Beauty - No Limite Da Loucura
22 Beauty 22- Second Act - Garotas Bonitas Colidem
Notas iniciais

–E aí? Não tem nada a me dizer? –Emi ficou um tempo em silêncio.
–O que você quer que eu diga? – Ela se virou para mim com uma expressão azeda. – Meus pêsames pela sua perda, mas não entendo o que eu tenho a ver com isso.
Me decepcionei com sua resposta, esperava um pouco de sentimento ou algum descontrole, mas Emi continuou fria e impassível, pensei que essa revelação pudesse afetá-la de algum modo, mas não afetou nenhum pouco.
–Tendi! –Falei um pouco brusco e sai andando,aquilo havia me deixado chateado.
Saito POVs:
Olhei Sasuke se afastar irritado por cima do ombro, quando não vi mais nenhum sinal dele pude finalmente soltar o ar que estava prendendo. Corri meio cambaleante para me segurar no parapeito da sacada, se não eu iria desabar no chão, quando finalmente senti um pouco de firmeza a ficha caio:
–Que merda foi essa? –Minha voz saiu tremula e meio chorosa.
Tentava buscar um ar para respirar, estava tonta, colocava a mão peito, sentindo meu coração disparado, até finalmente me apoiar no parapeito da sacada. Aquilo foi um soco no estomago, receber aquelas palavras de repente, desestabilizaram todas as minhas fortalezas. Ainda bem que eu consegui me manter normal na frente de Sasuke, tentei ao máximo não ficar abalada, mas... Essas palavras, eu não tenho mais certeza de nada agora.
Peguei meu celular e com os dedos trêmulos disquei os números no visor, coloquei no ouvido e esperei os bips, até ouvir o celular ser atendido:
–Moshi Moshi!
–Sasori, Sasori! Eu preciso de você. –Falei diretamente.
–O que aconteceu? –Ele pergunta assustado. –Você usou aquilo de novo?
–Não, não, bem pior.
–O que?
–O Sasuke!
–O que ele fez? –Sua voz saiu um pouco irritada.
–Ele... Ele...
–FALA EMI!
–Ele disse que amava a Sakura!
–... –Só ouvi a respiração de Sasori se tornar mais pesada.
–Ele disse... Que sempre amou ela, e que ama até hoje. Sasori, eu não sei de mais nada agora, tudo em que eu acreditava esses anos... Tá tudo confuso, minha cabeça está a mil...
–Emi eu estou no meio de uma reunião importante agora, espere que eu voltarei a falar com você amanhã.
–Mas Sasori... –Sasori me interrompe
–Emi! -Ele disse impaciente.
–...
–Não se preocupe minha garotinha rebelde, apenas se tranqüilize e aja friamente como eu sempre te ensinei.
–C-Certo, esperarei ansiosa pela sua ligação.
Desliguei o telefone e me deixei cair no chão, com as costas apoiada no parapeito, sentindo a fria brisa de janeiro, abracei minhas pernas e deitei minha cabeça no meu braço.
–Sakuraaaa...
Ao ouvir essas vozes novamente me levantei de supetão, e correndo com as mãos na orelha, chegando à sala:
–Você é uma assassina... –Era uma voz feminina.
–N-Não, você está errado. –Olhava para os lados perdida.
–Ninguém te ama, ninguém nunca te amou... –Agora uma voz masculina fala.
–Parem, parem de falar na minha cabeça! –Apertava mais ainda as mãos na orelha.
–Todos te abandonaram, você não passa de um fardo...
–Para... Por favor... –Me encolhi em um canto e tapei meus ouvidos, mas as vozes não se calavam, elas vinham todas ao mesmo tempo, e gritavam.
–Olhe para ela, ela me dá nojo...
–Monstro...
–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! –Peguei um vaso em cima da mesa e joguei em direção a voz. Em seguida dei um murro no espelho que estava pendurado na parede, senti o ardor do corte e o sangue fluindo.
–É fácil acabar com isso... Olhe para a sacada... –Olhei para a sacada. –Pule! –De repente todas as vozes começaram a dizer pule.
Eu não sabia por que, mas algo me fazia caminhar devagar em direção a sacada, fazendo um caminho de gotas de sangue que escorriam da minha mão em velocidade acelerada, abri a porta da sacada manchando a maçaneta de sangue. O vendo estava forte e a cidade brilhante, me aproximei devagar da sacada e subi nela. Olhei para baixo e haviam vários carros e pessoas indo e vindo, já estava amanhecendo e o céu ganhava seus tons alaranjados.
As vozes continuavam falando, e meu corpo bambeava pelo descontrole e falta de equilíbrio:
–Pule... Acabe logo com esse inferno.
Com essas palavras eu senti uma lágrima descer pelo meu rosto. Abri meus braços e fiz força para frente, mas senti braços fortes envolverem minha cintura e me tirarem de lá, pela falta de equilíbrio eu não tive força para ficar em pé e cai por cima de Sasuke:
–VOCÊ ESTÁ MALUCA? SUA DOIDA! –Sasuke gritou por baixo de mim.
Eu nada respondi e apenas me levantei e sai andando, mas Sasuke logo me alcançou e me puxou pelo braço:
–Não de as costas quando eu estiver falando, EU QUERO UMA EXPLICAÇÃO. –Ele apertou meu braço.
–Me larga. –Levantei puxei meu braço tentando me soltar, e foi aí que Sasuke viu minha mão.
–Ei, você ta sangrando,Emi. –Ele ficou meio atônico. –Vem, eu vou cuidar desse ferimento! –Ele disse já me puxando e me arrastando pelo cômodo.
Estava sentada na cama enquanto Sasuke cuidava do meu ferimento:
–Vai ficar cicatriz? –Perguntei.
–O corte é superficial, mas acho que pode ficar alguma cicatriz pequena, nada que produtos de beleza não resolvam.
–Espero que não fique, já tenho cicatrizes de mais... –Sasuke me olha – É-É digo... Cicatrizes no coração. –Essa passou perto, se ele vê minhas cicatrizes nas costas vai desconfiar.
Ele continuou a passar remédios na minha mão e depois a enfaixou:
–Está pronto!
–Obrigado, Sasuke! –Ele não se importou que eu o chamei pelo primeiro nome e se sentou ao meu lado.
–Agora me diga o que aconteceu!
–Bem, eu... Sou sonâmbula! –Sasuke arqueou as sobrancelhas.
–Sonâmbula? –Ele perguntou incrédulo.
–Isso, eu me lembro que estava na cama e depois eu acordei e estava na sacada e você estava em baixo de mim, bom, o que aconteceu?
–Bem, eu não sei muito bem o que você fez por que eu estava no meu quarto, mas eu ouvi uns barulhos de coisas se quebrando e você gritando, eu fui correndo ver o que era e aí vi você em pé no parapeito da sacada, prestes a cair, eu fui correndo te tirar de lá e nisso a gente caiu no chão.
–Hmmmm, entendo.
Tentava não transparecer que estava nervosa, mas as vozes continuavam falando enquanto estava com Sasuke, mas dessa vez elas sussurravam coisa que eu não conseguia identificar.
–B-Bom, obrigado por me salvar e pelo curativo, eu estou cansada, vou voltar para o meu quarto.
–Quer que eu fique um pouco com você? –Eu o olhei com estranhamento.
Depois de tudo o que ele falou não estava preparada para ficar perto dele, nesse momento a única coisa que eu queria era distancia, e o mais rápido possível.
–Não, não precisa, eu vou ficar bem, por via das duvidas trancarei a porta.
–Melhor!
Me despedi e fui em direção ao meu quarto, tranquei a porta e sai correndo para procurar meus remédios no criado mudo:
–Que bom, ainda tem.
Enchi um copo de água com a jarra que tinha em cima do criado mudo e tomei os comprimidos. Depois me deitei e esperei o sono chegar, por que daqui a algumas horas seria o meu casamento.
Algumas horas depois...
–Ei, Emi, acorda! –Sentia alguém me chacoalhar.
–Sai... –Disse com a voz sonolenta.
–Emi, acorda! Precisamos ir para o salão de beleza e depois na costureira para ela terminar de ajeitar o vestido. –Reconheci a voz, era Kurenai.
–Onde está Sasuke?
–Ele já foi para o alfaiate, ele já está se arrumando, ao contrário de você ele leva isso a sério! –Ela parecia irritada.
Me levantei e a encarei com raiva:
–Que ódio! Eu odeio acordar com sono, você sabe disso, eu preciso dormir dez horas por dia pelo menos.
–Pare de reclamar e vá colocar uma roupa, você está só de lingerie.
–Ok, ok.
Fui em direção a penteadeira para começar a me arrumar, e vi através do reflexo que Kurenai olhava para as minhas costas, ignorei e continuei a me maquiar. Kurenai se aproximou e passou as mãos suavemente pelas minhas cicatrizes, não me importei, ela sabia sobre elas:
–Até uma deusa tem seus defeitos. –Ela disse com a voz triste. –Como isso foi te acontecer? Você nunca me falou o que aconteceu com as suas costas, para ter tantas cicatrizes.
–Esse é um assunto que eu prefiro não falar, existe coisas sobre mim que até você não sabe, na verdade, nem eu mesma sei.
–Amnésia psicogênica?
–Sabe Kurenai, -Me viro para Kurenai. –sei que posso recuperar minha memória sobre os meus quatro anos depois do acidente, mas na verdade eu não sei se quero. –Kurenai se surpreende.
–Como assim não sabe se quer? Emi, você precisa saber o que aconteceu com você, aliás grande parte dos mistérios que rondam a sua vida estão nessa época.
–Eu sei, eu sei, mas... –Respirei fundo. –Sempre que eu penso nessa época da minha vida, sabe, eu sinto uma sensação estranha, uma sensação ruim, como se fosse uma intuição, e isso me faz ficar com medo do que eu poça descobrir.
–É sempre melhor saber a verdade.
–Eu não sei, -Me viro de volta para o espelho. –às vezes é melhor continuar na ignorância, e eu também não quero desenterrar antigos problemas.
–Mas você não consegue se lembrar de nada.
–Às vezes eu tento lembrar, mas isso me causa muita dor de cabeça. Quando eu tento eu não consigo ver muita coisa, só imagens piscando rapidamente na minha mente, e o único som que consigo lembrar são gritos.
–E o que você vê?
–Eu vejo... –Paro para me recordar.- Uma sala escura, pouco iluminada, com uma lâmpada no centro, debaixo dessa lâmpada estou eu, sentada em uma cadeira, eu estou vestindo uma roupa branca, toda suja, até que de repente tudo fica escuro, e eu ouço passos se aproximando, três ou quatro pessoas, pelo som elas estão na minha frente, mais ou menos um metro, e depois eu não vejo mais nada.
–Estranho, o que pode ser? –Somos interrompidas por batidas na porta. –Entre!
–Com licença Saito-sama, o carro já está aí em baixo para levá-la ao salão de beleza. –Disse Shizune.
–Certo, em alguns minutos descerei.
Sasuke POVs:
Estava no alfaiate, junto com Naruto, Shikamaru, Gaara, Naruto e Neji. Os garotos estavam lá para ajustar os ternos deles, assim como eu:
–E aí, Sasuke? Como se sente preste a se casar?
–Estranhamente me sinto nervoso.
–Estranhamente? Mas ora, isso é bem normal. –Disse Shikamaru. Os outros não entenderam por que não sabiam, apenas Naruto captou.
Sim, Shikamaru, isso é muito estranho. Eu não deveria estar nervoso com um casamento de mentira, mas estava apreensivo e ansioso. Minhas mãos estavam suando e eu estava inquieto, andando de um lado para o outro, e isso irritava os outros. Mas essa duvida me matava, por que eu estava tão nervoso?
–Bom, nós já terminamos de ajustar nossos ternos, só falta você e o Neji. Como eu e os garotos estamos morrendo de fome vamos ao restaurante da esquina comer algo, ok? –Gaara me perguntou.
–Certo, podem ir, vou demorar um pouco por que meu terno é o ultimo.
–Beleza, até mais! –Disse Gaara se despedindo junto aos outros.
A porta se abriu e eles saíram, depois se abriu de novo e logo vieram os alfaiates ajustarem o terno de Neji. Fiquei no meu canto, quieto, a sala fazia bastante silêncio sem a voz escandalosa de Naruto. Resolvi sentar no sofá, ler alguma revista e esperar minha vez:
–Você realmente é um cara de sorte. –Disse Neji, eu levantei os olhos surpreso. Neji está falando comigo?
–Por que? –Estava curioso para saber o motivo dele falar comigo.
–Mesmo depois que “ela” morreu você conseguiu arrumar alguém com a aparência idêntica a dela, que sorte. –Entendi exatamente onde ele estava tentando levar aquela conversa.
–Você ainda me odeia não é mesmo.
–Obvio, acha que não vou odiar o cara que matou minha amiga. –Me levantei brutalmente.
–O que você disse? –Respondi com voz odiosa. Neji apenas me olhou de canto de olho, com desdém.
–Ei rapazes, se controlem, estamos dentro de um estabelecimento respeitável. –Disse um dos alfaiates. Encarei Neji com raiva durante alguns segundos e depois me sentei novamente.
–Você sempre foi muito estranho, quieto na sua, se fazendo de amigo “dela”, sempre bom moço e moralista, mas a mim você nunca enganou. –Disse a Neji.
–O que quer dizer?
–Estou dizendo que desde o começo eu sempre suspeitei que você gostava “dela”, isso explicava suas atitudes. Não era normal você agir daquele jeito por que ela era amiga da sua prima, vocês não tinham nenhum relacionamento intimo, não eram nem mesmo amigos, então por que você ficava tão irritado quando eu beijava ou abraçava “ela”? Eu sempre soube que você gostava dela. –Aquilo pareceu acertar em cheio ao Neji, ele estava apático.
–Você não sabe de nada, não tire suas próprias conclusões.
–E agora você me inveja, por que eu estou me casando com uma mulher igualzinha a ela, você me inveja por que eu perdi “ela”, mas tenho uma substituta, e você não tem nada! –Neji veio até mim e me deu um soco no rosto, depois me pegou pelo colarinho.
–CALA A BOCA SEU MALDITO! –Ele estava possesso, eu apenas o olhei friamente. Os alfaiates estavam desesperados.
–Será que dá para você largar meu terno? Eu vou me casar daqui a algumas horas e não quero que ele fique amassado. –Disse sério, Neji me olhou com odeio e soltou meu colarinho com brutalidade.
Limpei o canto da minha boca que estava com um filete de sangue. Droga! Queria me casar com a aparência impecável, mas parece que sempre tem alguma merda para atrapalhar, que saco. Saí da sala e fiquei parado na porta, tentando me acalmar:
–Sasuke, o que faz aqui? –Olhei para o lado e vi Emi.
–Eu é que pergunto, o que você faz aqui! –Ela caminhou até mim.
–O meu cabeleireiro também é nesse mesmo prédio oh my god, o que aconteceu com seu rosto? –Disse atropelando suas próprias palavras.
–Nada de mais. –Virei meu rosto para o outro lado, mas senti suas mãos cálidas puxando meu rosto novamente para sua direção.
–Deixe-me ver! –Ela ficou alguns segundos olhando para meu machucado. –Vou deixar para reclamar com você depois, antes vamos lavar isso! –Ela me puxa pelo braço e sai me arrastando.
–Não precisa Emi, não é nada de mais.
–Nada de mais uma ova, se esse machucado infeccionar, ficar pior e terem que cancelar o casamento eu te mato. –Senti meu rosto ficar vermelho, mesmo Emi dando uma de que não se importava, ela não queria que o casamento fosse desfeito, isso me deixou feliz.
Estávamos no banheiro feminino e Emi estava cuidando do meu machucado. Ela estava estranha, diferente, evitava me olhar nos olhos, na verdade ela estava me evitando.
–Nós somos dois desafortunados. –Disse.
–Por que? –Ela nem se deu ao trabalho de me olhar.
–Em apenas algumas horas antes do casamento nós dois nos machucamos, isso que é azar. –Ela curvou o canto da boca.
–Meu ferimento pelo menos dá para esconder.
–Mas o seu é pior.
–Pronto, terminei! –Olho meu rosto no espelho, ficou apenas um cortezinho superficial. Olho novamente para Emi e sorrio.
–Obrigado!
–De nada. –Ela desvia o olhar. –Bom, cuide-se garotão. –Ela da alguns tapinhas no meu rosto.
–Ai! –Ela deu tapas no lado que estava machucado. Ela ri e sai do banheiro.
Passo a mão na bochecha:
–Doeu.
Saito POVs:
–Minha deusa, onde você estava? Por que demorou tanto? –Disse Cherry impaciente.
–Nunca ouviu dizer que é regra das artistas sempre chegarem atrasadas? –Ironizei.
–Claro que já, mas não para o próprio casamento.
–Aí já é regra das noivas, não das artistas.
–Bien, vamos começar a sua transformação, você tem que estar uma noiva deslumbrante. –Ele me levou até a cadeira e eu sentei. –Só não entendi por que você escolheu um modelito tão... –Ele olhava para cima procurando as palavras certas. –Exótico!
–Eu sou a rainha da extravagância e excentricidade, você sabe. –Gabei-me.
–E como... –Ele deu um sobressalto- Pierre! –Chamou.
Logo em seguida saio Pierre de trás das cortinhas, com alguns cabides de vestido nas mãos:
–O que foi, bi? –Ele percebeu que estava ali. –Deusa, que bom que chegou. –Sorri.
–Traga o vestido dela, e traga aquela incompetente daquela costureira para ajustar o vestido.
–Agora, bi! –Pierre saio correndo porta á fora.
Pinceladas de blush aqui, rímel ali, presilhas aqui, alfinetadas ali e quando vi já estava pronta, pronta para casar!
–Oh my god, você está linda, deusa! –Dizia Cherry limpando as lágrimas com um lencinho.
–Que orgulho, eu nunca te vi tão linda, você é o que há de mais perto da perfeição.
Olhava-me no espelho e respirava fundo, mexendo os dedos sem parar, tentando não deixar minhas mãos suadas. Meu rosto transparecia um misto de perplexidade e nervosismo:
–Não sei se posso fazer isso. –Cherry e Pierre deram um pulo.
–Como assim? Quer dizer... Se casar? –Perguntou Pierre atônico.
–Quero dizer tudo! Eu... Estou confusa. –Corri e me sentei no divã branco que estava próximo. –O que eu estou fazendo da minha vida? –Sussurrei para mim mesma.
–Afrodite, Afrodite, acalme-se... –O telefone de Cherry tocou e ele atendeu. –Alô? –Ouvi a voz falando do outro lado do telefone, mas não compreendi. –Ouaip ! Bien, irei avisar. –Ele desligou. –Afrodite, o Sasuke já chegou à igreja, já está todo mundo lá, repórteres, convidados, todo mundo, você não pode desistir agora.
–Até ontem eu tinha decidido tudo, mas... Algo aconteceu que fez tudo que eu tinha certeza ficar embaralhado, eu estou perdida entre a verdade e a mentira, eu não sei de mais nada. Eu nem mesmo sei se posso continuar com isso. –Cherry e Pierre ficaram ainda mais desesperados.
–Nós vamos pegar um copo d’água para você. –As duas gazelas saíram esbaforidas.
Fiquei sentada no divã de costas para a porta, pensando em tudo. Essa duvida está me matando, será que o que Sasuke disse era verdade? Ele... Sempre me amou? Por que se for isso eu vou estar fazendo um grande injustiça se eu for me vingar dele. Eu preciso saber a verdade, mas eu estou com medo...
–Você está querendo abandonar o plano? –Essa voz...
Me virei rapidamente para confirmar.
–Sasori?
Sasori estava sentado em uma poltrona com as pernas cruzadas, ostentando a cabeça com a mão, ele me observava seriamente,eu nem percebi que ele entrou e se sentou atrás de mim.
–C-Como... Como você...
–Ontem eu disse para você me esperar que eu iria falar com você, não disse?
–Sim, mas... Eu não pensava que você iria sair do Japão e vir até aqui só para falar comigo.
–Eu vim por que eu sabia que isso iria acontecer, você iria ficar confusa, o Sasuke realmente sabe te manipular direitinho, né?
–Como? –Ele estava falando de uma forma diferente, ele estava irritado, irritado comigo?
–Como você pode ser tão burra? Mesmo depois de tudo que eu te ensinei, você continua fazendo as mesmas cagadas!
–Mas ele disse que me amava...
–E por que você acha que ele disse que te amava, Emi? –Sasori se levantou num impulso e veio até mim, me levantou e me segurou pelos ombros. -Você já foi mais esperta. Ele disse isso por que ele sacou que você é a Sakura, você não vê? Ele está jogando com você, está te manipulando!
–N-Não pode ser, ele não seria capaz!
–Ele já fez isso uma vez, Emi, ele já mentiu para você. –Arregalo os olhos ao lembrar de suas palavras.
“É verdade, eu te amo”
–E ele está mentindo de novo!
“Sakura, Haruno Sakura... É a garota... Que eu mais amei em toda minha vida e sempre irei amar”
–Se ele realmente estiver fazendo isso eu...
–Emi, ele está fazendo isso com você, para de ser bobinha. Vejo que você não mudou em nada daquela garota sonsa do passado. –Ele falou ríspido.
–Claro que eu mudei! –Agora já estava me irritando.
–Então me prove!
–Muito bem, Sasori, eu irei te provar, eu vou continuar esse plano até o fim, só para lhe provar que eu mudei. Agora isso é uma questão de honra!
–É assim que se fala. –Ele sorri.
Eu abaixo a cabeça meio tristonha. Essa foi por pouco eu quase cai no truque barato dele, ele realmente é o pior! Eu o odeio.
Sasori se aproximou de mim e me abraçou:
–Você não sabe o quanto eu odeio esse cara por estar se casando com a minha mulher, por estar tomando o lugar que é meu. Eu queria ser o primeiro homem a me casar com você!
–Não importa se você é o primeiro ou o segundo, o importante é que você é o único.
–Emi, quero que me prometa algo!
–O que você quiser. –Digo me aconchegando em seus braços, aquela fragrância amadeirada que eu tanto amo.
–Me prometa que irá acreditar só em mim, prometa que tudo que eu disser você irá usar como verdade. Acredite só em mim, por que eu sou o único que você tem, e você é a única que eu tenho. –Ele me abraça mais forte.
–Sim, eu prometo, prometo pela minha vida! -Sasori segurou meu rosto delicadamente e me beijou.
Sasuke POVs:
Estávamos na catedral, e eu estava no altar andando de um lado para o outro, hoje o calor era gritante e terno o não ajudava. Meu estado era de inquietude, nervosismo e muita irritação:
–Já faz 40 minutos, onde ela está Kurenai? –Kurenai também não sabia o que falar.
–Calma, Sasuke-kun, Emi já está chegando, é normal a noiva se atrasar, isso é um clichê, e você sabe como ela gosta de chamar atenção. -Kurenai estava linda e muito elegante em seu vestido creme.
–Espero...
–Calma garoto, esses caprichozinhos é coisa de mulher. –Disse Asuma, Kurenai arqueou as sobrancelhas. O terno de Asuma era muito bem cortado, fiquei com certa inveja.
–Caprichozinhos?
–Calma, Sasuke, Emi pode ter o jeitão dela, mas ela tem palavra. –Dizia Hinata, nossa madrinha de casamento. -O vestido de Hinata era simplesmente deslumbrante, Naruto ficou o tempo todo babando por ela.
Olhava para a porta da igreja, esperando pelo momento em que ela se abrisse e eu visse a esplendorosa imagem de Emi entrando, vestida de branco com um buque nas mãos.
–Calma, Sasuke, toda noiva se atrasa, olha o exemplo da minha mãe, ela se atrasou duas horas. –Fala Naruto sorridente, nosso padrinho de casamento.
–Você está tentando me animar ou me deixar pior?
–Ok, desculpe.
De repente a porta da igreja começou a se abrir, meu coração começou a saltitar. Todos na igreja olharam em direção a porta, e eu já estava começando a abrir um sorriso, até que recebi um banho de água fria, acho que banho de água fria é pouco, eu recebi uma descarga elétrica de um milhão de volts bem na minha cara. Naruto que estava do meu lado estava branco como papel e com a boca escancarada. Até mesmo Asuma que estava sério ficou boquiaberto e deixou o cigarro escapar da boca. Kurenai que não sabia de nada continuou com sua face serena e branda. E os outros rapazes estavam no mesmo estado de Naruto, até Neji estava surpreso.
–N-N-Não pode s-ser... –Naruto tentava falar. Ele olhou para mim esperando uma reação, mas eu apenas cerrei os olhos e falei com os dentes trincados.
–O que esse homem faz aqui?
O homem caminhou pelo meio da igreja, sujando o caminho em que Emi iria pisar, e a cada passo que ele dava, eu sentia mais raiva, mais nojo. Aquele mesmo olhar, aquele mesmo sorrisinho sínico, aquela postura de superar e rei do mundo, tudo aquilo embrulhava meu estomago. Não apenas ele, mas também aquela mulher, aquela cobra naja, aquela maldita mulher! As duas pessoas que eu mais odiava no mundo estavam ali, na minha frente, estragando o dia do meu casamento.
O homem que eu nem mesmo ouso citar o nome caminhou até ficar na minha frente, cara a cara, me encarando com aquele olhar prepotente. Eu o encarei com tanta raiva, que poderia até mesmo ir para o inferno naquele exato momento:
–Olá... Filho! –Ele sorrio sinicamente.
–O que você faz aqui? Você não é bem vindo!
–E por que eu não iria comparecer ao casamento do meu filho caçula? –Como ele é sínico e dissimulado, ele falava com toda a convicção do mundo.
–Você é muito cara de pau mesmo! Se você não fosse meu pai e se hoje não fosse meu casamento eu te expulsava daqui agora mesmo.
–Só para você saber, eu vim aqui apenas para manter as aparências, claro, seria muito estranho eu não ir para o casamento do meu próprio filho.
–Claro, você nunca viria ao meu casamento de bom grado, não sei nem por que ainda me dou ao trabalho de perguntar.
–Estou ansioso para ver sua noiva. –Não sei por que, mas quando ele disse essa frase eu senti um arrepio me percorrer a espinha, não sei se foi o jeito de falar ou a voz, mas ele está tramando algo.
Os intrusos se sentaram no lugar da família e logo depois um homem cochichou no ouvido de Kurenai.
–Sasuke, ela chegou! –Isso foi um tremendo alivio. –Asuma, vá rápido, você precisa entrar na catedral com ela.
–Certo. –Asuma ajeitou o terno e foi voando para a entrada da catedral.
O mesmo homem já foi falar com a orquestra, para ela se preparar. Os músicos já se prepararam para começar a tocar, todos se levantaram e eu arrumei meu terno, a porta se abriu e eu tive outro ataque cardíaco. Todo mundo ficou boquiaberto com Emi, e Kurenai apenas deu risada de tudo aquilo, o padre até mesmo fez o sinal da cruz.
Não estou acreditando que Emi vai se casar com um vestido preto! Não é só o vestido, as flores de tiara na cabeça, a maquiagem e até mesmo o buque era escuro, mas não preto.
A orquestra começou a tocar, e a cantora lírica já se preparava para soltar a voz. Mesmo Emi estando totalmente fora do padrão de bom costumes, ela estava linda! Ela caminhava para dentro da igreja, e atrás dela a porta estava aberta, os raios de som adentravam a catedral, e Emi parecia um anjo que acabara de sair dos portões do céu. E tudo ficou ainda mais angelical com a cantora lírica que cantava Ave Maria acompanhada da orquestra. Os repórteres tiravam várias fotos, por que alias era uma bomba, Saito Emi casando-se de preto, mas eu já devia estar acostumado com suas extravagâncias.
As daminhas de honra vestiam roupas negras também, e jogavam pelo caminho pétalas negras. Se aquilo não fosse tão fúnebre seria até bonito, não parecia um casamento e sim um enterro. Asuma se colocou ao lado de Emi e os dois começaram a caminha até o altar de braços dados. Olhei para o meu pai e ele ainda continha aquele olhar sinistro nos olhos, principalmente quando ele olhava para Emi, já minha “mãe” olhava aquilo tudo com tédio e nojo. Olhei novamente para frente e Emi estava há apenas dois metros de mim. Emi tirou o braço de Asuma e veio em minha direção, se colocando ao meu lado e me olhando.
Emi estava diferente, diferente de todos os jeitos que eu já vi. Há algumas horas ela me evitava e nem olhava diretamente nos meus olhos, e hoje está olhando com um olhar de ódio, ele está reprimido mais ainda assim é ódio. O que aconteceu? Ela está com raiva de mim? Eu não fiz nada –não que eu lembre- para ela estar desse jeito.
Nos viramos para o padre, as pessoas se sentaram, e o padre começou a falar:
–Sasuke e Emi, viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?
–Sim! –Nós dois respondemos.
–Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?
Emi fez uma cara azeda, mas respondeu que sim e eu o mesmo:
–Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?
–Sim. –Disse.
–Até quando eu vou ter que ficar confirmando? –Emi disse impaciente, todos na igreja ficaram estupefatos.
–Emi! –Disse com os dentes serrados.
–Que? –Olhei para ela com olhar de reprovação. –O que foi? –E ela agiu como se não tivesse falado nenhuma besteira. O padre olhou aquilo tudo embasbacado.
–É... Perdão padre, pode continuar.
O padre olhou para Emi esperando pela sua resposta, mas ela ficou com a maior cara de vento. Dei um cutucão nela com cotovelo:
–Que foi?
–Fala sim!
–Ah, Sim!
O padre limpou a garganta e prosseguiu fazendo não com a cabeça:
–Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja. –Fizemos o que ele falou.
–Eu Uchiha Sasuke, recebo-te por minha esposa
a ti Saito Emi. –Disse o padre.
–Eu Uchiha Sasuke, recebo-te por minha esposa
a ti Saito Emi. –Repeti olhando para Emi.
–E prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te.
–-E prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te. –Repeti.
–na alegria e na tristeza,
–na alegria e na tristeza, -Repeti.
–na saúde e na doença,
–na saúde e na doença.-Repeti.
–todos os dias da nossa vida.
–todos os dias da nossa vida. –E repeti novamente. Sorri para Emi, ela apenas fez uma expressão azeda.
O padre se virou para Emi:
–Eu Saito Emi, recebo-te por meu esposo
a ti Uchiha Sasuke.
–Eu Saito Emi, recebo-te por meu esposo
a ti Uchiha Sasuke. –Ela fez cara de tédio.
–E prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te.
–Eu prometo tudo isso ai, agora vamos para as alianças logo, eu tenho pilates às seis.
Eu vou matar a Emi, ela está me fazendo passar muita vergonha. Olhei para o padre e ele estava pasmo:
–C-Certo. –Disse o padre. -Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. Podem colocar as alianças e dizer-vos os votos!
A noivinha de honra veio até nós com uma almofada que continha as alianças em cima. Ela se aproximou e eu peguei a aliança de Emi e peguei sua mão esquerda. Tirei do bolso um papel que cotinha os votos que eu escrevi para Emi:
–Emi, o mais engraçado é que no começo nós nos odiávamos. Eu olhava para você e pensava, essa mulher é o próprio demônio na terra. –Emi me fuzilou com os olhos. –Sempre que eu chegava perto de você eu sentia meu corpo corroer, e me perguntava como alguém como você poderia existir. Eu odiava tudo em você, mas... Era por que eu não te conhecia, eu não sabia que seus cabelos cheiravam a morango todas as manhãs, não sabias que a sua pele era a coisa mais macia que já toquei, –Emi aos poucos foi mudando sua expressão, ela ficou surpresa.- não sabia que seus olhos brilhavam mais que todas às estrelas do céu, não sabia o quanto eu necessitava da sua presença, não sabia que quando você ficava irritada você se tornava ainda mais linda e não sabia que quando você dormia parecia um anjo, não sabia que quanto seu rosto ficava corado eu sentiria a incontrolável vontade de te abraçar, não sabia que todos os seus defeitos fariam de você mais especial e principalmente... –A olhei intensamente. — não sabia que aquela mulher repugnante seria a pessoa mais importante da minha vida. E agora que penso sobre todas essas coisas, vejo que é impossível viver sem você. Na minha infância, eu não tive uma mãe e um pai normal, ou uma família normal como todo mundo, e eu sempre soube que algo estava faltando. Mas agora, estando aqui hoje, sei que eu tenho tudo o que preciso… Você é minha família. Mas eu queria te falar uma ultima coisa: Muito obrigada… Pela vida que eu nunca imaginei que ia ter um dia e pelo amor que eu nunca imaginei que fosse capaz de sentir… -Emi tinha os rosto corado e pasmo, vi seus olhos lacrimejarem, aquilo me fez arregalar os olhos. Levantei a mão e coloquei a aliança em seu dedo anelar.
–Hmmm, bom... –Emi se recompôs. –Eu não escrevi nenhum voto, então apenas colocarei a aliança! – Por que isso para mim não é nenhuma novidade? Emi estava com as mãos um pouco tremulas, ela colocou a aliança em meu dedo e logo soltou minhas mãos.
–Agora pode beijar a noiva! –Disse o padre.
Me aproximei de Emi e segurei seu rosto ternamente, depositando enfim um caloroso e terno selar em seus lábios.
Na festa de casamento...
O salão estava cheio, um Dj tocava músicas do momento, e a maioria era de Emi, os convidados dançavam no enorme salão. O bolo era bem chique e enorme, além da mesa de aperitivos estar cheia de coisas deliciosas. Naruto e Hinata dançavam juntos, pareciam estar se divertindo, enquanto Shikamaru e Garra bebiam no bar, Neji ficou em uma mesa apenas observando. Asuma dava em cima das convidadas, enquanto Kurenai ficava na mesa tomando uma taça de champanhe, ela não tirava os olhos dele e eu via cinco ou mais veias saltarem de sua testa. Emi conversava e cumprimentava os convidados e recebia os parabéns. Eu estava encostado no bar, ao lado de Shikamaru e Gaara, observando tudo aquilo. Mas não tirava os olhos de duas certas pessoas. Meu pai e minha “mãe” estavam na mesa, observando a festa, Mikoto observava tudo como se estivesse procurando falhas, e meu pai não tirava os olhos de Emi, ele a olhava de maneira estranha, um jeito muito bizarro. Mandei Naruto ir conversar com o Dj, aqueles olhares do meu pai precisavam acabar:
–Ei galera, agora é o momento tão esperado, a dança dos recém casados!
Me dirigi até Emi e ofereci minha mãe para ela pegar, ela pegou. Fomos até o centro da pista de dança e o Dj colocou uma música que eu conhecia, Love The Way You Lie da Rihanna, mas era a parte dois. A música começou a tocar e nós dançamos em ritmo de valsa. Emi se manteve distante, mas eu a puxei para perto de mim um pouco bruscamente:
On the first page of our story
The future seemed so bright
Na primeira página da nossa história
O futuro parecia tão brilhante
Then this thing turned out so evil
I don't know why I'm still surprised
Então, isso se tornou tão mal
Eu não sei por que ainda estou surpresa
Even angels have their wicked schemes
And you take that to new extremes
Até os anjos têm seus planos perversos
E você leva isso a novos extremos
But you'll always be my hero
Even though you've lost your mind
Mas você sempre será meu herói
Mesmo que você tenha perdido a cabeça
Sim, aquela música retratava exatamente nós dois, mas principalmente falava sobre mim. Emi quando começou a traduzir a música em sua mente logo abaixou a cabeça, ela sabia que era sobre nós dois.
Just gonna stand there and watch me burn
But that's all right because I like the way it hurts
Só vai ficar aí e me ver queimar
Mas tudo bem porque eu gosto do jeito que dói
Just gonna stand there and hear me cry
But that's all right because I love the way you lie
I love the way you lie
Só vai ficar aí e me ouvir chorar
Mas está tudo bem pois eu amo o jeito que você mente
Eu amo o jeito que você mente
É, tenho que admitir que eu amo o jeito como ela mente, não sei por que mas eu me divirto com esse jogo, ela tentando me enganar e eu tentando provar que ela é Sakura, não posso mentir e dizer que eu não goste disso, dizer que não me sinto incrivelmente atraído por esse lado misterioso e manipulador dela seria uma grande mentira. No fundo acho que eu só não sai desse esquema todo por que eu gosto. Pensar que minha Sakura mudou me deixa conturbado, mais ao mesmo tempo curioso para ver no que ela se transformou, e mais curioso ainda para saber quais serão seus próximos movimentos.
A dança acabou, não demorou tanto, e o Dj logo colocou outra músicas e os convidados já vieram para a pista de dança. Eu e Emi nos separamos, eu a olhava e ela apenas encarava o chão. Fui interrompido ao sentir uma mão no meu ombro, me virei para ver quem era:
–Com licença, filho, mas você permitiria que eu dançasse com a sua esposa? –Ele tinha uma expressão serena e agradável, isso era só por que Emi estava olhando.
–Mas o que...
–Sasuke, ele é seu pai? –Emi me interrompe, ela fica totalmente boquiaberta.
–Sim... –Disse o olhando friamente.
–Poderia dançar com a minha nora? –Ele pergunta para Emi, que ficou um pouco confusa.
–Claro! –Diz Emi.
Meu pai estendeu a mão para Emi e ela apegou, me afastei um pouco e fiquei de canto apenas observando. Por que tenho um mau pressentimento?
Saito POVs:
–É um grande prazer conhecê-lo, fiquei realmente surpresa.
–O prazer é todo meu. –Ele da um sorriso.
–Fico feliz em finalmente ter conhecido o meu otōsan*.
–Eu não fiquei tão surpreso em te conhecer.
–Não? –Perguntei confusa.
Fugaku-san se aproxima de meu ouvido:
–Por que na verdade eu já te conheço, você cresceu bastante, Sakura-chan! –Ele sussurra meu nome.
Como? Como ele sabe? Quem é esse homem? E por que eu sinto que já o vi, que o conheço, mesmo que eu nunca tenha o visto. Mas principalmente por que eu sinto que a voz desse homem me embrulha o estomago. Afastei meu rosto do dele e o encarei.
–Você se tornou uma linda mulher, ainda mais sem os óculos. Seu pai deve estar orgulhoso. –Senti um arrepio no corpo.
–Quem é você! Como me conhece? –Serrei os olhos.
–Ei, ei, por que estava falando desse jeito tão intimidador. O Sasuke-kun não gostaria nada de saber o que você está fazendo com ele. E Sasori-kun ficaria decepcionado com o seu descontrole, já que ele te treinou tão bem. –Arregalei os olhos.
–Como sabe de tudo isso? –Ele sorriu perversamente.
–Eu sei muito sobre você, e principalmente... Sobre o canalha do seu pai.
Continua...
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