Beauty And The Beast

5 I Have Something For You


Notas iniciais
Boa tarde, gente! Sim, está dois dias atrasados, peço desculpas :( Espero que gostem do capítulo, ele tá bem fofinho, um amorzinho... Tem uma cena, que é basicamente a base completa do capítulo, onde Kurt cita várias histórias, como Peter Pan, Cinderela e por ai vai, sei que é estranho enfiar outros clássicos na história de "A Bela e a Fera", mas eu pensei que ficaria bonitinho, então espero que não se importem! Boa leitura! ♥

O sol surgiu lindo e radiante cedo da manhã, no seu horário diário, claro. A Fera já aguardava ansiosamente por seu companheiro para que pudesse fazer sua refeição da manhã. Ele mandou que preparassem um delicioso café d manhã, com direito a tudo que pudessem fazer de melhor.

Quando Kurt atravessou as portas da sala de jantar e viu um enorme banquete o esperando, não pôde evitar de sorrir para Blaine. O castanho andou até a mesa e, ao invés de sentar na ponta contrária a qual Blaine estava, ele andou e sentou ao lado da Fera.

Todos diziam que Blaine era uma Fera horripilante, que ele só fazia crueldades e era rude com todo mundo, mas Kurt simplesmente não conseguia vê-lo daquela maneira. Pelo menos, não mais. Quando o conheceu, sim, podia dizer que ele era mesmo cruel, mas agora que já se conhecem durante o tempo que se passou, a Fera parece uma criatura totalmente diferente.

É o que sempre dizemos, não se pode julgar um livro pela capa ou uma pessoa por sua aparência.

Eles comeram seu café da manhã em silêncio. Se sentiam confortáveis, não era um silêncio tenso nem nada do gênero. Era agradável.

Após terminarem sua refeição, Blaine pediu para Kurt acompanhá-lo e foi o guiando com as mãos sobre os olhos dele até que estivessem no local de seu destino. Quando chegaram no local, Blaine tirou as mãos dos olhos de Kurt, que permaneciam fechados.

— Pode abrir agora. – Disse a Fera, vendo Kurt abrir lentamente seus lindos e encantadores olhos azuis.

— Nossa! – Exclamou Kurt, olhando em sua volta.

Era uma enorme biblioteca, repleta de mais e mais prateleiras por todos os lados. Livros de todos os gêneros preenchiam as grandes estantes, escadas se apoiavam em algumas das extremidades e duas partes da mobília tiravam o pó das prateleiras.

Uma enorme poltrona, rodeada de várias outras menores ficavam em um dos cantos, bem na frente de onde os dois garotos estavam.

— Você gostou? – A Fera perguntou animada, vendo que Kurt continuava extasiado.

— Eu amei!

— Pois bem, sendo assim, ela é sua. – Blaine disse e a alegria contagiou tanto Kurt, que o castanho não se conteve e abraçou a Fera que, por mais que tenha estranhado, não fugiu do ato de carinho e retribuiu o mesmo. – Quer me contar uma história?

— Mas, existem tantas, é difícil encontrar uma para te contar. – Kurt mantinha um brilho exuberante em seus olhos e aquilo aqueceu o coração de Blaine com alegria.

— Tenho tempo para ouvir todas as que quiser me contar. – Afirmou Blaine e Kurt assentiu, correndo até a poltrona e deixando Blaine lá, voltando para as prateleiras e pegando uma pilha com vários clássicos.

— Vamos lá! – Kurt disse animado. – Vou falar sobre o que esses se tratam e você escolhe o que mais lhe agradar. Pode ser?

— Claro. – Afirmou a Fera.

— Bom, tem essa aqui, um menino que não queria crescer e...

— Não.

— Você nem ouviu a história. – Argumentou Kurt. – O nome dele é Peter Pan.

— Não gostei. Próxima. – Kurt riu com a teimosia de Blaine e prosseguiu.

— Tem essa, é sobre uma menina que perdeu a mãe e passou a viver com seu pai, o nome dela é Cinderela. Ao perder o pai, ela passou a viver com a madrasta dela e suas duas irmãs emprestadas, que eram muito cruéis com ela e a chamavam de coisas horríveis. Teve um baile onde o príncipe escolheria com quem iria se casar e Cinderela foi, mesmo que não tivesse permissão. Ela teve a ajuda de sua fada madrinha, que a fez um lindo vestido e lindos sapatos de cristal, fora uma linda carruagem. – Kurt contava admirado. – Ela precisava voltar antes da meia-noite, ou o feitiço perderia seu efeito. Ela conheceu o príncipe e, ao ir embora, ela perdeu um dos seus sapatinhos de cristal. E se eu te contar o resto perde a graça, você tem que ouvir a história inteira.

— Continua, estou gostando. – O mesmo brilho que estava nos olhos de Kurt, agora estava nos de Blaine também.

— Tudo bem, então... – Disse Kurt. – O príncipe ficou tão encantado com Cinderela, que começou uma busca por quem seria a dona do sapatinho de cristal e procurou por ela em todos os lugares. Todas as garotas queriam que o sapato servisse em si, mas o sapatinho fora feito sob medida para Cinderela e só poderia caber em seu pé. Quando o príncipe já estava quase desistindo ele chegou na casa de Cinderela e experimentou o sapatinho nas duas filhas da madrasta de Cinderela e...

— Eles ficam juntos no final? – Blaine perguntou ansioso.

— Você é muito curioso. – Riu Kurt. – Sim, eles ficam juntos no final.

— Conta outra! – Pediu a Fera, fazendo Kurt rir novamente.

— Deixe-me pensar qual desses posso falar agora... – Kurt olhou para os exemplares em seu colo. – Hum, essa aqui também tem uma madrasta, a Rainha Má, ela manda um caçador arrancar o coração da enteada dela...

— Não gostei. Próxima!

— Você é muito chato. Além de curioso. – Kurt disse de brincadeira. – Quer uma história sobre o que?

— A sua história. – Respondeu a Fera. – O que você fazia antes de vir parar aqui?

— Eu lia, andava pela cidade, ajudava meu pai. Só isso. Minha vida não é nada emocionante. – Kurt disse cabisbaixo, colocando os livros em seu lado.

— E não tem nenhum pretendente? – Kurt olhou rápido para Blaine, que desviou o olhar.

— Por que a pergunta?

— Não posso perguntar?

— Pode... – Kurt disse desconfiado. – Tem Sebastian, ele sempre fica na minha volta, mas não estou interessado. Ele não é uma boa companhia, é apenas insistente.

— Hum. – Murmurou Blaine, sem querer admitir que por dentro estava quase soltando fogos de artifício.

— E você?

— Eu o que?

— Pretendentes? – Kurt disse, vendo a fera encarar o chão.

— Acha mesmo que alguém olharia para mim? Principalmente desse jeito que eu sou? – Uma tristeza atingiu Blaine e Kurt sentou mais próximo dele.

— Só se as pessoas que se aproximarem forem muito idiotas, porque você é incrível.

— Você também quis fugir de mim.

— Mas você me deu motivos. – Rebateu o castanho. – E então eu te dei uma chance e te conheci melhor, você é muito diferente do que eu esperava. E você pode ser assim com todo mundo. Basta você querer.

— Sozinho eu não consigo. Você me ajuda?

— Se você quer ser ajuda, por que não, não é mesmo?

O castanho sorriu para Blaine, que estava sentindo que seu coração sairia a qualquer momento por sua boca.

Será que essa era a sensação de estar apaixonado?

Notas finais
Mas então? Olha só como as pessoas mudam, não é mesmo? Gostaram? Me deixem saber ♥