Notas iniciais
É com muito orgulho e tristeza que eu estou postando o último capitulo da fic!

POV ANNABETH

Depois de tanto tempo lutando, eu consegui passar na faculdade com diploma na mão. Comemorei com minhas amigas. Ao contrario do que todos pensaram, invés de ir para a festa, preferi ir para minha casa e comer pizza.

Muita coisa tinha mudado em três anos. Nico tinha pedido Thalia em noivado e se casariam depois dela se formar, ou seja, não iria demorar. Grover já morava com Juliana na casa de praia que tinha. E eu? Me mudei para um pequeno e apertado apartamento no centro.

Minha mãe estava viajando e não pode ver minha formatura, mas nós estávamos bem. Não brigávamos mais, e quando cheguei tinha uma mensagem sua na caixa de mensagens do telefone. Além de que ela estava noiva de Poseidon e já estavam de data marcada.

– Olá filha!! – seu tom era animado – Parabéns filhota! E olha, você sabe como minha vida é corrida e eu peço milhões de desculpas por não aparecer lá. E para recompensar isso, eu achei seu primeiro cliente. Um conhecido seu, acho que lembra dele. Acabou de chegar de viagem e está procurando uma arquiteta para reformar sua nova casa!

Liguei para ela no mesmo momento.

– Mãe? – perguntei

– Oi, filha! Meus parabéns e me perdoe tudo bem?

– Tudo bem mãe! Mas é serio a coisa do cliente.

– Sim! acabou de chegar de viagem e quer alguém especial nesse assunto.

– Quem é?

– Surpresa, vá até o endereço que lhe passarei hoje à noite por email amanhã as 10 da manhã — respondeu

– Mãe! – reclamei – Pra que suspense? É um cliente! Me diga o nome agora!

– Não adianta Annabeth! – falou rindo — Já mandei pro seu email.

– E se for um psicopata que vai me estrupar, rancar minha carne e dá pro seu animal de estimação maligno? – perguntei exagerada – Já pensou nessa possibilidade?

– Mas ele é um conhecido meu e seu – respondeu

– Então me diga o nome!

– Não... a ligação tá ruim – ouvi um barulho como de papel amaçando

– Athena, eu sei que você está amaçando um papel – reclamei

– É verdade – ela riu – Mas se eu continuar na linha você vai me fazer falar.

E assim minha querida mãe desliga na minha cara no maior carinho. Peguei um suco e comi pizza congelada porque estava com preguiça de esperar ficar quente no micro-ondas.

Acabei dormindo no sofá assistindo Friend´s. levantei e olhei que horas eram, eram 9h em ponto. Corri para o banheiro e tomei um banho rápido, coloquei uma saia preta e uma blusa azul e saltos baixos. Entrei no meu carro com o café na mãe e fui seguindo as instruções do GPS.

Parei em um enorme prédio. A recepcionista me olhou sorrindo, ela era uma loira mais escura que eu. Lhe informei que era a arquiteta e ela deu um pulo me levando em uma determinada sala.

– Pode se sentar – ela disse – Ele já irá vir.

Sorri e sentei em uma cadeira de costas para a porta. Depois de alguns minutos a porta se abre novamente e alguém entrou. Me virei e fiquei congelada, minha mãe disse que era um conhecido meu, mas não meu ex-namorado.

– Olá Annabeth – falou sorrindo, aquele mesmo sorriso que me tirava do serio e me agradava tanto

– Olá Senhor Jackson – consegui sorrir – Não sabia que estava de volta da viagem.

– Voltei a alguns dias – ele disse – E não me chame de senhor Jackson, muito formal para nós.

– Você será meu chefe – respondi sentando na cadeira – Então será senhor Jackson.

– Ah, você será minha arquiteta – falou e eu tremi nas bases

– Eu teria que conhecer sua casa senhor – respondi desviando dos seus olhares

– Será um prazer lhe mostrar minha humilde casa – falou e se levantou

Me levantei também.

– O Senhor vai ter que ir na frente, não conheço seu endereço – falei corando

– Você irá conhecer minha casa – respondeu – Cada canto dela.

Isso estava pra me deixar louca, mas continuei. Entrei no meu carro e segui seu carro supercaro. Parecia que ele tinha voltado das viagens, e estava mais homem. Se possível, mais sexy. Balancei minha cabeça tentando me livrar desses pensamentos.

Percy estava mais malhado, de um jeito que o deixava mais homem e menos menino. Sua barba quase me deixou louca, porque sempre tive uma tara por homens com barba.

Ele parou em frente a uma enorme casa. Ela não tinha nada de especial ainda. Planejei em minha cabeça já muitos jeitos de mudar aquilo. Iria deixar aquilo perfeito. Desci do meu carro e Percy estava parado em frente ao carro dele, com as mãos dentro das calças sociais.

– Carrinho bonitinho – elogiou

– Meu carro de universitária ainda – rebati

Era um fusca moderno vermelho. Eu gostava muito dele e coloquei o nome de Pepe, e cuido do meu carro como se fosse um animal de estimação.

– Combina com você – disse

– Obrigada – falei – Vai me mostrar a casa?

Ele sorriu e abriu a porta.

– Pode entrar, a casa é sua – falou ele e aquelas palavras de um jeito mexeram comigo

Entrei e observei tudo. Passei um tempo assim, então puxei minhas pastas e comecei a desenhar uns esboços. Percy observava tudo de longe.

– Quer ver os quartos? – perguntou

– Claro – falei tentando parecer normal

Subimos as escadas e ele abriu uma porta.

– Muito bonita a sua casa – notei – Vai querer uma decoração mais formal?

– Como você decoraria esse quarto? – perguntou

– Não tem que ser meu gosto – falei baixo – Tem que ser o seu.

– Olhe nos meus olhos – falou agora zangado – Nem parece mais a garota que conheci!

Levantei meu olhar, e me perdi no verde que tomava conta de tudo. Ele tinha aquela áurea de predador, de poder.

– Me desculpe – falei e ele se aproximou de mim

– O que aconteceu com você? – perguntou agora voltando ao seu jeito que eu estava acostumada de antes de viajar

– Não aconteceu nada seu Cabeça de Algas – soltei

Ele sorriu de lado.

– Que tal uma decoração mais formal? – perguntei

– Cores neutras – ele disse

– Amanhã lhe trago algumas opções – digo e tento passar pela porta, mas ele me segura pelo cotovelo

– Annabeth – falou

– Percy – rebati – Acho que sua namorada não vai gostar disso.

Há um tempo peguei o celular de Thalia e vi uma foto do Percy com uma garota loira. Ela parecia comigo, mas em todas as fotos ele aparecia e sempre do seu lado. Na época fingi que isso não me afetou, mas foi como facadas no meu pobre coração.

– Não tenho namorada – ele disse

– Sua ficante, peguete, piranha, vadia com quem anda passando suas noites entediantes – rebati e me soltei dele, meus olhos ardiam

– Annabeth – ele gritou do andar de cima – A culpa disso tudo é sua. Você não via que minha felicidade não estava no trabalho e sim em você?

Parei e lhe encarei.

– Eu te esperei – falei num suspiro – Mas parece que você não me esperou.

Neguei com a cabeça tentando segurar minhas lágrimas. Porque ele tinha que voltar agora? Estava tudo certo, estava tudo nos eixos. E agora ele vinha bagunçando todo meu coração novamente. Senti seu polegar em minha bochecha fazendo um carinho de leve.

– Eu te esperei uma vida toda – falou – Três anos não seriam nada. Não duvide de mim...

Fiquei parada, seus lábios com muita delicadeza tocaram os meus. Seu braço rodeou minha cintura me puxando para perto. Aprofundei o beijo e afundei minha mão em sua cabeleira.

– Que saudade de você sabidinha – falou

Lhe beijei mais intensamente, matando minha saudade daqueles lábios. Andamos pela casa até cairmos no sofá, sentei no seu colo, com a saia subindo até minha bunda. As suas mãos estavam em minhas coxas.

– Você é um cabeça de algas – falei

– Seu – falou – Sempre fui e sempre vou ser seu cabeça de algas.

Tirei minha blusa e joguei em algum lugar. Suas mãos saíram das minhas coxas e foram para meus seios os apertando com força. E com agilidade jogou o sutiã para longe. Desabotoei sua camisa, a jogando para longe. Rebolei no seu colo, já sentia sua ereção.

Percy virou as posições e tirou minha saia, se atrapalhando no zíper. Olhei para ele, e passei minhas mãos por toda sua face, fechando os olhos de prazer. Lhe beijei enquanto ele tirava minha calcinha.

Ele brincou com minha intimidade, e me penetrou com seus dedos. Eu sentia falta disso, do jeito dele de me dar prazer. Ele continuou com isso, mas eu não iria demorar muito para gozar. Seus olhos nenhum momento sequer desviou do meu, o que dificultava pensar nesse momento.

Então me derreti em suas mãos. Eu respirava pesadamente e tremia, mas então o joguei no chão, tirando sua calça social e observando o tamanho do seu membro ainda dentro da cueca box. Tirei a cueca devagar e seu pênis ficou ereto.

Eu massageava seu membro devagar, então delicadamente trisquei minha língua na cabeça. Eu tentava provoca-lo sem desviar os olhos dos seus, mas eu não tinha autocontrole, e o chupei com força, o mastrurbando com o que não cabia em minha boca.

Então ele goza em minha boca. Tentei engolir tudo, mas escorreu pelo canto. Passei o dedo ao redor da minha boca e o lambi. Percy seguia todos os meus movimentos com os olhos, me deitei sobre ele e lhe beijei.

Ele brincava com meus seios. Ele me virou, me deixando de quatro e deu tapa em minha bunda.

– Que saudade de você – falou me dando outro tapa

– Venha logo Percy – falei – Vai me deixar louca se continuar com isso.

– Tenha mais paciência baby – falou se deitando sobre mim – Eu quero curtir isso.

Ele foi entrando em mim devagar, gemendo alto. Eu tinha ficado com outros nesse intervalo de tempo, claro que tinha ficado, mas nenhum tinha o tamanho de Percy. E quando ele me penetrou, doeu, porque estava desacostumada a isso.

– Mais rápido Percy – pedi e ele atendeu meu pedido

Percy ficou sobre mim e mordeu minha orelha. Ele estava me levando ao delírio desse jeito, e eu estava amando aquilo demais. como assim? Ele mal havia chegado e eu já havia me entregado. Me xinguei de vadia, mas como iria negar.

Coloquei em minha mente que era apenas para matar a saudade. Meu interior se apertou e eu gozei, Percy me penetrou mais duas vezes e gozou também. Estávamos no chão da sala, nos deitamos e Percy me puxou para ele.

– Annabeth? – perguntou

– Oi? – perguntei

– Você ainda me ama? – perguntou

– Quem é aquela loira que sempre estava com você? – perguntei

– Outra bióloga – respondeu

– Vocês tiveram algo? – perguntei com medo

– Tivemos – respondeu olhando o teto – Mas não deu certo. Meu coração estava aqui. Com você.

Fiquei em silencio. Mas o que eu queria? Se até eu tive relações com outros homens, porque ele não poderia ter relações com outras mulheres?

– Meu pai falou que ia passar – ele disse do nada – Quando você terminou comigo, mas não passou. Eu acho que... quando se ama, não se esquece.

– Você me ama? – perguntei

– Te amei desde o momento que te vi na praia e me obrigou a apagar o cigarro na areia – respondeu

Lhe beijei como nunca.

– Eu te amo – falei

Ele sorriu me beijando e me abraçando.

– Se casa comigo? – perguntou

– O que? – perguntei me afastando assustada

– Se casa comigo? – pediu – Não aguento mais viver sem ter você do meu lado.

– Mas... – olhei para ele e joguei todas minhas inseguranças no lixo – Claro que eu aceito.

***

– VOCÊ ESTÁ O QUE? – Thalia gritou junto com Juliana na cafeteria

– Não grita – ri um pouco e mostrei meu anel com uma esmeralda – Percy me pediu em casamento.

– Eu sabia que ia dá nisso – Juliana disse – Eu soube desde o começo.

– Eu também – Thalia disse sorrindo – E Juliana é só você que namora ainda! Dá uma pressão no Grover! Tem homem que só age sobre pressão!

– Mas eu estou no-i-va – cantarolou ela mostrando seu anel de brilhantes

Thalia deu um grito e abraçou Juliana. Levantei e lhe dei um abraço muito feliz por ela.

***

Dia do meu casamento, eu estava muito nervosa. Meus Deuses, e se eu tropeçasse no altar e caísse de cara no chão? Nem percebi que roía as unhas até Thalia me dá um tapa na mão. Juliana riu e tirou um sanduiche de uma caixa e me entregou.

– Vai dá tudo certo, Annie – falou, peguei o sanduiche, eu estava muito nervosa

– Tenta não manchar a maquiagem tonta – Thalia disse e o carro parou

Entreguei o resto do sanduiche, chequei meus dentes e chupei uma balinha. Desci do carro e vi Poseidon me esperando, ele me levaria ao altar, já que meu pai não estava presente. Ele beijou minha mão.

– Seu pai teria orgulho – falou e estendeu o braço

Só consegui sorrir, mais ainda, tentava não pensar no meu pai para não manchar a maquiagem. Nós caminhamos lentamente ao altar, Percy estava parado com os meninos do seu lado esquerdo, ele parecia controlar seu nervosismo e o mesmo sorria para mim como nunca! Poseidon beijou minha mão e me entregou para Percy.

Percy beijou cada um dos meus dedos. Nós nos viramos para o padre, este que fez nosso casamento. Estava tudo perfeito, apesar da minha tremedeira, consegui colocar o anel no dedo de Percy, ri um pouco do meu nervosismo.

– Os declaro marido e mulher – falou o Padre – Pode beijar a noiva!

Percy me beijou, e foi o beijo mais apaixonado da minha vida, foi nesse momento que vi que não tinha errado quando aceitei seu pedido de casamento, nós erámos a metade da laranja um do outro e essas coisinhas românticas. Nós erámos perfeitos um para o outro.

NARRADOR(A):

Percy e Annabeth não foram o casal mais perfeito do mundo. Brigavam sempre, mas não se separavam por nada. Eles eram perfeitos, de um jeito diferente. Eles tiveram dois filhos Bianca a mais velha e logo em seguida Bruno. E juntos, ensinaram para os filhos o real valor do amor.

Thalia e Nico se casaram e tiveram um filho, que por ironia, se apaixonou pela filha de Grover e Juliana. Poseidon e Athena foram felizes pelo resto de suas vidas! Piper acabou se casando com Jason e teve gêmeos, um namorou Bianca, o outro namorou a filha de Hazel com Frank. Já Bruno namorou a filha de Leo com Calypso.

A vida deles não foram um conto de fadas, com toda certeza não, na verdade foi um desastre. Porém, um belo desastre com um final feliz.