Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, comentem e Boa leitura

Cheguei em casa sem fome e subi para dormir um pouco, procurei o celular dentro da bolsa, mas não o achei Sabia!-pensei comigo mesma, não posso confiar em ninguém, me distrai um pouco e o safado pegou meu celular!

Desci as escadas pegando o telefone fixo e liguei para o meu celular, mas só dava telefone fora de área.

Suspirei sabendo que não veria o telefone tão cedo e voltei para o meu quarto, coloquei o relógio para despertar e dormi um pouco, Tão bonito e nesta vida de roubo... –pensei antes de pegar no sono.

Acordei com o som do despertador e um pouco sonolenta me dirigi ao banheiro e tomei um banho demorado, voltei para o quarto só de toalha e encontrei Caleb deitado na minha cama com um terno sem gravata e tênis no pé.

–O que aconteceu com o seu celular? –perguntou virando o rosto para mim.

–Fui roubada. –falei lembrando que não tinha terminado a conversa com Caleb pelo telefone.

–Ok, tome cuidado da próxima vez, e... Iremos sair em meia hora. –falou.

–Ok.

Ele se levantou e saiu pela porta a fechando, escolhi um vestido simples do meu closet e coloquei um vestido preto sem mangas, um sapato com salto na com nude e peguei uma blusa, passei uma sobra clara e o batom combinando, deixei meus cabelos soltos e sai do quarto, desci as escadas e todos já estavam prontos, minha mãe com um vestido cinza com mangas ¾ e decote moderado e salto enquanto meu pai estava de terno azul.

No carro do meu pai fomos para o restaurante que meu pai marcou e no caminho ele falou um pouco sobre Marcus, sua esposa falecida Evelyn e seu filho Tobias.

–Vocês já os conheceram, mas foi quando vocês eram mais jovens, fomos no funeral de Evelyn, acho que vai ser bom reencontra-lo. –falou meu pai um pouco animado enquanto dirigia.

Chegamos no restaurante e fomos guiados a uma mesa onde tinha um homem mais ou menos da idade do meu pai com cabelos grisalhos e um pouco mais cheinho que meu pai, ao lado dele estava uma mulher que parecia ter metade da idade dele com um vestido vermelho e um decote imenso.

–Quem é essa? –sussurrei para Caleb e ele deu de ombro também confuso.

Sentamos na mesa de frente para eles e ficamos um tempo nos encarando até o garçom vir, fizemos nossos pedidos.

–Hum... Marcus estou vendo que você esta muito bem... Onde esta o seu filho? –meu pai perguntou olhando para a cadeira vazia ao lado de Marcus que por sua vez sussurrava coisas no ouvido da mulher ao seu lado que só ria. –Talvez ele tenha se atrasado?

–Não, ele não vem hoje. –falou não se importando em olhar para nós.

–Ele por acaso esta doente? –perguntou minha mãe, e percebi Marcus revirar os olhos, ele não se parece em nada com os amigos do meu pai, e é um grosso.

–Não. –respondeu curto. –Ele só não quis vir. –murmurou e se ajeitou na cadeira ficando de frente para nós, mas com o braço nos ombros da mulher que parecia estar entediada.

–Acho que eu sei por que. –falei baixinho e Caleb que estava do meu lado riu um pouco, o que chamou atenção dos outros na mesa para nós dois.

–Esses são seus filhos? –ele perguntou olhando para mim sorrindo e em seguida para Caleb.

–Sim, essa é Tris minha filha de 16 anos e Caleb meu filho de 17 anos. –meu pai respondeu sorrindo.

Marcus me olhou de um jeito estranho com um sorriso que me fez sentir arrepios, olhei para baixo tentando evitar olha-lo mais ainda senti minha pele queimar por ele ficar me encarando.

A comida chegou, foi colocada na nossa frente e começamos a comer, me arisquei a olhar para cima e dei de cara com Marcus ainda me olhando, ele acariciou o rosto da mulher ao seu lado que ainda não falou nem uma palavra desde que chegamos e me voltei para o prato.

–Meu filho tem a idade de do seu filho Andrew, talvez eles estudem juntos. –Marcus falou.

–Espero que sim. –meu pai falou sem prestar muita atenção.

O jantar terminou em silencio, ninguém pegou sobremesa assim que todos terminamos o jantar Marcus simplesmente levantou com a mulher se despediu e foi embora, fiquei de boca aberta afinal ele nem pagou a parte dele.

–Ele... Não vai pagar? –perguntou Caleb confuso pela mesma coisa que eu.

–Ah... Não precisa... Afinal fui eu que o convidei, é normal seu eu a pessoa a pagar. –meu pai respondeu circulando a situação.

Assim que voltamos para casa Caleb subiu para o quarto, dei boa noite para os nossos pais e fui para o meu quarto, mas encontrei Caleb encontado na parede do corredor me esperando.

–Tris, me faça um favor. –pediu me olhando serio. –Não chegue muito perto do Marcus, não gostei do jeito que ele te olhou.

–Ok, ele é meio sinistro. –falei sorrindo um pouco.

–Estou falando sério, eu sei que você sabe se defender, mas ele é mais forte que você, me prometa que não vai ficar num mesmo cômodo que ele sozinha. –pediu.

–Prometo Caleb. –falei e ele me puxou para um abraço, nós somos muito próximos e sempre que precisei dele, ele estava do meu lado sendo meu irmão, amigo e confidente.

Nos separamos e entramos nos nossos quartos, fui para o banheiro tomei um banho demorado, coloquei um shorts de algodão e uma camisa larga que ia até o meio das minhas coxas cobrindo o shorts e deitei, peguei no sono rapidamente.

De manhã acordei já era 6h30min estava atrasada, então tomei um banho rápido, escovei meus dentes, coloquei uma calça jeans, uma regata soltinha preta e um tênis all star também preto, deixei meu cabelo preso em um rabo de cavalo, e pegando a minha mochila desci as escadas indo para a cozinha, Caleb estava com uma calça jeans e camisa azul e seus óculos, ele estava levantando já.

–Quer carona? –perguntou.

–Sim. –respondi pegando uma maça de cima da mesa e beijando meu pai e minha mãe no rosto antes de sair atrás de Caleb.

Entrei em seu carro e Caleb dirige até a escola, tento decorar o caminho e rapidamente pego, assim que chegamos a escola conseguimos um lugar próximo a saída, o estacionamento estava quase vazio e assim que descemos do carro o sinal tocou, fomos até a secretaria e pegamos nossos horários.

Nos separamos indo cada um para a sua sala minha primeira aula era de Biologia, demorou um pouco para achar a sala, e quando encontrei bati na porta e o professor me olhou com cara feia me mandando sentar em seguida, sentei na única carteira vaga ao lado de uma garota com a pele morena e cabelos curtos pretos, ela sorriu para mim e retribui começando a prestar atenção na aula.

Antes da aula acabar o professor me chamou e pediu para me apresentar.

–Hum... Meu nome é Beatrice Prior, mas podem me chamar de Tris, tenho 16 anos e me mudei de Nova York. –falei o mínimo.

Voltei para a minha carteira e o sinal tocou, peguei minha bolsa e a menina que estava do meu lado veio falar comigo.

–Oi Meu nome é Cristina. –falou sorrindo.

–Prazer em conhecê-la me chame de Tris.

–Eai Tris, qual a sua próxima aula? –ela perguntou animada me arrastando para fora da sala junto com ela.

–Hum... Historia. –falei checando o papel com os horários.

–Legal a minha também.

Fomos para a próxima aula e por ser muito chata acabei não prestando muita atenção e acho que Cristina também não gosta da aula, pois ficamos trocando bilhetinhos a aula interia e ela me apresentou a Cara uma garota loira e bastante inteligente, mas bem divertida.

Depois de mais uma aula desta vez sem Cristina só com Cara, fomos para o intervalo onde acabei sentando com Cristina e Cara, pegamos nossas bandejas de comida e sentamos em uma mesa vazia, mas que aos poucos foi enchendo e elas me apresentaram ao pessoal. Will irmão de Cara eles são bem parecidos, a não ser pela cor de cabelo, que a de Will é castanho(16), Uriah(17), Marlene(16), Lynn(17), Shauna(18) e Zeke(18) irmão de Uriah.

Longe da minha mesa vi Caleb conversando animado com um garoto e uma menina que pareciam ter a mesma idade que ele, fico feliz em vê-lo com amigos rapidamente.

O sinal do termino do intervalo tocou e me despedindo dos outros fui em direção a minha próxima aula que seria de Educação física, fiquei animada e também teria essa aula com Uriah e Cristina.

Eu e Cristina nos trocamos no vestiário, coloquei um short preto que tinha trago e uma camisa azul da escola assim como todas as outras meninas.

Saímos do vestiário e encontramos com Uriah, tinha mais gente que o normal e no canto da Sala o professor falara com a mulher que reconheci ser da secretaria, assim que ela saiu o professor veio até nos e falou que teríamos que nos juntar com outra sala, pois a professora da outra turma ganhou o filho que estava esperando e por isso tirou licença.

–Vamos formar duplas. –falou o professor e todos se animaram pegando no braço de quem queriam. –Eu vou escolher a dupla...

Falou e todos deram um ah...De decepção, o professor foi falando os nomes e eu fiquei prestando atenção.

–Cristina e... –leu devagar o nome da lista e fiquei na esperança de ser escolhida. –Uriah.

–Desculpe Tris. –falou Cristina indo com Uriah a onde as duplas estavam.

–Beatrice Prior e... Quatro. –falou e o olhei confusa.

–Quem? –perguntei e ele olhou para mim e me indicou um garoto que estava do lado de Uriah só que de costas conversando e rindo com ele.

Fui até lá de vagar olhando o garoto de costas largas braços fortes, alto e cabelos curtos e loiro escuro, dando um sorrisinho para Cristina me coloquei ao lado do garoto e fiquei olhando para o professor.

Algumas garotas ficaram me encarando com raiva e vi uma que estava prestes a choras dizendo que eu não devia ter ficado com quem eu fiquei como dupla.

O professor colocou alguns colchonetes no chão e falou para fazermos alguns exercícios.

Cada dupla pegou um colchonete e ficou um deitado e outro ao lado auxiliando no exercício. Quando estava indo pegar um colchonete alguém esbarrou em mim me desequilibrando e como um deja vu antes de sequer encostar no chão mãos fortes me seguraram pela cintura me impedindo de cair.

A pessoa me colocou novamente de pé e olhei para cima encontrando olhos azuis escuros, era o mesmo garoto que me derrubou na praça!

–Você... –comecei a falar, mas parei quando vi um sorriso aparecer em seus lábios mostrando seus dentes perfeitamente alinhados em um lindo e hipnotizante sorriso.

–Bom te ver de novo. –falou. –Pelo jeito você é minha dupla, vamos. –disse indo até os colchonetes pegando um e o estendendo na minha frente até que ele parou pegou algo em seu bolso e o estendeu para mim.

Olhei em suas mão e lá estava meu celular, peguei-o rapidamente e ele deitou no colchonete.

–Por que esta devolvendo uma coisa que você roubou? –perguntei confusa, normalmente quando uma pessoa rouba algo, ela vende.

–Eu não roubei. –falou rindo como se tivesse ouvido uma piada. –Você deixou cair quando eu esbarrei em você na praça. –começou a fazer algumas abdominais e parou. –Pode segurar minhas pernas? –Sentei em frente a ele segurando suas pernas juntas e as prendendo no chão para não se moverem. –E quando você fugiu de mim, esqueceu de pegar o seu celular que por sinal estava espatifado no chão, deu sorte que nada aconteceu.

–E por que estava com ele no bolso? Perguntei enquanto ele subia e descia com as abdominais, até que parou a alguns centímetros de distancia do meu rosto, compartilhando e respirando o mesmo ar, senti meu rosto esquentar corando e desviei o rosto.

–Estava te esperando te encontrar de novo. –falou voltando a sua sequencia. –Não esperei que seria tão rápido.

–hum... Obrigada, então. –falei.

–Vamos trocar agora. –falou e soltei suas pernas que por sinal eram bem grossas e torneadas e cheias de pelo.

Eu deitei no lugar que ele estava e ele ficou onde antes eu estava, ele segurou minhas pernas e senti uma corrente elétrica passar entre nós dois, não era desconfortável ter as mãos dele me tocando, mas fiquei um pouco envergonhada.

Comecei a serie de abdominais, mas acabei me cansando quando cheguei no 15 e ele reparou, pois pegou meus braços que estavam cruzados sobre meu peito e me puxou para cima.

–Afinal eu me chamo Quatro. –falou sorrindo.

–É... seu nome ver...dadeiro? –perguntei ofegante. –Ou apelido?

–Apelido, mas normalmente quando as pessoas falam o próprio nome ou apelido, você tem que dizer o seu. –falou.

–Me chamo... Beatrice..., mas pode... Me chamar de Tris. –respondi.

–Muito prazer Tris.