Beating Heart.
27 What about a trip?
Notas iniciais
– Não. Não foi para isso que compramos esse novo equipamento. – Santana falava autoritária, dentro da cabinete da rádio, onde um dos DJs usava o equipamento de som, errado. – Você sabe que essa mesa é de uma tecnologia avançada, e você não é o único a usá-la. – A latina falava com o DJ que apenas a olhava assentindo. – Outros também a usa, e, agradeceria se você fosse mais cuidadoso com as ferramentas de trabalho, que a proposito não são suas. – Santana arqueava uma de suas sobrancelhas.
– E-eu sei. Me desculpe, senhora Lopez. Realmente fui irresponsável com minha mesa de trabalho e peço desculpas para a senhora e para os meus colegas de trabalho. – O rapaz moreno olhava para Lily, Tyler e mais dois locutores que estavam atrás de Santana.
– Ótimo. Por favor, não faça isso novamente, porque se essa mesa estragar, é com seu sálario que vamos consertá-la.
– Sim senhora. – O rapaz abaixa a cabeça e sem dizer nada, Santana se virou, saindo da cabinete para a sala ao lado, sendo seguida por Tyler e Lily.
– Hot boss* Santana. – Tyler comentava, fazendo a latina revirar os olhos.
– Fica quieto, Tyler! – Santana abria a agenda de seu celular, com o calendário da rádio. – Se esse DJ novo estragar uma peça que seja dessa maldita mesa, me comuniquem. Ele está de experiência e os três meses dele estão acabando. É só eu estralar meus dedos que ele está fora daqui. – A latina passava o dedo sobre seu celular quando uma mensagem de Quinn aparecia.
Quinn: Amoor, já peguei a Liv na casa da Rach e, estamos indo fazer compras. Nós três. Depois te faremos uma visita, porque te amamos e estamos com saudades, haha. Te amo x
Santana sorria suavemente, olhando para as horas no celular e respondendo sua esposa dizendo para se controlarem e que iria esperar por elas.
– San, sei que é difícil achar bons DJs, mas acho que seria ótimo se começássemos a convidar alguns famosos, talvez? – Lily falava suavemente, abrindo seu Ipad. – Olha, alguns até já estiveram aqui e tivemos uma ótima pontuação na audiência.
– Verdade. – Tyler se sentava em sua mesa, olhando para seu computador. – É ótima ideia, San. Podemos trazê-los para as programações de fim de semana a noite? Acho que na sexta-feira a noite no “Party’s Club night.” Ia ser uma boa. A programação é toda de música eletrônica e pop, podiamos convidar talvez o... – Tyler olhava para seu computador a procura dos djs famosos que já tinham passado por lá.
– Talvez Tiesto? – Lily sugeria.
– Oh, Tiesto foi bom na noite em que participou. – Santana pensava. – Okay, Lily, entra em contato com ele e veja se podemos marcar outra participação dele no fim de semana. Tyler... – A latina virava para o amigo. – Não esquece que temos uma reunião essa tarde com dois dos nossos queridos diretores da rede. E, Lily, sobre a participação da J-LO? Alguma novidade?
– Oh, San... Sim, na verdade eles acabaram de ligar dizendo que está tudo agendado para o mês que vem a visita dela, que coincide com o show que ela fará em Miami na mesma semana e estaremos dando ingressos. – Lily sorria, empolgada.
– Ótimo! Amo vocês. – Santana sorria, fazendo seus dois melhores funcionários rirem. E Santana se lembrava dos dois funcionários novos que tinha contratado. – Oh, e quero Marley e Riley na minha sala. Gracias, mi amores. – A latina falava em espanhol antes de sair da sala, direto para seu escritório.
Xxxx
– Mamãe, olha que lindo! – Olivia aparecia com um sapo de pelúcia, sorrindo para Quinn. – Posso levar esse?
– Outro? Céus, Liv, você não acha que já tem muitos ursos de pelúcia? – Beth revirava os olhos, segurando uma de suas sacolas de roupa.
– Não. A mamãe sabe que adoro ursos de pelúcia e esse sapinho ainda não tenho. – Olivia imitava o tom de voz da irmã, também revirando os olhos.
– Pookie, você já tem um sapinho de pelúcia que tia Lily te deu. – Quinn respondia, olhando para as bolsas que também tinham na loja.
– Mas mamãe... Esse é diferente e. –
– A mamãe falou que não, Olivia. Que chatice ficar insistindo.
– Não estou falando com você, Beth! – Liv batia o pé, irritada, por sua irmã estar se intrometendo.
– Hey! – Quinn virava para suas duas garotas. – Beth, para de implicar com a sua irmã, e Olivia, não vamos levar esse urso hoje, está bem? Talvez outro dia.
– Mas mamãe... –
– Sem mas, pookie. Você já tem um sapo de pelúcia lindo no seu quarto, talvez outro dia. Prometo. – Quinn falava autoritária, porém carinhosa.
– Está bem. – Olivia respirava fundo, voltando para dentro da loja para guardar o urso.
– Mãe, acho que preciso de algumas lingeries novas, será que podemos comprar? – Beth perguntava e Quinn semicerrava os olhos.
– Qual o problema com suas calcinhas e sutiãs? Elas ainda estão ótimas, Beth e. – Foi então que a ficha de Quinn caia a fazendo parar de falar, arqueando sua sobrancelha e olhando para sua adolescente que agora, disfarçava. – Oh... Você quer lingeries novas e... Mmmm... Você sabe que sua mami me mataria se soubesse que comprei essas coisas pra você, não sabe?
– Mmm... Mãe, é só... Mmmm... É que, as minhas não parecem apropriadas para. –
– Oh, céus, não. Não quero ouvir. – Quinn fechava os olhos por alguns segundos. – Não quero nenhuma imagem na minha cabeça. Não sei se estou pronta para ver minha bebê comprando esse tipo de roupa.
– Mãe, — Beth falava rindo. – Se você não for comigo, vou sozinha, ou talvez com Louise, mas... Realmente queria que você fosse até lá e comprasse comigo. Talvez possa achar algo sexy para a mami... – Beth cutucava a lateral da barriga de Quinn, falando maliciosa. – Aposto que ela ia adorar. – A garota brincava, e Quinn balançava a cabeça.
– Eu e sua mãe estamos muito bem quanto a isso, obrigada. – Fabray respondia. – Mas okay, vamos até lá comprar juntas. Olivia! – A loira chamava por sua filha perdida que continuava babando nos ursos de pelúcia. – Filha? – Quinn se aproximava da pratelereira, encontrando Olivia brincando com a orelha do mesmo sapo que segurava. – Meu amor, nós precisamos ir.
– Está bem... – Olivia olhou pela última vez para o sapinho antes de abaixar a cabeça e sair em direção a Quinn.
– Hey... Pookie, prometo que voltaremos aqui para comprá-lo, está bem? – Quinn falava carinhosa e Beth aparecia atrás da mãe, olhando a cara triste da irmã.
– Liv, não precisa ficar triste, depois você ganha outro urso e vai esquecer desse. – Beth comentava.
– Tanto faz. – Olivia revirava os olhos, segurando na mão de Quinn e a puxando para fora da loja.
Enquanto andavam juntas em direção a loja de lingerie, Quinn segurava na mão de Olivia, enquanto conversa com Beth. As três andavam distraída que sequer viram a pessoa que se aproximava delas.
– Quinn? – A voz fazia Quinn parar, segurando na mão de Olivia com força. Beth parava ao lado de sua mãe, franzindo o cenho para a pessoa a sua frente. – Whoa... Quinn, hey.
– Sam? – A loira arqueava uma de suas sobrancelhas, surpresa ao ver seu ex-namorado depois de tantos anos.
– Whoa... Quinn, você está ótima. – Sam comentava sorrindo, olhando sua ex-noiva da cabeça aos pés.
Quinn continuava surpresa e podia dizer que o rapaz também estava ótimo... Ou melhor, conservado. Seu cabelo continuava loiro e curto, como sempre foi. O mesmo usava terno e gravata e pelo o que Quinn ainda sabia do mesmo, Sam trabalhava em outra empresa e tinha se casado com Kitty, mas Quinn não sabia se tinham filhos.
– Você também está ótimo, Sam. Como vai? – Quinn sorria, sendo educada.
– Estou bem... Muito bem. E você?
– Estou bem, obrigada. – Quinn sorria, e podia sentir a mão de Beth segurando sua mão livre.
– E como está sua vida? Continua sendo uma artista? Casada? E whoa... – Sam olhava para Beth, arregalando os olhos ao ver a garota linda que aquela garotinha tinha se tornado. – Essa é a Beth?
– Minha vida está ótima, continuo sim sendo uma artista e muito bem casada com a Santana. – Quinn sorria. – Tenho uma galeria no centro de Nova York. Já deve ter ouvido falar, chama Venus’s Gallery. E sim, essa é a Elizabeth. – Fabray olhava sorrindo para sua filha, acariciando sua mão.
– Quinn isso é ótimo. Fico feliz por você e, sim, já ouvi falar dessa galeria, mas não sabia que era sua. Talvez passe por lá qualquer dia. – Sam comentava, olhando novamente para Beth. – Beth, você está linda, e é muito parecida com sua mãe.
– Mmm... Obrigada. – Beth respondia, abrindo um meio sorriso.
– E essa quem é? – Sam apontava para Olivia, que quase se escondia atrás de Quinn.
– Oh, essa é Olivia. Minha filha caçula.
– Hey, Olivia... Imagino que ela tem o gene da Santana. – Sam comentava, fazendo Beth arquear suas sobrancelhas. – Digo... Ela é. –
– Sim. – Quinn o interrompia, antes que ficasse mais embaraçoso. – Foi Santana quem engravidou de Olivia.
– Oh... – Sam assentia, ficando em silêncio. – Ela é linda também, Quinn. Você tem filhas lindas, parabéns.
– Obrigada, Sam. E você? Casou? Tem filhos? – Quinn perguntava.
– Mmm... Sim. Eu e Kitty nos casamos e temos dois meninos, gêmeos de cinco anos. – Sam sorria orgulhoso. – Kitty mudou muito e amadureceu. É uma ótima mãe.
– Isso é ótimo, Sam. Parabéns. – Quinn segurava na mão de suas duas filhas, percebendo o quão tensa Beth estava. – Bom, nós precisamos ir. Manda lembranças para a Kitty.
– Oh, claro... – Sam sorria, olhando para as garotas. – Tenham um ótimo dia, e parabéns novamente pelas filhas lindas, Quinnie.
– Obrigada, Sam... Tenha um ótimo dia. – Quinn sorria, começando a andar com as meninas.
– Tchau... – Beth falava educada e junto de sua irmã, acenavam tímidas enquanto se afastavam.
– Mamãe, quem era? – Olivia perguntava.
– Oh, ele era só um antigo amigo da mamãe.
– Ex- namorado da mamãe pra ser mais especifica.
– Elizabeth!
– O que? Não me lembro dele nitidamente, mas já o vi no antigo álbum de fotos da vovó Judy, e mãe, você sabe que ela já me contou várias histórias. – Beth arqueava suas sobrancelhas, fazendo um bico suave.
– Você já teve outro namorado? – Olivia perguntava, franzindo o cenho. – A mami sabe disso?
– Sim. Já tive outro namorado, mas isso foi antes de conhecer sua mãe, pookie. – Quinn respondia. – E ela sabe disso. – A loira sorria, franzindo o nariz.
– Oh, okay...
– Não gostei dele. – Beth comentava.
– Você nunca gostou dele, little one. Desde quando o conheceu, nunca foi com a cara dele e sempre fazia careta quando Sam brincava com você. – Quinn ria baixo.
– Alguma coisa nele não me agrada, mãe.
– Oh, nós sabemos disso. – Quinn brincava, entrando com a filha na loja de lingerie.
– Ohhh, mãe! – Beth encontrava um lindo conjunto vinho, com a calcinha e sutiã de renda. – Olha esse... O que acha? Será que Char. –
– Não! – Quinn a interrompia. – Não continue esse pergunta. – A loira comentava, fazendo Beth rir. – Mas é lindo, filha...
– Mmm... Acho que vou levar alguns desse e... – Beth avistava outros, de modelos diferentes. – E um daquele ali... e. Whoa... – A garota tirava um conjunto preto com uma calcinha pequena, mostrando para Quinn. – Olha mãe, acho que a mami ia adorar ver isso em você. – Beth balançava o pequeno cabide, fazendo Quinn franzir o cenho.
– Oh... Whoa. – Quinn tirava a lingerie da mão da filha, olhando para o mesmo. – Eu sem dúvidas iria adorar em vê-la usando isso. – A loira sussurrava, sem que Beth ouvisse.
– Ugh! – Olivia resmungava ao lado de Quinn, cruzando seus braços.
– O que foi, pookie?
– Ugh! Isso é tedioso. Quero ir ver a mama. – Olivia respirava fundo, demonstrando estar impaciente.
– Mas filha, achei que você estava se divertindo.
– Não! Não estou, porque você só está comprando as coisas para a Beth. – A pequena respirava fundo, desviando seu olhar da mãe. — Quiero ir a ver a mamá. Esto no es divertido. – Olivia falava em espanhol, fazendo Quinn arquear sua sobrancelha.
– Hey, mini Santana. – Quinn falava carinhosa. – Tente se acalmar, está bem? A mamãe não está comprando as coisas só para Beth. Nós também vamos comprar muitas coisas para você.
– Quando? – Olivia falava irritada. Ela já estava cansada de andar e andar e, só terem parado em lojas de interesse de sua irmã. – Não quero ficar andando mais. Isso aqui tá muito chato. Só a Beth quem está ganhando coisas e você sequer quis comprar o meu sapinho.
– Okay, primeiro... Não fale comigo dessa forma e segundo, já expliquei do porque não compramos seu sapinho.
– Ainda falando do sapinho? – Beth comentava.
– Fica quieta! – Liv descruzou os braços, irritada com a irmã, batendo o pé. – Você é muito chata. Não deixa a mamãe comprar nada pra mim. – Por estar cansada e irritada demais, Olivia começava a chorar, passando as mãos furiosas sobre seu rosto. A pequena estava faminta e não aguentava mais esse passeio no qual, não ganhava nada.
– Hey! – Quinn segurava no braço de Beth, a puxando para perto, sem machuca-la. – Quantas vezes vou ter que pedir para deixar sua irmã em paz? Ela está cansada e irritada, pare de provocar antes que eu deixe tudo aí e vamos direto para casa. – A loira falava brava e Beth assentiu, olhando para o chão. – E a senhorita... – Quinn soltava o braço de Beth, virando sua atenção para sua irritada caçula. – Tente se controlar. Sei que está irritada, mas já vamos comer e depois iremos comprar suas roupas, está bem? Não estou com paciência para nenhum xilique, e se vocês duas começarem a brigar, nós sequer vamos visitar sua mãe na rádio. Estamos entendidas? – Quinn perguntava autoritária, com sua voz de mãe.
– Sim, mãe. – Beth respondia.
– Sim, mamãe. – Liv falava suavemente, e Quinn passava a mão no rosto da pequena.
– Não precisa chorar, está bem? Beth, vá de uma vez pagar por essas lingeries e vamos comer antes que sua irmã enlouqueça. – Quinn abraçava Olivia, e Beth pegava a carteira da mãe na bolsa da mesma, indo até o caixa.
Xxxx
Algumas horas tinham se passado e Santana estava em seu escritório concentrada na tela de seu computador. Ao contrário do que imaginavam, a latina não estava trabalhando e sim, olhando o site no qual acharam o doador de Beth e Olivia.
A ideia de ter outro bebê ainda palpitava em sua cabeça. Mesmo não tendo a certeza se Quinn tinha lhe levado a sério, Santana continuava procurando, sabendo que se fossem engravidar novamente, talvez pudesse fazer diferente dessa vez. A ideia de carregar o ovulo de Quinn, a fazia sorrir imaginando finalmente terem um filho que fosse copia das duas. Um garotinho com seu cabelo escuro e os olhos de sua esposa. Talvez isso pudesse dar certo e Santana apenas precisaria conversar novamente com Quinn.
Enquanto estava distraída com sua busca, a porta de seu escritório se abriu, fazendo fechar as páginas abertas rapidamente ao ver sua família sorrindo e Olivia correndo em sua direção.
– Mama!
– Hey, munchkin. – Santana sorria, abraçando sua caçula, que pulava em seu colo na cadeira.
– Oi, mama... – Beth sorria, se aproximando da mãe e lhe dando um selinho.
– Oi, bee... Como foi o passeio de vocês? – Santana perguntava, dando um beijo na cabeça de Olivia e em seguida, Quinn se aproximou lhe dando um selinho demorado.
– Cansativo, ugh! – Liv se ajeitava no colo da mãe, deitando a cabeça em seu peito.
– Pois é, essa mini Lopez, teve uma crise de xilique. Você sabe que essa sua filha com fome, se torna um monstrinho. – Quinn se sentava no sofá ao lado de Beth.
– Oh... Minha filha? – Santana semicerrava os olhos, fazendo Quinn rir.
– A mamãe demorou horas para comprar alguma coisa pra mim, mama. E eu estava morrendo de fome. – Liv se defendia.
– Imagino.
– Ela quase me bateu. – Beth encostava sua cabeça no ombro de Quinn.
– Oh, claro, imagino que você não deve ter feito nada para isso ter acontecido. – A latina falava irônica e Quinn sorria.
– Bom...
– Você conhece suas filhas. – Quinn interrompia Beth. – Oh, amor, você não vai acreditar quem encontramos no shopping.
– Quem? – Santana perguntava, sorrindo, ao ver o modo surpreso como Quinn falava.
– Sam. Sam Evans. – A loira respondia, sabendo que o nome do rapaz já não afetava mais sua esposa como anos atrás.
– Sério? Seu ex? – Santana arregalava os olhos. – Whoa... Imaginei que nunca mais o encontraríamos.
– Mhmm... Também pensei o mesmo, mas ele estava lá. E, está casado com a Kitty. – Quinn ria. – Ironico, não?
– Nada mais justo, não é mesmo? Imagino a ótima mulher que ela deve ser. – A latina revirava os olhos olhando para Quinn a fazendo rir. – Com o histórico que ela tem... – Santana fazia um sinal de chifre por trás de Olivia.
– Oh, não dúvido. Ela sempre foi interesseira.
– Ele era todo estranho, mama. Ficou surpreso quando me viu. – Beth comentava.
– Ele era doido para se aproximar de você, porque achava que sendo seu amigo, seria mais fácil se aproximar da sua mãe. – Santana revirava os olhos novamente. – Bitch, por favor.
– Não gostei dele. A boca dele é enorme, mama. – Liv fazia careta, e suas mães gargalhavam com o comentário da pequena.
– Oh, céus... Essa garota é mesmo minha filha. – Santana apertava Liv em seus braços, lhe dando um beijo na cabeça. – Sabe como a mami o chamava? De boca de truta.
– Boca de truta? – Olivia ria, olhando para Santana. – Ele tem uma boca assim... – Liv mexia sua boca, na tentativa de aumentá-la, fazendo sua família rir.
– Ew... – Beth e Olivia falavam juntas.
– Vocês são terríveis. – Quinn balançava a cabeça, rindo.
– Bom, somos todas Lopez, mama. – Beth dava de ombros e Santana sorria orgulhosa.
– Falando em Lopez... – Santana se lembrava de algo que passava em sua cabeça já alguns dias. – O que vocês acham de marcamos nossa viagem para L.A? A primeira semana de férias de vocês já começou e, é uma ótima temporada para visitarmos minha mãe.
– Mesmo? – Beth e Olivia falavam juntas.
– Mmm... Acho que seria uma ótima ideia. – Quinn comentava. – Já faz dias que estamos pensando sobre isso, e acho que podemos ir na próxima semana. Terei tempo de fechar alguns documentos na galeria e passar tudo para Letty antes de irmos.
– Exato! E essa semana vou fechar alguns convidados para rádio e após a reunião que terei hoje, estarei livre para passar as férias com as minhas garotas. – Santana sorria, e podia ver suas filhas animadas.
– Ah! Adoro L.A e aquelas praias maravilhosas. – Beth falava empolgada. – E vou poder matar saudades da abuela e dos tios... Oh, tio Adam pode nos levar a um jogo de basquete! – A garota sorria.
– Sim, ele pode... – Quinn falava suavemente.
– E vou poder ver o Alejandro e a tia Alyssa. – Liv sorria, brincando com o anel no dedo de sua mãe. – Vou poder levar o Ted. – Liv se lembrava de seu cachorro de pelúcia.
– Sim, meu amor, você pode levá-lo. – Santana sorria. – Então, amor, posso mesmo comprar nossas passagens para semana que vem?
– Pode, amor... Semana que vem vai ser tranquilo na galeria, tudo que temos para receber chegará até sexta-feira dessa semana.
– Ótimo!
– E quanto tempo ficaremos lá? – Beth perguntava, preocupada.
– Uma semana? Acho que é o suficiente. – Santana respondia olhando para Quinn que assentia.
– Uma semana? Mas... – Beth, olhava para o celular em sua mão, quando uma mensagem de Charlie aparecia em seu blocksreen.
– Charlie? – Quinn perguntava.
– Sim. E-ela... Mami, Charlie pode ir também? Será nossa primeira viagem juntas, como namoradas, e ela adora ir na casa da abuela. – Beth falava apreensiva, com medo da resposta de Santana.
Apesar de querer uma viagem em família, Santana considerava Charlie sua sobrinha. Aliás, Santana tinha um carinho especial pela garota que desde pequena demonstrava o quanto gostava dela. A latina não queria decepcionar sua filha e sabendo o quanto isso era importante para Beth, olhou para Quinn e ambas se falavam apenas com um simples e carinhoso olhar.
– Não vou mentir... – Santana falava suavemente. – Queria que essa viagem fosse só entre nós. Algo em família, — Beth sentia seu peito apertando, olhando para seu celular, imaginando o que sua mãe falaria. – Mas, Charlie faz parte dessa família e se levá-la te faz feliz, então, podemos sim convidá-la. – A latina sorria, e Beth arregalava os olhos.
– Ah meu Deus! De verdade? – A garota falava animada, fazendo suas mães rirem. – Gracias, gracias! – Beth abraçava Quinn e se levantava abraçando a Santana. – Vou falar com ela essa noite e. –
– Filha, — Quinn a interrompia. – Sei que você está animada, mas não se esqueça de que Anna precisa autorizar, está bem? Se ela disser que não, então vamos respeitá-la.
– Mhm... Claro, mas tenho certeza que ela vai deixar. – Beth batia palmas, empolgada, antes de sair se sentar novamente no sofá.
Beth sentia seu peito pulando de alegria com a ideia de viajar com sua namorada. Em sua cabeça, mil coisas se passavam e ela planejava tudo o que fariam. Desde visitas as melhores praias até nos melhores restaurantes. A garota não dispensaria passar tempo com sua família, claro que não, mas planejava uma noite especial para sua namorada. Tudo o que faltava, era receber um “sim” de Anna, e Beth tinha certeza que isso sem dúvidas aconteceria.
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