Beautiful Lie
14 Loucura
Notas iniciais
Muito, muito obrigada mesmo! Vocês são demais! Amo vocês!
Aquele era um beijo sangrento. Beyond tinha acabado de morder o pescoço do albino, a ponto de sangrar, só para roubar seus lábios violentamente depois. Já tinha rasgado as roupas brancas que outro vestia as tornando tão vermelho quanto o líquido rubro que escorria pelo queixo do outro.
— Por favor... P-Para... – a voz de Near saiu fraca o outro apenas sorriu cinicamente.
— Mas agora é a melhor parte! – abriu as pernas do outro, que com grande dificuldade as fechou – Ah, você tem razão! Precisa de preparação, não é?
Retirou sem piedade o facão que segurava as mão do menor, escutando quase emocionado o grito de River com um prazer inexplicável. O cabo da faca estava molhado com o sangue do albino, e o moreno o virou para cima.
— Não! – gritou Near ao perceber as intenções do outro – Seu monstro!
— Monstro? – perguntou o de olhos avermelhados de uma maneira quase infantil – Não, não! Você está errado. Você me prometeu diversão, e agora vamos nos divertir, só isso. E você quem machucou quem ama, então acho que você é o monstro aqui. – Nate mal teve tempo de ficar surpreso com a profundidade das palavras, pois sentiu que o outro abria suas pernas, usando da violência para mantê-las abertas, e algo duro demais sendo forçado contra sua entrada.
— AHHHHHHHHHHHH! – começou a chorar desconsoladamente, e a se debater.
E Beyond? Ele ria feito o maníaco que era, e movia o cabo da faca em movimentos de vai e vem dentro do outro, sem importar que seus dedos estivessem sendo cortados no processo. Estava adorando os gemidos do outro, e ficando excitado, já podia sentir sua própria ereção. Com uma mão, continuou o que estava fazendo, e com a outra liberou o próprio membro, começando a se masturbar. Porém sua própria mão logo não foi o bastante, jogou a faca no banco de trás, e entrou no outro com lentidão.
- Ahhhhhhh!
Não esperou para começar a se mover, bem devagar, como se esperasse que o outro fosse sentir prazer, começou a lamber cada machucado do mais novo, e sua língua parou no mamilo esquerdo dele, começou a chupar o broto rosado com delicadeza, enquanto sua mão ia em direção ao sexo do mesmo.
— Ahh... – o primeiro gemido de prazer saiu dos lábios finos de Near, ao sentir o prazer provocado pelo outro em sua intimidade.
— Hn... Você é bem masoquista, não? – começou a aumentar a velocidade.
E isso tudo era incompreensível. Como Nate River podia sentir prazer estando tão ferido? Seria pela repentina delicadeza do outro? Ou ele tinha enlouquecido? O mais provável, já que a loucura é uma doença contagiosa, como se manter sã nesse mundo de loucos?
A velocidade aumentava, os dois corpos conectados pareciam um só, se moviam em igualdade.
- Eu vou...! – o passivo gozou perdendo a consciência logo a seguir e o maior demorou um pouco mais antes de despejar sua semente no interior do mais novo, e depois disso enquanto se arrumava um pouco, começou a rir alto enquanto dirigia para longe dali. Agora tinha um coelho, como em Alice in Wonderland. Ah, como sua vida era mágica...
* * *
Matt’s POV
Eu estava praticamente correndo pelos corredores do hospital junto a Lawliet. Não conseguia acreditar nos meu próprio ouvidos quando o Sr.Yagami ligou para casa avisando que Raito, Mikami e... Mello estavam internados depois de algum incidente com fogo.
— Como eles estão?! O que aconteceu?! – perguntamos juntos eu e L.
— Se acalmem. As enfermeiras estão cuidando das queimaduras deles, então não podem entrar vê-los no momento. Vou explicar o que aconteceu, sentem-se.
— Eu prefiro ficar de pé – falou L.
— Eu também.
Soichiro suspirou e começou.
— Não sei nem como nem porque, mas Raito e Mikami foram parar dentro de um velho galpão abandonado, e ao que parece, estavam impossibilitados de sair quando algo ou alguém começou um incêndio e fugiu. Mas, de novo, não faço idéia do porque, Mihael estava lá bem a tempo de tirá-los dali. Mikami e meu filho saíram praticamente ilesos, mas Mihael... – meu coração se apertou – Ele teve queimaduras sérias no lado esquerdo do corpo, na parte do tronco e... Do rosto. – entrei em shock, eu precisava ver Mello, e precisava ver ele agora.
— Dr.Yagami – chamou Sayu – Já terminamos.
Mal falou e eu corri para dentro do quarto compartido, com um rápido olhar comprovei que Raito e Mikami estavam bem, com machucados apenas superficiais, pude então ir até Mello que estava desacordado numa cama mais afastada, parte de seu rosto estava enfaixado.
- Mello... – segurei sua mão e me deixei chorar. Como senti falta desse calor que só ele podia me proporcionar, e senti mais falta ainda de seu aperto firme e suave, como ele deu agora – M-Mello?
- Matt... Me desculpe, eu... – sua voz era fraca e suas palavras quase um código, provavelmente porque foi anestesiado.
- Não se importe com isso! Eu sei que você teve seus motivos, e eu te amo demais pra...
- Eu te amo – me interrompeu.
- Fiquei com tanto medo de te perder... – falei beijando as costas de sua mão, se soltá-la.
- A quanto tempo estamos de mãos dadas? – me perguntou.
- Como? – retruquei confuso.
- Apenas responda. – pediu tentado sorrir Já que não conseguia mover muito o rosto por causa da anestesia.
- Uns... Dez minutos?
- Então nossos corações batem iguais – sorri, lembrando da vez que ele me contou que se duas pessoas ficam de mãos dadas por cinco minutos, seus corações vão bater em igualdade.
- Sim – selei nossos lábios por um momento – Te amo.
- Eu também te amo... – fechou seus olhos. Provavelmente só acordou para dizer que estava bem, sorri e me deitei junto a ele, de maneira que não encostasse em suas queimaduras. Sonhei com nossa infância, e creio que Mello teve o mesmo sonho, pois murmrou “então vou ficar doente junto a você, Matty” entre sonhos.
Extra ~> Quando Matt ficou de cama...
A primeira vez que Mail pegou um resfriado muito forte, foi aos nove anos, ficou de cama por uma semana, e Annie cuidava dele maior parte do tempo, até que precisou dar uma saído por mantimentos, e deixou Mello junto ao ruivo, senão não sairia em paz.
O loiro por sua vez fazia de tudo para ajudar o doente, dando os remédios e comida, o cobrindo e etc. Matt estava preocupado já que o outro não se importava de chegar perto de si toda hora. Agora mesmo estava com a testa encostada à sua medindo a temperatura.
— Mel! Você não deve se aproximar muito de alguém doente. – se afastou um pouco.
— Não posso fazer nada, estou cuidando de você – voltou a colar suas testas, e o outro o empurrou levemente.
— Então não cuide!
- Eu vou cuidar sim!
- Não vai!
- Vou!
- Não vai!
- Vou!
- Mas você vai ficar doente como eu!
- Então vamos ficar doentes juntos, Matty! – dito isso beijou o outro de língua rapidamente, como se quisesse mesmo ficar doente.
— Mello! – o gamer corou e não disse mais nada, deixando que cuidasse de si.
No dia seguinte Mihael ficou de cama junto a Matt.
Notas finais
Chu♥ Obrigado por lerem!
Fale com o autor