Beautiful Lie
3 Face vazia
Notas iniciais
Bom, primeiro, eu queria agradecer pelos reviews! *0*
Sério,me deixam muito muito feliz! E eu acho que não estou fazendo um bom trabalho respondendo os reviews... Não sou muito boa com isso >///< Mas, mesmo não sabendo responde-los direito, eu realmente amo cada um deles!
Suspirei quando percebi que só tinha junk food no meu armário da cozinha. Estava na hora de ir ao mercado, a menos que eu também quisesse comer comida instantânea no jantar.
Peguei uma sacola sustentável, a carteira, com o resto do dinheiro do mês retrasado, sempre sobrava, e depois de trancar a porta de casa me dirigi ao mercado mais perto. Winchester era uma cidade calma, *suas construções preservavam o tradicional estilo arquitetônico inglês, com influência normanda, e era um lugar bem calmo, então fui a pé mesmo.
Quando cheguei lá, a primeira sessão a qual eu me dirigi foi a de doces, atrás de chocolate, e tive uma grata surpresa quando vi um garoto loiro usando roupas de couro colocando alguns – lêem-se, muitos – chocolates na cesta, eu estava andando até ele para cumprimentá-lo, mas parei e meio que me escondi atrás de um casal de velinhos que me olhou torto para observar melhor, uma pessoa pequena, de pele pálida e cabelos e olhos claros estava ao lado de Mello. E os dois sorriam. Near, “O” indiferente tinha um sorriso cheio de dentes na cara, e Mello, que nunca sorria para ninguém também estava sorrindo que nem uma criança. Eu, por ser seu amigo de infância tinha o privilégio de ter seus pequenos sorrisos raros, mas esses pequenos sorrisos não chegavam nem aos pés do estampado na cara dele neste momento.
– Você ainda vai se diabético, Mihael. – aquilo doía, Mello odiava ser chamado pelo nome, e saber que ele dava essa liberdade para outra pessoa que não fosse um dos seus pais realmente doía, ainda mais tendo plena consciência de que durante o sexo, ele nem se importava com isso.
– Se eu não sou diabético até agora, não vou ser nunca. E o que você está fazendo na sessão de doces, Nate?
– Comprando chocolate, minha mãe pediu. Mas eu não alcanço a marca que ela quer. – Mello alargou o sorriso e pegou o chocolate que ficava na parte mais alta da prateleira.
– É esse aqui, não é?
– Sim, ainda é esse.
– “Chocolate com passas ao rum, já que eu não posso beber!” – falaram juntos como se fossem as palavras de outra pessoa, e depois riram.
O som daquele riso foi como uma facada.
Bom, se eu tinha conseguido namorar ele por ter proposto causar ciúmes, então era exatamente o que eu faria. Caminhei até eles determinado.
– Oi, Mell! – o abracei por trás dando um beijo em sua bochecha. Ele ia querer me matar mais tarde.
A sincronia deles era tão perfeita que mandaram um olhar assassino para mim ao mesmo tempo. Eu nunca quis admitir, mas eles formavam o casal perfeito. Aquela aura de fragilidade do albino combinava perfeitamente com a idéia de proteção que o loiro passava. Eles se completavam.
– O que está fazendo aqui? – nem preciso dizer quem perguntou.
– Ora, o que as pessoas fazendo no mercado, Mell? – perguntei cinicamente, usando o apelido de infância que ele tanto odiava – E oi, Near.
– Olá, Jeevas. – disse seco.
E o que se seguiu depois disso foi uma conversa desagradável e tensa. Por minha culpa. E eu tinha plena consciência de que estava fazendo as coisas de maneira errada. Mas todo o stress acumuladodesde que eu tinha começado com essa mentira estava me matando. Agora, depois de uma breve despedida com Near, nos dirigíamos a saída deixando todas as compras porque Mello disse que queria falar comigo. Ignorou eu me minhas perguntas no caminho, então simplesmente o segui até a rua que estava meio deserta por causa do tempo repentinamente feio.
— Que merda toda foi aquela?! – perguntou quando paramos de andar.
— Do que você está falando? – me fiz de idiota.
— Ah, não se faça de idiota!
— Eu não estou me fazendo de idiota.
— Vai se fuder Matt! Por que você se meteu entre a gente? Foi a primeira vez em dois meses que nós tivemos uma conversa decente e leve!
— Eu só fui tentar te ajudar, fazendo um pouco de ciúmes pra ele, eu não pretendia...
— Não pretendia, mas conseguiu! Você estragou tudo Jeevas! Tudo! – ele sabia que eu odiava que me chamassem pelo meu sobrenome por ser o mesmo do meu pai, mais do que isso, machucava.
— Não me chame assim!
— Ah, é assim, não é? Eu também não sou “Mell”, porra!
— Isso é diferente, Mello! Foi só um apelido, eu nem te chamei pelo nome! – eu podia sentir os primeiros pingos de chuva, enquanto discutíamos.
— Cala a boca, Jeevas. – enfatizou bem o meu sobrenome.
— Caralho! – me alterei – Cala boca você!
— Quem você pensa que é pra me mandar calar a boca? Hein, Mail Jeevas?!
— Eu sou seu melhor amigo, serve?
— Há – deu sorriso sarcástico – Claro, você sempre foi um ótimo amigo, gemendo bastante! – eu sabia que ele só estava com a cabeça quente ao dizer isso, mas foi como ser apunhalado — Feito uma prostit-
— PARA, MIHAEL KEEHL! – e aí eu senti minha bochecha arder. Abri meus olhos de surpresa, e aos poucos o vermelho de raiva no rosto furioso a minha frente, foi trocado por uma palidez junto a uma expressão de culpa.
— M-Matt, eu sinto muito, eu não queria...
— Eu sei que não. – retruquei. Minha voz não demonstrava raiva ou magoa apenas frieza.
— Não, é sério Matt, eu estava de cabeça quente e...
— Tudo bem. Mello, você tem toda a razão, eu estraguei tudo. – e ele tinha. A chuva começou a cair e eu simplesmente me virei, caminhando até minha casa.
— Matty! – me chamou.
— Até segunda, Mello. – falei dando um pequeno sorriso, ele percebeu que eu queria ficar sozinho e não tentou mais me parar.
Agradeci pela chuva, que camuflava minhas lágrimas. Se bem que não tinham muitas pessoas na rua com essa chuva. E antes de chegar ao meu “lar” parei e desabei numa viela qualquer.
A culpa era toda minha! Por causa do meu egoísmo, do meu ciúme bobo, eu tinha ferido a pessoa que eu mais amava. Eu merecia muito mais do que um tapa!
Queria voltar no tempo e nunca ter interferido na conversa deles. Eu já estava acostumado a estar só, mas Mello precisava de Nate. Eu somente não podia deixar que a pessoa que uma vez me tirou do caminho errado, também se acostumasse com algo assim.
E então, tomei uma decisão. Eu teria uma última noite com Mello, e depois falaria com Near, sobre a verdade.
Me levantei com tudo. Já sabia o que fazer.
* * *
Eu já estava de banho tomado e bem mais calmo. Agora eu estava secando meu cabelo com o secador, com apenas uma toalha enrolada em minha cintura. Quando meu cabelo já estava totalmente seco, desliguei o aparelho e fui procurar algo para vestir. Me decidi por um camisão – adorava usar coisas largar para dormir – e uma box preta, que por acaso não era minha. Sorri melancólico.
Depois de me vestir, reparei na minha escrivaninha no canto do quarto. Fui até ela e abri a gaveta, vi meu estilete lá, o peguei e o olhei por alguns segundos, deixando a lâmina aparecer.
Sentei na minha cama e abri um pouco as pernas, levantando o camisão, aproximei a arma branca da minha coxa. Eu estava em transe. Um arranhão superficial, agora seria um verdadeiro corte...
O celular tocou me tirando de meu transe. Tremulo guardei o estilete e atendi logo em seguida.
– A-Alô?
– Matty?
– Mello?
– Está tudo bem? Sua voz está estranha.
– Está sim. – respondi, agora mais calmamente.
– Eu... Só queria me desculpar. Me sinto realmente mal por ter feito o que fiz.
– Tudo bem. – sorri – Mas...
– Mas?
– Você vai ter que jantar aqui amanhã! Claro, se não for incômo-
– É o mínimo que eu posso fazer! – me cortou.
— Ok, então está combinado!
– Sim, então, até amanhã.
— Até! Durma bem, Mello! – falei e desliguei.
Me sentia culpado ainda, principalmente quando sentia minha bochecha arder por causa do tapa. Mello odiava a violência. Sim, ele a usava constantemente, mas usá-la contra alguém querido para ele era outra história. Isso provavelmente se devia pelos pais dele que viviam brigando.
Suspirei, não queria pensar em mais nada, então liguei meu Wii para me distrair um pouco. E justo quando eu ia começar a jogar Reseident Evil 4, meu telefone tocou, pausei o jogo e desci até a sala atender.
Não pude acreditar quando escutei a voz do meu pai no outro lado da linha, e menos ainda quando ele falou que queria que eu fosse morar com ele e a família dele (nesse ponto, ele já tinha me contado sobre isso) Eu neguei, obviamente, mas aí ele insistiu, disse que era só uma semana, e que se eu não gostasse, poderia voltar a qualquer momento, então concordei em passar o feriado que teria no meio da semana e que emendaria com o próximo final de semana. Peguei o endereço e desliguei.
Bom, não poderia ser tão ruim assim. Seria perfeito para fugir um pouco da depressão que eu com certeza teria depois que o “casal perfeito” reatasse.
Com certeza não iria ser tão mal.
Notas finais
Bom, eu me esforcei bastante nesse e espero que tenha ficado bom >.
Eu não aguento e vou dar um spoler: Próximo capítulo vai ter lemon! E talvez em dobro :x
Então, críticas, sugestôes, opiniões?
Reviews? *-*
Chu ♥
Ps: glaast-san, eu vou tentar alongar mais os capítulos >.
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