Beautiful Disaster
31 Capitulo 31
Notas iniciais
Estava perto de fazer três anos que eu estava viajando. Agora eu estava agora na África e tinha acabado de salvar uma baleia. Eu estava orgulhoso de mim mesmo, tínhamos recebido um alarme de emergência dizendo que tinha uma baleia presa em uma rede pesca. Eu fui convocado para mergulhar e consegui salvar aquele pobre animal.
Era proibido pescar naquela área justamente por causa da migração das baleias nessa época para ter os filhotes, mas ainda tinha uns rebeldes que jogavam suas redes no mar.
O pessoal me parabenizou.
– Parabéns Percy! – falou Kênia, era uma africana muito minha amiga – Vamos com o pessoal, para a Skina do Shop?
– Hoje não, K – respondi – Melhor ir para casa, a patroa fica brava.
– Ah, entendi – ela riu – Então tá, tchau!
Eu me despedi e peguei meu carro indo para casa. Não era um apartamento muito luxuoso, entrei e joguei minhas coisas no sofá. Então quando entrei no quarto vi minha atual namorada segurando um papel. E eu conhecia aquele papel, meio queimado de quando tentei sem sucesso queimar a carta. Era a carta de Annabeth.
– O que é isso, Percy? – perguntou sem me olhar
– Uma carta – respondi
– É uma carta de amor, Perseu – corrigiu – Porque você tem uma carta de amor?
– É do passado, esqueci de jogar fora – menti
– Então não se importa se eu jogar fora né? – perguntou me olhando
Alicia é muito parecida com Annabeth, fisicamente, loira, de cabelos cacheados, e olhos azuis, seu corpo era semelhante, não igual. Nunca encontrei alguém com as curvas de Annabeth.
– Você não vai fazer isso – peguei a carta das suas mãos, dobrei com cuidado e coloquei no envelope e guardando dentro de um livro
– Percy! – gritou
– Que porra é? – gritei também
– Não grita comigo! – gritou – Você tem uma carta de amor escondida.
– E daí? – perguntei
– Eu sou sua namorada Perseu! – ela disse e pegou meu rosto com as mãos me fazendo lhe encarar – Ela é uma ex, você tem que se livrar disso.
– Eu não vou me livrar disso, Alicia! – falei me afastando
– Agora que me veio na memória, você já me chamou pelo nome dessa garota aí. Você correu na minha direção e me chamou de Annabeth!
– Alicia, para – pedi
– Ela se parece comigo? – perguntou
– Você se parece com ela – corrigi
Ela nega com a cabeça e pega um copo de água.
– Então foi por isso que me chamou para sair? – perguntou e me olhou – Verdade por favor.
– Quer saber? Foi! Te confundi com minha ex, mas e daí? Porque isso agora?
– Porque foi tudo uma farsa – ela diz e me olha – Chega, pra mim não dá. Acabou.
Fiquei em silêncio. Eu sabia desde o começo que nós não teríamos futuro, mas levei do mesmo jeito. Ela me encarou com raiva. Eu tinha ficado mais maduro, não pediria para ela ficar, eu nem gostava dela de verdade.
– Não vai falar nada? — perguntou
– Não – respondi – Não esquece aquela xicara no armário.
Fui grosso, sim, fui frio também. Mas apenas sai pela porta e fui fumar no quintal. Tinha voltado com o vicio depois de sair de São Francisco. Estava tragando meu cigarro quando recebo uma mensagem. Dizia assim:
Percy, o prazo do seu contrato acaba daqui duas semanas. Eu gostei muito de tê-lo como funcionário, me encontre em minha sala amanhã as 11h. poderemos acertar as contas ou renovar o contrato.
Engasguei com a fumaça. Mandei no mesmo momento para Nico que voltaria para São Francisco. Quando voltei para casa, Alicia já não estava lá, e me senti mais leve.
Peguei a carta que eu tinha guardado dentro do livro, olhei para sua escrita, notei o formato das suas letras. Imaginei ela escrevendo naquela mesa fofinha que tinha em seu quarto, com os cachos triscando delicadamente no papel. Fechei os olhos, será que isso nunca ia passar?
***
Desci do avião, sentindo aquele calor de São Francisco. Respirei fundo e fui em busca do meu carro que já me esperava no estacionamento, era um carro charmoso, caro e chamava bastante atenção.
Fui para a casa do meu pai, tive uma grande surpresa quando ele disse que estava noivo de Athena, esta que tinha se mudado para a casa e já viviam no estilo marido e esposa. Nico apareceu com Grover. Foi muito bom revê-los e eles estavam muito diferentes.
– Estou noivo – falou Nico, engasguei com meu café
– Com quem? – perguntei
– Jennifer Lopes – respondeu revirando os olhos – Ou você achou que era a Thalia?
– Com a Thalia? – gritei e pulei literalmente em cima dele lhe dando um abraço
– Sim – falou rindo – Obrigada!
– E você Grover? – perguntei lhe olhando
– Eu meio que to morando com Juliana – falou – Não tive coragem de pedi-la em casamento ainda.
– Você é sempre o último – falei
– Você está noivo? – perguntou
– Não – falei rapidamente – Claro que não, mas eu posso conhecer uma garota e me casar primeiro que você, você é muito lerdo!
– Não acredito que estão apostando quem vai casar primeiro – Athena disse trazendo um bolo para nós
– Nico já ganhou – respondi e ergui a sobranscelhas – A muito tempo!
– Mas vai ficar morando aqui? – Nico mudou de assunto
– Comprei uma casa – respondi – Já tem algumas coisas, mas vou contratar uma arquiteta para me ajudar.
– Uma arquiteta? – perguntou Athena – Conheço uma muito boa.
Estranhamente todos estavam calados. Sorri para ela.
– Peça para ela aparecer na agencia do meu pai – respondi – O mais rápido que ela puder.
– Só daqui três dias ela poderá atende-lo – ela falou – Algum problema?
– Claro que não – sorri
– Certo – falou – Vou avisa-la com gosto!
Estranhei Athena, mas não falei nada. Meu pai me contou depois dos meninos irem embora de como ficou noivo da loira, falou que tudo começou com um bolo de boas-vindas. Ri com ele.
– Comida unindo as pessoas, pai – falei e ele riu mais ainda
– Você só mudou fisicamente – respondeu – Vá dormir, acho que deve está cansado!
– Eu já vou dormir – disse me levantando – Uma longa viagem!
Ele me deu um abraço e eu fui para meu quarto, tomei um banho e quando deitei na minha cama, praticamente desmaiei.
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