Notas iniciais
Oiie pessoas!!

Hoje era o dia da minha formatura. Passei o dia animado, peguei a beca de formatura e me arrumei, seria ás 21h na faculdade. Desci as escadas, os meninos já estavam prontos, Nico iria comigo e meu pai, porque seu carro estava na revisão.

– Finalmente né filho? – falou meu pai

– Finalmente pai – comemorei – Vamos que ainda temos que passar na casa da Annie.

Nós não tínhamos mais falado da proposta que eu tinha recebido e estava realmente pensando em recusar. Teria alguém que também faria um bom proveito, além de que, Annabeth era única e eu não poderia perde-la.

Parei em frente a sua casa e lhe mandei uma mensagem e logo ela e Thalia vem em nossa direção. Ela me beija e vamos em direção da universidade. Chegando lá, Annabeth, Thalia e meu pai sentam nas primeiras cadeiras enquanto Nico e eu vamos para o palco.

Começaram a chamar os nomes. Lembrei de como sempre sonhei estar onde estou e como aceitaria a proposta de viajar o mundo inteiro trabalhando sem pensar duas vezes.

Finalmente chegou meu nome e peguei meu diploma com meu professor favorito, Sr. Smite. Ele me deu um abraço apertado.

– Você tem futuro, mocinho – falou

– Obrigada, Sr. Smite – respondi sorrindo

Ouvi as palmas e me juntei aos que já tinham recebido o diploma. Quando todos receberam pegamos o capelo e jogamos pra cima. Depois disso me reuni novamente com meus amigos e meu pai. Annabeth me abraçou e me beijou.

– Parabéns, meu Bem – falou

Abracei Annabeth e lhe rodei. Ela ria bem no meu ouvido. Lhe beijei mais uma vez. Depois disso, meus amigos me parabenizaram. Saímos para uma festa, meu pai decidiu ficar em casa.

Chegando lá vimos que já estava lotado. Dancei com Annabeth, até que fomos para o quintal. Minha namorada estava estranha, estava tensa, mesmo que estivesse com uma garrafa de cerveja nas mãos. Ela não me encarava nos olhos. Lhe abracei, e beijei sua bochecha.

– O que foi, meu amor? – perguntei

– Vamos falar depois – ela disse e tentou sorrir

– Me fala agora – pedi

– A proposta que recebeu, Percy – respondeu me olhando – Você tem que aceitar.

– Eu vou receber outras propostas Annabeth – respondi – Além que tenho a parceria dos aquários marinhos do meu pai, e estão em toda parte.

– Mas... – ela tentou falar, porém lhe cortei beijando-a

– Esquece isso – falei lhe olhando nos olhos

Ela me beijou, puxou meus cabelos.

– Desculpa, mas não posso – falou

– Annabeth – falei

– Eu não posso ser seu encosto. Não quero ser a pedra no seu caminho, Perseu! E são...

– Três anos! – completei – Três anos sem se ver, Annabeth.

– Mas é seu futuro, Percy – disse tocando meu rosto e olhando nos meus olhos diretamente – Eu te amo a ponto de colocar sua felicidade em primeiro lugar.

Ela saiu dos meus braços e foi embora. Tentei lhe alcançar, mas ela já tinha saído pela porta da frente e corria pelas ruas vazias.

– Mas minha felicidade é com você, porra! – gritei

Talvez ela tenha escutado, talvez não. Nunca saberei porque depois disso caminhei para o lado oposto e fui para minha casa. No dia seguinte tratei de ligar para a empresa que queria me contratar para pesquisas e confirmei.

Nico estava quieto, junto com Grover. Meu pai toda vez que me olhava desviava os olhos. O dia se passou meio triste, nós falávamos poucas palavras e quando eu fui arrumar minhas malas, meu pai entrou no quarto e se sentou do meu lado, dobrando as roupas e colocando dentro da mala.

– Obrigada Filho – falou

– Pelo que, pai? – perguntei, ainda estava triste e desanimado por causa do meu termino com Annabeth

– Por me perdoar – falou ele – E eu vou sentir muito sua falta por aqui.

– Eu sei pai – falei – Eu também vou sentir a sua... sempre reclamando do nosso todinho.

Ele riu. E terminamos de colocar todas minhas roupas nas malas falando coisas aleatórias.

– Eu faria o mesmo que ela fez se eu fosse sua namorada – falou ele – E fosse mulher... você entendeu.

– Eu sei – falei – Mas acho que não deixei claro que faria tudo por ela.

– Deixou sim – ele disse – Mas para ela, precisava provar que te amava mais que o egoísmo dela de te querer apenas para o mundinho dela. Foi uma decisão de adulto, ele decidiu provar que te ama tanto que te deixaria ser feliz sem ser com ela.

– Eu... não sei o que dizer – falei – Acho que estou magoado.

– Vai passar – falou batendo nas minhas costas

– Passou depois que você perdeu mamãe?

– Isso não filho – suspirou – Porque não é só perda, tem culpa também.

– Você não tinha culpa de ser um imbecil – respondi

Ele riu.

– Valeu filhão – respondeu

Descemos e jantamos junto com os meninos. Mal dormi de noite, e no dia seguinte todos foram me deixar no aeroporto. Thalia me abraçou, e me entregou uma carta. Juliana me deu um tapa na cabeça depois me abraçou forte.

– Seu idiota – falou – Três anos longe? Seu idiota, vou sentir sua falta.

Grover chorou, ficava chorando e como na risada dele, parecia um bode. Ele me abraçou forte, quase me deixando sem ar.

– E agora? Quem vai me proteger desse Endemoniado? – perguntou chorando rios e se referindo ao Nico – Vou sentir sua falta amigão. Volta para casa logo!

– Endemoniado – Nico repetiu lhe olhando feio, Grover ainda chorava – Só não invoco alguns espíritos porque meu amigo tá indo embora!

Dei uma risada. Nico me encarou, e estendeu uma mão. Ele sempre foi assim.

– Eu também vou sentir sua falta, Niquito – respondi

Ele me puxou para um abraço, e o momento foi bem gay mesmo. Tipo muito.

– Você é um babaca – falou e limpou uma lagrima que desceu pelo canto do rosto discretamente – Manda carta, foto... tudo que puder!

Lembrei da carta que tinha recebido de Thalia, que agora parecia pesar no meu bolço.

– Não sei pra que isso – falei – Daqui a pouco eu tô de volta para encher o saco de vocês.

Mais uma vez eles me abraçaram. E assim eu entrei no avião, tirei a carta do bolço e li.

Olá

Bem já é a décima vez que escrevo isso e ainda não sei como fazer isso. Primeiro de tudo, eu te amo. Sempre te amei, desde o dia que riu da minha cara na biblioteca até... o fim dos tempos. Creio que você ainda está com raiva de mim.

Me desculpe, e eu não desisti de nós. Só que eu não posso atrapalhar seu futuro à esse ponto. Fiquei marcada na sua vida, a primeira namorada, a primeira que disse eu te amo. Estou... eu não sei fazer isso ok? Mas estou dizendo que mesmo que não tenha desistido de nós, você não deve deixar de viver sua vida por minha causa.

Você me fez bem de um jeito que nenhum dos meus outros namorados conseguiram. Você quebrou minha proteção e arrumou meu caos. Você se tornou meu chão e agora ele foi tirado de mim. Só que é o seguinte, eu sempre gostei de voar, mas agora que estou sem chão, tenho medo de cair.

Isso é uma declaração e uma despedida, eu acho. Além de agradecimento por tudo que me fez.

Com amor, Annabeth

Notas finais
Que bom que vcs não sabem onde eu moro...