Beautiful Lie

7 Por inteiro é mais gostoso


Notas iniciais
Eu tenho uma declaração a fazer aos leitores... Vocês são lindos! Totosos, maravilhosos, perfeitos, fantásticos... Eu amo vocês *-*
Exagerei? >///< Bom é que eu realmente queria dizer cada review me deixa muito, muito, muito feliz. Eu estava lendo as reviews e pensei "Eu amo todas estas pessoas *-*"
Eu só queria dizer que vocês são muito imporatantes *3*
E bom, agora a fic. Enjoy ~

É tão engraçado, ou talvez seja irônico, como quando eu e Mello namorávamos, eu nunca acordava em seus braços e agora quando estou superando um pós-trauma, acordo todos os dias sendo abraçado pelo chocólatra. Como agora. O loiro estava dormindo pacificamente ao meu lado, sua respiração era suave e seu cabelo tinha um cheiro leve de uva, ele apesar de gostar muito de chocolate não era tão fã assim de aromas doces, mas eu não resisti e comprei um shampoo de “uva ao champagne” e dei para ele.

– O que está olhando? – corei.

– Seu cabelo está cheirando a uva.

– Hmm, por que será? – sorri e me sentei na cama, me espreguiçando no processo.

– Vamos comer alguma coisa?

– Sim... – levantou-se esticando um pouco, o peguei pela mão, correndo até a cozinha – quase rolamos na escada – mal cheguei, o soltei e fui colocando as coisas na mesa.

– Você está animado hoje, sonhou com algo bom? – perguntou enquanto preparava café.

– Quem sabe? – alarguei o sorriso.

Na verdade eu tinha sim tido um sonho bom, eu e Mello estávamos no parque em frente de casa – onde passamos boa parte da nossa infância – sentados em um banco de mãos dadas, observando um garoto loiro de olhos verdes e expressivos brincar, o pequeno nos chamou para balançá-lo e aí fomos, Mello o pegou no colo e o colocou no balanço, e nós dois o empurramos. Mais tarde, no pôr-do-sol, o garotinho estava adormecido em meus braços. Olhei para o rosto de Mell e sorrimos antes de trocar um selinho. O sonho acabou aí, mas foi um sonho maravilhoso. Sorri bobamente.

– Matt, acorda – Mello me chacoalhou levemente – O café está pronto.

– Sim... – nos sentamos e começamos a comer – Tudo bem pra você faltar na escola desse jeito? – perguntei preocupado

– Com as minhas notas, eu já passei. Estou preocupado com você, mesmo que passe pelas notas não tenho certeza quanto às faltas.

– Ok, semana que vem eu volto a ir, falta pouco para as férias mesmo.

– Certo.

– Hey, Mello...

– Sim? – perguntou.

– Vamos... Fazer um bolo de chocolate depois de terminarmos aqui? – ele ergueu as sobrancelhas.

– Vamos – falou suspirando, eu sabia que estava me aproveitando da situação, mas eu realmente queria ver ele de avental rosa!

* * *

No fim, eu que terminei usando o avental rosa de babados e com rendinhas. Quando Mello perguntou de onde aquilo tinha vindo, eu realmente não soube responder, o achei em umas das gavetas da cozinha.

Botamos literalmente a mão na massa, bolos eram fáceis, ainda mais para mim que tive uma boa professora como Annie quando aprendi a cozinhar. Já estava tudo pronto, só faltava untar a forma coisa que Mello estava fazendo.

– Me passe uma colher de farinha, só para terminar de untar – eu passei, mas como sou muito desastrado tropecei e a farinha na colher acabou na cara do loiro, agora com cara de mafioso assassino. Engoli sem seco.

– M-Me desculpa Mello, eu não — fui interrompido por uma mão suja de farinha na minha cara. Ele quer guerra? Então ele terá guerra! Enfiei a mão no saco de farinha e taquei nele, como resposta ele pegou o saco de mim e fez o mesmo, poucos segundos depois estávamos sujando a cozinha inteira de farinha e nós parecíamos duas crianças retardadas, e ele estava “vencendo”, pois eu estava mais branco do que ele, então num ultimo movimento desesperado corri até com as mãos cheias de farinha eu estava prestes a jogar, mas fui segurado, e por causa do impacto acabamos caindo. Cerrei os olhos.

– Ai! – reclamou. Abri meus olhos e percebi que estava encima dele – Tudo bem com você? – perguntou soltando meus pulsos, colocando uma mão atrás da cabeça, onde provavelmente tinha batido e outra em minha cintura.

– Sim... – nossos olhos se cruzaram e eu fiquei hipnotizado por aqueles profundos poços azuis, inconscientemente fui me aproximando aos poucos, parando quando estava perto demais.

Mello’s POV ~

Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir sua respiração quente e descompassada batendo contra a minha boca. Eu tinha me perdido naqueles orbes verdes e cristalinos, e com nosso olhar conectado fui erguendo minha cabeça, chegando ainda mais perto. Meus lábios tocaram os seus, foi um toque rápido e Matt saiu correndo atender ao telefone. Maldito aparelho! Nos interrompeu na melhor parte...

Merda.

O que eu estou pensando?! Eu tenho namorado, e eu amo muito Near! Mesmo ele não tendo esses olhos sinceros de Matt, o essa boca cheia e avermelhada, ou esses cabelos suaves ou...

– Mello! Se arrume, temos que sair! Annie está no hospital! – me levantei rapidamente.

Tomamos banho o mais rápido o possível, e nos dirigimos ao hospital. Agora estávamos sentados no corredor da sala de emergência, esperando pelo final da cirurgia da quase mãe do Matty.

– Vai ficar tudo bem – falei pegando sua mão.

– E se não ficar?! — perguntou chorando – O que eu vou fazer sem a Annie?!

– Você não ficar sem a Annie, ela vai ficar bem, você vai ver.

– Eu não quero ficar sozinho, eu não perder ela! Mello, o que eu faço?!

– Você tem mim, Matty.

– Não por inteiro, não para sempre. Eu não tenho o seu coração – me olhou nos olhos. Demorei um pouco para deduzir, mas... Isso foi uma confissão? Pareceu. E eu sem saber o que responder, apenas beijei sua testa – Mello, você precisa saber, eu...

A forma como ele chorava era desgarradora, eu senti um profundo aperto no peito. Não conseguia entender o que sentia, eu amava Near, certo? Mas então por que nem ele me fazia sentir assim? Desde que voltamos, não tem sido a mesma coisa, não tem mais paixão ou vontade da minha parte e por isso eu acho que... Amo Matt, espere, disso eu sempre soube, mas o que mudou foi o tipo de amor, antes ele era meu irmão, minha família, agora eu tenho vontade de tocá-lo de... De amá-lo, não tinha mais como negar, o amor que sinto por Mail Jeevas é o amor de casais, de levar para cama, do tipo que se constrói um futuro pensando no seu par.

Mais tarde eu teria que resolver as coisas com Near, porém no momento, eu tinha que fazer algo antes que o ruivo em meus braços se quebrasse ainda mais.

– Shhh – coloquei o indicador em sinal de silêncio sobre seus lábios – Também tem algo que eu quero que saiba.

– O-o quê? – perguntou agora um pouco melhor.

– Eu te amo – ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas eu continuei – E me perdoa. Agora eu percebia quantidade de idiotices que eu pra você – acariciei seu rosto – Me desculpa.

– Eu... Mello eu também te amo, muito. Você não tem que se desculpar, só ficar comigo. – ele parecia meio incrédulo com minha declaração, mas mesmo assim se esforçou para dizer essas palavras.

– Então, agora eu sou totalmente seu – declarei – Hoje mesmo vou terminar com Near.

Matt sorriu. E isso foi o bastante para que eu sorrisse também.

Ah, como eu estou meloso hoje.

– Com licença – escutamos a voz da enfermeira. – São parentes da Annie Campbell?

– Como ela está?!

– Acabou de sair da cirurgia, se encontra bem – sorriu gentilmente.

– Podemos vê-la?

– Somente pelo vidro, mas de qualquer forma, ela ainda não despertou.

– Onde ela está?

– Eu levo vocês.

Matt se acalmou consideravelmente ao ver a idosa dormindo calmamente, e depois de um tempo o levei para casa. Voltaria depois de resolver algo. Liguei para Near e combinei de encontrar com ele numa praça perto da casa dele, quando cheguei, ele me esperava sentado num banco de pedra.

– Oi – cumprimentei, ele se levantou para me beijar, mas eu o evitei — Temos que conversar.

– Sobre? – perguntou sério.

– Sente-se – pedi.

– Eu não vou sentar.

– Ok, então, irei direto ao ponto: Eu quero terminar com você. Eu sinto muito.

– O quê?!

– Você escutou.

– É por causa daquela puta ruiva, não é?! – me surpreendi, nunca tinha escutado o albino falando palavrões.

– Não chame Matt assim – falei calmo, afinal eu estava terminando com ele, essas reações eram normais, eu acho.

– Você não pode terminar comigo!

– Posso e vou.

– VOCÊ NÃO PODE!

– Nate River, se acalme! Acabou, sinto muito, mas acabou entre a gente!

– Você vai se arrepender... VOCÊ VAI SE ARREPENDER MIHAEL KEEHL!

Ainda bem que não tinham muitas pessoas a essa hora. Near começou a gritar, e a me xingar, essa era a minha deixa, eu sei que é meio cruel, mas eu fui embora sem olhar para trás.

Quando cheguei, eu escutei o som da TV, com certeza o ruivinho estava jogando algum game, e antes de subir fui até a cozinha beber alguma coisa. Quando entrei no local, ele estava limpo, e o bolo estava pronto na geladeira, no fogão tinha uma panela com o resto da cobertura, e tinha sobrado bastante... Hmm, interessante, futuramente isso com certeza me seria bem útil.

Matt, Matt, espere só até você se recuperar...

Sorri malicioso.

Matt’s POV ~

Senti um arrepio na espinha e espirrei, será que peguei um resfriado?

Escutei o barulho da porta se abrindo.

– Já voltou? – me virei, e senti lábios contra os meus.

– Eu te amo, Matty, quer namorar comigo?

Ok, eu não vou chorar. NÃO vou chorar. Eu não sou uma garotinha para- Senti algo quente escorrer pelo meu rosto. Dane-se!

– Sim, sim, sim! Eu aceito Mello – o abracei com força, cobrindo seu rosto de beijinhos, depois comecei a saltitar pelo quarto, até que Mello me puxou e me jogou na cama bem devagar, deitando sobre mim e mordendo minha orelha.

– Matty, espero que melhore logo... Tive umas idéias.

E eu senti aquele mesmo arrepio em minhas costas.

Bem, pelo menos eu o tinha por inteiro.


Notas finais
Logo logo terá lemon de novo ^^
E... eu exagerei com o Near? O-O
Espero que tenham gostado *-*
Reviews?
Chu ♥
PS: desculpem pelos comentários iniciais terem ficado exagerados .///.