Notas iniciais
Oieeeeee gente! O natal já passou, espero que todos tenham tido um ótimo dia celebrado com a família e os amigos! Agora aqui está um capítulo novo. Espero que gostem. Eu ia atualizar TNBTY, mas será o próximo, promise. Aproveitem xxxxx

– E então... – Lucas quebrava o silêncio entre ele e Beth, enquanto ambos estavam sentados em uma mesa no Starbucks tomando um delicioso chocolate quente. – Quando vocês vão competir novamente no time de corrida?

– Em breve. – Beth sorria simpática, segurando seu copo com suas duas mãos. – Parece que o campeonato vai ser daqui a dois meses. Os treinos estão cada vez mais puxados. Está difícil agradar nosso treinador. – A loira ria baixo, revirando os olhos.

Desde quando saiu de casa, Beth tentava não ficar nervosa por estar saindo com Lucas. A garota sentia uma sensação ruim por estar ao lado de seu amigo e tentava não demonstrar estar arrependida por ter aceitado seu convite. Afinal, foi Beth quem sugeriu que ambos fossem amigos, e a mesma não queria magoá-lo.

– Sempre te vejo treinando. – Lucas comentava. – Você e Amber são as melhores do time. – O garoto falava suavemente, fazendo Beth sorrir.

– Obrigada. Amber realmente é muito boa. – A garota dava outro gole em seu chocolate quente.

Enquanto conversavam agora sobre o time de futebol, Beth podia notar o modo como Lucas a olhava, se lembrando do que Charlie tinha lhe dito naquela tarde.

Lucas a olhava como se Beth fosse sua propriedade. Mostrando que a qualquer momento pularia em cima dela. Seu olhar era tenso e obscuro, fazendo o estômago da garota revirar com as mil coisas que passavam por sua cabeça. Ela nunca o viu daquela forma e aquele Lucas, era um garoto completamente diferente do Lucas que a levou para o seu primeiro encontro.

Beth sentia sua respiração falhar, tentando não demonstrar nenhum pânico ou medo de sua parte. Sua cabeça lhe dizia para pedir que Lucas a levasse embora, mas seu coração lhe pedia que ela tentasse. Que ela ficasse e que toda aquela diferença nos olhos de Lucas era apenas de sua imaginação e que o garoto continuava o mesmo. Claro, Beth sempre foi igual a Quinn. Sempre tenta ver o melhor das pessoas antes de julgá-las.

– Foi muito bom você ter aceitado meu convite. – Lucas olhava para seu copo vazio. – Pensei que por estar namorando Charlotte, ia ter mudado de ideia em ser minha amiga. – O garoto soava simpático, mas Beth sabia que tinha algo diferente no tom que usava.

– Imagina, Luke. Charlotte nunca me proibiria de ser sua amiga. – Beth sorria.

– Foi uma pena você ter escolhido ela, mas eu entendo. – Lucas levantava sua cabeça, encontrando os olhos de Beth. – Já sabia que isso ia acontecer. – Beth franzia o cenho ao ver o sorriso irônico nos lábios de Lucas, de repente, já não reconhecendo mais o garoto simpático que falava com ela há minutos atrás.

– Como assim?

– Bom, você tem duas mãe, Beth... Claro que você seria uma garota lésbica. – Lucas balançava a cabeça rindo baixo, fazendo Beth arquear sua sobrancelha. – Desculpa, mas isso é bem clichê, mas enfim. É sua escolha. – O garoto levantava suas mãos em sinal de redenção.

Beth estava surpresa com o que ouvia e não podia negar que aquilo não estava lhe agradando. O modo como Lucas falava de suas mães. O tom de voz do mesmo ao se referir da história “clichê” de Beth. Nada daquilo estava lhe agradando e no fundo, ela sabia que ele estava fazendo de propósito. A garota respirou fundo, sorrindo suavemente, antes de responder.

– Clichê ou não, aconteceu. – Beth dava de ombros. – Namoro minha melhor amiga.

– Achei que ela namoraria a Liah. – Lucas falava sem tirar os olhos de Beth. – Elas são tão próximas e vivem juntas.

– Amigas agem dessa forma, Luke. – Beth respondia ignorando o ciúme que fazia seu estômago revirar.

– É, mas digo isso, porque já vi as duas muito, mas muito próximas. – Lucas arqueava suas sobrancelhas e no mesmo instante, Beth o olhava confusa.

– Olha Lucas, se você está tentando criar algum conflito entre eu e Charlie, pode parando. – Beth arqueava sua sobrancelha. – Eu confio na minha namorada e sei de tudo sobre a relação dela com a Liah. As duas sempre foram amigas e só. Sei cuidar do que é meu e você não precisa se preocupar com isso. – A garota usava o seu tom de voz firme, irritada com toda essa conversava. – Você pode me levar para casa, por favor? – Beth pegava seu celular de cima da mesa, olhando para o relógio que marcava quase onze horas. – Já está quase na hora de eu estar em casa e acho que você não quer que me atrase. – Beth começava a se levantar enquanto Lucas apenas a olhava sério. – Lucas? – A garota o chamava irritada, tirando-o de seu transe.

Sem dizer nada, Lucas se levantou, tirando sua carteira do bolso, colocando seu dinheiro em cima da mesa e saindo do café seguindo Beth que andava logo a sua frente.

Lucas podia perceber o quanto tinha irritado Beth, e começava a se sentir mal por ter estragado o fim de noite com sua amiga. O garoto entrou no carro, encontrando Beth já sentada com sua porta fechada, lhe esperando.

– Beth... – Lucas falava suavemente, enquanto ligava seu carro, seguindo caminho para casa das Lopezes. – Me desculpe. Não tive a intenção de estragar nossa noite. – Beth, que continuava olhando para frente, sentia seu peito se acalmando e a raiva que estava sentindo começava a diminuir.

– Tudo bem, Lucas. – A garota respondia friamente sem tirar os olhos da estrada.

– É só difícil aceitar que você a escolheu. – Lucas olhava Beth pelo canto de seus olhos, percebendo que a mesma não tinha emoção alguma. – Depois de tudo que aconteceu entre a gente, achei que você realmente me daria uma chance. – Por mais que Lucas quisesse consertar a noite, era difícil para o mesmo não se irritar com o fato de Beth não estar lhe dando atenção. Ou pior, o fato de Beth realmente ter lhe trocado por uma garota. – Beth? – Lucas falava irritado, surpreendendo e assustando Beth. – Eu estou falando com você.

– Eu ouvi você falando comigo. – Beth respondia irritada. – Não sou idiota, Lucas, e muito menos surda. – A garota tentava manter a calma, sabendo que se demonstrasse estar com medo, Lucas se aproveitaria ainda mais da situação.

– É difícil ser seu amigo, Beth. É muito difícil, porque eu realmente gosto de você. – Lucas respirava fundo, sem tirar os olhos da estrada. – Eu faria qualquer coisa por você, bee. Se tivesse me dado uma chance, teria feito você gostar de mim. – Enquanto Lucas falava Beth o olhava confusa. O tom de voz de seu amigo agora era de raiva, fazendo seu coração acelerar com medo de ver Lucas daquela forma.

Beth queria pegar seu celular e ligar para sua mãe. Ela estava começando a ficar assustada com tudo aquilo. O jeito como Lucas olhava para a estrada, era como se o mesmo sequer estava prestando atenção por onde andava. Beth passou a mão sobre seu peito, se certificando de que seu cinto estava colocado. O medo de que algo acontecesse começava a crescer em seu peito, lhe fazendo lembrar o trauma em que teve com todo o acidente de sua mãe. Por mais que Beth fosse pequena, conforme ia crescendo, tinha pesadelos no qual sonhava que sua mãe perdia a memória novamente e se esquecia dela lhe abandonando. Demorou em se livrasse de seu trauma que começou logo quando sua irmã nasceu. Com muito acompanhamento de um psicólogo, Beth conseguiu superar seu medo, mas naquele momento, tudo parecia voltar e ela sentia suas mãos tremerem.

– Lucas, eu entendo o que você está passando, e me desculpe por tudo isso. – Beth agora se virava para olhar Lucas, tentando não deixá-lo mais irritado. – Mas Charlotte é a garota que eu amo. Eu tentei lhe dar uma chance, mas nem tudo é como a gente quer. — Beth percebia que agora Lucas estava dirigindo mais rápido.

– Você não está apaixonada por ela, Beth. – Lucas falava. – Você só acha que está. Talvez, você só está confusa porque tem duas mães e Charlie é a única que sempre esteve ao seu lado, mas se você me deixar te mostrar o quanto gosto de você e o quanto sou diferente, você vai abrir os olhos e ver que nós dois podemos dar certo, bee. – Beth franzia o cenho, percebendo o quão medonho Lucas estava sendo.

– Lucas, você está parecendo um psicopata falando dessa forma. – Beth gesticulava, olhando o velocímetro do carro, enquanto Lucas acelerava. – Você pode, por favor, ir mais devagar. – A garota alterava sua voz, cansada e assustada de tudo que estava acontecendo.

Sem dizer nada, Lucas acelerou seu carro, começando a ultrapassar os carros a sua frente com velocidade. Sua cabeça girava de raiva, fazendo Beth apertar sua mão contra o cinto em seu peito.

– Lucas! – Beth gritava. – Para o carro. Você está parecendo louco, e eu sei que você não é assim. Para o carro. – A loira tentava novamente, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. – Lucas, por favor, para o carro. – O garoto continuava dirigindo sem dar atenção a Beth.

A garota pensava no quão desejava ter ficado em sua casa ao lado de suas mães e sua irmã. Ela sabia que não deveria ter aceitado o convite de Lucas, e agora estava com medo, assustada sem saber para onde Lucas estava indo.

Assim que Lucas se aproximava do farol, Beth começava a sentir seu coração acelerado. As lágrimas escorriam sem parar por sua bochecha, suas mãos tremiam e seus olhos arregalavam ao ver que o sinal ficava vermelho e Lucas não parecia querer parar.

– Lucas? – Beth tentava novamente. – Lucas, por favor, para o carro. Para o carro. – A loira chorava olhando do farol para o garoto psicopata ao seu lado – Por favor. – Beth sussurrava e quando percebeu que Lucas não parava, a mesma olhou para o seu lado, encontrando um carro que via em sua direção. – Lucas! – Beth gritou pela última vez e tudo o que sentiu, foi um impacto contra sua porta.

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– Eu vou matar aquele garoto! – Santana falava furiosa, andando de um lado para o outro na sala, enquanto Quinn estava sentada no sofá, com Olivia em seu colo dormindo.

– Santana, se acalma. – Quinn deslizava seus dedos sobre o cabelo de Olivia. – Amor, eu também não estou gostando desse atraso dos dois, mas se acalma ou você vai acordar a Olivia.

– Eu só... Estou com uma sensação ruim, Q. – Santana passava a mão pelo seu peito, respirando fundo. – Eles estão atrasados. Já se passaram quinze minutos. – A latina olhava novamente para o seu relógio.

Desde que o relógio marcou onze horas em ponto, Santana já estava irritada por Beth ainda não estar em casa. A latina sentia seu peito doendo por não ter respostas de Beth, e Quinn não era diferente. Após ter ligado para o celular da filha e não ter dito resposta, a artista sentia seu estômago revirando com medo de algo ter acontecido, afinal, toda mãe sente quando algo não está certo.

– Ela não atende a droga do celular. – Santana se sentava no braço do sofá, passando a mão sobre o cabelo. – Eu juro que quando ela chegar vai levar umas ótimas palmadas. Nas quais nunca levou antes. – A latina respirava fundo.

– Amor? – Quinn falava suavemente, olhando para sua esposa. – Não estou gostando desse atraso. Meu coração está apertado. E se ele tiver feito algo, San? – A loira respirava fundo, mordendo o canto de seus lábios.

– Eu juro que mato aquele garoto se ele encostar um dedo no fio de cabelo da Beth. – Quinn colocava a mão na coxa de sua esposa tentando acalmá-la.

Ambas já estavam preocupadas com Beth. Quinn sabia que sua filha raramente passava da sua hora de estar em casa, e quando isso acontecia, a mesma ligava avisando que se atrasaria ou atendia o celular quando ligavam. Algo fazia o coração de Quinn apertar ao pensar em sua filha, se concentrando em Olivia, para tentar se acalmar, quando o telefone de Quinn começou a tocar, fazendo Santana levantar rapidamente, olhando aliviada para o nome de Beth que aparecia no blockscreen.

– Elizabeth Fabray-Lopez, eu espero que você tenha uma ótima explicação para não estar em casa. – Santana respirava fundo falando furiosa.

– Alô, senhora, aqui é o Oficial Lewis do departamento de policia de Nova York. – No mesmo instante o coração de Santana parou, fazendo-a se sufocar.

– Por que você está ligando do celular da minha filha? – A latina perguntava cuidadosamente, com medo da resposta.

– Senhora, houve um acidente. Encontrei esse celular no veiculo e liguei para esse número. – Santana ficava paralisada, fazendo Quinn se levantar assustada, deixando Olivia no sofá e se colocando a frente de sua esposa. – Você é o número mais recente discado e acredito que seja a mãe de um dos passageiros. – Santana podia sentir suas pernas enfraquecendo.

– Sim. – A latina respondia encontrando o olhar de Quinn. – E-eu sou a mãe de Elizabeth Lopez... Ela está bem? – Santana perguntava e no mesmo instante, Quinn sabia o que estava acontecendo e seus olhos começavam a se encher de lágrimas assustada.

– Me desculpe, senhora. Quando cheguei ao local do acidente, os passageiros do veículo já tinham sido levados para o hospital, então não tenho como lhe informa sobre o estado de ambos. – O oficial respondia.

– Santana, o que houve? – Quinn perguntava, com seu coração apertando. – Amor, o que houve? – Sem dizer nada, Santana respirou fundo, começando a chorar em silêncio, enquanto o oficial lhe passava o nome do hospital em que Beth foi levada.

– Nós precisamos ir, Quinn. – Santana pegava sua bolsa, após desligar seu celular, explicando o que tinha acontecido para sua esposa, que começava a chorar. – Hey, hey... – A latina se aproximava de Quinn, depositando um selinho em seus lábios. – Ela vai estar bem, mi amor. Eu tenho certeza que Beth está bem. – Santana respirava fundo dizendo isso mais para si mesma do que para sua esposa. – Agora vamos. Nós precisamos ir para o hospital, está bem? – Quinn assentiu, pegando sua bolsa, tirando Olivia do sofá e indo com sua esposa para o carro.

Olivia sem entender, já tinha acordado assim que chegou ao carro. A pequena perguntava do porque sua mamãe Q estava chorando, mas a loira apenas dizia que Beth não estava bem e que precisavam ir buscá-la. Santana ligava para Puck dizendo o que estava acontecendo, pedindo que o mesmo fosse até lá, até porque, alguém precisava ficar com Olivia.

Enquanto dirigia, Santana sentia seu peito doendo ao se lembrar do terrível acidente que quase lhe fez perder sua esposa. Era dolorido reviver tudo aquilo agora com sua filha. Ela estava com tanto medo, que sequer ouvia o que Quinn lhe falava.

– Santana? – Quinn a chamava pela quarta vez.

– Mmm? – A latina virava-se para olhar Quinn.

– E-eu liguei para minha irmã. – A loira falava suavemente. – Eles estão indo para o hospital e vão avisar minha mãe e Anna. – Quinn colocava sua mão sobre a de sua esposa. Sem dizer nada, Santana apenas assentiu, entrelaçando seus dedos aos de Quinn, depositando um beijo suave na mão de sua esposa, virando-se novamente para a estrada, esperando apenas que sua filha estivesse bem quando chegassem lá.

Notas finais
O capítulo ficou pequeno, né? Pelo menos comparado com os que costumo fazer, haha. O que acharam? To muito malvada? Hahahahaha. Review? xxxxx