Notas iniciais
Esse capítulo, eu tenho que dizer, foi o mais difícil.
CONTÉM: Dark Lemon
Esse foi o meu primeiro Dark Lemon, e eu não sei o que esperar, só aviso que: ficou forte.
Recomendo essas músicas: http://www.youtube.com/watch?v=vuqdscJkyKg&feature=related (Lilium)
http://www.youtube.com/watch?v=RrItK8gCoHM (My immortal)
http://www.youtube.com/watch?v=jbjEM0oHR30 (Ein Lied)
Bom, espero que apreciem o capítulo, só não me matem >.

Eu estava na frente da casa em que passaria os próximos dias. Ela era muito grande, tinha dois andares, piscina, e um quintal um tanto... Exótico. Senti inveja, porque eu não era bom com essas coisas de jardinagem, então meu próprio quintal não era lá grande coisa, mas pelo menos as rosas brancas que eu plantara com Mel- com ele eram realmente lindas.

Suspirei. Eu não podia enrolar o dia todo, tinha que entrar logo, até porque já estava ameaçando chover. Toquei a campainha.

– Já vou! – escutei uma voz masculina, mas que com certeza não era do meu pai, era muito... Juvenil, devia ser de Jack, meu meio-irmão mais novo. A porta se abriu.

– Ah... Oi. – fui agarrado por braços fortes e musculosos, esse era Jack, com apenas catorze tinha uma altura e um físico que superavam todos os meus dezesseis anos. Talvez porque ele pratique natação, vôlei, futebol, tennis, basquete, judô, box... E muitos outros que eu não lembro – Er... Você... Está... Me... AR!

– Oh – me soltou – Desculpe.

– Ah, Jackie, ele já chegou? – uma morena bonita apareceu (do nada) usando um avental florido, essa era Vanessa, minha madrasta – Querido! Ele já chegou! Desça aqui! Será um prazer recebê-lo, Mail.

– Por favor, me chame de Matt. – falei tentando sorrir.

– Claro, claro! Entre, Jack ajude com as malas. – minhas “malas” eram uma mochila grande do Dragon Ball e uma menor de couro preto cheia de correntes e cruzes que me lembram muito ele.

– Obrigado, ah, deixa que a menor eu levo. – sorri.

A decoração do lado de dentro era sofisticada e moderna, na sala de estar em que passamos, tinha uma estante inteira só de medalhas e troféus. Agora eu entendia a rejeição do meu pai, mas poxa, se ele queria que eu praticasse algum esporte podia ter me dito, não?

Pouco depois de “Ness” (como ela tinha pedido que eu a chamasse) me mostrasse o quarto onde eu ficaria, e me deixasse a sós para que eu pudesse arrumar minhas coisas em paz, alguém bateu na porta.

– Entra

– Filho? — “Seja frio Matt. Não caía na dele.”

– Sim? – perguntei com o tom mais indiferente que consegui.

– Olha, eu sei que não tenho sido um bom pai todos esses anos mas...

– Não, você jura que não tem sido um bom pai? Eu nunca pensei assim! – sarcasmo? Zero. – Pelo menos uma coisa você fez certo: Contratou uma babá descente! – a coisa mais próxima de uma mãe que eu tive, foi Annie, minha babá — Eu não sei o que eu seria se não tivesse Annie presente na minha infância! – eu respirei fundo tentando me controlar, no entanto, mil e uma formas de ofensas verbais já estavam na ponta da minha língua, quando eu senti... Braços.

Eu entrei em shock. Meu pai... Estava me abraçando. Senti meus olhos marejarem, porém me segurei. E eu juro que tentei afastá-lo. Mas eu simplesmente... Precisa disso.

– Uma semana. Por uma semana, vamos tentar ser uma família. E se mesmo assim, você não quiser, as coisas voltam a ser como eram antes.

E eu caí. Me deixei ser enganado. Eu sei que mais tarde irei me arrepender. Sei que estou apostando mais um pouco do meu coração nisso, mas... A ingenuidade que insistia em me perseguir falou mais alto, como sempre.

* * *

Já faziam dois dias que eu estava na casa do “papai” (como meu irmão o chamava) e apesar de estar me sentindo meio desconfortável, também me sentia imensamente feliz! Cada vez que meu pai me olhava, e dava o máximo de si para fazer eu me sentir mais parte dessa família, e bom, não era tão difícil, a Ness era legal e cozinhava bem, Jack era meio estranho comigo às vezes, mas era um bom garoto.

E agora meu pai e Ness iam sair para jantar em algum restaurante fino, e ao que parece vão demorar. Bom, por mim tanto faz... Eu tenho um DS, apesar de que eu queria jogar mesmo era o jogo que ele me deu.

– Bom, se comportem garotos!

– Sim senhora! – a resposta infantil veio do ruivinho, eu apenas assenti.

– Thau, crianças. – meu pai disse, e aí foram embora. Assim que escutei o motor do carro subi direto pro meu quarto me deitar, estava morrendo de sono.

Não demorou muito para eu pegar no sono e eu logo adormeci. Mas meu sono não durou muito. Acordei subitamente quando escutei o barulho da porta se batendo. Abri meus olhos com tudo e tentei perguntar quem estava lá, mas senti uma mão tampando a minha boca. Jack.

– hmmm mnnh mnnnmnnhh?! – o que está fazendo?! Tentei me soltar.

– Hey, calma aí amigão!

– Hmm?! – tentei mordê-lo, e levei um soco em resposta –Nha!

– Eu disse CALMA! – o tom de voz dele foi tão ameaçador que eu até estremeci. Onde estava o irmãozinho puxa-saco desses dois dias? E o que ele iria fazer comigo?

– Hn. –assenti tentando parecer mais calmo.

– Ótimo! – deu um sorriso infantil totalmente assustador, e amarrou um pedaço de pano na minha boca, depois rasgou um pedaço da minha blusa e usou para me amarrar a cabeceira da cama – Você deve estar querendo saber o porquê disso... – falou se aproximando da minha orelha, a lambeu e engoli um gemido, não que eu gostasse disso, mas minha orelha era realmente muito sensível – Você é lindo, Matty... Se parece muito com o papai... – abri meus olhos surpreso. Nosso pai?! Ele...

– UHHNNN! – mordeu minha orelha e o chutei, ele ficou furioso, tirou um canivete do bolso e fez corte no meu rosto.

– Você é só uma puta, entendeu?! Uma bem suja que vai servir de substituta pro papai! E se fizer isso de novo, EU TE MATO! – começou a rasgar minhas roupas de uma forma totalmente violenta, me arranhando no processo, ele ria e eu contia gritos e impulsos de chutá-lo – Agora, espere que eu tenho uma surpresinha para você! – disse quando eu já estava praticamente nu.

Ele saiu do quarto e eu tentei me liberar, os trapos estavam amarrados forte demais para eu conseguir afrouxar eles, mas se eu conseguisse flexionar as costas o suficiente, poderia me desprender da cabeceira, tentei, doía um pouco, mas era suportável. Consegui uma, agora só faltava a outra, mas antes de eu ter sucesso, meu agressor voltou.

– Tentou fugir? – começou a rir, eu estava com medo e ele sem mais nem menos pulou encima de mim e começou me enforcar com as próprias mãos. Eu sentia o ar acabando e uma forte pressão na minha cabeça, eu estava quase perdendo a consciência quando ele me soltou, eu comecei a tossir mas estar amordaçado me impedia, Jack pegou o canivete e cortou o pano em minha boca cortando ela um pouco também.

– P..Pa-ra... – aqueles olhos azuis e cruéis apenas me fitaram por um segundo antes de desviarem para um canto do quarto. Uma corda. A pegou e a esticou, como se fosse um chicote. Deu um sorriso que enganaria até mesmo um anjo, e começou a me chicotear. Eu não vou chorar. Eu não vou dar esse prazer a ele.

Ele chicoteava com força meus *muslos e minha bunda, e também amarrava a corda em meu pescoço, me estrangulando, para logo em seguida soltar e começar a rir.

– Eu sei que você gosta! Seu safado masoquista! – falou e me beijou mordendo minha boca com força.

Quando cansou disso me amarrou com as cordas de forma que minhas pernas ficassem flexionadas e abertas, e minhas mãos amarradas nas minhas costas. Meu corpo inteiro latejava, e minha cabeça girava.

– Ahhhh! – gritei quando senti algo quente em minha barriga.

– Gosta de velas? – derramou um pouco nos meus mamilos, então puxou meus cabelos com violência, me deixando de quatro.

– AHHHHHHHH! – gritei quando senti algo em minha intimidade, uma vela maior e mais grossa, e a cera escorria em abundância, comecei a chorar – Para... Par-unn! – enfiou seu membro de uma só vez na minha boca e me forçou a masturbá-lo, aquele pedaço enorme de carne ia e vinha, chegava até minha garganta, me causando enjôo.

– Ahhh... Isso... Hmm... – parou por um momento tirando aquilo daminha boca – Agora, eu quero que você fale: “Eu sou uma puta masoquista que gosta de ser maltratada” entendeu?

– N-Não! – eu não ia deixar que ele me humilhasse assim.

– Tem certeza? – pegou uma vela e acendeu, pingando a cera no meu membro ereto pelas reações do meu corpo. Talvez ele tivesse razão, eu era uma maldita puta masoquista!

– E-Eu... – eu mal conseguia falar por causa do choro – Sou uma... P-uta maso-AH! –senti algo cortando minha pele, bem na coxa –maso-masoquista que gos-ah! de ser maltrata-hmm – senti minha boca sendo invadida por algo grande e pulsante novamente, não sei se foi o susto ou ódio, mas eu o mordi. Foi a pior coisa que eu poderia ter feito.

– SUA VADIA!!! – retirou a vela de uma só vez e se enfiou em mim se movendo com selvageria.

Seus movimentos eram bruscos, eu sentia como se estivesse sendo partido em dois. Ele entrava e saía com brusquidão, e, a cada movimento que fazia, batia em mim e me cortava. Em algum ponto, eu me perdi. Era como se tudo tivesse ficado distante, denso demais, como se eu tivesse perdido minha almo por alguns minutos.

Eu não sei quanto tempo isso durou. Só sei que quando dei por mim, pouco antes de perder a consciência, meu violentador me disse algo.

“- A propósito, não foi o papai quem teve a idéia de você passar um tempo aqui, fui eu. Não sabe o quanto tive que implorar, já que ele realmente não te queria aqui”

Quantas vezes, um coração pode se quebrar?

Mello... Me ajude”


Notas finais
Então, o que acharam? *Se defende das pedras*
Ok, eu sei, esse cap não foi legal, mas esperem só mais um pouco >.< Juro que vou fazer o Matt feliz! /minto, o Mello vai fazer o Matt feliz
Chu ♥
Reviews? *-*