Beating Heart.
38 Almost a family of five.
Notas iniciais
— Hey, squirt... – Beth entrava no quarto da irmã a encontrando sentada na cama.
— PARA DE ME CHAMAR ASSIM! – Olivia jogava sua almofada em Beth, claramente irritada.
— Wow... Olivia. – Beth franzia o cenho se aproximando da irmã. – Não precisa falar desse jeito e nem me atacar.
— Por que você veio aqui afinal? Não quero falar com nenhuma de vocês, e quero ficar sozinha. – Beth podia ver que sua irmã estava magoada e irritada, claramente um comportamento no estilo Lopez.
— Só vim tentar conversar com você, mas obviamente você está insuportável... – Beth rebatia.
— VOCÊ TAMBÉM É INSUPORTÁVEL.
— PARA DE GRITAR, OLIVIA!
— NÃO. SAI DO MEU QUARTO. SAI DO MEU QUARTO! – Beth foi atrás da irmã para tentar conversar com a mesma, mas ao ver a garota tão irritada, aquilo também a deixava no mesmo humor. Sua vontade realmente era sair do quarto e deixar sua irmã estressada para trás, mas não foi por isso que Beth tinha ido até Olivia... Ela queira conversar e faria sua segunda tentativa.
— Calma, Olivia. Não vi até aqui para brigar com você e muito menos te irritar. – A voz de Beth era suave se sentando ao lado da irmã lentamente. – Será que posso ficar aqui um pouco? Te conheço, Liv. Sei que alguma coisa está te incomodando e estou aqui para te ouvir... Sou sua melhor amiga, se lembra? E melhores amigas ouvem umas a outras e ajudam umas a outras. – Beth podia ver na respiração da irmã que a mesma começava a se acalmar. – Eu te amo e quero te ajudar. Prometo que tudo o que conversarmos aqui ficará só entre nós. Você pode conversar comigo, Liv. – Beth pousava uma de suas mãos na de Olivia, segurando enquanto a pequena ficava em silêncio por alguns segundos.
— Não quero perder a mamãe e a mamí. – Olivia sussurrava de cabeça baixa e Beth ainda ficava em silêncio sabendo que ali tinha algo mais. – Todo mundo vai ficar super feliz com o bebê e vão esquecer que eu existo. – Ah, aí está. Beth pensava, sorrindo e entrelaçava seus dedos com os da irmã.
— Liv, isso não vai acontecer.
— Vai sim. Isso sempre acontece. A mamí não terá mais tempo para ficar comigo, porque vai ter que cuidar do bebê. A mamãe vai ficar tão feliz que vai esquecer que eu também preciso dela e quero ser colocada para dormir com ela, Beth... E, o bebê vai se tornar seu melhor amigo, você já tá até feliz porque vai ser um menino. O único garoto da casa. – Olivia fazia um bico emburrada e Beth se segurava para não rir.
— Liv, primeiro que não sabemos ainda o sexo do bebê. Ele ainda é muito pequenininho, do tamanho de uma ervilha e não dá pra saber se é um menino ou uma menina. – Beth brincava com os dedos da irmã, falando carinhosamente. – Vou te contar uma coisa, antes de você nascer, eu e as nossas mães éramos muito próximas. Eu sempre estava com uma delas e amava os beijos e os carinhos que elas me davam. – Beth sorria. – Teve uma época que a mamãe Quinn foi morar em outra casa... – Olivia agora levantava seu rosto, olhando para sua irmã. – Elas tinham se separado e a mamãe Quinn não morava mais comigo e a mamí, e elas passaram muito tempo assim, eu era muito pequena, mais nova do que você e não me lembro de tudo, mas a mamãe nunca me deixou. Mesmo não morando na mesma casa, ela sempre me visitava e fazia questão de estar sempre comigo, depois de algum tempo elas voltaram e se casaram de novo e logo quando eu achava que teria elas só pra mim, a mamí estava grávida de você. – Beth revirava os olhos brincando. – E me senti exatamente como você; achei que elas iriam me esquecer e não me amar mais, que eu seria deixada para trás e que só iam se importar com você, mas quando elas conversaram comigo e disseram que você estava vindo para ser minha amiga e que elas nunca iam me deixar, comecei a te amar e até mesmo escolhi seu nome. – Beth sorria para Olivia, que passava a mão livre sobre sua bochecha molhada. – Elas me disseram que eram capazes de amar duas filhas ao mesmo tempo, assim como elas são capazes de amar três filhos ao mesmo tempo. Elas nos ama da mesma forma, Liv, por acaso você já viu elas nos amando diferente? Nos dando amor e carinhos diferente? – Olivia balançava a cabeça negativamente. – Exato! Porque elas são mães, e mães conseguem sempre amar os filhos não importa o quanto eles são. A mamí sempre vai continuar sendo sua mamí e sua amiga, assim como a mamãe sempre vai te colocar na cama até o dia que você estiver muito grande para isso. – Beth aproximava o rosto da irmã. – O bebê não vai nos separar delas, pelo contrário, vai nos aproximar ainda mais. Ele vai te amar muito e vai querer ser igual a você. – Beth ria, fazendo Olivia sorrir. – Ele vai querer que você o ensine a desenhar, brincar, e quando aprender a falar, vai dizer muito o quanto te ama. Nós sempre seremos melhores amigas e vamos ganhar mais um melhor amigo ou outra melhor amiga... E quando eu for embora e me casar com Charlie, o bebê ficará aqui com você e assim como eu cuido de você, você cuidará dele.
Olivia deitava a cabeça no peito da irmã a abraçando com força. A pequena se sentia aliviada e pela primeira vez não odiava a ideia de ter um irmãozinho, pois ela sabia que Beth estava certa. Beth sempre será sua irmã e sua melhor amiga e o novo bebê vai ser seu novo amiguinho quando chegar e pela primeira vez, Olivia ficava animada com a ideia de um irmão.
— E sabe o mais divertido? Você poderá ajudar a mamí quando o bebê nascer. Vai poder cuidar dele, levar para passear, ensinar ele a tomar sorvete e comer chocolate. – Beth abraçava Olivia, depositando um beijo na cabeça da irmã. – Ninguém vai roubar a mamãe e a mamí de você, Liv. Eu prometo. E mesmo depois que me casar e sair de casa, sempre estarei aqui para te ouvir e te ajudar.
— Eu te amo, bee.
— Eu também te amo, monkey face. O que acha de irmos lá embaixo e você conversar com a mamãe e a mamí? Elas estão preocupadas com você e querem te ver feliz.
— Mhm, tudo bem... Vou falar com elas.
Xxxx
Assim que desceram as escadas, Olivia segurava firme na mão da irmã, encontrando suas mães juntas sentadas no sofá assistindo um filme aleatório que passava na TV. A garotinha respirou fundo olhando para Beth que assentia lhe encorajando.
— Chama você... – Olivia sussurrava para a irmã a fazendo rir.
— Mamí, mãe? – As duas garotas se aproximavam do outro sofá, se sentando uma do lado da outra. – Olivia quer falar com você.
— O que houve, filha? – Quinn desligava a televisão, deixando toda sua atenção para suas filhas.
— Mm... – Olivia respirava fundo. – E-eu... Fala você. – Olivia falava para Beth, encostando no sofá, colocando as mãos no rosto, fazendo sua irmã rir.
— O que Olivia está querendo dizer é que ela estava agindo daquela forma porque estava com medo de vocês a esquecerem. – Beth puxava a irmã para frente.
— Pookie... Isso nunca vai acontecer.
— Nós nunca te esqueceríamos, Liv.
— Só achei que vocês iriam me esquecer e só dar atenção para o bebê. Sei que não sou mais um bebê e que já sou uma mocinha, mas não quero ficar sem vocês para me colocarem para dormir.
— Vem aqui. – Quinn chamava a filha a sentando em seu colo deixando-a de frente para ela. – O amor que sinto por você e pela Beth é inexplicável. Eu daria a minha vida por você, e não existe nada nesse mundo que me faça te amar menos ou simplesmente te esquecer. Como posso esquecer uma garota tão especial como você, huh? O amor que tenho aqui... – Quinn levava uma de suas mãos no seu coração. – É o suficiente para amar Beth, você e esse novo bebê que está chegando.
— Você sempre terá nosso amor, nosso carinho, nossos abraços, nossos beijos... – Santana se aproximava, dando beijos na bochecha de Olivia que começava a rir. – Não importa quantos anos tem, sempre será amada e coberta de carinhos.
— Verdade... Isso ainda acontece comigo. – Beth assentia do outro lado do sofá.
— Nós nunca vamos te esquecer, peanut. Te amamos muito e você nos faz muito feliz, muito! Esse bebê não está vindo para substituir você ou Beth, ele está vindo para completar nossa família e prometemos a você que nunca vamos te tratar diferente por causa dele. – Santana falava carinhosa e Olivia sorria se sentia ainda mais aliviada por finalmente ter colocado toda sua aflição para fora.
— Eu amo vocês e desculpa por ter agido daquela forma. – Olivia pousava suas mãos no ombro de Quinn depositando um selinho nos lábios da mãe e outro em Santana. – E mais uma coisa, — Agora Olivia se curvava, ficando de frente com a barriga de Santana. – Você será muito bem vindo, ok? Desculpa ter falado que não te queria, mas achei que você ia roubar as mamães de mim. – Agora Olivia depositava um beijo na barriga da latina. – Não vejo a hora de te conhecer. – E naquele momento, Quinn e Santana não podiam estar mais felizes com sua família.
Xxxx
— E então, vocês já decidiram o que vão fazer depois que se formarem? – Thomas perguntava, enquanto os quatro amigos estavam no refeitório do colégio.
— Para a faculdade. – Charlie respondia irônica, sorrindo.
— Para onde vocês vão? Já decidiram? – Louise perguntava.
— Me candidatei para Columbia e Yale, por enquanto... E vocês? – Charlie respondia.
— Columbia. – Louise e Thomas respondiam juntos, fazendo Beth revirar os olhos. – Vamos estudar juntos.
— Yale é uma ótima faculdade, Charlie... Mas e você, Beth?
— Mmm... Me candidatei para Columbia, mas vocês sabem, minha vontade é seguir a carreira da minha mãe e ser uma artista, então também estou pensando em entrar para a New York Studio School.
— Estou orgulhosa de você, gatinha. – Charlie se aproximava, depositando um selinho em Beth. E qual curso vão fazer?
— Moda! – Louise respondia.
— Só quero ser arquiteto, nada mais. – Thomas falava orgulhoso. – E você, Charlotte?
— Quero fazer designer de interiores.
— Jurei que um dia íamos todos nos separar, mas ficou feliz em saber que ainda estaremos próximos um do outro. – Thomas passava seu braço em volta dos ombros de Louise.
— É ótimo ter os amigos por perto. Sempre quis que fossemos como minhas mães e meus tios... Sempre juntos e fico feliz em saber que ainda estaremos juntos. – Beth deitava a cabeça no ombro de Charlie.
— Ainda temos muitos anos para aguentarmos uns aos outros. – Louise brincava e era nítido ver que os quatro realmente estavam felizes com o futuro que os esperavam.
Xxxx
— Charlie... – Beth estava deitada na cama da namorada, enquanto Charlie estava de olhos fechados.
— Mmmm?
— Você já pensou em morarmos juntas? Depois do colégio. – E logo os olhos de Charlie se abriam e a mesma olhava para Beth.
— Algumas vezes... Mas primeiro precisaríamos de um emprego para nos sustentar, bee. Não posso sair de casa sem ter dinheiro.
— É você tem razão... Não temos nenhuma estabilidade para isso agora. – Beth pressionava seus lábios, sorrindo.
— Olha, não estou dizendo que não quero morar com você, porque eu ia adorar, mas primeiro precisamos ter estabilidade para isso. Vamos entrar para a faculdade agora e não quero ser sustentada pelas nossas mães. Talvez quando começarmos a trabalhar e economizarmos, podemos alugar um apartamento e vivermos juntas, está bem?
— Mhm... Você está certa. Só ando pensando bastante nisso e queria saber se estávamos na mesma página.
— Sempre estaremos na mesma página, gatinha. Sempre.— Charlie se aproximou pousando uma de suas mãos na bochecha de Beth, levando seus lábios até o da mesma e iniciando um beijo carinhoso e apaixonado que logo se tornava em algo intenso naquela noite.
Xxxx
— Acho que se for menino... – Olivia estava na cama com Santana, olhando para a barriga da mãe. – Podemos chama-lo de Leo? Esse nome é bonito.
— Leo? Não sei, peanut, precisamos pensar... – Santana estava deitada em seu travesseiro, enquanto um desenho qualquer passava na televisão do quarto.
— Ou Caleb, ou Jacob... Ou. –
— Pelo visto você tem vários nomes, não é? – Santana brincava, passando a mão no cabelo escuro da filha.
— Oh! EU TIVE UMA IDEIA! – Olivia pulava na cama, ficando de joelhos.
— Wow, cuidado, mijá. – Santana colocava a mão na barriga.
— Mamí, nós podemos escrever os nomes em um papelzinho e sortearmos! O nome que sai, é o nome do bebê. – Olivia falava orgulhosa, fazendo Santana rir.
— Essa é uma ótima ideia, mijá, mas e se for uma menina?
— Essa é fácil... Se for uma menina, podemos chama-la de Macy.
— Macy, huh?
— Sim, Macy é bonito ou podemos chama-la de Grace.
— Gostei dos dois nomes. Pensaremos sobre isso, ok?
— O quarto de hospede vai virar o quarto do bebê? – Olivia perguntava, voltando a deitar ao lado de Santana.
— Não sei, peanut... O quarto de hospedes é no andar de baixo e o bebê vai precisar estar perto para caso ele chorar.
— Mm... É verdade. Pensaremos em algo quando ele nascer. – Olivia se aproximava da mãe a fazendo rir.
— Fico feliz que esteja empolgada com o bebê, mijá. Não sabe o quanto é bom ouvir você falando dele, mesmo quando fala igual uma matraca sem parar. – Santana brincava, depositando um beijo na cabeça da filha.
— Vai ser muito legal ter um irmãozinho. – Olivia sorria para Santana e voltava a prestar atenção do desenho que passava.
Santana sorria consigo mesma. Tudo o que ela mais esperava era ver Olivia finalmente aceitando a ideia de ter um irmão. Aquele sem dúvida era um dos melhores dias da sua vida e ela não via a hora de finalmente se tornarem uma família de cinco.
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