Notas iniciais
Oieee gente linda!!! Demorei, mas aqui está o capítulo novinho pra vocês e eu espero que gostem! Avisando que os dramas estão começando, hahaha. Notas importantes estarão sempre no final do capítulo. Enjoy it. xxxxx

Quinn tinha acabado de acordar e estava com a cabeça apoiada em sua mão observando sua esposa dormindo passando seus dedos sobre o cabelo escuro da mesma suavemente, sorrindo todas as vezes que seu contato fazia Santana murmurar enquanto dormia.

– Mmmm... – Santana abria um sorriso suave. – Você está me encarando.

– É isso que acontece quando acordo todas as manhãs com esposa tão linda como você. – Quinn sussurrava se aproximando começando a depositar beijos suaves sobre a bochecha da latina.

– Achei que você ia dizer gostosa, mas me conformo com linda. – Santana brincou continuando deitada de barriga para baixo, enquanto Quinn deslizava sua mão pelas costas exposta da latina fazendo-a se arrepiar.

– Nah... – Quinn deslizava seus lábios pelo ombro da latina suavemente. – Ontem à noite já deixei muito claro o quanto você é gostosa, — A loira pausava levando seus lábios até a orelha de Santana, dando uma mordida suave, ouvindo-a soltar um gemido entre os dentes – Enquanto estava entre suas pernas.

Santana continuava de olhos fechados sentindo seu corpo arrepiando com o contado dos lábios de Quinn sobre sua pele e seus dedos deslizando sobre suas costas. A latina mordia seu lábio inferior contraindo sua barriga assim que a mão de Fabray estava agora sobre sua bunda.

– Céus, depois de tantos anos ainda não aprendi a me controlar perto de você. – Quinn brincava arranhando as costas de Santana.

– Isso é bom, porque eu nunca me canso dos seus seios. – Santana abrir os olhos pela primeira vez encontrando sua esposa rindo.

Santana começava a se virar, colocando uma de suas mãos na nuca de Quinn trazendo o rosto da mesma para perto do seu, deixando seus lábios se tocarem enquanto sua outra mão deslizava pela lateral do corpo seminu da mesma até sua cintura colocando-a entre suas pernas.

Quinn subia sua mão para um dos seios de Santana, massageando o mesmo suavemente, soltando um gemido entre os lábios da latina. Seu quadril começava a se movimentar lentamente contra o de Santana e ambas começavam a sentir seus corpos se arrepiando com o contato.

A latina encaixava seus dedos no cabelo loiro de Quinn, massageando a nuca da mesma, descendo sua outra mão pelas costas da loira, alcançando a bunda da mesma fazendo movimento circular com seus dedos por cima da pele de Quinn antes de apertar com força pressionando seus quadris, começando a movimentar com mais intensidade, mas para surpresa da latina, a mão de Quinn já não estava mais em seu seio e sim deslizando para o meio de suas pernas.

Quinn arranhava o caminho com força fazendo Santana fechar seus olhos, mordendo seu lábio inferior. A loira parava o beijo, deixando apenas que seus lábios se tocassem enquanto agora seus dedos deslizavam para o centro de Santana suavemente.

– Mmmm Q. – A latina suspirava, fazendo Quinn sorrir maliciosa.

A loira subia e descia dois de seus dedos sobre clitóris de sua esposa, sentindo o quão molhada ela já estava com seu simples toque. Quinn passou seu dedo pela entrada da latina, começando seus movimentos circulares antes de deslizar seu dedo para dentro de sua esposa.

– Quinn! – Santana podia sentir seu corpo excitado com o toque de sua esposa pedindo por mais. A latina movimentava seu quadril sobre a mão de Quinn antes mesmo de a loira começar seu trabalho no centro de Santana.

– Paciência, amor. – Quinn sussurrava contra os lábios da latina, provocando-a.

Com seu polegar, Quinn começava a circular sobre o clitóris de Santana e devagar seus dedos se movimentavam estocando dentro da latina que agora soltava gemidos entre seus dentes, apertando seus dedos no cabelo de Quinn com força.

– Oh céus, Q. – Santana sussurrava abrindo um pouco mais suas pernas dando mais acesso a sua esposa. A latina pousava sua outra mão nas costas de Quinn, começando a arranhá-la sentindo seu corpo se contraindo todo por baixo da mesma.

– Me diz o que você quer, amor. – Quinn provocava, deslizando seus lábios para o pescoço da latina, começando a chupar com força a baixo da orelha da mesma.

– Mais rápido, mi amor. – Santana apoiava o pé da cama, pressionando sua coxa contra a cintura de Quinn, movimentando seu quadril no mesmo ritmo dos dedos da mesma.

– Como quiser. – A loira respondeu usando sua voz sexy, aumentando a intensidade encaixando mais um dedo dentro da latina.

– Mmmmm... – Santana gemia sem conseguir controlar o volume de sua voz. A sensação que Quinn a fazia sentir era impossível de se manter em silêncio. Fabray sabia exatamente qual era o ponto de sua esposa, conhecendo cada canto de seu corpo.

Quinn deslizava agora seus lábios para o seio da latina, passando sua língua em volta de seu mamilo e agora seus movimentos eram rápidos, deixando a palma de sua mão fazendo pressão contra o clitóris de Santana que pulsava sem parar.

– Não para, Q. Mmmm... E-eu estou quase lá. – Santana mordia o canto de seus lábios com força, contraindo sua barriga e Quinn podia sentir as paredes de sua esposa se apertando em volta de seus dedos. Apesar de começar a sentir uma pequena dor em seu pulso, Quinn continuava com seus movimentos adorando ver o quanto dava prazer a sua esposa.

– Quinn! – Santana apertava seus dedos no cabelo de Quinn, sua unha gravava contra as costas da loira enquanto ela atingia seu orgasmo naquela manhã.

A loira estocava um pouco mais antes de começar a diminuir seus movimentos, subindo seus dedos sobre o clitóris de Santana e levando para sua boca, chupando os sentindo o gosto da latina.

– É. Você continua gostosa. – Quinn sussurrou fazendo Santana rir, atracando seus lábios aos de sua esposa. – San? – A loira jogava todo seu cabelo para o lado, encontrando os olhos de Santana que a olhava com paixão. – Mmm, faz um tempo que não usamos nosso brinquedinho. – Quinn falava suavemente desviando seu olhar da latina.

– Hey. – Santana colocava sua mão no queixo de Quinn, levantando a cabeça da mesma fazendo-a olha-la. – Amor, você sabe que não precisa ter vergonha de pedir pra eu usar quando você quiser.

– Eu achei que como nos tínhamos parado, você tinha perdido a vontade de usar. – Quinn pousava sua mão no peito da latina, enrolando umas mechas do cabelo escuro de Santana em seus dedos.

– Não amor, você sabe o quanto adoro te ver tendo um orgasmo enquanto o uso. – A latina ria suave. – Você podia ter me pedido ontem à noite, Q. Eu teria usado.

– Mas sua língua estava fazendo um ótimo trabalho ontem à noite. – Agora era Quinn quem ria, depositando um selinho nos lábios de Santana. – Talvez possamos usá-lo hoje à noite?

– Lucy Quinn, você está me saindo uma deliciosa ninfo. – Santana brincava e Quinn começava a ficar vermelha. – Céus, é adorável ver o quão fofa você continua sendo todas as vezes que falamos sobre sexo. – A latina começava a rir, passando a mão sobre a bochecha de Quinn. – Eu faço qualquer coisa por você, Lucy Q, e usar novamente nosso strap-on é uma das coisas que eu adoraria em fazer. – Santana depositava outro selinho nos lábios de Quinn.

Enquanto as duas aproveitavam a manhã juntas uma nos braços da outra, Santana pensava em retribuir para sua esposa o que tinha acabado de acontecer, mas antes que a latina pudesse agir uma batida na porta às fizeram sorrir durante o beijo.

– Mamãe Q? Mamãe Tana? – Olivia batia mais uma vez chamando por suas mães com uma adorável voz de sono.

– Oi, meu amor. – Quinn respondia por baixo de Santana que parecia frustrada por ter sido interrompida.

– Mamãe Q, eu estou com fome. – Olivia falava atrás da porta.

– Nós já estamos indo, pookie. – Quinn começava a rir ao ver a cara de frustração de Santana. Ela sempre achava engraçado o quanto sua esposa parecia um adolescente com tesão o tempo todo.

– Vamos minha adolescente frustrada, temos duas garotas para alimentar. – Quinn dava um tapa na bunda de Santana que rolava para o seu lado da cama deixando Quinn se levantar.

– Por que Olivia não é dorminhoca igual Beth? Aposto que a adolescente da casa deve estar dormindo até agora. – Santana falava contra o travesseiro fazendo Quinn rir alto.

– Não se esqueça que o dia só está começando, Santana Lopez. – Quinn falava maliciosa antes de desaparecer no banheiro deixando uma latina ansiosa para começar o dia.

Xxxx

– Não senhorita. – Santana puxava Beth pelo braço, trazendo-a para se sentar no seu colo antes da mesma sair para o seu quarto. – Queremos saber sobre tudo o que aconteceu na noite passada. – Beth revirava os olhos rindo ao ver sua mãe tão empolgada.

– Tá bom, eu conto, mama. – Beth ria se ajeitando no colo de Santana enquanto sua irmã e sua mãe terminavam de tomar café.

– Foi tudo lindo e muito bom. Aquele restaurante é uma delicia e ela adorou. Apesar de ter sido algo simples, tenho certeza que ela deve ter aproveitado ainda mais quando estávamos no planetário e... – Beth pausava olhando para suas mães.

– E o que, bee? – Liv perguntava.

– E finalmente oficializamos e agora Charlotte virou a nora de vocês. Yay! – Beth encolhia seus ombros e Quinn começava a rir.

– Aww little one, fico muito feliz por vocês. Espero que dê tudo certo daqui pra frente. – Quinn falava carinhosa.

– Parabéns, bee. – Santana abraçava sua filha com força. – Fico feliz por vocês também, mas agora espero que fiquem muito cientes que estarão sujeitas a muitas restrições.

– Mama! – Beth murmurava.

– Sem mama. Não quero minha filha fazendo sex- .

– Santana! – Quinn balançava a cabeça segurando o riso, enquanto olhava para Olivia.

– Fazendo o que? – Liv perguntava.

– Nada, Liv. Mama só está sendo dramática. – Beth respirava fundo. Ela sabia que agora seus momentos com Charlie teria restrições, mas ela também sabia que precisava mostrar para suas mães que podiam confiar nela. – Mami, mãe. – A adolescente falava suavemente, segurando a mão de Santana. – Pode parecer clichê da minha parte ou até bobo, mas eu não faria nada disso com Charlie a toa sem sentir que chegou a hora. Nós conversamos sobre isso ontem à noite e apesar de muitos dos meus amigos já terem feito isso, não me vejo fazendo só pra poder me encaixar no grupo e Charlotte disse que não importa o tempo que leve pra chegar na hora certa, porque ela vai me esperar e até porque, nosso relacionamento não é só sobre sex. – A loira começava a falar, mas se lembrou de que sua irmã estava prestando atenção. – Sobre isso. Vai muito além. Somos novas, descobrimos agora que temos um sentimento muito forte uma pela outra e vamos aproveitar e esperar o tempo que for até estarmos prontas. – Beth sorria e podia ver o olhar de orgulho bobo de suas mães. – Nada disso vai acontecer por agora. – A loira brincava e podia ver Santana semicerrando os olhos.

– Nós confiamos em você, filha, e acredite, não queremos colocar restrições no relacionamento de vocês a partir do momento em que vocês respeitarem uma a outra e si mesmos.

– Também respeitem minha casa e o seu carro, e também a casa da tia Anna. – Santana falava fazendo Quinn revirar os olhos.

– Não liga para sua mami. Ela só está assim, porque a bebê dela cresceu e isso mostra o quanto ela está velha. – Quinn comentava fazendo Beth e Olivia rirem sem parar.

– Eu não estou velha. – Santana rebatia. – Sou uma mãe muito sexy e gostosa pela idade que tenho.

– Ah isso você é mesmo. – Quinn respondia suavemente, piscando para sua esposa.

– Argh! Vocês nunca cansam? – Beth fazia careta se levantando do colo de Santana.

– Olha bee, o que estou querendo dizer é que isso é algo muito sério e acho muito bom você querer esperar. A minha maior preocupação é você fazer por pressão, porque você pode se arrepender depois e é horrível. A minha primeira vez foi horrível e eu me arrependi amargamente por meses por ter sido tão impulsiva. Você precisa curtir o seu namoro e mostrar que podemos confiar em vocês, sendo assim eu prometo me comportar e não colocar restrições absurdas no relacionamento de vocês, está bem? – Santana sorria e Beth no mesmo instante passava seus braços em volta do pescoço da latina.

– Obrigada, mama. – Beth depositava um beijo na bochecha de sua mãe antes de se afastar. – Tudo bem se a Charlie passar o dia aqui hoje? – Beth falava suavemente, usando seu sorriso mais fofo.

– Claro, little one.

– Mas... Beth, se a Charlie vai passar o dia aqui, quem vai me levar para a festa da Chloe? – Olivia perguntava olhando em pânico para sua irmã.

– Calma, munchkin. Eu e Charlie vamos te levar, está bem? E ficaremos lá com você. – Beth sorriu depositando um beijo na testa da irmã.

– Mijá, por que eu e a mamãe não podemos te levar? – Santana perguntava.

– Mmm... – Liv entortava a boca sem saber o que dizer.

– Me ofereci para levá-la ontem, mami. – Beth sorria piscando para Olivia. — Vocês vão fazer alguma coisa hoje?

– Talvez. – Santana respondia olhando para Quinn.

– Por favor, não me contem o que é. – Beth fazia careta e Quinn revirava os olhos sabendo o quanto Santana adorava provocar Beth. — Vou me arrumar, porque não quero ter imagem nenhuma na minha cabeça. – A loira saiu desaparecendo para seu quarto.

– Mamãe, você acha que a Chloe vai gostar do meu presente? – Olivia perguntava para Quinn e a mesma podia ver que a pequena estava preocupada.

– Claro que vai, pookie. Tenho certeza que ela vai adorar aquele urso gigante que você comprou.

– Quem não iria? Todas as crianças adoram ursos gigantes. – Santana respondia logo em seguida e Olivia sorria.

– Posso escolher a roupa pra eu usar? – A pequena perguntava.

– Claro, mijá. Por que você não soube para tomar banho e daqui a pouco vamos lá para te ajudar, está bem? – Santana sorria e Olivia assentiu, depositando um beijo na bochecha de suas mães antes de correr para seu quarto.

– San, eu acho que uma de nós deveríamos ir com ela. – Quinn se levantava começando a limpar a mesa. – Eu não confio na mãe da Chloe.

– Hey, bê, vai ficar tudo bem. – Santana passava seus braços por trás de Quinn, encostando seu queixo sobre o ombro da mesma. – Beth sabe defendê-la e não esqueça que Charlotte também vai estar lá. Essas duas sabem o que fazer quando o assunto é nos defender.

– Espero. – Quinn respirava fundo e logo as duas terminavam de arrumar a mesa.

Xxxx

Olivia estava sentava de frente para seu guarda-roupa enrolada na toalha tentando escolher uma roupa para ir ao aniversário. O tempo não estava tão frio e o sol já começava a aparecer levemente naquele dia. Quinn estava sentada na cama da pequena sorrindo ao ver as caretas que Olivia fazia que eram tão parecidas com as de Santana.

– Já escolheu, pookie? – Quinn perguntava e Olivia entortava sua boca mais uma vez assentindo.

– Sim. Eu quero este vestido, mamãe. – A pequena apontava para um vestido rose, com desenhos vintage preto de uma bicicleta, com manga regata com uma fita de cetim marrom em sua cintura.

– Você quer ir com esse? – Quinn tirava o vestido do guarda-roupa e Olivia assentia. – Está bem, mas vamos vestir uma meia calça branca. – Fabray colocou o vestido em cima da cama, enquanto pegava a meia calça e o sapatinho marrom escuro para sua filha.

Não demorou para que Olivia estivesse pronta. A pequena optou por colocar um de seus boleros da mesma cor de seu sapato para não passar frio e deixou Quinn arrumar seu cabelo fazendo uma trança para o lado exatamente como a mesma gostava.

– Pronto, meu amor. – Quinn depositava um beijo na testa da filha. – Você está linda.

– Gracias, mamãe Q.

– Pronta, Olivia? – Beth entrava no quarto usando um vestido branco, com desenhos triangulares na cintura onde deixava sua barriga aparecendo e um sapato Oxford branco com flores rosa. – Wow, Liv, você está linda. – Beth sorria para sua irmã que passava a mão sobre seu vestido.

– Gracias. Mamãe deixou que eu mesma escolhesse minha roupa. – A pequena sorria orgulhosa.

– Tá linda, squirt. Vamos? Charlie já está chegando e vamos no carro dela.

– Está bem. Você me ajuda a levar o presente, mamãe? – Olivia perguntava e Quinn pegou o grande urso que estava em cima da cama.

Logo que chegaram à parte de baixo, Charlie já estava na sala lhes esperando e Santana parecia querer interrogá-la, mesmo fazendo isso apenas para brincar com sua filha e Charlie.

Beth desceu correndo, passando seus braços em volta da nuca de sua namorada e lhe dando um selinho demorado, no qual foi interrompido por Santana que limpava sua garganta.

As três se despediam e antes de Quinn deixar Beth ir, a mesma abraçou a filha pedindo que ela ficasse de olho em Natalie, e Beth prometeu que se a ruiva fizesse algum mal para Olivia, ela e Charlie tomariam conta disso.

O caminho até central park foi tranquilo. Olivia falava sem parar o quanto ia brincar com Bella e Chloe a tarde toda. A pequena também falava triste ao comentar que Brooklyn não tinha sido convidado. Charlie sempre brincava com a pequena dizendo que comeria todos os doces da festa e não deixaria nenhum para Liv e Beth dizia que brincaria nos brinquedos.

Não demorou para que Charlie estacionasse seu carro e logo a frente avistassem o local da festa. Estava enfeitado com um grande arco de bexigas rosa e brancas, com um espaço privado cercado com cercas brancas para a festa da garota.

Beth ajudou sua irmã a descer do carro, enquanto Charlotte levava o presente. Logo que se aproximaram, um rapaz de cabelo preto que usava camisa polo, calça jeans e tênis se aproximaram delas sorrindo educado.

– Você deve ser a Olivia. – O rapaz sorria simpático, olhando para a pequena. – Eu sou Peter, pai da Chloe e ela fala muito de você.

– É um prazer conhecê-lo senhor Hale. – Olivia falava educada. – Essa é minha irmã Beth e a namorada dela, Charlie. – Assim que Olivia apresentou Charlie, Beth sentiu seu estomago embrulhar com medo da reação do pai de Chloe, mas para a surpresa das três, ele parecia não se importar.

– É um prazer conhecê-las. Chloe fala muito da Olivia e do quão maneiro é ter duas mães. – Peter sorria.

– Realmente é muito legal. – Beth respondia.

– Venha, fiquem a vontade. Chloe vai adorar ver que vocês finalmente chegaram. Me deixe te ajudar com isso. – Peter tirava o presente da mão de Charlotte e a morena segurava na mão de Beth enquanto os quatro seguiam para acharem a pequena Chloe.

Assim que passaram pelo arco de bexigas, Olivia ouviu gritarem seu nome e antes que pudesse reagir, os braços da pequena Isabella estavam em volta dela lhe abraçando com força.

– Bella! – Liv apertava seus braços na cintura da pequena. – Olha, essa é minha irmã Beth e a namorada dela, Charlie. – A pequena saia do abraço de Bella e apresentava sua irmã e sua cunhada para a amiga.

– Oi! – Bella acenava e as duas adolescentes respondia.

– Olivia! – Outra criança chamou pelo nome da pequena e agora era a aniversariante quem vinha correndo na direção da pequena Lopez. – Você veio! – Chloe lhe abraçava forte sorrindo sem parar.

– Feliz aniversário, Chloe. – Liv correspondia o abraço e logo que saia virava-se para Peter. – Olha esse é o seu presente.

– Wow! Ele é gigante. – Chloe falava encantada olhando para o urso.

– Eu vou colocá-lo na sua mesa de presente, meu amor.

– Obrigada, papai. – Chloe sorria para Peter e logo olhava para as duas adolescentes atrás de Liv. – Oi. Obrigada por terem vindo à minha festa.

– Oi Chloe, feliz aniversário! – Beth sorria.

– Feliz aniversário, redhead! – Charlie brincava e as três pequenas começavam a rir.

– Obrigada. Vem Liv, vamos brincar. – As três pequenas saíram correndo para o primeiro brinquedo enquanto Beth e Charlie se aproximavam de uma das mesas vazias para se sentarem.

– Eu sinceramente adoro festa de crianças, mas não estou me sentindo confortável nesse lugar. – Charlie comentava olhando para as mães que conversavam perto a mesa de sucos.

– Pois é. O único que aparenta ser divertido aqui é o pai da Chloe.

– Pelo modo como suas mães e a Olivia falam da mãe da Chloe, achei que o pai seria pior, mas ele pareceu não se importar com o fato de Olivia ter duas mães, pelo contrário, demonstrar empolgado. – Charlie ria baixo, mas antes de Beth responder, uma mulher de cabelos vermelhos se aproximou da mesa.

– Olá. – Natalie falava sorrindo suavemente. – Eu sou Natalie, mãe da Chloe. Não me lembro de vocês. – A ruiva comentava olhando de Charlie para Beth.

– Ah, desculpe. – Beth abria seu sorriso falso, como de sua mãe Quinn. – Eu sou Elizabeth Lopez e essa é minha... –

– Amiga. – Charlie a interrompia, fazendo Beth olhá-la. – Eu sou amiga dela, Charlotte. Nós viemos acompanhar a Olivia.

– Sim, Olivia é minha irmã. – Beth voltava sua atenção para Natalie.

– Oh. – A ruiva arqueava sua sobrancelha olhando Charlie e Beth da cabeça aos pés. – Imaginei que talvez uma de suas mães estivesse por aqui? – Natalie usava um tom de voz irônico no qual não foi passado despercebido por Charlotte.

– Mm, eu quis acompanhar minha irmã caçula. – Beth sorria.

– Bom, então sinta-se a vontade. Podem se servir o quanto quiser. – Natalie demonstrava seu olhar de desgosto em cima de Beth antes de se virar deixando-as a sós.

– Que mulher nojenta. – Beth sussurrava. – E por que você não me deixou te apresentar como minha namorada? – A loira arqueava sua sobrancelha incomodada.

– Bee... – Charlie começava a falar suavemente. – Sua irmã já está tendo problemas com essa cabeça de fósforo porque tem duas mães, imagina se souber que a irmã mais velha também é gay? Não acho que devemos nos esconder, mas sua irmã é criança e não entende ainda do porque Natalie a trata mal só por ela ter duas mães, imagina sabendo que a ruiva também a trata mal por nossa causa? Ela ia começar a odiar todo mundo. – Charlotte brincou pousando sua mão no joelho de Beth por baixo da mesa. – Eu te amo e não pretendo esconder nosso relacionamento de ninguém, mas nesse momento é bom pensarmos na Olivia e deixarmos ela se divertir. – Beth sabia que Charlie tinha razão e se segurou para não beijá-la ali mesmo.

– Você tem razão. Desculpa. – Beth sorriu, dando um tapa de leve na mão de Charlotte. – Vamos procurar cupcakes porque eu estou louca para comer alguns. – A loira falava empolgada fazendo sua namorada rir.

Xxxx

Olivia ria sem parar enquanto brincava pulando no castelo pula-pula junto com Bella, Chloe e mais duas crianças. Elas pulavam em círculos enquanto uma segurava na mão da outra. A pequena Lopez estava adorando seu dia e aproveitava cada minuto enquanto brincava com suas amiguinhas.

Charlie e Beth estavam próximas a mesa de doces observando a felicidade da pequena enquanto beliscavam alguns dos doces, acompanhadas de mais algumas outras mulheres.

– Natalie me contou que uma das crianças convidadas é filha de duas mulheres. – Uma mulher de cabelos curtos que usava um conjunto azul de terno comentava para as outras suas amigas.

– E qual o problema? – Uma loira perguntava.

– Qual problema? – A mulher voltava a falar. – Daniele isso é algo terrível. Acho que a escola deveria proibir esse tipo de coisa. Não gosto da minha filha perto dessa garota. Imagina o que eu diria para minha filha quando ela me perguntasse do porque essa menina tem duas mães?

– Diria a verdade? – A loira franzia o cenho. – Isso é algo comum e não vejo problema Isabella brincar com essa garotinha que pelo visto é adorável. O fato de ela ter duas mães não influência em nada na vida de ninguém.

Beth e Charlotte se olhavam enquanto ouviam as mães conversarem sobre Olivia. Charlotte sentia a raiva percorrer seu corpo e se segurava para não gritar e xingar todas aquelas senhoras homofóbicas. Já Beth, sentia seu coração disparando ao ver o que falavam de sua irmã. Era tudo dolorido e ela odiava não poder dizer algo.

– Em minha opinião. – Agora Natalie quem aparecia ao lado delas entrando no assunto. – Não acho que nossos filhos deveriam continuar andando com essa menina. Isso não passa de um pecado no qual eu não permitiria que minha filha estivesse por perto.

– Como vocês podem ser tão... Baixas? – A loira revirava os olhos. – A menina não tem culpa de ter nascido em uma família diferente e não acho que deveria ser tratada dessa forma por pessoas homofóbicas como vocês. Eu quem deveria ter vergonha e não permitir que minha Bella frequente uma casa como essa. Que ensina que não devemos gostar do próximo seja ele como for. – A loira balançava a cabeça. – Faça o que quiserem, mas não vou impedir minha filha de conviver com aquela garotinha, porque vocês não fazem ideia do quanto ela é encantadora. Acredito que a filha e o filho de vocês não devem parar um segundo de falar nela, assim como Bella. Minha filha adora a amiguinha que tem e o fato dela ter duas mães não influencia em nada. – A loira balançou a cabeça e no mesmo instante se afastou irritada com o que ouvia.

Beth podia relaxar ao ver a mãe da suposta Bella defendendo sua irmã e respirava fundo contando até dez para não voar no pescoço daquelas senhoras nariz empinado que se acham melhores só porque tem uma família normal.

– Tentei desconvidar essa menina, mas já era tarde demais e Chloe estava empolgada em receber todos seus amigos hoje. Quero que ela tenha um dia feliz.

– Não aceito essa menina na escola do meu filho. Onde já se viu? A escola não tem princípios?

– Pelo visto não. – Outra mãe respondia.

– Talvez se fizermos uma reunião com o diretor resolva as coisas.

– Vocês são ridículas! – Beth gritava de onde estava fazendo as mães se virarem surpresas para olhá-la.

– Beth! – Charlotte sussurrava segurando na mão da garota, mas Beth estava furiosa com seus olhos cheios de lágrimas e cansada do que ouvia.

– Acha que sua família perfeita é melhor do que a minha? – A loira falava furiosa se aproximando das senhoras. – Sim, eu sou irmã mais velha da Olivia. A garotinha no qual vocês estão falando sem parar. É repulsivo ver o quão nojenta todas vocês são! – Beth gritava chamando atenção de todos ao redor. – HOMOFÓBICAS! É isso o que vocês são. O fato de sermos filhas de duas mães não muda o fato de ser uma família como qualquer outra. Nossas mães nos ama e aposto que nos da muito mais carinho e atenção do que todas vocês já tiveram um dia dos pais de vocês, suas nojentas. – Charlie sabia que não podia controlar sua namorada e por um segundo se sentia orgulhosa de vê-la agindo daquela forma e apenas se manteve ao seu lado sorrindo irônica para a cara de assustada e de vergonha de todas as mães que falavam mal de Olivia.

– Quem você pensa...-

– Fica quieta, sua nojenta! – Beth interrompia a mãe de terninho que mais falou mal de Olivia. – Acha que sua família tem alguma diferença da minha? Aliás, espera. Tem sim e sabe por quê? Porque minhas duas mães sempre nos ensinou que o amor vem para qualquer um de todas as formas. Elas nos ensinaram que não importa se a pessoa é de cor, se a pessoa é diferente, porque por dentro somos todos iguais e devemos respeitá-las e até amá-las pelo o que são. Minha irmã é uma garota encantadora, educada, simpática e muito amorosa e tem um carinho enorme por seus amiguinhos que consequentemente são filhos de vocês. Eu sinto pena do que seus filhos vão se tornar quando crescerem. Deus ajude que eles sejam espertos o suficientes para não se tornarem um bando de homofóbicos nojentos como vocês.

– Olha aqui garota. – Natalie se aproximava apontando o dedo para Beth.

– Olha aqui você, nojenta. – Beth dava um passo para frente de Natalie. – Se você um dia pensar em fazer algum mal para minha irmã, eu juro que você vai ter muito mais do que isso, porque eu te garanto que quando minha mãe Santana descobrir o que vocês estão dizendo... – Beth começava a rir. – Apenas aguardem, porque o que vocês tiveram da minha parte, foi apenas um gostinho do que está por vir. – A garota olhou fundo nos olhos de Natalie e pode sentir o quão vergonhosa e preocupada a ruiva estava.

– O que está acontecendo aqui? – Peter se aproximava após voltar da doceria com o bolo de Chloe.

– Com todo o respeito ao senhor. – Beth se virava falando firme com Peter. – Sinto muito por ter se casado com uma mulher tão homofóbica e nojenta que não suporta sequer o fato da minha irmã estar perto da filha de vocês. – No mesmo instante Peter olhou para sua esposa furioso sabendo exatamente o que tinha acontecido. Ele conhecia bem Natalie e sabia o quão difícil a ruiva era.

– Ah, e antes que me esqueça. – Beth sorria maliciosa, se aproximando de Charlotte, pousando suas mãos na bochecha da morena e atracando seus lábios no da mesma, iniciando um beijo intenso, deixando aquelas mães nojentas boque abertas.

Charlie sorria durante o beijo, fechando seus olhos, enquanto sua língua brincava com a de Beth deliciosamente. A morena não esperava por aquilo, mas não podia negar que estava adorando. – Sim. Ela é minha namorada. – Beth sorriu, segurando na mão de Charlotte e saindo para pegarem Olivia.

– Beth espera. – Charlotte segurou Beth fazendo-a parar e olhá-la. – Olha pra mim. Eu sei que você está irritada e furiosa, mas é a Olivia que estamos indo pegar. Você sabe conhece sua irmã e sabe que ela vai te fazer milhares de perguntas do porque estamos indo embora antes do parabéns. Ela vai querer saber do porque você está chorando desse jeito.

– Sua namorada tem razão. – Uma voz pegava Beth e Charlotte se surpresa as fazendo olhar para o lado encontrando Peter. – Me desculpem por Natalie. Não sabia que isso estava acontecendo e confesso que me sinto envergonhado.

– Imagina, senhor Hale. O senhor não tem culpa pelo o que sua esposa fez. – Charlotte respondia. – Mas é muito difícil deixar Olivia perto dessas mulheres depois de tudo o que ouvimos. Ela realmente não merece nada daquilo.

– Não se preocupem. Sua irmã não vai sair daqui antes de cantarmos parabéns. – Peter sorriu simpático e se retirou chamando todas as crianças para perto da mesa do bolo.

Beth olhou para Charlie e em seguida viu sua irmã se aproximando em silêncio. A loira rapidamente tentou disfarçar sua cara de choro, mas o modo como sua irmã estava lhe fazia sentir seu estomago embrulhando.

– Nós podemos ir embora? – Liv perguntava olhando para seus sapatos.

– Olivia, o que aconteceu? – Beth no mesmo instante se abaixou ficando na altura dos olhos de sua irmã e a pequena passava seus braços em seu pescoço lhe abraçando forte.

– Eu quero ir pra casa. – Liv estava com voz de choro e escondia seu rosto no pescoço de Beth. A loira olhou para sua namorada preocupada e Charlotte a ajudou se levantar com Olivia em seu colo.

– Liv, você não quer ficar para cantar parabéns? Você adora bolo, short stuff. – Charlie passava a mão no cabelo da pequena tentando animá-la.

– Não. Eu quero ir pra casa. Chloe já sabe que eu gosto muito dela, mas agora eu quero ir pra casa! – A pequena começava a chorar soluçando no pescoço de sua irmã e a mesma ficava novamente furiosa.

– Eu juro que vou fazer questão de ver minha mãe San vindo atrás dessa nojenta. – Beth falava entre os dentes, abraçando forte sua irmã enquanto ela e Charlie iam em direção ao carro para irem embora.

Xxxx

No caminho de volta para casa das Lopezes, Beth estava no banco de trás com sua irmã que não desgrudava dela. Olivia estava com sua cabeça deitada no peito de Beth e seu braço em volta da cintura da mesma se encolhendo contra o corpo da irmã. Era nítido ver o quão chateada a pequena estava e isso preocupava sua irmã e Charlie.

– Olivia, você precisa me dizer o que aconteceu. – Beth passava a mão entre as mechas escuras do cabelo da irmã. – Se você não disser vai ser difícil te ajudar.

– Sim, short stuff. Nós somos suas melhores amigas e estamos do seu lado. – Charlie olhava pelo retrovisor.

Olivia sabia que podia confiar em sua irmã e em Charlie, porque as duas lhe ajudariam. Beth já tinha dito que ambas eram melhores amigas e que faria de tudo por ela. A pequena respirou fundo se afastando de sua irmã e a olhando.

– Eu vi tudo. – Olivia falava suavemente. – Eu vi aquelas mulheres brigando com vocês e vi que ninguém ali gostava de mim. – A pequena levava as mãos nos olhos começando a chorar como se nunca tivesse parado.

– Liv! – Beth rapidamente passou seus braços em volta de sua irmã, sentindo seu coração apertando ao vê-la tão machucada. – Isso não é verdade. A mãe da Isabella gosta muito de você. Apesar de termos ficado muito furiosas com aquelas nojentas, a mãe da sua amiguinha Isabella te defendeu e disse que acha ótimo vê-la brincar com você.

– Mas as outras não gostam! – Liv falava magoada. – Ninguém gosta. Eu quero voltar pra minha outra escola. Eu tinha amiguinhas lá que gostavam de mim. Eu odeio essa escola. Eu odeio. Não quero mais voltar pra lá. Logo as mamães deles vão fazer igual a mamãe da Chloe fez com o Brooklyn e ninguém mais vai poder brincar comigo. – A pequena agora falava furiosa e Beth e Charlotte estava com seus olhos cheios de lágrimas. – Ninguém gosta de mim. Ninguém. – Olivia começava a soluçar desesperada e Beth a pegava no colo tentando acalmá-la.

– Olivia, olha pra mim! – Beth colocava as mãos no rosto da irmã. – Eu já te expliquei. Aquelas pessoas é gente de cérebro pequeno que não sabe o quanto nossa família é valiosa. Eu, você, a mamãe Q e a mamãe Tana nos amamos muito e somos feliz assim, não somos? – A loira perguntava e Liv assentia suavemente. – Então, little monkey, não importa o que falem, nós... Eu e você, sabemos que somos especiais porque temos as melhores mamães do mundo todo! – Beth depositava um beijo na testa de Olivia. – Se calma, Liv. Essas pessoas são nojentas e prometo que ninguém vai fazer mal algum pra você. Nós não vamos deixar e vamos estar sempre te protegendo. Nenhuma das suas amiguinhas te odeia e eu tenho certeza que se as mamães conversarem com o diretor da sua escola, ninguém vai parar de brincar com você. Natalie é uma exceção na qual não influência em nada. Você viu o pai da Chloe. Ele é um amor, Liv e ficou super feliz em saber que a Chloe tinha uma amiga tão linda e adorável como você sem sequer se importar com o fato de você ter duas mães. – Beth falava suavemente e podia sentir sua irmã relaxando em seus braços. – Você tem muita gente que te ama ao seu lado e muitas mães liberais que não veem problema algum em terem os filhos delas perto de você. Aquelas mulheres que você viu na festa não são nada, Liv, e ninguém vai deixar que elas façam mal a você.

– Você é amada por muita gente, short. Até mesmo pessoas que apenas colocam os olhos em você. – Agora era Charlie quem falava. – Você é uma garota adorável, linda, engraçada, inteligente, divertida e simpática. Acha mesmo que alguma criança ou algum adulto consegue ficar longe de você? – A morena fazia careta enquanto estacionava seu carro na frente da casa de sua namorada.

– Eu não consigo. – Beth voltava a falar. – Sei que você é nova, Liv, e vai ter muitos obstáculos pela frente, mas nunca se esqueça que o que disserem sobre você ou sobre nossa família será sempre vindo de pessoas baixas que não sabem sequer o valor da palavra família como nós sabemos. Pessoas que sem dúvidas nunca tiveram um carinho e amor dos pais como nós temos. Somos especiais, Liv, e ninguém pode tirar isso de você. De nós. – A loira depositava um beijo no topo da cabeça de Olivia e no mesmo instante recebia um abraço apertado da pequena que agora já não chorava mais.

– Gracias por terem me protegido. – Olivia falava suavemente enquanto abraçava sua irmã.

– Faço qualquer coisa por você, little sis. – Beth sorria correspondendo o abraço. – Vamos entrar. Eu vou conversar com a mama sobre tudo o que aconteceu. – Olivia assentiu devagar, descendo do carro segurando firme na mão de Beth.

Logo que entraram, Santana estava na cozinha preparando café e foi surpreendida por dois pequenos braços lhe abraçando em volta da cintura. A latina sorriu sabendo exatamente quem era se virando para abraçar sua caçula.

– Hey mijá. – Santana sorria, mas logo seu sorriso sumiu ao ver os olhos vermelhos de Olivia e a cara triste de Beth e Charlotte. – O que aconteceu? – A latina perguntava, para suas duas filhas.

– Mmm... Onde está a mamãe Q? – Beth perguntava enquanto Charlotte se sentava em volta da mesa.

– No estúdio.

– Ótimo. É melhor você se sentar, mama. Eu vou chamá-la e conto tudo o que aconteceu. – Beth sorriu suavemente e Santana se sentou na cadeira ao lado de Charlotte percebendo que Olivia lhe abraçava com força e seu corpo tremia.

Não demorou para que Beth e Quinn aparecessem de volta na cozinha. Fabray se sentou ao lado de sua esposa, enquanto Beth se sentava ao lado de sua namorada ficando de frente para suas mães. Era visível nos olhos de Beth e Charlotte o quanto as duas adolescentes estavam chateadas. Beth sabia que suas mães iriam surtar, mas também sabia que precisava contar tudo o que tinha acontecido.

Já nos olhos de Quinn e Santana, tudo o que se via era preocupação e medo. Quinn agora já estava com Olivia em seu colo e passava sua mão carinhosamente sobre os cabelos da pequena. Santana por outro lado, sentia raiva. Mil coisas passavam em sua cabeça e não duvidava de nada, já que sua primeira impressão de Natalie não foi nada boa.

– O que aconteceu, Elizabeth? – Santana quebrava o silêncio. – Você está começando a me deixar nervosa.

– Mama... – Beth sabia que não seria nada fácil para suas mães ouvirem o que ela tinha para falar, mas a garota não podia deixar sua irmã sofrendo dessa forma e precisava mostrar para a pequena que ninguém deixaria nada acontecer com ela. – Aconteceu uma coisa desconfortável e...-

– Horrível. – Charlotte interrompia mostrando o quão irritada estava apenas por lembrar o acontecido.

– Sim e horrível. – Beth pausava e antes de continuar, Charlotte pousou sua mão sobre a de sua namorada e agora a loira começava a falar sem parar.

Enquanto Beth falava, seu coração pulava em seu peito de ódio e nojo ao lembrar-se daquelas mulheres. Charlotte se irritava o tempo todo e adorava quando Santana soltava algum palavrão em espanhol. Olivia se encolhia nos braços de Quinn que estava com os olhos cheios de lágrimas ao ouvir tudo o que Beth contava.

Santana sentia seu peito ardendo de raiva, sentindo vontade de ir atrás de todas aquelas mulheres e acabar com todas elas. A latina sabia que ninguém era melhor do que ninguém, mas não permitia que pessoas falassem daquela forma sobre suas duas filhas.

Quinn abraçava Olivia com tanta força que sentia medo de tirá-la de seu abraço. Fabray sempre soube que sua pequena era delicada e tinha medo de que coisas assim acontecessem com ela e a mesma não soubesse como se defender. Quinn podia ver nos olhos de Olivia o quanto a pequena estava magoada com tudo aquilo e desejava poder estar naquele momento de frente para todas aquelas que falaram coisas absurdas de Olivia.

Assim que Beth terminou, todas ficaram em silêncio por alguns segundos, mas logo a raiva de Santana falou mais alto a fazendo se levantar.

– Eu juro que eu acabo com essas nojentas. – Santana gritou fazendo Olivia e Beth pularem de susto. — Voy a acabar con ellos. Yo haré que el polvo cuando poner mis manos sobre ellos. Hijos de puta! – A latina começava a xingar em espanhol, andando de um lado para o outro.

– Santana! – Quinn tentava chamar sua esposa para acalmá-la, mas Santana parecia estar em seu próprio mundo enquanto continuava falando em espanhol irritada. A pequena Olivia se levantou do colo de sua mãe e Fabray se levantou se colocando na frente da latina, pousando suas duas mãos no rosto da mesa e a olhando nos olhos. – Amor... – A loira sussurrou e no mesmo instante percebeu que sua esposa não só estava irritada como também chorando.

Sem dizer nada, Quinn passou seus braços em volta do pescoço de Santana lhe abraçando forte, enquanto uma tentava acalmar a outra.

– Eu não acredito que ela está passando por isso, Quinn. – Santana sussurrava.

– Eu sei, amor. Também estou com raiva, mas precisamos pensar antes de agir. São as mães das amiguinhas da Olivia responsáveis por isso e não as crianças. – Quinn sussurrava. – Se acalma, San. As crianças estão assustadas. – A loira depositava um beijo na bochecha da latina que se recompunha antes de olhar para suas filhas e Charlie.

– Liv. – Santana sorria suavemente, tentando se acalmar. – Nós vamos dar um jeito nisso está bem? Ninguém vai te machucar ou te magoar dessa forma. Tudo o que Beth lhe disse antes de vocês chegarem é verdade, mijá. Nós te amamos incondicionalmente. Você é uma garotinha especial assim como sua irmã. O modo como somos uma família de mulheres, não muda o fato de que somos uma família que nos amamos. Eu e sua mãe te amamos muito, princesa, e faríamos qualquer coisa por você e sua irmã. – A latina se aproximou pegando a pequena no colo. – Sei que não é fácil pra você, mas vamos dar um jeito, está bem?

– Eu te amo, mama, e sei que vocês vão sempre me proteger. – Olivia sorria dando um abraço apertado em sua mãe.

Santana e Quinn não deixaria isso passar como se não fosse algo importante. Elas não deixariam que ninguém prejudicasse suas filhas e tomariam uma atitude não só com as mães das amigas de Olivia, como também no colégio da pequena. As duas conversariam com o diretor e se fosse preciso mudariam a caçula de escola.

As duas precisavam pensar sozinhas em quais decisões tomariam e naquela tarde, pediu que Rachel e Puck ficassem com Olivia que por sinal, adorou a ideia de passar o dia – e talvez à noite – com seus dois tios e a pequena Valerie. Beth passou à tarde com Charlotte em seu estúdio, mas ao ver quanto o assunto era preocupante, optou por ir passar a noite na casa da sua namorada deixando suas mães sozinhas.

Quinn sabia que precisava encontrar uma solução para todo esse problema, mas também sabia o quanto sua esposa ficaria tensa o fim de semana todo se não tomasse logo uma atitude. Fabray sabia que precisava acalmar Santana e assim que a noite caiu, Quinn decidiu que prepararia algo especial para ela e sua esposa e só depois pensariam em uma solução. Até porque, isso não as fariam péssimas mães, mas lhe dariam tempo e calma... Muita calma para pensarem.

Notas finais
Para os que esperam por Quinntana, dei um gostinho do que ainda está por vir delas e espero que tenham gostado. Aguardem porque no decorrer da história vai rolar mais coisa. :D Geeeente, não sei se pra vocês o nome do capítulo faz sentido, mas explicando que geralmente, dependendo do drama ou do que acontece, eu pego nome de música na qual acho que combinou com a situação do capítulo. Eu sou muito estranha, eu sei! HAHAHAH. Talvez nesse fim de semana eu começo a minha nova fanfic com uma Santana nerd, prometo que a minha próxima postagem (para quem ficou interessado), será da nova fanfic. Deus ajude que eu consiga tomar conta de todas, hahaha. :) Review? xx