Beating Heart.

36 Me and you against the world.


Notas iniciais
Oiiiiiiii gente! Sei que estou um pouco ausente, mas logo entro de férias e volto, prometo. É triste, mas essa história logo acaba, ainda não decidi se faço mais um ou dois capítulos depois desse... Ainda preciso pensar. Enfim, aproveiteeeeeeeeeeeeem ♥

Beth andava sem parar de um lado o outro em sua sala nervosa. Ela estava ansiosa e mal conseguia se sentar no sofá enquanto esperava por Charlie.

Desde o dia em que finalmente se resolveram enquanto viajam, era a primeira vez em que iriam se encontrar. Apesar de saber que as coisas estavam bem, Beth não conseguia ignorar o nervosismo que sentia. A garota estava com saudades de sua namorada e se perguntava o que faria quando a mesma chegasse. Será que eu a beijo? Será que só a abraço?

— Argh! – Beth murmurava e logo uma risada a fazia pular de susto, se virando em direção a escada e encontrando Santana lhe olhando.

— Andando assim você vai acabar fazendo um furo na nossa sala. – Santana descia as escadas, indo em direção a filha.

— Só estou nervosa. É a primeira vez que vamos nos ver... – Beth sorria nervosa.

— Bee, relaxa. Vocês estão bem, não estão? – Santana perguntava, e Beth assentia. – Não tem o porque ficar nervosa. Garanto que tudo vai acontecer naturalmente quando ela chegar.

— Só... Só tenho medo de... Na verdade, não sei do que estou com medo, mas estou com muitas saudades dela, mamí. – Agora o sorriso de Beth era maior a fazendo suspirar.

— Vai ficar tudo bem, mijá, pare de se preocupar. – Santana depositava um beijo na testa da filha.

— Mamãe e Liv estão aonde?

— No estúdio... Lá embaixo. Vim alimentá-las e não deixá-las morrendo de fome. – A latina ria baixo, indo em direção a cozinha.

Assim que Santana desceu para o estúdio de Quinn, Beth ouviu a porta de sua casa se abrindo e no momento em que seus olhos pousaram em Charlie, seu coração parou. A morena estava com seu cabelo cumprido caído sobre seus ombros, usando um vestido branco de alça com pequenos desenhos de caveiras, com um all star branco e por mais simples que estivesse para Beth ela era a garota mais linda.

Charlotte podia sentir seu coração disparando no momento em que viu Beth parada no centro da sala lhe esperando. O sorriso em seus lábios era enorme e a saudade era gigantesca.

Sem dizer nada a morena se aproximou, se colocando a frente de Beth e por alguns segundos uma apenas olhava para a outra. Nos olhos, nos lábios, no sorriso... Beth podia sentir seu coração disparando e sua respiração estava acelerada de antecipação em tocar Charlie, sentir seu gosto, seu perfume.

— Oi... – Beth sussurrava e antes que pudesse pensar no que estava acontecendo, os lábios de Charlie estava pressionado contra os seus e após alguns segundos perdida Beth finalmente percebia o que estava acontecendo e logo seus braços passavam em volta do pescoço de Charlie, inclinando sua cabeça para o lado oposto da mesma, encaixando seus lábios ao da morena, iniciando um beijo suave e apaixonado no qual mostrava o quão uma sentia falta da outra, o quanto precisavam uma da outra e o quanto amavam uma a outra.

Após alguns segundos no qual pareciam horas, Beth sorria depositando apenas um selinho nos lábios de Charlie, encostando sua testa sobre a da mesma.

— Céus, eu estava doida para finalmente te beijar. – Charlie sussurrava, respirando fundo, sentindo o perfume que tanto lhe fazia falta.

— Eu também estava com saudades. – Beth sorria e Charlie lhe dava outro selinho demorado.

— Você não faz ideia o quanto estava esperando para te ver. Adoro meus avós, mas estava ansiosa para voltar para casa.

— Não foi fácil passar mais uma semana sem te ver, mas estou feliz por finalmente ter você aqui.

— Eu te amo.

— Eu também te amo, Charlotte Ray. – Beth sorria, abraçando sua namorada pela primeira vez, sentindo o shampoo framboesa do cabelo da namorada. – Senti falta até mesmo do seu shampoo de framboesa, no qual nunca entendi do porque você ama tanto esse cheiro. – Beth brincava, se afastando.

— É meu cheiro de shampoo desde criança, tonta. – Charlie mostrava a língua, fazendo Beth rir, lhe dando um selinho.

— Eu te amo, tonta. Eu te amo muito e prometo que nunca mais vou agir por impulso dessa forma, está bem? Vamos sempre conversar e tentar nos entender. Não quero ficar separada de você nunca mais.

— Foi nossa primeira briga e aprendemos com nossos erros, gatinha. Vamos crescer e amadurecer juntas e aprender todos os dias a amar não só nossas perfeições, mas nossos erros e a cima de tudo aprender a entendê-los.

— Isso. – Beth lhe beijava novamente. — Vamos crescer e amadurecer juntas, e envelhecer juntas... Porque eu te amo, Charlie, e é você com quem quero passar o resto da minha vida. – Charlie sentia como se seu coração fosse pular da sua boca e logo seus lábios novamente atracavam os de Beth, lhe beijando intensamente por alguns segundos antes de se afastar.

— Nós temos algumas coisas para conversar, mas será que antes podemos... – Charlie arqueava uma de suas sobrancelhas, mordendo o canto de seus lábios. – Sabe, matar as saudades e. –

— Meu quarto. – Beth a interrompeu, segurando em sua mão e as duas subiram correndo no intuito de matarem a saudade e compensar o tempo que perderam.

Xxxx

— Por que não posso usar a tinta vermelha? – Olivia perguntava pela quinta vez, franzindo o cenho, deixando Quinn claramente irritada. A garota não estava nos seus melhores dias e parecia ter tirado o dia para ser mal criada, como toda garota de oito anos.

— Porque eu já disse que não e isso é o suficiente, Olivia. – Quinn falava autoritária e a garota bufava, batendo o pé no chão e chutando uma das latas a sua frente, derramando tinta amarela.

— Olivia! – Quinn alterava sua voz e Santana que estava estudando em seu laptop, rapidamente se virou na direção da filha, percebendo a bagunça que a mesma tinha feito.

— Eu não quero essa cor estúpida! – Olivia gritava e antes que Santana pudesse interferir, Quinn já estava na frente de sua caçula e rapidamente se aproximou da pequena, lhe segurando pelo braço e lhe dando algumas palmadas.

— Olha a bagunça que você fez. Não fale assim comigo ou haja como se fosse uma garota mal criada, porque te criamos melhor do que isso, Olivia. – Quinn falava autoritária e Olivia passava a mão por seu bumbum que ardia das palmadas de Quinn. – Olha pra mim! Estou falando com você Olivia Fabray Lopez! – No mesmo instante a pequena levantou seu rosto e ao ver o olhar furioso de Quinn sabia que estava encrencada. As palmadas de Quinn doíam muito mais do que as de sua mamí e Olivia não queria levar mais nenhuma palmada da mamãe. – Não é assim que fala comigo ou com qualquer outra pessoa. Não me interessa se é o amarelo ou o vermelho que você quer, não é dessa forma que se deve agir. Pode subir para o seu quarto agora, Olivia. E me espere, porque já estou cansada de você agindo como uma criança mimada o dia todo.

— Mamãe...

— Sobe, agora, Olivia! – Quinn falava ainda mais alto e Olivia arregalou os olhos subindo correndo para o seu quarto.

— Quinn... – Santana esperou que a pequena saísse antes de se aproximar de sua esposa.

— Não estou acreditando no que ela fez, Santana. – Quinn ainda estava claramente irritada. – Ela espalhou a tinta por todo chão. Olivia tirou o dia para me testar, só pode.

— Conversa com ela e deixa que eu limpo essa bagunça.

— Estou com a cabeça lotada de trabalhos para fazer e ela não parou um segundo sequer de reclamar, de resmungar, de me responder e.-

— Quinn, você não precisa se explicar. Está tudo bem, você é mãe e nosso trabalho é corrigi-la. Então suba até lá e fale com ela, está bem? – Santana apenas tocou no braço de sua esposa, antes da mesma subir para o quarto atrás da filha caçula.

Xxxx

Assim que Quinn entrou no quarto de Olivia, a pequena estava sentada na cama chorando, com suas mãos sobre suas coxas, olhando para seus dedinhos. Como mãe, seu coração apertou vendo seu bebê daquela forma, porém, como mãe Quinn sabia que precisava corrigi-la e não deixá-la se tornar uma criança mimada.

— Olivia? – A voz autoritária de Quinn soava no quarto a fazendo levantar a cabeça rapidamente.

— Mamãe... M-me desculpe, e-eu não queria ter c-chutado a lata amarela e. – A pequena respirava fundo, soluçando a fazendo perder o ar.

— Hey, hey... – Quinn rapidamente se aproximou, se sentando ao lado da filha, e a colocando em seu colo, tentando lhe acalmar. – O que você fez foi muito feio, Olivia, e magoou muito a mamãe. Sempre deixo você descer comigo ou com a Beth quando vamos pintar, porque sabemos que você gosta de pintar e cuida do nosso trabalho, porém, se você agir dessa forma, chutar nossas latas de tintas, ou rasgar uma de nossas telas vai me deixar muito magoada e decepcionada. Não foi assim que te educamos, pookie. Não é dessa forma egoísta que te criamos e não vou deixar que você veja o mundo dessa forma. – Quinn falava suavemente, porém, ainda mantinha seu tom autoritário. – A maneira como você agiu foi errada e não é dessa forma que conseguimos o que queremos, até porque, muitas vezes não temos tudo o que queremos. Você está sendo mal criada o dia todo e por isso ficará de castigo no seu quarto e pensará no que fez. – Quinn percebia que Olivia se acalmava e lentamente a tirava de seu colo. – Se você não melhorar esse comportamento, acredite, levar palmadas e ficar de castigo será o último de suas preocupações. – A pequena arregalou os olhos, assentindo rapidamente, enquanto ainda chorava. – Venho te buscar quando seu tempo terminar. – E assim Quinn saia do quarto deixando uma arrependida e triste Olivia para trás, deitada em sua cama.

Xxxx

— Mmm, Charlie... – Beth murmurava o nome da namorada enquanto a mesma deslizava uma de suas mãos para dentro da blusinha da loira.

Após subirem rapidamente para o quarto não perderam tempo em querer matar as saudades de todo o tempo que perderem separadas, porém, apesar de querer muito ter um momento maior de intimidade com a namorada, Beth sabia que precisavam ir devagar e correr com a situação não era agora uma das melhores opções. Elas já tinham conversado tudo que tinham para conversar enquanto estavam viajando e ambas tinha decidido que começariam devagar.

— Amor... – Beth apoiava as mãos nos ombros de Charlie, afastando seus lábios da mesma, encontrando seus olhos. – Por mais que eu esteja querendo muito que isso aconteça, nós concordamos que iriamos devagar, se lembra? – Beth franzia o cenho e logo Charlie fazia um leve bico, respirando fundo, assentindo.

— Me lembro... Ugh! Me desculpe, acho que me deixei levar pelo momento. – Charlie falava suavemente, tirando sua mão de dentro da blusa de Beth, e deitando sua cabeça no peito da namorada.

— Tudo bem. Eu também me deixei levar, mas não podemos nos esquecer de que estamos na minha casa e se uma das minhas mães entra aqui e nos pega com sua mão no meu seio, acredite... Ficarei de castigo para o resto da vida. – Beth ria suavemente, deslizando seus dedos pelo cabelo escuro da namorada.

— E sem dúvidas eu ficaria morrendo de vergonha. – Charlie fechava seus olhos por alguns segundos, abraçando Beth. – É engraçado... Suas mães, meus pais... Eles sabem que somos sexualmente ativas, mas é estranho.

— Mhm... Sei do que está falando. É estranho saber que eles sabem, mas ao mesmo tempo me sinto aliviada por não esconder isso das minhas mães.

— É, minha mãe está sendo maravilhosa quanto a isso. Ela não entende nada sobre sexo entre duas mulheres, mas ela me da ótimos conselhos.

— Isso é bom, não é? – Beth deslizava suas mãos sobre um dos braços de Charlie. – Saber que nossos pais nos apoiam. Mesmo sendo estranho, me sinto mais confortável com minhas mães sabendo.

— Também me sinto assim. – Charlie agora apoiava uma de suas mãos no peito de Beth, levantando sua cabeça e olhando para sua namorada. – Somos muito sortudas, não acha?

— Sou sortuda por ter duas mães maravilhosas e uma namorada que mesmo eu sendo uma idiota me ama a cima de tudo. – Beth soltava uma leve risada e Charlie se aproximava lhe dando um selinho demorado.

— Eu te amo, gatinha. Eu te amo muito, e não vejo a hora de terminamos o colégio e finalmente termos um lugar nosso. – Charlie sussurrava, e Beth sentia as borboletas em sua barriga baterem asas rapidamente. Era a primeira vez que Charlie falava sobre isso e saber que a mesma via o futuro delas daquela forma, fazia Beth amá-la ainda mais.

— Oh, então isso quer dizer que vamos morar juntas durante a faculdade?

— Mhm... Sem colegas de quarto. Será eu e você...

— Eu e você. – Beth repetia sussurrando e logo seus lábios novamente encontravam os de Charlie.

Xxxx

— E mais uma mancha no chão... – Santana saia do estúdio, encontrando Quinn na cozinha. – Limpei o que pude, amor, mas nem tudo saiu.

— Tudo bem. Obrigada. – Quinn sorria, encostada no balcão, com uma xícara de café nas mãos.

— E Olivia? – Santana perguntava, tirando uma xícara do armário para tomar café.

— No quarto. Ainda tem mais alguns minutos antes de ir busca-la. Odeio quando preciso chamar atenção delas ou dar algumas palmadas, isso dói muito mais em mim do que nelas.

— Sei disso, mi amor, também sinto o mesmo.

— Ela queria tanto ir encontrar os amigos. Parece que Brooklyn e Bella já voltaram das férias de verão e a mãe dele os convidou para um play date nesse fim de semana.

— Talvez seja por isso que ela esteja tão implicante. Está com saudades dos amigos e ansiosa para vê-los.

— Mas isso não justifica o modo de agir, San. Ela precisa aprender a se controlar. Céus, espero que o nosso próximo filho não me de tanto trabalho. – No momento em que ouviu Quinn falar, Santana quase cuspiu o café que tomava. Quinn tinha acabado de dizer “outro filho”? Então isso quer dizer que Fabray estava pensando realmente sobre tudo aquilo? Sobre o que Santana tanto queria?

— O-outro filho? – Santana perguntava surpresa, e ao ver o semblante da esposa, Quinn começava a sorrir, assentindo. – Quinn...?

— Desde aquele dia em que conversamos andei pensando... E pensando muito, e. – Quinn deixava sua xícara no balcão e se aproximava de Santana, colocando suas duas mãos no rosto da latina, enquanto seus corpos pressionavam um no outro. – Realmente, adoro que finalmente temos nossos momentos de liberdade, podemos sair e deixar Beth com Olivia. Podemos viajar sozinhas, porque as meninas finalmente estão grandes o suficiente para não dependerem tanto de nós, porém... Também sinto falta daquele cheirinho de bebê, daquele carinho e admiração que Beth e Olivia sentiam todas as vezes que olhavam para nós com aqueles olhinhos como se fomos as heroínas delas, sabe? – Quinn sorria e Santana sentia seus olhos encherem de lágrimas, passando seus braços em volta da cinta de Quinn. – Sinto falta daquele chorinho que nos acordavam de madrugada e mesmo quando resmungávamos e ficávamos cansadas, era sempre gostoso quando as pegávamos no colo e por simplesmente ouvirem nossa voz elas se acalmavam. Por mais que ter um bebê nos faça reduzir o trabalho e a atenção quero ter outro filho com você, San. Quero ter outro bebê... – Quinn sorria e uma lágrima de felicidade escorria pela bochecha de Santana.

— Mesmo? Quinn, você quer mesmo ter outro filho? No começo eu achei que esse sentimento era por estar carente por ver nossas filhas crescendo, mas não é, eu realmente quero ter outro filho, Q. Quero poder aumentar nossa pequena família. – Quinn apoiava seus cotovelos nos ombros da latina, passando suas mãos no rosto da mesma, se aproximando e lhe dando um selinho suave. – E claro, também sinto falta daquele cheirinho de bebê, aquele sabonete, shampoo... O chorinho... Mesmo nos mantendo acordada a noite inteira. – A latina ria baixo e Quinn assentia.

— Sim, amor. Fiquei assustada quando você comentou isso pela primeira vez, mas depois tudo aquilo foi embora. Céus, nos temos duas filhas e desde o começo sempre aprendemos a cuidar uma da outra. Você sempre esteve do meu lado, amor... Sempre fomos duas contra o mundo, por que dessa vez seria diferente?

— Eu e você contra o mundo, bunny. – Santana abraçava Quinn com força, iniciando um beijo suave e apaixonado, mostrando o quanto estava feliz. – Nós vamos ter outro filho! – A latina falava animada, sussurrando contra os lábios de Quinn.

— Nós vamos ter outro bebê! – Quinn levantava seus braços, imitando Olivia, fazendo Santana rir, enchendo sua esposa de beijo. Ela se quer conseguir conter o quão feliz estava naquele momento.

Notas finais
E então, o que acharam? Review! Obrigada, meus amoooooooores x