Notas iniciais
Yo! Como estão meus lindos? *-* Aqui mais um capítulo ^^
Bom, esse foi um pouco díficil escrever... Noites mal dormidas, stress, e coisas do tipo estavam presentes enquanto eu escrevia, então eu realmente não sei se vocês vão querer que eu reescreva xD

L’s POV ~

Isso de certa forma é bem interessante. Eu nunca tinha visto o “instinto maternal” de uma mulher tão aguçado e tão de perto. Sério, mães sabiam ser assustadoras. Annie, estava dando uma dura no pai de Mail – mesmo depois dele ter doado sangue pro filho — e com certeza todos que estavam vendo a repreensão iriam preferir que ela estivesse aos berros, como numa novela ou filme qualquer, mas ao invés disso ela mantinha uma voz fria e controlada que causou medo até em mim.

Tomarei isso como uma nota mental: nunca se meter com Matt.

— ... e se você estivesse presente na infância desse garoto, nada disso estaria acontecendo. Agora por favor, se retire desse quarto porque quando Matty acordar vai precisar apenas do apoio da família. – eu quase senti pena do homem que saiu pela porta de cabeça baixa. Quase.

— Annie... – chamou uma voz fraca.

— Oh, Matt! Você acordou! Graças a Deus, eu estava tão preocupada! – a mulher começou a chorar e agarrou a mão que não tinha os curativos do ruivo.

— Você nos deu um belo susto, mocinho! – o Sr.Yagami exclamou.

— Nunca mais faça isso! – bronqueou Raito, e pude reconhecer o tom de voz que ele usava com Sayu.

Matt apenas sorriu fracamente murmurando um “Desculpe”.

— Que bom que acordou. – falei.

Ficamos todos mais um tempo ali, até que o Sr.Yagami falou que Matty precisava descansar, e com exceção da mãe coruja, fomos “expulsos” do quarto. Olhei para meu relógio, 19:41, já estava mesmo na hora.

Raito iria se reunir com toda Death Note, para que conseguissem o máximo de informação possível sobre Mihael Keehl, e Nate River, para depois decidir o que fazer. Eu iria com ele, s não era capaz dele ordenar matar.

Antes de ir, passamos na casa dele para ele se arrumar. Tirou do fundo do armário roupas que usava bem antigamente, todas em tons escuros. Escolheu uma calça jeans preta com uns rasgos, uma camiseta que lembrava bastante a blusa que aquele personagem usa... Naruto se não me engano, também lembrava meia-rastão, um coturno daqueles de exército, e um sobretudo preto de couro com umas tachinhas, penteou o cabelo para trás também. Sabe? Fui eu quem fez ele parar de fumar, mas tenho que admitir que um cigarro na boca dele agora, o deixaria ainda mais sexy.

Ah, vê-lo vestido assim me trás lembranças...

~ Flashback ~

A primeira vez que vi Raito, ele estava matando aula no terraço. Não parecia se importar muito com isso, já que era o primeiro da escola em tudo mesmo. Talvez por isso ele tenha me odiado no começo, eu acabei passando ele em algumas coisas. Não, ele nem se importou tanto com isso, pensando bem... O problema mesmo foi meu súbito interesse nele. Então eu o seguia por todos os lados, fazia todo tipo de coisas para chamar sua atenção, e daí se desenvolveu uma espécie de amizade competitiva entre a gente, claro, isso depois de muito estresse da parte dele, mas mesmo assim ele começou a confiar em mim a ponto de me apresentar a “família”, vulgo gangue dele. E de alguma forma, eu acabei me apaixonando.

“- Me solta seu stalker pervertido!” – ele me chamava assim a algum tempo, e agora tentava me empurrar por estar abraçando ele. Bom, tentava mas não tentava realmente.

“- Sim, sim” – e no fim eu terminava abraçado a ele do mesmo jeito.

Só que nesse dia ele estava diferente, tudo bem, tinha tido uma briga com o líder de outra gangue que ameaçava roubar o território da Death Note... Mas ele nunca ficava tão... Impotente é a palavra certa, depois de uma luta. O prensei contra a parede exigindo explicações. E ele me contou o motivo pelo qual era tão revoltado: quando menor, na faixa dos 12, ele ficou mais ou menos uns dois anos sendo perseguido por um stalker. O cara era pirado, mandava vestidos, chocolates, flores, e coisas macabras como passarinhos mortos, ou flores murchas. Mas um dia, ele quase conseguiu violar Raito, que estava sozinho em casa, a sorte dele era que um vizinho percebeu algo estranho e não demorou em ligar para a policia.

Depois de um tempo o reconfortando ele, perguntei:

“- E por que essas lembranças vieram a tona agora?”

“- Porque eu ouvi que o filho desse homem foi para uma clinica de recuperação”

“- O que ele fez?”

“-Parece que feriu cinco alunos de uma escola não muito longe daqui” – suspirou apoiando a cabeça em meu ombro, não resisti a tentação e roubei seus lábios, para minha surpresa sendo correspondido.

Nossa primeira vez aconteceu logo depois, e alguns meses após o começo do nosso namoro, Raito mudou até mesmo a forma que se vestia, saiu da gangue e virou alguém “normal”, ou o mais normal que conseguiu ser.

~ Fim Flashback ~

Agora que penso, eu também parecia um stalker.

...

Bem... Que bom que isso não afetou nossa relação, não?

- Vamos?

- Sim.

- E... Limpa essa baba – falou divertido. Limpei.

***

— Aniki! – um moreno de óculos com roupas no mesmo estilo do meu namorado falou emocionado, eu quase poderia vê-lo com orelhas de cachorro abanando o rabo.

— Olá, Mikami, como estão vão coisas?

— Derrotamos mais uma gangue que estava arranjando confusão com homossexuais! – seus olhos brilhavam.

— Que bom saber que o novo líder está cuidando bem dos nossos ideais – afagou os cabelos do outro, não senti ciúmes, tenho a impressão de que ciúmes do novo líder do DN seria como ter ciúmes de uma cachorro.

— Obrigado, aniki! E o que veio fazer aqui? – perguntou com certa curiosidade, era raro ver Raito os visitando.

— Eu vim pedir um favor – falou sério.

— Faremos qualquer coisa que você pedir – o outro japonês também ficou sério.

— Quero que investiguem tudo o que puderem sobre Mihael Keehl e Nate River. Coisas como horários, endereço, e locais que freqüentam.

— Sim! – todos responderam, antes de se levantar e irem ao redor de alguns dos gângster que tinham notebooks, pouco depois de conseguirem as informações desejadas, saíram.

— Para quando você quer as informações, aniki?

— Para daqui uma semana.

Todos assentiram, e ficamos mais um tempo antes de irmos para casa.

Logo, logo alguém ia se ferrar feio nessa história.

Matt’s POV ~

Annie tinha saído para comer alguma coisa. E sozinho nesse quarto de hospital, sem nenhuma distração só doía mais, percebi.

Suspirei pesadamente e me ajeitei melhor na cama, fechando meus olhos, estava cansado e precisava de umas boas horas de sono. Escutei a porta se abrindo, e fingi estar dormindo, não queria encarar o olhar preocupado de Annie. Mas os passos que escutei, não eram dela. Eu conhecia bem eles, assim como a mão que tocou meu rosto levemente.

— Me perdoe, Matty. Juro que vou resolver isso.

Depois de dizer aquelas confusas palavras, ele foi embora,

O que ele quis dizer com resolver isso? E... Eu pensei que ele me odiasse!

Por que Mihael Keehl tinha que ser tão confuso?

Notas finais
Se tiver erros, me avisem >.<
Espero que tenham gostado ^^ Sinto que o desfecho dessa fic está próximo... Mas mesmo assim darei o meu máximo até lá! *-*
Chu♥