Notas iniciais
Oiiiiiii gente!! Como vocês podem ver, estou de férias e atualizando uma fanfic por dia. Espero conseguir fazer isso mais vezes durante meus dias em casa. Um capítulo novo para vocês e espero que gostem!! xxxxx (Lembrando que meus avisos estão sempre nas notas finais).

– Elizabeth Fabray-Lopez. – Santana falava o nome de sua filha na recepção, enquanto Quinn estava segurando na mão de Olivia logo atrás. – Ela e mais um garoto foram tragos para cá. M-minha filha. Ela é minha filha e sofreu um acidente de carro. – A latina falava nervosa, enquanto a recepcionista parecia concentrada na tela do computador a sua frente.

– Certo. Mmmm... O garoto, ele está bem e aparentemente esperando na sala de exames junto com os pais. – A recepcionista falava simpática, fazendo Santana e Quinn pararem de respirar enquanto a garota começava a falar de Beth. – E a garota... Ela está em cirurgia. – No mesmo instante, as mães de Beth arregalaram os olhos, sentindo seus corações pararem. – No segundo andar, por favor, aguar – Antes que a recepcionista continuasse a falar, Santana, Quinn e Olivia foram às pressas para o elevador, subindo direto para o segundo andar.

– Eu juro que mato aquele garoto quando o vê-lo, Quinn. – Santana falava furiosa, andando ao lado de Olivia, que estava entre suas mães, assustada sem entender o que realmente estava acontecendo com sua irmã.

– Santana, eu também estou furiosa com Lucas, mas, por favor, mantenha a calma. – Quinn falava calmamente olhando para Olivia.

Assim que chegaram próximas à entrada para salas de cirurgia, uma enfermeira as fez parar brutamente, se colocando na frente das três Lopezes.

– Posso ajudá-las? – A enfermeira falava educada.

– Espero que sim. – Santana rebatia. – Minha filha está lá dentro sendo operada e gostaríamos de saber o estado em que ela se encontra. Estamos sem notícias e isso está me enlouquecendo. – Santana praticamente gritava no corredor do hospital, fazendo Olivia soltar sua mão, se escondendo atrás de Quinn.

– Oh, claro. A garota que trouxe de um acidente de carro? – A enfermeira perguntava e Quinn respondeu educadamente dizendo que sim. – Estou com a ficha dela. Pelo o que achamos em seus documentos, seu nome é. –

– Elizabeth. – Santana a interrompia.

– A informação que tenho, foi que a batida veio muito forte para o lado do passageiro, acertando Elizabeth. – As mães da adolescente novamente paravam de respirar. – Ela bateu com a cabeça muito forte contra a porta. – No mesmo instante, Santana começava a sentir uma grande falta de ar. Seu coração parava de bater e suas pernas ficavam bambas. Suas mãos gelavam e começavam a tremer. O fato de Beth ter batido a cabeça fazia a latina se lembrar de um passado no qual sempre achou que esqueceria. Os meses em que sofreu enquanto Quinn ficou em coma por ter batido a cabeça. Mais especificamente, por ter voado para fora do carro. Os meses em que o amor da sua vida acordou sem sequer se lembrar dela. Santana não escutava mais nada do que a enfermeira estava falando, apenas via os lábios da mesma se mexerem. – E agora, ela está passando por uma cirurgia. É tudo o que sei. – A enfermeira falava. – Por favor, aguardem que logo o médico trará mais notícias. Me desculpem por não poder ajudar.

– Obrigada. – Quinn respondia, com sua voz de choro. – Nós vamos esperar. – A loira passava as mãos sobre o cabelo de Olivia, enquanto a enfermeira se afastava. – Santana? – Quinn colocava a mão no ombro de sua esposa, fazendo-a pular de susto. – Amor? – As duas se olharam e no mesmo instante, começavam a chorar assustadas. Quinn passou seus braços em volta do pescoço da latina, enquanto Santana escondia seu rosto no pescoço de sua esposa, passando seus braços fortes em volta da cintura da mesma. – Ela vai ficar bem, amor. Eu tenho certeza que ela vai ficar bem. – Quinn sussurrava.

– Eu vou matar aquele garoto! – Santana saia furiosa do abraço de Quinn, começando a andar de um lado para o outro. – É tudo culpa dele. Eu não devia tê-los deixado sair. Eu sabia que tinha algo errado com esse Lucas. Sempre soube. – A latina praticamente gritava no corredor e Quinn olhava em direção a Olivia, percebendo o quanto a pequena estava confusa e assustada.

– Santana? – Quinn tentava chamar atenção de sua esposa.

– Eu juro que se alguma coisa acontecer com a Beth, ele vai se arrepender de ter sequer se aproximado dela. – Santana continuava e agora Olivia começava a chorar pensando em algo ruim acontecendo com sua irmã.

– Santana! – Fabray gritou, pegando Olivia no colo, fazendo sua esposa parar e perceber o que estava acontecendo. – Você está assustando ela. – Quinn sussurrou, passando a mão no cabelo de Olivia. – Shh, meu amor. Está tudo bem.

– Mijá... – Santana se aproximava de suas duas garotas, depositando um beijo contra a cabeça de sua pequena. – Me desculpe.

– Mamãe, o que aconteceu com a Beth? – Olivia perguntava chorando, com suas pernas em volta da cintura de Quinn. – E-ela vai morrer? – A pequena começava a soluçar.

– Não. Não, meu amor, Beth não vai morrer. – Santana respondia, passando a mão no cabelo de Olivia. – Shh, ela vai ficar bem. Nada vai acontecer com a bee. É exatamente por isso que ela está em cirurgia agora. Para poder ficar boa e voltar para casa comigo, com você e a mamãe Q. – A latina tentava sorrir para acalmar sua caçula.

– Santana? – Frannie, Brian, Brittany, Lily, Puck e Rachel, apareciam juntos no hospital, correndo para abraçar as duas Lopezes, que choraram novamente assim que abraçaram seus amigos.

– O que aconteceu? – Puck perguntava.

– Aparentemente, Lucas estava em alta velocidade. Muito alta. E ultrapassou o sinal vermelho. – Quinn começava a explicar, já que ela foi à única que prestou atenção na enfermeira. – Outro carro que estava atravessando a avenida bateu contra Lucas e Beth.

– Oh Céus, Quinn. – Frannie colocava a mão no peito, em choque com a história.

– Sim, e infelizmente, acertou somente o lado de Beth. Ela bateu forte com a cabeça contra o vidro, quebrou um braço e praticamente foi jogada para o lado do motorista se não fosse pelo cinto que ela usava e pelo airbag que abriu na hora. – Santana sentia seu estômago embrulhando por saber o que tinha acontecido com sua filha. – Ela está sendo operada, porque perdeu muito sangue e estava inconsciente.

– Ela vai ficar bem. – Brittany falava carinhosa e no mesmo instante, a dançarina se aproximou de Santana junto com Rachel. – San? – A garota sorria suavemente.

– Eu estou com medo. – Santana sussurrava para suas duas amigas. – Ela bateu a cabeça, Brittany. Ela bateu a cabeça com muita força. – A latina começava a chorar novamente, fazendo suas amigas entenderem exatamente o que ela estava dizendo.

– San, — Rachel a abraçava falando calmamente em seu ouvido. – Nada vai acontecer com a Beth. Ela não vai ficar igual a Quinn. – A garota podia ouvir os soluços de Santana contra seu ombro. — Nada daquilo vai acontecer de novo. – Santana apenas assentiu, sentindo seu peito apertando cada vez mais.

Alguns minutos se passaram e ninguém sequer dava notícias. Santana estava sentada com Olivia em seu colo, segurando firme na mão de Quinn, que também estava com a cabeça deitada em seu ombro. As duas estavam nitidamente assustadas, preocupadas e com medo de que algo acontecesse com Beth.

Judy, Alex, Anna e Charlotte também já estavam com eles e a namorada de Beth não parava um minuto sequer de chorar, e assim como Santana, estava pronta para matar Lucas.

A garota estava tão aflita que olhava o tempo todo seu celular. A foto de papel de parede que usava no qual eram ela e Beth. Por alguma razão, aquela foto a fazia se acalmar, até porque, foi tirada no dia em que finalmente oficializaram o relacionamento e ambas estavam deitadas no chão, abraçadas no planetário. Beth estava com o sorriso mais lindo que Charlotte já tinha visto e cada vez que olhava para a foto, fechava seus olhos para tentar se acalmar.

– Charlie? – Uma voz suave aparecia à frente da garota, fazendo-a levantar sua cabeça.

– Liah? – A amiga de Charlotte segurava uma garrafa com água, olhando suavemente para Charlie. – O que você está fazendo aqui? – Charlotte perguntava.

– Eu... Mmm... – Liah desviava seu olhar para o chão, fazendo Charlie arquear suas sobrancelhas a espera de uma resposta. – Eu... Lucas. Eu... Ele é... Mm.

– Ele é o que? – Charlotte perguntava confusa.

– Lucas é... Ele é meu meio-irmão. – Liah respondia baixo, mas o suficiente para Charlotte escutar.

– Ele é o que? – A garota perguntava surpresa, fazendo os adultos olharem em sua direção. – Seu irmão? Por que raios você nunca me contou isso? – Charlotte falava furiosa, se levantando. – Você sempre soube que eu não gostava do Lucas, porque ele tentava ficar com a Beth, e nunca me falou nada. – Liah ficava em silêncio, desviando seu olhar de Charlotte.

– Charlotte, me desculpe. E-eu realmente queria te contar, mas é complicado. – Liah falava como um sussurro. – Lucas parece ser um cara ruim, mas ele não é. Na verdade, ele é um ótimo irmão e realmente gostava da Beth e. – Antes que Liah pudesse continuar falando, um estalo contra sua bochecha a fez paralisar.

– Charlotte! – Anna e Alex chamavam atenção da filha, após a mesma, ter dado um tapa contra o rosto de Liah.

Assim que percebeu o que tinha feito, Charlotte arregalou os olhos por tudo o que tinha acontecido. Ela não tinha intenção alguma de bater em Liah, mas sua raiva e seu medo de perder Beth falaram mais alto e quando deu por si, agia impulsivamente acertando uma de suas melhores amigas.

– Liah. – Charlotte sussurrava. – Liah, me desculpa. Eu juro que não tive a intenção. – A namorada de Beth começava a chorar novamente desesperada.

– Tudo bem. – Liah passava a mão sobre sua bochecha. – Eu meio que mereci. – A garota não parecia estar com raiva, pelo contrário. Ela entendia tudo o que Charlotte estava passando naquele momento e sabia que deveria ter dito a verdade desde o momento em que se conheceram. – E-eu preciso ir. Me desculpe por não ter te contado, Charlie. Espero que um dia você queira ouvir minha explicação. – Liah sorriu suavemente, se retirando, sem deixar que Charlotte se desculpasse mais uma vez.

– Charlotte, eu não acredito no que acabei de ver. – Anna falava furiosa com a filha.

– Mãe, me desculpa, e-eu não sei o que aconteceu. – Charlotte começava a chorar novamente e agora, Quinn que assistia tudo de longe, se levantou aproximando da namorada de sua filha e passando seus braços em volta de seus ombros.

– Está tudo bem, Charlie. – Quinn sussurrava contra o cabelo da garota. – Eu sei que você está preocupada, assim como todos nós, mas você precisa se controlar, meu amor. Vai ficar tudo bem.

– Eu não queria ter feito aquilo. – Charlotte soluçava.

– Eu sei. Eu sei. – Enquanto Quinn tentava acalmar Charlie, a porta do corredor se abriu, aparecendo uma médica alta, de cabelos castanhos, se aproximando de onde todos eles estavam.

– Quais de vocês são pais de Elizabeth Lopez? – A médica perguntava educada, e Santana se colocou de pé, ajeitando Olivia em seu colo e Quinn aparecia ao seu lado.

– Somos nós. Somos mães dela. – Santana respondia e logo todos os outros estavam ao lado e atrás delas, com Charlotte logo ao lado de Quinn.

– Eu sou a doutora Gutierrez. – A médica estendia a mão cumprimentando as mães de Beth.

– Como ela está? – Charlotte perguntava aflita.

– Bom, Elizabeth sofreu uma grande perda de sangue. – Doutora Gutierrez comentava e novamente, Santana e Quinn tinham dificuldades para respirar. – Conseguimos controlar isso, mas agora ela precisa ficar sobre cuidados médicos. Ela chegou aqui inconsciente pelo fato de ter batido a cabeça com muita força e agora o que temos que fazer é esperar que ela acorde em seu tempo. – A médica sorria. – Até o momento, Elizabeth está instável e segue bem. Ela teve uma fratura no pulso direito e aparentemente os vidros do carro, a maior parte creio eu, caíram para o lado dela e devo informá-las que Elizabeth sofreu cortes pelos braços e em sua bochecha, mas não se preocupe, irá sumir com o tempo.

– Então minha filha realmente está bem? – Quinn perguntava apreensiva.

– Sim, senhora Lopez. Até o momento, como eu disse, Elizabeth está instável e agora precisamos esperar que ela acorde para sabermos ao certo como ela realmente está. – Santana sabia exatamente o que isso significava. Eles precisavam saber se ela se lembrava de tudo. Se Beth sentia alguma dor. A latina respirou fundo, levando a mão sobre sua testa.

– E nós podemos vê-la? – Santana perguntava.

– Claro. – A médica lhes informava. – Eu as acompanho.

– Quinn? – Frannie chamava sua irmã, antes das mães de Beth ir para o quarto vê-la. – É melhor deixarem Olivia aqui comigo. — Frann sorria e Quinn olhava para Santana.

– Não. – Olivia respondia, passando seus braços com força em volta do pescoço de Santana. – E-eu quero ver minha irmã. Eu quero ir com a mamãe Q e a mamãe Tana ver a Beth. – A pequena praticamente gritava desesperada com medo de que fosse deixada para trás.

– Hey, hey, pookie. – Quinn podia perceber o quão diferente sua pequena estava e se aproximava, tentando acalmá-la. – Está tudo bem, meu amor. Nós vamos te levar para ver a Beth. – A loira sorriu e Olivia apenas assentiu em resposta.

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Santana e Quinn andavam de mãos dadas pelo corredor a caminho do quarto de Beth, com Olivia segurando a outra mão da latina. As duas mães de Beth se sentiam aliviadas em saber que a mesma estava bem, porém, era visível ver que ainda estavam com medo de que quando Beth acordasse algo ainda estivesse errado.

– Eu estou com medo, San. – Quinn sussurrava, apertando seus dedos contra a mão de sua esposa.

– Hey, amor... – Santana levava a mão de Quinn até seus lábios, depositando um beijo suave sobre a mesma. – Ela está bem. Assim que ela acordar, você vai vê-la sorrindo e tudo vai ficar bem. – A latina abria um sorriso suave, dizendo isso não só para sua esposa, mas também para si mesma.

A médica parou em frente a um dos quartos e enquanto abria a porta, Quinn e Santana respiravam fundo, apertando uma a mão da outra, começando a entrar devagar com medo da forma como encontrariam Beth.

No mesmo instante, Quinn começou a chorar em silêncio ao ver os cortes no rosto da filha. Alguns em sua testa, outros na bochecha e próximos aos seus lábios. Um tubo de oxigênio estava em seu nariz. Seu pulso estava engessado e era visível o curativo no lado direito de sua cabeça. Fabray respirava fundo, tentando controlar seu choro desesperador ao pensar que poderia ter perdido seu bebê.

Santana fechava seus olhos por alguns segundos após ver Beth naquela cama. As lembranças do acidente de Quinn passavam como um filme em sua cabeça. Ela conseguia ver nitidamente a imagem de quando viu sua esposa pela primeira vez numa cama de hospital entubada, com o rosto machucado e em coma. Seu coração acelerava, fazendo-a entrar em desespero com as lembranças do sofrimento que sentiu todos os dias que visitava Quinn no hospital sem sequer saber que sua esposa quando acordasse não se lembraria dela.

A latina sentia seu estômago revirando, as lágrimas em seus olhos caiam sem parar e sua respiração era falha. O medo que sentiu de perder Quinn, apesar de diferente, a intensidade do medo de perder Beth era o mesmo.

Santana abriu seus olhos, respirando fundo, tentando controlar suas emoções, começando a se aproximar da cama, se colocando do lado oposto de Quinn, segurando na mão de sua filha.

– É um alívio vê-la respirando. – Quinn comentava carinhosa, passando sua mão sobre a testa de Beth. – Ela parece estar tão bem, Santana.

– É porque ela está bem, amor. – Santana sorria suavemente, sentindo um grande desejo de ter sua esposa e filhas em seu braço e não deixá-las ir. – Liv. – A latina olhava para seu lado, encontrando Olivia olhando fixamente para sua irmã. – Hey, peanut. – Santana falava carinhosa, passando sua mão no cabelo da pequena. Preocupada. Até porque, ela sabia que não tinha sido uma boa ideia trazer Olivia para ver a irmã daquela forma. – Não precisa ter medo. Beth só está dormindo.

– Ela vai ficar bem, mama? – Olivia perguntava com a voz fraca, olhando para o rosto de Beth, preocupada com o que via.

– Sim, meu amor, ela vai ficar bem e logo vai acordar para poder brincar com você. – Santana respondia.

– E-eu... – Olivia começava a falar novamente, demonstrando estar nervosa. Como se estivesse se sufocando. Quinn e Santana perceberam a voz trêmula da pequena e as olhavam preocupadas. – E-eu quero... Quero a tia Frannie. – Olivia estava começando a ter uma grande dificuldade para respirar, soltando a mão de Santana, dando passos para trás na tentativa de se afastar da cama onde sua irmã estava. – Eu quero a tia Frannie. Eu quero ir embora, mamãe. Eu quero ir embora. – Olivia fechava seus olhos e no mesmo instante, suas mães estavam ao seu lado, preocupadas com a reação assustadora da pequena.

– Hey, hey, pookie. Se acalme, meu amor. Se acalme. Respira. – Quinn passava a mão sobre o peito de Olivia que continuava de olhos fechados.

– Eu quero a tia Frannie! – Olivia apertava seus olhinhos.

– Olivia, se acalma, eu vou te levar até a tia Frannie, está bem? – Santana olhava preocupada para Quinn, pegando a pequena no colo, que no mesmo instante, escondeu seu rosto contra o pescoço da latina, passando seus braços em volta da mesma, com medo de que fossem lhe soltar. – Eu vou cuidar dela, você fica aqui com Beth. – Santana depositava um beijo contra os lábios de Quinn, saindo rapidamente do quarto com Olivia ainda escondida em seu pescoço.

Sem saber o que estava acontecendo, Santana podia sentir o corpo de sua filha tremendo sem parar em seu colo. Olivia se segurava com força no colo de sua mãe.

– Olivia, você precisa se acalmar. – Santana sussurrava contra o ouvido da filha, mas a pequena não dizia nada. Apenas continuava tremendo.

– Tia San! – Charlotte se levantou assim que viu Santana e Olivia aparecerem. – C-como ela está? – A garota perguntava.

– Ela vai ficar bem, Charlie. – Santana sorria suavemente. – Frannie? – A latina chamou por sua cunhada, que se levantava rapidamente indo a sua direção.

– O que houve, Santana?

– Tia Frannie! – Assim que ouviu a voz da tia, Olivia tirou seus braços de sua mãe, passando-os em volta do pescoço de sua tia, que rapidamente a pegou.

– Não sei o que está acontecendo com ela. – Santana falava frustrada, sem sequer saber o que estava acontecendo com sua caçula. – Ela parecia bem quando entramos no quarto para ver Beth, mas de repente, começou a tremer, chorando pedindo para ficar com você. – Sem entender, Frannie franzia o cenho, olhando para Olivia.

Todos sabiam o quanto Olivia era apegada em suas mães. O quanto a pequena trocaria qualquer um para ficar com Santana e Quinn, mas naquele momento, Frannie não entendia do porque sua sobrinha a queria ao invés de ficar com Santana.

– Tudo bem, não tem problema. – Frannie sorria, começando a balançar Olivia, como sempre faz com Henry como o mesmo começa a chorar.

– Tia San? – Charlotte aparecia novamente atrás de Santana, chamando atenção da latina. – E-eu... Será que eu posso... –

– Pode. – Santana a interrompia, abrindo um pequeno sorriso. – Ela está no quarto 305. – No mesmo instante, Charlie saiu rapidamente, desaparecendo para dentro da UTI.

– Frann? – Judy se aproximava de sua filha e de Santana. – Querida, o que acha de levarmos Olivia para brincar com Henry? Talvez seja uma ótima distração.

– O que você acha, San? – Frannie olhava para a latina.

– É uma ótima ideia. – Santana sorria, se aproximando de sua filha. – Hey, mijá... O que você acha da tia Frannie te levar para brincar com Henry, huh? – Santana falava carinhosa, depositando um beijo contra a cabeça da caçula.

– Mama? – Olivia levantava sua cabeça do pescoço de sua tia, encontrando os olhos de sua mãe. – Mama, mas e se acontecer alguma coisa com a Beth?

– Nada vai acontecer com a Beth, bebê. Nada. Eu prometo. – Santana sorria, na tentativa de acalmar sua filha.

– Tudo bem, mas e-eu não quero dormir longe de você, mamãe Tana. Você me busca depois? – Olivia tinha a voz fraca e Santana percebia que a mesma não tremia mais.

– Claro, peanut. – A latina depositava outro beijo na bochecha da pequena. – Agora vai com a tia Frann, come alguma coisa, porque eu tenho certeza que a senhorita está com fome. – Santana passava seu dedo na ponta do nariz de Olivia. – Eu te amo e prometo que sua irmã vai ficar bem. – Santana sabia que não deveria fazer esse tipo de promessa para Olivia, mas quem se importa? Ela é mãe. Santana sabe que sua filha vai ficar bem e ela acreditava nisso.

– Então vamos. – Judy se aproximava de Santana, antes de ir embora com Frannie. – Ela vai ficar bem, Santana. – A mãe de Quinn, falava suavemente, fazendo Santana sorrir. – Afinal, ela é uma Fabray e Lopez. Ela é tão forte quanto suas duas mães. – Judy sorriu, depositando um beijo contra a testa da latina. – Sua mãe e seu irmão já foram informados e Maribel pediu para você ligar o mais rápido possível.

– Oh... Céus, eu fiquei tão apavorada e assustada, que me esqueci de avisar minha mãe. Obrigada Judy. – Santana rapidamente passou um de seus braços em volta do pescoço de sua sogra, lhe abraçando com força. – Obrigada.

– Imagina. – Judy saia do abraço, depositando um beijo na bochecha da latina, antes de acompanhar Frannie e Brian para casa.

Logo que Judy se afastou, Brittany estava logo atrás da latina, esperando que a mesma se virasse. A dançarina passou seus braços em volta de sua melhor amiga e pela primeira vez naquela noite, Santana começava a chorar sem parar. Deixando que toda sua frustração. Alivio, medo, angustia, começassem a sair como um só.

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Enquanto Quinn estava sentada em uma poltrona próxima a cama de Beth, a mesma segurava firme a mão de sua filha, tomando cuidado para não machucar mais o pulso da garota. Charlotte estava sentada do outro lado da cama de Beth, passando seus dedos carinhosamente sobre o cabelo e rosto de sua namorada, sem sequer tirar os olhos da mesma.

Logo que entrou no quarto, Charlotte voltava a chorar ao ver o estado de sua namorada. A raiva que sentia por Lucas cresceu ainda mais em seu peito o culpando por tudo que tinha acontecido. A garota foi surpreendia com o abraço de Quinn, que tentava lhe acalmar e trazê-la para perto da cama de Beth.

– Como você está? – Quinn perguntava pela primeira vez, desde quando Charlotte parou de chorar.

– Com raiva. – Charlotte sussurrava, dando de ombros. – Medo. – A voz da garota começava a falhar, conforme o choro aparecia novamente em sua garganta.

– Ela vai ficar bem, Charlie. – Quinn sorria.

– Eu sei. – A garota respirava fundo, olhando para Quinn. – Mas é difícil não sentir medo tia Q. E sabe o que é engraçado? – A morena sorria. – Tínhamos conversado essa tarde e falei que não gostava do Lucas. O modo como ele olhava para ela nas aulas ou no refeitório. – Charlie pausava e Quinn a olhava carinhosamente. – Era um jeito meio psicopata de olhar para ela. – A morena fazia careta e Quinn assentia.

– Eu entendo. Santana nunca gostou dele e sempre achei que era apenas uma implicância por Beth estar namorando, mas agora eu vejo que isso não era só implicância. Me lembre de nunca mais duvidar da minha esposa. – Quinn brincava, fazendo Charlie rir suavemente.

– Como ela sempre diz. O terceiro olho. – Charlie batia seu dedo no meio de sua testa, imitando Santana.

– Exatamente.

– Você acha que a tia San vai fazer alguma coisa? Digo a respeito do Lucas. – Charlie perguntava, voltando a olhar para Beth.

– Provavelmente. Nós duas vamos. – Quinn respondia e Charlie apenas assentia depositando um beijo na testa de Beth.

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Santana estava sentada na cadeira tomando café, enquanto seus amigos a acompanhavam. No momento, não tinham sido liberados para entrar no quarto de Beth. Apenas duas pessoas de cada vez, e Santana decidiu que deixaria Quinn e Charlotte primeiro, já que há minutos atrás, não estava emocionalmente pronta para ser a companhia de sua filha.

– Senhora Lopez? – Uma voz desconhecida tirava todos de seu transe, olhando para uma mulher que se aproximava acompanhada de um homem e assim que Santana viu quem estava junto com o casal, à latina se levantou furiosa.

– Você! – Santana apontou para o garoto ao lado de seu pai.

– Santana. – Puck e Alex estavam ao lado da latina, enquanto Anna e Brittany se preparavam para qualquer reação da mesma.

– Senhora Lopez, nos viemos saber como Elizabeth está. – A mulher falava calmamente, enquanto Lucas praticamente se escondia atrás de sua mãe com medo de Santana.

– Oh, interessante você me perguntar isso. – Santana falava ironicamente, sentindo a raiva subir pelo seu corpo. – Vamos ver. Minha filha acabou de sofrer um acidente de carro, porque o incompetente do seu filho foi irresponsável o suficiente para causar isso. – A latina falava furiosa, enquanto a mãe de Lucas tentava manter sua postura. – Já a minha filha, sofreu a maior parte do impacto correndo o risco de ter morrido por causa dele. – Santana começava a gritar, gesticulando. – Você! – A mãe de Beth apontava para Lucas que apenas olhava para o chão. – Tem muita sorte de minha filha estar bem ou eu juro que acabaria com você.

– Santana, por favor! – Brittany colocava a mão sobre o braço da latina, tentando acalmá-la, mas Santana afastava seu braço, sem tirar os olhos de Lucas.

– Eu sabia que tinha algo errado com você. Sempre soube. Eu sabia que você machucaria minha filha de alguma forma, e veja só, eu estava certa o tempo todo. – Santana sorria ironicamente e seu olhar em Lucas era tão assustador que o garoto podia sentir os olhos da mesma o queimando. – A partir de hoje, eu te proíbo de chegar perto da minha filha. De falar com ela ou sequer olhar em direção a Beth. Fique certo de que uma ordem de restrição em breve chegará aos seus cuidados. – Santana agora olhava para a mãe do rapaz que não sabia o que dizer. – Esquece que Elizabeth Lopez um dia entrou na sua vida, estamos entendidos? – A latina perguntou e Lucas apenas assentiu. – Eu quero uma resposta. – Santana gritou novamente fazendo o garoto pular de susto.

– S-sim, senhora. – Lucas sussurrava. – Sim, senhora Lopez. – O garoto repetia novamente, olhando pela primeira em direção a Santana. – Senhora Lopez, eu. –

– Não. – Santana o interrompia. – Guarde seus pedidos de desculpas, porque não quero ouvir.

– Claro. – A mãe de Lucas respondia. – Nós já vamos. Melhoras para sua filha, senhora Lopez. – Sem dizer nada, os três iam embora, deixando Santana ainda mais furiosa por ter visto Lucas.

Como todas as outras vezes, Santana sentiu o quão errado esse garoto era. O quão estranho era estar perto dele. Era como se um ar negativo andasse em volta de Lucas e se espalhasse em cada lugar que ele aparecia. A latina sentia raiva de saber que era culpa dele por sua filha estar naquela situação. Céus, elas poderiam ter perdido Beth. Pensar sobre isso fazia sua respiração parar. Seu peito parecia explodir com seu coração tão apertado. Uma sensação na qual ela esperou nunca sentir novamente. Eu preciso da minha filha. Santana pensava, fechando seus olhos por alguns segundos, enquanto Brittany e seus amigos tentavam chamar por ela. Eu preciso ver minha filha. A latina se sentia sufocada com todos ao seu lado. Com medo de sequer pensar que poderia ter perdido Beth. Eu preciso ver minha pequena bee. Santana respirou fundo, abrindo seus olhos cheios de lágrimas, ignorando todos que a chamavam preocupada.

– E-eu preciso ver minha filha. – E assim Santana saiu às pressas para o quarto de Beth.

Notas finais
E então gostaram? Espero que sim! Bom, alguns de vocês já sabem que tenho Twitter, e para quem não sabe, o link está na minha bio, caso queira me seguir. Posto como está os andamentos das minhas histórias e etc. Depois de muito pensar, resolvi fazer também o famoso ask.fm. Então aqui está o link para os interessados. http://ask.fm/myyheartsrefusingme. Vou deixar disponível também na minha bio junto com meu Twitter. :) Enfim, acho que é tudo. Review? Xxxxxxx