Notas iniciais
Oiiiiii gentee!! Nem acredito que vocês gostaram da sequência!! Fiquei muito feliz de ver que vocês realmente aceitaram a segunda temporada, haha. Obrigada pelos comentários e por começarem a acompanhar! Muito muito obrigada. Desculpem pela demora para atualizar, essa semana foi um pouco corrida, mas here we go!!! Aproveitem xxxx

Santana e Quinn estavam abraçadas na cama pela manhã, aproveitando a companhia uma da outra antes de levantarem. Santana sabia que seria uma luta acordar Beth e Olivia e antes de ter todo o estresse matinal, as duas ficaram por mais alguns minutos na cama.

– Eu fiquei muito feliz em ver Olivia me contando ontem sobre as novas amiguinhas. – Quinn falava suave, enquanto escondia seu rosto no pescoço de Santana. – Os olhinhos dela brilhavam.

– Eu falei pra você não se preocupar que ela tem o tempo dela, amor. – Santana falava de olhos fechados, passando seus dedos pelo cabelo de Quinn.

– Mas ela é tão frágil, San, eu fico com medo de que algo aconteça com ela. – Quinn comentava.

– Amor, ela é uma Fabray-Lopez. Olivia não é frágil. – Santana brincou. – Já passamos por tantas coisas e veja só onde estamos agora. Lidamos com muita coisa e conseguimos passar por cima de tudo. Até mesmo Beth conseguiu e ela ainda era mais nova do que a Olivia na época. – Santana depositava um beijo na testa de Quinn. – Eu tenho certeza que ela vai conseguir. Até porque nossas duas filhas sabem que estamos aqui sempre para ajudá-las e faríamos qualquer coisa por elas. – Quinn afastou seu rosto do pescoço da latina, depositando um selinho demorado nos lábios da mesma, sorrindo.

– Eu te amo tanto, sabia? – Quinn depositava outro selinho em Santana. – E já te falei o quanto você é uma mãe maravilhosa? – A loira sorriu pousando sua mão delicadamente sobre a bochecha da latina.

– Mmmm. – Santana murmurava, passando seu braço em volta do pescoço de Quinn, jogando seu corpo para cima da loira. – Eu também te amo muito, Fabray. – A latina falava sussurrando, deslizando uma de suas mãos para a lateral do corpo de Quinn, fazendo a loira rir.

– Lopez! – Quinn sussurrava sentindo a mão de sua esposa deslizando pela sua coxa, fazendo-a soltar um suspiro fraco, mas antes que Santana pudesse fazer qualquer coisa, as duas ouviram um barulho vindo da cozinha e uma discussão que se iniciava.

– Argh! – Santana resmungava, se jogando para o seu lado da cama. – Não acredito que elas já estão acordadas.

– Será que vai chover hoje? – Quinn brincou olhando para sua esposa. – Suas filhas estão discutindo, levanta e vai até lá dar um jeito. – A loira levantou dando um selinho rápido em Santana, se levantando e indo para o banheiro.

Santana fechou seus olhos por alguns segundos, saindo de seu quarto enquanto amarrava seu cabelo e indo até a cozinha para ver o que estava acontecendo.

– Eu falei pra você não mexer! – Beth falava brava com sua irmã que estava de braços cruzados.

– Você quem não sabe fazer nada! – Olivia respondeu batendo o pé gritando com Beth.

– Hey! – Santana aparecia na cozinha olhando para suas duas filhas que se viraram. – Posso saber o que está acontecendo aqui?

– Mama, eu estava fazendo panquecas e Olivia pediu que eu colocasse chocolate e tinha separado tudo no prato e falei pra ela não mexer, mas adivinha só? Ela é teimosa e mexeu fazendo tudo cair no chão! – Beth olhava para sua irmã irritada.

– Eu só queria um, mama. – Olivia encolhia seus ombros olhando para o chão.

– Ok, primeiro, Elizabeth isso não é jeito de falar com sua irmã. – Santana falava com a sobrancelha arqueada. – E segundo, por que você mexeu, Liv? Você podia ter esperado até as panquecas ficarem prontas, agora vai comer sem chocolate. – Olivia começava a fazer bico, começando a chorar em silêncio.

– Eu falei pra você não mexer, Liv. – Beth agora falava suavemente ao ver sua irmã chorar. Ela odiava fazer Olivia chorar.

– Desculpa, Beth. – Olivia sussurrava, passando seus dedinhos em suas bochechas, secando suas lágrimas.

– Tudo bem. Agora já foi. – Beth se aproximava de sua irmã dando um beijo em sua cabeça. — O que acha de ao invés de comermos panquecas... – Beth se aproximava da geladeira, abrindo a mesma e tirando a caixa de bacon. – Fizermos bacon?

– Opa, eu ouvi a palavra bacon! – Quinn aparecia na cozinha, falando empolgada.

– Bacon! – Olivia juntava suas mãos, passando a língua pelos seus lábios. – Eu adoro bacon!

– Tal mãe, tal filha. – Santana comentava apontando de Olivia para Quinn. – Ok, o que vocês acham de irem se arrumar, enquanto eu arrumo o café da manhã?

– Ok mama. – As duas falaram juntas e saíram correndo para seus quartos, para tomarem banho e ficarem prontas para o colégio.

– Amor? – Quinn inclinava sua cabeça, olhando para o corpo de Santana, que ainda usava seu pijama. – Depois de tantos anos, você ainda continua tão... – A loira mordeu o canto de seus lábios se aproximando.

Santana usava um boy-shorts vermelho, com uma blusinha de seda colada ao seu corpo. A loira passou seus braços em volta da cintura da latina, trazendo o corpo da mesma para perto do dela, enquanto Santana tinha um olhar malicioso em seus olhos.

– Continuo o que? — Santana aproximava seus lábios aos de Quinn, deixando roçar sobre o da mesma. – Gostosa? – A latina sorriu e Quinn apenas assentiu. – Bom, Fabray, eu estaria mentindo se dissesse que você também não continua gostosa, porque Lucy Quinn, eu sou louca por essa suas coxas. – Santana deslizou suas mãos pelo quadril de Quinn, arranhando a lateral do corpo da loira.

– Você é tão assanhada, Santana Lopez. – Quinn olhava nos olhos da latina, levando sua mão para os lábios da mesma, passando seus dedos suavemente pelo lábio inferior da latina. – Você sabe que as meninas podem descer a qualquer momento, não sabe? – A loira falava sussurrando, enquanto encaixava seu quadril ao de Santana.

– Mhm. – A latina murmurou, começando a dar passos devagar, encostando Quinn no balcão. – Mas acho que ainda temos tempo. – Santana sussurrou, segurando firme a cintura de Quinn, colocando-a sentada no balcão e encaixando seu corpo entre as pernas da loira, enquanto seus lábios atracavam o da mesma iniciando um beijo intenso e apaixonado.

As duas sabiam que era arriscado estarem ali, mas mesmo depois de anos, ainda era difícil para uma resistir à outra.

Quinn passou seus braços em volta do pescoço da latina, levando uma de suas mãos para o cabelo da mesma, prendendo suas pernas em volta da cintura de Santana, pressionando ainda mais seu corpo ao de sua esposa.

Santana soltava um gemido baixo entre o beijo, enquanto suas mãos pousadas na cintura de Quinn deslizavam para dentro da blusa da mesma, apertando seus dedos com força na pele macia da loira, fazendo-a aprofundar o beijo.

– Amor... – Quinn sussurrava durante o beijo, sem conseguir se afastar. – San? – A loira mordia os lábios de Santana, parando o beijo. – Nós temos que preparar o café da manhã. As meninas já devem estar descendo e... – Quinn foi interrompida com os lábios de Santana deslizando por seu pescoço. – As crianças. – Fabray sussurrava.

– Ah sim. – Santana subia seus lábios pelo pescoço de Quinn até alcançar os lábios da mesma. – Preciso preparar o café da manhã. – A latina mordeu o lábio inferior de Quinn, o prendendo por alguns segundos entre os dentes antes de soltá-lo.

– Santana! — Quinn colocava suas mãos sobre os ombros de sua esposa. – O bacon. – A loira sussurrou e Santana respirou fundo, se afastando.

– Ok Fabray, mas você ainda me deve essa. – A latina depositou um selinho rápido nos lábios da loira, se virando para preparar o café.

– Mãe, você viu meu rímel? – Beth entrava na cozinha, usando uma legging preta, com suas botas, com um top branco e de cabelo preso, terminando de se arrumar. Ao ver sua mãe sentada no balcão a mesma arqueou sua sobrancelha. – Mãe, o que você está...? – A garota pausou percebendo o clima que estava entre suas mães e fechou os olhos fazendo careta. – Ew! O que vocês estão fazendo? – Beth perguntou e antes de Santana respondeu a garota levantou a mão. – Não! Eu não quero saber. – Beth fez careta e suas mães começavam a rir.

– Estávamos fazendo algo natural. – Santana brincou.

– Por favor, faça algo natural no quarto de vocês e não aqui. Enquanto eu e Olivia ainda estamos em casa. – Quinn começava a rir, descendo do balcão.

– Eu não vi o seu rímel, Beth. – Quinn respondia. – Você já olhou nas suas coisas?

– Já e não achei. – Beth respondia. – Deve estar na bolsa do colégio. – A garota se virou voltando para o seu quarto, enquanto Olivia descia aparecendo na cozinha.

– Estou pronta! – A pequena respondeu. – Olha mamãe, escolhi minha própria roupa. – Olivia rodava, mostrando para suas mães a roupa que tinha escolhido.

A pequena usava uma calça jeans azul, com sua bota UGG preta, uma camiseta de manga cumprida rosa bebê e sua blusa de veludo preta. Seu cabelo estava solto caindo em seus ombros e pela primeira vez, Santana e Quinn ficaram orgulhosas de ver que finalmente, Olivia estava aprendendo a se vestir sozinha.

– Você está linda, meu amor. – Quinn se aproximava de Olivia, dando um beijo em sua testa. – Filha, hoje depois da aula, você vai para a casa da sua tia Frannie, está bem?

– Eu vou poder brincar com o Henry? – Olivia perguntava empolgada.

Henry era o filho de Frannie e o mesmo era apenas dois anos mais velho que Olivia, mas pareciam que os dois tinham a mesma idade. Henry adorava brincar com sua prima e os dois se davam muito bem. Algumas vezes eles brigavam, mas Frannie tinha a autorização de colocar Olivia de castigo caso ela agisse com má criação.

– Sim, meu amor. – Quinn sorriu passando a ponta do seu dedo no nariz de Olivia.

– Eba! – Olivia falava empolgada se sentando para esperar seu café.

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– Ok meu amor, não se esqueça. – Santana falava com Olivia mais uma vez, enquanto a deixava na escola. – Tia Frannie vem te buscar e, por favor, comporte-se está bem? – Olivia assentiu olhando para lado procurando suas duas amiguinhas.

– Mama, olha. – A pequena apontou para Chloe que vinha com sua mãe. – É a Chloe. – A ruiva avistou Olivia e uma acenou para a outra sorrindo, enquanto Chloe se aproximava com sua mãe.

– Oi Chloe! – Olivia sorria abraçando sua amiga.

– Oi Liv. – A ruiva apertava sua amiga com força. – Essa é minha mamãe, Natalie. – Chloe apresentava sua mãe para Olivia, que sorriu timidamente dando a mão para Santana.

– Oi Olivia. – Natalie sorria simpática e em seguida olhou para Santana. – Como vai? Você deve ser a mãe da Olivia eu suponho? – A ruiva falava e Santana assentiu cumprimentando a mulher.

– Isso. Santana Lopez. – A latina sorriu. – Como vai? É ótimo ver que nossas filhas estão se dando bem. – Santana comentava enquanto Chloe e Olivia sorriam uma para a outra.

– Sim, é ótimo ver minha pequena Chloe fazer amizades.

– Concordo. É ótimo ver Liv se abrindo para novas amizades já que ela sempre foi muito tímida. – A latina olhava para Olivia.

– Ah, Chloe é o oposto, fala mais que os cotovelos. – A ruiva brincou e Santana riu baixo. – Bom, acho que já está na hora das meninas entrarem. – Natalie sorria virando-se para Chloe. – Ok, meu amor, tenha um ótimo dia. – Natalie depositou um beijo na cabeça de sua filha.

– Obrigada, mamãe! – Chloe respondeu olhando para Olivia que se despedia de Santana.

– Te amo, mama. – Olivia dizia suavemente.

– Eu também te amo, mijá. Aproveite e até mais tarde. – Santana soltou Olivia e as duas pequenas deram as mãos entrando juntas no colégio. – Bom, — A latina agora virava-se para Natalie. – Foi um prazer conhecê-la, Natalie.

– Oh, igualmente Santana. – A ruiva sorria. – Nos vemos por aí.

– Claro. – Santana acenou mais uma vez, fazendo seu caminho até o carro. Por mais que Natalie tenha sido simpática, a latina sentia que algo naquela mulher não era sincero, mas ela não sabia dizer o porque.

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– Hey Beth! – Charlotte e Louise apareciam do lado da loira, que estava em seu armário pegando seus livros.

– Oh, hey meninas. – Beth se aproximando cumprimentando suas amigas. – Onde está Thomas?

– Não sei, eu acho que ele estava conversando com Sr. Schue. – Louise deu de ombros.

– Você realmente é uma ótima namorada. – Charlie brincou. – Enfim, você está melhor, bee?

– Mhm, estou sim, muito melhor. – Beth respondia sorrindo. – Pensei em enrolar mais um dia na cama, mas eu não podia perder mais um treino e hoje a noite ainda tem aula de dança com a tia Brittany e não quero faltar. – A loira fechava seu armário, começando a andar com suas amigas para sua primeira aula.

– Mm, meninas eu preciso contar uma coisa pra vocês, mas só na hora do intervalo. – Louise sorria maliciosa. Ela sabia o quanto suas amigas eram curiosas e adorava matá-las de curiosidade.

– O que? Isso não é justo, Lou. – Charlie empurrava sua amiga que começava a rir.

– Deixem de ser curiosas. Agora vamos. – Louise puxou suas amigas para entrarem na sala.

Durante a primeira aula, Beth e Charlotte estavam entediadas e começavam a conversar baixo para não atrapalhar. Charlotte segurava a mão de Beth por debaixo da carteira, mas assim que uma das alunas viu, Beth rapidamente tirou sua mão, disfarçando passando em seu cabelo e Charlotte apenas a olhou revirando os olhos.

– Por que você faz isso toda vez? – Charlie perguntou sussurrando.

– Isso o que?

– O que você acabou de fazer. Todas as vezes que estamos de mãos dadas e alguém está olhando demais, você solta. – Charlie franzia o cenho.

– Eu não faço isso.

– Faz. Você acabou de fazer. – Charlie começava a se irritar, segurando sua caneta e a batendo na carteira.

– Eu só... — Beth pausou. – Eu só não aguento mais todo mundo achando que estamos namorando sendo que somos apenas amigas. – A loira respirava fundo, olhando para frente.

– E qual o problema de acharem que estamos namorando? – Charlie sussurrava irritada sentindo seu coração apertar. – Por um acaso é tão ruim assim ser minha namorada? – A morena perguntou sem pensar e Beth a olhou confusa pelo canto de seus olhos. – Quero dizer, por que você se importa com o que os outros pensam, bee?

– Nada. Eu só estou cansada de sempre falaram da gente. É cansativo. – Beth falava baixo e Charlotte pode sentir seu coração doer. Por mais que as duas fossem melhores amigas e se entendessem muito bem. Estava começando a ficar difícil para Charlotte entender Beth enquanto a mesma começava a agir desta forma. Beth nunca se importou com o que os outros pensam, por que agora ela estava assim?

Charlotte sem dizer nada voltou sua atenção para a aula e as duas ficaram em silêncio, sem dizer nada até a hora do intervalo onde as três foram se sentar embaixo de uma árvore no jardim da escola, para Louise finalmente contar a novidade.

– Conta logo, Lo! – Beth olhava para sua amiga que enrolava para falar.

– Mmm, ontem à noite meus pais saíram. – Louise começava a contar sorrindo maliciosa. – E convidei Thomas para passar a noite comigo. – No mesmo instante, Beth e Charlotte abriam a boca.

– Oh céus, não me diga que? – Beth arregalou os olhos e Louise assentiu.

– Finalmente! – Charlotte gritou, levantando as mãos para o céu. – Finalmente Louise Meyer não é mais virgem! – Louise dava um tapa no braço de Charlotte e as três começavam a rir.

– E como foi? – Beth perguntava curiosa.

– Ah, é desconfortável no começo, mas depois é gostoso. – Louise mordia o canto de seus lábios e as suas amigas sorriam.

– Doeu? — Beth perguntou.

– Pra ser sincera, não. – Louise encostava-se à árvore. – Muita gente fala que a primeira vez dói e blá blá blá, mas não dói, é desconfortável, não vou mentir, mas nada que a gente não aguente. – A morena deu de ombros.

– Wow. Pelo visto Thomas deu conta do recado. – Charlotte brincou.

– Vocês sabem o quanto ele é carinhoso e durante o sexo não foi diferente. Thomas foi muito carinhoso e preocupado, o que deixou tudo ainda mais lindo! – Louise dizia apaixonada fazendo suas amigas revirarem os olhos.

– Eu não quero saber detalhes, mas mmm... Você conseguiu? – Beth perguntava tímida, fazendo Louise olhá-la.

– Conseguiu o que? – Charlotte perguntava para Beth.

– Mm, vocês sabem... Ter... Mmm, orgasmo? – A loira perguntou sentindo suas bochechas ficarem vermelhas e Louise começava a rir.

– Beth, você é a mais fofa de todas nós, sabia? – Louise sorria apertando a bochecha da amiga. – Mas respondendo a sua pergunta, sim, tive, duas vezes. – A morena arqueava suas sobrancelhas e Beth fechava seus olhos começando a rir envergonhada.

– Ah céus, eu não quero saber de mais nada. – A loira respirava fundo. – Bom, meus parabéns, você é a primeira de nós a perder a virgindade! – Beth brincava com sua amiga e Louise franziu o cenho olhando para Charlie que arregalou os olhos balançando a cabeça suavemente para Louise.

– O que foi? – Beth sorria percebendo a cara de suas duas amigas e olhava para Charlotte.

– Nada, bee. – Charlie sorriu tentando disfarçar, mas Beth começava a sentir seu estomago embrulhando.

– Charlotte? – Beth olhava para Charlie que desviava seu olhar da loira e olhando para Louise. – Você? – A loira franziu o cenho, entendendo exatamente o que estava acontecendo naquele momento. Seu estomago revirava e sua respiração ficava falha. – Wow, Charlotte, muito obrigada por ter me contado que você também já tinha perdido sua virgindade. – Beth falou irônica e Charlie rapidamente colocou sua mão no braço da amiga.

– Bee, não foi bem assim, eu.

– Não foi bem assim o que? – Beth falava irritada. – Eu não acredito que você já fez sexo com alguém e nunca me contou. – A loira balançava a cabeça negativamente. Beth estava nitidamente irritada. Ela não acreditava que sua melhor amiga, Charlotte, tinha perdido a virgindade e nunca tinha lhe contado. As duas são melhores amigas. Uma sempre contou tudo para a outra, mas não era só isso que irritava Beth. – Wow, e mesmo eu descobrindo você ainda faz questão de ficar calada. – Beth começava a rir irritada, exatamente como sua mãe Quinn sempre faz quando está brava com sua mãe Tana.

– Beth, aconteceu sem eu ter planejado e foi muito rápido. – Charlotte tentava se explicar, até porque ela odiava quando Beth começava a rir daquele jeito. Era um tanto assustador.

– Não precisa me contar, Charlotte. – Beth se levantou, pegando suas coisas e saindo de perto de suas amigas.

– Charlie, desculpa, eu achei que você tinha contado. – Louise falava sincera, olhando para sua amiga.

– Tudo bem. Eu fui idiota em achar que ela nunca ia descobrir. – Há uma semana atrás, Charlotte estava uma festa com as garotas do time de corrida. Uma festa na qual Beth não pode ir deixando Charlotte sozinha. Naquela noite, Charlie por pressão das outras garotas, acabou ficando com um dos meninos do último ano e os dois terminaram a noite dentro de um quarto. A primeira experiência de Charlie não foi das melhores e quando saiu da festa, correu para casa de Louise chorando por ter se deixado levar por um idiota. Não só por ter tido sua primeira vez com um desconhecido, mas por ter sentindo como se tivesse traindo Beth de alguma forma. Não que as duas tivessem algo, Charlie sabia que não tinham, mas a ideia de ficar com outra pessoa lhe parecia errada quando sua cabeça sempre pensava em sua melhor amiga.

E por se sentir dessa forma, Charlie escolheu não dizer nada para Beth. Foi um erro naquela noite que ela não queria contar a ninguém além de Louise. Foi um erro no qual qualquer uma da idade delas cometem e fazem a escolhe de esquecer e seguir em frente.

– Você deveria falar com ela. – Louise aconselhava. – Conta exatamente como você se sentiu naquela noite, Charlie. – A garota sabia como Charlotte se sentia confusa a respeito de Beth e odiava ver as duas brigarem mesmo sem saber exatamente como ajudá-las a enxergar o óbvio.

– Eu já volto. – Charlie se levantou indo atrás de Beth para dentro do colégio.

Beth estava irritada. Ela sempre achou que Charlotte fosse sua melhor amiga e lhe contava tudo, mas óbvio que ela estava errada. Por que raios, Charlie não contaria isso para sua melhor amiga?

A loira passou por alguns de seus amigos no corredor, indo em direção ao banheiro. Beth não só estava irritada, como também chateada e por alguma razão, ela sentia algo que lhe fazia ter raiva de Charlie. Como ela pôde fazer isso comigo? Ela precisava ter me contado. Como ela teve coragem de ficar com outra pessoa? Beth pensava se olhando no espelho. Espera, por que o fato dela ter ficado com outra pessoa me incomoda? Ela é livre pra ficar com quem quiser. Argh! Que ódio dela ter me escondido isso. A loira respirou fundo, fechando seus olhos por alguns segundos e quando abriu. Charlotte estava atrás dela a olhando cuidadosamente.

– Beth? – Charlotte falava suavemente e a loira revirou os olhos, se virando para sair do banheiro, mas a morena entrou na sua frente.

– Me da licença, Charlotte. – Beth falava irritada.

– Você só me chama de Charlotte quando está brava.

– Ah jura? – Beth fazia um bico suave sendo irônica, fazendo Charlie revirar os olhos. – Me da licença porque eu preciso ir à biblioteca.

– Não! Bee me escuta. – Charlotte tentava manter a calma e não se irritar com as ironias de Beth. – Naquela noite aconteceu tudo muito rápido. Foi naquela festa em que vo. –

– Ah, agora você decidiu me contar? – Beth arqueava suas sobrancelhas. – Eu não quero saber, pode continuar mantendo o seu segredinho junto com a Louise, porque eu não faço questão de saber. Até porque, você não fez questão de me contar. – Beth tinha o mesmo temperamento de Santana e se não soubesse se controlar, falava o que não devia e começava a gritar.

– Para de ser insuportável. Eu não te contei porque eu achei que... – Charlie pausou, mordendo o canto de seus lábios.

– Achou o que? Que eu não seria tão compreensiva igual Louise? Aliás. – Beth colocava a mão em sua cintura. – Fico feliz em saber que você realmente confia muito mais na Louise pra esse tipo de conversa do que em mim.

– Beth, não é isso. – Charlotte falava dando de ombros. – O que aconteceu foi que. –

– Eu não quero saber! – Beth gritou fazendo Charlie se assustar.

Charlotte olhou nos olhos de Beth e viu que algo mais estava incomodando sua amiga. Charlie conhecia Beth como ninguém e sabia que seus olhos diziam algo mais do que a morena ainda não conseguia decifrar, mas mesmo assim resolveu tentar.

– Por que você está tão brava comigo afinal? – Charlotte rebatia saindo de perto de Beth. – Isso tudo realmente é só por que eu não te contei? – Beth ficou de costas para a morena por alguns segundos antes de se virar.

– E por um acaso eu tenho outro motivo para estar brava? Tenho outro motivo por estar brava com minha melhor amiga por ter me escondido isso?

– Ciúmes? – Charlotte começava a provocar. – Ciúmes por eu ter ficado com outra pessoa.

– Você está mesmo falando sério? – Beth começava a rir. – Menos, Charlotte. – A loira ironizou, saindo do banheiro, deixando sua amiga para trás.

Ciúmes? Por que raios eu teria ciúmes? Não me importo com quem ela fica ou deixa de ficar. Eu estou com raiva porque ela não me contou. Beth pegava seus livros, irritada enquanto em sua cabeça passavam mil coisas.

Com o decorrer do dia, Beth não trocou uma palavra sequer com Charlotte ou Louise. A loira apenas conversa com Thomas ou com algum outro garoto de sua sala. O que causa ciúmes em Charlotte, já que Beth parecia estar aproveitando da companhia do garoto.

Logo que o sinal tocou, Beth se levantou pegando suas coisas, enquanto o garoto decidiu acompanhá-la. Charlotte andava logo atrás observando o quanto sua amiga ria e brincava com um dos amigos de Thomas – no qual Charlie nunca gostou.

– Bee? – Charlotte se aproximou assim que saíram do colégio e Beth se virou. – Você vai pra casa? Eu posso te dar uma carona.

– Não. – Beth respondeu friamente e Lucas, o garoto que estava ao lado de Beth olhava sorrindo para Charlotte.

– Você não vai pra casa? – Charlie perguntava franzindo o cenho.

– Não Charlotte, eu estou indo encontrar minha mãe na galeria. – Beth sorriu olhando para Lucas.

– Hey, a galeria da sua mãe é caminho da minha casa. – Lucas falava sorrindo. – Eu te dou uma carona se quiser.

– Não precisa! – Beth sorriu colocando a mão no ombro do garoto. – Eu vou de trem. – A loira sorriu reparando nos olhos verdes do garoto a sua frente.

Era difícil negar o quanto Lucas era bonito. O garoto tinha 1,70 de altura, cabelos escuros, olhos escuros, um corpo atlético, era do time de futebol do colégio e para ajudar, ele demonstrava ser simpático e engraçado.

– Não, senhorita. – Lucas balançava a cabeça, pegando a bolsa de Beth. – Eu te levo. Vamos. – O garoto sorriu e antes de Beth o acompanhar, ela olhou mais uma vez para Charlotte que estava parada no lugar observando os dois conversarem.

– Nos falamos depois? – Charlie perguntou suavemente, enquanto sentia seu coração apertar por ver Beth com outra pessoa.

Beth sabia que não ia conseguir ficar muito tempo sem conversar com Charlotte. Ela nunca conseguia. Sempre quando brigavam uma delas mandavam mensagem, dizendo o quanto o silêncio era dolorido entre elas, mas dessa vez, Beth estava realmente magoada.

– Nos vemos na aula de dança. – Beth respondeu sussurrando se virando para ir até Lucas.

Xxxx

– Ótimo, meninas! – Brittany sorria enquanto observava suas alunas fazendo seus últimos passos de dança. – Eu ainda não sei se é possível vocês progredirem mais, porque vocês são ótimas. – A dançarina comentava e suas alunas sorriam orgulhosas. – Por hoje é só, meninas. Eu espero vocês amanhã. – Brittany falava suavemente e suas alunas assentiam pegando suas bolsas.

– Hey. – Charlotte se aproximou de Beth.

Desde a hora em que saíram do colégio elas não conversaram. Beth e Charlotte são do tipo de amigas que trocam mensagem o tempo todo enquanto estão longe uma da outra, mas quando brigavam isso não acontecia. As duas eram muito orgulhosas e era difícil uma delas ceder e procurar a outra.

– Oi. – Beth falava baixo, colocando sua bolsa sobre o seu ombro.

– Bee, será que podemos conversar? – Charlie pegava sua bolsa, acompanhando Beth para fora da sala. Ao ver que a loira não falava nada, Charlotte decidiu continuar. – Olha, eu sei que você está chateada comigo por eu não ter te contado, mas eu só... Eu não queria que você ficasse decepcionada comigo. – Beth continuava andando, saindo do estúdio, enquanto ouvia Charlotte falar.

– Por que eu ficaria decepcionada, Charlotte? – A loira perguntou mantendo seu tom firme e sério.

– Porque... – Charlie pausou, mordendo o canto de seus lábios. – Porque foi uma noite sem pensar, Beth. Naquela festa em que não foi às meninas do time ficaram me pressionando pra eu ficar com um garoto e talvez eu tenha bebido um pouco. – A morena sussurrou a última parte, fazendo Beth olhá-la. – E quando percebi, estávamos no quarto e... – Charlotte pausou olhando para o chão. – Aconteceu bee. Não foi uma noite especial como sempre achei que seria. Eu simplesmente joguei minha primeira vez no lixo ficando com uma pessoa qualquer e me sentia envergonhada. Não queria te decepcionar e foi por isso que fui até a Lo e não até você. – A morena pausou novamente, levantando seus olhos, e encontrando Beth encarando-a.

Desde quando tudo isso aconteceu, Charlotte se sentia estranha por ter ficado com outra pessoa. Ela e Beth claramente não tinham nada, mas ela sentia como se estivesse fazendo algo de errado que fosse magoar sua melhor amiga. Charlotte se preocupava com o que Beth pensaria dela. A morena já se sentia mal por tudo que tinha acontecido e não queria piorar as coisas.

– Charlotte, você é minha melhor amiga. – A loira parava de andar se virando para olhar Charlotte de frente. – Sabe muito bem que eu não ia te julgar por causa disso.

– Eu só não queria te decepcionar. – Charlotte falava sussurrando, encolhendo seus ombros.

– Você é uma idiota. – Beth olhava nos olhos de Charlotte por alguns segundos. – Muito idiota. Charlie, você não me decepcionaria, está bem? Eu acharia apenas um desperdício da sua parte e seria sincera, mas jamais ficaria decepcionada. Foi uma escolha sua. – A loira deu de ombros e podia sentir seu estomago revirar. Eu não estou com ciúmes. Beth pensou.

– Eu queria ter te contado, mas não sabia como.

– Charlotte, foi a sua primeira vez, é óbvio que eu ia querer saber. Nós falamos sobre isso desde quando Thomas e Louise começaram a namorar. Sempre sonhamos com um conto de fadas, mas hoje eu sei que não é assim. Eu só... Não queria que sua primeira vez fosse desse jeito. – Beth sussurrou e Charlotte a olhou sorrindo suavemente. – Você merecia algo especial. – A loira sorriu.

– Pois é, eu também acho que desperdicei minha primeira vez. – Charlotte olhava nos olhos de Beth enquanto falava. – Eu deveria ter esperado pela hora certa.

– Claro que deveria, até porque você poderia fazer isso com alguém que realmente se importa com você, Charlie e que goste de você e não com um desconhecido. – Beth usava o mesmo tom de voz de sua amiga, falando suavemente, enquanto uma olhava nos olhos da outra.

– Isso quer dizer que você me perdoa? – Charlotte se aproximava, alcançando a mão de Beth.

– Não vou mentir dizendo que não fiquei chateada, mas eu não consigo ficar longe de você por muito tempo, então... – Beth deu de ombros e Charlotte se aproximou, passando seus braços em volta do pescoço da mesma lhe dando um abraço.

– Eu te amo, bee. – Charlotte sussurrou fechando seus olhos.

– Eu também te amo, boo. – A loira apertou seus braços em volta da cintura de Charlotte e as duas ficaram abraçadas por alguns segundos.

Charlotte sentia seu coração pular por ver que Beth não estava decepcionada com ela. As borboletas em sua barriga batiam asas por estar entre os braços de sua melhor amiga. Charlie cada dia que passava se sentia mais confusa em relação ao que sentia por Beth. Ela não sabia ao certo o porquê tudo era tão intenso.

– Eu preciso ir. – Beth saia do abraço de Charlotte, depositando um beijo na bochecha da mesma. – Nos falamos mais tarde, está bem? Minha mãe deve estar me esperando na galeria essa hora.

– Claro. – Charlie sorriu, pegando na mão de Beth. – A gente se fala mais tarde. – A morena se aproximou depositando um beijo rápido no canto dos lábios de Beth por acidente, fazendo a loira pular para trás. – Mm, Beth... – Charlie desviava seu olhar da amiga, sentindo seu coração pulando em sua garganta.

– Nos vemos depois. – A loira falou rapidamente ajeitando sua bolsa e saindo, deixando Charlotte sozinha.

Beth não sabia o que tinha acontecido, mas podia sentir um pequeno frio na barriga que a fazia ter dificuldades para respirar. O que foi isso? Charlotte tentou me beijar? Ela sabe que somos apenas amigas e nada aconteceria entre nós, até porque, isso seria muito estranho e tão... Clichê. A loira pensou, caminhando rápido. A loira sabia que não podia usar essa desculpa para sempre e ter dúvidas sobre sua sexualidade era um grande problema. Não saber se gosta de garotos ou garotas era tão mais difícil para escolher. Talvez ela devesse parar de se preocupar com a situação clichê e deixar que tudo aconteça como tiver que acontecer ou talvez, Beth devesse escolher um dos dois de uma vez. Por que tudo precisa ser tão complicado?

Notas finais
Review? x