Notas iniciais
Genteeeeeeeeeee, esse já é o capítulo 25, omg!!! Confesso que não tinha intenção em levar essa sequência tão longe, mas fico feliz pelo caminho que ela está tomando e é tudo graças a VOCÊS, leitores lindos que me inspiram todos os dias! Adorei escrever esse capítulo e espero que vocês também gostem! xxx

Dizer que estava nervosa, era muito obvio. Beth estava enlouquecendo naquela noite. Suas mãos soavam frias e a garota não conseguia parar de morder sua bochecha. Era tão difícil se concentrar que Beth mal ouvia o que o taxista lhe dizia enquanto a levava para casa de Charlie.

Por ainda estar em tratamento, Beth ainda estava proibida de dirigir. Quinn ofereceu para lhe dar uma carona, mas seria muito estranho se sua mãe a levasse para um noite onde provavelmente teria sua primeira vez.

– Senhorita? – O taxista olhava pelo retrovisor, chamando Beth pela terceira vez.

– Mm? – A garota tirava a atenção da janela, encontrando o olhar do senhor de cabelos grisalhos pelo retrovisor.

– Nós chegamos. Gostaria de ajuda para descer? – O senhor perguntava educado e Beth olhava novamente pela janela, percebendo que o carro estava parado em frente a casa de sua namorada.

– Oh... Mmm, não, obrigada. – A garota sorriu, abrindo sua bolsa e tirando o dinheiro para pagá-lo. – Pode ficar com o troco. – Beth abria a porta, tirando primeiro sua bengala de apoio, pegando sua bolsa e descendo do carro.

As borboletas em sua barriga batiam asas sem parar. Seu coração parecia que saltaria a qualquer momento de sua boca e Beth tinha certeza que desmaiaria.

Após descer do carro, ficou parada na calçada sem sequer notar que já estava sozinha. Apoiada em sua bengala, Beth passava a mão por seu vestido, olhando para os seus pés e respirando fundo. Ela não sabia o porque estava se sentindo daquela forma, mas não tinha dúvidas de que seu nervosismo era algo bom. A garota não estava com medo da noite em que teria, ela sequer sabia se sua primeira vez realmente aconteceria naquela noite, mas pensar dessa forma não adiantava em nada. Tudo o que sentia era um grande e inexplicável frio na barriga que lhe dava uma sensação maravilhosa.

– Pare de ser boba, Elizabeth. – Ela murmurava consigo mesma, fechando seus olhos por alguns segundos, antes de finalmente começar dar seus primeiros passos em direção à porta. Não eram passos rápidos, mas logo Beth subia os três degraus no deck da casa e antes que pudesse se aproximar da porta, a mesma se abria revelando uma sorridente Charlie que a olhava apaixonada.

– Hey. – Charlie sorria, falando suavemente, estendendo uma de suas mãos para alcançar Beth.

– Hey... – Beth se aproximava, entrelaçando seus dedos aos de sua namorada e aproximando seus lábios ao da mesma, lhe dando um selinho demorado. – Whoa... E-eu precisava disso. – Beth sussurrava, sentindo seu corpo relaxar no momento em que seus lábios tocavam os macios de Charlie.

– Está tudo bem? – Charlie ria baixo, trazendo Beth para dentro de sua casa e fechando a porta.

– Mhm, só estava um pouco aflita talvez...

– Não fique, gatinha. Tenho uma surpresa para você. – Charlie sorria, mordendo o canto de seus lábios.

– Ah é mesmo? E que surpresa é essa?

– É surpresa, gatinha. – Charlie depositava outro beijo nos lábios de Beth, antes de levá-la em direção a sala de jantar. – Bom, quero que nossa noite seja perfeita... – A morena falava suavemente, olhando para sua namorada. – E então, imaginei que seria muito mais divertido se tivéssemos um jantar que realmente fosse a nossa cara. – Charlie sorria e antes que Beth pudesse questioná-la, ambas entravam na sala de jantar e era difícil conter o sorriso que aparecia em seus lábios.

– Charlie... – Beth sussurrava, olhando para mesa pronta a sua frente.

Charlotte tinha literalmente deixado tudo no estilo de ambas. A mesa estava com uma toalha branca de algodão, com uma vela acesa no centro, com a louça de jantar em frente às cadeiras e para jantarem Charlie tinha preparado deliciosos tacos com três deliciosos tipos de molhos e um guacamole. A frente dos pratos, taças de suco de laranja estavam cheias e no teto, Charlie colocou bexigas de gás verde claro, com fitas amarradas sobre a mesma.

– Não é muito, mas como somos fãs dos tacos que minha mãe faz, e dos molhos da tia San... Imaginei que isso nos representaria mais do que qualquer outra coisa. – Charlie sorria, puxando Beth para uma das cadeiras.

– Whoa, boo... E-eu amei os enfeites. – Beth pousava uma de suas mãos na bochecha de Charlie, depositando um selinho em seus lábios antes de se sentar. – Tenho certeza que seus tacos devem estar uma delicia.

– Só espero que os molhos não estejam apimentados. – A morena brincava, se sentando na cadeira ao lado de Beth.

– Tenho certeza que você caprichou.

– Caleb provou alguns e disse que estava ficando bom... – Charlie dava de ombros. – Confio no meu irmão. – As duas riam baixo.

– Confesso que não imaginei que estaria tudo pronto a tempo. – Beth brincava e Charlie a servia com um taco em seu prato. – A senhorita é sempre tão atrasada.

– Há há, olha quem fala... – Charlie fazia careta, mostrando a língua. – Caleb me ajudou a deixar tudo pronta a tempo. – A morena sussurrava, fazendo Beth rir.

– Sabia que você não faria tudo isso sozinha... Desculpa, boo, mas você não conseguiria deixar tudo isso assim se não tivesse recebido alguma ajuda. – Beth brincava, se aproximando e depositando um beijo na bochecha da namorada.

– Engraçadinha... – Charlie revirava os olhos, sorrindo, aproximando os molhos de Beth.

– Está tudo lindo, amor. – Beth sorria carinhosa, enquanto ambas começavam a se servir.

– Imaginei que talvez tia S e tia Q fossem te impedir de vir. – Charlie falava suavemente.

– Mmmm, também pensei que isso aconteceria... Achei que talvez minha mami não me deixaria vir, mas elas foram bastante compreensivas e me surpreenderam. – Beth dava uma mordida em seu taco, colocando uma de suas mãos para tampar sua boca. – Mas tivemos uma ótima conversa e elas foram bem legais.

– Fico feliz. – Charlie assentia, terminando de mastigar. – Meus pais também foram bem legais... No começo minha mãe demonstrou estar bem preocupada, mas meu pai foi quem me surpreendeu mais. Foi ele quem convenceu minha mãe de que tudo ficaria bem e que poderíamos ter a casa só para nós. – A morena ria baixo. – Mas tenho certeza que se você fosse um garoto, ele sem dúvidas não deixaria.

– Oh... Falei a mesma coisa para minha mami. – Beth ria suavemente. – Se eu estivesse saindo com um garoto, ela me trancaria dentro de casa.

– Minha mãe e tia San são iguais.

– E eles falaram sobre sexo com você? – Beth perguntava. – Porque minhas mães falaram comigo e céus, no começo pedia para que o chão se abrisse e me engolhice, porque foi horrível. – A loira falava suavemente, e Charlie assentia.

– Sim... Percebi o quanto foi difícil para meu pai falar sobre isso, mas senti que eles queriam me dar conselhos sobre sexo há algum tempo e essa foi à oportunidade, porque me deram milhões de recomendações sobre cuidados e blá, blá, blá.

– Minhas mães também. – Beth ria baixo. – Mas achei melhor terem falado agora do que depois. Quanto mais cedo, menos embaraçoso seria.

– Verdade, mas mudando de assunto... – Charlie dava outra mordida em seu taco, limpando a boca com o guardanapo, mastigando antes de falar. – Não vejo a hora de você voltar para as aulas de dança, gatinha. Tudo anda tão parado sem você. – A morena fazia um bico suave, franzindo o cenho.

– Awww, amor... Você sabe que se eu pudesse já estaria lá, mas dra Gutierrez e Erin precisam me dar alta para isso acontecer. – Beth depositava um selinho no bico adorável de Charlie. – Tia Brittany comentou que vocês estão arrasando para as competições e que tem grandes chances de ganharem.

– Sim, mas ugh! É tão ruim ensaiar sem você, bee... Essa competição que tia B nos inscreveu será apenas em dezembro e ela já está nos enlouquecendo.

– Vai dar tudo certo. – Beth sorria e as duas voltavam a comer, trocando de assunto a cada cinco minutos, já que um tópico levava direto para outro.

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– Não acho que Juliet iria gostar de ser trocada... – Charlie comentava, falando de uma de suas amigas do time de corrida. – Ela sabe que está no seu lugar temporariamente, bee, mas do jeito que ela é paranoica vai achar que está sendo trocada e vai virar uma fera. – A morena revirava os olhos, enquanto terminavam de comer.

– Não acho, amor... Ela sabe que está temporariamente no meu lugar e mesmo Juliet sendo paranoica, ela se faz às vezes de coitadinha só para chamar atenção do treinador.

– E agora para ajudar, ela entrou para o clube do coral.

– Mas ela só entrou, porque ela começou a namorar o David, e onde um está o outro também está. – Beth ria baixo. – Estão piores que nós.

– Ew, bee, nós não somos assim. – Charlie fazia careta.

– Talvez um pouco. – Beth assentia, e Charlie revirava os olhos.

– Tanto faz... – A morena olhava para os pratos vazios, percebendo que estava na hora da sobremesa. – Mmm, você vai adorar em saber o que tenho de surpresa. – Charlie juntou os pratos sujos, se levantando e indo para a cozinha.

– Hoje a senhorita está me surpreendendo. – Beth falava alto, para que Charlie ouvisse. – E estou amando ser mimada.

– Se você está amando ser mimada... Então vai adorar o que fiz para você. – Charlie aparecia novamente, com duas grandes taças de sobremesa, colocando uma na frente de Beth. – É uma receita que inovei. – A morena ria. – Um creme de baunilha no fundo, morangos, uma camada de nutella, outro de blueberry com leite em pó e de novo o creme de baunilha. A receita não tinha blueberry, mas já que sou apaixonada por essa delicoso berrys, decidi inovar. – Charlie falava orgulhosa percebendo o sorriso carinhoso de Beth. – Espero que você goste.

– Whoa... Você hoje está me saindo uma ótima Chef. – Beth fazia um bico suave, se aproximando de Charlie, que fazia o mesmo. – Provavelmente a noite só está começando, mas cada minuto em que passo ao seu lado, me deixa mais apaixonada por você. – Beth depositava um selinho nos lábios da namorada, acariciando a bochecha da mesma com o seu polegar. – Está tudo perfeito.

– Você merece tudo isso e muito mais. – Charlie sussurrava contra os lábios de Beth. – Talvez eu não esteja superando a ideia de um encontro perfeito, mas... –

– Está ótimo. – Beth a interrompia. – Eu estou amando cada segundo dessa noite. – A loira sorria e seu nariz roçava carinhosamente por de Charlie, fechando os olhos por alguns segundos. – Eu te amo.

– Eu também te amo... Minha princesa. – Charlie sussurrava suas últimas palavras, fazendo Beth sorrir.

– Por mais clichê e brega que seja, confesso que sou apaixonada por cada apelido carinhoso que você me dá. – As duas riam baixo, se afastando.

– Ugh! Eu sei que são bregas, mas não resisto... Estou muito apaixonada para me importar com a breguice. – Charlie dava de ombros, fazendo Beth rir ainda mais.

– Tudo bem, bebê, eu adoro suas breguices. – Beth franzia o nariz e agora era Charlie quem ria com o apelido novo. – Mmmmm, esse doce ‘tá uma delícia. – Beth falava de boca cheia, ao mastigar um pedaço de morango.

– Fico feliz que tenha gostado. Tem mais na geladeira se quiser. – Charlie lambia sua colher com nutella e apesar de estar em um suposto jantar romântico, nenhuma das duas parecia se importar com o modo em que comiam o doce com nutella. Até porque, chocolate era o vicio de ambas.

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Após terminarem a sobremesa, para a surpresa de Beth, uma música começava a tocar na sala onde estava fazendo a garota olhar confusa para sua namorada.

– Elizabeth Fabray, — Charlie sorria, carinhosa e Beth podia ver o pequeno controle do aparelho de som na mão da namorada. – Dança comigo? – A morena colocava o controle na mesa, se levantando e estendendo a mão para Beth.

– Claro. Eu adoraria. – Beth respondia suavemente, segurando na mão de Charlie e se levantando cuidadosamente com a ajuda da mesma.

– Acho que nunca dançamos dessa forma. – Charlie brincava, colocando suas mãos apoiadas na cintura de Beth, enquanto a loira tinha as suas em volta do pescoço de Charlotte.

– Nunca achei que você fosse tão romântica. – Beth falava sorrindo, enquanto se distanciavam da mesa, dançando suavemente a música que tocava do Ipod de Charlie. A música era de uma das cantoras favoritas de Beth, Ellie Goulding, Beating Heart. A música era uma versão suave e ambas deixavam que seus corpos comandassem cada movimento suave que faziam.

Beth encostou sua testa contra a de Charlie, encontrando os olhos da mesma, sentindo a música enquanto seus dedos acariciavam a nuca da mesma carinhosamente.

– Você é tão linda... – Charlie falava suavemente, colocando uma mecha do cabelo de Beth para trás da orelha. – Eu te amo, bee.

– Eu te amo, boo... – Beth sorria, sentindo as borboletas em sua barriga baterem asas ansiosas. Ela sabia que naquela noite perderia sua virgindade para sua namorada, e apesar de querer que isso acontecesse, era difícil conter o nervosismo e ansiedade. Sem dizer nada, Beth deslizou uma de suas mãos para o pescoço de Charlie, pressionando seus lábios ao da mesma, inciando um beijo suave e apaixonado.

Charlie apertava seus dedos contra a cintura de Beth, pressionando o quadril da mesma contra o seu, enquanto continuavam dançando lentamente. Inclinando a cabeça para o lado oposto ao de sua namorada, Charlotte abria sua boca, passando sua língua para dentro da boca de Beth, encontrando a língua da mesma e massageando uma sobre a outra lentamente.

Beth sentia todo seu corpo gritando por Charlotte, e a mão que estava sobre o pescoço da mesma, agora deslizava para o ombro da morena, aumentando a intensidade do beijo, podendo ouvir um gemido saindo da boca de Charlie.

– Bee, — Charlie sussurrava contra a boca de Beth, se afastando para que pudessem respirar.

– Eu quero você, Charlotte. – Beth sussurrava, ainda de olhos fechados, com as mãos apoiadas sobre os ombros da namorada, com o coração acelerada.

– Você tem certeza? – Charlie acariciava a bochecha de Beth, falando carinhosa. – Nós não precisamos fazer nada disso agora e. – Os lábios de Beth pressionavam contra os de Charlotte, fazendo-a parar de falar.

– Sim, não quero mais esperar. – Beth sussurrava e novamente voltavam a se beijar, mas a intensidade do beijo era maior. O que sentiam era maior. O corpo de Beth parecia gritar por Charlotte, enquanto seu coração acelerava de ansiedade. Horas atrás, Beth sequer sabia se isso realmente aconteceria, mas depois do jantar e do momento em que estavam ela tinha certeza de que era exatamente aquilo que queria com sua namorada. Beth estava com medo, mas tinha certeza que essa noite seria mais que especial.

Sem dizer nada, Charlie depositava vários selinhos nos lábios de Beth, entrelaçando seus dedos ao da mesma e a levando para seu quarto. Apesar das escadas, não demorou para chegarem ao quarto de Charlotte e enquanto a mesma fechava a porta atrás de si, Beth mordia seu lábio, nervosa, respirando fundo.

– Está tudo bem, gatinha. – Charlie falava suavemente, passando seus dedos sobre a testa de Beth, olhando em seus olhos. – Tenta relaxar, está bem? – A morena sorria, e Beth assentia antes de novamente, ter seus lábios pressionados aos de sua namorada em um beijo intenso.

Enquanto se beijavam, Beth podia sentir seu corpo quente, como todas às vezes, em que iniciavam uma sessão de make-out. A loira deslizava suas mãos pela lateral do corpo de Charlotte, encaixando por dentro da blusinha da mesma, passando as unhas por sua barriga, antes de começar a subir na intenção de tirá-la do corpo de Charlotte.

A morena pressionava ainda mais seu quadril ao de Beth, sentindo o calor que subir entre suas pernas de desejo pela mesma. Era difícil negar, mas Charlotte esperou muito por esse momento. O momento em que finalmente poderia fazer de Beth sua, e de mais ninguém. Levantando seus braços para ajudar a tirar sua blusa, Charlotte segurava firme na cintura de Beth, caminhando para frente até as pernas da mesma tocasse a cama e Charlie pudesse deitá-la, deixando seu corpo por cima.

Charlie deslizava seus lábios pelo pesocço de Beth, a fazendo soltar um suspiro forte, fechando seus olhos, enquanto ajeitava seu corpo por baixo de Charlotte. Beth contraia sua barriga, abrindo suas pernas deixando o quadril de sua namorada encaixar entre o seu, levando uma de suas mãos para um dos seios de Charlie, apertando suavemente por cima do sutiã.

– Mmm... – Charlie murmurava, deslizando seus lábios pela pele macia de Beth, depositando beijos carinhosos por onde passava em seu pescoço, deixando sua língua brincar após cada beijo. Sua mão deslizava pela lateral do corpo de Beth, alcançando sua coxa e lentamente, começava a puxar o vestido que a mesma usava para cima, deixando sua calcinha a mostra.

– Espera... – Beth sussurrava, fazendo Charlie parar o que estava fazendo e olhá-la, preocupada. – E-eu... Quero que você tire meu vestido. – Beth mordia o canto de seu lábio inferior, fazendo Charlie sorrir.

Sem dizer nada, Charlie ajoelhava na cama, enquanto esperava Beth fazer o mesmo, ficando a sua frente. Com um sorriso no rosto e olhando apaixonada para sua namorada, Charlotte levou suas mãos para lateral do corpo de Beth segurando o vestido e lentamente o levava para cima expondo o corpo da namorada. Assim que o tirou, jogou para trás, fazendo Beth rir, e antes que Charlie pudesse voltar a beijá-la, Beth levou suas mãos para o shorts que sua namorada vestia, o tirando com a ajuda de Charlie.

Agora ambas estava uma de frente para a outra, ajoelhadas na cama apenas de calcinha e sutiã. Uma olhava para a outra apaixonada, admirando o quão perfeitas eram. Claro que já se viram muito daquela forma, mas não com aquele olhar apaixonado como se nada mais importasse além do amor que sentiam.

Charlotte foi a primeira a se mover pousando suas mãos na cintura de Beth, voltando a beijá-la, mas dessa vez com mais intensidade.

Beth sentia uma explosão de felicidade em seu peito. Ela não tinha dúvidas de que seu amor por Charlotte era real. A garota queria tanto sentir sua namorada, a desejava tanto naquele momento que todos seus medos e insegurança de minutos atrás desapareciam.

A loira deitava seu corpo na cama lentamente, deixando que Charlie fizesse o mesmo se deitando por cima dela. Suas pernas entrelaçavam uma na outra e Beth levava uma de suas mãos novamente para o seio de Charlie, massageando por cima do sutiã.

A mão de Charlie deslizava pela lateral do corpo de Beth, passando pela barriga da mesma, enquanto sua perna pressionava contra o centro da loira, a fazendo contrair seu corpo em antecipação.

O beijo deixavam seus corpos ainda mais quentes e suas coxas pressionando sobre o centro uma da outra, faziam com que o beijo se intensificasse ainda mais, as fazendo se separar apenas para poder respirar. Beth já não controlava mais suas emoções e deixava que o momento a controlasse. Suas mãos iam famintas para o sutiã de Charlie, abrindo-o e deixando que o mesmo caísse sobre os ombros da morena e o jogando para o chão, levando sua mão para acariciar o mamilo exposto de Charlie.

– Mmmm, bee. – Charlie sussurrava, sentindo seu corpo gritando por Beth, que massageava deliciosamente o seu mamilo ereto.

– Você é tão linda, Charlie. – Beth sussurrava, deslizando seus lábios para o queixo de sua namorada, até alcançar o pescoço da mesma, dando mordidas suaves, fazendo Charlie pressionar ainda mais o quadril contra sua perna.

– Levanta, bee. – Charlie sussurrava, levando suas duas mãos embaixo do corpo de Beth, que a pedidos, arqueava seu peito, deixando que a morena tirasse seu sutiã rapidamente, jogando para o lado. Apesar de terem começado em um clima romântico, cada movimento e cada beijo que davam, podiam sentir seus corpos gritando uma pela outra.

Charlotte levava seus lábios para o peito de Beth, dando beijos suaves, antes de finalmente dar atenção para um dos mamilos da mesma, brincando com sua língua em volta, fazendo Beth arquear seu quadril, soltando um gemido baixo com a sensação nova que explodia em seu corpo.

– Charlie... – Beth gemia, pousando sua mão no cabelo da namorada, segurando algumas mechas entre seus dedos.

A morena dava chupadas e massageava o mamilo de Beth com sua língua, fazendo a loira sentir todo seu corpo se arrepiar, excitada. Elas nunca chegaram tão longe e Beth não sabia até quanto tempo aguentaria sem começar a implorar.

Deslizando seus lábios agora pela barriga de Beth, Charlotte deixava sua mão massageando o outro seio de sua namorada, enquanto mordia a pele da mesma por onde passava, podendo ouvir os grunhidos que Beth soltava.

Assim que se aproximou da calcinha de Beth, Charlie levantava sua cabeça para olhá-la, passando seus dedos por cima do tecido, percebendo o quão tensa Beth ficava naquele momento. Seus dedos alcançava a lateral da calcinha e lentamente, Charlie começava a tirá-la, mordendo o canto de seus lábios sem tirar os olhos de Beth.

A loira sentia todo seu corpo se arrepiar com os dedos de Charlie passando por cima de sua calcinha. No momento em que o tecido deslizava por suas pernas, Beth começava a se sentir exposta e antes que pudesse fechar suas pernas, Charlie segurou seus joelhos, mantendo suas pernas da maneira em que estavam a olhando.

– Não. – Charlie sussurrava, se colocando entre as pernas de sua namorada, e levando seus lábios de encontro ao da mesma. – Você é tão linda, Elizabeth. – A morena sussurrava, dando uma mordida no lábio inferior de Beth, voltando a beijá-la e as duas agora brigavam por dominação.

Beth sentia o calor subindo entre suas pernas e arqueava seu quadril contra os de Charlie, ansiosa para sentir todo o corpo da mesma contra o seu. Dobrando um de seus joelhos, Beth levou sua mão para a bunda de Charlie, apertando com força, encaixando sua mão para dentro da calcinha da mesma na tentativa de tirá-la.

Logo que viu a intenção de Beth, Charlie levou sua mão para sua própria calcinha, a tirando por completo, jogando na beira da cama com os pés e assim que seu centro tocou o de Beth, ambas sentia um grande frisson passando por seus corpos as fazendo gemer contra os lábios uma da outra.

Beth sabia que aquilo que sentia era tesão. Seu corpo estava excitado demais e gritando pelos toques de Charlie. Seu centro pressionava se movimentado contra o de Charlie, a fazendo gemer a cada segundo. Seu coração estava disparado e o beijo acelerava, sendo interrompido pelos gemidos que soltavam.

A mão de Charlie começava a deslizar pela barriga de Beth, desesperada para tocá-la. Charlie sentia todo seu corpo se arrepiar e estava difícil controlar todo o tesão que sentia.

– Posso? – Charlie sussurrava contra os lábios de Beth, assim que seus dedos alcançavam o centro da mesma.

– Mhm... – Beth assentia e antes que pudesse dizer algo, os dedos de Charlie tocavam pela primeira vez seu clitóris a fazendo fechar os olhos, soltando um gemido baixo.

– Mmmm, bee... – Charlie gemia, com seu corpo se arrepiando ao sentir o quão molhada Beth estava. – Eu quero tanto você... – Charlotte sussurrava, começando suavemente a massagear o clitóris de Beth com seu polegar.

– Oh, Charlie! – Beth gemia, apertando seus dedos contra a nuca de sua namorada, que lhe tocava lentamente, a fazendo querer ainda mais.

– Você está tão molhada. – Charlie aproximava seus lábios da orelha de Beth, sussurrando com uma suave voz rouca, fazendo Beth arquear novamente seu quadril, sem poder controlá-lo.

Os dedos de Charlie massageavam o clitóris de Beth, subindo e descendo sobre sua entrada, provocando a mesma que gemia sempre com antecipação.

– Charlie, pare de provocar... E-eu quero sentir você dentro de mim. – Beth falava ofegante, fazendo Charlie sorrir, levantando a cabeça para olhá-la.

Charlie levava seu dedo para sua boca, chupando o mesmo, se certificando de que está lubrificado o bastante para entrar pela primeira vez em sua namorada. A mesma gemeu com o sabor que sentia, fazendo todo seu corpo se arrepiar.

– Você é uma delícia, bee... – Charlie sussurrava, levando novamente sua mão para o centro de Beth, encostando sua testa sobre a mesma. – Isso talvez vá doer um pouco. – Charlie falava, carinhosa, apoiando o cotovelo ao lado da cabeça de Beth, passando seus dedos sobre a testa da mesma. – Mas tenta relaxar e deixar seu corpo se ajustar. – Charlie depositava um beijo sobre os lábios de Beth. – Não quero te machucar, então se ficar muito desconfortável, ou doer demais, me avisa, está bem? – Charlie falava preocupada, e Beth sentia seu coração disparar com a preocupação e carinho nas palavras de Charlie.

Com uma mão, Charlie acariciou o rosto de Beth enquanto um de seus dedos entrava lentamente sobre o centro da mesma. Dizer que não estava doendo, seria uma mentira, mas era uma dor suportável. Uma dor no qual Beth precisava relaxar para que aquilo passasse logo e ela pudesse sentir só prazer.

Sua barriga contraia e Charlie pela primeira vez, movimentou seu dedo estocando somente uma vez em Beth, antes de olhá-la cuidadosamente.

– Você está bem? – Charlie perguntava, olhando nos olhos de Beth.

– E-eu acho que sim. – Beth respondia, sem saber exatamente se ainda sentia dor. Era a primeira vez que ela sentia algo como aquilo e queria se ajustar ao dedo de Charlie. Era uma dor diferente misturada com prazer.

– Você acha? Gatinha... – Charlie falava preocupada, mas Beth logo a interrompeu.

– Você pode... Ficar aí por um segundo?

– Tudo bem... – Charlie respondia, e Beth começava a se ajustar com a sensação, enquanto a morena depositava beijos em seu pescoço.

– Ok. – Beth sussurrava, fazendo Charlie olhá-la, após finalmente se ajustar.

– Você está bem?

– Mhm... Isso é bom. – Beth sorria, com uma das mãos no lençol, e no mesmo instante, Charlie começava a estocar seu dedo, movimentando lentamente e Beth fazia o mesmo com seu quadril no mesmo ritmo, fechando seus olhos, soltando gemidos a cada estocada que agora, a fazia sentir somente o prazer de ter o dedo de sua namorada dentro dela.

– Céus, bee, você está tão apertada... É tão gostoso te sentir assim. – Charlie sussurrava, levando seus lábios ao encontro de Beth, a beijando faminta.

Enquanto estocava seus dedos em Beth, Charlotte sentia o calor do tesão que subia entre suas pernas. Ouvir sua namorada gemendo e falando seu nome daquela forma, fazia Charlie intensificar o ritmo, encaixando mais um dedo no qual fazia Beth gemer mais alto. Ela estava adorando ouvir os gemidos de sua namorada e nunca imaginou que seria possível se apaixonar ainda mais por aquela garota a sua frente. Seu coração estava acelerado e sentia seu centro molhado sem ao menos ser tocada.

– Mmmm, Charlie! – Beth arqueava seu peito, apertando seus dedos com força contra o lençol. Ela podia sentir seu corpo respondendo aos toques de sua namorada e tinha certeza que estava a ponto de explodir. – Mais rápido, E-eu estou quase lá! Ow... – Beth mordia o canto de seus lábios, e Charlie podia sentir as paredes de Beth pulsando contra seus dedos rapidamente. – Charlie! – Não demorou para que Beth atingisse seu orgasmo e era diferente de tudo que já sentiu. Seu corpo tremia e suas pernas ficavam bambas a fazendo prender a respiração por alguns segundos.

– Céus, ouvir você gritar meu nome desse jeito me excita tanto. – Charlie diminuía o movimento, tirando seus dedos de dentro de Beth e levando para seus lábios.

– Isso... Foi muito bom, whoa... – Beth falava ofegante, levando uma de suas mãos para o rosto de Charlie, depositando um selinho em seus lábios, deixando um roçar sobre o outro, e antes que pudesse dizer algo, seu corpo levantava da cama, se virando e ficando dessa vez por cima de Charlotte, encaixando seu quadril entre as pernas da mesma.

– Bee... – Charlie falava rindo, envolvendo uma de suas pernas em volta da cintura de Beth, passando seus braços em volta do pescoço da mesma.

A loira levava seus lábios para o pescoço de Charlie, dando mordidas fortes sobre a pele da mesma que gemia baixo, encaixando seus dedos entre as mechas loira da namorada, enquanto Beth deslizava seus lábios, passando entre os seios de Charlie, até sua barriga, onde dava uma mordida forte, fazendo a morena se contrair.

– Oh, Beth! – Charlie gemia com a dor gostosa que sentia. Seus olhos seguiam cada movimento de Beth, e ao perceber para onde a mesma se posicionava, Charlie arregalou os olhos, colocando sua mão sobre o queixo de loira, a fazendo olhá-la. — Gatinha, você não precisa fazer isso. – Charlie falava suavemente, enquanto Beth apenas sorria.

– Eu sei, mas eu quero fazer isso. – Beth dava um beijo na mão de Charlie, antes de se ajeitar entre as pernas da mesma, jogando seu cabelo todo para um lado só e abrindo as pernas de sua namorada, para ter melhor acesso ao centro da mesma.

– Bee... Oh, céus! – Charlie sussurrava, apenas em ver a posição em que sua namorada estava.

Beth sorria maliciosa, encostando dois de seus dedos no clitóris de Charlie e os levando para sua boca, lambendo, fechando seus olhos.

– Porra, bee... N-não me provoca! – Charlie mordia o canto de seus lábios, dobrando seus joelhos, sem tirar os olhos de Beth que continuava sorrindo maliciosa.

Beth aproximava seus lábios do centro da mesma, passando sua língua pela primeira vez sobre o clitóris de Charlie a fazendo gemer alto. Beth não sabia exatamente o que estava fazendo, mas ela sabia que chupar sua namorada não seria tão difícil.

Com um sorriso malicioso nos lábios, Beth passava sua língua para cima e para baixo, molhando ainda mais o centro de Charlie, sentindo o gosto da namorada em sua boca, a fazendo novamente se excitar, sentindo seu próprio centro pulsando com a sensação que novamente percorria seu corpo.

Passando suas mãos por baixo das pernas de Charlie, segurando na cintura da mesma, Beth posicionava seus lábios sobre o clitóris da morena e sem hesitar começava a chupá-lo, podendo ouvir um grunhido alto, junto de um gemido saindo dos lábios de Charlotte.

– Oh... Beth! – Charlie apertava seus dedos contra o cabelo de Beth, pressionando o rosto da mesma contra seu centro. Seu corpo arqueava e toda a sensação que sentia naquele momento, nada se comparava com a sua primeira vez. Nada do que acontecia ali com o amor da sua vida, foi igual ao que aconteceu na noite em que cometeu um erro. Beth estava sendo perfeita. Sua noite estava sendo perfeita e o desejo que sentia, era algo que nunca sentiu antes por ninguém.

Beth sabia que estava fazendo a coisa certa, já que os gemidos de Charlie aumentavam ainda mais. A loira apertava seus dedos contra a pele de Charlie, intensificando suas chupadas que agora, faziam suaves barulhos, já que o centro de Charlie estava molhado com seu próprio suco.

Charlie precisava de mais. Seu corpo gritava por mais e podia sentir seu centro pulsando com as chupadas fortes que recebia de Beth. A morena apoiava em apenas um de seus cotovelos, podendo ter uma visão melhor daquilo que Beth fazia com ela, e antes que pudesse pedir por mais, sentia dois dedos entrando dentro de si, a fazendo jogar sua cabeça para trás, gemendo o nome de Beth.

A loira começava a estocar seus dois dedos dentro de Charlotte, sem parar de chupá-la com mais força, no mesmo ritmo de seus dedos. Apesar de não saber o que estava fazendo, Beth apenas se preocupava com o que estava acontecendo e no quão estava dando prazer a sua namorada. Ela podia sentir as paredes de Charlie pulsando contra seus dedos.

– Mmmmmm... – Charlie gemia, sentindo o quanto tudo aquilo era prazeroso. Seus olhos estavam fechados e no momento em que sentiu os dedos de Beth forçarem contra seu centro, soltava um gemido alto, atingindo seu orgasmo pela primeira vez naquela noite.

Beth tirava seus dedos de dentro de sua namorada, passando sua língua pela entrada da mesma, lambendo todo seu suco, antes de se colocar novamente em cima de Charlie, atracando seus lábis, com um beijo faminto, porém, apaixonado.

– Whoa... – Charlie sussurrava entre o beijo, separando seus lábios dos de Beth. – Isso foi... Incrível. Tem certeza de que você nunca fez isso antes? – Charlie brincava, semicerrando os olhos.

– Tenho. – Beth sorria, depositando selinhos em seus lábios. – Essa é minha primeira vez.

– Então eu tenho muita sorte.

– Sim, você tem. – Beth ria baixo, pressionando seus lábios aos de Charlie, antes de deitar ao seu lado no travesseiro. – Essa noite foi incrível. – A loira falava apaixonada.

Você é incrível... – Charlie se virava, ficando de frente para Beth, passando um de seus braços na cintura da mesma. – E sou completamente apaixonada por você. – A morena falava suavemente, aproximando seu corpo novamente ao de Beth.

– Eu também sou apaixonada por você, Charlotte Ray. – Beth franzia o nariz, se encolhendo contra o corpo de Charlie. – Será que podemos descansar um pouco? – A loira perguntava, encaixando uma de suas pernas entre as de Charlie.

– Claro, gatinha... Descansa. Ainda temos a noite toda para aproveitar só eu e você. – Charlie depositava um beijo contra a cabeça de Beth, antes de abraçá-la, colocando o lençol em cima de seus corpos, os cobrindo.

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O relógio marcava duas horas da manhã, quando Charlie sentia algo molhado e quente passando por seus ombros, seguidas por uma leve mordida a fazendo gemer entre os dentes. Abrindo seus olhos lentamente, podia sentir também os dedos de Beth deslizando pela lateral do seu corpo, alcançado seu centro.

– Mmm, Beth... – Charlie sussurrava, com o corpo de Beth por trás, depositando beijos agora em seu pescoço. – Gatinha, v-você não estava... Cansada? – Charlie falava entre dentes, com sua respiração ofegante, sentindo os dedos de Beth roçando por seu clitóris.

– Estava, mas não quero que essa noite acabe... Ainda. – Beth encaixava um de seus dedos dentro de Charlie a fazendo abrir suas pernas, elevando seu quadril, movimentando contra o dedo de sua namorada.

– Se e-eu soubesse que você tornaria esse cachorrinho excitado, — Charlie falava ofegante, sem parar de se movimentar. – Nós teríamos feito sexo antes. – A morena levava uma de suas mãos para trás, alcançando o cabelo de Beth e o segurando entre seus dedos, enquanto fechava seus olhos, com a sensação maravilhosa que sentia de sua namorada estocando dentro dela.

– É tão gostoso sentir você contra meus dedos. – Beth sussurrava, com uma voz rouca contra o ouvido de Charlie, encaixa mais um dedo e aumentando a intensidade de suas estocadas.

– Mmmm, n-não para, bee... E-eu estou quase lá! Ohh! – Charlie mordia o canto de seus lábios com força, movimentando seu quadril um pouco mais rápido, fazendo Beth colocar força nos seus movimentos.

– Deixa vir, amor... – Beth passava sua língua pela orelha de Charlie, e antes que a mesma pudesse dizer algo, suas paredes logo pulsavam contra os dedos de Beth e ao contrair sua barriga, Charlotte atingia seu orgasmo pela segunda vez naquela noite, apertando seus dedos com força contra o cabelo de Beth.

– Sério... – Charlotte sussurrava ofegante, deitando sua cabeça contra o peito de sua namorada. – Se eu não te conhecesse, ia jurar que você já tinha feito isso antes. – A morena virava seu rosto, encontrando os lábios de Beth e depositando um selinho demorado. – Porra! Você é ótima nisso, gatinha. – A morena ria baixo, ainda tentando recuperar seu folego.

– Talvez seja um dom. – Beth brincava, passando sua mão pelo rosto de Charlie que começava a se virar, levando o corpo para cima do seu. – Algo que herdei.

– Céus, eu não gostaria de imaginar isso, mas talvez seja. – Charlie respondia, rindo, levando novamente seus lábios de encontro aos de Beth.

Seus lábios deslizavam pelo pescoço de Beth, chupando e mordendo a pele da mesma, com força várias vezes no intuito de marca-la. Um sorriso malicioso aparecia em seus lábios, enquanto Beth estava envolvida demais no momento para se preocupar com a marca que teria.

Seus gemidos eram baixos e a mesma abria suas pernas, encaixando o quadril de Charlie contra o seu. Suas mãos deslizavam pelas costas da morena, até sua bunda, apertando com força, fazendo seu centro pressionar contra o de Charlie, podendo-se ouvir um gemido saindo dos lábios de ambas.

Deslizando seus lábios pelo pescoço de Beth, Charlie continuava seu caminho, dando beijos suaves por onde passava, até chegar em seu destino. Deitou-se entre as pernas de sua namorada, deixando seu rosto próximo ao centro da mesma, dando um beijo no clitóris de Beth, podendo ouvir um gemido da loira por antecipação.

– Charlie... – Beth sussurrava, colocando uma de suas mãos em um de seus seios, apertando o mamilo já ereto em sua mão.

– Está tudo bem, bee... – Charlotte sussurrava, olhando para sua namorada. – É só relaxar, está bem? Não vai doer como da primeira vez. – A morena olhava apaixonada para sua namorada, esperando sua autorização para que ela pudesse dar o próximo passo.

Beth estava ansiosa para sentir os lábios de Charlotte em seu centro. Ela sabia que isso seria algo gostoso e apesar de estar preocupada, Beth já se sentia mais segura aos comandos de sua namorada. Respirando fundo, a garota assentiu e sem perder tempo, os lábios de Charlotte estavam sobre seu centro, massageando seu clitóris com a língua, fazendo Beth arquear seu peito, colocando sua cabeça para trás, ao soltar um gemido alto.

– Oh, céus! – Beth gemia, levando sua outra mão para o travesseiro embaixo de sua cabeça, e o apertando com força, enquanto com seus próprios dedos, brincava com seu mamilo, sentindo todo seu corpo eletrizando com os movimentos intensos de sua namorada.

A língua de Charlotte brincava com o clitóris de Beth, chupando com força, fazendo a loira querer fechar suas pernas, mas Charlie as mantinha aberta.

A morena sorria maliciosa ao ver o efeito que causava em Beth e em segundos, sua língua entrava em sua namorada, estocando e alternando com fortes chupadas, enquanto seu polegar massageava o clitóris de Beth, fazendo a loira revirar os olhos.

– Mmmmmm, Charlie! Porra! – Beth não era do tipo que falava palavrão, mas o que ela sentia naquele momento estava difícil para se expressar de outra maneira. Charlie estava a deixando louca e ela não sabia quanto tempo mais aguentaria. Seu centro pulsava sem parar e Beth podia sentir todo seu corpo se contraindo com força contra o lençol, e ao soltar um gemido alto, junto de um grito falhado, Beth atingia novamente seu melhor orgasmo daquela noite. – Oh... – Beth puxava o lençol, fechando seus olhos, enquanto Charlie agora a lambia sem parar.

– Você é literalmente muito gostosa, bee. – Charlie sussurrava ainda com seus lábios no centro de Beth.

– Ch-Charlie, — Beth pousava sua mão no cabelo da morena, sentindo uma grande urgência em fechar suas pernas, já que ainda estava sensível e sentir sua namorada a lambendo não ajudava seu corpo a relaxar, pelo contrário, a fazia querer mais.

– O que foi? – Charlie falava maliciosa, levantando seu corpo e logo seus lábios estavam contra o ouvido de Beth, e sua perna pressionava contra o centro da mesma, a fazendo gemer alto.

– E-eu estou... Sensível. – Beth sussurrava, cravando suas unhas com força contra as costas da namorada.

– Relaxa, amor... – Charlie sussurrava, parando de se movimentar. – Já vai passar. – A morena sorria, carinhosa, afastando sua perna do centro de Beth, e apenas se deitando em cima da mesma, com a cabeça em seu peito, ouvindo o coração acelerado de sua namorada, deixando que ambas pudessem novamente descansar.

Xxxx

– Vai parecer muito idiota se eu disser que estou muito feliz? – Beth perguntava, enquanto depositava beijos suaves no ombro de Charlie.

Após esperarem por alguns minutos, ambas voltaram novamente para se tocarem, mas a pedidos de Beth, tentaram uma posição na qual a mesma estava curiosa.

Estavam sentadas na cama, uma de frente para outra, com as pernas de Beth em volta da cintura de Charlie, também sentada entre as pernas da mesma.

Charlie mantinha suas mãos nas costas de Beth, deslizando as pontas de seus dedos carinhosamente pela pele macia da mesma, enquanto depositava beijos suaves em seu pescoço.

– Não, — Charlie respondia, passando sua mão no ombro de Beth, colocando seu cabelo para trás. – Até porque, também estou feliz e é tudo por sua causa. – Charlie falava carinhosa encontrando os olhos avelãs de sua namorada. – Não faz ideia do quanto esperei por isso. Por essa noite.

– Apesar de estar com medo quando cheguei aqui, também estava ansiosa para essa noite. Para isso acontecer. – Beth encostava sua testa na de Charlie, deixando seu nariz roçar ao da mesma. – Você foi... Aliás, você é perfeita, Charlie, e não me arrependo de ter me entregado para você.

– Me arrependo por não ter esperado como você, — Charlie respirava fundo, depositando um selinho nos lábios de Beth. – Mas nada do que aconteceu naquela noite se compara a noite perfeita que estamos tendo. Eu te amo tanto, Beth, e você está me dando a melhor noite que sequer um dia imaginei que teria. Aliás, imaginei, mas não era nada comparado com o agora, porque você deixa tudo mais lindo, e fofo, e perfeito, — Charlie, abraçava Beth, pressionando seus lábios ao da mesma, que sorria. – E é linda, e eu te amo. – A morena falava rápido, fazendo Beth rir, ao abraça-la, com seus braços em volta do pescoço da mesma.

– O que aconteceu no seu passado, ficou por lá, está bem? Agora somos eu e você, e farei o que for possível para te fazer feliz. – Beth franzia o nariz, dando um beijo na ponta do nariz de Charlotte.

– Eu te amo.

– Eu também te amo, bebê. – Beth pousava suas mãos nas bochechas de Charlotte, apertando carinhosa, lhe dando vários selinhos.

– Ew, bee, não, “bebê” não. – Charlotte fazia careta e Beth fazia um bico adorável.

– Awww, mas eu gostei. Prometo manter esse apelido só entre nós. Só te chamarei assim quando estivermos a sós. – Beth a olhava com seus olhos de cachorrinho pidão, fazendo Charlie rir.

– Ugh! Não resisto essa carinha. – A morena envolvia seus braços na cintura de Beth, pressionando o corpo da mesma contra o seu, dando mordidas em sua bochecha, deixando que seus centros se tocassem novamente.

– Mmmmm... – Beth gemia, mas não passava por sua cabeça atingir seu orgasmo pela quarta vez naquela noite. Seu corpo estava exausto e seus olhos pesavam. Por mais que quisesse entrar novamente em ação, Beth sabia que não estava forte o suficiente para isso. – Amor, por mais que eu queira começar tudo de novo, estou exausta e já são quase cinco horas da manhã. Será que podemos dormir agora?

– Claro, gatinha, qualquer coisa por você. – Charlie depositava um selinho em seus lábios. – Até porque, sinto que depois dessa noite, a senhorita não vai mais conseguir me resistir. – A morena falava maliciosa, fazendo Beth rir.

– Tá, talvez isso aconteça. – A loira brincava, saindo da posição em que estava, para se deitar na cama, esperando por Charlotte.

– Talvez? – A morena ajeitava o lençol de sua cama, antes de deitar ao lado de Beth, que no mesmo instante, se aproximou pousando o braço em volta de sua cintura e deitando a cabeça em seu peito.

– Não, você tem razão. Será muito difícil agora te resistir. – Beth sorria, depositando um beijo no pescoço de Charlie. – Obrigada por ter feito dessa noite a mais perfeita da minha vida. – Agora Beth falava suave ainda com o rosto escondido no pescoço de Charlotte. – Obrigada por ter cuidado de mim a cada segundo e por ter me dado muito... Mas muito prazer. – A loira brincava, fazendo Charlotte gargalhar.

– O prazer foi todo meu, gatinha. – Charlie deslizava seus dedos pelos longos cabelos loiros de Beth. – Eu te amo, e não faria nada diferente disso. Agora vai dormir, Elizabeth, porque te conheço e sei que vai estar toda mau humorada amanhã. – Charlie colocava sua outra mão no rosto de Beth, tampando seus olhos a fazendo rir.

– Boba. Impossível acordar mau humorada depois de uma noite como essa. – Beth tirava a mão de Charlie de seu rosto, se levantando e depositando um selinho demorado em seus lábios. – Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo. Promete me fez bacon no café da manhã? – A loira perguntava, olhando nos olhos de Charlie.

– Céus, não entendo essa sua obsessão por bacons.

– É, minha mãe Santana fala a mesma coisa para minha mãe Q. – Beth deitava novamente no peito de Charlie, sentindo seus olhos pesados. – Mas é algo que não dá para controlar, bebê. – Charlie franzia o nariz ao ouvir o apelido novamente.

– Ugh! Você não vai mesmo parar de me chamar assim, não é?

– Nope. – Beth respondia.

– Ok. Vou ter que me acostumar então. – Charlie respirava fundo, podendo ouvir a leve risada de Beth. – Amanhã farei seus deliciosos bacons.

– Obrigada. – Beth respondia, fechando seus olhos com um apaixonado e feliz sorriso nos lábios. – Te amo. – A loira sussurrava.

– Também te amo, pretty girl. – Charlie depositava um beijo na cabeça de Beth, antes de finalmente fechar seus olhos.

Beth se sentia a garota mais feliz e sortuda do mundo. Ela tinha uma namorada que era sua melhor amiga e que era carinhosa, cuidadosa e sem dúvidas perfeita. Beth estava apaixonada e se sentia uma boba por ter ficado com medo antes de chegar aqui. Ela estava feliz por tudo que aconteceu e se sentia orgulhosa por ter dado prazer a Charlotte. Claro que ela nunca contaria seu segredo, mas antes de sair de casa, trancada no banheiro, Beth talvez tenha assistido um ou dois vídeos para saber como era sexo entre duas garotas. Algo que sem dúvidas ela não perguntaria para suas mães.

Com seu coração acelerado e ainda mais apaixonado, Beth tinha certeza que seu relacionamento com Charlotte estava cada vez mais progredindo. O passo que tomaram naquela noite era algo que as levavam para um nível alto na relação e Beth estava preparada para isso. Ela não se arrependia de nada do que tinha acontecido e estava feliz por sua primeira vez ter sido com sua melhor amiga e namorada que tanto a amava. Que sempre foi carinhosa e cuidadosa com Beth. Seu coração estava feliz e Beth sabia que mesmo indo dormir tarde, seria a primeira vez em que acordaria no dia seguinte de bom humor. Beth esperava que tudo continuasse perfeito e que nada atrapalhasse seu relacionamento.

– Eu te amo. – Beth sussurrava ainda de olhos fechados pela última vez, antes de finalmente cair no sono.

Notas finais
E então, gostaram? Espero ter alcançado as expectativas de vocês para a primeira vez da Beth, caso isso não tenha acontecido, desculpem. Enfim, galeraaaaaaaaaa, amo vocês, sério... Woohoo! Estou bêbada de sono e nem sei mais o que to falando, melhor eu ir dormir. Review, pretty please??? xxxx