo quando eu sentia que meu mundo estava se despedaçando, ele foi o único que estava lá.

Flash Back On: [Às cenas anteriores a essa estão no capítulo 17, essa é apenas a continuação]

Depois que fui apresentado a minha suposta nova família, Chiyo Baa me levava pelos corredores da mansão e eu me debatia:

–Me solte, sua bruxa, eu tenho que voltar para casa, mamãe saiu e pediu para eu esperar por ela, tenho que voltar para casa! –Ela me arrastava.

–Estou vendo que você é muito mal educado, sua mãe nunca te ensinou a respeitar os mais velhos?

–Não fale da minha mãe! –Gritei e meus olho marejaram, mas me mantive forte cerrando os punhos e mordendo os lábios. Ela me soltou, virou-se para me encarar, suspirou e agachou-se para ficar na mesma altura que eu.

–Escute uma coisa, menino, sua mãe morreu! Você está sozinho agora, entendeu? –Aquelas palavras foram muito duras para mim, eu não estava preparado para ouvir, mesmo tendo se passado alguns dias depois de sua morte, acho que a ficha não tinha caído que a única pessoa que eu tinha no mundo não estava mais lá por mim, e quando eu vi já estava chorando que nem um bebe. –Você não tem ninguém, e nem adianta contar com seu pai por que ele não fará nada por você, então agora você tem que aprender a ser um mocinho adulto e aprender a sobreviver por si próprio, ninguém vai te ajudar, ninguém vai sentir pena de você, esse mundo é podre, então não pense que fazendo essa cara de cachorro sem dono às pessoas serão comovidas. Agora, para começar, seja um bom garoto e vá para o seu quarto dormir, amanhã o trabalho começa.

–Cala a sua boca, você não manda em mim, você não é minha mãe, então não enche!

Sai correndo e por ultimo apenas a ouvi gritar:

–Seu moleque!

Corri, corri, e corri, corri do mundo, tentando achar a saída, tentando fugir de tudo, tentando fugir de algo que eu não sabia, eu apenas queria fugir, tentar tirar aquilo do meu coração, da minha cabeça, eu estava desesperado, eu confesso. Por que alias, o que uma pobre criança poderia fazer em um mundo tão grande e sujo? Uma pobre e solitária criança, mesmo tendo um “pai”, eu me sentia órfã, e aquele sentimento de solidão nunca poderia ser retirado. Eu só queria chorar e encontrar algum buraco no mundo para me enfiar e me proteger da tempestade, ficar lá até ela passar, mas ela não iria passar tão cedo.

Mas o que eu iria fazer daqui para frente? Eu tinha apenas sete anos, era apenas uma criança, não podia viver por mim mesmo, e se tentasse apenas iria acabar morto em alguma sarjeta, morreria ou de fome ou de frio, ou até assassinado. E eu não tinha lugar, não tinha mais um lugar para chamar de lar, não tinha mais alguém para chamar de família, eu não tinha mais nada, não tinha nada para me agarrar, com apenas sete anos eu estava simplesmente sozinho.

Corri até chegar ao portão mansão, mas obviamente ele estava fechado e infelizmente era alto de mais para eu pular:

–ME DEIXEM SAIR, EU QUERO VOLTAR PARA CASA, EU QUERO VOLTAR PARA A MINHA MÃÃÃE!!! –Gritava enquanto chacoalhava o portão de ferro. –ME DEIXEM SAIR, EU QUERO EMBORA. –Ás lágrimas apenas caíam uma após a outra incessantemente.

Caí sobre os meus joelhos no chão de cascalho, chorando, ainda segurando o portão. E ouvi passos sobre o cascalho, já até imaginava quem era, me virei irritado.

–Eu disse para parar de me encher, sua velha chata... –Parei ao perceber que não era Chiyo Baa, era o garoto que estava junto de meu “pai”.

O garoto se aproximou e se agachou perto de mim, me encarando, não falei nada, apenas fiquei encarando-o atônico. E levei um susto ao ver que ele sorriu para mim:

–Você não se parece em nada com meu pai, deve ter puxado a sua mãe. –Queria mandá-lo embora mas não consegui fazer, estava sem reação. –Isso é bom! –Ele sorriu mais amplamente, mas logo desfez ao perceber que eu não estava sorrindo.

–Parece que somos irmãos, isso me deixa feliz, agora tenho um irmãozinho. –Ele sorriu tão gentilmente que fez até me sentir confortável.

–Não somos irmãos! –Virei o rosto, emburrado.

–Bom, ainda não somos, mas podemos nos tornar. –Encarei-o novamente. –Para começar me chamo Itachi. -Não me senti seguro em conversar com ele, mas ele não parecia malvado como o resto daquele povo.

–M-Meu nome é...

–Sasuke! Eu já sei. –Ele sorriu novamente e se aproximou mais. –Você não comeu nada, então achei que estivesse com fome. –Ele tirou do bolso um embrulho envolto em guardanapo, eu o peguei e abri vendo que era alguns wagashis. Sim, ele estava certo, estava com muita fome e eu adorava doces.

Comi como um esfomeado, ele apenas sorriu:

–Por que está fazendo isso? Aquele homem, o que diz ser meu pai, não gosta de mim, então por que está contrariando ele? –Ele parou de ficar agachado e sentou-se ao meu lado.

–Por que a pergunta? Somos irmãos, não é. –Não me contive e comecei a chorar e ele apenas riu de mim, me deixando irritado.

–Pensei que dissesse que somos irmãos! –Ele levantou a mão e cutucou minha testa com os dedos me fazendo cair de bunda no chão por que estava agachado.

–Irmãos também se provocam, não é mesmo, e não seja um bebe chorão! –Ele riu.

Mesmo ele me provocando eu não estava irritado...

–Ei, Itachi. –Olhei para o chão cabisbaixo.

–Que jeito mais indiferente de falar com seu irmão mais velho, corrija-se!

–Nii-san?

–Melhor. –Disse sorrindo.

–Me promete uma coisa? –Ele me olhou curioso.

–Claro, diga-me.

–Promete que não vai morrer antes de mim. –Falei com a voz baixa e olhando para o chão. Ele apenas colocou a mão na minha cabeça e afagou meu cabelo.

–Prometo!

...por que eu percebi que não estava mais sozinho.

FlashBack OFF:

Deixamos de nos abraçar e nos encaramos, sorrindo. Até que olhei para trás e vi que Asuma não estava mais por perto, olhei em volta e vi que ele estava dando em cima da garota de mais cedo, eu apenas fiz que não com a cabeça:

–Eu quero realmente conhecer sua esposa. –Itachi sorriu.

–Ok, mas tarde eu e ela vamos jantar no salão, então nos vemos lá, ok?

–Claro, estarei lá.

Vi Kurenai se aproximar de nós até chegar há nossa frente:

–E aí como está a Emi, já está melhor do enjôo?

–Eita, Sasuke, já engravidou ela? –Cerrei os olhos para Itachi.

–Já sim, Sasuke, eu deixei ela descansando, ela não estava se sentindo bem por causa do vôo, ela nunca ficou tanto tempo viajando de avião.

–Certo, então vou deixar ela descansar. –Kurenai olhou para Itachi.

–Não vai me apresentar seu amigo? –Perguntou Kurenai.

–Itachi essa é Kurenai, empresária e produtora de Emi.

–Prazer. –Disse Kurenai.

–E Kurenai esse é Itachi, meu irmão. –Kurenai arregalou os olhos.

–I-Irmão, você quer dizer irmão de sangue?

–Sim, exatamente. –Respondi. Ela parecia muito surpresa.

–Nossa é muito bom conhecer... –Kurenai parou na hora de falar quando viu Asuma dando em cima de outra mulher, essa era diferente da de antes. –Desculpa, preciso ir agora. –Eu via nitidamente uma veia pulsando em sua testa.

Kurenai foi como um raio em direção dos dois, e ficou empacando o flerte dele. Ignorei os dois e voltei minha atenção para Itachi novamente:

–E aí, o que vai fazer hoje, nii-san?

–Eu ia até o barco do meu amigo dar um mergulho no fundo do mar e depois fazer um vôo livre, bora?

Meu corpo quase explodiu de animação, se tinha uma coisa que eu adorava em Itachi era essa sua atração pelos esportes radicais, e claro, ele sempre me incluía junto. Lembro que quando éramos pequenos eu e Itachi sempre praticávamos Snowboard no inverno, e foi desse modo que eu quebrei a perna aos onze anos, tive de ficar um ano com a perna engessada.

–O que? Está me perguntando se eu vou? É obvio, vamos logo!

–Beleza! –Ele sorriu radiante.

Saito POVs:

Estava no meu quarto bebendo o Wisky que o serviço de quarto me trousse, a única coisa que eu queria agora era encher a cara e sim, e já estava muito bêbada. Meu corpo bambeava e eu ria de qualquer coisa. Aquela sensação boa, de leveza, aquilo estava me levando ao paraíso, era como se eu tivesse saído desse mundo e ido para o País das Maravilhas.

Sasuke POVs:

Já havia se passado algumas horas desde que encontrei Itachi, umas três horas mais ou menos, e neste exato momento eu estava aterrissando na praia depois de ter feito um vôo livre, Itachi estava no chão me esperando. A cada segundo eu chegava mais perto do chão até sentir meus pés tocarem a areia fofa, quando aterrissei tive de correr um pouco pela velocidade em que estava, assim como diz a primeira lei de Newton, a lei da inércia, um objeto que está em repouso ficará em repouso a não ser que uma força resultante aja sobre ele, Um objeto que está em movimento não mudará a sua velocidade a não ser que uma força resultante aja sobre ele.

Itachi veio correndo na minha direção quando me viu pousar, ele contemplava um radiante sorriso no rosto:

–Isso aí, Otooto-san*, ótimo vôo! –Ele disse correndo na minha direção.

–Aprendi com você, nii-san! –Gritei em sua direção, ele veio correndo até chegar perto de mim.

–E agora o que devemos fazer? –Disse ofegante.

–Não sei, mas já está ficando tarde, o sol já está se pondo e eu ainda nem descansei do vôo, me dê um crédito nii-san, eu não sou cheio de energia que nem você! –Ele riu e depois desarrumou meu cabelo.

–É isso que dá ter um irmão lesma morta. –Tirei sua mão do meu cabelo, resmungando. –E aí? Vai ficar quanto tempo em Nassau?

–Dois dias!

–Só? Isso é lua de mel desde quando? Pensei que ficaria pelo menos uma semana. –Ele parecia chateado.

–É, mas você se esqueceu que eu e minha mulher somos celebridades, não podemos nos dar ao luxo de descansar, Emi precisa fazer os shows dela e eu meus filmes.

–Aff, que saco, faz onze anos que não te vejo e quando finalmente nos reencontramos você vai embora tão cedo.

–Ah, nem vem, faz onze anos por que você nunca se deu ao trabalho de ir me visitar. –Estava irritado agora.

–Você sabe que para o Japão eu não posso voltar, se não o Chichi** vai me arrastar até aquela maldita construtora, já foi muito difícil eu sair de lá, não, valeu, prefiro ficar aqui.

–Tudo bem, faça como quiser, mas pelo menos quando eu estiver no exterior venha me visitar.

–Beleza!

–Agora preciso ir, tenho uma lua de mel para aproveitar. –Disse malicioso, Itachi riu.

–Boa sorte, mas só acho que aquilo é mulher de mais para você.

–Você que pensa!

Dei um ultimo abraço no meu irmão e depois fui correndo para o resort. No meio do caminho vi Kurenai e Asuma no maior amasso atrás de uma árvore, cheguei mais perto:

–Mais o que é... –Nem consegui terminar a frase diante da minha perplexidade.

–S-Sasuke-sama! –Disse Kurenai totalmente desarrumada e com a boca borrada de batom vermelho.

–B-Bem eu posso explicar! –Disse Asuma no mesmo estado.

–FINALMENTE! –Quase dei risada com a cara de vento que os dois fizeram, tipo, what?

Kurenai logo depois disse que estavam “ficando”, mas que não era nada sério e que não iria atrapalhar o trabalho deles, profissional como sempre; Asuma ouviu aquilo tudo com cara de bosta, acho que ele não gostou de saber que não significava muito para Kurenai, vai entender esses dois.

Entrei na recepção, fui até o elevador e apertei o botão 21, estávamos em uma suíte na cobertura. O painel eletrônico mostrava que a cada vez eu estava me aproximando mais do meu andar, não demorou muito para a porta se abrir, caminhei pelo corredor até a porta do meu quarto 2100, adentrei o quarto, a luz estava acesa, mas Emi não estava dormindo:

–Emi? –Chamei.

Kurenai falou que ela estava dormindo, será que ela saiu para conhecer o hotel?

Andei um poucos mais pelo quarto, até ver uma cabeleira rosa perto da cama, me aproximei e era Emi, ela estava deitada no chão, cercada de garrafas de garrafas de vodka e vômito.

–Emi! –Corri e a segurei em meus braços. –Emi, Emi! –Dei alguns tapinhas em seu rosto e a chacoalhei, mas ela não reagia. Seu rosto e lábios estavam pálidos e seu olhos estavam sujos de rímel como se ela tivesse chorado muito.

Até que notei que perto das garrafas aviam alguns frascos de remédio deitados com seu conteúdo espalhado pelo chão, peguei-os, um deles era um frasco de antidepressivo e outro de ansiolítico (calmante). Havia um copo ao lado deles, ele estava com ¼ de whisky e havia alguns comprimidos dentro do copo:

–Oh meu Deus, Emi, o que você fez? –Falei perplexo olhando para Emi.

Meu coração gelou quando caiu a ficha do que estava acontecendo, Emi ingeriu remédio junto com álcool, e pior, esses remédios eram pesados. Peguei seu pulso para sentir a pulsação, senti um solavanco quando senti que ele estava fraco, bem fraco.

Peguei Emi no colo, corri porta à fora e entrei no elevador. Era impossível definir o nível do meu ataque de pânico, eu simplesmente estava em choque, Emi estava morrendo ali, nos meus braços, e o pior é que eu não podia fazer nada, essa sensação de impotência, isso me dilacerava ao meio.

O elevador chegou ao térreo e eu corri pelo hall com Emi em meus braços, chegando até meu carro que estava estacionado na porta, coloquei Emi no banco de passageiro e sai cantando pneu.

Enquanto estava no carro, peguei meu fone e liguei para Kurenai, após quatro toques ela atendeu:

–Alô!

–Kurenai, Kurenai, eu... eu... –Não conseguia pronunciar as palavras.

–O que foi Sasuke, o que aconteceu? –Ela mudou de uma voz calma para uma voz aflita.

–A Emi, ela... –Estava ofegante e totalmente desesperado.

–O que aconteceu com Emi, Sasuke? Diga! Eu já estou ficando nervosa.

–E-Eu entrei no quarto e encontrei a Emi caída no chão, ela estava rodeada de bebida e eu acho que ela tomou remédio com bebida, eu estou desesperado, Kurenai, A EMI ESTÁ MORRENDO DO MEU LADO!

–Onde você está agora, Sasuke?

–Eu estou indo para um hospital através do GPS.

–Que hospital você irá ir?

–Eu vou para o South Nassau Communities Hospital.

–Certo, te encontro lá!

Kurenai desligou o telefone e eu me concentrei na estrada e no GPS, faltava pelo menos uns vinte minutos para chegar, dizia o GPS.

–Droga, eu preciso chegar lá rápido. –Pisei firme no acelerador e fui.

...

Estacionei na frente do hospital e peguei Emi às pressas, entrando com brutalidade na entrada do hospital, os médicos e enfermeiros me olharam assustados.

– Please someone help me, she's dying. (Por favor, alguém me ajuda, ela está morrendo.).

Os enfermeiros logo trouxeram a maca e eu depositei Emi nela, eles correram pelos corredor com a maca e eu fui atrás.

– Tell me what happened? (Me diga o que aconteceu?). –Disse o médico com uma prancheta nas mãos correndo ao meu lado.

– She took alcohol with antidepressants and tranquilizers. (Ela tomou álcool com antidepressivos e tranqüilizantes.).

– She tried to commit suicide? (Ela tentou cometer suicídio?)

Não, eu não podia sequer pensar em uma possibilidade dessas, Emi não faria isso, não podia fazer isso comigo.

– I dont know. (Eu não sei.) –Admiti, me sentindo um merda.

Os enfermeiros entraram em uma sala de porta vai-e-vem de duas bandas, eu ia entrar junto, mas o médico me parou.

– Please, wait patiently outside. (Por favor, aguarde pacientemente do lado de fora.) –Ele tinha um olhar sério.

Assim que o médio empurrou a porta vai-e-vem cai sobre meus joelhos, sem forças. Era como se o mundo estivesse desmoronando sobre os meus pés, eu estava apenas atônico a tudo aquilo, sem reação, não consigo expressão meus sentimentos agora, mas era de pura angustia e desespero.

–SASUKE!

Olhei para o lado e vi Kurenai e Asuma correndo na minha direção.

–E aí? –Perguntou Asuma, mesmo estando com a voz calma eu percebia que ele estava tão nervoso quanto eu.

–Eles acabaram de levar ela, eu não sei o que está acontecendo, ALGUÉM PODE ME DIZER O QUE ESTÁ ACONTECENDO? –Levantei rapidamente. –POR QUE ELA FEZ ISSO? POR QUE ELA ESTÁ FAZENDO ISSO? DIGA-ME KURENAI! –Segurei Kurenai pelos ombros.

–Eu não sei! –Ela dizia irritada. Abaixei minha cabeça e apertei seus ombros.

–VOCÊ SABE TUDO SOBRE ELA, POR FAVOR DIGA-ME, POR QUE ELA TENTOU SUÍCIDIO?

Minha voz saiu ecoada e se expandiu para todos os cômodos, depois o silêncio prevaleceu. Kurenai estava sem reação pelo o que eu havia dito, e Asuma apenas olhava para o lado evitando a cena.

–Ela não faria isso... –Emi olhava para o lado como se estivesse tentando convencer a si mesma, mas depois seus olhos se encheram de água. – Por que você fez isso? Baka!

Agachei no chão com as mãos nos olhos.

–Calma, Sasuke, ela vai ficar bem...

Asuma parou de falar ao ver que eu estava chorando, ele apenas suspirou e afagou meu cabelo.

–Asuma... –Disse com a voz chorosa.

–Sim, criança? –Ele diz com a voz piedosa.

–Eu não posso perdê-la novamente, não posso perdê-la duas vezes, eu não posso.

–...

–Por que ela é assim? Sempre que estamos para nos aproximar ela vai embora, ela me deixa.

–Sasuke... –Ele parecia triste.

–Por que ela é tão egoísta? Asuma! –Chamei-o.

–Sim?

–Eu a amo tanto, mas por que ela continua se afastando? Por que ela não quer ficar do meu lado?

Asuma me abraçou, a primeira vez que ele fez isso, nem mesmo nos piores momentos ele fez isso, mas dessa vez ele me abraçou como um pai. Asuma sempre me tratou como seu irmão mais novo problemático, mas para mim ele sempre foi um pai.

Naquela noite eu chorei pelo simples fato de pensar que ela poderia me deixar novamente, se isso acontece-se, eu certamente não agüentaria.

...

Depois do ataque de histeria aguardamos pacientemente na sala de espera. Até que o médico finalmente vir até nós:

[Diálogo em inglês]

–E então doutor? –Perguntei aflito.

–Ela teve uma parada respiratória e desmaiou, mas está tudo bem agora, nós já fizemos todos os preparativos e agora ela está descansando recebendo oxigênio. Isso ocorreu por que ela ingeriu o calmante juntamente com álcool, isso potencializou os efeitos, ela ficou ainda mais sedada e lenta, por causa disso a freqüência cardiorrespiratória dela diminuiu. Se ela tivesse ingerido mais isso teria aumentado sua pressão arterial podendo levá-la ao coma. Além do fato dela ter tomado uma quantidade absurda de álcool, mais um pouco e ela entraria em coma alcoólico. –Suspirei ao ouvir tudo isso.

–Doutor, eu posso vê-la?

–Poder o senhor até pode! Mas ela está sedada e dormindo, então não haverá como falar com ela.

–Eu quero vê-la! –Estava angustiado, se eu não a visse com meus próprios olhos iria explodir.

–Certo, entre! –Ele indicou a porta. –Mas não fique muito, por que depois vamos ter que tirar o álcool do sangue dela com glicose intravenosa.

–Certo, obrigado, doutor.

Entrei no leito indicado, Emi estava dormindo, me aproximei e puxei uma cadeira próxima para ficar ao seu lado, observei-a.

Sua fase estava tão tranqüila e serena, só aquilo já me deixava mais aliviado, em seu rosto havia uma máscara de gás. Peguei sua mão com o braço que estava tomando soro, senti seu pulso e vi que ele estava pulsando de forma calma e vivaz como antes.

–O que está acontecendo com você? –Perguntei enquanto observava-a. –Não definhe desse jeito, -Baixei os olhos. –não se destrua desse modo ao meu lado, eu não quero ver isso. Eu quero poder sempre ver seu sorriso, quero sempre te ver feliz e radiante, mesmo que seja do seu jeito ácido e arrogante, mas eu prefiro aquilo a isso. Se eu ao menos eu tivesse ficado ao seu lado naquele momento... –Cerrei os punhos de raiva. –Droga! Eu pensei que era você que me abandonava, mas isso era apenas um pensamento egoísta, para diminuir a culpa, sou eu que sempre te abandono quando você está sofrendo, e a conseqüência disse é que você desaparece da minha vida. Eu sou mesmo um inútil!

Fiquei ali me martirizando por um tempo, até ser interrompido pelo bip do meu celular. Olhei e vi que era uma notificação de novo e-mail, abri-o. Era de um e-mail estranho, de nome Mr. Houdini. Houdini? O grande Houdini, o ilusionista? Só pode ser vírus ou spam! Iria ignorar, mas li o assunto do e-mail, o nome era Saito Emi. Agora a coisa está realmente estranha. Abri o e-mail e nele havia um arquivo de PDF, abri o arquivo e logo na primeira página estava escrito Dossiê de Saito Emi.

“Ele está apenas acertando os últimos detalhes e manda para a gente por e-mail”

De imediato lembrei das palavras de Asuma. Não pode ser, aquele era, realmente, o documento que iria dizer se Emi era ou não era Sakura? Olhei para Emi atônico.

–É agora!

.

.

Continua...

Notas finais
Otooto-san* - Irmão mais novo. Chichi** - Pai. Até o próximo muahahahaha *malvada*.