Beating Heart.
37 Are we having a baby?
Notas iniciais
Cinco meses depois.
— Isso sempre é desconfortável... — Santana apertava a mão da esposa enquanto estava deitada na sala de seu médico com as pernas abertas enquanto o mesmo preparava para fazer ultrassom interno para saber se todo o tratamento que passou nesses dois meses se finalmente estava grávida.
Depois de muito conversarem, Santana e Quinn decidiram que a latina seria quem carregaria seu terceiro filho. Ambas fizeram um longo tratamento de 40 dias fazendo o possível para que Santana pudesse carregar um dos óvulos de Quinn. Não foi fácil, pois o tratamento para Santana foi ainda mais difícil do que o de Fabray... A mesma precisou tomar alguns remédios que a faziam passar mal toda manhã a deixando com uma péssima aparência. Porém agora, elas finalmente descobririam se todo o esforço tinha dado certo.
— Tudo bem, Santana, peço que relaxe, está bem? – Dr. Backus sorria para as duas e logo penetrava o ultrassom na latina a fazendo apertar a mão de Quinn com o desconforto.
— Céus! Isso nunca será confortável. – Santana reclamava, fazendo Quinn rir.
As duas olhavam atentas para a tela a frente delas e nenhuma parecia respirar ansiosas. Quinn depositava um beijo na mão de Santana e em segundos, ambas paralisaram ao ouvir o único barulho alto e forte como um trem na sala de Dr. Backus.
— San... – Quinn sussurrava, sem saber exatamente o que dizer.
— E aqui está... – Dr. Backus parava a tela, mostrando o pequeno feto que se formava. – Mamães, conheçam seu novo bebê.
Nenhuma delas sabia exatamente o que dizer. Elas sentiam como se fossem pular de alegria ao ouvir o coração tão alto do bebê batendo... Palavras não eram o suficiente para descrever a felicidade que sentiam e ao se olharem, Santana e Quinn estavam chorando de alegria, sentindo como se seus corações fossem explodir.
— Eu te amo, tanto, Quinn. – Santana sussurrava, pousando uma de suas mãos em sua barriga e logo Quinn se aproximou depositando um beijo demorando nos lábios de sua esposa.
— Eu te amo, San... Nós vamos ter outro bebê!
— Bom, posso dizer Sra. Lopez, que está de duas semanas e que seu bebê está crescendo e se formando saudável. Vou salvar as fotos para as senhoras e já a deixo se vestir.
— As meninas vão ficar tão empolgadas em saber que vão ganhar um irmão ou uma irmã. – Quinn falava sorrindo, enquanto o médico salvava as fotos.
— Oh, sem dúvidas será uma grande surpresa. – Desde o começo do tratamento, elas não tinham informado para as filhas o que estava acontecendo, pois queriam que fosse surpresa. Apesar de questionarem a saúde de Santana, ainda sim conseguiam manter tudo entre elas e não deixar nada escapar.
Dr. Backus tirou todas as fotos e se retirou para sua sala ao lado deixando que Santana ficasse a vontade para se vestir, pedindo que elas o encontrassem em seguida. Era difícil controlar a felicidade e muitas vezes ainda se pegavam com as lágrimas formando em seus olhos. Elas finamente teriam um terceiro filho e sentiam como se a família estivesse completa.
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— Nossas mães vão cair da cadeira quando souberem disso, San. – Quinn olhava sem parar para a foto de seu filho, enquanto Santana tomava uma de suas vitaminas que seu médico lhe receitou.
— Não vejo a hora de contar para as meninas, Q.
— Logo elas vão chegar do colégio e podemos pedir pizza para comemorar.
— Mmm... Pizza, céus! Adorei essa ideia. – Santana se aproximava de sua esposa, se sentando em seu colo no sofá com suas pernas em volta da cintura da mesma. – Sabe, desde quando te conheci, sempre prometi que ia te fazer a mulher mais feliz do mundo. Depois de tudo que passamos, depois de tudo que o universo nos fez passar, eu ainda queria te fazer feliz... Te ver feliz, e aí nós nos casamos de novo, aquele foi o dia mais feliz da minha vida, porque você voltou, Q. Você voltou pra mim e novamente, reforcei minha promessa dizendo que te faria feliz pelo resto de nossas vidas, e hoje eu consigo novamente ver nesses lindos olhos o quanto mais uma vez estou te fazendo feliz.
— Amor... – Quinn pousava suas mãos na cintura da latina, sorrindo sem parar. – Você me faz feliz todos os dias, não tenha dúvida disso. – Suas mãos deslizavam para a barriga de Santana, levantando a blusa da mesma e acariciando sua pele. – Não vejo a hora de conhecer nosso bebê.
— Espero que ele tenha seus olhos... – Santana sussurrava, pousando suas mãos por cima das de Quinn. – Você me faz feliz, Quinn, e eu sou completamente apaixonada por você... A cada dia me apaixonou 100x mais.
— Eu te amo.
— Eu também te amo, gatinha. – Santana levava uma de suas mãos para o rosto de Quinn, e logo iniciavam um beijo apaixonado e intenso as fazendo se perder completamente no tempo.
— Ugh! Sério? Na sala? – A voz de Beth, as faziam rir com os lábios ainda próximos e logo Santana se afastava, olhando suas duas filhas paradas na porta, fazendo careta.
— Não vejo mal algum nisso. Só estamos nos beijando. – Quinn comentava, passando seus braços em volta da cintura de Santana e lhe abraçando, depositando beijo no pescoço da latina.
— Isso não é legal. – Olivia balançava a cabeça, fechando seus olhos.
— Já que vocês estão agindo assim, acho que eu e a mamí não vamos contar a novidade.
— Qual novidade? – Olivia logo perguntava, animada.
— O que acham de subirem, tomarem um banho e depois conversamos? – Santana saia do colo de Quinn, se aproximando das filhas e depositando um beijo na bochecha de cada uma.
— OK. Vocês estão estranhas... Vamos, Liv.
— Ah, e vamos comer pizza essa noite! – Quinn avisava enquanto as duas corriam para seus quartos e apenas as ouviram comemorando.
— Elas vão gostar da notícia, não vão? – Santana perguntava, preocupada.
— Amor, elas vão amar a notícia. Vou pedir a pizza, tente não se preocupar, ok?
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— E então, qual a novidade? – Beth mordia seu pedaço de pizza, olhando para suas mães.
— Tem uma coisa que precisamos contar a vocês. – Santana segurava na mão de Quinn, olhando para suas duas filhas.
— Gente, o que aconteceu? Vocês estão me deixando ansiosa. – Beth sorria e olhava para Olivia que continuava comendo.
— Eu e a mamãe... – Santana começava a falar suavemente. – Nós vamos ter outro bebê.
— O que? – Beth arregalava os olhos enquanto Olivia parava de mastigar, olhando para suas mães em choque. – O-outro bebê?
— Outro bebê. – Olivia sussurrava, olhando para seu prato.
— Já faz alguns meses que eu e sua mamí estávamos fazendo um tratamento para que ela pudesse engravidar. – Quinn explicava. – Nós queríamos tentar algo diferente das duas primeiras vezes e optamos para dividirmos nossos úteros.
— Huh? Como assim? – Beth era a única quem se manifestava, enquanto Olivia só as olhava.
— Bom, eu dei um dos meus óvulos para a sua mamí para que ela pudesse carrega-lo e ser feita a inseminação. Assim ela carregaria uma parte minha e dela ou seja o bebê terá um pouquinho de cada uma de nós. – Quinn sorria e tirava a fotos de ultrassom do bolso, mostrando para suas filhas. – Esse é o novo membro da família.
— Céus! E-eu não sabia que vocês queriam outro filho, mas isso é ótimo! – Beth se levantava da cadeira, abraçando Santana e em seguida Quinn. A mesma pegava a foto do feto e sorria sem parar olhando para o mesmo. – Tomara que isso seja um menino, essa casa já tem muita mulher. – Beth brincava, fazendo suas mães rirem.
— E você, pookie, o que acha de ter um irmãozinho? – Quinn sorria, virando-se para Olivia que permanecia em silêncio.
— Tanto faz. – Olivia dava de ombro, e de repente, sua pizza parecia muito mais interessante do que a notícia que tinha acabado de receber.
Quinn e Santana se olharam por alguns segundos, sabendo que não era aquela reação que esperavam de Olivia e logo se preocupavam.
— Liv, você será irmã mais velha... – Beth tentava lhe animar, mas Olivia apenas a olhou, dando de ombros.
— Mamãe, será que posso ter sorvete de sobremesa? – Olivia claramente mudava de assunto e Santana sabia exatamente o que essa reação significava: ciúmes.
— Pookie... –
— Quinn... Deixa. – Santana balançava a cabeça, sorrindo para Olivia. – Claro, peanut. Assim que você terminar sua pizza, pode tomar sorvete.
— Isso é tão legal! Mal esperar para contar para Charlie... Oh! A abuela e a vovô vão morrer de felicidade. Adoro ser irmã mais velha. – Beth comentava, fazendo Quinn sorrir.
— Nem me fale, suas avós vão adorar a notícia.
— Já vejo a abuela viajando de L.A para NYC em um segundo quando descobrir. Aposto que ela vai querer estar aqui no começo e quando o Micah nascer.
— Micah? – Quinn e Santana falavam juntas, virando-se surpresas para a empolgada Beth.
— Claro, o meu irmão... O nome dele será Micah. Mas até ele nascer, terei outros nomes, afinal o nome da minha irmã foi escolhido por mim e é o nome mais lindo do mundo! – Beth se levantava, dando um beijo na bochecha de Olivia e a fazendo rir.
— Sai, Beth! – A pequena passava a mão em sua bochecha beijada, se levantando.
— Até lá pensaremos em um nome para o bebê. Não sabemos ainda será um menino ou não. – Santana se levantava com Olivia, buscando o sorvete no freezer e os potes de sobremesa.
— Sem contar que acredito que muitos ainda vão dar palpite em nomes. Tenho certeza que Olivia também tem um nome para o bebê, não é, pookie? – Quinn tentava novamente envolver Olivia.
— Quero sorvete de morango... – Liv passava a língua pelos seus lábios e a forma como a mesma evitava o assunto fazia até mesmo Beth perceber o comportamento da irmã. A adolescente olhava para suas mães e para a caçula, entendendo o que Olivia estava sentindo, afinal, Beth também se sentiu com ciúmes ao saber nos primeiros meses que teria que dividir suas mães.
— Quero de chocolate! – Beth distraia a irmã, deixando um pouco o seu irmão de lado.
— Não! – Olivia gritava, ajoelhando na cadeira e rapidamente colocando a colher no pote de sorvete e logo Beth fazia o mesmo brincando com a irmã.
Apesar de Olivia estar evitando o assunto, era ótimo ouvir a risada de suas filhas... Ver o quanto elas se davam bem. O quanto Beth era ótima com sua irmã caçula. Quinn e Santana iriam esperar antes de conversarem sobre o bebê novamente com Olivia, afinal, essa noite seria apenas delas.
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— Você não me contou como foi seu dia. – Quinn sorria, enquanto colocava sua caçula na cama, a cobrindo.
— Não foi nada demais, mamãe. – Olivia dava de ombros.
— Nada de interessante? Não aprendeu nada novo? – Quinn franzia o nariz, se sentando na cama ao lado da filha.
— Não. Nada. – Olivia pressionava seus lábios, fazendo Quinn sorrir assentindo. – Quando crescer quero ser policial.
— Policial? De onde você tirou isso, pookie?
— O irmão da Srta. Owen é policial e ele prende os homens maus.
— E você quer prender os homens maus?
— Mhm. Assim nenhum deles vai correr o risco de nos machucar, mamãe.
— Pookie, mas nenhum deles nunca nos machucou. – Quinn falava confusa, mas Olivia apenas assentia virando-se para o outro lado. – Pookie?
— Huh?
— Você ficou animada com a notícia? Você terá um irmãozinho, meu amor. – Quinn não sabia se aquele era o momento, mas o fato de Olivia ter ignorado a fazia querer entender o que se passava na cabeça da caçula. Porém, com o silêncio da filha, Quinn franzia o cenho e ao olhá-la, percebeu que a pequena estava dormindo... Mas conhecendo a filha, ela sabia que Olivia estava fingindo. Sem querer pressionar a garotinha, Quinn depositou um beijo na testa da pequena. – Eu te amo, ok? Eu e a mamí te amamos muito, pookie, e nada, nem mesmo um irmãozinho novo vai mudar isso. – Fabray sorria, passando a mão no cabelo da filha antes de se levantar e deixá-la dormir. – Estou preocupada, San. – Quinn entrava em seu quarto, encontrando sua esposa passando loção de coco em sua barriga.
— Olivia? – Santana perguntava e Quinn apenas assentia. – Amor, eu entendo sua preocupação, porque também estou preocupada, mas ela tem o tempo dela, se lembra? Tenho certeza que logo ela ficará empolgada com a ideia de ter um irmão ou irmã. Dê tempo á ela está bem? Sei que ainda vamos ter tempo para entender o que se passa na cabeça de Olivia.
— Como você consegue ficar tão tranquila, Santana? – Quinn tirava sua roupa, se preparando para tomar banho.
— O fato de conhecermos muito bem nossas filhas, Q. Nós sabemos que elas são assim, guardam o que sente e quando se sentem a vontade, elas falam. Ficaremos de olho nela, mi amor, e tenho certeza que ela ficará bem.
— Só a vejo muito frágil e. –
— Quinn, você precisa parar de vê-la dessa forma e precisa deixá-la crescer. Deixá-la ser independente um pouco. Sei que não é fácil, precisamos protegê-las, mas se não afrouxarmos um pouco Olivia nunca vai ter maturidade para crescer.
— Eu sei.
— Esse sempre foi o conselho que a psicóloga da Beth nos passava, se lembra? Depois que você voltou, sempre a cercávamos com medo de machuca-la, mas fazer isso nunca foi o melhor para ela.
— É tão difícil aceitar que Olivia já não é mais minha bebê. – Quinn sorria com seus olhos cheios de lágrimas.
— Elas sempre serão nossos bebês, Q. Você velha desse jeito ainda é a bebê da sua mãe. – Santana brincava, revirando os olhos.
— Eu não sou velha! – Quinn falava em choque, enquanto Santana começava a rir. – Mas você tem razão, e agora com a chegada do nosso terceiro bebê tenho certeza que esse sentimento vai passar. – Fabray se aproximava da esposa, pousando sua mão sobre a barriga da mesma. – Só, por favor, você é o nosso último bebê, tente não crescer muito rápido, está bem? – Quinn depositava um beijo na barriga da latina, antes de depositar um selinho em Santana.
— Vamos segurá-lo um pouco.
— Ótimo! Agora vou tomar banho, meu corpo está dolorido.
— Talvez amanhã eu consiga falar com Olivia... Vou busca-la no colégio, está bem? Tente não se preocupar muito.
— OK, amor. Obrigada. – Quinn depositava outro selinho em Santana antes de entrar para o banheiro.
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— OK, peanut, a mamí te busca depois, está bem? – Santana se despedia de Olivia na porta do colégio da mesma. A latina não entrou no assunto do bebê e preferiu deixar isso para mais tarde.
— OK. – Antes que Santana pudesse depositar um beijo em Olivia, a pequena saiu correndo rindo para dentro do colégio seguindo seus amigos.
Santana correu para a rádio verificando algumas das papeladas que tinham chegado do novo contrato e claro, não pode deixar de contar a novidade para seus amigos. Todos eles ficaram muito felizes lhe parabenizando e alguns ainda brincaram em serem os padrinhos do novo Lopez-Fabray que chegaria.
No almoço, Quinn se encontrou com a esposa, junto de Rachel, Lily, Brittany e Frannie, contando a novidade para suas amigas as fazendo pular de alegria. Santana avisou sua família em Los Angeles e Quinn fez questão de ir pessoalmente após o almoço contar para sua mãe.
— Quinn? Só ligando para avisar que estou indo buscar Olivia e provavelmente iremos comer alguma coisa.
— Tudo bem, amor. Charlotte e Ana estão indo em casa, e eu e Beth vamos contar a elas a novidade.
— Vou tentar conversar com ela. Nos vemos mais tarde... Manda um beijo para Ana e para Charlie.
— OK amor, te amo.
— Te amo. – Santana desligava o celular e logo avistava Olivia saindo do colégio de mãos dadas com Brooklyn. A latina sorriu ao ver o quanto adorável a pequena era e saiu do carro a esperando. – Hey, peanut! – Santana chamava pela pequena que depositou um beijo na bochecha de Brooklyn e saiu correndo na direção da mãe.
— Oi, mamí.
— Hey, mi amor... – Santana se aproximava, depositando um beijo na testa da filha e abrindo a porta de trás para a mesma entrar. – Como foi seu dia?
— Normal. – Olivia se sentava, colocando o cinto.
— OK, o que acha de irmos tomarmos um chocolate quente, huh?
— Não vamos para casa?
— Não. Achei que seria legal termos algumas horas a sós, o que acha?
— Legal. – Olivia sorria, e Santana fechava a porta do carro, indo para o lado do motorista e dando partida em seu carro.
– O que acha de comermos um cheeseburguer?
— Pode ser. – Santana tentava animar Olivia, mas percebi que a mesma estava distante.
O caminho até a lanchonete foi silencioso, Olivia parecida distraída e Santana não sabia exatamente por onde começar. Assim que estacionou seu carro, desceu esperando por Olivia que correu a sua frente, entrando na lanchonete, encontrando uma mesa vaga.
— Boa noite, no que posso ajudá-las? – A garçonete sorria, se aproximando das duas morenas.
— Mm. Eu vou querer um cheeseburguer, com batata frita e um milk-shake de morango! – Olivia falava empolgada, balançando seus pés na cadeira.
— E eu vou querer o mesmo. – Santana sorria para a garçonete que anotava seus pedidos e se retirava deixando as duas a sós. — E então, você não vai nos dizer o que está achando da ideia de ser irmã mais velha? Como Beth? – Santana sorria, tentando puxar assunto com sua filha.
— Você sabia que os cachorros ouvem muito mais do que os humanos? – Olivia falava empolgada. – Aprendi isso na aula hoje, mamí! Eles ouvem muito, muito mais. Podemos ter um cachorro? Brooklyn ganhou um cachorro dos pais dele semana passada, também queria um, mamí. – Olivia apoiava seu cotovelo na mesa, apoiando seu rostinho sobre sua mão.
— Olivia... – Santana realmente não sabia o que fazer e respirava fundo tentando manter a calma. – Pensaremos sobre isso, ok? Vou conversar com sua mãe, e decidimos. Com a chegada do bebê vai ser um pouco difícil cuidar de um cachorro, peanut.
— Bom, eu não pedi por um bebê, estou pedindo por um cachorro. – Olivia revirava os olhos exatamente como Beth, fazendo Santana semicerrar os olhos.
— Mmm... Então, você não quer um bebê em casa? Não quer um irmãozinho ou uma irmãzinha para brincar?
— Não. – Olivia balançava a cabeça, pressionando seus lábios. – Não pedi por um bebê, eu quero um cachorro. – A garotinha dava de ombros e Santana tinha certeza que não ia ser fácil entender o que se passava na cabeça de Olivia, porém, ela não ia deixar que sua filha ficasse daquela forma.
— Mijá... Eu sei que é difícil, mas –
— O meu milk-shake chegou! – Olivia interrompia a mãe, assim que a garçonete lhes trazia seu pedido. Santana não estava entendendo do porque Olivia desviava do assunto todas as vezes e começava a se preocupar realmente.
— Olivia! – Santana esperou que a garçonete se afastasse para chamar atenção da filha, mas Olivia tomava seu milk-shake, sem olhar para a mãe. – Não sei o que passa na sua cabeça, mas a mamãe está realmente querendo entender, mijá. Quero estar do seu lado e entender o que você está querendo e pensando sobre toda essa situação, então, por favor, conversa comigo, huh? Eu te amo, peanut, e você sempre, sempre será a minha peanut, a minha bebê, e a chegada do novo bebê não vai mudar nada disso. Por favor, conversa comigo. – Santana falava carinhosa e Olivia tomava seu milk-shake ouvindo cada palavra da mãe.
A pequena queria falar... Ela realmente queria, mas na cabeça dela, se Olivia falasse o que realmente estava sentindo magoaria suas mamães. A pequena não queria outro bebê, ela estava bem sendo apenas a irmã mais nova de Beth, sendo a caçula da família e não queria dividir Quinn e Santana com nenhum outro bebê. Esse neném só iria fazer toda a família lhe esquecer e seria o novo melhor amigo de Beth... Olivia se sentia como se estivesse sido deixada para trás e seus pensamentos apenas a fazia bloquear esse assunto, exatamente como Beth sempre fazia com seus problemas... os bloqueavam na tentativa de esquecê-los e onde Olivia aprendeu essa técnica? Ouvindo as conversas confusas de adultos de suas mães sobre Beth. Para uma garotinha da sua idade, Olivia era inteligente e já sabia ter controle dos seus sentimentos afinal, ela é uma Lopez e tem Beth Fabray como seu espelho.
— Podemos ter um bulldog, mama? Ele é pequeninho e quando crescer ainda continua pequeno. – Olivia ria, comendo suas batatas.
Santana soltava um suspiro de frustração, percebendo que Olivia realmente não falaria absolutamente nada sobre aquele assunto e a latina não queria pressioná-la. Talvez, Olivia apenas precisava de um tempo para aceitar e perceber que o bebê jamais tomaria seu lugar. Cansada de insistir, Santana colocava um sorriso no rosto, pousando uma de suas mãos na pequena de Olivia e acariciando.
— Vamos pensar no assunto, está bem? Quando chegarmos em casa conversaremos com a mamãe.
— Eba! Espero que a mamãe nos deixe ter um cachorro. – Olivia balançava em sua cadeira e enquanto comiam a pequena contava sobre seu dia na escola e Santana deixou de lado tudo que pudesse trazer o bebê em tópico.
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— Mamãe! – Olivia entrava correndo em casa, pulando no colo de Quinn.
— Wow... Devagar, pookie.
— Mamãe, posso ter um cachorro? Um bulldog? Daqueles pequenos. Por favor, por favor!!! – Olivia fazia um adorável bico e Quinn logo encontrava sua esposa atrás de Olivia.
— Mm... Um cachorro? E-eu não sei, pookie. Ter um cachorro é muita responsabilidade. Você vai precisar limpar a sujeira que ele fizer, levar para passear. Tem certeza que consegue fazer isso?
— Sim! Eu consigo, mamãe. Eu posso ter um cachorro.
— Acho legal a ideia do cachorro. – Beth aparecia da cozinha, com um copo de chocolate quente.
— Viu! Até a Beth gosta do cachorro. – Olivia apontava para sua irmã.
— Me deixe conversar com a sua mãe primeiro e depois decidimos, está bem? Você sabe que o bebê daqui a pouco chega, pookie, e acho que. –
— Não! – Olivia saia do colo de Quinn, visivelmente irritada, fazendo suas mães e irmã olharem em choque. – Eu não pedi uma droga de bebê! Eu quero um cachorro! – E assim, Olivia subiu correndo para o seu quarto, deixando todas surpresas com a reação da caçula.
— Mm... Acredito que não tenha ido muito bem a conversa com Olivia sobre o bebê. – Quinn virava para sua esposa.
— Ela não fala no assunto, Q. Todas as vezes que eu tentava conversar, ela mudava o assunto falando de cachorro. E-eu não sei o que está acontecendo com ela... De verdade.
— Céus! Ela está sofrendo, Santana.
— Hey... Gente... – Beth se aproximava das mães. – Deixe que eu falo com ela, ok? Talvez comigo ela possa se abrir.
— Olivia já ficou calada por um tempo, mas ela nunca agiu dessa forma. – Quinn se acalmava, se sentando perto de Santana.
— Mãe, de repente ela só está com medo. Crianças têm essas coisas de achar que vai ser trocar e etc. Deixa que vou lá agora e converso com ela. – Beth depositava um beijo na testa de Quinn ante de subir atrás de sua irmã.
— Espero que Olivia consiga se abrir para Beth, San. Não aguento vê-la dessa forma.
— Ela vai ficar bem, mi amor. Ela vai ficar bem. – Santana abraçava Quinn e ambas esperavam que Beth finalmente conseguisse conversar com Olivia e que a vinda desse bebê não faça mal para a caçula tão amada da família.
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