Beautiful Lie
11 Seria uma perfeita negação
Notas iniciais
A música da Disney que falei é essa: http://www.youtube.com/watch?v=zroZgwkWNQQ&feature=related
^-^
And... Vocês vão me matar depois de ler esse capítulo Ç-Ç
Sorry~
Boa leitura >.
Mello’s POV ~
— Vou comprar cigarros, já volto! – gritou Matt da sala.
— Ok! – respondi enxugando meu cabelo tinha acabado de sair do banho.
Fui até a cozinha pegar uma garrafinha de água, usando só um moletom preto, e com a toalha em meu pescoço, depois disso me dirigi até a sala e liguei a TV num canal de filmes qualquer. Escutei o barulho da porta.
— Nossa, já voltou? – perguntei alto para que Matt me escutasse – Matt? – perguntei quando não houve resposta.
— Olá, Mihael. – essa voz...
— Nate?! O que faz aqui?! – perguntei me levantando rapidamente, dando de cara com meu ex-namorado, e outro garoto de tez branca cabelos negros, e olhos castanhos... Praticamente vermelhos. Peraí, esse garoto... Me é bem familiar. Puta merda! – Nate River, o que você está fazendo junto a esse psicopata?!
Quando éramos todos menores, na faixa dos doze ou treze anos, tinha um aluno na nossa classe que era meio estranho, não falava com ninguém, nem mesmo com o professor. Sempre afastava a carteira para um canto da classe e murmurava para si mesmo. Até que um belo dia deu a louca nele, feriu um cinco alunos (incluindo o Matt) com um canivete. “BB” Como o chamavam, nunca soube o nome dele, foi levado para uma clinica de recuperação, mas a alguns meses, soubemos pelo noticiário que ele escapou deixando muitas pessoas machucadas e inclusive mortas pelo caminho.
Mas o fato é, Matty morria de medo dele. Ainda lembro que na época ele teve muitos pesadelos e noites mal dormidas.
— O encontrei por conhecidência. – riu de forma sinistra – E como ele adora joguinhos, aceitou de bom agrado me ajudar.
— Ajudar com o que? – questionei.
— Você vai ser meu... Se não quiser ninguém machucado.
— Eu vou ligar para policia! – ele tá mesmo me ameaçando quando o errado é ele?! Quase ri disso.
— Pode ligar... Sabe, nesse tempo que estivemos separados eu conheci o chefe de policia... Ele é muito pervertido e possessivo, sabe? – vadia! Ele seduziu o policial! – Além disso, ele vai fazer qualquer coisa para ninguém saber dos segredinhos sujos dele...
- O que você quer? – perguntei entre dentes.
- Você e... Vingança. Se não quiser que seu amiguinho ruivo se machuque... Faça o que eu mandar.
* * *
Matt’s POV ~
— Vou comprar cigarros, já volto! – gritei enquanto abria a porta.
— Ok! – escutei em resposta.
Comecei a caminhar em direção ao centro comercial que ficava perto de casa, não escutava nada ao redor, estava de fones e cantarolava junto a música, até que avistei um barzinho aberto e comprei meu vicio. Sorri, missão cumprida. Já estava indo embora quando avistei duas figuras conhecidas, me aproximei.
— Raito? Lawliet? – eles se viraram.
— Olá, Mail! – respondeu animadamente.
— Pode me chamar de Matt – sorri – Fazendo compras?
— Sim, L e eu estamos procurando algo para dar de presente de casamento, mas não fazemos idéia do que a Annie gosta.
— Se quiserem, eu ajudo, ainda não comprei nada também.
— Sim, seria de grande ajuda! – respondeu contente, e L sorriu.
- Ah, mas se não se importam, podemos passar rapidinho na minha casa? Preciso pegar minha carteira, só trouxe dinheiro pro cigarro – falei mostrando a sacolinha com minhas preciosidades.
— Claro. – respondeu.
No caminho, conversamos sobre diversos assuntos, os dois eram bem inteligentes, o que ajudava bastante.
Quando chegamos, os dois nem entraram, já que seria bem rápido. Peguei minha carteira, e fui avisar Mello que provavelmente estava no meu quarto, só não esperava que encontraria aquilo. Mello... Estava nu, e não estava só, Near também estava lá, nu. Os dois me olharam, e começaram a se vestir, calmamente, como se não tivesse nada errado. Na minha cama, um liquido branco.
— Mello... O que...? – eu estava em shock.
Não!
— Não é obvio Jeevas? – perguntou sem nem me olhar.
— Por... Por que?!
— Porque ele é bem melhor que você... Nate não é uma puta suja, e é bem mais gostoso – ele já estava saindo, com um braço ao redor do albino que tinha um sorriso maldoso na cara, tentei segurar a ponta de sua blusa, mas ele me empurrou e eu caí no chão.
— Não encosta em mim! Não quero ficar sujo!
E ele foi embora.
Não. Não. Não. Não. Não. Não. NÂO!
Não podia estar acontecendo. Isso era irreal de mais, não tinha como estar realmente acontecendo. Nem senti as lágrimas vindo. Olhei para meus pulsos.
Raito’s POV ~
Nós estávamos esperando Matt, Lawliet me abraçava por trás, com as mãos em minha cintura, e o queixo apoiado em meu ombro, beijo minha bochecha e eu corei.
- Você fica lindo corado, sabia? – era inacreditável como ele só falava assim comigo.
- B-Baka! – virei o rosto ainda mais corado – Matt está demorando, não? – perguntei, só para ver como a porta da casa dele se abria, mas quem saiu de lá não foi o ruivo, e sim o garoto loiro que vi junto a ele o dia do jantar, se não me engano, namorado dele... Ou não, já que estava com o corpo colado a um garoto albino. Os dois passaram reto por nós. Estranho. Alguns segundos depois escutamos um grito, e corremos para dentro da casa.
- NÂÃÂÂO! AHHHH PARA! PARA! MORRE! – fomos em direção a voz, e eu fiquei pasmo com o que vi. Matt estava ajoelhado no chão, segurando um caco de vidro – que provavelmente era do porta-retrato quebrado a seu lado – o usando para se cortar, seus pulsos estavam ensangüentados.
— Segura ele! – gritei para ele, que rapidamente acatou a ordem e foi segurar o garoto que rebateu ao se sentir preso – Vou ligar para a emergência!
Disquei o numero e dei o endereço, enquanto L usava a própria blusa para deter o sangramento. De alguma forma, Matt era que nem a Sayu para mim, acho que por ser “filho” da Annie, não sei, Mas de uma coisa eu tenho certeza: eu mataria quem o deixou nesse estado, e tenho uma boa idéia sobre quem é o causador disso.
* * *
L’s POV ~
Estávamos sentados nos bancos que ficavam no corredor da Emergência do hospital. Eu podia sentir Raito nervoso ao meu lado, e percebi o quanto ele mudou desde que nos conhecemos pela primeira vez, ele já não era aquele garoto frio que odiava esse mundo e as pessoas.
— Ele vai ficar bem – falei segurando sua mão, ele me deu leve selinho em resposta.
— O que você acha que aconteceu? – me perguntou depois de alguns segundos de silêncio.
— Ao julgar pelos garotos que saíram, e pelo sêmen na cama... Ele foi traído. – pareceu surpreso, o que só provava o quão perturbado ele estava, já que seu raciocínio era verdadeiramente rápido.
— Meninos? – Sr.Yagami chamou.
— Como ele está, pai?!
— Bom, conseguimos estancar o sangue, e agora ele está dormindo.
— Querido! Como ele está?! Meu bebê está bem?! – Annie chegou correndo.
- Sim, sim.
- Podemos vê-lo?! – perguntaram Raito e Annie juntos.
— Sim, me acompanhem.
Quando vimos o estado do garoto, até eu me senti um pouco mal. Ele estava pálido demais, com uma bolsa de soro num braço, e o outro todo enfaixado, marcas de lágrimas abaixo de seus olhos que com certeza estavam inchados.
— Ele vai precisar de um doador de sangue – falou o médico.
— Vou ligar agora mesmo para o pai dele. – a senhora saiu do local já com celular na mão.
— Eu... – escutei um sussurro quase imperceptível do meu lado – Vou matar quem fez isso. – Raito falou num tom que só eu escutei, seu olhar era afiado como uma faca.
É, fazia muito tempo que eu não via meu namorado desse jeito, ou melhor, fazia tempo que eu não via Kira, o ex-líder da maior gangue que todos os tempos: Death Note.
Notas finais
Eu juro que vou consertar!!! Não me matem *desperada no cantinho*
Chu***
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