Beating Heart.
14 Hurry, I'm fallin'
Notas iniciais
O relógio marcava exatamente três horas da manhã e Santana estava sentada na lanchonete do hospital, tomando um copo de café forte no intuito de se manter acordada. Quinn ainda continuava no quarto com Beth, mas dessa vez a mesma não estava sozinha. Judy tinha voltado para o hospital logo que Olivia dormiu na casa de Frannie. A mãe de Quinn insistiu que ficaria para ajudá-las e que ambas deveriam descansar, mas nenhuma das duas estava com cabeça para sair do hospital.
Enquanto Santana tomava seu café, a latina parecia estar desligada. Dormindo de olhos abertos. Ela encarava sem parar suas mãos como se estivesse esperando que alguma coisa acontecesse. Santana colocava em sua cabeça que nada de ruim aconteceria com Beth, e que sua filha sairia saudável do hospital. A latina estava tão dispersa que quando seu celular tocou, a mesma pulou na cadeira de susto, antes de tirá-lo de seu bolso.
– Alô? – Santana atendia sem olhar quem era.
– Hey, San.
– Adam? – Santana não sabia o quanto precisava ouvir a voz de seu irmão ou de sua mãe até agora. – Ah meu Deus, Adam. – A latina apoiava seus cotovelos em cima da mesa, levando uma de suas mãos para seus olhos começando a chorar em silêncio. – Você não faz ideia do quanto é bom ouvir sua voz.
– Hey, shh... San, está tudo bem. Você devia ter me ligado antes. Eu teria ter pegado o primeiro voo para Nova York. – Adam falava carinhoso, tentando acalmar sua irmã.
– Eu sei. Me desculpe. Estou tão preocupada com a Beth que não consegui pensar em nada.
– Eu sei. – Adam sussurrava. – Nós estamos preocupados. Como ela está?
– Ainda inconsciente. – Santana secava suas bochechas com o guardanapo, agora brincando com seu copo de café. – Eu estou com medo, Adam.
– Vai dar tudo certo, está bem? A mama está um tanto desesperada, então ela me fez comprar passagens para o próximo voo, que no caso é só amanhã cedo. – Adam comentava, fazendo sua irmã rir baixo pela primeira vez.
– Está bem. – Apesar de Santana saber que seria exagero eles virem para cá, a latina precisava deles. Ela precisava do colo de sua mãe e não se incomodava em tê-los aqui. – E como está Alyssa?
– Oh, ela está bem. Preocupada com a Beth e com vocês. Bom, você sabe o quanto ela é sua fã, então... – Depois de esperar pela garota perfeita, Adam finalmente tinha encontrado a garota dos seus sonhos. Alyssa. Uma garota da faculdade por quem ele se apaixonou, casaram e depois de um ano tiveram um lindo menino que Adam fez questão de chamá-lo de Alejandro em homenagem ao seu pai. O garoto estava com seis anos e assim como todos, tinha um grande amor por sua tia Santana e sua tia Quinn. Ambos esperavam agora seu segundo filho e Alyssa estava completando três meses de gravidez. – Foi ela quem sugeriu que fomos todos para Nova York. Você sabe, ela quem mandar. – Adam brincava novamente e dessa vez, Santana riu alto.
– Claro que é ela quem manda. E como está Alejandro? – Santana perguntava sorrindo.
– Phew, quando descobriu que íamos todos para Nova York, o garoto quase teve um ataque do coração de tão feliz que ficou. – Adam começava a rir. – Você sabe, o garoto ama a tia Q e a tia S.
– Bom, é um charme no qual sempre tivemos.
– Claro. Mhmmm... – Santana sabia que seu irmão estava revirando os olhos naquele momento. – Olha San, eu preciso ir. Liguei mesmo para saber de você. Amanhã estaremos aí pela manhã, está bem? Se precisar de qualquer coisa é só ligar.
– Obrigada, Adam. Eu estava precisando ouvir sua voz. – Santana abria um meio sorriso.
– Eu já sabia. Se cuida, San, te amo. Manda um abraço para Quinn, para minha princesa Liv e para Beth. Até amanhã
– Até amanhã, Adam. Te amo. – Santana desligou o celular, respirando fundo. Após conversar com seu irmão, ela se sentia melhor e estava feliz em saber que amanhã, sua mãe estaria lá.
Santana voltava a tomar seu café, encostando suas costas na cadeira, tentando relaxar. Era difícil ficar confortável já que seu corpo e sua mente estavam exaustos. Ela precisava de um banho quente, de sua cama e de sua esposa para lhe abraçar enquanto dormiam. Estava difícil tudo isso, mas ela estava sendo forte. Santana Lopez sempre foi forte e ficaria ao lado de suas filhas e sua esposa naquele momento.
– Hey. – A voz suave de Quinn fazia Santana olhá-la, encontrando o olhar cansado da mesma.
– Hey, bê. – Santana sorria suavemente, estendendo sua mão e segurando na de sua esposa. – Senta aqui. – A latina puxou Quinn para se sentar na cadeira ao seu lado.
– O que você está tomando? – Quinn perguntava com a voz cansada, deitando sua cabeça no ombro de Santana, enquanto a latina passava seu braço por trás de sua esposa.
– Café puro. Você quer? – Santana perguntava e Quinn apenas assentiu. – Já volto. – A latina se levantou indo buscar o café de sua esposa, trazendo também um crossaint para que Quinn pudesse comer. – Aqui amor, come um pouco.
– Eu não estou com fome, San. – Quinn dava um gole no seu café, olhando para Santana.
– Amor, eu sei, mas você precisa comer, está bem? Faz horas que você está com Beth e sequer tomou água. – A latina depositava um beijo na testa de Quinn. – Por favor.
– Não gosto quando você fala desse jeito. – Quinn fazia um bico adorável, enquanto Santana começava a rir. – Nunca resisto a esse seu tom super fofo.
– Eu não sou fofa, Fabray. – Santana franzia seu nariz. – Agora vai, tente comer. – Sem dizer nada e com muito esforço Quinn deu sua primeira mordida em seu crossaint. Ela não estava com forças, mas sabia que sua esposa tinha razão. Quinn não aguentaria passar a noite ali se não comesse alguma coisa.
– Então sua mãe finalmente te convenceu em descer. – Santana voltou com seu braço apoiado no encosto da cadeira de Quinn, acariciando o braço da mesma com a ponta dos seus dedos.
– Depois de uma bela discussão. – Quinn sorria, tampando sua boca com guardanapo enquanto falava, terminando de mastigar.
– Você precisa comer e descansar, Q. Não quero te ver passando mal. – Santana depositava um beijo na cabeça de Quinn.
– Eu sei, amor, mas não consigo sair de perto dela. – Fabray colocava seu crossaint de volta no prato, virando-se para sua esposa. – É como se eu estivesse a deixando para trás e isso é horrível.
– Mas você não está deixando nossa filha para trás, Q. – Santana falava carinhosa, olhando nos olhos de sua esposa. – Você também precisa descansar. Tomar um banho. Comer. Sempre vai ter alguém aqui com ela. Beth nunca vai estar sozinha.
– É tão difícil vê-la deitada naquela cama sem saber o que vai acontecer quando ela acordar. – Quinn respirava fundo, tentando não chorar novamente. – Não sabemos se ela ainda está machucada ou se vai se lembrar de nós quando acordar.
– Quinn, não diz isso. – O coração de Santana parava de bater no momento em que ouviu as palavras de sua esposa. – Amor, olha pra mim. – Santana pousava suas mãos no rosto de Quinn, fazendo-a olhar em seus olhos. – Beth vai estar bem. Quando ela acordar, ela vai estar bem. Nossa filha vai se lembrar das mães maravilhosas que ela tem. – A latina sorria, fazendo Quinn assentir sorrindo suavemente. – Nada vai acontecer com ela, bê. Nada. – Santana depositou um beijo na testa de Quinn, tentando acalmá-la.
– Senhora Lopez? – Uma voz assustada, fazia Santana e Quinn se separe e olharem surpresa para quem estava a sua frente.
– O que você está fazendo aqui? – Santana perguntava irritada por apenas ver o garoto.
– Senhora Lopez, por favor, e-eu preciso... – Lucas respirava fundo e no mesmo instante, Quinn e Santana podiam perceber o quão o garoto estava aflito e assustado. Santana começava a relaxar, olhando preocupada para Lucas.
– Lucas, se acalme. – As mães de Beth se levantavam indo na direção do garoto. – Shh... Se acalma. – Quinn falava calmamente, se colocando na frente do garoto.
– E-eu... Me desculpe Senhora e Senhora Lopez. – O garoto olhava para seus pés, levantando os olhos lentamente e encontrando as duas mães de Beth. – Eu sei que a Santana não quer ouvir minhas desculpas, mas eu realmente sinto muito. – Lucas começava a chorar em silêncio fazendo Quinn respirar fundo. – Eu amo a sua filha, senhora Santana. – O garoto olhava para a latina. – Eu realmente a amo e quando ela escolheu Charlotte e não a mim fiquei arrasado. Ela disse que podíamos ser amigos no começo e achei que não ia conseguir, mas também não conseguia viver sem ela. – O garoto falava calmamente e Santana o olhava atenta. – Não sei o que aconteceu comigo. De repente estávamos bem e aí ela começou a proteger a Charlotte e fiquei com raiva. Eu perdi o controle acelerando daquela forma. Eu juro que nunca tive intenção de machucar a Beth. Ela é a garota mais linda que já conheci e eu não queria machucá-la. Me desculpe. – Santana não sabia se Lucas realmente estava sendo sincero, mas não podia negar que sentia pena pelo garoto. Ele soava desesperado.
– Lucas... – Quinn sussurrava. – Você quase matou minha filha. Isso é muito difícil para processar no momento. – A loira como sempre, estava sendo mais controlada do que Santana e falava com Lucas calmamente.
– E-eu prometo que nunca mais vou me aproximar de Beth, senhora Quinn, mas por favor, me perdoa. Meu pai tirou tudo o que eu tinha, até mesmo o futebol. Ele me tirou o futebol e não faço ideia quando vou poder jogar de novo. Futebol é a única coisa certa que sei fazer. A única coisa que vai me dar um futuro e ele tirou isso de mim. E-eu estou tão perdido e não sei o que fazer. Me perdoem. – Lucas dava seu primeiro soluço e assim que Santana se aproximou a mesma respirou fundo sentindo um forte cheiro de álcool vindo da direção do garoto.
– Lucas. Se acalma. – Santana falava com seu tom de voz autoritário, franzindo seu cenho. – Não faço ideia do quanto isso deve ser traumático, mas você precisa se acalmar. Me diz quantas doses você bebeu? – A latina perguntava, e Quinn a olhava confusa.
– E-eu... O que? Eu não bebi, senhora Lopez. – Lucas olhava para todos os lados, menos em direção as mães de Beth.
– Eu te fiz uma pergunta. Quantas doses de whisky você bebeu? – Santana perguntou novamente.
– A-algumas. – Lucas respondia baixo.
– E como você chegou aqui? – Santana continuava seu interrogatório.
– Mmm... Eu... Dirigindo. – Lucas não conseguia mentir para Santana. O modo como a latina o olhava lhe assustava.
– Certo. Então o que vamos fazer é o seguinte. Você vai se sentar nessa droga de cadeira. Vai tomar um café extremamente forte, enquanto ligo para seus pais. – Santana arqueava sua sobrancelha.
– Não... Não senhora Lopez. Por favor, e-eu prometo que pego um táxi, mas tudo o que eu quero é que vocês me perdoem. E-eu não tenho mais nada. Meu pai me tirou tudo e não posso conviver com a ideia de que Beth me odeia e que vocês também. – Lucas começava a tremer e Quinn voltava a tentar lhe acalmar.
– Lucas, se acalma. Olha, não é fácil, talvez com o tempo possamos te perdoa, mas nesse momento, tudo o que eu posso dizer é que vamos tentar. – Quinn abria um meio sorriso. – Vamos tentar fazer o possível para te perdoa e tenho certeza que Beth não te odeia. – Enquanto Quinn falava, Santana podia perceber que Lucas ficava ainda mais nervoso. Talvez fosse o modo como Quinn falava, mas algo estava errado com aquele garoto.
– Olha Lucas, nós precisamos de um tempo, está bem? – Santana falava sem tirar os olhos do garoto. – Nós quase perdemos nossa filha porque você foi imprudente enquanto dirigia. Isso é muito complicado e você precisa entender que não é do dia para noite que vamos conseguir te perdoa. Ninguém aqui te odeia pelo o que você fez. Ninguém, mas você precisa nos dar um tempo. – A latina respirava fundo. – Eu prometo que não vou colocar nenhum mandato de restrição, está bem? Só preciso que você respeite nosso espaço. O tempo é quem vai aliviar tudo. Vai ficar tudo bem. Beth vai ser bem daqui e quando ela achar que é hora para te perdoar, ela vai. Você deve saber o quanto ela é uma boa garota e tem um ótimo coração. – A latina sorriu e Quinn estava admirada com as palavras de sua esposa. – Confia no tempo e todos vão ficar bem. – Assim que Santana terminou de falar, pode perceber que Lucas esfregava uma mão na outra, nervoso. Ela não sabia o que ele queria ouvir, mas tinha certeza que esse garoto estava bêbado o suficiente para fazer uma loucura qualquer.
– Está bem. – Lucas olhava para o chão. – E-eu entendo. – O garoto começava a se distanciar. – Me desculpem novamente e espero que Beth fique bem. – Lucas sorriu suavemente e antes que Santana pudesse segurá-lo, o garoto saiu correndo para fora do hospital.
– Ele não pode sair desse jeito. Ele está bêbado e eu tenho quase certeza de que ele usou alguma coisa. – Santana passava a mão pelo cabelo preocupada.
– Santana, se acalma. Nós não podemos fazer nada agora. Ele saiu correndo, sabe se Deus para onde esse garoto foi. – Quinn deslizava suas mãos pelos braços da latina. – E-eu vou tentar ligar para os pais dele. – Santana assentiu, enquanto Quinn voltava a se sentar, tirando seu celular do bolso.
Santana sabia que aquele garoto estava com problemas, mas nunca achou que ele seria capaz de tamanha idiotice. Dirigir bêbado? Céus, onde esse garoto achou bebida? Talvez tenha pegado nas coisas do pai. Santana pensava. Ela só esperava que nada de ruim acontecesse com aquele garoto.
– Pronto. – Quinn tirava Santana de seu transe, desligando seu celular. – Avisei aos pais dele e agora é esperar que tudo fique bem. – A loira se aproximou de Santana, depositando um selinho em seus lábios. – Ele vai ficar bem, amor.
– Eu espero que sim. – Santana sorriu, encostando sua testa na de Quinn. – Amor, o que acha de irmos para casa. Tomarmos um banho e voltamos mais descansadas, huh? – Santana sabia que sua cabeça estava a mil por hora e que Quinn aparentava estar ainda mais cansada. – Eu sei que você não quer deixá-la. Acredite, eu também não, mas nos precisamos pelo menos de um banho para nos sentirmos melhor. Sua mãe vai continuar aqui e tenho certeza que se houve alguma novidade ela vai nos avisar. – A latina depositava um beijo na ponta do nariz de Quinn.
– Está bem. Tomamos banho e voltamos. – Quinn fazia um bico adorável.
– Isso. – Santana dava um selinho nos lábios de Quinn, entrelaçando sua mão ao da mesma e iam em direção do quarto de Beth para se despedirem.
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– Céus, esse é o banho mais gostoso que já tomei. – Santana estava em sua banheira, com a cabeça deitada para trás, enquanto Quinn estava entre suas penas, com as costas contra o peito seu peito e com a cabeça deitada em seu ombro. A água estava quente o suficiente para fazer seus corpos relaxarem e o aroma de morango dos sais de banho deixava tudo mais gostoso.
– Eu não sabia que meu corpo estava precisando disso, até a hora em que entrei nessa banheira. – Quinn comentava de olhos fechados, deslizando suas mãos pelas coxas de Santana.
– Antes que me esqueça. – Santana falava suavemente. – Minha mãe está vindo para cá amanhã cedo. Adam, Alyssa e Alejandro também.
– Sério? Amor, isso é ótimo. – Quinn adorava a família de sua esposa. Maribel a tratava como sua segunda filha. Adam a tratava como sua irmã e Quinn tinha feito uma amizade ótima com Alyssa. – Olivia vai adorar tê-los aqui.
– Vão ser de muito bom uso.
– Sem dúvidas. – Quinn respirava fundo, sentindo seu corpo relaxando ainda mais. – Mmmm... Isso está uma delicia. – A loira soltava um gemido baixo, fazendo Santana olha-la.
Sem dizer nada, Santana começava a deslizar sua mão pela barriga de Quinn, fazendo movimentos circulares com seus dedos sobre a pele macia de sua esposa. A latina aproximava seus lábios da orelha de Quinn, dando uma mordida suave, podendo ouvir outro gemido baixo saindo de seus lábios.
Quinn sabia o que Santana estava tentando fazer e não se incomodava nem um pouco. Ela estava tão cansada que precisava de toda essa atenção.
A latina deslizava seus lábios pelo pescoço de Quinn, depositando beijos suaves a cada lugar que passava. O cheiro de sua esposa a fazia desejá-la ainda mais. Suas mãos, agora estavam pousadas sobre a barriga de Quinn, e Santana começava a deslizar seus dedos na direção do centro da loira.
– Santana... – Quinn sussurrou continuando de olhos fechados enquanto sentia cada toque carinhoso e atencioso de sua esposa.
Enquanto uma mão descia para o centro de Quinn, a outra Santana levava para um dos seios da loira, começando a massagear seu mamilo suavemente. Seu dedo fazia movimento circular por cima do mamilo de Quinn, o sentindo ereto em sua mão. A mesma dedilhava seus dedos sobre a virilha de sua esposa percebendo que a respiração da mesma já estava diferente.
A sensação que Santana lhe causava era excitante demais para se controlar. Quinn mordia o canto de seus lábios e conforme Santana brincava com seu mamilo, a loira começava a movimentar seu quadril na urgência de sentir sua esposa dentro de si.
– Relaxa, amor... – Santana sussurrava contra seu ouvido e antes que Quinn pudesse dizer algo, os dedos da latina deslizavam por seu clitóris, fazendo-a soltar um gemido entre os dentes.
Santana subia e descia seus dedos no centro de Quinn, começando a massagear o clitóris da mesma, próximo a sua entrada. Santana sabia exatamente os lugares que excitavam sua esposa e ali sem dúvidas era um de seus favoritos. A latina circulava seu dedo suavemente fazendo à loira se contrair contra seu corpo.
Quinn pousava suas mãos sobre as coxas de Santana, apertando com força, enquanto começava a movimentar seu quadril contra a mão da latina. Ela precisava daquilo. Quinn precisava sentir sua esposa dentro dela.
– San, eu quero te sentir dentro de mim. – Quinn sussurrava. – Eu preciso. – A loira mordia com força o canto de seus lábios e ao ver Quinn implorando, Santana sorria maliciosa, encaixando seu dedo dentro da mesma. – Mmmm... Santana. – Quinn soltava um gemido abrindo um pouco mais suas pernas.
Santana começava a estocar seu dedo dentro de sua esposa, encaixando mais um, enquanto usava seu polegar para massagear o clitóris da mesma. A latina podia sentir o quanto o corpo de Quinn relaxava com seus toques e começava a aumentar a intensidade de seus movimentos.
– Oh céus, Santana. – Quinn cravava suas urnas contra as coxas da latina, empurrando seu corpo para cima, deitando sua cabeça para trás no ombro de Santana. – Mais rápido...
– Você está tão apertadinha, Q. – Santana sussurrava, enquanto sentia as paredes de sua esposa pulsando contra seus dedos. – Adoro quando te encontro dessa forma.
– Mmm... – Quinn soltava outro gemido, prendendo sua respiração sentindo seu corpo esquentar com tudo aquilo. – E-eu estou quase lá... N-não para. – A loira tirava sua mão da coxa da latina, pousando na nuca da mesma, enquanto sentia os lábios quentes de Santana passando por seu pescoço. Quinn sabia que não iria aguentar por muito tempo. O toque de sua esposa estava lhe fazendo ver estrelas. Seu corpo começava a se contrair ainda mais contra Santana e no mesmo instante, sabia que não dava mais para segurar. – Santana! – A loira apertava suas unhas contra a coxa da latina, ao mesmo tempo em que fechava seus dedos contra os cabelos da mesma, enquanto atingia seu orgasmo naquela noite.
– Eu te amo, Q. – Santana depositava beijos suaves sobre o pescoço da loira, tirando sua mão de dentro da mesma.
– Eu também te amo, S. – Quinn sorria suavemente, tentando controlar sua respiração. – Wow... Amor, isso foi... Sem dúvidas me ajudou a relaxar. – A loira ria baixo, virando-se para olhar Santana.
– Fico feliz que tenha sido útil, my lady. – Santana depositava um selinho contra os lábios de Quinn.
– Não sei o que faria da minha vida sem você, Santana. – Quinn olhava nos olhos da latina.
– Somos duas.- Santana levava uma de suas mãos para o rosto de Quinn, acariciando sua bochecha. – Porque eu também não sei o que faria da minha vida sem você, Lucy Q. – Santana depositava outro beijo nos lábios de Quinn. – O que acha de sairmos e deitarmos juntas por mais alguns minutos? Eu prometo que te faço uma deliciosa massagem.
– Ah é mesmo? – Quinn semicerrava os olhos. – Com direito a massagem nas costas, pernas e pés?
– Sim, amor. – Santana sorria. – Faço massagem onde você quiser. – As duas terminaram o banho em alguns segundos e foram para o quarto.
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Santana estava com Quinn deitada em seu peito enquanto a loira finalmente dormia. Fabray dormiu assim que Santana começou a massagear suas costas. A mesma estava exausta e não resistiu quando se deitou. Santana por outro lado, não conseguia dormir e enquanto acariciava o cabelo de Quinn, olhava para o teto de seu quarto, desligada e perdida em seus pensamentos.
O relógio agora marcava cinco horas da manhã e o celular de Santana começava a tocar. Ela não queria que Quinn acordasse e levantou devagar, saindo de baixo de sua esposa e procurando as pressas seu telefone dentro da bolsa.
– Alô? – Santana sussurrava ao atender.
– Oh Santana... – A voz de Judy ecoava do outro lado da linha em um tom que fez o coração da latina acelerar.
– Judy? O que aconteceu? Beth está bem? – Santana perguntava, se esquecendo por alguns segundos que não queria acordar Quinn.
– Ela está bem, mas Lucas... Santana, ele não está bem. – Judy falava preocupada.
– O que aconteceu?
– Ele roubou o carro do pai e sofreu um terrível acidente. – Oh Céus, Santana sabia que o garoto não estava bem.
– E... E como ele está? – A latina prendia sua respiração a espera da resposta de Judy.
– Infelizmente, ele... E-ele não aguentou. O carro está destruído e ele...
– Morreu... – Santana sussurrou mais para si mesma do que para Judy.
– Infelizmente sim. Céus, Santana, não acreditei quando me contaram. O garoto estava bem quando chegamos no hospital. Ele teve a sorte de se livrar do acidente com Beth e agora... Agora isso acontece. – Era possível notar que Judy estava chorando e Santana começava a sentir seu estômago embrulhar com a notícia.
– Céus, ele... Ele apareceu no hospital enquanto eu e Quinn estávamos tomando café. Ele parecia perturbado e quando me aproximei, senti cheiro de whisky. – A latina respirava fundo. – Argh! Eu não acredito que ele foi idiota o suficiente para fazer uma burrada dessas. – Santana não sabia o porque, mas seus olhos começavam a se encher de lágrimas. Por mais que ela tenha ficado com ódio de Lucas pelo o que ele fez com Beth, a latina nunca desejou algo ruim para o garoto. Claro que ela ia mantê-lo longe de sua filha, mas nunca quis que o mesmo tivesse um fim desses. – Ele pediu que os perdoássemos, mas fomos sinceras dizendo que com o tempo isso aconteceria. Céus Judy, você precisava ver o quão desesperado o garoto estava.
– Eu faço uma ideia. Ele deve ter ficado apavorado com toda essa situação. – Judy respirava fundo.
– Sim. – Santana fechava seus olhos, impedindo as lágrimas de caírem, respirando fundo.
– E como está minha Quinnie?
– Dormindo. Finalmente consegui fazê-la descansar. – Santana sorria passando a mão pelos seus cabelos. – E como está a bee?
– Bem. Continua inconsciente, mas bem.
– Certo. Judy, e-eu vou desligar. Qualquer novidade é só nos ligar. – Santana virava-se para olhar sua esposa que continuava dormindo.
– Está bem, querida. Descanse. – Judy desligou o telefone e Santana se sentou no pé de sua cama, fechando seus olhos.
Céus, como ele pode ser tão idiota? Santana pensava. Ele tinha apenas que se sentar, tomar café e se sentir bem antes de ir embora. Ugh! A latina jogou seu corpo para trás, se deitando e jogando seu braço em cima de seus olhos. Era difícil não se sentir mal por tudo que tinha acabado de acontecer e a latina estava tão cansada que lágrimas começavam a escorrer pelo seu rosto. Ela chorava por Beth, por Quinn, por Olivia. Pelo desespero que sentiu quando soube que sua filha tinha sofrido um acidente. Por Lucas. Por saudades do seu pai. Céus, ele saberia lhe acalmar. Tudo se tornava uma angustia só, fazendo seu peito apertando deixando seu primeiro soluço sair como um grande desabafo.
– Santana? – A voz sonolenta de Quinn, fez Santana abrir os olhos, encontrando sua esposa preocupada. – San, o que houve? Como está a Beth? Por que você está chorando?
– Beth está bem. – Santana sorria, passando as mãos em seu rosto. – Q. – A latina se sentava, virando-se para olhar sua esposa. – É o Lucas...
– O que aconteceu?
– Sua mãe ligou e aparentemente, depois que ele saiu correndo do hospital essa madrugada, sofreu um acidente.
– Outro? – Quinn sussurrava.
– Sim, mas... Quinn, ele... Esse foi muito mais grave e infelizmente ele não aguentou. – Santana respirava fundo.
– O que? – Fabray começava a sentir seu coração doer pelo garoto. Ela não sabia que isso poderia acontecer. Lucas tinha acabado de sair ileso de um acidente e se envolve em outro. Isso não era justo.
– Eu sei. Ele foi idiota o suficiente para se envolver em outro acidente. – Santana respondia e parecia estar nervosa. – Droga! E-eu não queria que isso tivesse acontecido com ele, Q. Claro que eu não queria Lucas perto de Beth, mas jamais ia querer que algo acontecesse com ele. – A latina começava a chorar novamente e Quinn passava seus braços em volta de sua esposa.
– Eu sei amor e tenho certeza que ele também sabia disso. – Quinn depositava um beijo na cabeça de Santana. – Amor, e-eu quero voltar para o hospital e ficar com Beth.
– Claro, — Santana se recompunha, se afastando. – Vamos nos arrumar e voltamos para lá. – A latina sorriu depositando um beijo na testa de Quinn.
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Assim que chegaram ao hospital, ambas foram direto para o quarto de Beth, carregando um copo de café e um delicioso corssaint para Judy.
– Hey, mãe. – Quinn abria a porta suavemente, sorrindo ao ver sua mãe sonolenta acariciando a mão de Beth.
– Oh, Quinnie, achei que vocês descansariam mais.
– Foi difícil continuar em casa após saber o que aconteceu com Lucas. – Santana aparecia atrás de Quinn, se aproximando de Judy para lhe entregar seu café.
– Obrigada. – Judy sorria. – Imagino. Fiquei em choque quando descobri.
– Acho que depois vou tentar conversa com os pais dele. – Santana comentava. – Céus! Não faço nem ideia de como devem estar se sentindo. – A latina se aproximava da cama de Beth, passando a mão sobre a testa da filha. – Eu não sei o que aconteceria comigo se eu perdesse Beth ou Olivia.
– Amor, não falar assim. – Quinn franzia o cenho.
– Desculpa. É só que... Eu sinto muito por eles, Q. Fomos nós quem o vimos por último e ele estava tão aflito. Talvez se tivemos lhe ajudando... –
– Santana, não. – Quinn se aproximava de sua esposa, colocando suas mãos no rosto da mesma, sabendo exatamente aonde a latina iria com esse assunto. – Olha pra mim. Você não tem culpa por isso ter acontecido. Pelo contrário, você foi tolerante com ele. Deixou claro que o tempo nos ajudaria a perdoá-lo. Você pediu que ele esperasse aqui para que pudéssemos ajudá-lo, porque foi você quem percebeu que ele não estava bem. – Quinn acariciava as bochechas de Santana com seu polegar. – Então não, amor, nada disso foi culpa sua. Não tínhamos como impedi-lo de correr. Ele saiu correndo e desapareceu em segundos da nossa frente. Tudo o que fizemos foi ligar para os pais dele e avisar. Nada disso é culpa nossa, está bem? – Quinn depositou um beijo demorado nos lábios de Santana.
A latina sabia que sua esposa tinha razão e podia sentir seu coração se acalmando. Ela realmente não teve culpa por nada daquilo e fez o possível para ajudar o garoto naquele momento.
– Obrigada. – Santana sussurrava.
– Mãe, — Quinn se virava para Judy. – Você pode ir descansar. Tenho certeza que essa poltrona sem dúvidas causou grande dano na sua coluna. – A loira sorria e Judy revirava os olhos.
– Oh, por favor, Quinnie. Minha coluna está ótima, mas realmente eu vou. – Judy se levantava, segurando seu café. – Obrigada pelo café, Santana. Me liguem se precisarem de alguma coisa. Logo sua irmã deve estar por aqui. – Judy se aproximou de Quinn, depositando um beijo na testa da filha e em seguida em Santana. – Tchau, Bethie. – Judy depositava um beijo em Beth, antes de pegar sua bolsa e deixá-las sozinhas.
– Quando sua mãe chega, amor? – Quinn perguntava, se sentando na cama ao lado de Beth.
– Oh, provavelmente só mais tarde. Pedi para Adam me avisar quando chegassem.
– Pelo horário do voo, eles vão chegar só à tarde.
– Provavelmente. Mas se precisar eu vou buscá-los. – Enquanto Santana e Quinn conversavam entre si, mal percebia que Beth começava a movimentar seus dedos. A garota mexia dois dedos lentamente, começando a ouvir zumbidos como de abelhas próximos ao seu ouvido. Ela não sabia o que estava acontecendo ou onde estava, mas o barulho era irritante, fazendo-a pressionar seus olhos.
Beth lentamente começava a movimentar sua cabeça para o lado e nesse momento, Santana arregalou os olhos, pulando da poltrona e se colocando ao lado de sua filha.
– Ela se mexeu. – Santana olhava atenta para Beth esperando mais algum movimento. – Bee? – Beth movimentava suavemente sua cabeça para o outro lado ouvindo uma voz distante lhe chamando.
– Ela está acordando, Santana. – Quinn sentia seus olhos encherem de lágrimas e no mesmo instante os corações das duas mães de Beth aceleravam e a respiração de ambas parava. Elas estavam aflitas com medo do que aconteceria se sua filha acordasse.
Beth soltava um gemido suave, como se estivesse começando a chorar. A garota podia sentir como se seu rosto estivesse preso, já que algo em seu nariz a incomodava. Beth tentava abrir seus olhos devagar assim como abria sua boca.
– Ma’... – Ela sussurrava com dificuldade. – Ma... – Beth chamava por suas mães, tentando engolir alguma saliva sentindo sua garganta seca.
– Shh... meu amor. – Quinn deslizava a ponta de seus dedos na testa de Beth. – Nós estamos aqui.
– Ma’... – A garota tentava abrir seus olhos lentamente, vendo um grande borrado a sua frente sem saber quem era a pessoa que a olhava. – Mama... – Beth sussurrava.
– Bee, nós estamos bem aqui. – Santana segurava na mão da filha, assustada.
– Água... – Beth finalmente abria seus olhos, percebendo que suas duas mães estavam logo a sua frente. – Água, mama... – A garota murmurava e Santana pegou o copo com água ao lado da cama, colocando um canudo no mesmo e direcionando para a boca da filha.
– Aqui bee, abre a boca. – Santana colocava o canudo na boca de Beth e a mesma começava a beber água como se fosse a melhor coisa do mundo.
– Mamãe? – Beth deitava novamente sua cabeça no travesseiro, olhando para Quinn.
– Hey, little one... – Quinn começava a chorar. – Você acordou.
– Mama? – Beth olhava para seu outro lado, encontrando uma sorridente, e chorona Santana.
– Céus bee, você quase nos matou do coração. – Santana brincava.
– Mama... Dor. – Beth resmungava e Quinn se levantou da cama.
– Precisamos avisar as enfermeiras. – A loira desapareceu para fora do quarto de Beth atrás do médico da filha.
– Hey bee, vai ficar tudo bem. Eu e a mamãe Q estamos aqui e vai ficar tudo bem. – Santana depositava um beijo na testa da filha.
– Mama... Lucas... – Beth fechava seus olhos, virando seu rosto para o outro lado. – Lucas... – Santana sentiu seu estômago embrulhar. Ela sabia que quando Beth descobrisse, a garota ficaria arrasada com a notícia.
– Está tudo bem, mijá. Não faz muito esforço.
– Oh, vejo que Elizabeth finalmente acordou. – Uma das enfermeiras entrava no quarto sorrindo ao ver Beth acordada. – Tente não se mexer muito, querida. Doutora Gutierrez logo estará aqui para vê-la. – A enfermeira se aproximou da cama, ajeitando o travesseiro de Beth. – Ela ainda está com o efeito dos remédios, mas logo vai passar. – A enfermeira falava com Quinn e Santana antes de se retirar.
– Mama... – Beth virava para suas mães. – Colo... Mamãe Q. – A garota fazia um bico adorável como se ainda fosse uma criança. Sem dúvidas o efeito do remédio era bem forte.
– Ela quer colo, mamãe Q. – Santana brincava, fazendo Quinn rir.
– Mamãe Q... Colo. Abraço. – Beth fechava seus olhos, e era nítido ver o quão mole à mesma estava.
Quinn subiu na cama, se deitando ao lado de Beth, passando seus braços em volta da cintura da mesma e lhe abraçando. A garota se encolheu contra o corpo da mãe, escondendo seu rosto contra o pescoço da mesma.
– Mami... – Beth agora chamava por Santana. – Mami...
– Oh céus, essa menina está mais carente do que o normal. – Santana brincava, revirando os olhos e se aproximando da cama. – Hey bee, estou bem aqui.
– Mami canta... Música, mami. – Beth falava manhosa fazendo Santana rir.
– Aposto que ela não faria nada disso se estivesse sã. – A latina brincava se sentando na cama do outro lado de Beth.
– Mami! – Beth resmungava. – Mami Canta. – A garota tentava levantar sua mão, mas seu corpo não reagia muito bem, fazendo-a apenas mexer seus dedos.
– Ok, ok, senhorita estou drogada de remédios. – Quinn ria baixo de sua esposa. – Eu vou cantar. Qual música você quer? – Santana sabia que Beth mal conseguia falar e não podia negar que aquilo além de adorável, estava sendo engraçado.
– Shine... – A garota murmurava.
– You’re my sunshine? – Santana perguntava e Beth apenas assentia. – Ok. – Santana começava a cantar suavemente, como sempre cantava para Beth quando a mesma era criança.
Quinn podia sentir o corpo de Beth relaxando com a voz de Santana, e começava a passar seus dedos delicadamente sobre o cabelo da filha. Ela estava tão feliz de ver sua bebê acordada que não conseguia conter o sorriso. No meio da música, Quinn percebia que Beth voltava a dormir, mas a porta do quarto de abriu e a médica entrava acompanhada da mesma enfermeira.
– Oh, como vão? – Doutora Gutierrez perguntava educada.
– Ótimas, felizes porque Beth finalmente acordou. – Quinn respondia.
– Acordou mais carente que o normal. Que remédio vocês deram para ela afinal? – Santana perguntava rindo suavemente.
– É um remédio que contem morfina. Causa um efeito estranho nos pacientes quando acordam. É normal. – A enfermeira respondia.
– Seria bom se fizéssemos algumas perguntas para ela. – A médica se aproximava da cama e as mães de Beth se afastavam. – Elizabeth, querida. Nós precisamos conversar. – A médica acordava Beth, enquanto a enfermeira verificava o remédio no braço da garota.
– Não... Dormir. – Beth resmungava.
– Isso é normal? – Quinn perguntava. – Não seria melhor esperar ela se recuperar?
– Ela vai ficar bem, senhora Lopez. – A enfermeira respondia.
– O que foi? – Beth abria seus olhos, irritada olhando para a médica a sua frente. – Por que eu não posso dormir? – A garota resmungava, fazendo suas mães revirarem os olhos.
– Como você está se sentindo? – A médica perguntava.
– Não... Mama... – Beth virava seu rosto à procura de Quinn. – Mama... – A garota se mexia sem parar e ao perceber o quão nervosa estava Quinn correu para o lado de sua filha lhe abraçando.
– Doutora, acho melhor esperarmos ela acordar 100%. Porque é nítido que Beth ainda está sobre os efeitos dos remédios e sem condições alguma para responder qualquer pergunta que seja. – Quinn tentava soar educada, mas não estava gostando da pressão que doutora Gutierrez colocava em Beth.
– Está bem. Nos avise quando ela acordar novamente. – A médica sorriu simpática se retirando do quarto, seguida da enfermeira.
Santana se sentou novamente na cama ao lado de sua esposa e filha, esperando que Beth dormisse novamente e que quando acordasse estivesse fora do efeito dos remédios.
Os minutos se passaram e Beth novamente voltava a acordar. Santana e Quinn olhavam atentas para a garota e Beth gemia de dor, virando seu rosto para os lados abrindo seus olhos lentamente.
– Mãe? – Beth falava suavemente olhando para Quinn.
– Hey little one... Como está se sentindo?
– Com dor de cabeça. – Beth pressionava seus olhos, respirando fundo.
– Hey bee...- Santana se aproximava, passando a mão no cabelo loiro da filha.
– Mami... – A garota sorria. – Minha cabeça dói.
– Eu vou chamar a doutora. – Santana apertou a campainha na beira da cama da Beth e em menos de cinco minutos a enfermeira aparecia no quarto, avisando que chamaria a doutora.
– Ora, ora, senhorita Lopez finalmente. – A médica sorria, tirando a prancheta de Beth dos pés da cama. – Como está se sentindo?
– Bem? Com dor de cabeça. – Beth respirava fundo.
– Isso é normal, mas já vamos providência algo para isso. – A médica sorria enquanto a enfermeira mexia no remédio no braço de Beth. – Eu preciso te fazer algumas perguntas, está bem? – A doutora falava simpática e Beth apenas assentiu. – Qual o seu nome?
– Elizabeth Fabray-Lopez. – A garota respondia.
– E quantos anos têm?
– 16 anos.
– Ótimo. Se lembra dos nomes de suas mães.
– Santana Maria Lopez e Lucy Quinn Fabray-Lopez. – A garota sorria para suas mães.
– E você tem algum irmão ou irmã?
– Sim. Olivia Fabray-Lopez. – Beth respondia orgulhosa por se lembrar de tudo, mas estava achando essas perguntas desnecessárias.
– Ótimo, Elizabeth. – A médica sorriu. – Você se lembra do que aconteceu? – No mesmo instante, Beth desviava seu olhar de suas mães. Sentindo seu estômago revirar.
– E-eu sofri um acidente de carro. Lucas estava dirigindo muito rápido e... – Beth respirava fundo, se segurando para não chorar. A lembrança de seu acidente e do medo que sentiu a fazia ter medo do que ouviria em seguida.
– Como você pode ver, teve uma fratura no pulso e bateu muito forte com a cabeça. – A médica explicava. – Os vidros do carro se quebraram e aparentemente, a maior parte lhe acertou. – Beth olhou para seu pulso com gesso e em seguida, reparou que seus braços estavam com cortes de vidro começando a deixar desesperada. – Seu rosto também foi atingindo, mas não se preocupe isso tudo vai sumir, está bem? Você vai continuar linda e sem nenhuma cicatriz. Prometo. – A médica sorriu tentando acalmá-la, mas logo Beth percebia que alguma coisa não estava certa.
– Bee, o que foi? – Santana se aproximou da cama, percebendo o olhar desesperador da filha.
– E...E o que mais aconteceu? – Beth perguntava para médica e Quinn podia ver o medo estampado nos olhos da garota. – O que mais aconteceu? – Beth praticamente gritou, olhando para o seu corpo.
– As suas fraturas foram só essas, Elizabeth. – A médica respondia confusa.
– Não... Não foram. – Beth começava a olhar para suas pernas sem entender do porque elas não se mexiam.
– Beth, me fala o que está acontecendo? Você está sentindo alguma dor? – Quinn perguntava assustada.
– As minhas pernas... – Beth começava a chorar olhando furiosa para a médica. – Por que elas não se mexem? – A garota gritou e no mesmo instante, Quinn e Santana sentiam como se fossem desmaiar.
Oh céus, não, não. Isso não pode estar acontecendo. Santana pensava enquanto se segurava para não entrar em pânico.
A médica olhou para a enfermeira, tirando uma caneta de seu bolso e se aproximando de Beth. A garota estava desesperada sem entender do porque suas pernas não lhe obedeciam. Quinn se segurava para não entrar em pânico, até porque, ela precisava ser forte por sua filha e Santana respirava fundo, segurando na mão de Beth.
Gutierrez levantou o lençol da cama de Beth, deixando apenas às pernas da garota a mostra. A médica aproximou a ponta fina da caneta sobre o pé de Beth pressionando o objeto contra a pele da mesma.
– Você sente alguma coisa? – A médica perguntava e Beth chorava balançando a cabeça dizendo que não. A doutora subiu um pouco mais para a canela da garota fazendo a mesma coisa. – E aqui? Você sente alguma coisa? – Beth balançou a cabeça e no mesmo instante, ela sabia o que tinha acontecido. A garota levou suas mãos para seu rosto começando a soluçar enquanto chorava desesperada.
– Filha, estamos aqui. – Quinn e Santana começavam a chorar em silêncio, abraçando Beth. Elas sabiam que não podiam entrar em desespero naquele momento.
– Nós vamos levá-la para a sala de exames. – A médica colocava sua caneta de volta em seu bolso. – Não se preocupe Beth, nós vamos descobrir o que está acontecendo, está bem? – A doutora tentava soar confiante, sem deixar a garota mais desesperada.
– Mama, e-eu vou ficar sem andar. Eu vou ficar sem andar. – Beth falava desesperada, agarrando forte no vestido de Quinn. Era tão doloroso para suas mães vê-la daquela forma e estava difícil não desabar com tudo aquilo.
– Não fala assim, bee. Você vai ficar boa. Nós vamos descobrir o que está acontecendo e vamos te ajudar. – Santana passava a mão no cabelo da filha, depositando um beijo contra a cabeça de Beth.
– Se acalme, está bem? Nós não sabemos ainda o que aconteceu. Vamos levá-la. – A médica falava com mais dois enfermeiros que entravam no quarto.
– E-eu não quero ir sozinha. – Beth segurava firme no vestido de Quinn e se virava para segurar na mão de Santana.
– Tudo bem, querida, suas mães podem te acompanhar. – A médica sorria e agora todos saíam do quarto seguindo para a sala de exames.
Quinn e Santana estavam desesperadas. Ambas gritavam por dentro com medo do que estava acontecendo. Ficaram com tanto medo de que Beth pudesse perder a memória que sequer cogitaram a possibilidade de que a mesma poderia sair do hospital em uma cadeira de rodas. Santana se aproximou segurando na mão de Quinn com força. Elas precisavam se preparar para o que viesse e ao se olharem, ambas sabiam que não importa o que acontecesse, seriam fortes para ajudar Beth e esperava que tudo isso fosse algo reversível.
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