Notas iniciais
Oieeeee gente! Finalmente estou aqui atualizando. Novamente eu peço desculpas pela demora, eu juro que estou tentando voltar no ritmo de postagens e não demorar tanto, mas está muito complicado onde trabalho e está uma correria sem fim. Tentei compensar minha demora fazendo um capítulo que vai agradar todos vocês (pelo menos espero que agrade, haha). Obrigada por quem continua acompanhando, sendo paciente e quem não nunca desiste da história. Vocês são ótimos leitores e são quem me fazem continuar. Obrigada e agora aproveitem xxxxxxx

Naquela manhã Beth pulou da cama, sendo a primeira a acordar em sua casa. A garota estava ansiosa, com medo e não tinha conseguido dormir de madrugada pensando no que faria em seu dia. Ela sabia que precisava tomar uma atitude de uma vez e parar de sofrimento, mas primeiro, Beth teria que começar devagar. Um de cada vez. A loira pensou terminando de tomar seu banho, desligando o chuveiro e se enrolando em sua toalha.

A garota se colocou na frente de seu espelho, olhando em seus olhos castanho-claros como o de sua mãe Quinn e tentando tomar coragem para o passo que daria naquela manhã.

Beth se secou, indo para o seu quarto, vestiu sua lingerie cinza claro, uma calça jeans skinny azul clara, vestiu uma blusinha regata banca, com um suéter marrom por cima, calçando sua bota sem salto de cano curto. A estação ainda era inverno e apesar disso, o tempo em Nova York não estava tão frio como de costume e o sol aparecia em sua janela. Optou em deixar seu cabelo solto, já que nunca gostou de prendê-lo.

Logo que ficou pronta, ouviu a porta do quarto de suas mães se abrindo e antes que Santana aparecesse em seu quarto, Beth abriu a porta encontrando-a no corredor.

— Bom dia, mama! – Beth sorria se aproximando de uma sonolenta latina que parecia se arrastar no corredor. – Mmmm, pelo visto alguém aí teve a noite agitada. – Beth fazia careta se aproximando e depositando um beijo na bochecha de Santana.

— Bom dia, bee. – Santana ria baixo com o comentário da filha. – Talvez nós tenhamos tido uma noite agitada ou talvez não.

— Ew! – Beth fechava os olhos. – Eu vou fingir que não ouvi isso e continuar sendo uma garota inocente. – A garota sorriu forçado, fazendo Santana rir.

— Continue assim. – A latina prendia seu cabelo em um rabo de cavalo. – Vou descer para preparar o café da manhã. Sua mãe está tomando banho, você pode, por favor, acordar sua irmã, mijá?

— Claro. – Beth sorriu indo na direção do quarto de Olivia que ficava logo ao lado do seu.

Logo que Beth chamou pela primeira vez por sua irmã, a pequena abriu os olhos sorrindo ao ver quem estava lhe acordando. A pequena levantou coçando seus olhinhos, se levantando, deixando seu coelhinho de pelúcia deitado em seu travesseiro, enquanto ia até o banheiro para tomar banho e se aprontar para mais um dia de aula.

Não demorou para que as quatro Lopez estivessem juntas mais uma manhã tomando café. Bacon para Beth, Olivia e Quinn, enquanto Santana tomava apenas uma xícara de café.

Quinn avisava para Olivia que iria buscá-la no fim da tarde no colégio. Até porque Fabray estava curiosa para conhecer a famosa mãe de Chloe. Santana comentava que ficaria na rádio até às cinco horas da tarde e que voltaria a tempo para jantar. Beth era a única que mexia em sua comida nervosa preocupada se seus planos dariam certos. Não demorou para que a mesma se levantasse se despedindo de suas mães e irmã, saindo alguns minutos mais cedo do que de costume querendo que seu dia acabasse logo e que tudo ficasse bem.

Logo que chegou ao colégio, Beth respirou fundo avistando no estacionamento a primeira pessoa com quem ela gostaria de falar. A pessoa que ela mais fugiu todos esses dias. A garota saiu do carro rapidamente, pegando sua bolsa, apertando seu alarme e indo na direção de Lucas.

— Hey. – Beth falava suavemente e assim que Lucas a viu abriu um grande sorriso, passando seus braços em volta da loira, lhe abraçando com força.

— Até que enfim. – Lucas brincava saindo do abraço depositando um beijo na bochecha da loira. – Fiquei preocupado. Mandei várias mensagens e você nunca respondia. Te procurei pelo colégio e sempre que achava uma de suas amigas, elas me falavam que você já tinha ido embora. – Lucas falava carinhoso, colocando algumas mechas do cabelo de Beth para trás de sua orelha.

— Pois é – Beth sorria, desviando seu olhar de Lucas. – Eu estava um pouco confusa com algumas coisas que estavam acontecendo e queria ficar sozinha.

— Aconteceu alguma coisa? – Lucas perguntou e Beth ficou em silêncio por alguns segundos.

— Mmm, será que podemos conversar antes da aula começar? – A garota perguntava sorrindo olhando para Lucas que assentiu e ambos foram se sentar no banco, embaixo de uma árvore na entrada do colégio.

— E então, o que houve?

— Lucas, — Beth começava falando suavemente. – Esse tempo que me isolei, que não te respondi, foi um tempo que eu estava bem confusa e precisava pensar. – A garota pausava e Lucas assentia sorrindo suavemente. – Você pediu que eu te desse uma chance pra gente se conhecer e não vou mentir. – Beth pausou, colocando sua mão sobre a de Lucas. – Eu realmente quis. Nosso primeiro encontro foi muito legal e pra ser sincera foi o primeiro e único encontro que já tive. – Lucas sorria, acariciando a mão de Beth. – Mas, — A loira pausava sentindo seu coração pulando em sua garganta, respirando fundo.

— Você gosta de outra pessoa? – Lucas perguntava e Beth olhou para o seu colo, brincando com seu anel, assentindo devagar.

— Me desculpa, Lucas, eu juro que não queria te dar nenhuma esperança. – Beth mordia o canto de seus lábios. – Eu realmente quis te conhecer e você foi e é um ótimo amigo, mas eu não estou interessa em algo a mais que isso. Demorou, mas consegui abrir os olhos e perceber que essa pessoa sempre esteve ao meu lado e só precisava de um empurrãozinho talvez. – A loira sorriu e Lucas abaixava a cabeça assentindo.

— Tudo bem. – O garoto soltava sua mão de Beth. – Você é uma ótima garota Beth e seria ótimo te ter como amiga.

— Mhm. Claro. Eu adoraria ser sua amiga. – Beth se aproximou depositando um beijo suave na bochecha do garoto. – Não quero que você pense que fiz de propósito, porque nunca tive a intenção, você é um ótimo garoto Lucas e tenho certeza que vai conseguir achar uma garota legal que seja decidida e não atrapalhada como eu. – Os dois riram baixo e Lucas assentiu.

— Você é atrapalhada, mas é linda, Beth. Tem esse jeito meigo e delicado que é impossível sentir raiva de você.

— Obrigada, Lucas. – Ambos ficaram em silêncio por alguns segundos e o garoto se levantou.

— Bom, eu espero que Charlotte também sinta o mesmo. – No mesmo instante, Beth arregalou os olhos e Lucas começava a rir. – Vou indo. – Lucas a olhou por alguns momentos e pela primeira vez desde a hora em que conversaram, Beth sentiu seu estomago revirar com o modo como Lucas a olhava. Era como se seu olhar dissesse que suas últimas palavras não fossem verdadeiras e que ele desejava o contrário daquilo tudo.

Beth apenas abriu um meio sorriso e Lucas se afastou fazendo-a respirar fundo, pegando sua bolsa e se direcionando para sua primeira aula.

— Hey Bee. – Louise acenava empolgada de sua cadeira assim que Beth entrou na sala.

— Hey Lou. – Beth sorria, depositando um beijo na bochecha de sua amiga.

— Eu vi você e o Lucas conversando. O que rolou? – Louise perguntava e Beth revirava os olhos.

— Nada demais. Só estávamos conversando, Louise. – A loira se sentava em sua cadeira, abrindo seu livro em cima de sua mesa. – Você viu a Charlotte por aí? Hoje não temos nenhuma aula juntas. – Beth entortava sua boca e Louise abria um sorriso ainda maior.

— Ainda não, mas aviso que você perguntou por ela. Provavelmente Charlie vai estar na minha segunda aula. – Louise respondeu olhando maliciosa para Beth que revirava os olhos mais uma vez.

As horas passavam lentamente para Beth e tudo o que ela queria era que o final das aulas terminasse logo. A loira ainda teria treino com Charlotte e depois encontraria todos seus amigos no glee clube.

— Hey. – Charlotte aparecia ao lado de Beth no armário, enquanto a mesma arrumava seu cabelo para começarem o treino.

— Hey. – Beth sorria suavemente.

— Como você está? – A morena passava seus dedos suavemente pelo braço de Beth fazendo-a se arrepiar.

— Bem e você? – Beth fechava seu armário.

— Estou bem. Fiquei preocupada com você depois que fomos embora. Liah sugeriu que eu te ligasse, mas achei que talvez você não quisesse me ver. – Assim que Beth ouviu o nome de Liah seu estomago revirou e a mesma precisou se segurar para não levantar novamente suas paredes e afastar Charlie.

— Mm. – A loira respondia.

— Beth? – Charlotte estava com seu coração apertado e angustiada com tudo que estava acontecendo entre ela e Beth. Tudo o que a morena queria era que as coisas voltassem ao normal e que Beth parasse de afastá-la e de se excluir o tempo todo. Charlotte queria resolver de uma vez por toda essa situação, porque seu coração também apertava com a ausência de Beth. – Eu... –

— Vamos logo, meninas, não temos o dia todo. – O treinador interrompia Charlie ao bater na porta com força, fazendo-as pular de susto.

Beth olhou para sua amiga por alguns segundos, mordendo o canto de seus lábios, passando pela mesma para iniciarem mais um dia de treino e muita corrida.

Durante o treino, as duas mal tinham tempo para conversar e Charlotte não queria um assunto inacabável. Até porque, ela sabia que enquanto corressem, seria impossível ter qualquer tipo de assunto importante e apenas sorria e conversava com Beth assim com conversava com as outras garotas.

O treino durou exatamente uma hora e meia e agora ambas já estavam terminando de se vestir após o banho para irem juntas ao glee clube. Charlotte podia sentir o quanto sua amiga estava nervosa e inquieta ao brincar com seu anel a todo segundo enquanto andavam até a sala de música. A morena tentou puxar alguns assuntos, mas Beth apenas a respondia com palavras monossilábicas e sorria assentindo.

Charlotte achava que algo estava errado com Beth e começava a se preocupar com medo de que o problema maior fosse ela. A morena sentia seu peito apertando com a possibilidade de Beth se afastar e se fechar completamente para ela. Seus olhos se enchiam de lágrimas ao pensar sobre isso e precisava respirar fundo para se concentrar e não chorar na frente de todos. Charlotte estava com tanto medo de perder Beth que sequer sabia o que dizer.

Já Beth, estava com as mãos soando frias porque sabia que seu plano seria colocado em prática naquele momento. Para ela talvez pudesse ser tudo ou nada. A loira mal conseguia olhar para Charlotte com medo de que uma palavra da morena fosse lhe fazer desistir de tudo e simplesmente ignorar o fato de que ela realmente amava Charlie de uma maneira diferente.

Assim que entraram na sala do coral, todos já estavam sentados nas cadeiras e Sr Schue como sempre estava atrasado. Louise, Thomas e Liah assim que as viram, acenaram sorrindo. Beth respirou fundo tentando não fazer cara de desfeita para Liah e ser educada ao cumprimentá-la. Já Charlie, praticamente voou no colo da garota fazendo Beth fechar os olhos por alguns segundos se sentando ao lado de Thomas, para ficar longe de Liah e Charlie que se sentavam do outro lado de Louise.

— Isso é ridículo. – Beth sussurrava consigo mesma e no mesmo instante Thomas e o outro garoto ao seu lado, Justin que era do último ano se virou para olhá-la.

— Está tudo bem? – Justin perguntava simpático.

— Mhm, só um pouco ansiosa ou nervosa, não sei. – Beth gesticulava.

— O que houve? – Thomas perguntava sussurrando, mas Beth apenas balançou a cabeça e podia ver pelo canto de seus olhos que Charlie a olhava. – Beth, você está tremendo. – Thomas soltava a mão de Louise segurando na de sua amiga.

— Será que... – Beth respirava fundo, tentando manter sua respiração no mesmo ritmo. – Lá fora. – A loira falava e Thomas assentiu, se levantando, segurando na mão de Beth e a tirando de dentro da sala.

— Beth, o que houve? – Thomas perguntava preocupado enquanto ambos estavam parados no corredor, próximos a porta.

— Thomas, eu... – Beth respirava fundo. – Eu amo a Charlotte. – A loira sussurrava e Thomas abria um enorme sorriso.

— Eu já sabia disso. – O garoto respondia e logo sua ficha caia. – Espera. Você está assim por que está com ciúmes? Eu te conheço Elizabeth e sei muito bem que você praticamente passa mal quando está com ciúmes. – Thomas se aproximava segurando suas duas mãos. – Se acalma. Charlotte também te ama e Liah é apenas uma amiga.

— Mas e se elas começarem terem algo? – Beth olhava para seu amigo e seus olhos começavam a se encher de lágrimas. – E se eu tiver descoberto tudo isso tarde demais?

— Se acalma, blondie. – Thomas brincava. – Elas não têm nada e são apenas amigas. Pode confiar em mim, está bem? – O garoto encontrava os olhos de Beth e a mesma assentia devagar.

— E-eu tenho uma surpresa pra ela agora. – Beth começava a falar suavemente. – Mas estou com medo de ela não gostar, Thomas e... –

— Acredite. – Thomas a interrompia lhe dando um abraço. – Ela vai amar, bee. Tudo o que vem de você, faz aquela garota te amar ainda mais. – Thomas falava suavemente e Beth começava a relaxar em seus braços.

— Obrigada, Thommy. – Beth se afastava sorrindo.

— Não há de que. Agora vamos voltar lá para dentro, porque você precisa pegar sua garota. – Thomas segurou na mão de Beth fazendo-a rir e assim que voltaram para sala, Charlie a olhava preocupada.

Não demorou para que Sr. Schue entrasse na sala e enquanto ele falava, Beth olhava para seus dedos, rodando seu anel, sem ouvir uma palavra sequer do que o mesmo falar. Seu coração batia em sua garganta e ela se preocupava se Thomas realmente tinha razão. Se tudo isso daria certo. Sua cabeça começava a girar e a doer com todos os prós e contras que surgia em sua mente. A loira fechou seus olhos, respirando fundo contando até dez, tentando ficar em silêncio. Eu sou uma Fabray-Lopez. Eu vou conseguir. Respira Beth. A loira falava consigo mesma e logo que abriu seus olhos, Sr. Schue falava exatamente sobre o tema de sua música. Amor.

Beth estendeu sua mão, chamando atenção de seu professor que no mesmo instante sorriu. Sr. Schue adora a voz de Beth e não escondia que adorava todas as vezes que a mesma cantava ou dava alguma opinião na aula.

— Oh, pois não, Beth? – Sr. Schue perguntava e agora todos do coral a olhavam.

— Mmm... – Beth falava nervosa e no mesmo instante, sentiu a mão de Thomas sobre a sua, lhe encorajando. – Sr Schue... E-eu gostaria de cantar uma música.

— Claro, Beth. Eu estava mesmo a ponto de perguntar se alguém tinha alguma música para o nosso tema de hoje. – Sr. Schue respondia sorrindo.

Beth olhou para Thomas, seguido de Louise, Liah e Charlotte. A loira respirou fundo, levantando-se de sua cadeira e indo primeiramente até a banda, pegando um dos violões, se aproximando para um dos músicos e passando a eles a música que ela tocaria. Alguns assentiram dizendo que sabiam qual música era, enquanto um dos guitarristas procurou em seu Ipad a letra da música e disse que seguiria o restante da banda com a melodia. A loira sorriu para eles, quando o tecladista a ajudou com um banco e um microfone com suporte os colocando na frente da turma.

— Eu não sabia que o tema de hoje seria esse... – Beth se ajeitava no banco, apoiando o violão em sua perna o posicionando. – Mas mmm, a música que eu vou cantar fala sobre isso. – A loira sorria sem jeito para seus colegas e logo seu olhar encontrou o de Charlotte. As duas olhavam intensamente uma para a outra e a morena sentia seu coração explodindo em seu peito. – Mm, ok. – Beth olhava para o seu violão começando a tocar suas primeiras notas.

.. Mmmm... Mmmm...

You by the light

Is the greatest find

In a world full of wrong

You're the thing that's right

Quando Beth começou a tocar, a mesma que estava nervosa há segundos atrás, podia se sentir mais relaxada com a música saindo suavemente de seus lábios e de seus dedos ao tocar seu violão.

Finally made it through the lonely

To the other side

(Chorus:)

You said it again

My heart's in motion

Every word feels like a shooting star

I'm at the edge of my emotions

Watchin' the shadows burnin' in the dark

Logo que chegou ao refrão, Beth com seus olhos cheios de lágrimas encontrava os olhos de Charlotte que também estavam com o seu coração quase saindo por sua garganta.

And I-I-I'm in love

And I-I-I'm terrified

For the first time

And the last time

In my only life, life

Charlotte respirou fundo, sentindo sua felicidade explodindo em seu peito. Pela forma como Beth a olhava, ela tinha certeza que aquela música era para ela, aliás, para quem mais seria se ninguém tinha uma história com Beth? A morena estava com um sorriso suave nos lábios enquanto Thomas e Louise sorriam sem parar olhando de Beth para Charlotte.

This could be good

It's already better than that

And nothing's worse than knowing you're holding back

I could be all that you needed

If you let me try

You said it again

My heart's in motion

Every word feels like a shooting star

I'm at the edge of my emotions

Watchin' the shadows burnin' in the dark

And I-I-I'm in love

And I-I-I'm terrified

For the first time

And the last time

In my only life, life

Beth agora sorria fechando seus olhos sentindo a música percebendo no quanto tudo aquilo estava lhe fazendo bem. Finalmente admitir que estava apaixonada por sua melhor amiga. Finalmente deixar suas paredes caírem e dizer para todo que estava apaixonada por Charlotte. A morena a olhava com tanta intensidade que até mesmo Sr. Schue e toda a turma perceberam e sorriam ao ver o entrosamento das duas amigas. A música não só atingia Charlotte, como também mexia com todos ali e com alguns dos casais do coral.

I only said it

'Cause I mean it (ohhhh)

I only mean it

'Cause it's true

So don't you doubt

What I've been dreaming

'Cause it fills me up

It holds me close

Whenever I'm without you

Um dos garotos da banda fazia uma segunda voz ajudando Beth deixando a música ainda mais intensa. As duas voltavam a se olhar e uma sorria para a outra.

You said it again

My heart's in motion

Every word feels like a shooting star

Watchin' the shadows burnin' in the dark

And I-I-I'm in love

And I-I-I'm terrified

For the first time

And the last time

In my only life, life, life

In my only life.

Assim que Beth terminou Thomas, Justin e mais alguns amigos, assobiaram parabenizando Beth. A loira sorria para eles e ao encontrar novamente o olhar de Charlotte, respirou fundo, enquanto o tecladista voltava para tirar o violão e o microfone de sua frente. Beth sentia seu estomago revirar ao perceber que a morena não tinha reação nenhuma. Alguns olhavam para ambas enquanto o coração de Beth apertava começando a se arrepender do que tinha feito com medo de que fosse perder Charlie e que Thomas estava totalmente errado, mas antes que Beth pudesse pensar em sair da sala, Charlotte se levantou, passando pelas cadeiras se colocando na frente de Beth.

As duas se olharam por alguns minutos e podiam sentir olhares em cima delas e antes que Beth pudesse dizer algo, Charlotte pousou suas duas mãos no rosto da amiga, encontrando seus lábios iniciando um beijo suave.

Beth sorria durante o beijo, colocando suas mãos sobre a cintura de Charlotte, inclinando a cabeça para o lado oposto da mesma, enquanto ouviam assobios e “Vai Beth!” de alguns garotos.

Ambas se sentiam nas nuvens enquanto se beijavam, mas logo Charlotte se afastou, depositando vários selinhos nos lábios de Beth que sorria sem parar ao ver que seu plano tinha dado certo.

— Então isso quer dizer que...-

— Eu te amo. – Beth falava sussurrando a interrompendo. E dizer essas palavras e ouvi-las, faziam ambas sentirem borboletas desesperadas em suas barrigas.

— Eu também te amo. – Charlotte sussurrava, depositando outro selinho nos lábios de Beth.

— Oh que demora em descobrirem isso, pelo amor de Deus. – Louise comentava, fazendo as duas rirem.

— Me desculpa por ter te afastado. Por ter sido tão chata, mas eu estava confusa e... –

— Assustada? – Charlotte a interrompia. – Sua música literalmente falou por você. – A morena sorriu.

— Será que depois da aula nós podemos conversar? – Beth colocava algumas mechas do cabelo de Charlotte para trás da orelha.

— Claro.

— Ótimo. – Beth depositou outro selinho nos lábios de Charlotte e ambas saíram de sua bolha, voltando a se sentarem juntas e de mãos dadas ao lado de Liah.

— Fico feliz por vocês. – Liah falava com as duas. – Não aguentava mais a Charlotte falando e choramingando por você. – Liah fazia careta e Charlotte brincando lhe dando um tapa.

— Isso era pra ser segredo. – A morena brincou e Beth sorria depositando um beijo na bochecha de Charlotte e pela primeira vez, a loira se sentia um pouco segura ao estar ao lado de Liah e Charlotte, até porque, Beth sabia que Charlie agora era só dela.

Xxxx

Quinn estava encostada em seu carro parado na porta do colégio de Olivia a esperando. A loira olhava para algumas mães e pais que chegavam de minuto em minuto e se perguntava qual dessas seria a mãe da Chloe, até porque, Quinn fazia questão de cumprimentá-la. Fabray e Santana tinham conversado e decidido que ficariam de olho em Natalie para protegerem Olivia. Ambas sabiam o quanto era difícil para uma criança ter pais gays e fariam o que fosse para proteger suas filhas. Não era uma situação nova, já que Beth passou por isso durante sua terceira série, porque sua professora a tratava diferente dos outros colegas porque era contra a vida que suas mães levavam e não achava certo Beth ter nascido de uma delas. Santana naquela época deixou seu famoso lado Snix aparecer e a professora de Beth perdeu seu emprego por preconceito.

E com Olivia as coisas não seriam diferentes. Quinn e Santana protegeriam a pequena de quem e do que fosse. Olivia demonstrava ser mais doce e frágil do que Beth quando tinha sua idade. A pequena tinha uma grande dificuldade para se enturmar e suas mães se preocupavam com isso e faziam o possível para fazer a pequena Lopez se soltar mais na presença de outros.

Logo que o sinal tocou, um carro parou atrás do de Quinn, descendo uma mulher ruiva que logo Fabray imaginou ser a mãe de Chloe. A loira a examinou por alguns segundos e logo foi surpreendida com um pequeno impacto sobre suas pernas.

— Mamãe! – Olivia passava seus braços em volta da cintura de Quinn a olhando.

— Hey, meu amor. – Quinn deslizava seus dedos sobre o cabelo escuro de Olivia. – Como foi seu dia?

— Foi legal. – Olivia dava de ombros olhando para o lado avistando Chloe. – Chloe? – A pequena chamava sua amiga que logo se virou segurando a mão de sua mãe e se aproximando de Olivia e Quinn. – Mamãe Q, essa é a minha amiga Chloe que eu te falei. Chloe essa é minha outra mamãe Quinn. – Liv sorria simpática assim como Chloe.

— Que legal! – Chloe olhava para sua mãe. – Olha mamãe, Liv tem duas mães. – A ruivinha falava empolgada e Quinn pode perceber o desgosto nos olhos de Natalie.

— Como vai? – Quinn estendia sua mão para Natalie, abrindo o seu famoso sorriso falso. – Quinn Lopez. É um prazer conhecê-la. Oi Chloe. – A loira falava carinhosa com a ruivinha que acenou de onde estava.

— Natalie Hale. – A ruiva abria um meio sorriso, arqueando sua sobrancelha e enquanto cumprimentava Quinn a olhando da cabeça aos pés. – Não sabia que Santana era casada com... Uma mulher. – Natalie falava e Quinn fingia não perceber o tom de desgosto na voz da mesma.

— Pois é, somos casadas há muito tempo. – Quinn passava seu braço em volta do ombro de Olivia protegendo-a.

— Liv, você vai à minha festa, certo? É depois de amanhã! – Chloe falava empolgada.

— Vou sim. Eu e minha irmã compramos seu presente e tenho certeza que você vai amar, não é mamãe Q? – Olivia olhava para cima e Quinn sorria passando a mão em seu cabelo.

— Claro. Tenho certeza que Chloe vai amar. – Quinn olhava para a pequena ruiva e podia perceber que o olhar de Natalie ainda estava em cima dela e de Olivia com desgosto e Fabray se segurava para não ir para cima da mesma. Santana e Quinn aceitavam que olhares tortos fossem dados a elas, mas odiavam quando eram dados a as suas duas filhas.

— Eba! Mal posso esperar para ver. – Chloe dava um pulo ao lado de sua mãe.

— Vamos Chloe. – Natalie segurava firme a mão da filha a puxando. – Nós temos que ir. Dê tchau para Olivia e para a Sra. Lopez.

— Tchau Liv, até amanhã. Tchau Sra. Lopez. – Chloe acenava simpática e as duas Lopez acenaram de volta. Natalie apenas olhou para Quinn e em seguida para Olivia dando um meio sorriso e se afastando com Chloe.

Assim como Santana, Quinn não tinha gostado de Natalie e tinha a sensação de que a mãe de Chloe não fosse uma boa pessoa. Só pela forma como ela olhou para Quinn e Olivia podia-a se ler em seu rosto que Natalie não estava gostando nada do que tinha descoberto.

Logo que Olivia sentou no banco de trás e colocou seu cinto, Quinn dava partida em seu carro e se lembrou de Brooklyn.

— Hey pookie. – Quinn olhava no retrovisor percebendo que Olivia estava olhando pela janela e parecia estar concentrada.

— Mm?

— Como está Brooklyn? – Quinn perguntava e Olivia parecia estar e outro mundo.

— Bem.

— Vocês brincaram hoje? – A loira tentava puxar assunto com sua filha, preocupada em vê-la tão pensativa.

— Mhm, a Chloe não quis brincar com ele, mas eu brinquei. – Liv respondia sem tirar os olhos da janela.

— E por que ela não quis brincar com ele?

— Não sei. – Olivia encolhia seus ombros.

— Chloe o convidou para o aniversário dela?

— Não. – Liv respondeu rápido e Quinn respirou fundo com medo de saber do motivo do qual Brooklyn não foi convidado.

O caminho de volta para casa foi silencioso e Quinn fez uma anotação mentalmente para se lembrar de comentar sobre isso com Santana. As duas estavam preocupadas com Olivia e tomariam qualquer providência para não deixar Natalie machucá-la.

Logo que chegaram, Quinn ajudou Olivia a carregar sua bolsa, entrando em casa e a pequena foi para seu quarto tomar banho para lanchar.

Não demorou para que Beth entrasse em seguida com Charlotte logo atrás dela. As duas estavam de mãos dadas e quando avistaram Quinn descendo as escadas Beth soltou sua mão da morena sorrindo para sua mãe.

— Mãe! – Beth falava e Quinn semicerrava os olhos olhando para as duas adolescentes a sua frente.

— Hey tia Q. – Charlotte acenava.

— Oi Charlie, não sabia que teríamos companhia para o jantar. – Fabray se aproximava das duas depositando um beijo na bochecha de cada uma.

— Pois é. – Beth respondia desviando o olhar de sua mãe. – Nós vamos para o meu quarto. – Beth rapidamente segurou na mão de Charlie e as duas passaram correndo por Quinn a fazendo rir.

Beth entrou em seu quarto, jogando sua bolsa no chão, puxando Charlotte para dentro enquanto fechava a porta. A loira mordeu o canto de seus lábios olhando nos olhos de Charlie que se aproximava, pousando sua mão no rosto de Beth, aproximando seus lábios ao da mesma e depositando selinhos suaves e apaixonados fazendo à loira se arrepiar fechando seus olhos.

— Charlie... – Beth sussurrava contra os lábios de Charlotte. – Nós temos que... Conversar. – A loira colocou sua mão no ombro de Charlie e a empurrou devagar se afastando.

Charlotte sorriu, deslizando sua mão sobre o braço de Beth até alcançar sua mão e entrelaçando seus dedos com o da mesma, levando-a até a cama. Ambas tiraram seus sapatos e se sentaram uma ao lado da outra, entrelaçando seus dedos novamente.

— O que vai acontecer com a gente? – Charlie perguntava, começando a brincar com os dedos de Beth.

— Você sabe que somos duas lerdas por não ter aberto os olhos antes, certo? – Beth brincava.

— Eu sei, mas acho que tudo tem sua hora. Talvez se tivesse sido cedo demais estragaria o que temos pela frente. O nosso começo. – Charlie sussurrava, olhando para Beth.

— Você tem razão. – A loira sorriu e se virou para poder ficar de frente para Charlie. – Boo, me desculpa por ter te empurrado daquela forma nesses últimos dias. Me desculpa por ter me excluído e por ter te machucado, porque eu sei que machuquei, inclusive quando fiquei com Lucas. – Charlotte depositava um beijo na mão de Beth. – Demorei para finalmente entender. Eu estava com medo de que tudo isso fosse uma situação clichê por ser filha de um casal de lésbica, mas meu coração sempre pediu por você e fui idiota em não ouvi-lo, então me desculpa por tudo que fiz você passar nesses dias, mas eu realmente não estava bem e precisava de um tempo, mesmo não sabendo como lhe dizer tudo isso. Lhe contar o que estava acontecendo de verdade.

— Eu podia ter te ajudado. – Charlie sussurrava.

— Mas isso era algo que eu precisava resolver e me descobrir sozinha.

— Também foi difícil entender as coisas que estavam acontecendo comigo. – Charlie sussurrava, acariciando a mão de Beth. – Esse sentimento já estava querendo sair a um tempo atrás, mas eu não sabia o que fazer e muito menos se tudo era real. Se era mesmo amor que eu estava sentindo e precisei de um tempo para descobrir isso. – Beth sorria, mordendo o canto de seus lábios.

— Como você descobriu? – A loira perguntava.

— Bom, na verdade, eu comecei a desconfiar no finalzinho do verão quando estávamos brincando na piscina e você ria sem parar porque estávamos jogando água uma na outra e quando me aproximei, você sorria tão... – Charlie pausava. – Seu sorriso era tão lindo e a forma como seus olhos brilhavam com a luz do sol fez meu coração disparar como se fosse saltar pela minha boca. Depois na hora que fomos jantar, você depositou um beijo na minha bochecha e todas as borboleta dormentes na minha barriga batiam asas sem parar e eu mal conseguia respirar. – Charlie fazia careta e Beth começava a rir adorando o que estava ouvindo. – Depois daquele dia eu ficava imaginando nós duas juntas e era difícil entender do porque tudo tinha mudado tão de repente. Tinha vontades de passar o tempo todo com você. Odiava quando tínhamos que nos separar e quando uma mensagem sua aparecia no meu celular era o suficiente para me fazer sorrir igual uma idiota. – Charlotte balançava a cabeça. – E foi então que eu descobri que realmente estava me apaixonando, mas não quis aceitar, porque estava com medo de te perder. De não estarmos na mesma página e acabar te afastando de mim. Então preferi acreditar que isso passaria, mas se não fosse pela Louise falar sem parar no meu ouvido, eu não conseguiria abrir os olhos dessa forma.

Beth olhava para Charlie em silêncio apenas com olhar boba de apaixonada. A mesma se aproximou depositando outro selinho nos lábios da morena, se sentando em seu colo de frente para ela, passando seus braços em volta do pescoço da mesma e encostando uma testa sobre a outra.

— Me desculpa por ter demorado tanto. Depois que descobri o que meu coração queria, parecia que tudo aparecia para atrapalhar. Liah foi uma delas e senti tanto ciúmes que não conseguir me aproximar de você e me abrir. – Beth roçava seus nariz sobre o de Charlie, enquanto a morena acariciava seu rosto.

— Eu sabia que você estava com ciúmes da Liah. Te conheço, Elizabeth. – Charlie brincou. – Você é uma boba, porque Liah e eu somos apenas amigas e só queria que ela se enturmasse com você e Louise, porque ela é sozinha no colégio, bee, não tem amigos. – Beth deslizava uma de suas mãos para o cabelo de Charlie, enrolando algumas mechas em seu dedo suavemente, sentindo uma pontada de arrependimento por ter tratado Liah com tanta indiferença. – A única garota que eu quero é você, porque eu te amo, bee. Eu te amo muito.

— Eu também te amo, muito. – Beth depositava outro selinho nos lábios de Charlie. – Talvez eu consiga dar uma chance para Liah, mas se ela sequer se engraçar para o seu lado, eu juro que... –

— Você não tem que se preocupar, porque eu só tenho olhos para você.

— Que coisa mais clichê. – Beth brincou. – Mas eu amei saber disso. – Beth aproximou novamente seus lábios aos de Charlie, encaixando sua boca sobre a da mesma, iniciando um beijo suave por mais alguns segundos, antes da morena interromper.

— E agora? O que vamos fazer? – A morena perguntava e Beth começava a sorrir tendo uma ótima ideia para poder começar algo novo com Charlie. A loira se afastou, encarando Charlie novamente, segurando em sua mão.

— Charlotte, o que acha de termos nosso primeiro encontro? – Beth sugeria. – Você aceita a sair comigo amanhã à noite? É sexta-feira e não precisamos nos preocupar com o horário de dormir. Algo que acho ridículo, já que estamos com dezesseis anos e nã... -

— Sim. – Charlotte interrompia Beth, depositando um selinho em seus lábios. – Aceito sair com você amanhã à noite. – A morena sussurrou e Beth passou seus braços em volta do pescoço de Charlotte, aproximando seus lábios aos da morena, iniciando novamente um beijo suave entre elas.

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O dia já tinha virado noite e Charlie sentava em volta da mesa ao lado de Beth enquanto jantavam. Santana já tinha chegado da rádio e conversado com Quinn sobre Natalie decidindo que se a ruiva causasse algum problema com Olivia que incluísse seus colegas, ambas marcariam uma reunião com o diretor da escola.

Beth e Charlotte sorriam sem parar e o comportamento das duas não passou despercebido aos olhos de Santana e Quinn.

— Posso saber do porque as duas estão sorrindo iguais duas tontas? – Santana brincava recebendo uma suave cotovelada de Quinn.

— Mama! – Beth revirava os olhos.

— O que? – Santana encolhia seus ombros. – Quero saber o motivo de tanta felicidade, mesmo eu tendo uma leve ideia do porque.

— Amor, deixe as meninas em paz. – Quinn sorria olhando para Beth.

— Nós só fizemos as pazes, mama. – Beth sorria e Santana semicerrava os olhos. Depois da conversa que tiveram as duas mães de Beth sabiam exatamente do porque a filha estava tão feliz. Beth tinha dito que tomaria uma atitude e após declarar para elas o amor que sentia pela Charlotte, Quinn e Santana sabiam que as duas garotas poderiam estar entrando em um possível relacionamento.

— Seeeeeei. – Santana brincava e recebia outra cotovela de Quinn.

— Santana! – Quinn arqueava sua sobrancelha e logo Santana ria baixo, parando de provocar Beth e Charlotte.

Enquanto as quatro iniciavam uma conversa aleatória, Olivia mexia em sua comida dando algumas colheradas enquanto parecia estar no seu próprio mundo. A pequena olhou para suas mães, para Beth e se levantou colocando seu prato sobre a pia.

— Hey mijá. – Santana olhava para sua pequena que abria um sorriso de leve. – Não está com fome? – Olivia balançou a cabeça dizendo que não e suas mães podiam notar o quanto ela estava diferente desde que chegou do colégio.

— Eu vou para o meu quarto. – Olivia olhou para suas mãozinhas e subiu correndo para seu quarto.

— Alguma coisa aconteceu. – Quinn falava preocupada. – Amor, eu não estou gostando disso. Odeio vê-la dessa forma. – Os olhos de Fabray começavam a se encher de lágrimas e Santana passava seu braço em volta do ombro da mesma.

— Mãe, será que alguém falou ou fez alguma coisa? – Beth perguntava.

— Nós só vamos descobrir conversando com ela. – A latina depositava um beijo sobre a cabeça de Quinn.

— Olivia é tão pequenininha pela idade que tem. – Charlie falava suavemente. – E às vezes parece frágil. Ela pode ser durona quando briga com a Beth, mas ela é delicada e parece até uma boneca com esses olhos marrons e aquele cabelo preto igual da tia Tana. – Beth sorria ao ver Charlie falando de sua irmã. – Não acho que algo grave tenha acontecido, tia Q. Como eu disse, Olivia é delicada e pode ser que as pequenas coisas a deixem preocupadas com alguém ou com o depois. – Beth pousou sua mão por cima da de Charlie, entrelaçando seus dedos aos de sua futura namorada.

— Mãe, talvez Charlie tenha razão, mas de qualquer forma, deixa que eu converso com ela, está bem?

— Sim, mi amor. – Santana acariciava o braço de Quinn. – Talvez Charlie tenha razão, vamos deixar que bee converse com Olivia e dependendo do que for, tomaremos uma providência. — Quinn assentiu, respirando fundo, tentando não pensar nada de ruim, voltando a comer.

Uma hora depois Beth estava no deck se despedindo de Charlie enquanto Santana estava tentando confortar Quinn que ainda se preocupava com Olivia. Não demorou para que Beth entrasse avisando que estava indo ver sua irmã.

Ao entrar no quarto, Beth encontrou a pequena deitada na cama, abraçada com um fofo coelho branco de pelúcia e Olivia mexia em suas orelhas grandes, enrolando-as em seu dedo.

— Hey sissy. – Beth fechava a porta atrás de si, sorrindo, se aproximando para deitar na cama atrás de Olivia, passando seu braço em volta da pequena. – O que houve, toddler? – Beth perguntava percebendo que Olivia ainda mexia nas orelhas de seu coelho. – Olivia, não precisa ter medo. Você sabe que estou aqui para o que der e vier. Somos irmãs e você é minha melhor amiga. Liv, você pode confiar em mim. – Assim que Beth comentou de Olivia ser sua melhor amiga, a pequena respirou fundo, se virando de frente para sua irmã, deixando seu nariz próximo ao de Beth.

— Lembra que te contei do meu amiguinho Brooklyn? – Olivia perguntava e Beth assentiu passando sua mão no cabelo de sua irmã. – Eu sei porque a mãe da Chloe não sorri pra ele. – Liv falava baixo.

— E por que não? – Beth perguntou imaginando qual seria a resposta.

— Porque... – Olivia ficava em silêncio por alguns segundos e Beth podia sentir o quanto sua irmã estava triste. – Porque ele tem dois pais. Chloe nos contou que a mãe dela não a deixa brincar com Brooklyn porque ele tem dois pais e ela nunca contou que eu também tenho duas mães, porque Chloe gosta de mim e não quer parar de brincar comigo, mas hoje a mamãe da Chloe conheceu a mamãe Q e ela não vai mais gostar de mim. – Liv levava uma de suas mãos para seu rosto, começando a chorar em silêncio, fazendo o coração de sua irmã se partir em mil pedaços.

— Awn Liv, não fica assim. – Beth trazia o corpo pequeno de Olivia para perto do dela, a abraçando forte. – Shh, está bem.

— Eu fui a única que brincou com Brooklyn hoje, porque a Bella teve que brincar com a Chloe, porque ela não ficava perto do Brooklyn. – Liv falava soluçando. – E-eu não entendo, bee. O que tem de errado ele ter dois papais? A mãe da Chloe não vai mais ela deixar nós duas brincarmos e Isabella também não vai mais querer ser minha amiga. – Liv escondia seu rostinho contra o peito de Beth. – E-eu vou ficar sem amiguinhas de novo, porque ninguém mais vai gostar de mim. – Beth apertava sua irmã com força, tentando não chorar junto com a mesma e sentindo por dentro uma vontade insuportável de ir até a casa da tal Natalie e lhe dar vários tapas no rosto.

— Isso não vai acontecer. – Beth tentava consolá-la. – Você é a garotinha mais esperta, engraçada, carinhosa e fofa que eu já conheci. Você é linda Liv e as pessoas se encantam sempre que te veem pela primeira vez. Tenho certeza que Chloe e Isabella não vão deixar de serem suas amigas por causa disso. Ter duas mães é algo especial que poucos aceitam e entendem, mas temos que ser fortes por elas e por nós, e não deixarmos que gente idiota com mente pequena nos machuque. – Beth sussurrava e percebia que Olivia se acalmava. – Nossas mães se amam e o amor é algo normal para todos. Vem em todas as formas para qualquer um, não importa sexo ou idade. As mamães se amam e amam muito eu e você, porque somos uma família. Elas fariam qualquer coisa por nós e nos fazem felizes, certo? – Liv assentia suavemente. – As pessoas não nos conhecem e não sabem o que é certo ou errado. Nossa família é normal como todas as outras, a única diferença é que temos duas mães, mas a família é como qualquer outra. – Beth depositava um beijo na cabeça de Olivia.

— Mas a mamãe da Chloe não me acha legal. – Olivia sussurrava. – Ela viu a mamãe Q e agora sabe que tenho duas mães, ela não vai mais deixar a Chloe brincar comigo e a Bella também não vai.

— A mãe da Chloe é do tipo de pessoa que se acha superior a nós e não passa de uma cabeça pequena. – Beth respirava fundo. – Vou sempre estar aqui pra te proteger de gente assim, está bem? Até porque, também passei por isso quando era mais nova. A minha professora não gostava de mim só porque eu tinha duas mães. Toda vez eu chorava, porque ela nunca me deixava fazer nada divertido igual meus amiguinhos, até o dia que contei pra mamãe Tana e ela foi até lá e liberou a Snix dentro dela. Se não fosse pela mamãe Q, ela tinha batido na minha professora. – Beth começava a rir e podia sentir Olivia rindo baixo contra seu peito.

— Será que ela vai liberar a Snix para a mãe da Chloe? – Olivia perguntava e Beth assentia.

— Se aquela vaca continuar te fazendo mal, então a mamãe vai. – Beth depositou um beijo na testa de sua irmã, sorrindo carinhosa. – Não importa o que aconteça, nunca se esqueça que eu e as mamães te amamos muito, Liv e vamos sempre te proteger de pessoas como Natalie. Você sabe que sua família te ama e que nós quatro somos felizes juntas. Não importam o que te falem, nunca dê ouvidos a eles. Você é uma Lopez e é mais esperta do que qualquer adulto como Natalie.

— Eu te amo muito, bee. – Olivia passava seu braço em volta de Beth a abraçando forte.

— Eu te amo, toddler. Não fica preocupada, está bem? Tenho certeza que Chloe não vai se afastar de você. – Beth sorria, apertando sua irmã em seus braços. – Depois de amanhã vai ser o dia da festa da Chloe e vocês vão aproveitar muito. – A loira sorria, enquanto Olivia saia do abraço olhando para os seus dedinhos, ficando pensativa entrando novamente em sua bolha.

— Você pode me levar e buscar na escola essa semana? – Olivia sussurrava timidamente. – E pode me levar também na festa da Chloe? – Beth olhava para sua irmã franzindo o cenho.

— Olivia. – A loira se ajeitava na cama, se sentando ao lado de sua irmã, pronta para questioná-la, mas ao olhar no quanto a pequena estava vulnerável ao seu lado, decidiu apenas em realizar o pedido da irmã. – Claro. Eu te levo, mas você precisa me prometer que não importa o que aconteça você vai sempre. Sempre me contar, Olivia, porque mamãe Q e mamãe Tana te ama da lua até a volta e ficariam muito tristes se soubessem que você está triste por causa delas.

— Não é por causa delas. – Olivia balançava a cabeça. – Eu só quero que você cuide de mim. Você é minha melhor amiga, certo? – A pequena sussurrava e Beth sorria ainda mais, aproximando seu nariz do de Liv.

— Sua melhor amiga.

Notas finais
Finalmenteee Beth e Charlotte se entenderam, né? Espero que eu tenha feito jus ao que vocês esperavam, caso contrário, prometo tentar o primeiro encontro das duas ainda mais fofo! :D Para todos que esperam Quinntana, sejam pacientes, porque logo terá um capítulo delas!!! Woohoo! Para quem quiser ouvir a música que a Beth cantou "Katharine McPhee - Terrified" -- https://www.youtube.com/watch?v=tHpXxBDXsJw Review? xxxxxx