Beating Heart.
26 What's wrong with mama?
Notas iniciais
– Mama! – Olivia pulava na piscina, caindo perto de Santana que a segurava pela cintura a tirando debaixo d’água.
– Whoa...
– Você viu, mama? – A pequena falava orgulhosa por sua “bomba”, tirando seu cabelo dos olhos e passando suas pernas em volta da cintura da mãe. – Você viu, mamãe Q? – A pequena olhava em direção a Quinn que estava sentada na beira da piscina, com seus pés balançando na água.
– Claro que vimos, meu amor. Você foi ótima! – Quinn sorria observando suas duas latinas na piscina.
O relógio marcava dez horas da manhã e após Olivia acordar às nove horas, animada para nadar com o calor do lado de fora, Santana e Quinn decidiram acompanha-la, aproveitando a manhã juntas, após o café da manhã.
Beth ainda não tinha chegado e apesar da conversa que teve com suas mães na noite passada, Santana mal conseguiu dormir preocupada com a filha. Algumas vezes ouvia a risada baixa e sonolenta de Quinn a mandando dormir, mas bom, ela é Santana Lopez e quando se preocupa com alguma coisa, dificilmente consegue se concentrar nas suas necessidades.
Brincar naquela manhã com Olivia era uma ótima distração e adorava ver que ainda tinha um bebê que dependesse dela. Talvez Santana só esteja se sentindo rejeitada porque sua outra bebê que estava crescendo e a noite passada a fez literalmente acordar para isso. A latina se sentia como se Beth não precisasse mais dela e isso a fazia se sentir vazia. Imaginar que daqui alguns anos, Beth sairia de casa, e logo aconteceria o mesmo com Olivia, fazia Santana se perguntar se talvez, outro bebê não seria bom. Claro, assim ela e Quinn não ficariam sozinhas e ainda teriam outro filho ou filha para mimar.
– Mama, me segura firme. – Olivia passava seus braços em volta do pescoço de Santana, apoiando seu queixo no ombro da mãe.
– Sempre te seguro firme, peanut... O que acha de nadar até a mamãe Q e trazê-la para brincar com a gente, huh? – A latina rodava lentamente com Olivia na água, fazendo a pequena olhar para Quinn novamente.
– Vou! Mamãe Q. – A pequena soltava de Santana, que a posicionava na direção de Quinn, para que a mesma pudesse nadar sem se afogar. – Mamãe Q, vem brincar também. – Olivia falava, batendo seus braços e empurrando com suas pernas, se aproximando de Quinn.
– Ah, vocês querem que eu vá brincar? Será que vou precisar segurar a mamãe Tana? – Quinn entrava na água, indo de encontro a Olivia e a segurando pelas mãos.
– Vai, ou então ela se afoga. – Olivia brincava e enquanto Quinn olhava para Santana, percebia o olhar vago de sua esposa, sabendo que alguma coisa a incomodava.
– Hey... – Quinn colocava Olivia em sua cintura, pousando uma de suas mãos no rosto da latina, que sorria ao ver sua esposa e filha a sua frente.
– Hey... Liv conseguiu te trazer pra água, huh?
– Ah sim, ela tem esses olhos pidões que não consigo resistir. – Quinn olhava para Olivia, semicerrando os olhos. – Iguais de outra pessoa que conheço. – A loira se aproximava, depositando um selinho nos lábios de Santana. – Amor, você está bem?
– Mhm... Estou. – Santana sorria, depositando outro selinho em Quinn, mudando rapidamente seu humor. – Ok, mijá, o que acha de apostamos uma corrida, huh? – A latina se afastava, indo em direção a beira da piscina.
– Vou ganhar de você! – Olivia pulava do colo de Quinn, nadando na direção de Santana.
– Ah, é mesmo? Vamos apostar então que se eu ganhar, a senhorita vai me fazer um delicioso almoço essa tarde, mas se você ganhar, a mama te leva até a Hayley e você pode escolher quantos chocolates e cupcakes quiser.
– Santana! – Quinn falava rindo, ao ver sua esposa mimando sua filha com a segunda coisa que ela mais amava.
– Fechado! – Olivia falava empolgada.
– A mamãe Q, conta até três.
– Tá bom. – Olivia se segurava na beira da piscina, com Santana lhe ajudando. Quinn sabia que isso era uma forma de sua esposa fugir daquilo que lhe incomodava, mas também sabia que ali não era a hora nem lugar para conversarem. Mais tarde Fabray sem dúvidas faria Santana colocar o que fosse para fora.
– Em suas posições. – A loira brincava. – Já!
Xxxx
– Não! – Charlie segura no rosto de Beth, enquanto as duas estavam no carro em frente a casa das Lopez e a morena se despedia de sua namorada.
– Preciso entrar, está bem? – Beth ria, contra os lábios de sua namorada.
– Está bem. – A morena fazia um bico suave, depositando outro selinho nos lábios de Beth. – Essa noite foi incrível. Você é perfeita, Beth, e cada segundo que passamos juntas fez com que me apaixonasse ainda mais por você. – Charlie falava carinhosa, fazendo Beth sorrir.
– Eu também te amo, boo... E obrigada por ter sido paciente, carinhosa e por ter cuidado de mim essa noite. Cheguei tão apavorada e foi mais perfeito do que imaginei. Te amo muito. – Beth franzia o nariz, entrelaçando seus dedos aos de Charlie.
– Faço tudo isso porque sou louca por você.
– Também sou louca por você, boba... Agora preciso realmente entrar, está bem? Nos falamos mais tarde. – Beth se aproximava depositando um selinho demorado em sua namorada, pegando sua bolsa e sua bengala no banco de trás.
– Nos falamos mais tarde, gatinha. Te amo! – Charlie sorria, observando sua namorada, que saia do carro.
– Vai com cuidado. Te amo! – A garota acenava, mandando beijo para Charlie, antes de começar a se afastar em direção a sua casa, respirando fundo e se preparando para as milhões de perguntas que receberia de Santana.
Ao entrar em casa, Beth podia ouvir a risada de sua irmã e os gritos de torcida de Quinn. A garota sabia onde elas estavam e deixando sua bolsa no sofá, Beth saia pela porta dos fundos, sorrindo, ao ver sua irmã pendurada nos ombros de Santana, comemorando sua vitória.
– Hey! – Beth sorria, acenando em direção à sua família.
– Oh, hey litte one. – Quinn virava em direção a sua filha, sorrindo.
– Beth! Vem brincar com a gente. Acabei de ganhar da mama e ela vai dar muitos chocolates da Hayley. – Olivia falava empolgada, fazendo sua irmã rir.
– Oh, é mesmo? E você vai dividir algum comigo?
– Duh! Claro que vou. – A pequena revirava os olhos, fazendo sua irmã rir.
– Hey mama... – Beth falava apreensiva, preparada para as perguntas que receberia, mas para sua surpresa, Santana apenas sorriu, sussurrando um pequeno “hey” de volta.
A garota notava a diferença no olhar da mãe e se surpreendia com a forma em que a mesma lhe cumprimentou. Beth esperava que Santana fosse lhe questionar sobre milhões de coisas, ou pegar no seu pé como sempre faz, mas aquilo foi diferente.
Santana estava com um olhar entristecido, confuso e distraído. Quinn podia notar o quanto a latina estava incomodada com algo, mas não conseguia ainda descobrir o que estava acontecendo. Fabray queria perguntar, mas com Olivia grudada nelas, era difícil ter um momento para isso.
A latina sentia seu coração vazio e apertado com tudo que passava em sua cabeça. Mesmo que não quisesse se sentir daquela forma, estava difícil controlar o sentimento forte que fazia seu coração quebrar em mil pedaços. Em sua cabeça, Beth sem dúvidas não precisava mais dela e logo isso aconteceria com Olivia. Suas filhas estavam crescendo e era como se Santana sentisse que as mesmas estavam lhe deixando. Talvez seja um sentimento bobo de todas as mães, mas a latina não conseguia controlar aquilo e impedir que mudasse seu humor.
– Está tudo bem? – Beth perguntava, franzindo o cenho e se aproximando da piscina.
– Hm? Oh, sim, está tudo bem. – Santana sorria, se aproximando de Quinn e entregando Olivia para a mesma. – Fica com a mamãe, peanut, me lembrei de que preciso ligar na rádio e pedir que Tyler faça algo para mim. – A latina, subia as escadas arrumando seu biquíni, indo até uma das cadeiras e vestindo seu roupão. Antes de entrar em sua casa, passou por Beth depositando um beijo demorado contra a cabeça da filha.
– Mãe, aconteceu alguma coisa? Vocês brigaram? – Beth perguntava apreensiva, com medo de que suas mães estivessem com problemas.
– Não, filha. – Quinn respondia, tirando seus olhos da porta, no qual seguiu Santana em silêncio até a mesma desaparecer. – Mas sei que alguma coisa está acontecendo com a sua mãe. Pookie, a mamãe vai começar a preparar o nosso lanche, está bem? Você, por favor, tente nadar somente na parte raza, ou então vista suas boias.
– Mas mamãe...
– Não. Você sabe que não me sinto bem quando te deixamos sozinha sem proteção. – Quinn começava a sair da piscina, colocando Olivia em pé em um dos degraus da mesma.
– Tudo bem, mãe. Está tão calor que vou entrar para acompanhar minha squirt. – Beth comentava, fazendo Olivia pular de felicidade.
– Está bem. Vou preparar um lanche e ver se consigo conversar com Santana. – Quinn vestia seu roupão, enquanto usava uma toalha para secar o cabelo. – E você está bem? Teve uma boa noite? – A loira comentava carinhosa, se aproximando de Beth.
– Mhm, estou bem, e sim, tivemos uma noite muito especial. – Beth sorria.
– Não quero saber detalhe nenhum, mas se quiser conversar sobre sua nova experiência, estarei aqui, ok?
– Obrigada, mãe. – Beth recebia um beijo suave na bochecha, antes de Quinn entrar para sua casa.
– Não, Tyler... – Quinn ouvia a voz irritada de sua esposa soando de seu quarto. – Não quero saber se ela está gostando disso ou não. Essa garota é apenas uma estágiaria e precisa aprender que Lily é a superior dela. – Pausa. – Ugh! – Santana murmurava, enquanto Quinn percebia a dificuldade da mesma ao conversar no telefone e tentar desamarrar a parte de trás de seu biquíni. – Essa garota já atingiu todos os limites dela. – Santana ficava frustrada em não conseguir alcançar seu biquíni e Quinn segurava a risada, se aproximando e delicadamente, ajudava sua esposa, soltando o laço de trás e virando Santana, ficando frente a frente com a mesma para tirar o biquíni molhado. – Não quero saber, Tyler. Está bem. Faça Lily colocar essa garota no lugar dela, porque se eu resolver fazer isso tenho certeza que ela nunca mais vai querer trabalhar em uma rádio. – Santana falava irritada, desligando o celular e o jogando em sua cama.
– Hey... O que houve? – Quinn colocava a parte de cima do biquíni de Santana na beira da cama, antes de tirar também a parte de baixo, começando a secar o cabelo da mesma com a toalha que usava.
– Essa nova estágiaria... Ela é tão insuportável, Q. Essa garota acha que só porque é estágiria, ninguém a mandaria embora. Ela praticamente faz o que quer e hoje resolveu não aparecer para trabalhar. – A latina respirava fundo. Saindo de perto de Quinn e indo para o banheiro.
– San... O que houve, amor? – A loira perguntava carinhosa, seguindo sua esposa até o banheiro.
– Nada. Só estou com um pouco de dor de cabeça. – Santana entrava embaixo do chuveiro, deixando a água gelada cair sobre sua cabeça, refrescando seu corpo.
– Você sabe que te conheço, não sabe? – Quinn encostava na porta, sem tirar os olhos da latina.
– Eu só... Não dormi direito essa noite e você sabe que quando isso acontece meu humor muda. – Santana olhava em direção a sua esposa. – Vou ficar bem. – Apesar de não acreditar em uma palavra da latina, Quinn apenas assentiu, sabendo que talvez, Santana não estivesse pronta para falar.
– Está bem. Vou começar a preparar nosso almoço. As meninas estão na piscina.
– Mhm... Desço em alguns minutos. – Santana começava a lavar seu cabelo e Quinn saia sem dizer nada.
Enquanto a água gelada caia sobre sua cabeça, a ideia de ter outro bebê parecia ter fixado em sua mente. Talvez fosse isso que Santana precisasse. Afinal, ela não queria que suas filhas parassem de precisar dela e talvez, tendo outro filho crescendo ao seu lado, Santana se sentiria mais necessitada ao invés de se sentir daquela forma. A ideia de ver suas filhas crescendo lhe apavorava e mesmo sabendo que as mesmas estavam felizes, Santana ainda não estava preparada para vê-las partindo. Para vê-las sendo completamente independente e isso aconteceria com sua bee. A garotinha que desde pequena era seu doce grude. A filha que desde pequena era apaixonada por sua mami e que não trocava suas noites de histórias por nada. Saber que sua little bee estava crescendo e virando uma linda mulher independente, fazia Santana querer chorar com a mudança repentina dentro de sua casa. Isso sem dúvidas era uma crise em que toda mãe passava, mas por que então Quinn não parecia estar naquela crise?
Após tomar seu banho e vestir um shorts jeans e uma blusinha vermelha de alça, Santana descia as escadas, ouvindo a risada gostosa de Olivia soando da cozinha. A pequena estava sentada no balcão, rindo de Beth que usava bacons como bigodes usando sotaque britânico.
– Hey mama... – Beth falava com a voz grossa, ainda usando seu sotaque.
– Mami, Beth está usando bacons de bigode. – Olivia apontava para sua irmã, enquanto bebia seu suco de laranja.
– Estou vendo. – Santana abria meio sorriso, se aproximando da sua esposa. – Precisa de ajuda?
– Oh, você pode, por favor, olhar os filés de frango no grill, amor? Acho que já devem estar prontos. – Santana assentia antes de fazer o que lhe foi pedido.
– E então, o que vamos fazer essa noite? – Beth perguntava, se apoiando no balcão, comendo o bacon que brincava. A mesma podia sentir o quão diferente sua mãe Santana estava e tentava puxar assunto. – Aliás, o que faremos nesse verão? Podemos talvez ir visitar a abuela? Adoro as praias de lá e quero mostrar a eles que estou andando. – Beth falava animada e aquilo por alguma razão animava Santana.
Talvez elas precisassem de um momento juntas. Um momento em família no qual pudessem fugir de todos. Passar tempo com suas filhas e sua esposa como fazia quando suas garotas eram pequenas. Talvez Beth tenha dado uma ótima ideia a Santana.
– Talvez seja uma boa ideia. – Santana sussurrava, tirando os frangos do grill.
– Ótimo! Quero muito visitá-los.
– Quero ver o Alejandro e visitar a abuela e comer os biscoitos deliciosos que ela faz. – Olivia falava empolgada, fazendo Quinn rir.
– É claro que você quer os biscoitos de sua abuela, pookie. Se deixarmos você come tudo e não divide com ninguém.
– Mas mamãe, é porque a abuela cozinha muito bem e é difícil parar de comer. – A pequena encolhia seus ombros e Santana ria baixo sem dizer nada, apenas arrumando a mesa.
– Está tudo pronto. – Quinn levava a tigela de saladas para o centro da mesa, tirando Olivia do balcão. – E vamos pensar sobre a viagem, está bem? Eu e a mamãe Tana vamos conversar sobre isso. – A loira sorria, enquanto suas filhas se sentavam em volta da mesa, junto de Santana.
Enquanto se seviam, Beth podia sentir o quanto Santana estava distante. A garota ainda esperava que sua mama dissesse algo sobre a noite passada, mas nada a respeito saia da boca da latina. Santana parecia estar desligada e era raro para Beth vê-la daquela forma. Talvez, essa fosse a terceira vez que Beth via sua mãe assim. A primeira e a segunda, Beth não se lembrava com clareza, até porque, ela só tinha cinco anos, mas tinha certeza que essa era apenas a terceira vez depois de anos e era difícil não se assustar. Até porque, Santana apenas ficava daquela forma quando algo realmente estava acontecendo e Beth temia que fosse algo relacionado talvez ao casamento de suas mães ou talvez alguém da família estivesse doente. Sem saber o que fazer ou como reagir, Beth quebrava o silêncio entre elas.
– Ah, mama, você ia ficar orgulhosa da Charlie ontem à noite. – Beth falava sorrindo, olhando para Santana e Quinn. – Ela fez tacos. Ela os fez, acredita? Parece que tia Anna a ensinou como faz e ela conseguiu fazer. – A garota tentava puxar assunto com Santana.
– Oh, isso é ótimo, mijá. – Santana respondia vagamente, sorrindo para sua filha. – Espero que tenha dito um bom encontro. – A latina continuava sorrindo e sem saber o que dizer, Beth apenas assentiu sorrindo. Normalmente sua mãe brincaria sobre talvez Charlie ter feito algo errado, ou tirava sarro daquilo, mas Santana estava... Diferente e Beth sentia como se estivesse fazendo algo errado.
– Acredito que Charlie deve ter se apavorado com medo de algo sair errado. – Quinn comentava, percebendo a distância em que sua esposa estava de todas elas.
– É... – Beth sorria suavemente. – Caleb precisou experimentar tudo o que ela fez. Todos os molhos para ter certeza de que estava tudo certo.
– Oh, pobre Caleb. – Quinn brincava, fazendo Beth rir e olhar para Santana.
– Quando vamos comprar meus chocolates? – Olivia perguntava, pegando uma rodela de rabanete com as mãos e a mordendo.
– Talvez assim que terminarmos de comer e você tomar banho. – Santana respondia. – Mas você precisa comer toda a comida do seu prato.
– Vou comer tudo, porque estou faminta. – Liv cantarolava a última palavra, fazendo-as rir.
O silêncio na mesa reaparecia e só o que se ouvia eram os talheres contra os pratos e as mordidas de Olivia em suas rodelas nos rabanetes. Santana continuava estranha e Quinn e Beth não sabiam o que estava acontecendo. Quinn sabia que nada tinha acontecido entre elas e imaginava talvez que o problema podia ser na rádio, já Beth sentia como se o problema fosse ela e tinha medo de perguntar. Medo de ter feito algo no qual tivesse magoada sua mama, mas antes que falasse algo, seu celular tocou em cima do balcão indicando que uma nova mensagem tinha chegado, rapidamente se levantou, pegando o telefone e voltando a se sentar à mesa, começando a responder a mensagem curiosa que recebia de Louise.
– Coloca esse telefone na mesa, Elizabeth! Você sabe que odeio quando fica no celular enquanto estamos em meio de uma refeição. – Santana falava irritada, fazendo Beth se assustar com o tom de voz da mãe. Sem questionar, Beth bloqueava o celular, o deixando ao lado de seu prato. Sem dizer nada, Santana respirou fundo, passando a mão pelo cabelo e se levantando indo em direção ao seu quarto.
– Mãe... O que aconteceu? – Beth sussurrava olhando para Quinn. – A mama está magoada comigo? Porque eu sinto como se ela estivesse me ignorando e. –
– Não, não, filha. – Quinn falava suavemente. – Sua mãe só não dormiu bem essa noite e está um pouco irritada com algumas coisas da rádio. Vou falar com ela, está bem? Vocês duas, por favor, ao terminarem, coloquem as louças para lavar. – Quinn falava autoritária e ambas assentiram.
– San? – Quinn entrava em seu quarto, encontrando Santana deitada na cama, de olhos fechados. A loira encostou a porta atrás de si, indo se deitar ao lado de sua esposa e passando seus braços em volta de sua cintura. – Hey...
– Hey... – Santana respondia, abrindo seus olhos e encontrando os olhos por qual é tão apaixonada.
– Não me venha com essa história de que você está irritada por não ter dormido direito. Te conheço como ninguém, Santana Lopez, e sei que alguma coisa está te incomodando. – Quinn falava carinhosa, passando a ponta de seus dedos pela testa de sua esposa.
– Quinn... – Santana sussurrava, encarando os olhos de sua esposa por alguns segundos.
– O que foi, San?
– Quero ter outro filho. – A latina comentava, fazendo Quinn arregalar os olhos.
– Você o que?
– Quero outro filho, Quinn, ou talvez outra filha, não me importo com o que virá, mas quero ter outro bebê com você. – Santana pousava sua mão na cintura de Quinn, aproximando seu corpo ao da mesma.
– San... De onde tudo isso está vindo? Nós nunca falamos em ter outro filho. Achei talvez que você não quisesse. – Quinn falava suavemente, tentando entender de onde toda essa ideia saia da cabeça de Santana.
– Sei disso, mas tecnicamente, nós nunca falamos disso e ter outro filho vai ser ótimo para nós e para as meninas. Tenho certeza que Olivia iria adorar ter um irmão ou uma irmã mais nova. – Santana sorria, parecendo empolgada com a ideia. – Talvez podemos ter um garoto dessa vez. Uma mistura de nós duas, Q. Posso carregar o seu óvario no meu útero e vai sair um garotinho talvez com seus olhos e meu sorriso. – Quinn não podia negar que já tinha pensado em talvez ter outro filho, mas estava surpresa com a atitude repentina de Santana. – O que você acha? – A latina sorria e quando Quinn reparou em seus olhos, podia ver que Santana não estava brincando, ela realmente falava sério sobre ter outro filho e seus olhos brilhavam com a ideia.
– San... E-eu... Amor, você tem certeza absoluta que é isso o que quer? – Quinn perguntava, carinhosa. – Não vou mentir, já pensei sobre termos outro filho, mas achei talvez que com as meninas crescendo, talvez você não pensasse sobre isso. Não é algo que ficava na minha cabeça todos os dias, mas já pensei nisso uma ou duas vezes. Não seria uma má ideia, San, mas criar outro filho significaria perdermos novamente nossa privacidade, nossas noites de sono, e.-
– Não me importo, Q. – Santana a interrompia. – Porque não vamos perder isso para o resto da vida. Quando ele ou ela estiver com um ano, já vamos poder recuperar nossa privacidade novamente e nossas noites de sono. Vamos poder continuar com nossos encontros, Q. Nada mudaria, até porque, nunca deixamos de ter nossas noites depois que Beth e Olivia nasceram nós podemos fazer isso de novo, Q. – A latina falava esperançosa e Quinn sentia seu coração acelerando com a ideia. Talvez isso não fosse uma má ideia. Quinn também queria outro filho, mas achava melhor pensar antes de tomarem uma decisão. Quinn ainda queria saber de onde essa ideia repentina estava saindo.
– San, eu prometo pensar no assunto se você me contar de onde tirou isso. – Quinn encostava sua testa ao de Santana. – A ideia de termos outro filho é ótima, e eu ia adorar, mas sei que não é isso que está te incomodando. Conversa comigo, mi amor. – Fabray falava carinhosa e Santana sabia que não teria como escapar dessa. Sua mulher sempre a fazia falar.
– É que... – Santana respirava fundo. – Beth está crescendo, Quinn, e logo ela não precisará mais de nós, ela tem Charlie e quando as duas resolverem ir morar juntas serão independentes, aliás, Beth já não precisa tanto de mim quanto eu achei que precisaria, e Olivia... Bom, em breve isso acontecerá com ela também, e Quinn, vamos ficar só eu e você, não que eu ache isso uma má ideia, não me entenda dessa forma, é só que... Vou sentir falta de ter outro bebê aqui, Q. Alguém pra eu cantar ou contar história antes de dormir, alguém pra nos atrapalhar todas as manhãs em que tentamos fazer sexo. – A latina sorria, e Quinn a olhava, carinhosa. – Logo as meninas vão virar lindas mulheres e. –
– San... – Quinn a interrompia. – Amor, como assim Beth não precisará mais de nós?
– Qual é, Quinn, nós duas sabemos que Beth já não é mais aquela garotinha que nos adorava. Que não se separava de nós. Hoje ela é uma garota que quer viver a vida dela e tenho certeza que odiaria se as mães dela atrapalhassem. Beth está namorando e daqui há dois anos entrará na faculdade. Não falamos sobre isso ainda, mas provavelmente ela vai escolher uma faculdade longe daqui pra poder viver com Charlie.
– Santana... – Quinn falava rindo, suave, dando um selinho nos lábios de sua esposa. – Amor, é claro que Beth precisará de nós. Ela vai sempre precisar de nós. Céus, até hoje preciso da minha mãe, San... Até hoje preciso ligar para senhorita Judy e pedir por um conselho de mãe, ou de esposa. Beth sempre vai precisar de nós, San, e tenho certeza que a admiração dela por nós nunca vai mudar. É por isso que você está assim? Está achando que Beth não precisa mais de você? – Quinn continuava sorrindo, passando a ponta de seus dedos sobre a bochecha da latina. – Amor, tudo isso é porque Beth teve sua primeira vez? – A loira perguntava, sem tirar os olhos de Santana.
– E-eu não sei, Quinn... Talvez. – Santana dava de ombros. – Isso só mostra o quanto ela está crescendo e ficando independente.
– E é por isso que você não conseguia dormir a noite. – Fabray ria novamente, depositando outro selinho nos lábios de sua esposa e a abraçando. – Quando você teve sua primeira vez, isso mudou em algo em relação aos seus pais? – A loira perguntava suavemente.
– Mmm, não? – Santana respondia, sem entender. – Não. Continuei sendo a garotinha do papai, mas Q, pra eles eu continuava sendo uma garotinha e. –
– Mas nada mudou entre vocês, San. – Quinn a interrompia. – Você continuou precisando e dependendo deles. Amor, com a Beth será a mesma coisa. Não importa se ela já está namorando ou se está tendo relações com a namorada, ela sempre será nosso bebê e nossa primeira filha. Nada vai mudar na relação em que temos com ela, pelo contrário, irá amadurecer a cada dia ficaremos ainda mais orgulhosas em ver a mulher maravilhosa que ela estará se tornando e tudo graças a nós, San. Tudo o que ela se tornou até hoje, toda a educação que ela tem, toda a graciosidade é graças a nós, amor, e tenho certeza que ela ainda terá muito que aprender e quando atendermos uma ligação dela a procura de um conselho vamos estar aqui para aconselhá-la e ajudá-la, e continuar ensinando tudo o que ela ainda precisar aprender. San, nossas filhas vão sempre precisar de nós. – Quinn depositava um beijo demorado nos lábios de sua esposa.
Santana sabia que Quinn tinha razão e enquanto ouvia as palavras da mesma, sentia seu coração se alivia. Sim, Beth iria precisar dela a todo momento. Mesmo quando fosse embora de casa. Quando se casar te tiver seus próprios filhos. A latina sabia que Beth se tornaria uma incrível mulher e tudo seria graças a ela. Graças a sua criação ao lado de sua esposa. Sem dizer nada, Santana sentia uma lágrima escorrendo por sua bochecha, escondendo seu rosto no pescoço de Quinn e lhe abraçando com força. Esse era o modo em que ela agradecia sua amada esposa por ter lhe consolado.
– Ela está achando que fez algo errado, amor. – Quinn sussurrava, acariciando o braço de Santana. – Beth acha que fez algo que te magoou, amor. Você precisa conversar com ela. – A loira depositava um beijo contra a cabeça de Santana que apenas assentia, sem soltá-la.
– Fica aqui só mais alguns minutinhos. – Santana sussurrava contra o pescoço de Quinn.
– Por mais que eu queria ficar aqui com você... – Quinn se afastava, encontrando os olhos de sua esposa. – Beth está lá embaixo com medo de ter te magoado. Então, vou até lá e pedi que ela venha até aqui, está bem?
– Está bem. – Santana tirava seus braços da cintura de Quinn, a deixando sair. – Eu te amo.
– Eu também te amo, mi amor. – Quinn usava seu sotaque, fazendo Santana sorrir.
– Beth? – Quinn aparecia na cozinha, encontrando Beth e Olivia devorando um delicioso pote de sorvete. – Oh, então vocês encontraram? – A loira semicerrava os olhos, e as garotas apenas assentiam. – Esse sorvete era pra mais tarde, mocinhas.
– Mas mamãe, ele estava bem ali quando abrimos o freezer. – Olivia respondia com a boca suja de sorvete de morango.
– Céus, vocês duas parecem dois monstros do sorvete. – Quinn franzia o nariz. – Enfim, Beth, a mami está querendo falar com você.
– Ela vai brigar comigo? – Beth colocava sua colher dentro do pote, sentindo seu estômago revirar.
– Não, filha. Santana só está um pouco sensível hoje e quer conversar com você.
– Oh... Ok. – Beth limpava a boca com o guardanapo antes de assentir, pegando sua bengala e indo em direção ao quarto de suas mães.
Santana continuava na mesma posição em que Quinn a deixou antes de sair. A mesma estava de olhos fechados e não tinha movido um musculo sequer. Seu coração já não estava mais tão apertado como naquela manhã e para se livrar definitivamente daquele peso que carregava precisava conversar com Beth.
A porta do quarto se abriu e Beth prendia a respiração com medo do tipo de conversa que teriam. A mesma deixa a porta entre aberta, dando passos lentos em direção a cama, onde podia ver sua mãe de olhos fechados e não sabia se a mesma estava acordada ou não.
– Mama? – Beth sussurrava, e sem abrir os olhos, Santana apenas bateu no lugar vago a sua frente na cama e Beth deixava a bengala no chão, engatinhando até o travesseiro de Quinn e deitando de frente para sua mãe.
– Hey... – Santana abria os olhos, encontrando sua little bee lhe encarando apreensiva.
– Hey... A mamãe falou que você queria conversar comigo.
– Isso, precisamos conversar.
– Mama, e-eu fiz alguma coisa que te magoou? Porque se isso aconteceu, me desculpa, não foi intencional, seja lá o que eu tenha feito ou dito e. –
– Você não fez nada, mijá. – Santana respondia carinhosa, passando seus dedos sobre a testa da filha e sorrindo.
– Então por que você está agindo dessa forma, mama? Como se estivesse com raiva de mim? – Beth perguntava e Santana passava seu braço em volta da cintura da filha, trazendo o corpo da mesma para perto do seu e lhe abraçando com força, com medo de soltá-la. – Mama, o que está acontecendo? V-você está doente? Mama... – A respiração de Beth acelerava e Santana rapidamente depositava um beijo na testa da filha, tentando lhe acalmar.
– Não, mijá, não estou doente.
– Então, o que aconteceu? – Beth deitava sua cabeça contra o peito da mãe, esperando que a mesma lhe respondesse.
– Eu te amo, mijá... Eu te amo tanto e acho que talvez eu esteja entrando na crise na qual todas as mães costumam entrar... – Santana respirava fundo. – Você está crescendo tão rápido, Beth. Já toma suas próprias decisões, já sabe o que quer para o seu futuro. É uma ótima aluna, uma ótima atleta e dançarina. Uma ótima artista e uma excelente cantora. – A latina falava carinhosa e Beth sorria. – É ótimo ver o quanto você está crescendo e se tornando essa adolescente linda que em breve se tornará uma mulher maravilhosa.
– Mami...
– E estou orgulhosa de ver o quanto você está amadurecendo. – Santana a interrompia, e Beth se afastava olhando nos olhos da mãe. Ela não estava entendendo onde Santana queria chegar com tudo aquilo. – Até porque eu fiz e faço parte disso. Faço parte da mulher que você está se tornando, mas... Algumas coisas são difíceis de aceitar. Juro que adoro a ideia de você estar namorando sua melhor amiga. Você sabe o quanto eu e sua mãe adoramos Charlie como se fosse nossa sobrinha. Namorar a melhor amiga é mágico, porque ela te conhece como ninguém e sabe como te fazer feliz. Sabe como enfrentar os seus defeitos e vai aprender muito mais ao seu lado.
– Mas...?
– Mas é difícil te ver crescer. – Santana sussurrava. – É difícil se acostumar com a ideia de que minha filha não precisa mais de mim. Você já está até tendo relações mais profundas com sua namorada e não tem nada que eu possa fazer pra impedir isso. Impedir que você vá longe demais ao querer avançar a idade que tem. Quero que você aproveite seus dezesseis anos, Beth, porque são únicos. Logo as responsabilidades vão ser maiores e você vai precisar tomar suas próprias decisões. – Beth arregalava os olhos, sentindo seu coração disparando.
– Mama, você disse que não estava doente. Do que você está falando? – A garota sentia seus olhos encherem de lágrimas com medo de descobrir que sua mãe talvez estivesse morrendo. Em sua cabeça, isso parecia mais uma despedida do que elogios.
– Hey, se acalme, não estou doente e não vou morrer. Não gosto da ideia de você crescer. De Olivia crescer e nenhuma das duas precisarem mais de mim. Daqui dois anos você irá se formar e vai querer morar sozinha ou talvez com Charlie assim que entrarem para a faculdade, no qual imagino que será em um lugar longe de nós. Você não vai precisar mais de mim ou da sua mãe, porque terá sempre Charlie ao seu lado. E isso em breve acontecerá com Olivia. O fato é que te ver crescendo me faz perceber que você não precisa de mim mais como anos atrás.
– Mama, do que você está falando? É claro que preciso de você. Vou sempre precisar de você. – Beth abraçava Santana, aproximando seu rosto ao da mãe.
– Pode parecer a coisa mais idiota do mundo. Como eu disse uma crise, mas quando você tinha cinco anos e eu e sua mãe estávamos separadas, foi comigo que você ficou, Beth, e você precisava de mim o tempo todo, mas não por ser fraca, mas porque você fazia questão de me colocar em tudo no que fazia. Parecia ter medo de me deixar sozinha. – Santana sentia uma lágrima escorrer por sua bochecha. – Você dormia comigo e me pedia para cantar ou lhe contar histórias antes de dormir. Nós deitávamos exatamente assim... – Santana se aproximava, encostando o nariz ao da filha, pegando a mão de Beth e colocando em sua bochecha. – Sua pequena mãozinha nunca largava minha bochecha e você fazia questão de estar sempre o mais perto possível. – A latina sorria, e Beth podia ver que sua mãe chorava. – Você disse para Brittany que tinha medo de me deixar sozinha, porque eu sempre ficava triste com saudades da mamãe Q, e, apesar de querer cuidar de mim o tempo todo, era eu quem sempre cuidava de você, bee, porque eu também tinha medo de você ficar triste com a ausência da mamãe Q. – Beth começava a chorar com as palavras de Santana. Ela não se lembrava de tudo, mas sabia que foram os piores dias da sua vida ao ver suas mães separadas. Não foi atoa que Beth fez terapia por alguns anos quando criança, por medo de que Santana e Quinn fossem se separar a qualquer momento. – Mesmo depois com a volta da mamãe Q, você adorava ir comigo até a rádio, passar tempo junto com nós duas.
– Eu precisava de você todos os dias, mama.
– Eu sei. Mas conforme você foi crescendo já não se interessava mais pelas histórias ou por nenhuma canção antes de dormir. – Santana desviava seu olhar. – Entendia que isso era parte do seu crescimento, mas foi difícil se acostumar e hoje... Hoje está difícil me acostumar com a ideia de que minha little bee teve sua primeira vez na noite passada e está realmente em um relacionamento sério. Está difícil me acostumar de que você não vai mais precisar de mim como há dez anos atrás. Talvez eu esteja sendo uma completa mãe chorona nesse momento, mas eu sinto falta dos nossos milhões de momento juntas. De você realmente precisando de mim. Precisando do meu colo, do meu conselho, da nossa diversão... Isso é tão, ugh! – Santana pausava, soltando Beth e passando as mãos sobre suas bochechas. – Você não fez nada, bee... Só está difícil aceitar a ideia de que você não precisa mais de mim.
Beth não esperava por isso, mas ouvir as palavras de sua mãe fazia seu coração apertar. Ela sempre se achou grandinha demais para trazer algumas coisas de sua infância de volta, mas não podia negar que sentia falta de ouvir a voz de Santana ou de Quinn lhe cantando uma linda canção de ninar. Não podia negar que sentia falta de passear no parque com sua mãe. Talvez, elas ainda poderiam fazer coisas juntas, mas coisas para sua idade e não voltando no tempo.
– Mama, — Beth sussurrava, abraçando forte sua mãe e deitando a cabeça em seu peito. – Não importa se tenho dezesseis anos ou cinquenta, você sempre será minha maior ídola. Vou sempre precisar de você, mas estou crescendo, mami, e as necessidades serão diferentes. – Santana sorria ao ouvir sua filha falando exatamente como Quinn. – Nada vai mudar, está bem? Não é só porque estou namorando e me relacionando que vou deixar de ser sua filha ou deixar de precisar de você, porque ainda tenho mil coisas para aprender com vocês. Ainda não me tornei uma mulher e sei que vai demorar para isso acontecer, mas acredite, mesmo saindo de casa para morar em outro lugar, vou semrpre te ligar pedindo ajuda ou conselho. E, em relação a faculdade, não vou mentir. Pensei em ir para L.A com Charlie, mas isso não é algo que ainda conversamos. – Beth respondia e Santana fechava os olhos, tentando segurar o choro. – Porém, depois de muito pensar, decidi que... Mesmo querendo mudar e fazer algo diferente, eu sou apaixonada por NYC, mama. Essa cidade é onde eu pertenço e toda minha família está bem aqui. Tudo o que eu preciso está aqui e tem ótimas faculdades aqui. Pensei em talvez tentar NYU e Colombia. Quero ficar perto de vocês. Perto dos meus tios, da vovó Judy. Quero estar aqui, mama, e ficar perto de vocês. Não prometo que vou continuar morando aqui, mas mesmo que eu e Charlie aluguemos um apartamento, vamos sempre estar na cidade e talvez, ao invés de ligações, eu apareça no meio da noite pedindo sua ajuda. – Beth ria baixo, com as lágrimas que escorria em sua bochecha. – E... Tem coisas que sinto falta também, mami, mas fico achando que se eu pedir, vocês vão achar que estou sendo uma idiota. Adoraria passear com você no parque, mas agora que já tenho dezesseis anos, podemos continuar com nossos passeios, mas podemos nos divertir fazendo algo para minha idade. Eu te amo tanto, mami, e não haverá um dia sequer no qual não precisarei de vocês. Você e a mamãe Q, são as melhores mães do mundo. Você não precisar se sentir dessa forma.
– Eu sei, bee. Me desculpa por ter sido grossa com você. Quero que você me procure sempre que precisar, está bem? Entendo que as necessidades serão outras daqui para frente, mas não hesite em pedir por ajuda, porque eu e a mamãe Q estaremos aqui. Todos os dias a qualquer hora. Você é minha little bee e fico aliviada por escolher continuar em NYC depois de se formar. – Santana ria baixo. – Estou muito orgulhosa de você e eu também te amo muito, mijá... E nunca tenha vergonha ou medo de nos pedir nada no qual sinta falta, Beth. Jamais pensaríamos dessa forma de você. Vamos passear para onde você quiser, está bem? Podemos programar vários passeios para sua idade, senhorita adolescente. – A latina abraçava sua filha com força, sentindo seu peito aliviado. Claro que ainda pensaria sobre isso e a ideia de outro filho continuava em sua cabeça, mas ao ouvir da boca da filha que continuariam próximas, fazia Santana perder o medo de ser esquecida por um dos seus maiores tesouros.
– Gracias, mami. — Beth se ajeitava na cama, tirando uma de suas mãos em volta de Santana e pousando carinhosamente na bochecha da mãe. A garota se aproximou, encostando seu nariz ao de sua mãe e fechando seus olhos. — Mami? – A voz de Beth era suave.
– O que foi, mijá?
– Canta pra mim? – Beth sussurrava e Santana podia jurar que seu coração iria explodir. A última vez em que cantou para Beth foi há anos atrás e aquilo a fazia sorrir sem parar.
– E qual você quer que eu cante?
– Aquela que sempre foi a minha favorita quando eu ainda tinha cinco anos. – Beth sorria ainda te olhos fechados e Santana respirava fundo, começando a cantar suavemente uma das músicas favoritas de sua little bee.
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– Mamãe Q? – Olivia saia do banho, usando seu roupão da minnie, com uma pequena toalha enrolada em seu cabelo.
– O que foi, pookie? – Quinn estava em seu estúdio e assim que viu Olivia, largou seu pincel, limpando as mãos no pano ao seu lado. – Oh, você já terminou, a mamãe deixou sua roupa em cima da cama.
– Mhm, eu vi. – A pequena respondia, se colocando em frente a mãe e observando o quadro que a mesma pintava. – Está muito bonito, mamãe. Queria aprender a pintar igual você e a bee. – Olivia comentava, olhando o quadro a sua frente.
– A mamãe pode sempre te ensinar. – Quinn ajudava Olivia a sentar em seu colo, olhando para seu quadro. – Quando Beth era pequena, ela vivia no estúdio com a mamãe pintando todos os quadros brancos que me restava. – A loira sorria. – Ela era minha companhia e conforme foi crescendo, aprendeu todos os detalhes e depois se interessou em um curso que encontrou no centro da cidade.
– Bee já me ensinou a desenhar algumas coisas. – Liv deitava sua cabeça no ombro da mãe.
– O que acha de te ensinar algumas coisas agora? – Quinn comentava e Olivia assentia freneticamente. – Ok, mas primeiro vamos colocar uma roupa própria para isso, está bem? Porque prevejo muita sugeira. – A loira ria, descendo Olivia de seu colo e subindo com a pequena para o quarto da mesma. – Coloca esse short jeans e essa blusa, está bem? A mamãe vai só ver se está tudo bem com a bee e a mami. – Quinn depositava um beijo na cabeça de Olivia antes de ir até seu quarto.
A porta estava entreaberta e assim que Quinn a abriu podia ver suas duas garotas dormindo uma no braço da outra. Beth continuava na mesma posição e Quinn podia ver que suas duas garotas finalmente se entenderam. Apesar de não demonstrar, Quinn não podia negar que também se sentia da mesma forma, mas ao contrário de Santana, Fabray sabia que suas filhas precisariam delas mesmo se estivessem com 30 anos. Agora que tudo estava bem, Quinn se preocupava se a ideia de outro filho ainda continuaria na cabeça de sua esposa.
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