Beating Heart.
40 It's a new beautiful thing.
Notas iniciais
Santana não sabia exatamente como ou quando, mas sentada em sua sala observando sua família, Santana sorria ao ver sua adolescente -hoje com 17 anos e sua caçula mocinha de oito anos jogando banco imobiliário no chão. As celebrações do aniversário de ambas suas meninas foram comemoradas entre família e amigos. Beth não quis uma enorme festa, e fez apenas um jantar, já Olívia, foi apenas ela e seus três amigos da escola em um parque de diversão. O natal a família viajou para L.A desfrutando do calor maravilhoso, já que em NYC já era inverno. A virada do ano, Brittany e Lily fizeram uma festa entre amigos em sua casa. Os meses passaram rápido, a semana voou, e Santana já estava ansiosa para conhecer seu bebê.
Quinn estava com a cabeça deitada em seus ombros enquanto acariciava sua barriga de dez semanas. A latina tinha completado seus dois meses de gestação e já era possível ver a sua barriga aparecendo. E na próxima semana, elas descobririam o sexo do bebê. Ambas estavam ansiosas e não podiam negar que torciam para que fosse um menino dessa vez.
Os nomes já estavam na lista do caderno de Olívia e cada dia um novo nome surgia na cabeça da garotinha.
“Meu Deus! Estou rica!” Olívia jogava suas notas falsas para cima, fazendo suas mães rirem.
“Então você já pode começar a comprar alguns presentes pro seu irmão, Mijá.” Santana brincava.
“Oh! Diz o que você precisa, mamá, e eu comprarei tudo!”
“Começando pelo berço, por favor!” Quinn sorria, olhando Olívia rolar por cima do dinheiro.
“Não comemore tão cedo, weirdo! Eu também tenho muito dinheiro!” Agora Beth se levantava jogando todas as notas do -banco para cima.
“Beth pode comprar uma casa para o bebê.” Olívia ria enquanto todo o dinheiro caia em cima dela.
“Vou ignorar toda essa bagunça e espero que vocês arrumem isso.” Quinn ligava a TV, procurando um dos programas favoritos de Santana, enquanto a mesma tirava algumas notas que caíram sobre sua barriga.
Esse era sempre o final de tarde preferido de Santana. Relaxar com sua família e não se preocupar com nada.
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“Hey yo! Família!” Charlotte entrava na casa das Lopez, colocando seu casaco e sua bota no armário.
“Char.” Beth rapidamente se levantou do chão, pulando nos braços da sua namorada.
“É maravilhoso te ver cada dia melhor, já está até correndo!” Charlie carregava Beth de volta para a sala, cumprimentando suas tias e Olívia, “yo, bro!” A garota se abaixava brincando com a barriga de Santana, fazendo a latina rir.
“Vocês estão com tanta certeza de que será um garoto que estou medo de decepciona-las.” Santana comentava, deitando no sofá, colocando suas pernas no colo de Quinn.
“Nah!” Charlotte sentava no outro sofá, enquanto Beth se ajeitava ao seu lado. “Tenho total, absoluta e 100% de certeza de que esse aí, será menino. Eu posso sentir, tia San.” A morena brincava, colocando a mão em seu peito dando ênfase na sua convicção.
“Ok, mas vamos manter em mente de que pode ser uma menina, tudo bem?” Quinn comentava, massageando os pés de Santana.
“Será um menino, e já escolhemos o nome.” Olívia arqueava suas sobrancelhas olhando pra Charlie e depois para TV.
“Certo... ok, eu e Charlie vamos pra o meu quarto.” Beth se levantou, puxando sua namorada, e antes que pudesse subir as escadas, Santana as parou.
“Portas abertas... abertas, Elizabeth.”
“Sim, senhor, senhor!” Beth brincava, e subia correndo com Charlie.
“Céus! Eu amo minha família, mas as vezes.-“ Beth sussurrava e assim que entraram no quarto, seus lábios estavam nos de Charlie, iniciando um beijo suave, e gostoso.
“Mmmm...“ A morena passava seus braços em volta da cintura de Beth, trazendo o corpo da garota pra mais junto do seu, enquanto andavam até a cama e caiam juntas no colchão. “Não vejo a hora...” Charlie parava o beijo lentamente, “De termos nosso próprio dormitório na faculdade.”
“Oh! Falando em faculdade. Sua carta? Já chegou?” Beth olhava para os olhos de sua namorada. Charlie já tinha sido aceita em Yale, e estava à espera de receber sua carta de Columbia. As duas não estariam na mesma faculdade, mas estariam próximas. Beth estudaria em NY Studio School e após conversarem por meses, decidiram que morariam perto. Não sairiam de New York, tendo assim mais facilidade para se encontrarem.
“Você diz essa aqui?” Charlie tirava sua carta do bolso, fazendo Beth empurrá-la, animada. “Beth!”
“Você já abriu?”
“Não, estava esperando para abrir com você.”
“Estou tão animada, Char. Tenho certeza que você conseguiu!” Beth depositava um selinho nos lábios da namorada. “Abra!”
Sem dizer nada, Charlie abriu a carta da faculdade e enquanto lia em silêncio, um sorriso aparecia suavemente em seus lábios e antes que Beth pudesse morrer de ansiedade com o silêncio, Charlie jogou a carta pra o alto. “EU ENTREI!”
“CHARLIE!” Beth passava seus braços em volta do pescoço da morena e as duas rolavam para fora da cama, caindo no chão, rindo sem parar.
“EU ENTREI, BEE!”
“Estou tão feliz por você, boo! Nem acredito que finalmente vamos ter nosso próprio dormitório!”
“Nem acredito!!! Agora só precisamos arrumar um emprego. Sei que temos nossas poupanças para faculdade, mas-“
“Mas, seria ótimo sermos um pouquinho mais independentes.” As duas se levantavam sentando novamente na cama.
“Sim! Pensei em ir semana que vem. Vi alguns restaurantes e cafés precisando de garçonetes, pensei em tentar.” Charlie guardava sua carta, animada para contar a novidade para seus pais.
“Eu andei pensando... por que você não trabalha na rádio com a minha mãe? Antes de você dizer algo, me escuta! Ultimamente vejo minha mãe reclamando horrores das duas estagiárias da rádio, sei que não tem nada a ver com a sua profissão, mas pensei... talvez, você pudesse ser uma quase-estagiária? Você trabalharia para a Lily, e seria a secretária dela.” Beth falava animada e por uns instantes, Charlie pensava na ideia. Trabalhar com a Santana seria um pouco assustador, mas para Lily talvez fosse mais fácil.
“Mas bee, será que sua mãe vai concordar?”
“Claro que vai! Lily está precisando de uma pessoa além da Marley, e sei que você será ótima.”
“E trabalhar na rádio não seria tão ruim assim, vou encontrar alguns artistas. Oh! Quem sabe encontro J-lo! Aquele corpo maravilhoso e- Aí, Beth!”
“Isso é pra você aprender a não falar da J-lo ou de qualquer outra garota dessa forma.” Charlotte começava a rir, dando beijos no pescoço de Beth.
“Só tenho olhos pra você, bee.” Charlie se jogava pra cima de sua namorada, a fazendo rir sem parar com os beijos e cócegas que recebia.
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Quinn estava com Olívia no colo, enquanto a pequena dormia contra o peito da mãe. Santana tinha subido para tomar banho quente.
A latina estava exausta. Santana trabalhou naquele dia e foi um dia corrido. Ela ainda não pensava em sua licença maternidade, e sabia que ainda não era hora de pensar sobre aquilo. Santana queria trabalhar até seus últimos dias, pois odiava se sentir inútil.
Enquanto terminava de se secar, Santana olhava sua barriga que começava a aparecer. Ela passava seu óleo de coco sobre sua pele apreciando sua gravidez pelo espelho... Santana estava tão feliz e todas as vezes que se olhava no espelho sentia como se seu bebê também fazia o mesmo. Ela não queria que aquele momento acabasse, mas não podia negar que estava ansiosa para conhecer seu terceiro filho.
“Linda.” Quinn sussurrava, passando seus braços em volta da cintura de Santana. “Você sempre fica tão linda quando está grávida, San.”
“Você é linda, mi amor” Santana encontrava os olhos de Quinn pelo espelho, pousando suas mãos sobre as da mesma.
“Acabei de colocar Olívia na cama, e Beth e Charlie ainda estão no quarto.” Quinn depositava um beijo no ombro da latina, e se afastando.
“Nem acredito que elas já vão se formar, Q. Foi ontem mesmo que elas estavam correndo pela casa.” Santana agora vestia seu top cinza, e seu boy shorts.
“Falando nisso, Anna me ligou hoje à tarde. Ela já está com a chave do estúdio.” Sim! Beth e Charlie não sabiam, mas seus pais estavam tramando algo. Algo muito especial e que todos pensaram por dias antes de decidirem. Esse seria o presente de formatura, Santana, Quinn, Anna e Alex alugaram um studio/apartamento para as filhas morarem quando entrarem na faculdade.
Demorou para Santana e Alex aceitarem que suas filhas precisavam daquilo, mas ao aceitarem, foi Caleb quem encontrou o lugar perfeito. Ficava no centro da cidade, próximo à rádio, e a estação de trem, facilitando o deslocamento das duas adolescentes para suas respectivas escolas. Anna não queria que Charlie morasse em um dormitório, e ao ouvir o sonho da filha em morar com Beth, decidiu conversar com Quinn.
Os dois casais já tinham o dinheiro guardado para a faculdade e gastos futuros, claro que esperava que ambas as meninas trabalhassem, mas como todo estudante de universidade, elas teriam suas finanças próprias, algo que sempre foi guardado desde quando Charlie e Beth eram pequenas. Foi difícil para Santana — grávida, aceitar que Beth estava crescendo, e por dias ela chorava sem motivos, apenas por imaginar sua casa sem Beth. Claro que ela estava feliz por em breve ter mais um filho, mas nunca imaginou que ficaria sem sua companheira tão cedo.
Santana sabia que esse era o sonho de Beth, e jamais prenderia a filha em casa. Santana tinha orgulho da responsabilidade e desempenho da filha. Beth merecia... assim como Charlie.
“Não acredito que vocês me convenceram a isso.” Santana vestia seu roupão de cetim, prendendo seu cabelo em coque bagunçado. “Você é muito convincente, Lucy Quinn.”
“San, nós sabíamos que um dia isso aconteceria. As duas vão para universidade, vão querer privacidade.”
“Eu sei, mas nada as impede de continue morando com os pais.”
“Sei disso, mas elas já estão prontas. Confiamos nelas, está bem? E se algo der errado, a casa da mamãe estará sempre de portas abertas.” Quinn sorriu, se aproximando de Santana. “Melhor em um lugar conhecido, do que sozinhas em um lugar perigoso.”
“Eu só...” Santana respirava fundo.
“Não fica assim, senão logo você estará chorando novamente. Vou tomar um banho, e faço um chá quente antes de dormirmos, está bem?” Quinn depositava um beijo demorado nos lábios da latina antes de entrar para o banheiro.
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“Suas mães estão lá embaixo, e acho que já está na hora de ir.” Charlie se levantava, vestindo sua camiseta, enquanto Beth abotoava seu short.
“Você sabe que pode ficar, né?”
“Eu sei, mas não vamos abusar da bondade da Tana nesse momento. Ela está cheia de hormônios e pode a qualquer momento me expulsar daqui.” A morena ria baixo, prendendo seu cabelo.
“Oh! Nem me fale! As vezes eu acordo, e a encontro chorando na cozinha porque o café acabou” Beth se levantava da cama, passando a mão em seu cabelo. “Nos vemos amanhã?”
“Sim! Amanhã vamos jantar na minha casa, minha mãe quem vai cozinhar então... pode ser que eu não consiga fugir dela.”
“Algo me diz que vem coisa por aí. Nossos pais reunidos?”
“Pois é, meus pais andam bem suspeitos ultimamente, meu irmão também, mas... não me importo, eu adoro quando vocês vão jantar em casa.” Charlotte passava seus braços em volta da cintura de Beth depositando um selinho demorado. “Eu amo ver o quanto nossas famílias se dão bem.”
“Eu também. Adoro a amizade do seu pai e da minha Mamí” Beth deslizava suas mãos pelos braços de Charlie. “Dorme aqui comigo!”
“Não posso, bee. Realmente preciso ir. Vamos, me leva até a porta.” As duas entrelaçavam seus dedos e desciam as escadas podendo ouvir Santana e Quinn conversando na cozinha.
“Já vai, Charlie?” Quinn perguntava.
“Sim, preciso ir. Já está tarde e... não quero abusar do humor da tia San” a morena brincava fazendo Quinn e Beth rirem.
“Você sabe que eu sou a dona da casa, certo? Posso te colocar pra fora agora mesmo.” Santana semicerrava os olhos, dando um gole em seu chá.
“Ela não faria isso, boo.” Beth deitava sua cabeça no ombro de Charlie. “Ah! Adivinhem só? Charlie foi aceita em Columbia!”
“Oh! Meus parabéns, Charlie!” Quinn falava orgulhosa.
“Agora são o que? 2 universidades? Parabéns, Charlie.”
“Obrigada! Fiquei um pouco com medo de não conseguir Columbia... Yale é uma ótima opção, mas queria poder ficar mais perto da família e da bee.”
“Você precisa fazer o que for melhor, o que você quiser. Sabe disso.” Beth falava seria, olhando agora para sua namorada. Ela nunca quis ser o motivo de Charlie escolher Columbia, sempre deixou claro que a apoiaria em qual decisão fosse.
“Eu sei, e o que me deixa feliz é estar perto de você, de todos vocês” Charlie depositava um beijo na bochecha de Beth. “Bom, preciso ir, nos vemos amanhã à noite. Tchau, tia Q, tchau tia Hormô- quero dizer, Tia Tana.” As duas adolescentes saiam rapidamente da cozinha rindo.
“Sério, Quinn, eu ainda pego essa garota!”
“Você adora aquela garota.”
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“Você precisa de ajuda, Anna?” Santana e sua família já estavam na casa de Charlie na noite anterior. Naquele momento, Anna estava terminando de por a mesa junto com Caleb, enquanto os outros estavam conversando na sala de estar.
“Imagina, San, Caleb já está me ajudando. Já estamos terminando. Se puder chamá-los para a mesa, agradeço.”
“Caramba, tia San, a sua barriga tá pequena e redonda, você tá ficando muito bonita.” Caleb comentava.
“Obrigada, Cal. É sempre bom ouvir elogios quando se está grávida.”
“Como se eu nunca dissesse o quanto você está linda.” Quinn aparecia por trás da latina, depositando um beijo em sua bochecha, enquanto o restante se sentava em volta da mesa.
“Eu ia chamá-los agora.” Santana se virava, puxando uma das cadeiras.
“Nós sentimos o cheiro e já estamos aqui.” Alex comentava, servindo vinho para Quinn, Anna e Caleb.
“O cheiro está delicioso, tia Anna.” Beth era servida por Charlie com um pouco de limonada.
“Resolvi caprichar, porque hoje é uma noite especial.” Anna se sentava ao lado de Alex, sorrindo para Beth.
“O que tem de especial?” Olívia perguntava.
“Algo que todos saberemos após o jantar. Sirvam-se” Alex servia sua esposa, enquanto os outros faziam o mesmo.
O jantar estava delicioso, e um ótimo clima familiar. As duas garotas contavam empolgadas os planos que tinham para a faculdade após Charlie confirmar sua ida para Columbia, enquanto Caleb uma vez ou outra soltava uma brincadeira, ou uma pista do que estava por vir.
“Tem sobremesa, tia Anna?” A pequena Lopez perguntava, fazendo Caleb rir.
“Claro que tem, e eu comprei uma especial pra você.” O rapaz se levantou, trazendo uma caixa de cupcakes que Olívia adorava.
“CUPCAKES!” A pequena se ajoelhava na cadeira, fazendo Santana revirar os olhos.
“Juro que damos educação pra essa garota.”
“Não tem problema, San! Vocês são de casa e Olívia tem a liberdade de comer quantos cupcakes quiser.” Alex se levantava buscando um pote de sorvete, fazendo os olhos de Olívia brilharem ainda mais.
“Oh! SORVETE! MELHOR JANTAR DE TODOS!” Olívia falava ao morder seu bolinho.
“Céus!” Quinn balançava a cabeça e logo todos se serviam da sobremesa.
“E então? Já está na hora de dizer do por que esse jantar é tão especial?” Charlotte perguntava curiosa, olhando para seus pais.
“Caleb, você pode, por favor, pegar aquele envelope grande ali em cima do balcão.” Anna falava sorrindo, e logo seu filho levantando empolgado trazendo o envelope e entregando para Charlotte e Beth. “Santana?”
“Ok, meninas! Esse é um presente de formatura.” A latina falava antes das garotas abrirem o envelope.
“Um presente dos pais, para suas filhas formadas.” Quinn sorria olhando para Beth.
Sem dizer nada, Charlie abriu o envelope e ao virar, um chaveiro com duas chaves caia em sua mão. A garota olhou para sua namorada, e ambas franziam o cenho, confusas.
“Vocês sempre foram responsáveis, e apesar de aprontar ali ou aqui, sempre demonstraram ter responsabilidades por suas coisas, dedicadas e decididas com o futuro.” Alex, pai de Charlie falava suavemente.
“Nós estamos muito felizes com a decisão que tomaram em estar perto uma da outra,” Agora era a vez de Anna. “Confesso que está sendo difícil ver minha caçula crescer e se tornar essa mulher maravilhosa... a minha companheira de todas as horas.” Anna sorria, e Charlie a olhava sentindo seus olhos encherem de lágrimas. “Mas, sabemos que criamos vocês para serem exatamente como são, e estamos muito orgulhosos do que vocês se tornaram.”
“Duas chatas, você diz?” Santana brincava, fazendo todos rirem, e logo olhava pra Beth. Com os hormônios a flor da pele, Santana já estava chorando. “Foi muito difícil aceitar primeiramente que minha bee estava namorando, sem ofensas, Charlie, porém, bee sempre foi muito apegada a nós e vê-la tão independente foi difícil. Está sendo difícil, mas estamos tão felizes por vocês. Pelas suas escolhas, pelas ambições e mesmo que seja difícil pra todos nós, queremos que vocês continuem voando alto e mais alto. Por isso...” Santana passava a mão por suas bochechas, secando suas lágrimas. “Estamos dando a vocês a liberdade.” A latina apontava para chave na mão de Charlie.
“Mama, o que...?” Beth perguntava confusa e logo seus olhos se arregalaram. A ficha tinha finalmente caído e a loira rapidamente ficou de pé. “AH MEU DEUS! ESSA CHAVE... ELA...“
“Sim, bee... essa chave e do novo apartamento de vocês.”
“ISSO É SÉRIO?” Agora era Charlie estava em pé olhando para seus pais. “ISSO... AH MEU DEUS!” As duas adolescentes correram até seus pais, abraçando e os beijando sem parar agradecendo. “Obrigada! Obrigada!” Em seguida correram uma até a outra se abraçando e dando um selinho demorado uma nos lábios da outra. A felicidade era tanta que elas não sabiam se riam ou se choravam.
“Entendem que isso é um voto de confiança. Vocês estão ganhando este apartamento, pagaremos os 5 primeiros meses de aluguel até vocês conseguirem um trabalho.” Alex falava sério, para que elas entendessem a situação. “Vocês precisarão ser responsáveis pelas despesas do apartamento. Em relação a universidade, o dinheiro ainda está em nossas poupanças e será depositado um valor por mês a eles. Vocês terão direito a esse dinheiro após os 18 anos, apenas. E esperamos que sejam sabias com gastos.”
“Não se preocupe, tio Alex. Nós seremos muito responsáveis, vocês nos ensinam muito bem quanto a gastos.” Beth ainda abraçada com Charlie, respondia por ambas.
“E... sempre estaremos aqui caso precisem de algo.” Quinn comentava. “Qualquer coisa, qualquer dúvida, qualquer ajuda.-“
“Qualquer fogo na cozinha-“ Caleb acrescentava e sua mãe lhe dava um tapa na cabeça, o fazendo rir.
“Esperamos que isso não aconteça, mas... continuando.” Quinn ria baixo. “Estaremos sempre aqui.”
“Obrigada tia, Q. Meu Deus, isso é maravilhoso! Quando podemos ir conhecer nosso apartamento?” Charlie se colocava atrás de Beth, abraçando a mesma e apoiando seu queixo contra o ombro da garota.
“Espera!” Olívia, pela primeira vez, levantava sua mão em direção a Quinn. A pequena estava muito ocupada devorando seus 2 cupcakes com sorvete, e agora era hora de falar. “Quer dizer que a bee não vai mais morar com a gente?”
“Exato, short.” Beth respondia, e podia ver que Olívia ficava pensativa por alguns segundos. “Mas vou sentir muito sua falta. E claro, você pode me visitar quando quiser, e até podemos fazer noites do pijama.” Beth falava rapidamente, com medo de que sua irmã ficasse chateada de alguma forma.
“Vou sentir muito sua falta, bee.” A pequena agora se levantava e abraçava sua irmã. “Não queria que você fosse, vou sentir sua falta todos os dias.”
“Também vou sentir sua falta todos os dias, Liv.” Beth passava seus braços no corpo de Olívia, a pegando no colo, e a mesma passava suas pernas em volta da cintura de Beth.
“Você sempre será minha melhor amiga, não é?” Olívia sussurrava no ouvido da irmã a abraçando forte.
“Sempre, e todo sempre.”
“Te amo, bee.”
“Te amo, pookie.”
“Espera!” Olívia levantava sua cabeça, ainda no colo da irmã. “Eu serei a irmã mais velha da casa! ISSO!” A pequena comemorava fazendo todos os adultos rirem.
E a partir daquele noite, mais uma etapa na vida das Lopez se iniciava. O coração de Santana estava apertado, e mesmo sendo difícil, ela sabia que precisava deixar sua bee crescer.
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