Beating Heart.
17 Set me free
Notas iniciais
(...) But if you close your eyes
Does it almost feel like
Nothing changed at all?
And if you close your eyes
Does it almost feel like
You've been here before?
How am I gonna be an optimist about this?
How am I gonna be an optimist about this?
Beth e Olivia estavam sentadas na cama, enquanto cantavam animadas com o laptop de Santana no colo de sua filha adolescente. Depois da conversa que tiveram, Olivia apenas saiu do lado de sua irmã quando precisou ir ao banheiro. Santana pediu que Lily trouxesse seu laptop da rádio no intuito de distrair Beth, já que a mesma parecia entediada por estar naquela cama sem nada para fazer.
We were caught up and lost in all of our vices
In your pose is the dust settled around us
And the walls kept tumbling down
In the city that we love
Gray clouds roll over the hills
Bringing darkness from above.
Quinn estava sentada no sofá sozinha tomando um copo de café apenas observando suas duas filhas se divertindo. Era bom ver Beth sorrindo daquela forma e estava feliz em ver que Olivia era o motivo para a distração da garota.
A família de Santana já tinha chegado, mas a mesma preferiu ir com o motorista da rádio. Ela precisa ver sua mãe e conversar com ela antes de encontrarem Beth. Santana estava precisando de Maribel e Quinn entendia sugerindo que sua esposa fosse busca-los.
– O que vamos ouvir agora? – Olivia perguntava, passando seu dedinho pelo laptop no colo de sua irmã.
– Mmm... Vamos ver. – Beth mexia no mouse vasculhando a pasta de mais de mil músicas de sua mãe. – Wow... Mama tem milhões de músicas aqui. Acho que ela deveria ter sido DJ ao invés de locutora. – Beth brincava, fazendo Quinn rir.
– Bom, ela era uma locutora quando começou a trabalhar na rádio. Precisava ter muitas músicas para tocar. – Quinn comentava.
– Eu quero cantar outra música. – Olivia olhava para a tela seguindo o mouse que sua irmã movimentava. – Que tal ouvirmos... – A pequena observava as músicas até apontar para qualquer uma. – Essa daqui?
– Essa a gente conhece, Liv. – Beth falava sorrindo com sua irmã, antes de apertar “enter” e Daughtry – Battleships começava a tocar, fazendo Olivia começar cantar empolgada, fazendo Quinn e Beth rirem.
Olivia usava sua mão como um microfone imaginário, fechando seus olhinhos enquanto cantava, fazendo Beth rir ainda mais. A garota esperou que o refrão da música chegasse para que finalmente pudesse começar a cantar com sua irmã.
(...) 'Cause I don't wanna fight no more,
Even when the waves get rough
I don't wanna see the day we say we've had enough
And I don't wanna fight this war
Bullets coming off our lips
But we stick to our guns and we love like battleships
Agora as duas se olhavam e Olivia aproximou seu rosto de Beth, olhando nos olhos de sua irmã.
Like battleships
Boom boom boom b-boom boom boom
Boom boom boom b-boom
And the cannon goes
Boom boom boom b-boom boom boom
Boom boom boom b-boom
And the cannon goes.
A música continuava e as duas cantavam animadas. Beth muitas vezes ria de sua irmã, que vez ou outra usava ainda suas mãos como microfone, balançando seu braço de um lado para o outro ou então dançava apenas mexendo seus ombros.
– Sinto que alguma enfermeira vai entrar aqui a qualquer momento, reclamando da bagunça que vocês estão fazendo. – Quinn comentava se levantando do sofá para se sentar nos pés da cama de Beth.
– Mamãe, nós somos ótimas. – Olivia respondia, inclinando sua cabeça para o lado. – Estamos cantando muito bem.
– Concordo. Se vierem reclamar é porque estão com inveja. – Beth falava, fazendo Quinn revirar os olhos.
– Sem dúvida seria inveja. – Quinn batia na perna das duas e apenas Olivia soltou um pequeno grito rindo, puxando suas pernas. Naquele momento, Quinn se arrependeu por ter feito aquilo. Beth rapidamente desviou seu olhar para a tela do computador, tentando não se importar pelo fato de sua mãe ter batido em sua perna e ela não ter sentindo como sua irmã.
– O que mais vamos ouvir? – Olivia perguntava, deitando sua cabeça no ombro de Beth.
A garota não disse nada, apenas passava o mouse pelas músicas sentindo seu peito doer. Era difícil ignorar aquela situação e Beth começava a se sentir triste novamente. Pensar em sua situação ou em Charlie fazia seu coração apertar e sem perceber, a música que começava a tocar era Save Me – Nickelback. Mesmo depois de descobrir do porque sua namorada mentiu, Beth ainda não se sentia preparada para vê-la.
– Beth... – Quinn falava carinhosamente, sabendo do porque sua filha tinha escolhida uma música tão... Triste.
(...) Show me what it's like
To be the last one standing
And teach me wrong from right
And I'll show you what I can be
Say it for me
Say it to me
And I'll leave this life behind me
Say it if it's worth saving me.
Beth começava a cantar para si mesma, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. Era fácil para a mesma se expressar com música e por mais idiota que fosse, dentro dela, Beth sabia que tinha escolhido a música certa para o que sentia naquele exato momento.
Quinn se perguntava como algo tão simples conseguia mudar o humor de sua filha daquela forma. A loira observa Beth, e sabia que daqui para frente, as coisas seriam exatamente assim. Talvez no começo, mas elas precisariam tomar cuidado com o que falar ou fizer, porque Beth poderia mudar da água para vinho em um piscar de olhos.
– Essa música é chata. – Olivia fazia careta, logo que a música terminou. – Você não precisa ouvir isso, bee. É triste. Não quero que você fique triste de novo. – A pequena depositou um beijo na bochecha de sua irmã.
– Ela tem razão. Você não pode ficar se torturando com esse tipo de coisa, Beth. – Quinn falava suavemente e Beth sabia que sua mãe estava certa, mas aquilo era mais forte do que ela.
– Desculpa. – Beth respondia. – Eu estou confusa, mãe. E-eu sinto falta da Charlie, mas não sei se quero vê-la.
– Filha, Charlie está doida para vir te ver. Não entendo porque você está ignorando as ligações dela.
– E-eu... – Beth pausava, olhando para suas mãos. – Mãe, eu me sinto mal por ter sido tão chata com ela mais cedo. Sei que ela mentiu porque vocês pediram, mas... É egoísta da minha parte, porque eu sei que Liah só tem a Charlie como amiga, mas mãe, eu realmente queria que ela tivesse ficado comigo e me sinto mal por isso. Me sinto mal por estar com ciúmes da amizade dela com a Liah. Me sinto mal por ter sido uma idiota hoje cedo e não sei como dizer isso a ela. – Beth mordia o canto de seus lábios, e Quinn se aproximou passando seus dedos sobre o braço da filha.
– Little one, você só está com medo. É normal ter medo. Até hoje eu tenho medo quando eu e sua mãe discutimos. – Quinn falava suavemente. – Todas nós? Somos todas orgulhosas e teimosas demais e isso nos prejudica algumas vezes. Você precisa ceder se quer que seu relacionamento com Charlie dê certo. Você não pode se fechar e empurrá-la toda vez que tiverem um desentendimento. Isso só piora as coisas. Acredite, experiência própria. – Quinn sorria e Beth a olhava atenta. – Sei que você ainda está chateada, mas precisa entendê-la, meu amor. Ela fez isso nas melhores intenções. Tenho certeza que se ela pudesse, teria te contado para onde estava indo e vocês teriam uma ótima conversa na qual você teria sido compreensiva e não se incomodado com o fato de ela ter ido ajudar uma amiga. – Beth mordia o canto de seus lábios, entortando sua boca como sempre fazia quando era pequena. Ela sabia que sua mãe tinha razão e estava odiando aquela sensação, até porque, lhe deixava ainda pior.
– Eu não sou teimosa. – Olivia cruzava seus braços, fazendo Quinn rir.
– Ah, pookie, você sem dúvidas é muito teimosa. Não se esqueça de que você é uma Fabray-Lopez. – Quinn passava o dedo na ponta do nariz de Olivia, se virando novamente para Beth. – Vocês precisam conversar, meu amor. Talvez não agora, porque sua abuela deve estar chegando, mas quem sabe amanhã?
– Sim. E-eu vou falar com ela. – Beth sorriu suavemente e antes que pudessem dizer mais alguma coisa, a porta do quarto se abriu e Santana entrava, seguida por Maribel, Adam, Alyssa e o pequeno Alejandro ao lado de sua mãe.
– Abuela! – Beth e Olivia falavam animadas ao mesmo tempo.
– Oh, meus amores. – Maribel sorria carinhosa, abraçando Olivia primeiro e em seguida passando seus braços fortes em Beth.
– Tio Adam! – A pequena Olivia pulava da cama, dando espaço para sua abuela e se jogava no colo de seu tio.
– Hey shorty. – Adam sorria, enchendo sua sobrinha de beijos, enquanto Alyssa e Alejandro abraçavam Quinn.
– Abuela... – Beth continuava abraçando sua avó, tentando não chorar.
– Oh, mi amor. – Maribel fechava seus olhos, sentindo seu coração apertando por sua neta. – Você vai voltar a andar. Eu sei que vai. – Maribel depositava um beijo contra a cabeça da neta sentindo seu coração acelerada por finalmente tê-la em seus braços.
Xxxx
– Como vocês estão? – Adam perguntava para Quinn e Santana, enquanto Alejandro e Olivia sentavam ao lado de Beth, brincando com a mesma.
– Cansadas? – Santana respondia. – Não sei, Adam. Parece que ultimamente estou no modo automático.
– Estou exaustas e ao mesmo tempo sem saber o que fazer. – Quinn comentava. – É difícil vê-la dessa forma e não poder fazer nada.
– Vocês já arrumarem uma fisioterapeuta? – Maribel perguntava.
– Já. Ela começa fisioterapia daqui dois dias. – Quinn respondia.
– E quando ela volta para casa? – Alyssa, a mulher de Adam perguntava.
– Talvez amanhã. Não sabemos direito. A médica vai vê-la amanhã cedo e aí nos dirá se ela pode ir ou não para casa. – A latina deitava sua cabeça contra o ombro de seu irmão e todos eles falavam baixo para que as crianças não os ouvissem.
– Bom, ficaremos o tempo que precisarem. – Adam depositava um beijo contra a cabeça de sua irmã.
– Obrigada, Adam. Na verdade, vou precisar mesmo da sua ajuda. – Santana franzia o cenho se lembrando de algo importante. – Será que podemos ir até minha casa e arrumarmos o quarto da Beth? Vamos muda-la para o quarto de hospedes e seria bom se quando ela chegasse tudo estivesse no lugar.
– Claro, San. Mas você tem certeza que aguenta? Você está com uma cara muito cansada.
– Aguento. Vou pedir para Puck e Blaine nos ajudarem. – Santana tirava o celular de dentro do bolso, se retirando do quarto da filha.
– Alyssa, você não quer ir com eles? Assim descansa também. O voo deve ter sido cansativo. – Quinn falava suavemente com sua concunhada.
– Eu adoraria, Quinn. Obrigada. Realmente estou precisando descansar, minhas costas estão me matando por ficar tanto tempo na mesma posição. – Alyssa sorria, passando a mão em sua barriga.
– Vá com eles e fique a vontade. A casa é de vocês. – Quinn passava a mão sobre a barriga de Alyssa.
– Não! Eu vou ficar aqui. – Alejandro falava bravo, fazendo Beth rir ao ver seu primo e sua irmã discutindo.
– Mas a Beth está cansada. Ela não pode ficar com você no colo dela. – Olivia revirava os olhos.
– Liv, está tudo bem. Não está me machucando. – Beth falava rindo, enquanto seu primo sentava em seu colo. Alejandro adorava Beth e sempre que os visitava, grudava em sua prima, muitas vezes causando ciúmes em Olivia.
– Mas... – Olivia cruzava os braços, fazendo bico. Ela não estava gostando nada de ver seu primo no colo de sua irmã.
– O que está acontecendo aqui? – Maribel perguntava.
– Alejandro não quer sair do colo da Beth, abuelita. – Olivia explicava. – Ele vai machucar ela.
– Eu já disse que ele não está me machucando. – Beth falava rindo. – Você só está com ciúmes porque ele está no meu colo e você não.
– Eu não estou com ciúmes. – Olivia franzia o cenho.
– Oh, sim, você está. – Maribel respondia. – Essa careta... Santana a fazia muito quando estava com ciúmes de Adam.
– Mmm... Acredite, Maribel, ela ainda faz essa careta quando está com ciúmes. – Quinn brincava e Beth começava a rir.
– Eu não estou com ciúmes. – Olivia falava novamente, mas soava furiosa dessa vez.
– Está bem, está bem. Você não está com ciúmes. – Adam falava brincando, mas Olivia continuou brava, se levantando da cama e indo se sentar no sofá.
– Hey Adam... – Santana agora entrava novamente no quarto. – Podemos ir agora? Puck e os outros vão nos encontrar em casa.
– Claro. Alyssa e Alejandro vão também. Preciso colocar esse garoto para dormir. Ele ficou acordado o voo inteiro e está caindo de sono. – Adam se aproximava da cama de Beth, pegando seu filho no colo. – Pronto, Liv. Agora o colo da Beth é todo seu. – O rapaz brincava, fazendo Beth rir ao ver os olhinhos de Olivia brilharem.
– Vão descansar. Tia Alyssa está com uma cara exausta. – Beth falava, fazendo Alyssa assentir.
– Preciso urgente de uma cama.
– Bom, então vamos. Você pode tomar um banho quente quando chegarmos. – Santana sorria, se despedindo de Quinn, Liv e Beth, e em seguida pegando Alejandro no colo que saia do quarto rindo com sua tia lhe fazendo cócegas.
– Nos vemos depois, bee. – Adam depositava um beijo na testa da sobrinha antes de se despedir dos outros e sair com Alyssa para irem descansar.
– Abuelita, a senhora deveria ter ido também. Aposto que deve estar exausta. – Beth falava carinhosa com sua avó.
– Confesso que sim, mas ainda quero ficar mais tempo com você. – Maribel sorriu, segurando a mão de Beth, enquanto agora, Olivia começava a subir na cama novamente devagar, e se sentando no colo de sua irmã.
– Mmmm... Realmente, ninguém aqui é ciumenta. – Quinn brincava se segurando para não rir do modo como Olivia se aproximou.
– Ciumenta! – Beth apertava a barriga de Olivia, mostrando a língua para a mesma e a enchendo de beijos.
– Não sou ciumenta!
– Mhm, imagina se fosse. – Maribel revirava os olhos, rindo suavemente ao ver o quanto Olivia era parecida com Santana quando criança.
Xxxx
Enquanto Maribel e Quinn saíam do quarto para tomarem café levando Olivia, Beth aproveitou o tempo sozinha para tentar conversar com Charlie.
Bee: Hey....
Apesar de ser algo simples, Beth precisava de algo para ter certeza de que Charlie iria lhe responder. A garota apertou para enviar e enquanto encarava seu celular, o mesmo vibrou em sua mão com uma mensagem de Charlie. Seu coração acelerava e Beth respirou fundo antes de abrir a mensagem.
Charlie: Hey (: Estava achando que iria me ignorar.
Charlie respondia, fazendo Beth morder o canto de sua boca.
Bee: Me desculpa. Não tive a intenção de te ignorar. Minha mãe me contou o que aconteceu e... Será que podemos conversar?
Charlie: Contou? E... Estou perdoada? Eu odeio ficar brigada com você, gatinha. Você quer que eu vá pra aí agora?
Beth abria um leve sorriso ao ver Charlie lhe chamando de “gatinha”. Apesar do apelido clichê, ela estava começando a gostar.
Bee: Mm... Talvez, mas acho que seria melhor se você aparecesse amanhã? Já está tarde e não acho que tia Anna te deixaria sair agora.
Charlie: Tudo bem. Vou ignorar a ansiedade que estou sentindo de te ver e te encher de beijos, e esperar até amanhã.
Beth soltava uma risada baixa ao ver sua namorada tão carente. Ela se sentia melhor em saber que Charlie não estava brava.
Bee: Isso, espere até amanhã que prometo recompensar o tempo perdido. Eu te amo, boo.
Charlie: Oh, você tem mesmo muitas horas para compensar (: Também te amo, gatinha. Bee, sobre o dia dos namorados. Já é semana que vem.
Assim que Beth leu a mensagem de Charlie, seu estômago revirou. Seu plano para o dia dos namorados era ter uma noite romântica levando sua namorada para jantar e depois passariam sua primeira noite juntas. Mas a garota sentia como se todos seus planos tivessem sido interrompidos por causa de seu acidente. Ela não sabia como poderia ter uma noite especial sentada em uma cadeira de rodas.
Bee: Podemos conversar sobre isso amanhã? Afinal temos muito que conversar.
Beth respondia, sabendo que talvez magoasse Charlie quando contasse que não queria comemorar o dia dos namorados já que estava impossibilitada de sair e sabia que daria trabalho para sua namorada. Afinal, quem a tiraria de dentro do carro? Nada disso seria fácil e Beth não estava pronta para passar por essa situação. Sua noite com Charlie sequer aconteceria. Beth não poderia dormir com sua namorada. Ela sequer sabia se sentiria algo, se dormissem juntas.
Charlie: Claro. Amanhã então nos falamos. Te amo. X
Beth revirava os olhos. Ela conhecia Charlie até mesmo por mensagem. A garota sabia que sua namorada não tinha ficado bem com sua mensagem anterior.
Bee: Charlie, me desculpe, está bem? Não fica assim. Essa situação toda é muito difícil pra mim. Eu realmente queria que nossa primeira noite fosse especial, mas nunca será especial enquanto eu estiver nessas condições e nós duas sabemos disso. Eu te amo. Eu te amo muito, e quero ter uma noite romântica com você.
A garota sentia seus olhos encherem de lágrimas. Por mais teimosa que fosse, Beth odiava deixar Charlie daquela forma.
Charlie: Nós ainda nem sabemos se isso daria certo ou não. Você sabe que eu faria qualquer coisa para fazer do nosso primeiro dia dos namorados algo especial, Beth. Não precisamos necessariamente passar a noite juntas como tínhamos planejado, mas podemos jantar juntas. Eu estou com você porque te amo e não porque penso só naquilo. Eu te esperaria o tempo que fosse preciso. Nunca te pressionei e jamais faria isso. Eu te amo, não se esqueça disso.
Beth não queria discutir por mensagem e sabia que as duas só entrariam em um acordo quando conversassem frente a frente.
Bee: Podemos, por favor, conversar amanhã? Você sabe que nunca chegamos a lugar algum quando discutimos por mensagem.
Charlie: Não estou discutindo com você, gatinha. Só quero que você entenda que o meu amor por você me faz querer fazer o que for possível para te fazer feliz. Eu te amo, Beth.
Mesmo sem querer, Beth abria um sorriso apaixonado.
Bee: Eu também te amo, e faria qualquer coisa por você. Estou com saudades e não vejo a hora de nos vermos amanhã. Preciso da minha namorada e seus abraços.
Charlie: É mesmo? Mmmm... Talvez ela te dê alguns abraços e se você se comportar, pode ganhar beijos também.
Beth ria baixo, fazendo um bico adorável.
Charlie: Aposto e ganho que você acabou de fazer aquele bico adorável no qual nunca resisto. :D
Bee: Como você sabe?
Charlie: Te conheço Elizabeth Fabray.
Bee: E eu te amo, Charlotte Ray.
Charlie: Acho injusto você ser tão linda e fofa desse jeito. Nunca resisto seu charme, gatinha.
Beth sentia seu coração pulando apaixonado com as palavras carinhosas de Charlie.
Bee: É bom saber disso.
Charlie: Oh céus, o que foi que eu fiz? Por que será que sinto que você vai usar seu charme sempre agora?
Bee: Porque eu vou.
Beth mandava a mensagem, rindo alto. Ela se sentia aliviada por estar se dando bem com Charlotte. A garota estava com o coração pesado e se sentindo mal pelo modo que tinha trato sua namorada e se sentia aliviada por tudo estar bem.
As duas trocaram mensagens por mais algumas horas até Charlie se despedir alegando que estava exausta e precisava dormir, já que no dia seguinte ainda teria que ir para o colégio.
– Bee! – Olivia entrava correndo no quarto, sendo seguida por Quinn e Maribel. – Eu e a mamãe vamos para casa.
– Ah, é mesmo? – Beth sorria, olhando para sua mãe.
– Sim, little one. Olivia precisa tomar um banho e descansar. Já está muito tarde. Passou da hora dessa menininha dormir. Não sei por que Santana não a levou.
– Mas você também precisa descansar, Quinn. – Maribel falava suavemente, se sentando na cadeira ao lado da cama de Beth.
– Abuela, a senhora também. Vocês não precisam se preocupar comigo. Podem todos ir para casa e descansar. Ficarei bem. – Beth sorria, colocando seu celular ao lado de sua cama.
– Mmm... Por acaso, você não está querendo se livrar de nós só para Charlie passar a noite aqui, está? – Quinn arqueava sua sobrancelha, olhando para Beth.
– O que? Mãe, não. Nós conversamos há alguns minutos antes de vocês chegarem e decidimos que seria melhor se conversássemos sobre tudo amanhã
– Ótimo. Fico feliz que tenham se resolvido, filha. – Quinn se aproximava depositando um beijo contra a testa da filha. – Não gosto muito da ideia de te deixar sozinha.
– Eu fico aqui. Não há problema algum. – Maribel comentava, fazendo Beth olhá-la.
– Abuelita, nós todas sabemos o quanto a senhora deve estar exausta da viagem. Acredite, adoraria que a senhora pudesse ficar aqui comigo, mas também quero que descanse, está bem? Nós podemos... Mmm, se o problema sou eu ficar sozinha talvez tia Rachel ou tia Frannie possa ficar comigo? – Beth olhava para sua mãe. – Ou tia Brittany. Se o problema é esse, podemos chamar qualquer uma delas. Tenho certeza que não recusariam isso. Até mesmo tio Puck.
– Noah? – Maribel arqueava sua sobrancelha.
– Puckerman anda ajudando bastante, mas filha, ele provavelmente deve estar com sua mãe. – Quinn virava-se para Beth. – Eles estão em casa arrumando tudo para quando você voltar amanhã.
– Arrumando tudo você diz, estão mudando meu quarto para o andar de baixo, porque não posso mais subir escadas. – Beth falava, fazendo Quinn respirar fundo.
– Estamos te mudando para o quarto de hospedes, mas é temporário. Só vamos descer o que você precisa e o restante continuará lá em cima a sua espera. – Quinn sorria e Beth assentiu.
– Podemos ir agora? – Olivia se aproximava de Quinn, deitando sua cabeça contra a cintura de sua mãe.
– Claro, pookie. Maribel, você vem?
– Abuela, pode ir. Descansa. Vou ficar bem.
– Você sabe que não estou gostando dessa ideia, certo? – Quinn perguntava virando-se para Beth. – Logo que sairmos daqui, vou pedir que a enfermeira fique de olho em você até Brittany chegar.
– Tudo bem, mãe. Provavelmente vou assistir filme no laptop da mami. – Beth sorria e com muita insistência, Maribel decidiu que iria para casa com Quinn. As três se despediram de Beth e logo a garota ficava sozinha, pegando o laptop de Santana e procurando um filme qualquer para assistir. Afinal, ela passaria algum tempo sozinha.
Xxxx
Após passar a madrugada vendo filmes com sua tia Brittany, Beth caiu no sono rapidamente. A garota estava ansiosa para o dia seguinte e esperava que realmente pudesse ir para casa.
O relógio marcava oito horas da manhã quando apenas Santana abria a porta do quarto, fazendo Brittany acordar.
– Hey B. – Santana sorria, se aproximando de sua amiga. – Como ela está?
– Hey San, ela está bem. Passamos a noite vendo filmes. Parece até que acabei de dormir. – Brittany se espreguiçava, fazendo Santana revirar os olhos.
– Obrigada por ter ficado aqui.
– Imagina, San. Você e Quinn estão precisando descansar, e também, adoro passar um tempo com a B-Lo. – Brittany passava a mão sobre seus olhos, tentando ignorar o sono que sentia. – E a Quinn?
– Ela precisou ir até a galeria. Ela tem alguns documentos para assinar e essas coisas de empresária. – Santana brincava, fazendo Brittany rir.
– Oh, é verdade. Me esqueci o quanto Quinn agora é importante. Dona da sua própria galeria.
– Que faz um enorme sucesso.
– E que te faz ser a esposa mais orgulhosa do mundo. Sério Santana, essa cara boba que você faz não me engana. – Brittany brincava.
– E realmente tenho muito orgulho da mulher maravilhosa que ela se tornou, Britt. É ótimo ver o quanto Quinn está feliz com sua própria galeria. Esse sempre foi o sonho dela.
– E o seu nunca foi trabalhar em uma rádio, mas tenho certeza que você está feliz no seu trabalho.
– Eu adoro o meu trabalho, Britt. É divertido.
– Fico feliz que vocês conseguiriam chegar até aqui. – Brittany sorriu carinhosa.
– Obrigada, Britt.
– Você acha que Beth volta hoje para casa? – Brittany perguntava.
– Só a médica pode nos dizer isso. – Santana se aproximava da cama de Beth, tirando o cabelo loiro do rosto da filha. Antes que uma delas pudesse dizer mais alguma coisa, a porta do quarto se abriu e a médica de Beth entrava acompanhada de uma enfermeira.
– Bom dia, senhora Lopez. – A médica a cumprimentava.
– Bom dia, doutora. Essa é minha amiga, Brittany. – Santana apresentava a dançarina e as duas se cumprimentaram.
– Bom, eu tenho ótimas notícias. – A médica sorria, abrindo a pasta de Beth. – Gostaria de fazer alguns exames em Beth, e se tudo estiver bem, ela pode ir para casa hoje mesmo.
– Sério? – A voz de Beth ecoava no quarto, fazendo todos a olharem. A garota abria seus olhos, apertando o controle da cama a fazendo sentar. – Eu vou mesmo poder ir para casa hoje?
– Claro. – Doutora Gutierrez respondia e logo se virava para a enfermeira pedindo para que a mesma fizesse os últimos exames e check-up em Beth.
Não demorou para que tudo estivesse finalizado. Beth agora esperava pelos resultados enquanto Santana lhe contava sobre como tinha ficado seu novo quarto.
– Senhora Lopez? – A doutora voltava para o quarto, chamando atenção das três que ainda conversavam.
– E então? Vou poder ir para casa? – Beth perguntava ansiosa.
– Bom, todos os seus exames estão ótimos. Como já vinha dito antes, seus movimentos nas pernas serão retomados com ajuda da fisioterapia. – A médica explicava e Beth assentia. – Mas com isso, fico feliz em lhe dar a notícia de que você pode ir para casa hoje.
– Isso! – Beth comemorava, fazendo a médica sorrir. – Argh! Não aguento mais esse lugar. Eu quero minha casa.
– Isso é ótimo, B-Lo! – Brittany aplaudia, abraçando a garota.
– E quando podemos ir? – Santana perguntava.
– Preciso apenas que a senhora venha comigo para podemos assinar a papelada da saída de Beth. – A médica falava suavemente e Santana assentiu.
– Ok bee. Tia Brittany te ajuda a se arrumar enquanto vou com a doutora.
– Está bem. Obrigada, doutora. – Beth sorria animada por estar indo embora.
– Imagina, querida. – A médica respondia antes de sair com Santana do quarto.
Beth rapidamente pegou seu celular mandando mensagem para Charlie, Louise e Thomas avisando que estaria em sua casa quando a aula acabasse. A garota pela primeira vez estava animada por finalmente sair daquele lugar. Beth tentava não pensar nas dificuldades que teria daqui para frente, mas esperava ansiosa para finalmente estar com sua família.
Xxxx
– Beth está vindo para casa! Beth está vindo! – Olivia saia correndo da sala para a cozinha, onde sua abuela preparava um delicioso bolo de chocolate.
– Wow, shorty, nós sabemos. – Adam respondia.
– Mas isso é tão legal, tio Adam! – A pequena falava animada. – Ela finalmente vai vir para casa e vou poder ajudar a mamãe e a mama a cuidarem dela.
– Mmm, você vai mesmo ajuda-la? – Adam semicerrava os olhos.
– Claro que vou. Ela é minha irmã. – A pequena revirava os olhos, fazendo seu tio rir.
– Eu também quero ajudar. – Alejandro pulava no colo de seu pai, fazendo Olivia revirar os olhos novamente.
– Bom, mas não vai, porque você é muito pequeno e não vai consegui ajudar. – A pequena respondia.
– Mas eu posso ajudar, não é papa?
– Todos nós podemos ajuda-la. Tenho certeza que ela vai precisar. – Adam sorria falando carinhoso com as duas crianças. — Mmm... hey, shorty, o que acha de você, Alejandro, abuela e Aly preparem uma festa de boas vindas para Beth?
– Sim! Nós podemos, abuela? – Olivia perguntava para Maribel.
– Claro, mi amor. Vamos preparar uma festa para Beth. Tenho certeza que ela vai adorar. – Maribel sorria.
– Isso! – Olivia comemorava, saindo correndo para seu quarto.
– Vamos enfeitar a casa com balões? – Alejandro perguntava.
– Vamos. Oh, que tal se a mamãe fazer uma linda faixa de boas vindas? – Adam perguntava para seu filho que assentia rapidamente.
– Isso! Vou falar com ela. – O pequeno saia correndo para as escadas a procura de sua mãe.
– Vou procurar alguma coisa para enfeitar essa casa. – Adam se levantava indo para o sótão, onde ficava o estúdio de Quinn e Beth. Ele não queria deixar que sua sobrinha chegasse sem uma festa, afinal, isso era motivo para comemoração.
Xxxx
– Ah! – Charlotte se aproximava de Liah, abraçando sua amiga a deixando confusa.
– Ok... O que houve? – A garota perguntava rindo.
– Beth está finalmente saindo do hospital. – Charlie abria um enorme sorriso. Ela estava tão feliz que sequer conseguia se controlar. – Minha gatinha está indo para casa. – A morena abraçava novamente Liah, que continuava rindo de sua amiga.
– Isso é ótimo, Charlie! Fico muito feliz. – Liah falava suavemente.
– Sim, e quero te pedir um favor. – Charlie arqueava sua sobrancelha, fazendo Liah revirar os olhos.
– Oh céus, o que foi?
– Fui atrás da Louise, mas ela está muito ocupada tentando estudar com Thomas... – Charlie revirava os olhos. – Preciso ir embora, Liah. Eu estou morrendo de saudades dela e preciso vê-la. – Charlotte fazia bico suave, e Liah sabia exatamente o que sua amiga iria pedir. – Preciso de cobertura para sair do colégio.
– Sabia. – Liah revirava os olhos. – O que quer que eu faça? – A garota perguntava e Charlie abria um sorriso malicioso, segurando na mão de Liah e a puxando em direção à entrada do colégio.
Xxxx
– Elizabeth! – Santana entrava no quarto da filha, onde encontrava a mesma sentada na cadeira de rodas, usando seu vestido amarelo, com sua sapatilha preta e o cabelo solto. – Você está oficialmente liberada desse hospital. – A latina brincava, fazendo Beth rir.
– Já podemos ir? Por favor? – A garota batia palmas e Santana se aproximava da cadeira da filha, depositando um beijo demorado na bochecha da mesma.
– Claro, bee. Podemos! – Santana se colocou atrás da cadeira e Brittany segurava a mala de Beth.
A sensação que Beth estava tendo era de liberdade. Mesmo sabendo que não estava livre. A garota sentia um grande alivio em seu peito por estar saindo daquele lugar. Ficar no hospital fazia tudo ficar mil vezes pior. Era como se tudo a sufocasse. A comida. A cama. O banheiro. A coberta. Tudo lhe sufocava e ela estava exausta fisicamente e mentalmente. Beth queria sair dali e se sentir livre. Se sentir leve na sua casa ao lado de sua família. Nos braços de sua namorada.
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