Beating Heart.
10 I won't let you fall
Notas iniciais
Enquanto Santana tomava seu banho, Quinn agia rapidamente para fazer a noite com sua esposa especial. Ambas estavam sozinhas em casa e Fabray faria o possível para aproveitar essa noite.
A loira usava um lingerie preto no qual o sutiã fazia seus seios se destacarem. As alças laterais de sua calcinha eram finas com um pequeno laço que deixava tudo ainda mais sexy. Era uma dos lingeries favoritos de Santana, e Quinn queria impressioná-la.
Quinn conseguiu espalhar algumas velas pelo chão de seu quarto com uma essencial deliciosa que sempre lhe fazia se lembrar de sua segunda lua de mel com Santana no Hawaii. A mesma apagou a luz deixando que seu quarto fosse apenas iluminado pelas velas dando um clima romântico para o ambiente. Quinn se deitou na cama apoiando seus cotovelos contra o colchão e deslizando seus pés pelo lençol, mordendo o canto de seus lábios.
Não demorou para que a latina saísse do banheiro enrolada em uma simples toalha branca e ao perceber o clima que estava seu quarto seus olhos encontraram sua sexy esposa deitada na cama. Santana não podia negar que tinha planos para essa noite, mas nunca imaginou que Quinn faria tanto por ela.
– Mmm... Isso tudo é pra mim? – Santana perguntava suavemente fechando a porta do banheiro e se aproximando da cama.
Sem dizer nada, Quinn se ajoelhou na cama, se aproximando de Santana deixando seus olhos na altura da mesma e levou suas mãos suavemente para o ombro descoberto da latina.
– Tem isso e muito mais. – Quinn sussurrou mordendo o canto de seus lábios.
– Mmmm amor, eu já falei o quão sexy é quando você fala desse jeito? – Santana aproximava seu rosto ao de Quinn, sussurrando contra seus lábios.
– Já comentou algumas vezes. – A loira sorriu passando seu lábio inferior suavemente sobre os da latina. Suas mãos deslizavam para a toalha de Santana e lentamente Quinn começava a desenrolar do corpo da mesma deixando que caísse no chão. Seus olhos desviavam para os seios expostos de sua esposa e sua mão agora estava em seu delicioso abdômen. – Eu quero que essa noite seja sobre nós. – Quinn sussurrava dedilhando seus dedos carinhosamente sobre a barriga da latina. – Eu te amo tanto, Santana. – A loira mordia o canto de seus lábios e seu olhar agora encontrava o de sua esposa. O tom de sua voz era tão apaixonado que Santana podia sentir seu coração acelerando. – Tanto... – Quinn aproximava seus lábios de Santana suavemente. – E não me canso de te dizer isso. De te mostrar o quanto eu sou louca por você. – Fabray podia sentir o corpo de Santana se arrepiando contra seus dedos e continuava subindo sua mão até um dos seios de sua esposa.
Santana estava tão enfeitiçada que seu corpo desejava Quinn loucamente. Com aquele simples toque suas pernas começavam a enfraquecer. Ouvir Quinn dizendo que lhe amava sempre lhe causava borboletas em seu estomago mesmo depois de tantos anos. A latina pousava sua mão sobre a cintura de Quinn, apertando seus dedos contra a pele macia da mesma e quando os dedos da loira começavam a massagear um de seus mamilos, Santana soltava um suave gemido contra a boca de Quinn, fechando seus olhos.
Quinn podia sentir o mamilo ereto de sua esposa contra seu dedo e levou sua boca contra o mesmo, passando sua língua suavemente fazendo Santana soltar outro gemido. A loira deslizava sua outra mão pela lateral do corpo da latina lhe abraçando e por alguns segundos parou o que estava fazendo para trazê-la até a cama fazendo-a se deitar lentamente.
– Céus amor, você é tão linda. – Santana sussurrava fazendo Quinn sorrir. A loira deixou seu corpo sobre o da latina, colocando uma de suas pernas no meio da mesma levando seus lábios de encontro ao de sua esposa, iniciando um beijo apaixonado, sexy e delicioso com uma língua começando a massagear sobre a outra.
Santana começava a pressionar seu quadril suavemente contra o de Quinn, enquanto levava suas mãos para o feixe do sutiã da mesma abrindo-o, deixando-o cair sobre os braços de Quinn não demorando para que a mesma pudesse sentir os seios de sua esposa pressionados contra os dela. Era uma sessão gostosa que Santana adorava sentir o corpo de Quinn contra o dela, a fazia querer ainda mais de sua esposa.
– Amor... – Santana sussurrava contra os lábios de Quinn.
– Me diz o que você quer, Santana. – Quinn sussurrava com um tom sedutor fazendo Santana gemer contra seus lábios.
– Eu quero você. – A latina respondeu fazendo Quinn sorrir e agora seus lábios deslizavam sobre a pele morena de sua esposa, deslizando para o pescoço da mesma, levando seus lábios para o ponto onde Quinn sabia que era o ponto fraco de Santana e que a fazia se arrepiar.
A loira dava beijos suaves sobre a pele de Santana, começando a chupar seu pescoço com força, dando mordidas no intervalo de cada chupada fazendo Santana gemer fechando seus olhos, adorando a sessão que Quinn lhe passava. A latina pousava suas mãos sobre as costas de Quinn apertando a ponta dos seus dedos sobre a pele da mesma cada vez que uma mordida lhe fazia se arrepiar.
Quinn agora deslizava seus lábios molhados e deliciosos pelo peito de Santana sem tirar os olhos da mesma adorando ver o efeito que causava em sua esposa. A mesma estava com seu quadril entre as pernas da latina e suas mãos deslizavam pela lateral dos seios de sua esposa, enquanto sua língua brincava com o mamilo da mesma novamente causando frenesi no corpo de Santana que pressionou seu quadril contra o de Quinn.
Sua língua circulava pelo mamilo da latina dando chupadas fazendo a mesma sentir seu centro pulsando com desejo em sentir sua esposa dentro de si. Santana sentia todo seu corpo excitado antecipado com o que ainda estava por vim.
Quinn podia ouvir os gemidos que lhe faziam seguir em frente, deslizando agora seus lábios pela barriga da latina dando mordidas enquanto passava pela mesma até se aproximava do centro de sua esposa. Um sorriso malicioso aparecia em seus lábios e Santana abria os olhos ao ver que Quinn já não estava mais com os lábios em seu corpo.
– Quinn! – Santana gemia mordendo o canto de seus lábios.
– Paciência, amor. Paciência. – Quinn sorria, pousando suas mãos nas coxas da latina, começando a arranhar com força, depositando beijos suaves por onde passava, passando sua língua dando chupadas com força adorando ver as marcas que deixava pelo caminho.
Santana colocava uma das mãos no lençol da cama apertando contra seus dedos, enquanto seu corpo gritava de desejo por sua esposa. Ela queria sentir Quinn dentro dela. Ela precisava daquilo. Seu centro pulsava e sua barriga se contraia quando seu quadril forçava contra a cama.
– Amor, para de provocar. – A latina falava com sua voz rouca.
– Awn amor, mas é tão gostoso te ver assim. – Quinn provocava dando uma mordida forte na coxa de Santana vendo seu quadril levantar na cama. – É tão gostoso saber que te deixo assim. – Fabray sussurrava começando a deslizar seus lábios para o centro da latina passando a ponta do seu dedo sobre o clitóris da mesma e colocando em sua boca dando uma chupada suave. – Mm, sempre tão gostosa. – Quinn falava maliciosa e podia ouvir o gemido frustrante de Santana.
– Quinn! – Santana tentava novamente e dessa vez foi surpreendida com o dedo de Quinn pousando contra seu centro.
A loira usava apenas um dedo deslizando para cima e para baixo no clitóris de Santana, o deixando ainda mais molhado. Quinn apoiava sua outra mão na cama próximo a lateral da barriga de Santana, adorando ver as caras de desejo da mesma, enquanto seu dedo agora começava a circular em seu clitóris suavemente, fazendo Santana movimentar seu quadril no mesmo ritmo.
– Mmmmm, céus Q. – Santana gemia, fechando seus olhos, mordendo com força o canto de seus lábios, pousando uma de suas mãos sobre o seu próprio seio e o massageando. Quinn não podia negar o quanto estava excitada ao ver aquela cena e deslizava seu dedo para a entrada da latina o molhando mais, voltando a circular o clitóris da mesma próximo a sua entrada. – Mmmmm.... Quinn! – A latina gemia alto o nome de sua esposa. – Mais rápido. – Santana sussurrou levantando seu quadril contra a mão de Quinn.
– Não antes de eu te provar ainda mais, amor. – Quinn sussurrava. A loira sabia que Santana estava no auge e antes de deixá-la atingir seu orgasmo, a mesma rapidamente aproximou seus lábios sobre o centro de sua esposa e ao encostar sua língua no clitóris da mesma, Santana contraiu sua barriga com força soltando um gemido ainda mais alto.
– Amor... – Santana levava a mão de seu seio para o cabelo de Quinn, entrelaçando seus dedos contra as mechas de sua esposa abrindo suas pernas dando mais acesso a loira.
A língua de Quinn passava por toda a entrada de Santana, brincando com o clitóris da mesma no mesmo lugar onde seus dedos estavam. A loira lentamente começava a introduzir um de seus dedos dentro da latina, começando a estocá-lo devagar, sem deixar sua língua parar o que estava fazendo.
Santana podia sentir seu centro pulsando rapidamente com a mágica língua de Quinn fazendo seu trabalho. A loira sempre teve uma ótima língua, e Santana adorava o efeito que seus movimentos lhe causavam. A latina estava fora de si e seu corpo pedia por mais.
Quinn começava a aumentar suas estocadas introduzindo agora mais dois dedos dentro de sua esposa e sua língua agora foi substituída por sua boca e Quinn começava a chupar o clitóris da mesma com força, fazendo Santana inclinar a cabeça para trás, apertando seus dedos no cabelo de Quinn, gemendo ainda mais alto ao falar o nome da loira.
– Mmmmm.... Quinn... Oh céus! – Santana não podia controlar seu corpo, mas precisava se segurar para continuar com suas pernas abertas. Seu pé forçava contra o colchão com força e Quinn podia sentir em volta de seus dedos às paredes da latina pulsando indicando que a mesma estava quase lá.
– Vem pra mim, amor. – Quinn sussurrava afastando seus lábios por alguns segundos. – Deixa vir pra mim. – A loira falava sem tirar os olhos da latina que se contraia contra o lençol, voltando a chupar seu clitóris com força no mesmo ritmo intenso que estocava seus dedos.
– E-eu estou q-quase lá. – Santana sentia seu corpo pegando fogo, seu centro pulsando, seus olhos fechados e mordia forte o canto de seus lábios enquanto Quinn a chupava daquela forma tão intensa e gostosa. Ela estava no auge do seu frenesi e não demorou em que atingisse seu orgasmo gritando o nome de Quinn no mesmo momento.
– Mmmm... – Quinn gemia, enquanto diminuía suas estocadas, tirando seu dedo de dentro de sua esposa, passando sua língua por todo o centro da mesma. – Sempre uma delícia. – A loira jogava seu cabelo todo para o lado, levando seu corpo para cima de Santana, lambendo seus dedos um por um.
– Céus amor... – Santana falava tentando regular sua respiração. Seu coração estava acelerado e todo seu corpo estava tremendo. – Isso foi... Wow. – A latina ria baixo, e Quinn depositava um selinho em seus lábios.
– Eu disse que essa noite seria sobre nós. – A loira falava contra os lábios de sua esposa. Santana pousou sua mão contra o cabelo de Quinn, trazendo seus lábios para os dela iniciando um beijo intenso no qual ela ainda podia sentir seu próprio gosto na boca de sua esposa, mas nada disso a incomodava.
Santana deslizou sua mão para a bunda de Quinn fazendo seu quadril pressionar contra o dela e no mesmo instante jogou seu corpo para cima, fazendo a loira ficar por baixo enquanto ela se colocava por cima da mesma. Sua mão deslizava para um dos seios de Quinn começando a massagear deliciosamente o mamilo ereto da mesma, fazendo seu dedo deslizar devagar sobre o mesmo fazendo movimento circular.
– Mmmm... – Quinn gemia contra seus lábios fazendo Santana sorrir. Seus dedos estavam entre as mechas escuras do cabelo da latina e seu corpo pressionado contra o quadril da mesma, mas os planos de Santana pareciam diferentes. A latina parou o beijo, dando um sorriso malicioso contra os lábios de Quinn, jogando seu corpo para o lado esticando seu braço, alcançando seu criado mudo. – San... – Quinn inclinava sua cabeça olhando para onde sua esposa estava indo e assim que Santana abriu a gaveta, tirou uma faixa preta no qual elas costumam usar exatamente nessas horas.
Santana tinha um sorriso malicioso nos lábios, e Quinn sabia exatamente o que ela faria. A latina de ajoelhou entre as pernas de Quinn a puxando pelas mãos e lhe colocando sentada.
Ajeitou a faixa e no mesmo instante e amarrou em volta dos olhos de Quinn não a deixando enxergar o que estava por vir. Quinn adorava isso, mas não podia negar que ficava curiosa com o que sua esposa iria aprontar.
– Eu já volto. – Santana sussurrou contra o ouvido de Quinn que assentiu se deitando na cama novamente, sentindo seu corpo excitado por apenas imaginar o que a latina faria com ela. Santana sempre a surpreendia e ela não podia negar que adorava tudo o que sua esposa fazia.
Quinn podia ouvir a porta de seu armário se abrindo e mordia seu lábio inferior ansiosa sem se controlar. Sua mão começava a deslizar para um de seus seios começando a massageá-lo suavemente, passando seu mamilo entre seus dedos o sentindo ereto, enquanto sua outra mão começava a deslizar por sua barriga, passando seu dedo por cima de sua calcinha.
Santana estava logo ao seu lado e estava adorando o que via. Quinn subia e descia seu próprio dedo sobre sua calcinha e começava a gemer suavemente, mas antes que passasse seu dedo para dentro de sua roupa, Santana segurou seu pulso, afastando sua mão lentamente, enquanto levava seu corpo para cima de sua esposa e Quinn imediatamente sentiu algo em sua coxa que a fez sorrir.
– Por mais que isso seja extramente sexy... – Santana sussurrava contra o ouvido de Quinn. – Eu tenho algo que vai te deixar ainda mais feliz. – A latina riu baixo e lentamente tirava a faixa dos olhos de Quinn que piscava rapidamente e no mesmo instante seus olhos estava no que Santana usava. O strap-on que ela tinha pedido mais cedo. O brinquedo no qual ela sentia falta em ter sua esposa usando contra ela.
– San... – Quinn respirava fundo, olhando nos olhos da latina.
Sem dizer nada, Santana atracou seus lábios aos de Quinn, voltando a beijá-la faminta, deixando sua língua massagear sobre a mesma, ajeitando seu corpo entre as pernas de Quinn deixando-a sentir o strap-on contra seu centro por cima de sua calcinha. A loira roçou seu quadril contra o objeto fazendo Santana parar o beijo e olhá-la balançando a cabeça.
– Paciência é uma virtude, gatinha. – Santana sussurrava fazendo Quinn gemer de frustração.
A latina se ajoelhava entre as pernas de Quinn, arranhando seus dedos pelo abdômen da mesma, até alcançar a calcinha que a loira usava passando seus dedos por cima do seu centro sentindo por cima do tecido o quão molhada Fabray já estava a sua espera.
– Eu adoro quando encontro tudo isso só pra mim. – Santana também usava seu tom de voz sexy fazendo Quinn gemer.
– Santana! – Quinn pousava suas mãos sobre sua barriga contraindo-a, enquanto apertava seus dedos contra sua pele sentindo seu corpo excitado.
Santana colocava seus dedos por dentro da calcinha de Quinn, puxando-a para baixo, lentamente enquanto dava beijos pela coxa da mesma, mas ao contrário de Quinn, Santana não deixou marcas que ficariam nítidas no dia seguinte.
Assim que sua calcinha foi jogada para o canto do quarto, Quinn sabia o quão molhada estava e sem pensar, levou sua mão contra seu clitóris, mas novamente, Santana segurou seu pulso, colocando seu dedo em sua boca, chupando e sentindo seu gosto.
– Vou precisar amarrar suas mãos, Quinn? – Santana perguntava arqueando sua sobrancelha, e Quinn apenas gemeu como resposta.
Santana soltou a mão de Quinn e levou seus lábios para o centro de sua esposa, começando a passar sua língua pela entrada da mesma, brincando com o clitóris molhado e saboroso de Quinn, passando exatamente no ponto no qual Santana podia ouvi-la gemer alto com a sessão gostosa que estava sentindo com tudo aquilo.
– Santana! – Quinn empinava seu quadril, começando a movimentá-lo contra a língua da latina, enquanto gemia o nome da mesma várias vezes com sua voz rouca e suave.
– Céus, você é tão gostosa, Q. – Santana entrava e tirava sua língua de dentro de Quinn causando um enorme frenesi em sua esposa.
– M-mais, San... – Quinn pedia, fazendo Santana afastar sua língua do centro de Quinn, levando seu corpo para cima da mesma, seus olhos se encontraram e Santana podia sentir a respiração de sua esposa fraca, deixando seu strap-on passar pela entrada de Quinn antes de segurá-lo e lentamente entrava na mesma, fazendo a loira gemer alto com tudo aquilo.
Santana segurou nos pulsos de Quinn colocando-os por cima de sua cabeça, enquanto seus olhos percorria toda a beleza não só do rosto, mas também do corpo de sua esposa e lentamente a latina começava a movimentar seu quadril estocando dentro de Quinn que inclinava sua cabeça para trás sem parar de gemer.
Quinn movimentava seu quadril junto com Santana, começando contrair sua barriga, sentindo seu centro pulsando cada vez mais. Ela não podia negar que sentia falta de ter Santana dentro dela com aquele strap-on e apesar de nada se comparar com a língua talentosa da latina, Quinn adorava isso.
A latina aumentava a intensidade de suas estocadas e os gemidos de Quinn eram mais frequentes e altos. Santana deslizou seus dedos entrelaçando com os de Quinn por cima da cabeça da mesma e no mesmo instante Fabray aperto seus dedos com força contra os de sua esposa, encolhendo seu corpo por baixo da mesma pedindo por mais.
Seus lábios se tocavam e Quinn gemia contra a boca de Santana, dando uma mordida forte no seu lábio inferior fazendo-a gemer. Seus quadris pressionavam um contra o outro rapidamente e agora Santana colocava um pouco de força adorando o modo como os gemidos de Quinn eram altos.
– Mmmm, céus, Santana... Não para! Amor! – Quinn gemia, soltando uma de suas mãos e levando para a bunda da latina, apertando seus dedos com força fazendo-a se movimentar com rapidez.
As estocadas de Santana eram tão gostosas que o corpo de Quinn pedia por mais. Uma de suas pernas estava em volta da cintura da latina e seus dedos apertava com força a mão de Santana que ainda estavam por cima de sua cabeça no travesseiro.
– Você é tão linda, Quinn. – Santana sussurrava novamente. Ela adorava dizer o quanto sua esposa era linda, e Quinn não podia negar que sentia seu coração disparar toda vez que ouvia o tom apaixonado de Santana lhe dizendo essa simples frase.
Quinn sabia que estava quase lá e apertou com mais força a mão de Santana, e a mesma sabia o que isso significava e continuava com seu ritmo intenso até Quinn cravar suas unhas contra sua mão, inclinando sua cabeça para trás, atingindo seu orgasmo ao soltar um gemido alto junto de um grito falhado e rouco.
A latina começava a diminuir seu ritmo, saindo lentamente de dentro de Quinn, deixando seu corpo ainda por cima da mesma com um sorriso malicioso nos lábios.
Santana passou sua mão carinhosamente sobre a testa de Quinn, tirando uma mecha de cabelo loiro do rosto soado da mesma, aproximando seus lábios da orelha da loira, dando mordidas suaves.
– Eu te amo muito, Lucy Q. – Santana sussurrava e podia sentir Quinn sorrindo ao se arrepiar.
– Eu também te amo. – Quinn respondia apaixonada, colocando uma mecha do cabelo da latina para trás da orelha. – Eu te amo tanto. – A loira sorria, passando seus braços em volta do pescoço de Santana, lhe abraçando com força, enquanto depositava vários selinhos em seus lábios.
Depois de alguns minutos, Santana tirou seu strap-on se deitando ao lado de Quinn que parecia exausta. A loira deitou sua cabeça no peito de Santana e enquanto observava o corpo da morena, suas mãos deslizavam suavemente para a barriga da mesma fazendo a latina sorrir ao ver o quão faminta sua esposa estava e em menos de dois minutos, as duas se viram novamente em um segundo round naquela noite.
Xxxx
No dia seguinte Quinn e Santana estavam exaustas e dormiram praticamente a manhã toda levantando apenas para comerem alguma coisa antes de tomarem um banho relaxante na banheira e esperarem por suas filhas que chegariam na parte da tarde.
Rachel, Puck e Valerie foram os primeiros a trazerem a pequena Olivia que parecia feliz por ter passado a noite na casa de seus tios. A pequena contava animada junto de Valerie como foi seu dia no zoológico e o quanto foi divertido jogar vídeo game com o tio Puck e dançar no kinect com a tia Rachel e Valerie. O sorriso no rosto da pequena fazia o coração de Quinn pular de felicidade ao ver que a mesma tinha se esquecido do episódio na festa de sua amiguinha. Era exatamente assim que Quinn e Santana gostavam de ver sua pequena. Sempre brincando e sorridente.
Olivia desde quando chegou ficou grudada em Quinn a seguindo como uma sombra. Para onde a loira ia lá estava a pequena a seguindo, e Quinn imaginou que talvez algo estivesse acontecendo. Claro que Olivia era sempre grude com suas mães, principalmente em Santana, mas nunca foi de segui-las como um cachorrinho por toda casa e Quinn fez uma anotação mentalmente de que conversaria mais tarde com sua esposa quando Rachel e Puck fossem embora.
Enquanto todos estavam sentados na sala conversando e rindo com Puck e Santana, Beth entrava pulando de alegria no colo de seu tio e se jogando nos braços de Santana depositando vários beijos em sua bochecha.
– Okaaaay... – Santana semicerrava os olhos, segurando nos ombros de Beth e a encarando. – Você só pode estar feliz assim por um motivo. – A latina arqueou sua sobrancelha e Beth começava a rir sabendo exatamente sobre o que sua mãe estava falando.
– Mama, não é esse motivo que você está pensando e sim porque é ótimo ter Charlie finalmente como minha namorada. – Beth respirava fundo fazendo sua mãe revirar os olhos.
– Ew... – Santana brincava começando a empurrar sua filha. – Sai do meu colo antes que eu pegue diabetes com todo esse seu jeito meloso. Ew... – A latina fazia careta fazendo Olivia e Valerie rirem.
– Depois eu quem sou a dramática. – Rachel comentava balançando a cabeça e voltaram a dar atenção para os outros assuntos aleatórios entre eles, enquanto Beth subia para seu quarto.
O relógio marcava sete horas da noite e Rachel já tinha ido embora com Puck e Valerie. Quinn estava na cozinha fazendo o jantar, enquanto Olivia estava sentada na cadeira com seu caderno aberto fazendo seus exercícios do colégio. Santana estava no telefone com um dos seus funcionários da rádio e Beth estava sentada no sofá, com as pernas sobre a mesa de centro, estudando em seu laptop, assistindo Friends e trocando mensagens com Charlotte.
– Hey, pookie. – Quinn aproveitava o momento sozinha com Olivia para saber se estava tudo bem. – Ficou com saudades da mamãe Q? – A loira perguntava sorrindo e Olivia tirava sua atenção de seu caderno olhando para sua mãe.
– Mhm... Sempre sinto sua falta, mamãe Q. – A pequena sorria timidamente voltando para seus exercícios.
– Eu também sinto muito sua falta, pookie. – Quinn olhava apreensiva para a pequena, respirando fundo pensando que talvez fosse coisa de sua cabeça e Olivia estivesse bem. Claro, esse grude era apenas saudades.
Não demorou para que Beth e Olivia terminassem o que estavam fazendo e se juntassem com suas mães para jantarem. Beth contava como tinha sido seu dia com Charlie e os pais da mesma e o quanto divertido foi quando o pai de Charlie descobriu que as duas estavam namorando. Ele tentou ter uma constrangedora conversa sobre sexo e prevenção, mas tudo soou tão divertido que ninguém conseguiu levá-lo a sério.
O final de noite das Lopezes foi como todas as noites. Quinn colocou Olivia na cama, cantando para que a mesma dormisse, enquanto Santana passava pelo quarto de Beth depositando um beijo na testa da filha lhe dando boa noite.
Quando a latina e sua esposa se encontraram em seu quarto, Santana fechou a porta e Quinn mordia o canto de seus lábios, começando a tirar sua blusa e jogando para Santana que no mesmo instante já estava com seus lábios atracados com o da loira iniciando um beijo intenso no qual ambas sabiam onde aquilo as levaria.
Xxxx
Olivia estava sentada em sua cama pela manhã usando seu pijama, com seus dedos entrelaçados, olhando para seus pés que balançava sem parar. A pequena estava com seu cabelo bagunçado e precisava se arrumar para ir à escola, mas ela estava com medo de ir. Com medo de que seus amiguinhos fossem odiá-la. Falar coisas que a machucassem. Com medo de que Isabella, Chloe e os outros fossem deixá-la sozinha como ficou nas duas primeiras semanas de aula na nova escola. Ela estava com medo do que suas mães fossem fazer e não sabia se queria que Santana fosse até sua escola. Ela estava com medo de que essa situação fosse deixar tudo pior. Talvez fosse melhor se ela continuasse sozinha. Talvez fosse melhor se suas mães não fossem até lá e ela voltasse a tomar seu lanchinho sozinha.
A pequena estava tão concentrada que sequer viu Santana entrando no quarto e quando sentiu a mão de sua mão em seu ombro deu um pulo para trás, arregalando os olhos.
– Hey, hey... – Santana falava suavemente se colocando na frente da filha e se abaixando apoiando suas mãos em suas pernas. – Shh, sou eu, bear. – A latina sorriu e Olivia sorria tímida assentindo. – Você quer ajuda? – Santana perguntava percebendo a cara de preocupada de sua filha. A latina conhecia bem Olivia e sabia quando a pequena não estava bem. – Mijá, o que houve? – Santana perguntava levando sua mão para o cabelo da pequena e colocando para trás de sua orelha.
– E-eu estou bem, mama. – Olivia olhava para o seu colo. – Vou me arrumar. – A pequena se levantou rapidamente indo para seu banheiro, pegando sua escova de dente e enquanto começava a escova Santana apareceu atrás dela observando atenta sua filha pelo espelho. A pequena não estava agindo normalmente e Santana sabia que algo estava lhe incomodado, mas sem dizer nada ficou apenas observando o comportamento da mesma.
Olivia terminou de lavar seu rosto, colocando sua escova em seu armário e saiu voltando para o seu quarto com medo de olhar para sua mãe. A pequena foi até seu guarda-roupa abrindo a gaveta, tirando sua blusinha preta de manga cumprida, sua calça de moletom bege, logo acima tirou seu casaco preto e colocando em cima de sua cama e Santana estava encostada na porta do banheiro observando sua filha com atenção.
A pequena tirava seu pijama, vestindo sua blusinha com dificuldade e antes que Santana fosse ajudar, a blusinha passou pela cabeça de Olivia e a mesma ajeitava a roupa em seu corpo. Em seguida se sentou na cama começando a vestir seu moletom, seguido de sua bota UGG que sempre adorou e antes de colocar o casaco, Olivia precisava arrumar seu cabelo e se lembrou de que não conseguia fazer isso sozinha. Quinn sempre fazia um perfeito rabo de cavalo e Santana uma linda trança que ela amava, mas a pequena estava muito nervosa e preocupada com seu dia, com medo de olhar para Santana, com medo de que suas mães fossem fazer seus amiguinhos odiá-la ainda mais e não queria pedir ajuda para nenhuma delas. Olivia era orgulhosa como Santana e era difícil fazê-la ceder.
Olivia se aproximou de seu espelho e se olhava cuidadosamente tentando imaginar o que faria com seu cabelo. Ela podia ver Santana pelo canto de seus olhos e disfarçava rapidamente voltando a se olhar.
Cansada de ser ignorada e de não saber o que estava acontecendo, Santana se colocou atrás de Olivia passando a mão no cabelo da pequena enquanto sorria.
– Eu te ajudo, bear. – Santana falava suavemente, mas para sua surpresa, Olivia deu um passo para frente se virando e pela primeira vez olhando para sua mãe.
– N-não precisa. – A pequena sussurrava. – Não quero prender o cabelo. – Olivia passou seus dedinhos em seu cabelo, ajeitando suas mechas para frente, saindo de perto de Santana para colocar seu casaco.
Santana não sabia o que acontecia com Olivia, mas podia sentir seu coração apertando com medo de saber o porque sua filha estava agindo daquela forma tão distante e fria.
Antes que Olivia pudesse passar por ela, Santana se colocou na frente da pequena, se abaixando para pode olhá-la nos olhos da mesma, sorrindo suavemente.
– Mijá... – Santana respirava fundo. – O que está acontecendo? Está tudo bem? – A latina perguntava carinhosa e Olivia desviava seu olhar para o chão. – Liv, você sabe que pode conversar comigo sobre o que for. Aconteceu alguma coisa? Olha pra mim. – Santana segurava no queixo da pequena fazendo-a olhá-la novamente. – Não se afasta da mamãe, está bem? Me dói te ver dessa forma, Olivia. Eu faria qualquer coisa por você e por sua irmã. Eu te amo tanto, peanut. – Santana sorria e podia ver os olhos de Oliva encher de lágrimas. – Me diz o que está acontecendo pra mamãe poder te ajudar, huh? Me diz, mijá.
Olivia sentia seu coração disparando com as palavras de sua mãe. Ela não queria que Santana sentisse dor ou sofresse por sua causa, mas tudo era mais forte do que ela. A pequena não conseguia colocar pra fora e começava a coçar sua mãozinha sem parar com força e ao perceber, Santana rapidamente a fez parar, olhando as marcas que tinham ficado com uma simples coceira a deixando ainda mais preocupada.
– Liv. – Santana segurava na mão da pequena e agora sua voz era de preocupação e medo. – Por favor, me diz o que está acontecendo. Não faz isso, está bem? Não faz isso. Seja lá o que estiver acontecendo eu vou te proteger e cuidar de você. Ninguém vai te fazer mal, porque eu e a mamãe Q não vamos deixar nada acontecer com você. – Santana acariciava as mãozinhas de Olivia sobre os arranhados tentando fazê-la falar.
A pequena começava a se sentir sufocada com tudo aquilo. Ela queria falar. Olivia realmente queria, mas tinha tanto medo de que isso fosse decepcionar suas mães que não conseguia dizer uma palavra sequer. Ela conseguia ser mais orgulhosa do que Beth. Olivia soltou suas mãos de Santana e saiu correndo de seu quarto começando a chorar nervosa por não saber o que fazer. Ela estava em um conflito maior do que todos aqueles em que Beth já tinha passado quando era pequena.
Enquanto corria, Santana corria atrás dela a chamando fazendo Beth sair de seu quarto para ver o que estava acontecendo. A pequena se aproximava das escadas descendo correndo, fazendo o coração de Santana disparar ao ver aquilo. O medo de a pequena cair era tanto que mesmo de salto a latina foi mais rápida alcançando Olivia no mesmo instante que ela tropeçou entre seus pés e antes de cair, o braço de sua mãe passou em volta de sua cintura segurando-a com firmeza, fazendo as duas caírem sentadas em um dos degraus com Olivia no colo da latina.
– Não faz isso. Não faz isso nunca mais, Olivia. – Santana apertava a pequena em seus braços em um gesto protetor, enquanto Olivia se encolhia como uma bolinha nos braços da mãe, escondendo seu rosto no pescoço da latina.
– O que aconteceu? – Quinn subia as escadas rapidamente indo de encontro a sua esposa e filha enquanto Beth olhava assustada do topo da escada.
– M-me d-desculpa, mamãe Tana. – Olivia soluçava sem se afastar de Santana. Ela nunca sentiu tanto medo ao ver que tinha tropeçado achando que ia rolar escada abaixo. – Me d-desculpa.
– Shh, — Santana continuava abraçando Olivia, depositando um beijo contra a cabeça da filha. – Nunca mais faça isso, Olivia. Você quase me matou do coração de susto quando te vi tropeçando. – A voz da latina era falhada como se estivesse segurando o choro e seu peito doía ao imaginar o que teria acontecido se ela não tivesse chegado a tempo de segurar a pequena.
Quinn olhou assustada para Santana e levou sua mão para a perna de Olivia acariciando suavemente tentando acalmá-la.
– E-ela quase caiu. – Beth falava do topo da escada sem tirar os olhos de sua irmã. – Ela quase caiu, mama. – A garota repetia como se estivesse em choque. Quinn se levantou indo até Beth e abraçando sua adolescente percebendo o quanto ela estava tremendo.
– Está tudo bem, vamos descer, little one. – Quinn depositava um beijo na cabeça de Beth e descia as escadas até a sala, sentando a garota no sofá, enquanto Santana se aproximava com a pequena em seu colo.
– Mijá, se acalma. – Santana sussurrava para Olivia. – Me diz o que está acontecendo. – Olivia soluçava tirando seu rosto do pescoço de Santana e olhando para suas mães e sua irmã que as olhavam assustada com o que tinha acontecido. Olivia nunca tinha agido dessa forma e aquilo lhes deixava preocupadas.
– E-eu to com medo. – Olivia colocava as mãos nos olhos chorando.
– Medo do que, bear? – Santana perguntava carinhosa, tirando o cabelo da filha do rosto da mesma.
– E-eu sei que vocês me amam muito, eu sei mamãe Tana, mas eu não sei se quero você e a mamãe Quinn na minha escola hoje. – Olivia respondia escondendo seu rostinho em suas mãos. – Me desculpa, mamãe Tana, me desculpa. – Olivia repetia e sua voz era tão triste que o coração de Quinn e de Santana apertava com a dor da filha.
– Liv, as mamães estão indo para cuidar de você. Pra não deixar à mãe da Chloe e todas aquelas outras mães te fazerem mal. – Beth explicava para sua irmã.
– Eu sei, mas e se piorar? E se elas nunca mais deixarem minhas amiguinhas brincarem comigo? Eu vou ficar sozinha de novo. Desenhando sozinha, comendo sozinha e eu não gosto de comer sozinha. – Olivia soluçava e Santana fechava seus olhos se contendo para não chorar.
– Liv, olha pra mim. – Agora era Quinn quem se aproximava de sua filha. – Isso não vai acontecer, está bem? Prometo que eu e a mamãe Tana só queremos que você seja respeitada. Nós só queremos que elas vejam o quão normal e feliz nossa família é para que possam te tratar como qualquer outra criança daquele colégio. Ninguém aqui quer te fazer mal, meu amor, e não tomaríamos essa atitude se soubéssemos que traria algo negativo para sua convivência com seus amiguinhos, pelo contrário. – Quinn falava tão carinhosa que Olivia a olhava atenta e seus soluços diminuíam. – Nós estamos tomando essa atitude porque sabemos que vai trazer algo muito bom pra você, pookie.
– V-você promete, mamãe Q? – Olivia fazia um bico adorável, tirando um sorriso dos lábios de suas mães e sua irmã.
– Eu prometo. Jamais tomaríamos qualquer atitude que te fizesse infeliz, pookie. – Quinn depositava um beijo na testa da pequena e a mesma encostava novamente sua cabeça no peito de Santana. – Eu te amo.
– Também te amo, mamãe Q. – Olivia sussurrava. – Te amo, mamãe Tana.
– Te amo, peanut. – Santana respirava aliviada ao ver sua pequena se acalmando em seus braços e antes que Quinn levantasse segurou no braço da mesma, trazendo-a para perto, depositando um selinho demorado em seus lábios. – Te amo. – A latina sussurrou apenas para que Quinn ouvisse.
– Meu amor, termina de se arrumar pra você poder tomar seu café, está bem? – Santana falava com Beth que assentiu, passando por sua irmã depositando um beijo na cabeça da pequena e subindo correndo para seu quarto. – E você... – A latina levava sua mão para a barriga da pequena. – Me deixou assustada por ter corrido na escada. Não faça mais isso, está bem? Se alguma coisa acontecer com você, Olivia, eu não sei o que faria. – Santana aproximou seu nariz ao da pequena, sentindo a mãozinha fria da mesma em sua bochecha.
– Me desculpa, mama. – Olivia fazia biquinho dando um selinho em sua mãe. – Te prometo que no voy a hacer eso. – A pequena falava em espanhol fazendo a latina rir baixo.
– Muy bien. — Santana respondia. – Agora o que acha de fazemos uma trança linda no seu cabelo? – A pequena assentiu e enquanto sentava corretamente no colo da mãe, Quinn observava as duas com um sorriso bobo no rosto.
Ela não podia negar o quão preocupada estava com Olivia e as reações que ela estava começando a desenvolver, mas esperava que isso acabasse assim que tudo fosse resolvido. A pequena era orgulhosa e suas batalhas internas eram ainda maiores do que as de Beth naquela idade. Quinn colocava a mão em seu peito desejando que tudo aquilo acabasse logo e que Olivia não viesse passar por mais nenhum preconceito ou sofrimento da mãe de Chloe.
Xxxx
Após tomarem café, Santana e Quinn estavam no carro da latina levando Olivia para escola. Beth assim que saiu encheu sua irmã de beijos lhe desejando boa sorte dizendo que tudo ficaria bem. A pequena estava nervosa no banco de trás, encarando as imagens que passavam pela janela quando percebia que o carro de sua mãe parava em frente sua escola onde seus amiguinhos estavam parados se despedindo de suas mães.
Olivia respirou fundo tentando não esquecer o que sua mãe Quinn tinha lhe falado naquela manhã. Isso tudo era para o seu próprio bem e tudo ficaria bem.
A pequena desceu do carro, encontrando Santana ao seu lado estendendo a mão para que ela segurasse. Quinn logo se colocou do outro lado de Olivia também segurando sua mão e as três entravam de mãos dadas na escola com a pequena no meio olhando apreensiva para seus amiguinhos percebendo que aquelas mesmas mães do aniversário as olhavam com desgosto.
Santana e Quinn podia sentir a mão de Liv segurando as delas com força abaixando a cabeça e olhando para seus sapatos enquanto andavam. A latina e Fabray andavam com a cabeça levantava usando seus melhores olhares de HBIC por onde passavam e Santana se segurava para não ir até Natalie e lhe dar o que ela merecia, mas sabia que isso deixaria sua filha magoada e preferiu continuar andando para dentro do colégio, se aproximando da sala de Olivia onde a professora esperava seus alunos.
– Como vai Olivia? – A professora sorria simpática cumprimentando a pequena. – Como vai Sra. e Sra. Lopez?
– Bem, obrigada. – Santana respondia por ela e Quinn.
– Liv! – Uma garotinha alegre gritava o nome de Olivia fazendo as três Lopezes se virarem para ver quem estava se aproximando. – Liv! – Isabella abriu seus braços passando em volta do pescoço de Olivia e Santana soltou a mão da pequena deixando-a que abraçasse a garotinha. – Por que você não ficou para comer o bolo da Chloe? Ele estava uma delícia e era o seu favorito. Bolo de morango! – Bella sorria animada e aquilo fazia Quinn e Santana sorrirem.
– E-eu não estava me sentindo bem e quis ir embora. – Olivia respondia suavemente olhando para suas mães com medo de apresentá-las. – Bella... Essas são... Minha mamãe Quinn e minha mamãe Santana. – Olivia segurava novamente na mão de Santana com força, mas para sua surpresa, Bella parecia animada.
– Que legal! – Bella praticamente pulava ao conhecer as mães de sua amiguinha. – Oi Sra. Quinn, Oi Sra. Santana. – Bella as cumprimentava estendendo sua mãozinha.
– Como vai, Bella? É um prazer conhecê-la. Liv fala muito de você. – Quinn falava educada e Bella sorria.
– Mesmo? – Bella olhava para Olivia. – Eu também falo muito da Liv para a minha mamãe e meu papai. Eles acham um máximo ela ter duas mamães e eles também me disseram que é normal e que o amor vem de todas as formas para qualquer um. – A pequena loira sorria orgulhosa pelo o que tinha aprendido de seus pais e no mesmo instante, Olivia olhou para sua mãe Quinn e depois para sua mãe Santana percebendo que sua amiguinha tinha acabado de dizer o que suas mães sempre lhe ensinaram.
– Exatamente. – Quinn respondia. – Você é uma garotinha muito esperta, Bella.
– Obrigada, Sra. Quinn. – Bella olhava novamente para Olivia estendendo sua mãozinha. – Vem, hoje nós vamos desenhar e eu quero sentar do seu lado, Livbear. – No mesmo instante Santana arqueou sua sobrancelha começando a rir.
– Oh céus, eu sabia que essa garotinha não me era estranha. – Santana continuava rindo olhando para Quinn. – Livbear? Sério? Ela é uma mini Brittany S. Pierce. – Quinn abria um sorriso enorme olhando para Isabella e percebendo o quão inocente seu olhar era. O quanto aquele olhar realmente lhe fazia se lembrar de Brittany.
– Quem? – Bella entortava sua boca olhando para Santana.
– É minha tia Brittany e ela adora unicórnios. – Olivia respondia e os olhos de Bella começavam a brilhar.
– Eu amo unicórnios! – Bella praticamente gritava no corredor fazendo Quinn e Santana rirem.
– Brittany teve uma filha e nunca nos contou. Me sinto ofendida. – Santana colocava a mão no peito fazendo Quinn rir ainda mais.
– Para de ser boba, amor. – Quinn balançava a cabeça, olhando para as pequenas. – Ok, meninas, hora de entrarem. Liv, eu e a mamãe Tana vamos vir te buscar juntas, está bem? – Olivia assentia.
– Eba! – Bella se intrometida na conversa. – Vocês vão poder conhecer minha mamãe Daniele. – A pequena balançava a mão de Olivia para frente e para trás.
– Vai ser um prazer conhecê-la, mini Pierce. – Santana respondia, voltando sua atenção para Liv. – Nos vemos mais tarde, peanut. Te amo. – A latina depositava um beijo na testa da pequena e se virava para Bella. – Nos vemos mais tarde, mini B. – Bella sorria demonstrando ter amado o apelido.
– Até mais mamãe Tana. Tchau mamãe Q. – Olivia acenava sorrindo.
– Tchau Sra. Q. tchau Sra. S. – Bella falava inocente se virando com Olivia para dentro da sala.
– Mais tarde Brittany vai precisar me dar uma explicação. – Santana brincava fazendo Quinn rir.
– Só você pra me fazer rir uma hora dessas, Santana Lopez. – Quinn levava sua mão para de sua esposa entrelaçando seus dedos.
– Vai ficar tudo bem, amor. Nós vamos conversar com o diretor e tudo vai ficar bem. – Santana acariciava a mão de sua esposa, enquanto andavam em direção à sala do diretor. — Vai ficar tudo bem. – Santana sussurrava mais para si mesma do que para sua esposa.
Santana sabia que teria que tomar uma atitude agora mais do que nunca após ver o sofrimento da filha naquela manhã. Ela não se importava quando algo acontecia com ela, mas ninguém podia sequer olhar torto em direção a suas filhas que seu sangue fervia e sua reação era retrucar não só com olhar, mas com palavras se necessário.
Ela e Quinn aprenderam a lidar com olhares e cochichos contra elas, mas sabiam que suas filhas ainda não estavam acostumadas e continuariam a protegê-las. E naquele momento, Santana e Quinn apenas queriam que sua caçula fosse respeitada e fariam qualquer coisa para que ninguém prejudicasse a vida de Olívia.
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