Notas iniciais
Esse capítulo ficou horrível Ç-Ç Sorry...

Matt’s POV

Se passou uma semana e eu já tinha saído do hospital, ia passar um tempo com a família Yagami, e Annie estava super feliz, arrebentando no fogão e me entupindo de doces. Eu já tinha me recuperado consideravelmente do shock, e ironicamente eu só estava melhor por causa daquela visita inesperada de Mello no hospital em que ele se desculpou me deixando confuso.

E eu percebi uma coisa: Isso era estranho demais. Por mais que Mello pudesse gostar de Near, eu o conhecia o suficientemente bem pra saber que ele não seria cruel como foi. Então, por mais que para outros isso possa parecer idiota, eu decidi confiar nele, e esperá-lo. Ponto final. Tenho certeza de que tem algo errado, e eu vou saber o que é, porque como eu disse: confio em Mello.

Mello’s POV

A água quente escorria por meu corpo, e nem ela parecia limpar minha culpa.

Eu me sentia a pior coisa do mundo. Um verme, um lixo. Eu me odiava por ter dito aquelas coisas para Matt. E eu sabia que seria demais pedir para que ele confiasse em mim até que eu pudesse dar um jeito nisso. Mas mesmo assim amava ele demais.

Suspirei pesadamente e estava prestes a fechar chuveiro quando escutei a voz de Nate – eu mais uma vez tinha sido obrigado a dormir com ele – me enrolei numa toalha, deixando o som da água caindo para que o albino não soubesse que eu estou escutando.

- ... ratos? Entendo. Leve eles para o armazém abandonado no km 64. Vou até aí para gente fazer algo sobre isso. – foi tudo que escutei. Fechei a água e saí dôo banheiro como se não soubesse de nada.

— Mihael, eu vou sair. – falou beijando minha bochecha antes de ir.

Esperei uns vinte minutos antes de me dirigir para o local que Nate combinou de se encontrar com alguém, eu tenho a impressão que esse alguém era BB.

Raito’s POV

Medo. Eu estava morrendo de medo. Aqueles olhos vermelhos que me encaravam na escuridão eram iguais aos daquele cara que me perseguiu anos atrás. Quando Mikami me mandou uma mensagem mal terminada falando algo do endereço do fedelho branco, não duvidei em correr para até o local. Só não esperava ser nocauteado.

E agora eu me encontrava amarrado numa cadeira, e Mikami ao meu lado amarrado em outra. O nosso seqüestrador se aproximou de mim. Engoli em seco.

— Você é tão lindo quanto meu pai descrevia. – eu estava tão assustado que nem conseguia me mexer – Quero que você seja meu... – ele lambeu meus lábios.

— Pare com isso, BB. — Escutei uma voz séria atrás de mim, e o barulho de algo liquido sendo jogado no chão. Álcool, reconheci.

- River, você não pode fazer isso tem-

- Cale-se! Esses dois são ratos que querem acabar com meu relacionamento com Mello! – e mais barulho de álcool sendo derramado. Aquele cheiro forte começou a me enjoar, e eu entrei em pânico, tentei me soltar e comecei a gritar para tentar despertar Mikami enquanto nossos raptores discutiam, mas não tive tempo pra isso, um som ensurdecedor me alcançou, seguido de um clarão. Acho que bati a cabeça e escutei alguém me chamando... Ou eram duas vozes? Não sei, perdi a consciência.

* * *

Ódio. Era a única emoção que dominava Beyond Birthday no momento. Seu objeto de interesse provavelmente era carvão agora. E a risada histérica e afeminada ao seu lado não ajudava muito seu auto controle. Aquela coisa branca tinha lhe prometido diversão, e até agora não tinha tido nenhuma. Aos poucos uma ira fria se apossou do seu ser, ainda mais quando viu ao longe a grande construção em que se encontravam momentos antes de fugir de carro com a vadia branca e parar para “apreciar” o estrago.

— Cala a boca. – disse sem emoção alguma na voz, mas o outro não parou e isso o enfureceu ainda mais. Pegou no pescoço do albino o sufocando com uma mão, enquanto inclinava o banco do passageiro onde o menor agonizava para trás.

— Me... Solt-

— Cala a boca! – e um sorriso sádico apareceu em seus lábios – Eu estou a fim de me divertir um pouco... – abriu o porta-luvas e tirou um facão de lá, começou a rasgar as roupas de Nate, parando de asfixiá-lo. Usou arma branca para fazer um corte profundo no braço do outro que gritou. Lambeu aquele liquido rubro, era excitante. Estava tão concentrado que nem viu vir um punho em direção a seu rosto. Mas isso nem ao menos o incomodo, apenas fez nascer um novo sorriso, dessa vez cínico, em sua cara.

Segurou as mãos do mais novo encostadas no banco, com a palma esquerda colada nas costas da mão direita, e encravou o facão ali.

- AHHHHHHHHHHHH!

Ah, como adorava esses gritos de dor... As carinhas banhadas de lágrimas...

Essa seria uma maravilhosa noite...

Extra ~> O que você que ser quando crescer?

Todas as crianças do jardim de infância estavam reunidas em um círculo, uma de cada vez dizendo o que queria ser quando crescer.

— ... e por isso eu quero ser um bombeiro!

— Muito bom, Paul! Tenho certeza de que você vai salvar muita gente! – falou a professora – Agora você, Mail. O que quer ser quando crescer?

— O marido do Mell! – todos se surpreenderam, e certo loiro corou até não poder mais

— M-Mas Mail... – começou a professora, no entanto foi interrompida por outra voizinha.

— Você não pode! – gritou o de olhos azuis a todo pulmão.

— Ehhh? Por quê?

— Porque você é a noiva! E eu sou o marido! Sou eu quem vai sustentar você e o Ryuuku! – Ryuuku era o bicho de pelúcia de Matt, foi oficialmente adotado por Mello com a permissão legitima da ‘mãe’.

— E por que eu tenho que ser a noiva? – o ruivo perguntou indignado.

— Ora, porque você passa mais tempo com o Ryuuku que eu.

— Mas é claro! Você não liga mais para a sua família!

— Mas querida, eu só estou tentando dar uma vida melhor para as duas pessoas que eu mais amo no mundo; meu filho e minha esposa!

Uma gota de suor escorria pela cabeça de todos. Mas ninguém pensou em interromper, afinal “em briga de marido e mulher, não se mete colher”!

Notas finais
Me desculpem por ter ficado mudando de POV toda hora T-T
Obrigada por lerem, postarei o próximo o mais rápido que puder, ok? *-*
Ah, e claro: *esquiva das pedradas* Do't kill me y-y
Chu♥