Beating Heart.
32 Stop worrying
Notas iniciais
— Mmmm... Quinn – Santana abafava seu rosto contra o travesseiro, enquanto sua esposa chupava seu clitóris com força a fazendo revirar os olhos. Após a provocação daquela tarde, Santana atingia seu terceiro orgasmo. Elas não faziam ideia se alguém da casa estivesse lhe ouvido, mas faziam o possível para abafar todos os gritos e gemidos que soltavam naquela noite. – Porra, Quinn! – A latina segurava com força o cabelo loiro de sua esposa entre seus dedos, com suas pernas tremendo enquanto a mesma passava sua língua por todo seu clitóris.
— Seu gosto... – Quinn falava suavemente, depositando um beijo no clitóris de Santana, subindo seus lábios pelo abdômen da latina, alcançando os lábios da mesma, iniciando um beijo delicioso, onde Santana podia sentir seu próprio gosto nos lábios da loira. – Continua sempre uma delícia, sra. Lopez... Fabray. – A loira soltava uma risada baixa, e Santana mordia seu lábio inferior, prendendo o mesmo contra seus dentes.
— Você está adorando o fato de eu ter finalmente o seu nome, não é? – Santana tinha um tom sedutor e cansado, acariciando seus dedos nos cabelos de Quinn.
Antes de irem para Los Angeles, Santana finalmente depois de anos, decidiu fazer a surpresa para a sua esposa adotando o sobrenome da mesma. Quinn nunca tinha comentado sobre isso, e nunca se incomodou por apenas ela ter o Lopez, mas Santana queria fazê-la feliz se tornando Santana Lopez-Fabray.
— Bom, acho que acabei de te mostrar o quanto fiquei feliz com a surpresa, não? – Quinn encaixava seu quadril ao de Santana, e a mão da latina pousava sobre um dos seios da loira. — Por mais que eu esteja adorando isso, você sabe que depois de quatro orgasmos, eu já não aguento mais nada. – Quinn falava entre os lábios da latina, sorrindo.
— Eu te amo, mi princesa. – Santana sussurrava, passando a ponta dos seus dedos sobre a testa de Quinn, tirando as mechas soadas da testa da esposa, olhando em seus olhos.
— Eu também te amo, mi amor. – Quinn roçava seus lábios aos de Santana, antes de deitar sobre o peito da mesma, encaixando seu rosto no pescoço da latina, podendo ouvir o coração acelerado da mesma. – Faz alguma ideia de que horas são?
— Mmm... 4 horas da manhã, talvez? – Santana fechava seus olhos, acariciando o cabelo da esposa. – Lembra quando Olivia era bebê? Mal conseguíamos ter uma noite só nossa.
— Oh, com certeza me lembro. – Quinn começava a rir, apoiando seu queixo contra sua mão, no peito da latina, encontrando o olhar da mesma. – Senhorita mal humorada.
— Hey... Tenho minhas necessidades, e depois de dar a luz meus hormônios ainda estavam todos ali, Q. Ansiosos e esperando por você.
— Oh, sei disso... E ficava ainda mais mal humorada quando o choro da Liv nos interrompia de madrugada. – Ao ver o bico de Santana, Quinn ria ainda mais, depositando um selinho demorado.
— Ah, isso era verdade. Quando finalmente conseguíamos, Liv começava a chorar. – Santana soltava uma risada baixa. – Mas apesar de tudo não trocava essa experiência que tivemos com Liv e Beth. Mesmo as duas nos interrompendo várias vezes.
— Apesar de terem nos atrapalhado várias vezes, Beth e Olivia foram dois bebês calmos e raramente choravam.
— Vamos ver se o terceiro será assim também. – Santana brincava, mas ao mencionar novamente sobre um novo filho, Quinn rapidamente desviava seu olhar da esposa, deitando a cabeça em seu peito.
— San, imaginei talvez que a vontade de ter outro filho tinha sido apenas uma fase. – Quinn falava cuidadosamente.
— Também pensei que fosse, mas Quinn imagina termos outro filho. Isso seria ótimo. Talvez um menino dessa vez e ele seria paparicado e mimado pelas irmãs. – Santana falava rindo, e por um minuto, Quinn podia imaginar um garotinho em sua vida. Uma mistura das duas em um garoto no qual sem dúvidas seria muito amado e protegido não só pelas mães, mas também pelas irmãs, a ideia era ótima, porém, com uma galeria para cuidar e Santana sendo diretora da rádio, será que ambas teriam tempo o suficiente para ser presente na vida do bebê? Presente na vida dele como foram na de Beth e Olivia? Quinn não sabia se ter um novo filho naquele momento seria algo bom, mas não por elas, mas sim por se preocupar com a presença dela e de Santana na vida do terceiro bebê. Achando talvez que Santana esqueceria esse assunto, Quinn não sabia como dizer isso a ela. A loira não queria machucar sua esposa ao vê-la tão empolgada com aquilo.
— Sim, amor... – Quinn sussurrava. – Seria ótimo. – Passou seus braços em volta da cintura da latina, lhe abraçando com força, antes de fechar seus olhos.
Xxxx
— Tia Alyssa chegou! – Olivia descia as escadas rapidamente, abraçando a cintura de sua tia com cuidado. – Bom dia, tia Lyssa.
— Bom dia, pumpkin. Dormiu bem?
— Mhm... Eu e Beth estamos prontas para irmos a praia, mas a mamãe e a mamí ainda estão dormindo. – Liv revirava os olhos.
— Oh, imagino o porque delas ainda estarem dormindo. – Adam entrava pela porta, carregando Alejandro.
— Oi tio Adam!
— Bom dia, short...
— Alejandro, já está na hora de acordar. – Liv puxava os pés do primo, que resmungava, abraçando forte seu pai.
— Deixa ele dormindo, short, daqui a pouco ele acorda.
— Bom dia, meus amores. – Maribel aparecia da cozinha, cumprimentando-os
— Bom dia, mamí.
— Oh hey tia Alyssa, cadê o Jay? – Beth descia as escadas correndo, usando seu biquíni azul, e por cima sua saída de banho branca e o cabelo loiro solto caído por seus ombros.
— Oi para você também, Beth. – Alyssa brincava, surpresa com a pergunta da sobrinha. – Ele vai nos encontrar na praia.
— Oh, okay... Bom dia, tio Adam.
— Santana e Quinn ainda estão dormindo. Acredito que devem descer logo que sentirem o cheiro do café.
— Mmm... Imagino o porque elas ainda estão dormindo, não é mesmo? – Beth brincava, entrando na cozinha acompanhando os outros. – Tiveram uma noite muito cansativa. – A garota começava a rir, pegando um pedaço de pão.
— Beth, deixe suas mães em paz... Elas merecem um pouco de descanso. – Maribel sorria para a neta, terminando de fazer o café.
— Quero bacon, Beth. – Olivia se sentava na mesa, colocando panquecas em seu prato.
— Bacon. Senti o cheiro lá do quarto. – Quinn aparecia na cozinha, indo direto na mesa para o seu tão amado bacon.
— Bom dia, Queen.
— Bom dia para todos.
— Onde está a Sant. –
— Preciso urgente de um café. – Antes que Maribel completasse sua frase, Santana entrava na cozinha direto na direção da xícara para seu precioso café.
— Imagino o porque...
— Adam! – Alyssa lhe dava uma cotovela. – As deixe em paz. – A esposa de Adam sussurrava, chamando atenção do marido.
— Mamãe, que horas vamos para praia? – Liv falava de boca cheia.
— Assim que terminamos o café da manhã, está bem?
— Você já juntou seus brinquedos? – Santana perguntava.
— Já. E Beth me ajudou a colocar meu biquíni e passou protetor. – Liv sorria para suas mães, e usando apenas seu biquíni, Quinn sorria para a filha.
— Você esqueceu sua saída de banho, pookie.
— Mãe, a saída de banho da Liv não está na mala dela. – Beth tomava um gole do seu café.
— Oh, acho que está na minha mala. – Santana respondia, percebendo que Alejandro entrava na cozinha, sonolento. – Aw, meu príncipe acordou. – A latina franzia seu nariz, chamando atenção do garoto que sorria em sua direção. Santana se abaixou na altura do pequeno, abrindo seus braços e o pegando no colo, lhe enchendo de beijos o fazendo rir.
— Tia Tana... – Alejandro pousava suas duas mãos no rosto da tia, tentando pará-la.
— Soube que você vai me ensinar a surfar hoje. – A latina ajeitava o sobrinho em sua cintura, colocando sua xícara na pia.
— Sou o melhor surfista, tia Tana.
— Tenho certeza que é... – Santana o apertava, fazendo Quinn sorrir ao observá-los. Santana sem dúvidas era ótima com crianças.
— E Charlotte? Imaginei que ela viria com vocês, Beth. – Era a segunda vez que alguém da família perguntava a Beth sobre Charlie e todas as vezes que ouvia o nome da namorada, sentia seu estômago embrulhar. Apesar de estar magoada com a morena, Beth não podia negar que estava morrendo de saudades da mesma. Saudades dos carinhos, dos beijos, dos abraços. Da forma como Charlie a fazia rir. Da forma como Charlie era romântica. Beth sentia falta de sua namorada e seus dedos coçavam na vontade de mandar uma mensagem para mesma. Ou ligar no intuito de ouvir a voz que Beth tanto amava.
— Oh, ela foi passar essa semana com a avó dela em Wyoming, abuela.
— É uma pena, adoraria vê-la novamente. Como está o adorável Thomas e Louise?
— Eles estão bem. Foram viajar juntos também com o pai da Lou.
— Todos aproveitando o verão. – Maribel sorria, comendo suas frutas de café da manhã.
— E onde está seu irmão, Lyssa? – Quinn perguntava.
— Ele foi ajudar meu pai essa manhã, mas nos encontrará na praia.
— Ele se tornou um garoto muito bonito. – Quinn comentava, olhando para Beth pelos cantos dos seus olhos.
— Sim. Meu irmão está na fase vaidosa e tem um amor por aquele cabelo... – Alyssa balançava a cabeça, sorrindo.
— Mas apesar disso é um bom garoto. Ajuda bastante o pai na oficina e está se esforçando para entrar na faculdade. – Adam falava sobre o cunhado, fazendo Santana arquear a sobrancelha, colocando Alejandro na cadeira ao lado de Olivia.
— E o que ela pretende estudar? – A latina perguntava, curiosa.
— Engenharia.
— Whoa... Isso é ótimo, tia. – Beth falava impressionada.
— Okay, chega de conversar. Nós precisamos ir a praia ou então vamos perder o dia lindo que está lá fora. – Santana mudava rapidamente de assunto e junto de Quinn, ambas voltavam ao quarto para terminarem de se arrumar.
Xxxx
— Não tia Tana, — A risada de Alejandro era adorável e o mesmo ria de sua tia que o ajudava montar um castelo de areia junto de Olivia e Adam.
— Mamí, você e o tio Adam estão fazendo tudo errado. – Olivia se levantava do chão, com seu corpo cheio de areia e ia do lado do seu tio. – Vocês não podem colocar um baldinho em cima do outro, tio.
— E por que não? – Santana perguntava.
— Porque não. – Alejandro respondia, dando de ombros.
— Oh, essa foi uma ótima explicação. O que acha de irmos brincar na água? – Santana se levantava, pegando o pequeno Alejandro no colo e o jogando em seus ombros o fazendo rir sem parar.
— Vamos, short stuff. – Adam fazia o mesmo com Olivia e a risada das duas crianças faziam Quinn e Alyssa sorrirem.
— Tudo o que vejo são quatro crianças indo brincar na água. – Alyssa comentava, fazendo Quinn rir.
— É impressionante o quanto Santana e Adam são parecidos. Eles são ótimos com as crianças.
— Adam é um pouco teimoso, mas é um ótimo marido e pai.
— Santana costuma ser mal humorada pela manhã, mas depois de uma briga feia que tivemos sobre isso, ela melhorou muito.
— Sério? Adam tem um ótimo humor de manhã, Alejandro já é mais mal humorado. Deve ter puxado a tia Tana. – As duas riam, e Quinn assentia.
— Sem dúvidas.
Enquanto Quinn e Alyssa conversavam, Beth estava distraída sentada em sua canga na areia, olhando seu celular. A saudade era tanta que Beth olhava o instagram de Charlie e as fotos novas que a mesma tinha postado. Foto com seu cavalo favorito: Beauty. Um sorriso aparecia nos lábios de Beth, mas a mesma podia ver nos olhos de Charlie que a garota não estava tão bem quanto aparentava em suas fotos. Ao ver uma foto de Charlie sozinha, o coração de Beth disparava e em menos de um segundo, seu celular já estava pronto para fazer a ligação para Charlie.
— Lopez!
— Ah! – Beth pulava de susto, gritando. – Jay! Seu filho da mãe, você me assustou. – Beth rapidamente bloqueava seu celular, e podia ouvir Jay rindo.
— Hey, Lyssa. Quinn. – O garoto cumprimentava as duas mulheres sentadas ao lado de Beth.
— Como vai, Jay? – Quinn perguntava, educada.
— Cansado, mas bem. – Jay sorria, voltando sua atenção para Beth, sentando ao lado da mesma em sua canga. – O que você estava fazendo? Se sente saudades da Charlie devia ligar para ela.
— Como você sabe que...- Beth semicerrava os olhos. – Esquece. Não vou ligar para Charlie.
— Mhm... Enfim, por que você não foi para água ainda? Estava esperando eu chegar? – Jay provocava, se levantando e tirando sua camisa, fazendo Beth admirá-lo impressionada com a forma como realmente aquele garotinho magrelo tinha mudado. O corpo do garoto estava definido e apesar de continuar um pouco magro, era nítido ver o abdômen desenhado, fazendo Beth respirar fundo, saindo de seu transe ao ser atingida com a camisa de Jay. – E aí, vamos ou não?
— Mm... Sim. Vamos. Minha mamí está lá com a Olivia e o Alejandro. – Beth se levantava, tirando seu óculos de sol e entregando para sua mãe, enquanto Jay tirava sua bermuda usando uma sunga preta, surpreendendo Beth ainda mais.
— Por que você não usa bermuda como os outros garotos? – Beth o provocava.
— Porque não sou como os outros garotos e sunga é mil vezes melhor. – Jay jogava seu braço em volta dos ombros de Beth, enquanto caminhavam na direção do mar.
— Você é um idiota. – Beth dava um soco no estomago de Jay o fazendo rir.
— Oh, tio Jay! – Alejandro soltava a mão do pai assim que viu seu tio se aproximando.
— Hey, monkey... Se divertindo sem mim, huh? – Jay o pegava no colo, bagunçando o cabelo do mesmo.
— Você chegou e pode se divertir com a gente também. – Alejandro descia do colo do tio, correndo para perto de Olivia e Santana.
— Hey, Santana... Adam. – Jay os cumprimentava, e Beth estava ao seu lado.
— Hey Jay. – A latina o cumprimentava, olhando para Beth em seguida. – Decidiu se divertir também, bee?
— Na verdade, mamí eu. Ah! Jay! – Antes que Beth pudesse completar a frase, os braços de Jay passavam por suas pernas a pegando no colo e a jogando contra seu ombro.
— Ela veio se divertir um pouco e largar o celular. Agora se vocês me nos dão licença.
— Jay! – Santana o chamava, mas o garoto já se distanciava com Beth em seu ombro.
— Santana... Relaxa. Jay é um ótimo garoto e tenho certeza que só está tentando animar a Beth. – Adam conhecia bem o olhar da irmã e sabia que a mesma estava preocupada com Jay e Beth.
— Só não quero que Beth se machuque mais do que já está machucada, Adam. Não quero que ela faça escolhas que se arrependa depois e. –
— San, todos nós já passamos por isso um dia. Beth está crescendo e vai aprender com os erros. Conheço o Jason e sei que ele sem dúvidas só está tentando ajudá-la. Ele é esperto, não vai passar dos limites com a bee. Confia em mim e para de se preocupar.
— Espero que você esteja certo. – Mesmo confiando no irmão, Santana não podia deixar de se preocupar com sua filha.
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— Idiota! – Beth jogava água no rosto de Jay o fazendo rir.
— Vem cá. – O garoto se aproximava, passando seus braços em volta da cintura de Beth a levantando no momento em que uma onda passava por eles, e Beth o abraçava.
— Oh, meu herói. – Beth brincava, se pendurando nos ombros do garoto, dobrando seus joelhos com os pés para trás.
— Chega, vamos sair. Até Adam e Santana já foram para areia com as crianças. – Jay começava a andar para fora da água, mas Beth continuava rindo pendurada no rapaz.
— O que faremos essa noite?
— Não sei. O que acha de sairmos com alguns dos meus amigos? Eles são legais e acho que você vai gostar deles.
— Depende. Vai ter bebida alcoólica?
— Lopez, quando foi que você se transformou em uma alcoólatra? – A mão de Jay passava pela cintura de Beth e enquanto andavam aquilo soava natural a ponto de nenhum dos dois notarem que algumas pessoas os olhavam.
— Não virei alcoólatra, só acho que uma bebida enquanto estou de férias não vai matar ninguém. – Beth começava a rir.
— Então desce!
— Não!
— Lopez... – Jay começava a balançá-la, enquanto a mesma ria sem parar, apertando seus braços em volta do pescoço de Jay.
— Jason! – Beth o largava, pulando no chão o empurrando e correndo a sua frente.
— Hey, hey, devagar... – Adam chamava atenção dos dois adolescentes correndo que se aproximavam do castelo de areia das crianças.
— Mamí, posso sair com o Jay essa noite? – Beth respirava fundo, sentando o colo de Santana, que estava na cadeira.
— Mmm... E vão só vocês dois?
— Não, alguns amigos estarão lá também. Acho que vai ser bom para Beth conhecer meus amigos e se distrair. Eles são bem legais, Santana. – Jay falava suavemente, e sentindo o tom de sinceridade do garoto, Santana olhou para Adam e em seguida assentiu.
— Claro. Sem problemas, só, por favor, tomem muito cuidado, está bem?
— Pode deixar, vou mantê-la a salvo. – Jay sorria em direção a Beth, piscando para a mesma.
Xxxx
Depois da tarde que tiveram na praia e um delicioso banho, as crianças estavam cochilando no quarto de Olivia. Beth dormia em seu quarto enquanto Jay tinha voltado para casa. Adam saiu com Maribel e Quinn e Alyssa estavam na cozinha conversando enquanto Santana terminava de tomar seu banho.
— Adoro minha época de gravidez, mas não vejo a hora do bebê nascer. – Alyssa comentava, tomando seu chá para inchaços.
— Imagino. Santana sempre reclamava que estava com os pés e as costas doendo nos últimos meses de gravidez. Ela ficou linda, mas não via a hora da Olivia nascer.
— Na gravidez do Alejandro foi tranquila. Não tive problemas de enjoou ou dores, mas desse aqui está muito difícil.
— Ao contrário da Olivia, minha gravidez não foi fácil. Tive enjoou até meu terceiro mês.
— E vocês não pensam em ter outro, Quinn? – Alyssa perguntava, fazendo Quinn encarava seu copo de limonada por alguns segundos.
— Mmm... É complicado. – Quinn suspirava. – Já faz um tempo que Santana vem comentando que quer outro filho, mas no começo achei que fosse uma fase, sabe? Porque foi em uma época em que Beth tinha começado a namorar, e começamos a ver que ela realmente estava crescendo e isso de alguma forma fez Santana ver que nossas duas crianças estão se tornando moças. E com isso ela decidiu que queria outro filho. – Quinn sorria, e Alyssa soltava uma leve risada.
— E você está pronta para isso? Quero dizer, você também quer outro filho?
— Talvez? – Quinn franzia o nariz, indecisa. – E-eu... Sinceramente, Lyssa, ainda não sei. Claro que seria ótimo termos mais um filho, mas me pergunto se é uma boa ideia nesse momento.
— E você já conversou com a Santana sobre isso?
— Não sei como dizer isso a ela sem machuca-la, Lyssa. Santana está realmente empolgada com isso e. — Antes que Quinn pudesse continuar, podia ver que o olhar de Alyssa não estava mais nela e sim em direção a porta atrás de Quinn. Ao seguir a linha do olhar da mesma encontrando Santana parada na porta da cozinha as olhando. – San... – Sem dizer nada, Santana apenas balançou a cabeça, voltando para seu quarto. – Santana! – Quinn rapidamente se levantou da cadeira, seguindo sua esposa pelas escadas até o quarto. – Amor...
— Por que você não me disse que não queria outro filho? – Santana perguntava chateada e irritada.
— Amor... – Quinn fechava a porta atrás de si, mantendo a calma. – Só não queria te magoar antes de tomar uma decisão.
— Quinn, você me conhece por anos, nós não precisamos andar em ovos uma com a outra. Se você tem algo dizer, apenas diga. Nós vamos sempre resolver seja o que for juntas, porque assim como eu não faria nada para te magoar, sei que você também não faria. E sei também que nos amamos o suficiente para respeitarmos a vontade e desejos uma da outra. Não sou mais uma criança, Q. – A voz de Santana agora era suave. – Eu te amo e faria qualquer coisa por você.
— Eu também te amo, San, e é exatamente por isso que fico indecisa sobre essa decisão. Eu faria qualquer coisa por você, amor, e se ter outro filho lhe faria feliz não me custa nada pensar sobre tudo isso.
— Quinn, se você não quer ter outro filho. –
— Não, San... Não é questão de eu não querer outro filho, amor. A questão é que... Será que vamos ter tempo de participar da vida dele como tivemos para Beth e Olivia? Tenho a galeria para cuidar, você é diretora da rádio e não só cuida do seu antigo programa, como também de todos os outros. Mesmo com as garotas grandes, nós não gostamos de perder nenhum momento da vida delas, imagina com um bebê, San? Não quero deixar nosso filho com uma babá. Quero que nós sejamos as primeiras a ver os primeiros passos do nosso bebê. Ouvir as primeiras palavras. Não quero perder nada disso, San. Quero que nosso próximo filho tenha nossa atenção e nosso tempo da mesma forma que as meninas tiveram. Só me pergunto se vamos ter essa disponibilidade no momento. Se vou conseguir ter alguém na galeria que me substitua, ou alguém na rádio que possa te substituir. San, eu te amo, você sabe disso e sabe que eu apenas me preocupo com a sua felicidade, mi amor. – Apesar de querer outro filho, Santana sabia que Quinn tinha razão. Assim como uma boa mãe, Santana queria estar disponível para seu próximo filho.
— Eu entendo e você tem razão... – Santana respirava fundo, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. – Talvez realmente não seja a hora e. –
— Amor... – Quinn falava carinhosa, se aproximando, pousando suas duas mãos no rosto da latina a fazendo olhá-la. – Não estou dizendo para não termos outro filho, só estou dizendo para esperarmos mais um pouco, está bem? Vamos reorganizar nossa vida novamente para podemos criar uma terceira criança. Uma que vai ter um pouquinho de cada um de nós. – Quinn sorria, depositando um selinho nos lábios da latina.
— Mhm... Você tem razão. Eu te amo. Obrigada por sempre dizer as coisas certas e abrir meus olhos. – Santana passava seus braços em volta da cintura de Quinn lhe abraçando.
— Eu também te amo, boba. O que acha de descansarmos um pouco, huh? Imagino que esteja cansada e hoje a noite vamos sair, e talvez eu lhe de uma sobremesa no final do nosso jantar.
Xxxx
Após seu cochilo, Beth já estava pronta para encontrar com Jay. A garota trançava seu cabelo em frente ao espelho enquanto seu Ipod plugado em seu rádio tocava uma de suas músicas e a mesma cantava junto. Apesar de estar com saudades de Charlie, no intuito de parar seu coração de doer, Beth estava animada por essa noite, já que pela segunda vez ela beberia. Sair com Jay estava sendo divertido e Beth adorava as noites de Los Angeles.
A garota estava tão distraída que sequer notou que sua mãe Santana entrava em seu quarto, lhe olhando por alguns segundos antes de se aproximar do rádio baixando a música.
— Bee?
— Oh, mm... Hey. – Beth sorria suavemente.
— Será que podemos conversar antes de você sair?
— Claro, mamí. O que foi? – Beth passava seu perfume, enquanto Santana se sentava na cama bagunçada da garota.
— Sei que já comentei isso antes, mas quero que você tome cuidado, está bem?
— Mamí...
— Não, Beth, escúchame, por favor. – Santana usava seu sotaque e Beth se sentava ao seu lado. – Sei que Charlotte te magoou e acredito que você esteja dando um tempo. Sei também que você está chateada e sentindo falta dela. – Beth mordia o canto de sua boca, desviando seu olhar da mãe. – Só quero que você pense antes de agir, está bem? Não sei quais as intenções de Jay com você, se realmente ele só quer ser seu amigo, mas seja o que for, tome cuidado, está bem? Porque se você de repente beijá-lo e se arrepender depois, isso vai te consumir e cada dia ficará ainda mais complicado. Você se arrepende. Pensa em Charlie, e depois tudo vira uma grande bola de lã. – Santana falava carinhosa, pousando sua mão sobre a da filha. – Só pense antes de agir, está bem? Sei que você ama a Charlotte, mijá, e só me preocupo com a sua felicidade. Não quero te ver sofrendo mais do que já está, e não adianta dizer que está bem, mocinha, porque te conheço. – Santana brincava, fazendo Beth rir. – Nós aprendemos com os nossos erros, mas é difícil como mãe, deixar que você sofra com os seus erros e quero que saiba que vou estar sempre aqui pra você. Não se esqueça disso.
— Mamí... – Beth sentia seu coração acelerando. Ela sabia que sua mãe tinha razão e a vontade de ligar para Charlie aumentava ainda mais. – E-eu e Jay, nós somos apenas amigos. A facilidade que tenho em conversar ou brincar com ele chega a ser tão inocente que sequer consigo ver outras intenções no que fazemos. Não acho que sinto atração por ele. Estou ciente de que eu e Charlie ainda temos muito o que resolver e acredite, eu quero resolver, mas... E-eu só não sei como fazer isso, mamí. – A voz de Beth engasgava no final de sua frase e seus olhos enchiam de lágrimas. – Tenho vontade de ligar pra ela, ou mandar uma mensagem, mas não sei como fazer isso. Parece que dar um simples “oi” é difícil.
— Mijá, mesmo sendo difícil talvez você devesse começar com o “oi”. Tenho certeza que Charlie também deve estar da mesma forma que você. Doida para te mandar uma mensagem. Começando por aí, talvez você consiga dar outros passos para consertar tudo o que está acontecendo entre vocês, bee. – Santana depositava um beijo contra a cabeça da filha. – Confio em você e sei que vocês vão conseguir se resolver. E fico mais aliviada em saber que você e Jay são apenas amigos.
— Você acha mesmo que só um “oi” vai nos ajudar a consertar tudo isso?
— Tenho certeza que sim. Já fui adolescente, bee, e acredite, já passei por coisas piores. – Santana revirava os olhos.
— Oh, tipo o que?
— Mm... Você ainda é muito nova para ouvir essas histórias. – Santana brincava, rindo, depositando outro beijo na cabeça da filha. – Te amo, mijá. Nunca se esqueça de que sempre estarei aqui. Pense bastante antes de tomar qualquer decisão, está bem?
— Gracias mamí. – Beth abraçava Santana com força, e a mesma rapidamente olhava a trança da filha.
— Não entendo essa moda de usar trança bagunçada. Quando você era pequena, suas tranças eram perfeitas. – Beth começava a rir, saindo do abraço da mãe e caminhando até o espelho.
— Mamí, minha trança está perfeita. Ela precisa ficar exatamente assim. Não seja tão careta.
— O que? Eu não sou careta.
— Oh, é mesmo?
— Sou uma mãe muito deslocada. Você já reparou na nossa casa? Se eu deixasse sua mãe decorá-la, então sim, nos seriamos um bando de família careta. – Santana brincava, e Beth ria ainda mais.
— Se ela souber que você falou isso...
— Nosso segredo.
— Falando na mamãe... – Beth mordia o canto de seus lábios. Desde seu pequeno estouro na noite passada, Beth ainda não tinha conversado com Quinn para se desculpar pelo o que tinha dito. Ela sabia que não deveria ter usado aquilo contra suas mães e mesmo querendo atingir Santana, acabou atingindo Quinn que não precisava ter ouvido nada daquilo. – Ela está bem? Digo... Depois de ontem a noite, mamí... E-eu não queria ter dito aquilo, as palavras saltaram da minha boca sem que eu pudesse me controlar e. –
— Ela está bem, bee. – Santana sorria. – Mas acho que depois seria uma ótima ideia se vocês pudessem conversar, está bem? Ela ficou surpresa por você ter comentado sobre aquilo. Você não falava sobre isso há anos e foi uma surpresa, só isso.
— Eu sei. E não queria mesmo ter falado daquele jeito, mamí. Me desculpe.
— Está tudo bem. Bom, vou deixar você terminar de se arrumar e vou me arrumar também. Nós vamos sair para jantar.
— Todos vocês ou só você e a mamãe?
— Todos nós.
— Okay... Nos vemos mais tarde.
— Divirta-se e. –
— Tome cuidado. Já sei, mamí. – Beth sorria, e Santana apenas assentiu a deixando sozinha.
— Você foi falar com ela, não foi? – A voz de Quinn soava no quarto no momento em que Santana abria a porta.
— Mmm... Não. – Santana respondia vagamente, fazendo Quinn rir.
— San, eu te conheço. Você falou com a Beth sobre o Jay! Amor, você precisa deixá-la crescer. – Quinn balançava a cabeça, se aproximando.
— Eu sei, Q, mas não quero que ela sofra.
— San, tem coisas que não podemos impedir. Também estou preocupada com a Beth e se pudesse a manteria trancada dentro daquele quarto e a faria conversar com a Charlie, mas não podemos força-la a nada disso, está bem? Precisamos mostrar que estamos aqui caso ela precise, e vamos apoiá-la seja qual decisão ela tomar. Tenho certeza que a amizade com Jay não é nada demais e precisamos parar de nos preocupar.
— Certo. Farei o possível, mas não prometo nada. – Santana fazia careta, e Quinn apenas ria, lhe dando um selinho demorado.
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— ‘To indo, família. – Beth descia as escadas correndo, com sua bolsa e o celular em mãos.
— Jay, tome cuidado, está bem? – Alyssa depositava um beijo na bochecha do irmão mais novo – e mais alto do que ela.
— Pode deixar, Lyssa. — Jay sorria enquanto Beth depositava beijos nas mães e na avó.
— Não cheguem tarde. – Santana os avisa.
— Não chegaremos. – Beth segurava na mão de Jay, o puxando para fora de casa.
— Pronta para se divertir essa noite? – Jay perguntava no momento em que fecham a porta atrás de si e caminhavam juntos até o carro.
— É claro que sim. – Beth fechava a porta do carro e naquela noite, sem dúvidas ela esqueceria todos os seus problemas.
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