Notas iniciais
E CHEGAMOS AO FIM! Não acredito que estou terminando mais uma história. Confesso que não é fácil escrever finais, pois a gente quer sempre continuar, não é? Mas para não estender e deixar cansativo, aqui está um final merecido. Espero realmente que gostem. Aproveitem x.

“E então, estão animadas para conhecer o apartamento de vocês?” Quinn e Anna levavam naquela manhã Beth e Charlie para finalmente conhecerem o apartamento. Olivia também estava com elas, pois dizia que precisava conhecer a nova casa de Beth. As adolescentes estavam animadas e ansiosas, não viam a hora de conhecer o lugar onde morariam daqui poucas semanas.

“Demais! Tenho certeza que deve ser ótimo. Confiamos em vocês.” Charlie brincava, entrelaçando seus dedos aos de Beth.

“Não tenho nem ideia de como vamos agradecer, mãe” Beth comentava, abraçando Olivia.

“Oh, não se preocupe, nós sabemos como vocês vão agradecer.” Anna encontrava o olhar da filha pelo retrovisor, fazendo Charlie rir. “Não é pra rir, Charlotte Ray.”

“Desculpa, mãe, desculpa. Estou muito preocupada com o que teremos que dar em troca.” Charlie tirava sarro de sua mãe.

Logo o carro de Anna estacionava em frente a um prédio de dois andares. O primeiro sendo uma biblioteca e a cima, tinham 2 apartamentos estúdios. As garotas descerem rápido do carro, entrando pela porta ao lado da biblioteca e subindo rápido a escada sem esperar por suas mães. Não tinha como culpa-las, as duas garotas estavam ansiosas para finalmente conhecer o lugar onde passariam um bom tempo de suas vidas juntas, e isso era um começo de um sonho, de amadurecimento e responsabilidades.

Anna e Quinn se aproximaram das meninas e a frente, uma porta de correr, de ferro marrom estava fechada impedindo-as de entrar. Quinn tirou a chave da bolsa e antes de abrir a porta, olhou novamente para as duas adolescentes.

“Estão prontas?”

“Sim!” Beth, Charlie e Olivia respondiam ao mesmo tempo e Quinn destrancava a porta, a empurrando, deixando que as três garotas passassem por ela.

Na entrada, era um grande estúdio, onde em um dos cantos, tinha uma pia com balcão de parede, ao lado uma maquina de lavar e uma secadora em cima, armário embaixo da pia e do outro lado um fogão pequeno. Uma mesa a frente de madeira com três cadeiras, do outro lado, um espaço onde visivelmente já foi usado como uma sala, pois em uma das paredes, tinha um painel de madeira escura. Uma janela com escadas de incêndio, e logo a frente, dois cômodos, e um corredor que levava ao banheiro completo, com pia, toalete e banheira. Os dois cômodos estavam vazios, mas eram perfeitos para um quarto e outro para estudo.

As garotas andavam de um lado para o outro, encantadas com o estúdio. Comentavam o que mudariam ali e aqui, cores da parede, os devidos lugares dos móveis em que pensavam comprar e até Olivia opinou sobre como seria sua cama de visita.

O lugar era perfeito, e o local facilitava a ida das garotas para faculdade, para trabalhar e até mesmo para visitar seus pais.

“Adorei esse lugar! Obrigada, obrigada” Charlie voltava de um dos cômodos, abraçando sua mãe novamente.

“Vocês merecem, meu amor. Agora vamos conversar.” Anna se afastava do abraço da filha, e chamava Beth e Olivia para se juntar a elas. “Nós ajudaremos vocês com algumas das mobílias, os principais: sofá, cama, geladeira e uma televisão. O restante é com vocês, e a forma de nos agradecer é trabalhando, e estudando. Caso contrário, vamos nos envolver a todo momento.”

“Sim,” Agora era Quinn quem continuava, olhando para sua filha. “Como já falamos, isso é uma prova da responsabilidade de vocês, e a prova de que confiamos em vocês. Tínhamos tudo para ainda mantê-las em casa, ou manda-las para um dormitório na faculdade, porém... Sabemos o quanto isso é importante. Queremos que vocês apenas retribua estudando.”

“Claro, mãe, você sabe que vamos estudar. E prometo que vamos ser responsáveis. Vamos cuidar da nossa casa.” Beth sorria, abraçando Quinn. “Sei também que se precisarmos, você e a mamí estarão sempre aqui pra me ajudar.”

“Sempre, meu amor.” Quinn depositava um beijo na cabeça da filha.

“E quando vamos comprar nossos móveis?” Charlie perguntava.

“Assim que Santana estiver de folga, ela me ameaçou caso isso acontecesse sem ela.” Anna brincava, fazendo Beth e Quinn rirem.

“Oh, mamí está cada dia mais alterada.”

“Ela tá doida.” Olivia comentava, e Quinn arregalava os olhos olhando para sua caçula.

“Olivia!”

“O que? Ela chora o tempo todo, mamãe, isso não é normal.”

“Só não deixe sua mamí ouvir você falando isso.” Charlie ria, passando seu braço em volta do pescoço de Olivia. “Bom, só queria dizer que amanhã cedo tenho uma entrevista com a Lily na radio.”

“Oh, Charlie, isso é ótimo, filha.”

“Isso é ótimo, Char.”

“Obrigada, sei que não tem nada com a minha área, mas já ajuda a pagar o aluguel.”

“Claro que sim, estamos orgulhosas de você, Charlie, tenho certeza que Lily vai te contratar.” Quinn sorria, passando a mão pelas costas de Beth que ainda estava lhe abraçando. “Beth começa na galeria semana que vem, não é, filha?”

“Sim! Estou muito animada. Vou trabalhar com algo que sempre amei, ao lado da minha mãe, e ainda vou poder vender minhas próprias artes. Isso sim nos dará muito dinheiro.”

“Mas espero que saiba usar com sabedoria.” Quinn dava dois tapas suaves contra o bumbum de Beth, e a garota saia de seu abraço.

“Mãe, será muito bem investido.” A garota olhava para sua namorada sorrindo.

“Bom, então vamos? Por enquanto, vocês se preocupem nas provas finais, e logo marcamos um dia para irmos comprar os moveis, tudo bem?” Anna estendia sua mão para Olivia, que segurava e saia com a mesma pela porta.

“Não vejo a hora!” As duas adolescentes se olharam e antes de seguirem suas mães, se abraçaram animadas, ansiosas para viver a nova fase de suas vidas.

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“Lily, Charlotte está aqui.” Marley, a estagiaria de Lily avisava pelo interfone.

Na manhã seguinte, Charlie estava na radio para sua entrevista com Lily. Apesar de se conhecerem a anos e Lily já se tornar da família com o relacionamento com Brittany, Charlotte sabia que não podia misturar as coisas. Principalmente tendo como sub-chefe sua tia-sogra Santana.

“Pode pedir para ela entrar, por favor, Marley.”

Em segundos, Charlie entrava pela porta, sorrindo, um pouco nervosa, pois esse seria sua primeira entrevista e seu primeiro emprego, ela não queria decepcionar sua família e sua namorada.

“Oi Lily.”

“Oi Charlie,” Lily se levantava da cadeira, abraçando a garota. “Por favor, pode sentar.”

“Obrigada, LIly.”

“Como você está? Soube que agora você e Beth vão morar juntas?”

“Sim, estamos muito felizes, nem acredito que meus pais fizeram isso.” Charlie sorria, ajeitando sua bolsa em seu colo. “Aliás, nem acredito que a tia San deixou que isso acontecesse. Ela é sempre protetora ao extremo quando se trata da Beth e da Olivia.”

“Oh, nem me fale. Também fiquei muito surpresa quando ela me contou.” Lily ria, e apoiava suas mãos sobre a mesa. “Bom, vamos falar sobre a vaga de emprego. Quando Santana comentou sobre te darmos uma vaga na rádio, fiquei surpresa, mas gostei da ideia.” A morena sorria, e Charlie se sentia mais confortável naquele momento.

“A ideia foi da Beth. Ela comentou que tia San está sempre reclamando das novas estagiarias, e imaginou que talvez, eu poderia acrescentar na ajuda.”

“Nós pensamos onde você poderia acrescentar sua ajuda e,” Lily pausava, tirando um papel de sua gaveta e entregando a Charlie. “Como você deve saber, Marley é uma das minhas estagiárias, ela está aqui há pouco tempo, mas dentre todas, acredite, ela é a melhor.” Lily sorria. “Bom, você ficaria junto com ela, tudo bem? Você será a aprendiz da Marley.” A morena ria baixo. “Tudo bem pra você?”

“Olha, está ótimo, Lily, nem acredito que essa oportunidade apareceu. Vou me esforçar para ser uma ótima aprendiz e prometo não surtar com nenhum convidado famoso da rádio.” A garota brincava, fazendo Lily rir. “Mas de verdade, Lily, obrigada.”

“Imagina, mais um motivo na lista para você agradecer a Santana.”

“Nossa essa lista já está enorme, estou encrencada com a tia San,”

“Olha, como você está estudando, então o seu horário de serviço será 5 horas por dia, pode ocorrer que eu precise de você a noite, mas nada que exija muito, pois você ainda é menor de idade.” A morena sorria. “Pode haver dias que Santana precise de você ou Lauren, então você ficará a serviço delas. Não se preocupe, Lauren é uma ótima pessoa, ela só fala demais.”

“Oh, se ela for igual tia San, está tudo bem.”

“Ela pior...” Lily brincava “Você irá, anotar recados, recolher e guardar os microfones no estúdio após os programas, e não se preocupe, não será nada pesado.”

“Imagina, eu vou adorar ajudar vocês, mal posso esperar para começar.”

“Você vai começar na segunda-feira da próxima semana, tudo bem? Agora, você preenche esse formulário, e leva todos os seus documentos no RH. É no segundo andar, porta 250. Procura a Jessica, e diz que foi Lily quem te mandou.”

“Certo. Alguma coisa que eu não devo fazer aqui?”

“Não surte com nossos convidados.” As duas riam, “Seja você mesmo, Charlie. Te conheço a anos e sei a boa garota que é, e é por isso que aceitei te receber aqui. Você é extrovertida e engraçada, vai ser dar bem na nossa área.”

“Obrigada, Lily. Obrigada pela confiança.”

“Bom, pode ir, querida. Procure a Jessica, e seja bem vinda a rádio.”

A garota saiu da sala sorridente. Charlie sabia que essa era uma ótima oportunidade, o salário não era grande, mas era o suficiente para manter seu apartamento, era isso que sua mãe queria, e Charlie estava orgulhosa de si mesma por conseguir seu primeiro emprego, mesmo que tenha sido com um empurrãozinho da família.

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“Mãe?” Beth descia as escadas de sua casa, atrás de Quinn que estava na cozinha preparando o jantar.

“O que foi, filha?”

“Você já conversou com seus funcionários? Sobre sua filha estar trabalhando com vocês. Porque não quero que me tratem diferente.” Beth abria a geladeira, indo preparar a salada.

“Sim, já conversei com eles, e avisei que você, assim como eles, será a funcionária. Ajudará nas vendas, até porque, você conhece alguns dos quadros e algumas artes, mas outras vendas e negocio será de uma das meninas.”

“Certo, e avisou que não quero ser tratada diferente, certo? Elas já me conhecem como sua filha, mas não quero tratamento vip, mãe.” Beth cortava o tomate, colocando em uma tigela grande.

“Beth, no começo, você sabe que pode haver sim um tratamento diferente, eles te conhecem há anos e sempre te viram lá na galeria como a pequena bee,” Quinn tirava a carne assada do forno, colocando em cima da mesa. Santana já estava chegando da rádio, e Olivia terminava seu banho. “Mas vão se acostumar... Não se preocupe.”

“Ok. E quando começo?”

“Bom, conversei com Layla, e achamos melhor você começar na próxima semana. Chegará novas obras e alguns dos seus quadros também já estará a exposição, então, você começa semana que vem, ajuda no recebimento e já fica por dentro do que ficará a venda.”

“Mamãe” Olivia aparecia na escada, de pijamas. “Estou com muita fome, a escola me da fome.”

“Você está sempre com fome, criança.” Beth colocava a salada sobre a mesa, e Olivia se sentava em uma das cadeiras.

“Já está pronto?”

“Já sim meu amor, e sua mamí já deve estar chegando.” Assim que Quinn comentou sobre Santana, ouviram a parte da frente se abrir e logo a latina aparecia na cozinha, depositando um beijo nas suas três garotas.

“O cheiro está ótimo, Q.” Santana se sentava na cadeira, ao lado de Olivia e Beth terminava de colocar a mesa. “Lily me contou que Charlie foi à rádio hoje.”

“Ah sim, ela foi conversar com a Lily, e deu tudo certo.” Beth e Quinn agora se sentavam e todas começavam a se servir. “Não vejo a hora de me formar, começar a estudar artes, e trabalhar... E claro, morar com a minha namorada.”

“Vamos com calma, está bem? Vivendo um dia de cada vez, por favor.” Quinn comentava, cortando a carne no prato de Olivia.

“E eu não vejo a hora dessa criança nascer.” Santana passava a mão por sua pequena barriga, fazendo Quinn sorrir. “Mas até lá, estou aproveitando cada momento.”

“E eu não vejo a hora de conhecer meu irmão.” Olivia sorria, comendo sua carne com arroz e salada.

“Vocês precisam parar de dizer que é menino. Se for menina, não quero ninguém decepcionada.” Santana olhava para suas filhas.

“Mama, nós nunca ficaríamos decepcionadas se fosse outra menina, ia ser ótimo, porém, não seria uma má ideia ter um irmão...”

“Sim, o Jayme.”

“Jayme?” Quinn e Santana olhavam para sua caçula.

“A Olivia cada dia que passa ela tem um nome diferente. Você precisa decidir, pookie. Porque quando o bebê nascer, o nome precisa estar decidido.”

“Calma, ainda tem tempo, pode ficar tranquila, pookie. Você logo decidirá um nome.” Quinn sorria.

“Mas e vocês?” Beth olhava para suas mães. “Vocês também devem ter um nome.”

“Talvez...”

“E quais vocês pensaram?” Beth perguntava, e Santana ficava em silêncio por alguns segundos, encontrando os olhos de Quinn.

“Mama, pode falar.” Olivia sorria.

“Bom, pensei se for menina novamente de chama-la de Everleigh...”

“É o nome bonito, gostei, mama.” Olivia quem comentava, terminando sua janta.

“Obrigada, pookie.”

“E se for menino?” Beth perguntava.

“Se for menino...” Quinn sorria, falando suavemente. “Pensamos em chama-lo de Alejandro, em homenagem ao seu avô.” Santana sorria para sua esposa, fazendo Beth e Olivia se emocionarem.

“Alejandro... É uma ótima homenagem, tenho certeza que ele ficaria muito feliz.” Beth se servia com um pouco mais de sua salada.

“Obrigada, mijá. Ainda não decidimos nada, queremos primeiro ouvir a opinião e as sugestões de vocês.”

“Gostei, vou colocar na minha lista.” Olivia levantava, levando seu prato até a pia e abrindo a geladeira atrás da sua gelatina de sobremesa.

“Vamos pensar e até o bebê nascer, saberemos.”

“Isso, vamos nos preocupar primeiro com os móveis e as fraldas que vamos ter que comprar.”

“Ewwwww fraldas!” Olivia fazia careta, fazendo todas elas rirem.

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“Beth corre, nós vamos nos atrasar para sua formatura!” Santana chamava sua adolescente na ponta da escada esperando a mesma descer.

O ano letivo finalmente tinha acabado, e o verão estava começando. Era julho e Santana estava com seus sete meses de gestação, sua barriga já estava grande e com o calor chegando, a latina começava a sentir o verdadeiro desconforto da gravidez. A latina estava usando um vestido cinza de alça, até o cumprimento do joelho com um sapato flat preto, e seu cabelo solto em seus ombros. O bebê já começou a chutar e muitas vezes não a deixava dormir.

Beth desceu correndo vestida com sua toga e seu chapéu em mãos, encontrando suas mães e Olivia sentadas no sofá.

“Estou pronta.”

“Até que enfim!” Olivia se levantava, indo em direção a porta.

“Finalmente vou me formar e logo estarei com Charlie no meu novo apartamento.” Beth seguia suas mães até o carro, entrando no banco de trás.

“Vocês ainda terão uma semana em Los Angeles, mijá, aproveitar o verão com sua abuela.” Santana sorria pelo retrovisor, enquanto Quinn dirigia até a escola.

“Ah! Será ótimo passar uns dias com a abuela. E obrigada por deixarem Charlie ir comigo.”

“Foi sua abuela quem deixou, e peço, por favor, mijá, se comporte na casa da sua abuela. Você sabe que ela é uma versão mais avançada da sua mamí.” Santana brincava, fazendo Quinn rir. “Se você acha que eu pego no seu pé, se prepare para enfrentar sua abuela.”

“Mamí, eu e Charlie vamos respeitar a cada da abuela, não se preocupe.”

O apartamento de Beth e Charlie já estava pronto, ambas já tinham conseguido comprar os moveis necessários com a ajuda de seus pais, e o restante, foram acrescentando com o salário que recebiam de seus devidos trabalhos. Charlie estava adorando trabalhar na rádio e se divertia com Lauren e Tyler, já tinha criado amizade com Marley, e apenas se sentia um pouco nervosa quando precisava ajudar Santana. Apesar de sempre amar a latina e sempre serem próximas, Santana Lopez como diretora da rádio, era uma diferente Santana, e Charlie estava aprendendo. Ela não queria misturar as coisas e estava se saindo bem. Com a latina grávida, precisava cada vez mais da ajuda de sua nora.

Já Beth, no começo não foi fácil já que os funcionários da galeria a tratavam como a filha de Quinn. Beth se esforçou para se encaixar e ficou grata por sua mãe a tratar como a nova funcionária, e não lhe dava folga. Todas as obras que chegavam, Beth e Layla iam juntas conferir e um dos dias em que Beth errou, Quinn chamou sua atenção sem deixar que o parentesco os atrapalhassem. Beth sabia que a galeria um dia seria dela, mas como todos ali, fazia questão de começar por baixo antes de chegar até o nível de sua mãe.

Ao chegarem ao colégio, Beth foi ao encontro de sua turma enquanto Olivia e suas mães foram se sentar, encontrando alguns de seus amigos que também estavam lá.

Lily e Brittany estavam juntas, assim como Rachel, Puck, Anna, Alex, Caleb e Frannie com Brian e Judy. Maribel e Adam não podem ir, mas ficaram felizes em saber que Beth escolheu passar uma semana com eles.

“Hey Rach, onde está Valerie?” Quinn perguntava.

“Oh, ela está com meus pais. Eles chegaram ontem, e pediu para passar o dia com ela hoje.”

“São uns anjos, porque com certeza ela não ia para quieta se estivesse aqui.” Puck revirava os olhos, fazendo Santana rir. “E como você está, Santana?”

“Cansada, exausta, com sono, com fome o tempo todo, e –“

“E mal humorada o tempo todo.” Quinn rir, e Santana a olhava semicerrando os olhos.

“Vocês vão mesmo esperar até o nascimento para saber o sexo do bebê?” Judy perguntava, olhando para sua filha e nora.

“Sim, mãe, nós já falamos sobre isso. Queremos surpresa.” Quinn acariciava a barriga da latina.

“O berço do bebê é branco, vovó. E compramos várias naninhas de girafa, elefante, leão.”

“Ah preciso levar os presentes pra vocês.” Brittany comentava de longe, fazendo Santana sorrir.

“Vai ser um menino.” Judy olhava para a barriga de Santana. “Pelo formato de sua barriga, Santana, tenho certeza de que será um menino.”

“Ah pronto! Judy está igual minha mãe. Ela viu minha última foto e logo disse que será menino.” Santana se ajeitava na cadeira, sentindo suas costas incomodar. “Essa formatura precisa começar logo e acabar mais rápido ainda. Preciso deitar e colocar meus pés para cima.”

“Ver a Santana grávida me da vontade de ter um.” Lily comentava, fazendo todos arregalarem os olhos. “O que acha, B.?” A morena virava para sua namorada, dando um selinho demorado em seus lábios.

“Eu te amo, vamos conversar sobre isso quando chegarmos em casa.”

“Uhhhh! Então teremos um ou uma pequena cópia de vocês entre nós.” Rachel sorria, animada.

“Com certeza!”

“Pensem bem, porque é isso que vai acontecer.” Frannie apontava para Brian com Henry que corria pelo corredor, e voltava pulando no colo do pai.

“A gente aguenta!” Brittany sorria, e logo o diretor da escola anunciava o inicio da formatura.

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“Parabéns, Bee!” Puck abraçava Beth, a pegando no colo e a girando.

“Obrigada, tio Puck, Obrigada por todos estarem aqui.”

“Nós te amamos, bee, você merece. Estamos muito orgulhosos de vocês.” Rachel comentava, abraçando sua sobrinha. E em seguida, Charlie e Beth foram abraçadas e parabenizadas por todos.

“Bom, a festa de comemoração será em casa, e estão todos convidados.” Quinn olhava para sua esposa desconfortável, se abanando com um leque. “Santana já está desesperada para ir embora.”

“Claro, nos encontramos lá, querida.” Judy abraçava novamente sua neta. “E assim te entrego seu presente.”

“Vó, não precisa me dar nada.”

“Claro que precisa, minha primeira neta acabou de se formar como a primeira da classe. Merece e muito.” Judy depositava um beijo na testa de Beth. “Nos vemos daqui a pouco.”

“Mãe, alguns dos meus amigos vão nos encontrar em casa, tudo bem?”

“Claro, Bee... Estão todos convidados.”

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“Teremos uma festa no apartamento de vocês, certo?” Thomas perguntava, enquanto balança sua coca-cola gelada.

“Oh, com certeza!” Charlie sorria. “Já estamos planejando uma festa, mas será para poucas pessoas, só uma reunião.”

“Que a minha mãe não os ouça.” Beth aparecia com seu prato de comida junto de Louise.

“Nada, suas mães já superaram o fato de que agora seremos nós duas.”

“Claro, se você acha que minha mamí e a sua mãe não vão nos ligar todos os dias, você está muito enganada.”

“Talvez não, Beth.” Louise comentava. “Sua mãe estará muito ocupada com o bebê, talvez ela esqueça de te perturbar.”

“E vocês dois, huh? Já está tudo pronto para viajar?” Beth perguntava. Seus amigos tinham uma viagem marcada para Grécia, presente do pai de Louise.

“Ah! Muito ansiosos, embarcamos amanhã à noite. Não vejo a hora.” Louise sorria, ansiosa.

“Fiquei surpreso com o presente, nunca imaginei que o pai da Lou confiaria tanto em mim.”

“Qual é, amor, meu pai te adora. Ele confia muito em você.”

“E quanto tempo vocês vão ficar lá?” Charlie perguntava.

“Duas semanas, um belo presente, huh?” Thomas passava os braços em volta da cintura de Louise, abraçando sua namorada que comia o churrasco preparado por Puck e Brian.

“Uma das coisas que mais quero, é que o bebê nasça logo, porque eu não aguento mais a mudança louca da minha mama.”

“Nem me fale, na rádio tem hora que ela está me amando, mas têm momentos que ela está chorando e me pedindo as coisas mais absurdas.” Charlie revirava os olhos, fazendo seus amigos rirem.

“E ela ainda está no sétimo mês, mais dois pela frente.”

“E elas não querem mesmo saber o sexo do bebê?” Louise perguntava, colocando seu prato sobre a mesa, e bebendo a coca-cola do seu namorado.

“Não, elas decidiram que vão querer surpresa. O meu e o da Olivia elas já sabiam, mas dessa vez, optaram por algo diferente.”

“Eu nunca que ia aguentar passar nove meses sem saber se é menino ou menina.” Charlie revirava os olhos. “Eu já estou ansiosa pra saber qual é o sexo do bebê da tia San.”

“É, mas assim como todos nós, vai precisar esperar.” Thomas dava de ombros, depositando um beijo na cabeça de Louise e saindo para comer.

“Estou muito feliz que estamos todos juntos, crescidos, com nossa vida encaminhada.” Beth abraçava Charlie, depositando um beijo no pescoço da garota. “Estou feliz com a nossa viagem, mas não vejo a hora de dormir pela primeira vez no nosso apartamento.”

“Vocês tem sorte de estarem juntas. Eu e Thomas passaremos todo o primeiro semestre em dormitórios com pessoas estranhas.” Louise fazia careta. “Trabalhar no restaurante é cansativo, mas estou gostando, é o começo pra juntar meu dinheiro, e em breve alugarmos um apartamento perto da faculdade.”

“Por favor, quando casarem, não se esqueçam de nós para madrinhas.” Beth sorria, falando com sua amiga.

“Vai demorar um pouco, mas não tenho dúvidas de que ele é o que eu preciso e quero pra minha vida. Eu amo aquele homem!”

“Aww, que lindos! Nós amamos vocês, e parabéns para nós.”

“Parabéns para nós.”

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O novo apartamento estava um sonho. A decoração e os moveis, tudo estava aconchegante e exatamente a cara delas. Após uma semana em Los Angeles na casa de Maribel, Beth e Charlie estavam felizes de estarem em casa, na casa delas. Já tinha se passado um mês desde a formatura e as garotas já se sentiam responsáveis ao estarem sozinhas.

Elas aproveitavam cada cômodo da casa, até mesmo nos momentos em que ficavam sentadas no sofá assistindo séries, aproveitavam cada momento juntas no sofá, na cozinha cozinhando ou no quarto.

O segundo quarto, decidiram que seria um estúdio para Beth, junto de um pequeno escritório para que Charlie pudesse estudar. Tinha um sofá cama no canto da parede para receber Olivia, já que a pequena as fizeram prometer que teriam várias noites do pijama juntas. O quarto não era grande como os delas, mas para o começo de um estúdio, para Beth, estava perfeito. Algumas telas brancas estavam penduradas na parede, e as tintas em duas prateleiras ao lado. Os pinceis separados em potes grandes e do outro lado do quarto, uma mesa com o notebook delas em cima, com uma caneca com canetas.

Elas estavam se preparando para começar a faculdade, e estavam ansiosas. Beth e Charlie já tinham comprado tudo o que iam precisar e cada coisa que compravam para casa ou para elas, se sentiam orgulhosas por não precisar mais do dinheiro dos pais – liberdade.

Era uma manhã calma quando o celular de Beth começou a tocar. A foto de Quinn aparecia na sua tela e logo a garota acordava, atendendo o celular.

“Alô?”

Beth,” A voz desesperada de Quinn soava do outro lado do telefone, fazendo a garota despertada.

“Mãe, o que aconteceu?”

Filha, o bebê... E-ele estava vindo antes da hora, estamos indo para o hospital.”

“O que?” O susto de Beth, acordava Charlie que rapidamente se sentava na cama. “Mas já? Mãe, mas... ainda não está no dia dele nascer.” A garota se levantava, gesticulando para que Charlie fizesse o mesmo e começando a se vestir.

Eu sei, estamos indo para o hospital. Sua avó nos encontrará lá, e Maribel pegará o primeiro voo para Nova York.”

“Céus, mãe, estamos a caminho.” Beth desligou o telefone, correndo para vestir uma camisa. “Parece que a minha mamí está em trabalho de parto. Nós precisamos ir.” Sem dizer nada, as garotas se vestiram e correram para a porta.

Uma hora antes.

Santana tinha acordado cedo naquele dia com enorme desconforto que sentia na cama. A latina se sentia enorme e com uma grande dor nas costas. Estava difícil para dormir, pois o calor e os chutes do bebê a fazia acordar o tempo todo. O bebê parecia não gostar quando Santana deitava de barriga para cima. A mesma decidiu tomar um banho para se refrescar e enquanto a água fria caia sobre o seu corpo, Santana fechava seus olhos apenas massageando sua barriga com seu sabonete de coco.

Na passada, Santana finalmente viu a lista de nomes escolhidos por Olivia. A pequena aproveitou que sua mãe estava sentada no sofá, e trouxe seu pequeno caderno com as ideias que tinha. A latina sorria com cada nome e não podia negar que alguns eram bonitos e criativos como: Tito, Angelo, Leo e Alejandro. Sim a pequena tinha colocado o nome do seu abuelo como um dos primeiros na lista, surpreendendo Santana. A latina sorria, lembrando a alegria da pequena ao falar todos os nomes, provavelmente deveria ter quinze nomes no caderno de Olivia. A latina guardou o caderno na sua gaveta do criado-mudo, prometendo que pensaria com carinho sobre sua escolha. Suas filhas estavam tão confiantes de que o bebê era menino, que Santana não podia negar que também sentia que seria um garoto.

A latina saia do banheiro enrolada na toalha, e se posicionava em frente ao espelho novamente imaginando seu bebê lhe encarando e sorrindo para ela através do espelho. O quarto do bebê já estava pronto, as roupas lavadas e passadas no pequeno guarda-roupa e cômoda, e a bolsa do bebê para o hospital já estava pronta. Faltava um mês para finalmente conhecer seu filho e ela estava ansiosa.

Ao se virar para pegar o seu óleo hidratante, Santana sentiu uma leve pontada em sua barriga a fazendo parar. Não era como um chute que estava costumada a sentir, aquela pontada a fazia sentir dor. Parada, a latina respirou fundo, e antes de se virar novamente, outra pontada mais forte a fazia perder o ar, e antes que pudesse andar até a cama, Santana sentiu água escorrendo por suas pernas, a fazendo arregalar os olhos, pois a dor intensificava.

“QUINN!” A latina gritava, sentindo seus olhos encherem de lágrimas. “QUINN!”

“San...” Quinn acordava assustava, procurando sua esposa ao seu lado.

“QUINN! A B-BOLSA.” Santana começava a chorar, sentindo um forte dor em seu abdômen. Em segundos, Quinn despertava, olhando sua esposa em frente ao espelho, e ao olhar para o chão, viu o carpete molhado.

“San, se acalma, amor.” A loira levantava rapidamente da cama.

“Quinn, tá doendo... Amor,” Santana estendia sua mão, segurando a de Quinn que podia ver a dor e o medo nos olhos da latina.

“Vamos nos vestir e vamos para o hospital, se acalma.” Quinn correu para o seu guarda-roupa, pegando o primeiro vestido e calcinha que viu a sua frente, ajudando Santana se vestir, e em seguida colocando um short e uma blusinha. Correu até o guarda-roupa pegando a bolsa para o hospital, e descendo a latina até o carro e a ajudando a sentar no banco, subiu correndo para pegar Olivia que ainda estava dormindo. Quinn a colocou no banco de trás, enquanto Santana chorava desesperada com medo do que estava acontecendo.

No caminho no hospital, Quinn ligou para sua irmã, Judy e Maribel, em seguida para Beth avisando o que estava acontecendo. A loira não podia negar que também estava com medo. Ela não sabia exatamente o que tinha acontecido, mas ao ver o carpete molhado próximo de Santana, se preocupava com o quão cedo sua bolsa tinha estourado, ainda falta um mês para o parto e Quinn não entendia o que estava acontecendo.

“Eu estou com medo, Quinn.” Santana sussurrava, segurando no cinto de segurança, chorando. Olivia ainda dormia no banco de trás e Quinn tentava manter sua esposa calma.

“Calma, amor, nós já estamos chegando, vai ficar tudo bem.”

“Quinn...”

“Shh, meu amor, nós já estamos chegando, minha mãe vai nos encontrar no hospital.”

“Mamãe?” Olivia acordava perdida, sem entender o porque estava dentro do carro.

“Oi, pookie, está tudo bem.” Quinn respondia e podia avistar o hospital a frente.

“Mamí? Mamí o que foi?” Olivia apoiava as mãos nos bancos da frente, vendo Santana chorando. A pequena levou uma de suas mãos até a bochecha da latina, acariciando sua bochecha. “Mamí, não chora.”

“Está tudo bem, pookie, a mamí só está com um pouco de dor, mas já chegamos ao hospital, e os médicos vão cuidar dela.” Quinn estacionava seu carro em frente à emergência, descendo, abrindo a porta de Olivia, e pegando a bolsa de Santana e do bebê, antes de ajudar a latina descer do carro. “Por favor, alguém ajuda.” Quinn gritou assim que entraram no hospital e dois enfermeiros correram em sua direção. “Ela está de trinto oito semanas e está com fortes dores no abdômen.”

“A minha bolsa...” Santana sussurrava, e outro enfermeiro aparecia com uma cadeira de rodas.

“Tudo bem, senhora, nós vamos cuidar de você.” O enfermeiro empurrava Santana para dentro de uma porta grande, onde barraram Quinn.

“Ela é minha esposa, preciso estar com ela neste momento.” A loira falava irritada.

“Senhora, por favor, vou pedir que faça a ficha da paciente no balcão e logo voltaremos com notícias.”

“Ela pode estar entrando em trabalho de parto e eu não posso deixá-la sozinha.”

“Mamãe?” Olivia tirava Quinn de seu transe, a fazendo se sentir péssima por ter esquecido sua filha por alguns segundos.

“Oh meu amor, me desculpa, me desculpa!” Quinn começava a chorar, abraçando Olivia. “Vem, vamos até ali fazer a ficha para a mamí.”

Segundos após preencher a ficha, Quinn andava de um lado para o outro, enquanto Olivia ficava em silêncio sentada na cadeira ainda vestindo seu pijama.

“Quinn!” Judy e Frannie apareciam no hospital, e Quinn abraçou forte sua mãe, chorando novamente. “Shh, está tudo bem, meu amor, está tudo bem.”

“Tia Frann” Olivia se levantava da cadeira, e Frannie a pegava no colo.

“Mãe, e-eu não sei o que aconteceu, eu estava dormindo e acordei com ela me gritando e quando acordei, vi que o carpete estava molhado e... Mãe, a bolsa dela estourou. O bebê não pode nascer ainda...”

“O bebê vai nascer?” Olivia perguntava, arregalando os olhos.

“Pode ser que sim, está animada para conhecer seu irmão?” Frannie sorria, tentando distrair a garota.

“Mãe!” Agora eram Beth e Charlie que aparecia no hospital, correndo para os braços de Quinn. “Mãe, o que aconteceu?”

Quinn contou novamente tudo o que tinha acontecido e Beth começava a chorar preocupada com sua mamí e com o neném. Olivia continuava no colo da tia, e Quinn pedia para que Beth ligasse para os amigos da família, e as duas adolescentes assentia pegando o celular.

“Sra Lopez?” Um médico aparecia no hall do hospital.

“Sou eu, como está minha esposa?”

“Venha, nós vamos te levar até ela. A bolsa dela realmente estourou e o bebê está prestes a nascer.”

“O QUE?” Todos na sala arregalaram os olhos.

“M-mas ele está vindo muito cedo,” Beth estava ao lado de sua mãe, falando com o médico.

“Por favor, Sra. Lopez, me acompanhe.” O médico olhava para Quinn e a mesma assentia, o acompanhando.

“Então vamos ficar aqui sem notícia?” Beth virava inconformada para sua tia.

“Bee, calma, tenta manter a calma, você vai assustar sua irmã.” Charlie abraçava sua namorada, sussurrando no ouvido da mesma.

“Fica calma, querida, tenho certeza que correrá tudo bem.” Judy acariciava o braço de Beth, tentando se manter calma e acalmar suas netas.

“San...” Quinn entrava no quarto onde sua esposa estava deitada na cama, com dois enfermeiros na beira da cama.

“Quinn...” Santana estendeu a mão, segurando o de sua esposa. “Quinn, o bebê...”

“Santana, a sua bolsa estourou” O médico comentava, colocando sua luva.

“Então ela já entrou em trabalho de parto?” Quinn perguntava, acariciando a testa de sua esposa.

“Sim,” O médico se sentava na beira da cama, entre as pernas levantadas e abertas de Santana. “Ela já está com 9 centímetros de dilatação.”

“Ughhhhh! Quinn!” Santana sentia outra contração. “Ele não pode nascer agora, ugh!”

“Santana, vai ficar tudo bem, nós vamos cuidar de vocês e nada vai acontecer.”

“Doutor,”

“Quinn, vai dar tudo certo.” O médico sorriu para a loira, e logo os enfermeiros se preparavam para o recebimento do bebê. “Ok Santana, quando sentir sua próxima contração, preciso que você empurre.”

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“Por que toda essa demora?” Beth andava de um lado para o outro, nervosa. Rachel, Brittany, Lily e Anna estavam no hospital e agora estavam todos em uma sala de espera maior.

“Beth, você precisa se acalmar.” Brittany se levantava, passando seu braço em volta do ombro da garota, e a sentando ao seu lado.

“Tia... E se.-“

“Vai ficar tudo bem, tenho certeza que estão fazendo tudo para manter sua mamí e o bebê a salvos.”

“Estou com tanto medo.”

“Eu sei, todos nós estamos, mas precisamos nos manter confiantes e firmes, por suas mães. E por aquela garotinha sentada ali perto da sua vó.” Brittany apontava para Olivia que comia suas unhas.

“Ela precisa para de comer as unhas.” Beth revirava os olhos, sorrindo, e se levantava se aproximando da irmã, segurando na mão da pequena e a abraçando. “Será que vamos conhecer nosso irmão hoje?”

“Espero que sim! E espero que realmente seja um menino. A mamí vai ficar bem, não vai?”

“Claro que vai, pookie. A mamí é forte, ela e o bebê vão ficar bem e tenho certeza que daqui a pouco irão nos chamar para conhecê-lo.”

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“AHHHHH!” Santana fazia força, novamente, cansada, deitando sua cabeça no travesseiro, chorando. “Não...”

“Santana, você precisa empurrar.” O médico podia ver a cabeça do bebê e sabia que em poucos minutos essa criança nasceria.

“E-eu não consigo mais... Estou muito cansada.”

“Santana.... amor, estou aqui, estamos todos aqui, você consegue. Vamos...” Quinn passava sem braço por baixo da latina, a levantando e segurando na sua mão. “Você consegue, o nosso bebê está quase aqui.”

“Santana, tente se concentrar apenas nas suas contrações e na sua força, você consegue, falta pouco.” O médico sorria, confiante de que o bebê viria saudável, não era a primeira vez que ele fazia o parto antes da hora.

“Ugh!!!!!” Santana sentia outra contração e aquele momento, fazia força, apertando a mão de Quinn e em segundos, a mesma sentia uma forte pressão entre suas pernas e a latina deitou novamente fechando seus olhos com vontade de dormir.

“Santana!”

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“Será que ninguém vai vir nos dizer o que está acontecendo?” Já tinha se passado quarenta minutos e ninguém tinha noticia do que estava acontecendo com Santana. Judy, assim como os outros estavam impacientes.

“Mãe, precisamos esperar, tenho certeza que alguém vira em breve com notícias.”

“Espero que mamí esteja bem.” Beth comentava, e Charlie agora estava ao seu lado, abraçando a mesma e Olivia.

“Vai ficar tudo, gatinha... Tenho certeza que vamos conhecer seu irmão em breve.”

Antes que alguém dissesse alguma coisa, a porta da sala de espera se abriu e o médico aparecia com todos eles se levantando indo ao seu encontro.

“Família de Santana Lopez?”

“Somos nós” Judy respondia. “Ela é minha nora. Como ela está? E o bebê?”

“Bom, o bebê está bem. A bolsa de Santana estourou antes da hora, e ela logo estava com nove centímetros de dilatação e apesar da dificuldade para empurrar, ela conseguiu.”

“Nós podemos vê-la? Minha mãe, ela está bem?” Beth abraçava Olivia, olhando apreensiva para o médico.

“Sim, ela está bem. Assim que o bebê nasceu, ela desmaiou, mas acontece, e ela já está bem. Os enfermeiros estão terminando de limpá-la. Gostaria de conhecer a nova ou o novo membro da família Lopez?”

“Sim!” Beth e Olivia falavam juntas, fazendo o médico sorrir.

“Podem vir comigo. Infelizmente, não posso deixar ainda que todos entrem, mas as filhas e a avó podem entrar. Os amigos entraram daqui a pouco.” O médico olhava para as três mulheres que ficavam para trás e direcionava Judy e as garotas até o quarto de Santana. Parando em frente à porta fechada. “Preparadas?”

“Por favor, doutor, estamos ansiosas.” Olivia respondia, fazendo sua irmã e sua avó rirem. Assim que a porta se abriu, as duas garotas entraram correndo no quarto encontrando Quinn em pé ao lado da cama de Santana, onde a latina estava em seus braços um embrulho – coberto de azul em seus braços, fazendo as garotas sorrirem de alegria. “É um menino!” Olivia subia as escadas ao lado da cama, para ter uma visão melhor de seu irmão.

“Sim, pookie, é um menino.”

“Vocês desejaram tanto um menino que aqui está.” Santana sorria, cansada, tirando o rostinho do seu filho de seu peito, deixando que suas filhas conhecessem o irmão.

“Oh Santana, ele é lindo.” Judy falava emocionada, abraçando Quinn.

“É um menino!” Olivia falava novamente, empolgada, passando seus dedinhos pela bochecha do irmão. “Mamãe, por que ele é tão pequenininho?”

“Porque ele nasceu algumas semanas antes, meu amor. Ele precisava crescer um pouquinho mais na barriga da mamãe, ganhar mais sustância.” Quinn explicava, sorrindo para sua pequena.

“Ele parece a Olivia quando era pequena.” Judy comentava, fazendo Santana rir.

“Eu?”

“Sim, você... Tem o mesmo formato do nariz,” Santana falava suavemente, passando a mão pelo rosto de Olivia delicadamente. “O mesmo olhinho, a mesma boca.” Santana apertava as bochechas da filha, a deixando com um bico suave.

“Ele é tão lindo, e tão pequeno.” Beth falava suavemente, sem tirar os olhos do irmão.

“Mas com muito leite, muito nutriente, ele vai crescer e ficar um bebê grande.” Judy sorria, passando seu braço em volta da cintura de Quinn.

“E qual será o nome dele? Já decidiram?”

“Quem está na sala de espera?” Quinn perguntava.

“Hmm, Tia Rachel, Lily, Britt, Anna e Charlie, por que?” Beth perguntava, confusa.

“Espera, vou chama-los.” Quinn saiu do quarto, deixando-as admirando o novo membro da família. Não demorou para que Quinn voltasse para o quarto com todos seus amigos. Charlie se aproximava de Beth, conhecendo o bebê, Puck, Rachel, Anna e Alex, Frannie e Brian, e Lily com Brittany. Todos eles tinham chegado ao hospital e Puck e Alex até tinham comprado balões com mensagens de “é um menino” e flores para Santana.

“Ah Santana, ele é tão lindo!”

“Ele é tão pequenininho, cuidado para não apertar ele demais.”

“Bro, ele é o bebê mais lindo que já vi.”

“Aw Santana, ele é sua cara. Tem o mesmo nariz.”

“Parabéns meninas, ele é lindo!”

Eram os elogios que recebiam assim que cada um se aproximava para conhecer o bebê. Estavam todos encantados e ansiosas para saber o nome do recém chegado da família.

“E então, qual o nome dele?” Beth perguntava, deixando todos ansiosos.

“Bom, queremos apresentar a vocês, o mais novo membro da família Lopez.” Quinn estava ao lado de sua esposa, depositando um beijo na cabeça do seu filho.

“Apresento a vocês, Tito Alejandro Lopez.”

“Foi o nome que eu escolhi!” Olivia falava empolgada, fazendo todos no quarto rirem.

A família estava completa. Depois de tudo o que passaram, Quinn e Santana tinham a família que sempre sonharam. Elas tinham Beth, a filha mais velha que apesar de passar por todo sofrimento com Quinn em sua infância, cresceu sendo hoje uma garota maravilhosa, educada, sensível e com um coração enorme como o de sua mãe. Hoje cursando algo que sempre amou e demonstrando que não tinha o porque de suas mães desconfiarem dela. Já Olivia, era a copia de Santana, e tinha a sensibilidade de Quinn, a garota estava cada dia mais sapeca, porém, sempre trazendo alegria para a casa, e agora tinham mais um para acrescentar na família, Tito Alejandro Lopez, o pequeno tão desejado pelas suas mães e por suas irmãs.

Teriam novamente noites sem dormir, milhares de fraldas para trocar, mas tudo valeria a pena com a sensação de presenciar o primeiro sorriso, a primeira risada, a primeira palavra e os primeiros passos. Tudo isso valia a pena. Elas se sentiam completas. Santana e Quinn se olhavam naquele momento e elas sabiam que ali, era o momento em que tudo se encaixava exatamente como deveria ser. Aqui não era outro começo, era mais uma realização, mais uma bolinha de alegria que apenas crescia e crescia na vida da família Lopez.

Notas finais
E então, o que acharam? OBS: Não sei como é um parto, então evitei descrever 100%, espero que não tenha atrapalhado nada na história. Quero agradecer a todos que acompanharam essa história e mesmo com a minha ausência, continuaram aqui, estão de volta. Agradeço muito por todos os comentários, as recomendações, OBRIGADA! Espero que esse final tenha feito jus a toda essa história. :D Review? Obrigadaaaaa!!! xx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!