Beating Heart.
35 I'll see you soon.
Notas iniciais
— Não fui eu! – Alejandro cruzava os braços, enquanto Beth e Olivia riam do garoto.
— Foi você sim. – Olivia ajoelhava na areia, tirando uma mecha de cabelo de sua testa. – A Beth também ouviu.
— Céus, isso foi muito engraçado. – Beth olhava para seu primo, que continuava com um bico adorável, se levantando e indo em direção a sua mãe. – Aww, Alejandro, nós estamos brincando, volte aqui!
— Mamí. – Alejandro se aproximava da mãe, sentando no colo da mesma.
— O que houve, mi amor?
— Beth e Olivia estão rindo de mim. – Alejandro deitava a cabeça no peito de Alyssa, que sorria com o filho.
— O que elas fizeram? – Santana falava brava, brincando, fazendo Alejandro olhá-la.
— Elas falaram que soltei um pum, mas não fui eu tia Tana, foi o brinquedo de Liv que faz barulho de pum quando aperta. – Alejandro fazia bico novamente e Santana, Quinn e Alyssa se seguravam para não rir do menino.
— Elizabeth e Olivia! – Santana logo virava para suas filhas. – Parem de pegar no pé do primo de vocês, por favor. – A latina falava autoritária, mas as garotas sabiam que sua mãe estava apenas brincando. – Pronto, meu amor, agora você já pode voltar a brincar com elas. – Alejandro balançava a cabeça dizendo que não e continuava no colo da mãe.
— O cansaço já está batendo. – Alyssa passava a mão sobre o rosto do filho, sorrindo.
Após o café da manhã, Quinn, Santana e Alyssa, saíram para passear pela cidade, com as crianças, enquanto Adam tirava a manhã para resolver algumas coisas de seu trabalho. Maribel não podia as acompanhar, pois tinha reunião com suas velhas amigas, onde uma vez por semana, marcavam para lanchar. E naquela tarde eram apenas das garotas e Alejandro, e logo após o lanche, todas decidiram passar um tempo na praia para que as crianças pudessem aproveitar a tarde de sol.
— Olivia ficará exausta e vai dormir assim que tomar um banho. – Quinn comentava, olhando para sua filha caçula.
— Não só ela, mas eu também, porque alguém não me deixou dormir a noite inteira. – Santana deitava na sua toalha, fazendo Quinn revirava os olhos, enquanto Alyssa ria.
— A culpa não é minha se você parece um adolescente excitado o tempo todo.
— Hey! – Santana apoiava os cotovelos na toalha, levantando a cabeça, olhando para Quinn.
— Isso com certeza deve ser genética, porque Adam é a mesma coisa.
— Não sei porque vocês duas estão reclamando. Sabe que não resistem aos Lopez. – Santana arqueava uma de suas sobrancelhas e Quinn se movia de sua tolha, para a de Santana, passando um de seus braços em sua cintura, e lhe dando um beijo na bochecha.
— Claro que não resisto, você já viu minha esposa? Já viu o quão sexy e linda ela é? – Quinn sussurrava, fazendo Santana sorrir, virando o rosto na direção de Fabray.
— Não tenho muito do que reclamar também, até porque, esses hormônios da gravidez me deixam doida. Parece que fazer aquilo todas as noites não é o suficiente. – Alyssa comentava, e podia ouvir a risada de suas cunhadas. – Adam provavelmente deve estar mais exausto do que eu.
— Oh, acredite, eu e Santana já passamos por isso. E se ela é assim sem estar grávida, imagina quando estava.
— Quinn, você fala de mim, mas quando estava grávida, não podia sequer me ver passando a língua pelos lábios que já ficava excitada. – Santana brincava, e Quinn apenas assentia, concordando.
— E de novo: Não tenho culpa se minha mulher consegue ser sexy em tudo que faz.
— É um dom. – Santana dava de ombros e Quinn pousava uma de suas mãos no rosto da latina, apertando sua bochecha, antes de depositar um selinho demorado em seus lábios.
— E convencida. Muito convencida, não é? – Alyssa falava rindo, e antes que pudessem continuar o assunto, o sorriso de seus lábios aumentava ao ver quem se aproximava delas. – Jay! – Ao ouvir o nome de Jay, Beth rapidamente levantava o rosto, encontrando o olhar do garoto que sorria simpático em sua direção.
— Hey Aly, como vai? – Jay se aproximava, depositando um beijo na bochecha da irmã, e em seguida no seu sobrinho que dormia no colo da mãe. – Oi Quinn, Santana, como estão? – O garoto era simpático e era difícil para Quinn e Santana não gostarem dele, mesmo se não quisessem.
— Como vai, Jay? – Quinn perguntava, e podia ver Beth rapidamente se levantando da areia, passando as mãos sobre suas pernas sujas, e se aproximando do garoto.
— Jay... – Sua voz saia como um sussurro, fazendo o coração do rapaz disparar. – O que faz aqui?
— Adam me avisou que estariam na praia e imaginei que estariam no mesmo lugar de sempre. – Jay sorria, e Santana olhava a interação dos dois, confusa. – Será que podemos conversar?
— Mm, claro... E-eu já volto. – Beth falava com suas mães, pegando seu shorts, e o vestindo, antes de sair junto de Jay.
— Ok, será que alguém pode me dizer o que foi isso? É impressão minha ou esses dois estavam muito estranhos? – Santana perguntava, e Quinn respirava fundo, esperando que os dois adolescentes se afastassem para contar para sua esposa e cunhada o que realmente tinha acontecido.
Xxxx
— E então... Como você está? – Jay perguntava, enquanto andavam lentamente pela areia da praia.
— Estou bem... E você? Alguma ressaca?
— Não, nada de ressaca, estou bem... – Jay sorria, e logo um silêncio pairava entre os dois, enquanto Beth olhava através de seu óculos escuro para a areia em que pisava. Nenhum dos dois sabia exatamente o que dizer ou o que fazer e tudo aquilo parecia um pouco desconfortável. – Você... – Jay quebrava o silêncio a fazendo olhá-lo. – Você se lembra de. –
— Do beijo de ontem à noite? – Beth perguntava, e Jay assentia. – Sim, me lembro. – Os dois ficam em silêncio novamente e Jay respirava fundo. – Me desculpe por aquilo, Jay.
— Você se arrepende?
— Mmm... Arrependimento não é a palavra certa, mas o beijo de ontem à noite me fez abrir os olhos para algumas coisas.
— Tipo?
— Tipo o quanto eu realmente sentia falta de Charlotte e não admitia. – Jay assentia, e Beth podia ver que aquela não era a resposta que o garoto esperava e então ela continuou. – E o quanto você beija bem. – A loira brincava, lhe empurrando com seu ombro o fazendo rir.
— Você também beija muito bem, Lopez.
— Obrigada. – Beth franzia o nariz, antes de continuar. – Mas, depois do beijo de ontem, eu sabia que não devia ter feito aquilo, Jay. Foi um erro. Você é um grande amigo, e desde quando cheguei está sendo um ótimo ouvinte e me aguentando, e... E-eu realmente não devia ter me aproveitado da situação como se estivesse te usando de alguma forma. – Beth falava suavemente, e Jay assentia, olhando para seus pés enquanto andava. – Você é uma ótima pessoa, Jay. Tem um coração enorme, e por mais que tenha essa aparência de garoto marrento, é carinhoso, e amoroso. – Suavemente, Beth levava uma de suas mãos até a do garoto, entrelaçando seus dedos aos dele. – Não vou mentir e dizer que não queria aquilo, porque eu quis, mas não quero que pense que fiz para te usar como um reserva pelo tempo que estou aqui. Você se tornou uma pessoa especial pra mim, um grande amigo e não quero que isso acabe, mesmo quando eu estiver em Nova York.
— Fiquei preocupado com você a noite toda. – Jay sussurrava, segurando firme na mão de Beth. – Por mais que eu tenha gostado muito... Muito, do que aconteceu ontem a noite, não queria que você cometesse um erro e depois se arrependesse. Você é uma garota especial, Elizabeth Fabray, e merece ser feliz com a garota que ama. Merece ter sua felicidade de volta e não é comigo que isso vai acontecer, nós dois sabemos disso. – Jay parava de andar, virando-se para Beth. – Como você disse, somos amigos e quero que essa amizade continue mesmo a distancia. E como seu amigo, vim até aqui para dizer que você foi uma idiota ontem a noite. – Jay falava sério, e Beth começava a rir, o acertando no peito. – Não deixa um erro de verão estragar aquilo que você pode ter para a vida toda, está bem?
— Quando foi que você se tornou tão inteligente, Jay? – Beth brincava. – Obrigada por ter vindo até aqui e por não deixar as coisas estranhas entre nós. Você merece alguém especial, Jay. Alguém que vai estar aqui, do seu lado, e tenho certeza que logo você a encontrará. Talvez, uma de suas amigas?
— Oh, não, elas são legais, me divirto com elas, mas nenhuma delas é igual a. – Jay parava, percebendo o que estava prestes a dizer, e a forma como olhava para Beth se tornava carinhosa. – A você. – Beth sorria, apertando seus dedos na mão de Jay.
— Olha, não vai ser fácil encontrar alguém como eu, porque só existe uma Elizabeth Fabray-Lopez nesse mundo, mas... – Jay começava a rir. – Sem dúvidas alguém especial, vai aparecer.
— Realmente, você não existe, Lopez. – Jay comentava, levando a mão de Beth até seus lábios e depositando um beijo carinhoso. – Quando éramos pequenos não via a hora de você ir embora, e agora, não vejo a hora de poder passar mais tempo com você.
— É porque naquele tempo eu estava com um dente faltando e não era tão bonita como hoje. – Beth brincava novamente, e Jay ria de novo, soltando a mão da mesma e a empurrando. – É sério, Jay...
— Você é uma idiota, Beth... – Jay começava andar novamente, passando uma de seus braços em volta dos ombros da garota.
— Oh, por favor, você não vive mais sem mim.
— Não... Mesmo você dando em cima de mim. – Jay brincava, e Beth ficava em choque, lhe dando outro murro no peito.
— Eu não fiz isso.
— Oh, fez isso. “Jay, quero te beijar.” – O garoto a imitava, fazendo a voz fina, rindo sem parar.
— Você é tão idiota, Jason! – Beth balançava a cabeça, se afastando e andando mais rápido na frente do garoto.
— Aww, qual é Beth. – Jay corria, passando os braços em sua cintura e a levantando, indo em direção ao mar.
— Jay! Não, a água está fria. – Beth tentava escapar, rindo, e antes que pudesse dizer algo, Jay já estava lhe jogando na água fria, e caia no mar junto da mesma.
Xxxx
Dez dias depois.
— Então, vamos continuar nos falando? – Jay perguntava, enquanto abraçava Beth, se despedindo da garota. – Tem certeza que Charlie não vai achar ruim?
— Jay... – Beth sorria, se afastando do garoto. – Você sabe que Charlie não se importa com isso. Te falei que ela mesma incentivou que continuássemos amigos.
— Eu sei... Só não quero atrapalhar nada entre vocês e. –
— Jason! Pela milésima vez, você não atrapalha. É meu melhor amigo e Charlotte sabe disso. – Beth sorria, afastando do garoto. – Quando for para Nova York não se esqueça de me avisar. Assim podemos nos divertir todos juntos. Tenho certeza que você vai gostar dos meus amigos.
— Está certo. Quando chegar me avise. Quero ter certeza que não teve um infarto no avião.
— Há há.
— Não se preocupe, Jay. – Santana aparecia atrás da filha. – Já demos a ela o sedativo que a fará dormir daqui até Nova York.
— Mamí! – Beth protestava, enquanto Jay começava a rir. – Não tenho medo de avião.
— Claro que não, bee. – Santana falava incrédula, brincando com a filha antes de abraçar Jay. – Foi um prazer revê-lo, Jay.
— Igualmente, Santana. Mesmo no começo você não gostando muito de mim, não é? – O garoto brincava, e a latina revirava os olhos se afastando.
— Não foi bem assim, Jay. Só fiquei preocupada com a Beth, só isso, mas te conhecendo desde pequeno sei que sempre foi um bom garoto.
— Obrigado. – Jay sorria e logo Santana se afastava, abraçando sua mãe pela última vez.
Duas semanas se passaram e a família Fabray-Lopez estava voltando para casa. Depois de aproveitarem cada minuto em L.A com o clã Lopez, estava na hora de voltarem. Santana não estava muito feliz, pois sempre que precisava deixar a mãe, sentia como se um pedaço de seu coração estivesse ficando para trás. Porém, apesar da idade, Maribel ainda era uma senhora agitada que odiava ficar parada. Tinha a cabeça ocupada e fazia suas caminhadas pela manhã no intuito de se manter saudável e viva, como ela mesma diz. Santana sabe que sua mãe é uma latina forte, mas nunca deixa de se preocupar. Já Quinn, mesmo amando Nova York, sempre vai ter um espaço especial em seu coração por Los Angeles, onde sempre conseguia descansar e aproveitar cada minuto ao lado de sua família que tanto ama.
Olivia não estava muito feliz e era a única que chorava dizendo que sentiria falta de Alejandro e dos biscoitos da abuela. Nos últimos dias a pequena não saia de perto da avó e era como uma sombra a seguindo junto de Alejandro. A pequena se divertiu o quanto pode e sabia que voltando para casa, ficaria um bom tempo sem vê-los novamente, e enquanto ainda estava no colo da avó, Quinn se aproximou para pegá-la, e com muita luta, a pequena passou para o colo da mãe, deitando sua cabeça no ombro de Fabray e acenando para seus tios e avó, enquanto saiam de casa. E Beth? Bom, ela não podia negar que também estava triste, que aproveitou o quanto pode e que depois de ter se resolvido com Jay, tudo ficou mais leve e sua viagem foi mais divertida. A mesma falava com Charlie todos os dias, e até mesmo quando falaram por Skype, Beth fez questão de apresentar Jay e Charlie, e mesmo sabendo que aquele era o garoto que Beth beijou, Charlie não podia negar que ele era especial, diferente de Liah que sempre foi estranha e maldosa, Jay era engraçado e mostrava que a sua única preocupação era que as duas estivessem bem. E após conhecer Jason, Charlie sabia que ele e Beth eram sim grandes amigos e apoiava aquela amizade.
Agora que Beth estava indo embora, o seu coração acelerava ansiosa querendo chegar rápido em Nova York. Charlie já estava por lá e as duas se encontrariam novamente pela primeira vez depois de terem se resolvido. Beth estava ansiosa para ter finalmente sua namorada de volta em seus braços e beijá-la o quanto pudesse. Los Angeles sem dúvidas foi uma ótima experiência, mas nada se compara com a sensação de estar nos braços de Charlotte novamente.
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