Beautiful Lie

4 Desespero Silencioso


Notas iniciais
Demorei? i_i Etto... não tenho muito a dizer só... Se alguém quiser escutar, eu escrevi esse capítulo, ouvindo essa música: http://www.youtube.com/watch?v=lL2ZwXj1tXM (só metade dele, a outra metade foi escutando "Um mundo ideal" xD)
E... LEMON♥
Ps: Como sempre, se houverem erros, por favor me avisem >.

Olhei minha mesa totalmente posta, apreciando o bom trabalho. A toalha era de seda branca com as pontas rendadas, tinha uns desenhos de uma flor roxa que eu não faço idéia de qual seja, mas que era realmente muito bonita. Os pratos postos eram da mais fina porcelana, e assim como os talheres de prata, eram do meu pai (eu acho). E, além disso, as rosas brancas num vaso de vidro arrematavam o “look” perfeitamente.


Olhei para o relógio em forma de maçã na parede, Mello logo chegaria, então decidi desligar a TV que eu tinha deixado ligada do meu quarto. Quando cheguei lá, observei o ambiente estrategicamente bagunçado, cheio de coisas encima da cama, fiz isso para que na hora “H” não tivéssemos mais opção do que usar a cama Queen do meu pai. Já que seria a ultima noite, eu queria que fosse perfeita.


Escutei a campainha, e quase que esqueci de desligar a televisão de tão apressado que desci. Respirei fundo e atendi.


– Oi! – o abracei e beijei sua bochecha, ele estranhou um pouco, já que eu não costumo ser tão afetuoso. Além de estar usando uma roupa diferente das habituais calças surradas e blusas listradas. Com um jeans totalmente novo e escuro, e uma camiseta colada preta com um colete cinza, além de acessórios. E como esquecer: SEM meus googles!


– Oi... Ah, Matt, isso aqui é para você. É o jogo que você queria, não é? – me estendeu uma sacolinha transparente, de forma que pude ver claramente “Donkey Kong Country”, surtei.


– Obrigado! Mell- Mello! – quase o chamei pelo apelido de infância – Te adoro! – me joguei em cima dele distribuindo beijos pelo seu rosto inteiro, de forma que ele teve que me segurar.


– M-Matt? – sorri, ele parecia meio assustado.


– Ah, sim. Desculpe. – o soltei e o levei até minha obra de arte – vulgo, a mesa – ele pareceu um pouco surpreso com todo aquele romantismo, isso porque ele nem viu as pétalas de rosas vermelhas encima da cama – E adivinha o que tem de sobremesa! – seus olhos brilharam.


– Aquela torta de chocolate?


– Sim, aquela que só eu sei fazer! – falei feliz.

O jantar foi totalmente agradável, conversamos sobre diversos assuntos principalmente nostálgicos. Rimos e nos divertimos. Até que, enquanto comíamos a torta sentados na sala, eu roubei um beijo dele. Senti o gosto do chocolate enquanto nossas línguas bailavam. A coisa foi ficando mais quente quando eu sentei no colo dele


– Vamos... Para o quarto... – falei entre suspiros.


Com minhas pernas enroladas em seu tronco, e meus braços contornando seu pescoço, ele me carregou em direção ao meu quarto, entre beijos eu disse para que me levasse até o do meu pai. Foi o que ele fez.


– Rosas? – ele perguntou arqueando uma sobrancelha enquanto tirava meu colete juntou aos colares.


– Apenas ignore-as. – falei o ajudando, tirando os acessórios, tais como anéis e pulseiras de couro – Tive vontade de ser romântico hoje.


Selei novamente nossos lábios, sendo correspondido. As roupas começavam a incomodar, e então com uma velocidade assombrosa tiramos nossas roupas e sapatos, ficando totalmente nus.


Depois de que, por falta de ar, cortamos um beijo que deixou um rastro de saliva conectando nossos lábios, eu parei por um momento e segurei seu rosto com uma mão em cada lado de sua face, o observando. Parecia um anjo, com aqueles suaves fios dourados, e aqueles profundos poços azuis de sinceridade. Tão lindo, assim como essa mentira, mas a diferença era que a beleza dele era real. Ele pareceu confuso com a carícia inesperada somada a intensidade do meu olhar, e estava prestes a perguntar algo, quando o interrompi.


– Mello?


– Sim? – eu te amo.


– Aquela box era minha. – falei me refirindo à que ele usava segundos antes.


– Idiota – disse com um pequeno sorriso torto e beijou minha testa.


Comecei a lamber o pescoço dele, queria marcá-lo e mordê-lo, mas não podia dessa vez.


– Hmmm... – gemi quando ele mordeu minha orelha, meu ponto sensível.


Sua boca desceu até meu pescoço, e ele não exitou em deixar marcas, uma maior que a outra. Essas marcas seriam a prova do que aconteceu entre a gente, e quando desaparecessem, eu não teria muito a dizer e me esconderia atrás de uma face vazia. Senti meus olhos arderem.


Seus dedos vieram até minha boca, os recusei.


– Você precisa ser preparado e... – rolei ficando em cima dele.


– Assim já basta – disse antes de abocanhar seu membro. A saliva serviria de lubrificante.


– Ahhh! Matty... — meu nome saindo de sua boca foi a coisa mais bela que eu já escutei, senti uma lágrima ameaçando cair. – C-Chega – me deteu rolando por cima de mim, voltando à posição inicial – Tem certeza?


– Sim. – ele abriu minhas pernas e entrou de uma só vez – AHHHH!


Parou esperando eu me acostumar. Senti algo quente escorrer por meu rosto, Mello percebeu a traidora e com a língua, a limpou.


Eu te amo.


Comecei a me mexer, dando permissão para ele continuar.


Eu te amo.


Uma mão quente começou a me masturbar, enquanto a outra estava firmemente entrelaçada a minha.


Eu te amo.


As estocadas no começo lentas e tortuosas se tornaram rápidas.


– Ahhh! Mihae-hmm! Eu... Ah!


– Hmmm! Matt!


Chegamos ao clímax juntos, ele dentro de mim, eu em nossos abdomes. Ele caiu exausto ao meus lado, mas nossas mão não se soltaram.


– Obrigado – agradeci.


– Pelo que? – mesmo que quase estivesse dormindo, pude perceber a curiosidade em sua voz.


– Hmm... Por ter me salvado.


– Salvado?


– Quem sabe se um dia eu não te conto sobre isso?


– Bobo – murmurou antes de cair rendido.


– Eu te amo – sussurrei.


E antes de desmaiar de sono, eu jurei ter escutado meu nome sendo dito entre sonhos.

* * *

Acordei sentindo braços quentes me rodearem. E, eu sei que isso pode parecer idiota, mas... Eu comecei a chorar, mas chorar mesmo, de soluçar e tudo. Acordar com ele junto a mim pela primeira vez desde que eu tinha começado com esse jogo, bem no dia que eu iria terminar com ele era muito frustrante. E todo esse choro acabou acordando Mello.

– Matty?! O que foi?! – se sentou na cama e me puxou para um abraço.


– Eu... – respirei fundo, mas não consegui parar de chorar.


– Matt... – fez carinho na minha cabeça – Eu estou aqui, sim? Vou te escutar se quiser me contar, e te dar um ombro se quiser chorar e... Espera! – me deitou com tudo na cama, e arrancou o lençol que me cobria, abrindo minhas pernas logo depois, parte do choro passou de susto, e eu corei feito um tomate.


– Mello?! – ele ignorou o meu chamado, parecia concentrado.


– O que é isso, Matt?!


– Eh?


– Você voltou a se cortar? – perguntou sério, aí eu lembrei do arranhão que eu tinha feito.


– Não! Eu quis... Mas me deti – eu não mentiria para ele.


– Por quê?


– Eu... – pensei em alguma “meia-verdade”, pois mentir para Mello nunca dava certo – Olha a hora! Vamos nos atrasar!


– Não pense que eu vou esquecer disso! – falou e saiu de cima de mim.

Nos trocamos rápido (eu tive que empresar um uniforme para ele) e sem nem ao menos comer algo fomos para a escola. Nossas classes eram diferentes, assim que nos separamos no caminho. As aulas foram tediosas como sempre, tudo era fácil demais para ocupar totalmente a minha cabeça, porém mesmo assim eu não queria que o intervalo chagasse. Eu sentia com se o mundo estivesse prestes a acabar, e o sinal da escola foi o sinal que eu esperava para acabar com a mais perfeita negação da minha vida.


Me dirigi à carteira de Near.


– Near? — ele apenas me olhou indiferente — Podemos conversar?


– Sim.


No caminho até o terraço da escola não dissemos nada, e antes que eu falasse algo, ele ficou me encarando enquanto enrolava o cabelo com o indicador, era uma mania dele.


– Eu quero te contar o real motivo do meu namoro com Mello.


– Quer jogar na minha cara que ele está com você? – o ignorei e continuei.


– Hoje, eu vou terminar com ele – pronunciei, e o albino pareceu surpreso – Ele só aceitou namorar comigo para causar ciúmes a você. Ele ainda te ama muito. Mesmo quando estamos juntos ele pensa muito em você.


– Isso... É verdade? – seus olhos pareciam brilhar. Era tão estranho vê-lo assim.


– Sim, ele te ama – peguei meu celular e mandei uma mensagem — Pronto, ele logo vai estar aqui. Bom, adeus, Near – falei indo embora.


– Espera! – parei.


– Sim?


– Por que está fazendo isso?


– Ora, não é obvio? – sorri irônico – Porque Mello é meu melhor amigo. – amigo, e só.

Voltei lentamente para a classe, juntei minhas coisas e fui embora, tive que pular o portão de traz da escola e acabei caindo, meu dia estava cada vez pior.


Suspirei e olhei para o céu. Esse mundo nunca cumpriu minhas expectativas. Mesmo quando menor sem a presença paterna, e antes de conhecer Mello, eu tinha grandes sonhos, que só aumentaram com a chegada do loiro explosivo na minha vida. Mas nada se cumpriu. Nada nunca se cumpria. Acho que até hoje, meu maior sonho era que alguém segurasse minha mão e nunca a soltasse. E mesmo não querendo, me era impossível não sonhar e desejar isso.

“Um desespero silencioso está crescendo”

* * *

Esse mundo pode ser realmente cruel. À custa do sofrimento de um garoto sem amor outros dois tinham a oportunidade de se reconciliar. Enquanto Mail Jeevas chorava por coisas que nunca teria, Nate River sentia lágrimas de felicidade escorrerem por seu rosto ao sentir os lábios cheios de um confuso Mihael Keehl sobre os seus.


“De alguma forma, isso é diferente” pensou Keehl.

– Eu te amo! – exclamou River.

– Eu já estou acostumado a soltarem minha mão... – sussurrou Jeevas.


Notas finais
Esse capítulo ficou meio... Não sei como dizer, mas eu não achei que consegui deixar do jeitinho que eu queria...
Bom, no próximo capítulo... Eu acho que vocês vão querer me matar, sério.
Obrigada por lerem *-*
Chu ♥
PS♥ Só estou esperando reviews para postar o próximo ^^
PS2♥ no próximo vai ter Dark Lemon